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sábado, 20 de setembro de 2014

(Garrido & Outras Máfias) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (114)

O árbitro mais corrupto da história do desporto português
(António Garrido em entrevista)
O ex-árbitro, considerado o melhor árbitro português de todos os tempos, conta as aventuras de uma carreira ímpar. Confessa que a principal mágoa foi ter falhado por um triz a final de um Campeonato do Mundo, ao mesmo tempo que revela que esteve para abandonar a arbitragem, quando lhe incendiaram o carro em Guimarães no quente ano de 1975.
Mas acabou por ir lá parar...Fui dirigente do Marinhense durante vários anos e tinha um amigo que era o presidente da Associação de Futebol de Leiria, o saudoso Vieira Ascenso, que me convenceu a frequentar o curso. Continuei a não querer ser árbitro e estive um ano sem pegar no apito. Até que um dia fui experimentar - a fiscal-de-linha - e gostei. Comecei a sentir um carinho muito grande pela arbitragem e vi que se chegasse ao topo podia aproveitar para fazer aquilo que mais sonhava: viajar. Assim foi. 


Como é que um árbitro reage quando tem a noção que errou?
Na minha carreira houve penalties que marquei quase sem ter visto. E outros que não marquei e que foram. Há aquele momento exacto, aquela fracção de segundo e o apito sai ou não sai. Se não sai, já não há nada a fazer. Mas se apitamos e ficamos a pensar que se calhar não foi, é seguir o jogo e nada de entrar na lei das compensações. Isso é o pior que pode acontecer a um árbitro. Pressentir que errou e depois procurar emendar o erro com outros erros.


Há algum momento na carreira que tenha sido particularmente difícil? Tive um único momento grave na minha carreira. Foi em Guimarães, numa partida entre o Vitória e o Boavista que decidia a presença de uma das equipas na Taça UEFA. No final do jogo, estava nos balneários, e deram-me conhecimento que me tinham incendiado o automóvel. Foi um momento difícil e deram-me inclusive o telefone para me despedir da família, porque aquilo estava efervescente. Estávamos em 1975, um momento muito conturbado, e acredito que foi mais por causa da época que se vivia do que do jogo em si que aconteceu aquilo.

Pensou deixar a arbitragem? Pensei. Estive mesmo para abandonar, mas consegui resistir e pensar que se o fizesse seria um cobarde. Acreditei que se conseguisse ultrapassar aquilo é porque não havia limites para a minha carreira.


Alguma vez sentiu algum tipo de pressão para favorecer quem quer que fosse em todos aqueles anos de carreira?
Nunca senti pressão nenhuma, de clubes, dirigentes ou treinadores. Talvez por eu estar num patamar superior, que fazia com que as pessoas me encarassem como uma figura do jogo em si.
Qual era a sua principal característica?Era um árbitro muito ambicioso. Se dirigia a final da Supertaça Europeia, a seguir tinha de arbitrar a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Se ia a um Europeu, tinha de ir a um Mundial. Se ia a um Mundial, então tinha de ir a um segundo e dirigir a final. Não tinha limites. E se tivesse apitado a final do Mundial, pensava que a seguir só na Lua...

Falhou por pouco essa final do Campeonato do Mundo...É um dos grandes desgostos da minha carreira. Estava programado que iria fazer o jogo da final entre o Brasil e a Alemanha, só que com surpresa geral, a Itália eliminou o Brasil que era, de facto, a melhor equipa. Tive de ir fazer o jogo de atribuição dos terceiro e quarto lugares e quem foi arbitrar a final foi o brasileiro Arnaldo Silva Coelho.
Nesse jogo das meias-finais estava a torcer pelo Brasil?Olhe, tenho um episódio muito engraçado para lhe contar. Estávamos os dois reservados para a final e para o jogo dos terceiro e quarto lugares. Vimos o jogo no quarto do hotel e enquanto eu pugnava pelo Brasil, ele pugnava pela Itália. No final fiquei bastante aborrecido e ele contente. É normal, um árbitro arbitrar a final de um Campeonato do Mundo é o máximo que se pode atingir na carreira.

Também se falou muito de uma atitude que teve na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus que dirigiu...Especulou-se bastante. Toda a crítica foi unânime em considerar que fiz uma arbitragem impecável, mas quando o jogo terminou cerrei os punhos e fiz um gesto de contentamento. O gesto foi apreciado por um lado, por outro foi muito criticado, porque dizia-se que teria ficado muito contente por o Nottingham Forest ter ganho. Nada disso, aquilo foi apenas uma forma de descarregar os nervos. Tinha cumprido e estava naturalmente satisfeito.

Teve muitos problemas com jogadores?Posso dizer que fui um privilegiado. À medida que a cotação de um árbitro sobe, um jogador também acaba por ter mais confiança no seu trabalho. Nunca fui de mostrar muitos cartões – nos últimos quatro anos da minha carreira não mostrei nenhum cartão vermelho – raramente mostrava amarelos porque dava prioridade ao diálogo. Hoje é mais difícil, por causa das televisões, mas eu tinha sempre um diálogo com os jogadores, procurava aconselhá-los e por isso os jogadores respeitavam-me. O jogador olhava para mim, não como um inimigo, mas como um amigo que conversava com ele. Quando um jogador se aproximava de mim, para protestar, dizia sempre: ‘falem comigo mas não me levantem os braços’. Houve um jogo, no Torneio da Corunha, em que expulsei o Cruijff. No dia seguinte foi ter comigo ao hotel para pedir-me desculpa. Tinham-me muito respeito.


Tratava os jogadores pelo nome?Sempre. Sabia o nome de todos os jogadores, fossem das 1.ª, 2.ª ou 3.ª divisões. Sempre fui um estudioso dos jogadores, das suas características e isso dava confiança na relação. 


Em Portugal também era respeitado como no exterior?Sim. Fazia quase todos os jogos entre o Benfica e o FC Porto. Naquela altura os árbitros de Lisboa e do Porto não podiam dirigir essas partidas. Como era de Leiria tinha a facilidade de poder fazer esses encontros todos.


Do Sporting não dirigiu porque se declarou sportinguista...Todas as pessoas têm uma predilecção por um clube. Podemos ser do Marinhense ou da União de Leiria, mas também de um a nível nacional e, nessa altura, ou se era do Sporting ou do Benfica. Tínhamos de dizer qual era o clube da nossa simpatia e eu disse que era do Sporting. Houve quem dissesse que era do Oriental... A Comissão de Árbitros não me nomeava para o Sporting e só por uma vez dirigi um FC Porto-Sporting, um jogo decisivo para o título, e as direcções dos dois clubes entenderam que eu era a pessoa indicada.
Ainda é o seu clube do coração?Hoje, não. Vamos lá ver. Uma pessoa acaba por se sentir bem onde nos tratam bem. Não é que o Sporting ou o Benfica não me tratassem bem. Acompanhei os árbitros nos jogos desses clubes, mas também da União de Leiria e do Boavista, mas comecei a sentir-me acarinhado, principalmente quando terminei a carreira, pelo FC Porto. Acabei por ganhar uma simpatia pelo FC Porto e posso dizer que hoje sou portista.
Quais eram as suas funções enquanto colaborador do FC Porto? Há quem diga que teve tanta importância nos títulos conquistados como Pinto da Costa...
 Nunca tive qualquer função. Passei a gostar do FC Porto devido ao carinho das pessoas, fiz uma ou outra palestra a nível dos jogadores, como fiz noutros clubes. Agora uma função, não. Passei a acompanhar o FC Porto e continuo a acompanhar os árbitros nas partidas internacionais do FC Porto porque sou nomeado pela UEFA através da Federação Portuguesa de Futebol. De resto, como já acompanhei os árbitros do Benfica e do Sporting.

Diz-se que a Marinha Grande é melhor madrasta do que mãe. Sente que o seu concelho o reconhece como merece?Acho que sim. Nasci em Vieira de Leiria e aos 12 anos mudei-me para a Marinha Grande, que me reconheceu como uma figura do concelho e até me atribuiu a medalha de ouro. Mais do que isso não sei o que poderiam fazer. Quanto às pessoas em si, é bastante natural que existam algumas que não gostam de mim. Por terem simpatia por este ou aquele clube, mas sobretudo porque são bastante invejosas. 


E Portugal?Olhe, o País reconheceu-me mais do que a própria terra. Fui reconhecido pelo Governo com a medalha de Mérito Desportivo e mais tarde fui agraciado pelo Presidente da República com o grau da Ordem do Infante D. Henrique. Quer dizer que Portugal viu em mim uma figura que merecia ser reconhecida. Por outro lado, depois de ter terminado a minha
carreira como árbitro, fui durante 20 anos instrutor de árbitros da FIFA, observador da UEFA e comissário de árbitros em campeonatos do Mundo. Fui quatro anos membro do Conselho de Arbitragem a nível nacional e nunca fui dirigente da Associação de Futebol de Leiria.


E como é que isso se explica?Nunca tive aquele reconhecimento que penso que merecia. Nunca fui convidado para uma palestra, para nada! Talvez não fosse uma pessoa querida para muita gente. Não me cria uma mágoa muito grande, mas penso que não se coaduna com todo o reconhecimento que tive em Portugal e no estrangeiro.
Acha que a televisão complica muito o trabalho dos árbitros?Antigamente havia televisão, mas muito menos câmara. Agora vão analisar com minúcia o eventual erro do árbitro através dos vários ângulos disponíveis. Vê-se de um lado, de outro e só ao sétimo ou oitavo é que se consegue perceber se acertou, se errou. Como à comunicação social interessam sobretudo os erros, vão especular sobre o que esteve mal. Penso, por isso, que a televisão prejudica mais do que beneficia.


Concordaria se se utilizassem as novas tecnologias para auxiliar o trabalho do árbitro, de resto como se vê no basquetebol?Sou contra. Apenas admitia o chip na bola para saber se entrou na baliza. Tudo que seja além disso é acabar com a modalidade, porque o futebol também vive dos erros dos árbitros. Imagine que paramos o jogo para ir ver as imagens. E depois, se não for grande penalidade, como reatamos a partida? Considero que está bem como está, as leis beneficiam o espectáculo.


Os árbitros estão a sofrer as maiores críticas de sempre?Hoje o futebol é uma indústria que envolve milhões e milhões e normalmente as críticas negativas acabam por cair na pessoa mais indefesa. Os clubes não vão acusar os próprios jogadores e normalmente quando se perde é porque o árbitro errou. As críticas até podem ser justas, mas são empoladas.

Aqueles programas de debate também não ajudam nada...Também vejo esses programas e quando são à mesma hora até os gravo. Por vezes debatem problemas de arbitragem que não estão abalizados para o poder fazer.
Concorda com o facto das nomeações terem passado a ser secretas?Não. Não é por terem sido tornadas secretas que se vai dar mais garantias ou haver maior suspeição. O árbitro deve ser nomeado com antecedência, toda a gente deve saber quem é, acima de tudo não deve haver críticas dos dirigentes e treinadores antes dos jogos. Acredito que seja uma situação pontual, depois de todos estes problemas, mas para haver confiança deve ser tornada pública.

Os árbitros fizeram bem em faltar àquele jogo do Sporting devido às críticas?
Na minha altura também houve greves, mas era por outros motivos. Eu nunca faltaria a um jogo para ir contra um clube.

Há corrupção na arbitragem? Até ser provada não existe. 


O homem do diálogo
António Garrido completa em Dezembro 80 anos e 30 que deixou a arbitragem. Nasceu em Vieira de Leiria e aos 12 anos mudou-se para a Marinha Grande. Detestava árbitros, mas acabou por ser o melhor deles. Começou como fiscal-de-linha num Peniche-Caldas de juvenis em 1964 e a estreia como árbitro foi num “Os Nazarenos”-Mirense no mesmo ano. Em quatro anos chegou ao topo da arbitragem portuguesa, mais três anos e chegou a internacional. “Foi uma carreira brilhante. Momentos bons foram incalculáveis, mas tenho de destacar as duas presenças nos campeonatos do mundo, em 1978 e 1982, o Europeu de 1980 e, para mim, um dos momentos altos foi a final da Taça dos Campeões Europeus de 1980, entre o Nottingham Forest e o Hamburgo”, diz com indisfarçável orgulho. Também arbitrou uma Supertaça Europeia em 1977, entre o Liverpool e o Hamburgo. Cumpriu o sonho de dirigir uma partida em Wembley, a final do campeonato britânico entre a Inglaterra e a Escócia. “Como um tenor sonha cantar no Scala de Milão, eu sonhava arbitrar em Wembley e consegui-o.” Contabilista de profissão, procurava ter o jogador na mão. “Às vezes dizia a um, que estava a perder, que faltavam três minutos e ainda tinha hipótese de marcar, e depois dizia ao adversário que faltavam três minutos e que tinha de aguentar. Sabia viver dentro do campo. Tinha grandes condições como árbitro, mas também como homem de diálogo.”
(In “Jornal de Leiria”, 26/4/2012)
Entrevista a Carlos Pereira, presidente da mesa da AG da Liga.

"Foi, deixou de ser e já é outra vez presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga, cargo que o Conselho de Justiça da FPF lhe restitui via recente acórdão deliberativo sobre as eleições nesse organismo. Frontal, corrosivo, sem papas na língua, o dirigente e advogado 'derrete' Fernando Seara e Rui Alves e não poupa Sampaio e Nora...

- Não sai muito bem visto da decisão do Conselho de Justiça (CJ) da FPF quando às eleições na Liga. Foi mesmo beliscado...
- Na verdade, ainda que não esperasse outra decisão. Não esperava é que o conteúdo do acórdão contemplasse tanta agressividade em relação à minha pessoa. Aborrece-me, mas não fico magoado porque já não tenho idade para isso. Ao mesmo tempo lisonjeia-me, pois há uma norma destes últimos vinte anos, a de que quem aparece a combater o sistema das trevas e da corrupção é imediatamente fustigado e vai direitinho para a fogueira. O último foi Ricardo Costa, logo colocado em cima dos paus para lhe pegarem fogo.
E sempre no mesmo tom:
- Estou na senda. Isso significa que as minhas decisões e a minha postura estavam correctas e na direcção certa. É necessário limpar tudo isto e afastar de vez as trevas. Foi nesse sentido que fui decidindo enquanto estive no seu cargo de presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Liga. Eu vou continuar por cá, e vou continuar no futebol, sem medo de ninguém. Mas não posso deixar de dizer que estão a esturricar uma grande senhora do direito do trabalho em Portugal, professora na Universidade Católica do Porto, a professora Catarina Carvalho, minha vice-presidente na Liga, que esteve a meu lado sem qualquer fervor clubístico e sempre firme, como só uma grande mulher sabe ser. Normalmente os bons, tal e qual como no tempo da inquisição, vão direitinhos para a fogueira.
- Vamos lá analisar o acórdão...
- O acórdão é uma grande encomenda!, estava encomendado.
- Como explica isso?
- O acórdão, para ir em determinado sentido, contém erros. Na minha opinião o CJ é absolutamente incompetente para apreciar esta matéria. Essa competência pertenceria ao Tribunal de Trabalho do Porto. Tanto a Lei de Bases como o Regime Jurídico das Federações estabelecem os poderes públicos que a Liga exerce por delegação da FPF, que por sua vez os recebe do Estado. Só no âmbito destes poderes públicos é que o CJ poderia conhecer dessas matérias. A Liga é uma associação de empregadores e a matéria a julgar tem que ver com a eleição numa associação de empregadores, não tem que ver com matérias relativas aos poderes públicos conferidos pela FPF à Liga. Como é que o CJ deu a volta à situação? Entendeu que os estatutos da FPF lhe permitem conhecer de quase todas as matérias e isto assenta num princípio absolutamente inconstitucional, o de que os estatutos da FPF em termos de valoração de diploma legal, se sobrepõem à Lei de Bases, à Constituição e ao Regulamento Jurídico das Federações. Chama-se a isto a hierarquia legislativa, que se aprende no 1.º ano de direito e que aqui está a ser vilipendiada grosseiramente. Significa que esta excepção, que foi apreciada no acórdão de incompetências foi do plano de vista jurídico muito mal apanhado e não convencerá ninguém. E depois continua mal, julga o meu despacho quanto às listas e mal. Fala sobre a indevida aceitação da candidatura D, a de Mário Figueiredo e fala da indevida rejeição da candidatura C, a de Fernando Seara.
- Houve unanimidade nos juízes...

- E isso significa que a unanimidade está certa?! Este acórdão é uma coisa inacreditável. Relativamente à candidatura D, diz que ela não devia ter sido aceite, diz o acórdão, porque a declaração do Farense de apoio à candidatura não era em papel timbrado. Em nenhum sítio do mundo diz que o papel do clube tem de ser timbrado! Isso não existe. A Liga tem legitimidade e capacidade para reconhecer a assinatura dos clubes que são associados. Foi público quem subscreveu as listas. É ridículo dizer aquilo. É inacreditável. Podiam ter sido 500 juízes a assinar isto que direi sempre: isto é inacreditável e é feito de encomenda!
- E quando à lista de Fernando Seara?

- Repare: as eleições foram a 11 de Junho, dia 10 foi feriado, a data limite era o dia 6, das 14 às 18 horas. Eu coloquei-me à disposição das candidaturas para, dois dias antes, 4.ª feira, esclarecer tudo o que tinha de ser esclarecido e dizer qual a minha interpretação de como as listas deviam ser preenchidas. Telefonou-me a candidatura de Júlio Mendes, marcou para o dia seguinte e não me opus. E ligou-me, na 4.ª feira à tarde, Jorge Barroso, candidato a presidente da Mesa da AG da lista de Fernando Seara. Falámos sobre vários aspectos da lista. E telefonou-me Fernando Seara, na 4.ª feira à tarde, tivemos uma conversa cordial, as dúvidas dissiparam-se e estava tudo perfeito. Na 5.ª feira ninguém me ligou e na 6.ª feira telefonaram-me da Liga, eram 14.30 horas. «Olhe, vai entrar a primeira lista, é a de Fernando Seara». A lista foi entregue por Jorge Barroso e foi recebida. Tudo tranquilo. Nem saí de Faro. Às 16 horas soube que entrou a lista de Mário Figueiredo, mas às 15.30 horas ligaram-me da Liga a dizer: «Tens aqui um problema. Está aqui Fernando Seara para entregar outra lista e isso não é possível». Ao telefone Seara diz-me: «Há aqui um lapso, porque alguém entregou uma lista em meu nome e não fui eu». Deve estar a brincar comigo, pensei, porque quem entregou a lista foi Jorge Barbosa, que era só o candidato a presidente da Mesa da Assembleia-Geral na lista de Fernando Seara. «Anteontem os senhores estavam juntos e a ligar-me para tirar dúvidas e agora diz-me que a lista não é a mesma? Então a primeira lista que entrou não vale?» E Fernando Seara disse-me: «Não vale! Vou fazer um requerimento a V. Exa, para que me anule essa lista». Ainda lhe disse: «Veja lá os clubes que subscreveram a primeira lista». Disse-me que estava tudo bem. E um dos clubes que subscrevia a segunda lista era o FC Porto. Houve um volte-face significativo, de 2.ª para 6.ª feira, que me surpreendeu. É evidente que isso deixou-me estupefacto. A 1.ª lista do Seara, ele próprio pediu para a anular. E eu anulei-a, os órgãos todos, conforme ele me pediu. E a 1.ª lista tinha os órgãos todos completos. Na 2.ª lista já não estavam completos. E eu já tinha dito que não admitiria vacaturas de órgãos, pois por princípio entendo que a Liga não pode funcionar assim. Defini esse princípio. Nenhuma lista cumpriu este princípio, excepção feita à de Mário Figueiredo. Este ponto da vacatura de órgãos era conhecido, e sei que é discutível sob o ponto de vista jurídico. Mas o acórdão, no seu parágrafo mais eloquente, diz o seguinte: «(...) Verifica-se dos estatutos e regulamento geral actualmente vigentes, que não existe qualquer norma que expressamente determine a necessidade de que uma lista candidata nas eleições da Liga deva indicar candidatos para todos os órgãos, mas também não existe norma que permita o contrário» - fim de citação.
Isto é o parágrafo mais eloquente do acórdão. O CJ conclui que as listas podiam conter vacaturas, órgãos sem estar preenchidos, porém utiliza argumentos tão bons como os que eu utilizei para decidir que não aceitava listas sem estarem todas preenchidas. Posto isto, finaliza este douto acórdão com o ordenar instaurar um inquérito à minha pessoa e à da minha vice-presidente. Ora bem, o motivo é uma coisa fantástica: a Assembleia-Geral (AG) tinha dois pontos de Ordem de Trabalho (OT), um que era a leitura da acta e outro que era o acto eleitoral.
A leitura da acta não foi feita, nem podia ser, porque de extensa que era, ainda não tinha sido passada a gravação a papel, e àquela hora não estava pronta para ser lida. Sugeri que fosse anulado ou adiado esse ponto e por ter sido aceite a leitura da acta saiu da OT.
E entrámos no ponto dois. E surge uma proposta à Mesa, assinada pelo FC Porto, Guimarães e mais alguns clubes, que sugeria ser ilegal o acto praticado por mim, de anular a candidatura de Fernando Seara. E eu respondi que não admitia a proposta, porque estávamos no ponto nº 2, que era o acto eleitoral. E não admiti. Tal como não admitiria no dia de hoje. Diz o art.º 46 do Regulamento Geral da Liga que: «(...) Dado início ao processo de votação, seja qual foi a forma de escrutínio, não poderão os delegados usar mais da palavra, a não ser para apresentação de pedidos de esclarecimento sobre a votação». Está pois, fundamentada a minha decisão de não aceitar nenhuma proposta depois de se encontrar no ponto nº 2 da OT.
O acórdão diz que indeferi liminarmente a proposta feita em pleno acto eleitoral e manda proceder disciplinarmente contra mim. Isto é fantástico! Em suma, as trevas vão voltar, esta é a minha primeira conclusão de tudo isto.

«ESSA GENTE É MUITO PERIGOSA!»
- E qual é a segunda conclusão?
- É a de que eu sou do Benfica. E hei-de morrer a ser do Benfica, mas sei que enquanto presidente da Mesa da AG da Liga não fiz nada para prejudicar outros clubes. Lutarei sempre é contra as trevas. Como as coisas caminham, o Benfica vai ficar mais dez anos sem ganhar nada, ao Sporting vai suceder o mesmo, a Benfica TV acaba e volta o império. E quem não quiser entrar no sistema e na roleta, quando puser o pé no risco vai imediatamente para o assador.
No futebol eu conheço-os a todos, um a um e não admito sequer que me comparem ou misturem com indivíduos que são corruptos, condenados por corrupção activa, e que andam a bater no peito a apregoar moralidade e a dizer mal de todos os outros que não navegam nessa trevas. Essa gente é muito perigosa!
Finalizando: neste momento sou presidente da Mesa da AG da Liga e vou cumprir com aquilo que devo fazer. Regozijo-me com isto, pois com a sua decisão o CJ reconhece-me capacidade para liderar o processo eleitoral, já que me recolocou no meu antigo lugar.
- A Liga vai interpor uma providência cautelar?
- A interpor será uma suspensão do acto administrativo. E se assim for, depois logo se verá, porque vai haver a tal parada e resposta. Não quero entrar nisso, mas acredito que vai acontecer.
- E Fernando Seara? Estará nas próximas eleições para a Liga?
- Fernando Seara? Não o conhecia, vi-o e ouvi-o na BOLA TV a defender com unhas e dentes o senhor Joaquim Oliveira e a Olivedesportos, sempre contra a centralização dos direitos televisivos. Enquanto benfiquista, se um dia estiver a ver um jogo do Benfica e Fernando Seara estiver por perto, levanto-me e vou-me embora. Gosto muito de ir à Luz ver o Benfica, mas há coisas que me atiram ao ar. Se ainda fosse jogador de futebol e se dentro das quatro linhas apanhasse essa gente pela frente, arrancava-os pela raiz, mas como já não é possível...
- Outro candidato, Rui Alves, disse publicamente que Fernando Seara foi afastado das eleições «a troco de uma oferta de emprego a alguém». E diz que sabe quem ofereceu esse emprego e a quem...
- Se ele sabe, que o diga! Não sei a quem se refere. A diferença entre essas pessoas e a minha é que eles falam por meias-palavras e eu digo logo as coisas na cara. Eles são do tamanho um do outro... Desafio-os a dizerem-no e na hora. Digam logo que é para eu explicar o que sei. Quem está desempregado é Fernando Seara, não sou eu, que tenho bom emprego, felizmente. Os clubes têm medos deles, mas eu não tenho!

«Sampaio e Nora devia ter pedido escusa de relator»
O ódio entre a família do juiz e Mário Figueiredo e a ética que não terá sido respeitada
Acusa o relator do acórdão, Sampaio e Nora, de procedimento «pouco ético». E explica a razão dessa opinião: «Não vou insinuar, vou relatar factos. Cada um retirará as conclusões que entender. E vou por partes, começo pela escolha do relator do acórdão, José Sampaio e Nora. Ele é de uma família ilustre de Coimbra, que tive a honra de conhecer há muito, conhecimento aprofundado com os anos por via da minha amizade com o filho José Miguel Sampaio e Nora. Juntávamo-nos no Algarve, já o representei, como advogado, em processo que decorreu no Algarve e o próprio José Miguel me pediu para fazer uma parceria entre escritórios.
Conhecendo como conheço estas pessoas, suponho que Sampaio e Nora teve dificuldade em escrever o acórdão tal como está escrito. Ele devia ter pedido escusa enquanto relator. O filho, José Miguel, saiu da Liga porque Mário Figueiredo entendeu que ele não servia para o cargo que ocupava. Não sei os motivos, isso não passou por mim. Sei é que foi estigmatizado um ódio de morte da família Sampaio e Nora ao presidente da Liga, Mário Figueiredo. É manifestamente pouco ou nada ético Sampaio e Nora ser relator, por isso mesmo que acabo de relatar. Ele devia ter pedido escusa»."
(Carlos Pereira, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga, entrevistado por Carlos Rias, in A Bola).

Mario Figueiredo sem papas na língua
Líder da única candidatura aceite para as eleições para a presidência da Liga de Clubes, Mário Figueiredo garante que não vai abdicar da corrida, manchada, salienta, por acontecimentos que em nada dignificaram o futebol português.

«Assistimos a um espetáculo degradante. Os rostos são bem conhecidos, mas o que mais importa são os poderes que escolheram estes rostos, que mandam no futebol e querem continuar a mandar. Ficaram a nu as fragilidades dos acordos e alianças. Os últimos acontecimentos em nada dignificaram o futebol profissional», referiu Mário Figueiredo, em conferência de Imprensa realizada na noite desta terça-feira na sede da Liga de Clubes.

«Nas duas últimas semanas assistimos a uma tentativa de manipulação eleitoral, na qual as pessoas preocuparam-se mais com a distribuição de cadeiras do que com a apresentação de um novo modelo de governo da Liga. Assistimos a conspirações, traições e engodos dos que lideram e querem continuar a faze-lo através de testas de ferro e homens de palha, que deveriam se ter preocupado em fazer o que eu fiz, ou seja, apresentar uma lista da qual me orgulho», vincou, garantindo:
«Não vou abdicar da minha candidatura em função dos problemas dos outros e tenho registado um ataque feroz aos clubes que possam vir votar amanhã.»

«Os meus aliados são os clubes que têm tido a coragem de estar sempre ao meu lado, foi pelos clubes pequenos e médios que enfrentei os poderes instalados e fi-lo porque quero um futebol mais justo, onde os ricos não sejam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres», prosseguiu o ainda presidente do organismo.

A finalizar, Mário Figueiredo denunciou que «o presidente da Mesa da Assembleia Geral sofreu ameaças contra a integridade física e ameaças de morte de pessoas anónimas»«Mas não me ameacem, nem aos que estão comigo, pois assim não vão lá. Preferia ir a votos contra outros candidatos, mas nem uma lista completa foram capaz de apresentar, resultado de, por exemplo, o doutro Fernando Seara ter traído os seus apoiantes iniciais, juntando-se a novos aliados.»
10-06-2014

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Mário Figueiredo, disse esta terça-feira que os motivos evocados pela Mesa da Assembleia-Geral (AG) da Liga para recusar as candidaturas de Rui Alves e Fernando Seara foram claros.

"Acho que foi transmitido de forma clara que há obrigatoriedade dos candidatos à Liga de preencherem todos os órgãos que são sujeitos a sufrágio na eleição. Não podem ficar órgãos vacantes", sublinhou o único candidato às eleições na LPFP. 


Na segunda-feira à noite, o presidente da Mesa da AG, Carlos Pereira, decidiu apenas admitir às eleições de quarta-feira a lista D, encabeçada por Mário Figueiredo, e rejeitar as restantes. 


Em relação à candidatura de Rui Alves, a mesa da AG entendeu que era inelegível, porque estava registado como presidente do Nacional à data do 'termo de apresentação da candidatura, e por não apresentar lista à Comissão Disciplinar nem à Comissão Arbitral. 


Já em relação a Fernando Seara, o presidente da AG recusou a candidatura por não apresentar qualquer lista para a Comissão Arbitral, algo que hoje Mário Figueiredo não deixou de sublinhar. 
"Houve um trabalho de preparação que foi feito e a minha lista estava completa e estava toda direita. As outras duas listas, uma delas não apresentava elementos para dois órgãos, comissão arbitral e comissão disciplinar, e a outra não apresentava para a comissão arbitral", referiu. 


Mário Figueiredo justificou ainda que os clubes têm de "se sujeitar ao tribunal arbitral da Liga, não podem socorrer-se dos tribunais comuns para dirimir conflitos entre eles, e portanto é essencial para quem concorre à Liga que tenha que concorrer a todos os cargos". 


A Caloteira Olivedesportos
“Se a Olivedesportos é a empresa séria que diz ser (e queremos acreditar que é), então que cumpra nos precisos e exactos termos em que se obrigou a cumprir. Tudo o mais serão palavras ou desculpas vãs", pode ler-se na carta assinada por Mário Figueiredo, presidente da Liga, que foi enviada aos clubes no dia 21 de Novembro. 


Na mesma carta, a que o CM teve acesso, o dirigente diz que interpelou a empresa de Joaquim Oliveira para saber se pretende ou não cumprir o contrato das contrapartidas financeiras da época 2012/13, relativas à Taça da Liga, que ascendem a 2,4 milhões de euros, mais IVA.
O líder do organismo que tutela os clubes profissionais lembra à Olivedesportos que a primeira prestação, no valor de 600 mil euros, vence a 30 de Novembro. Os valores em causa têm a ver com a cessão dos direitos comercias e televisivos da Taça da Liga e constam num contrato assinado por Fernando Gomes, antecessor de Mário Figueiredo e actual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, em Setembro de 2010.
Mário Figueiredo diz, também, que, "em termos concretos e factuais, a Olivedesportos deve, desde 30 de Maio de 2012, a quantia de 575 000,00 euros, acrescida de IVA, apesar de insistentemente interpelada pela Liga para pagar". O montante em questão diz respeito à Taça da Liga de 2011/2012, "na qual foram transmitidos em canal aberto os sete jogos reservados à Liga, nos termos do contrato". "Tendo ocorrido a transmissão desses jogos, não pode a Olivedesportos justificar o incumprimento em que há muito incorreu com base em circunstâncias futuras, relativas à presente época", observa.

A Liga vinca que a falta de pagamento penaliza duplamente os clubes: "De forma directa, por não terem recebido pontualmente o que lhes é devido por mérito desportivo e, de forma indirecta, na medida em que a associação que os congrega e representa viu-se obrigada, no propósito de colmatar o incumprimento da Olivedesportos e acudir às necessidades dos clubes, a adiantar essa avultada soma de que não está ressarcida, bem como a pagar o respectivo IVA." A concluir, Mário Figueiredo promete aos clubes que lhes irá pagar as verbas relativas à primeira e segunda fases da Taça da Liga de 2012/13, que já terminaram, assim que a "Olivedesportos pague os montantes em dívida".

Figueiredo contra a Renegociação
Mário Figueiredo considera que a Olivedesportos não pode impor uma renegociação do contrato de cessão dos direitos televisivos e comerciais da Taça da Liga. "Desde logo (...) por estar há muito em mora, e, estando, a lei não lhe consente, enquanto contraente relapso, a possibilidade de invocar a alteração dos pressupostos da base negocial", diz a carta enviada aos clubes.
A Liga lembra, ainda, que no contrato assinado por Fernando Gomes em 2010 com a empresa de Joaquim Oliveira foram excluídos os direitos de transmissão televisiva de sete jogos em canal aberto, que, para 2012/13, foram adquiridos pela TVI
(CM, 25/11/2012)

A OLIVEDESPORTOS, o verdadeiro Polvo

Que Polvo é este que depois de dominar os "mérdias" já domina também os Governos? Um governo que está sob alçada da Troika
Que sobrecarrega os portugueses com impostos
Que sobrecarrega as empresas
Que despede professores
Que corta subsídios sociais...

Prepara-se agora para dar autorização á RTP para ir em ajuda da Sport TV com 300.000 euros por jogo do campeonato, ou seja 9 milhões de euros, em virtude desta empresa não ter conseguido vender os jogos a nenhuma TV privada…Ou seja o erário público vem, mais uma vez, em ajuda de empresas do Sistema..

Deste modo este Governo ajuda salvar a empresa que domina o Sistema Corrupto do futebol português e de forma indirecta prejudica as negociações que o Benfica tem com outras empresas e tentam limitar essas escolhas mantendo o monopólio da Sport TV.

Lembro aqui um post anterior de um blog Benfiquista:

Miguel Relvas não pára. E se uns dias antes tinha sido visto a almoçar com Joaquim Oliveira e Zeinal Bava na praia do Ancão, na véspera do Pontal, terça-feira ao final do dia, participou noutro jantar com figuras de primeira água. Entre elas, Joaquim Oliveira, o patrão da Sport TV e do "DN", Pinto da Costa e António Salvador, presidente do Braga. De que falariam tão ilustres comensais, em vésperas do início do campeonato e numa altura em que as televisões generalistas ficaram alheadas da transmissão dos jogos do campeonato? Para que conste, o jantar foi no Golfinho, na praia da Falésia.
A bem da “Naçouen…
Que Polvo é este que depois de dominar os "mérdias" já domina também os Governos?

A Controlinveste (opinião)
Em primeiro lugar devemos lamentar mais este despedimento em massa de 160 trabalhadores, que vão "pagar" com o desemprego os desvaneios megalómanos de um oportunista que tem feito toda a sua "carreira" empresarial recorrendo aos fretes, compadrio e tráfico de influências (basta recordar como lhe veio cair nas mãos os direitos televisivos do futebol, que eram à data propriedade da RTP) e todo o processo que conduziu ao vergonhoso espectáculo que hoje vimos nas eleições para a Liga.

Este negócio de repartição do capital social da Controlinveste foi impostos pelos Bancos para tentarem salvar uma parte dos milhões que têm enterrados no universo de J.O. (100 milhões já viram "arder" num perdão de dívida), recorrendo à entrada de capitais angolanos (A. Mosquito) e abrindo crédito ao novo "menino bonito" do ramo dos média Luis Montez (genro de Cavaco Silva), mas que não engloba a Sportv, nem a PPTV (a outra empresa do seu universo, a que realmente detêm os direitos televisivos dos clubes da 1ª e 2ª liga, que é 100% de J.O). 


A única "boa" notícia em tudo isto é que J.O perdeu o controlo da maioria do capital, não sei se isso se irá refletir na perda de influência a nível das redacções ontem tem homens de mão como acontece no DN, JN e jornal O Jogo. Não acredito que isso venha a acontecer, embora isso seja meio caminho andado para o insucesso do programa de recuperação.

A nível da programação da Sportv, a BTV precisava de lhes dar outra bicada a nível da Liga Espanhola ou Alemã, isso sim, seria um rombo a sério.

CÂMARA de GAIA Falida
A Câmara de Gaia é actualmente arguida em 64 processos judiciais, envolvendo um montante indemnizatório de 62 milhões de euros. Num deles, uma entidade gestora de creditos reclama 30 milhões de euros, o que pode levar o município á falência, alertou o autarca Eduardo Vítor rodrigues. Os créditos relativos à indemnização devida no processo que opôs a Cimpor à autarquia foram vendidos pela cimenteira a uma sociedade luxemburguesa, Drylux Investment, que vem agora “exigir o pagamento da dívida de 30 milhões”, explicou esta segunda-feira o presidente da câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues. Numa carta dirigida ao ministério das Finanças, a que a Lusa teve acesso, a sociedade Drylux refere que o município de Gaia “não procedeu voluntariamente, no prazo legalmente fixado, ao pagamento do valor a que foi condenado”. “Dado que o comportamento do MVNdG [Município de Vila Nova de Gaia] conduz a que o Governo Português, directa ou indirectamente, incumpra os compromissos assumidos com o FMI, e atendendo à recusa do MVNdG em iniciar uma discussão relativamente a esta dívida não paga, solicitamos a imediata assistência de V.Exa. na resolução deste assunto”, refere a missiva, cujo conteúdo foi também enviado para a Direção-Geral das Autarquias Locais, e na qual a sociedade impõe um prazo até 10 de Dezembro para uma resposta .
O socialista Eduardo Vítor Rodrigues, que nas eleições autárquicas ganhou o município gerido pelo social-democrata Luís Filipe Menezes durante 16 anos, salientou que só a execução desta dívida “pode levar o município à falência”  e acabará por "contribuir para o défice público", por ser uma dívida a uma sociedade luxemburguesa, acrescentou. Os mais de 60 processos abrangem, entre outros, pedidos de indemnização por ocupação de terreno privado, incumprimento de protocolo, demolição coerciva, expropriação, acidentes de viação, cobrança de juros e, em montantes superiores, os casos da Cimpor e daquela que ficou conhecida como Via Anastácia. “Estamos neste momento com 64 processos judiciais que envolvem um montante indemnizatório de 62 milhões de euros”, afirmou o autarca no final da reunião de câmara.
O caso da Cimpor, que alegou ter ficado impossibilitada de usar os silos que tinha junto à estação ferroviária das Devesas, remonta a 2000 e conheceu novo desfecho em Abril deste ano, quando o Supremo Tribunal Administrativo confirmou a decisão de primeira instância, condenando o município ao pagamento de uma indemnização de cerca de 30 milhões de euros. Já o caso interposto por Anastácia Freitas diz respeito à condenação, após um longo diferendo judicial, pelo Tribunal Central Administrativo do Norte de uma indemnização de cerca de 19 milhões de euros à sociedade que em 2002 cedeu terrenos para a construção de parte da VL9 e que nunca recebeu as contrapartidas acordadas.
“Tudo poderia ser evitado se não tivesse havido uma lógica do ‘quero, posso e mando’”, lamentou o novo presidente da Câmara de Gaia que irá criar um grupo de trabalho com os serviços jurídicos que possa entrar em diálogo com as empresas e “tentar uma negociação, não apenas para diminuir as eventuais condenações mas também para voltar a ter o bom nome”.

Fundação PORTOGAIA

A PortoGaia depende quase totalmente do financiamento público. Com nota negativa na avaliação do Ministério das Finanças às fundações, corre agora o risco de ser extinta.
A Fundação PortoGaia teve uma classificação de 26,1 numa escala de 0 a 100, sendo a 10ª fundação com pior nota, como refere o ‘Jornal de Negócios'. Com um património em 2010 de 2,2 milhões de euros, 88,4 por cento das suas receitas provêm de dinheiros públicos. Factores que podem culminar na sua extinção. A fundação
assume que tem como fim promover o desporto no concelho de Gaia, "nomeadamente através da construção e gestão do centro de treino e formação desportiva, para a instalação do FC Porto, Futebol". Quando foi criada, era detida em 51 por cento pelo FC Porto.
O CM contactou a Câmara de Gaia, liderada por Luís Filipe Menezes, para obter uma reacção, que passou todos os esclarecimentos para a Fundação PortoGaia. Os contactos da fundação, contudo, ligam para o estádio do Dragão, onde afirmaram desconhecer a PortoGaia. O CM tentou, sem sucesso, obter uma explicação do FC Porto.

Renda mensal de 500 euros
O centro de estágios do Olival, em Vila Nova de Gaia, tem cinco campos de futebol, bancada para duas mil pessoas, ginásio e centro de imprensa. A Câmara de Gaia pagou 1,5 milhões de euros pelos terrenos e em 2004 a Inspecção Geral de Finanças revelou numa fiscalização que a autarquia de Luís Filipe Menezes tinha pago a totalidade dos custos do centro de treinos: 16 milhões de euros. O FC Porto, que desde 2002 usa o espaço, conseguiu assegurar o direito de superfície dos terrenos por 50 anos e paga apenas uma renda mensal de 500 euros, revela o “Negócios”.
Luís Filipe Menezes faz contudo questão de insistir que é ao clube de Pinto da Costa que cabem os encargos com o centro de estágios.

A Fundação PortoGaia defende que o centro de estágios "proporcionará "riqueza e progresso" às freguesias onde está instalado: Olival e Crestuma.

domingo, 7 de setembro de 2014

( A História Não Dorme) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (113)



Joaquim Oliveira perde mais de 50 milhões de euros Autoridade da Concorrência proíbe operação da PPTV, que gere direitos de transmissão de futebol, com a Sport TV e a Sportinveste Multimédia.

Chumbo da Autoridade da Concorrência (AdC) tira mais de 50 milhões de euros a Joaquim Oliveira, presidente da Controlinveste.
A Operação Triângulo (como era conhecida), que levaria a NOS e a PT a dividir 50% da propriedade da nova Sport TV, foi considerada pela AdC como "suscetível de criar entraves significativos à concorrência".
Com o negócio, Joaquim Oliveira iria encaixar entre 50 e 75 milhões de euros, de acordo com informações divulgadas em 2012, aquando do início do processo. Já a NOS, segundo a CMVM na mesma data, iria receber 46 milhões de euros. A PT investiria cerca de 21 milhões. Na operação, Oliveira entrava com 100% da PPTV (empresa que gere direitos de transmissão de futebol), 50% da Sport TV e 50% da Sportinveste Multimédia (SM). A PT entregava os 50% da SM, e a NOS os seus 50% da Sport TV.
Na nova empresa, Joaquim Oliveira controlaria 50%, e as duas operadoras 25% cada uma. A Controlinveste, a PT e a NOS confirmaram em comunicado o chumbo da AdC e estão agora a analisar as suas consequências. Ao que o Correio da Manhã apurou, as empresas poderão reformular a operação ou recorrer ao Tribunal da Concorrência. A AdC considera que a operação poderia "afetar a capacidade de canais concorrentes da Sport TV, efetivos ou potenciais, para entrar no mercado ou nele representar uma pressão concorrencial significativa, em detrimento da concorrência e dos consumidores finais". A AdC falou ainda na fragilidade "potencial de captação de clientes ou viabilidade económica de concorrentes da Sport TV". Para esta entidade, a operação poderia levar ao encerramento dos concorrentes, ou seja, de canais de acesso condicionado com conteúdos desportivos ‘premium'.

 Contas da Olivedesportos ameaçam futebol português

A guerra entre Mário Figueiredo e Joaquim Oliveira está ao rubro e conheceu agora mais um capítulo. O presidente da Liga fez uma exposição ao Governo onde alertou para "problemas financeiros" das empresas de Joaquim Oliveira que poderão colocar sérias dificuldades nas contas de vários clubes e até a realização da maior competição de futebol em Portugal. Em causa estão os direitos televisivos, um negócio que gera receitas anuais brutas de cerca de 200 milhões de euros 
O presidente da Liga Profissional de Futebol, Mário Figueiredo, está preocupado com o futuro do financiamento de muitos dos clubes de futebol profissional e com a normal realização do campeonato desta e das próximas épocas. Em causa está a principal fonte de receita dos clubes: as verbas dos direitos televisivos.
Um tema que já foi entregue ao Governo durante uma reunião que o secretário de Estado do Desporto, Emídio Guerreiro, agendou com as principais entidades nacionais ligadas à modalidade: o Instituto Português do Desporto e Juventude, a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga de Clubes.
A reunião tinha sido marcada para esclarecer os problemas inerentes à realização das competições ao longo deste ano. Mário Figueiredo aproveitou a ocasião para expor ao governante os alegados problemas financeiros da Controlinveste, o grupo de Joaquim Oliveira que domina os direitos televisivos dos clubes, que engloba a Olivedesportos e a Sportv.
Segundo o líder da Liga, a situação poderá pôr em risco as finanças de muitos clubes, o que colocaria em sério risco o normal funcionamento da principal prova de futebol do País, a Liga Sagres, bem como a continuidade de muitos dos clubes que integram o futebol profissional. (Em Visão)

 OS SD
Nos últimos anos, o papel dos Super Dragões foi ganhando um peso desmedido no FC Porto. Serviram de escolta a Pinto da Costa no Tribunal de Gondomar, ameaçaram treinadores e jogadores, invadiram treinos, serviram para quase tudo. Agora, depois dos incidentes com Adriaanse, que a SAD lhes imputa, tornaram-se indesejáveis e ameaçadores no Dragão.
A 3 de Dezembro de 2004, Pinto da Costa entrava no Tribunal de Gondomar, para ser ouvido no âmbito do processo Apito Dourado, escoltado pelos Super Dragões (SD). Naquele dia, a claque serviu de guarda pretoriana ao histórico líder. 13 meses depois, a criatura virou-se contra o criador e os SD passaram de instrumento de apoio a foco de ameaça para a administração da SAD, que requisitou até para o treino desta tarde a presença de uma brigada policial, para se proteger da claque (ver caixa).
O esfriamento das relações entre Super Dragões e a SAD começou a ganhar contornos de confronto já esta época, a partir do momento em que a claque decidiu contestar a saída do capitão Jorge Costa: "Perdoa-lhes Jorge, eles não SAD em o que fazem", exibiram num pano, no jogo com o Penafiel.
De então para cá, as relações hostilizaram-se. A SAD boicotou a autobiografia do líder da claque, Fernando Madureira, fazendo "grande pressão para que o livro não saísse porque achavam que algumas das revelações do livro não eram boas para a imagem do clube", contou ao DN fonte próxima de Madureira - "Macaco" para a claque. O conflito agudizou-se em actos e palavras. O FC Porto negou-se a comercializar a autobiografia de Madureira nas Lojas Azuis; a claque faltou ao jogo com o Dínamo de Moscovo, em "protesto contra a política comissionista da SAD". Os Super Dragões contestam sobretudo o papel de alguns elementos da SAD, principalmente Adelino Caldeira - um ódio antigo - e Antero Henrique, o actual director do futebol, a quem os SD acusam de ter "subido na costas" de Reinaldo Teles, "o tio da claque".
A ruptura total, essa, aconteceu no domingo passado, após os ataques de alguns adeptos ao carro do treinador holandês Co Adriaanse, com o FC Porto a induzir responsabilidades a elementos dos Super Dragões e a retirar-lhes o apoio.
Para trás fica uma intimidade quase promíscua, como denunciava Costinha, em entrevista à revista Sábado em Novembro do ano passado. "De dia ameaçavam os jogadores, à noite jantavam com dirigentes do FC Porto", referia o médio agora no Dínamo de Moscovo. O jogador reportava-se à época passada, em que os Super Dragões invadiram um treino de Victor Fernandez antes do jogo em Guimarães, terão agredido jogadores após o empate com o Nacional, na Madeira (Derlei passou a andar com seguranças até ir para a Rússia), serviram de guarda-costas a Carolina Salgado nas bancadas do Estádio da Luz e escoltaram Pinto da Costa ao Tribunal de Gondomar. "Macaco" tornou-se até visita de casa de Pinto da Costa, onde esteve no último Natal. "A minha mulher é muito amiga da Carolina (Salgado)", lembra o líder da claque no seu livro.
Uma intimidade que começou a escrever-se numa discussão entre os dois, em plena crise da época 2000-2001. O FC Porto fora goleado no Restelo (4-1) e os SD foram de madrugada pintar as paredes do Estádio das Antas com frases contra a SAD, "para abanar a estrutura", justifica Madureira. Supreendidos por Pinto da Costa, deu-se um confronto verbal. "Há alguém do nosso grupo que manda uma boca e o presidente sai do carro. Vira-se para mim e pergunta se fui eu. Não, não fui eu. Porquê, qual é o problema?, respondi". A claque ganhou ali o direito ao apoio institucional do clube, pela primeira vez desde a fundação. 
(Fonte JN)

 Um Portista Censurado
Peço desculpa se usar este blog para criticar o JNPC, em outros blogues fui silenciado pelas minhas opiniões negativas quanto ao JNPC, não me escondo atrás de anónimo, sou sócio há 19 anos e sexta estarei no Dragão para a despedida do Deco mas também para rever Baía e o Bicho.
Não entendo (mais um) este negócio. Este jogador (Brahimi) foi comprado pelo FCPORTO ontem e hoje é vendido e perdemos dinheiro o que de facto é excelente.
Não vou comentar a situação económica do FCPORTO, não sou economista mas também não sou estúpido, percebo que muito dinheiro tem histórias difíceis de perceber, mas isso não é para agora.
Sinceramente, acredito que existam muitos como eu, isto já começa a passar dos limites.
Já começa a ser demais estes negócios. Estou a espera é de ver por quanto é que vamos recomprar (se é que vamos) o passe no futuro.
Sou pessimista por natureza, detesto ter de dar o braço a torcer, detesto enganar-me quer na vida pessoal quer profissional, só existe um ponto onde espero estar redondamente enganado e é na época do FCPORTO. Estes negócios (empréstimos) podem eventualmente dar o campeonato, não sei é o preço desse campeonato.
Mas também isso não importa, como a claque está comprada e não vai mandar vir quando as coisas correrem mal (pudera agora ainda têm mais bilhetes para a candonga) aliás penso que servirão de guarda pretoriana a quem se atrever a criticar o JNPC.

Assim vai o nosso clube, negócios ruinosos, sem explicação e a maioria dos sócios contente.
Nestas alturas sinto-me feliz, pois nunca carreguei o andor JNPC, carreguei sim o andor do símbolo mais lindo do Mundo. Nunca defendi de olhos fechados este presidente, que já muitos nos deu mas que nestes últimos anos deve ter-se esquecido do seu professor o Mestre José Maria Pedroto.
 Um Andrade desencantado com Flopetegui
Quando até estes já vêem o óbvio, mais ridículo se torna certos rebanhos seguidistas amestrados que têm uma coluna vertebral mais flexível que contorcionistas do circo. E quando se vêem estes resumos das duas primeiras jornadas da equipa do ano passado, que com uma ou outra boa exibição ia quase sempre insegura,pese os resultados positivos que disfarçavam como agora, mas se fizermos um termo de comparação exibicional, até foram superiores em tudo às realizadas até agora, com um plantel em qualidade e opções 200% menores do que este ano, fica-se perplexo que os exigentes dos outros anos, este ano passaram-se. Bastou mudar a nacionalidade. O provincianismo bacoco está muito enraizado naquelas gentes. A cultura de exigência passou-se para uma cultura de cócoras. O Presidente deu o ponto de partida, ao permitir que o "treinador experiente" mandasse mais que qualquer outro. Os rebanhos só o seguem. Exigir, mais, muito mais é um crime. Não tem equipa nem plantel. Sim, comparar o que se deve exigir desta com a dos anos anteriores é de uma inteligência brutal. Mas diga-se que em termos de exigência até coloco num patamar baixíssimo, pois as exibições têm sido pouco mais que ridículas, salvo aqueles que vivem numa realidade virtual. Mas esses um dia acordam para ela, se o caminho for este, como no ano passado. A esperança é que ainda há muito tempo para corrigir, e com o plantel que tem à disposição, isto vá lá por inércia. Caso contrário, os rebanhos de agora, que só vêem rosinhas e passarinhos no futebol portista, farão a mesma figurinha dos outros anos. Assobiar, ameaçar, apedrejar e bater palmas ao adversário, para que o treinador se vá embora. Isto já disse o José muitas vezes. Eu subscrevo. Só que eu quero que o treinador cumpra contrato, que leve a equipa para outro patamar, exijo-lhe muito mais do que tem feito. Para já está a fazer um trabalho banal de terceira categoria. Futebol enfadonho, sem um mínimo de rasgo, e com um número de oportunidades de golos ridículo, de 3ª divisão para uma equipa com este plantel. Dizer o contrário dá-me uma grande vontade de rir. Aliás, é o que mais tenho feito ao ler certas avaliações. Haja boa disposição ao menos.

O Moreirense
E o pior, é que nem isso é totalmente verdade, nem o Moreirense se remeteu lá atrás, nem sequer apresentou o pior autocarro que já vimos no Dragão. Defendeu no campo todo, à saída da nossa área, especialmente na 1ª parte enquanto teve forças.
E mais patético é quando o FC Porto vem de uma eliminatória em que se apresentou com todas as cautelas do mundo, de tracção atrás, com todos os médios do mundo, em jogos sem balizas, com uma raridade de oportunidades de golo, ressalvando a eficácia e o talento individual dos jogadores à disposição, e isto perante um Lille medíocre, não era nenhum Barcelona, Real ou Bayern.
Neste caso, dizem, o treinador foi inteligentíssimo. Adequou ao adversário e à eliminatória. Então, porque não pode um treinador de um Moreirense, que vai lutar para não descer, vai tentar sobreviver jornada após jornada, sabendo que perde 99% dos jogos contra adversários desta grandeza se tiver uma atitude arrojada (e já por isso os adeptos das equipas mais fortes não gostam, pois de certeza absoluta que a preocupação deles não é o espectáculo, pois já deram mais provas de que não é essa a sua comichão, dado a clubite fanática que por cá impera) ter essa atitude?
Mas não, a culpa da nossa incapacidade é dos adversários. Sim, a esses a quem não deram carta branca para contratar 20 jogadores de topo e das suas simpatias. Mas coitado, este está a fazer um extraordinário trabalho, dizem eles. O que estraga tudo são os Moreirenses, mas só quando são eles a defender, quando são os nossos pastelões é classe. E chegamos ao ponto, que quando o óbvio nesta história toda seria ver a equipa com 2 meses de trabalho diário, com um plantel desta riqueza a carburar já com um mínimo de qualidade exibicional, a criar pelos menos oportunidades de golo, vemos a equipa a fazer ainda pior que a do ano passado por esta altura!!! Inacreditável.
E as pessoas acham que se equipa vier a jogar decentemente se deve ao extraordinário trabalho do treinador e não o que ela já devia produzir com a qualidade de plantel que tem ao seu dispor. Com a equipa do ano passado e com os erros graves infantis que cometeram, dessa eu queria ver como já estaríamos agora nas mãos do "cagãzozito" ou quando lhe dá a loucura, o tipo que carrega em todos os botões no Ferrari pois não sabe o que fazer. Mas pronto, a culpa é dos adversários defensivos. E quando as avaliações da qualidade exibicional estão a este nível, só nos resta abandonar o campo, dizimados pela estupidez.

As Inscrições para a Champions
Campaña, Otávio (2M por 30%), Reyes, Opare e José Angel, e já não entro com Hélton nestas contas por razões óbvias, 6 que não estão inscritos para a Champions, certamente irão ter muitos poucos minutos nos próximos 3 meses - inclusivé no campeonato -  por muito fenomenais que sejam nos treinos (e jogos utilizados). Isto porque Lopetegui irá certamente preferir dar ritmo e rotina aos jogadores que pode utilizar na LC.

Custa-me um onze e um plantel sem portugueses. Mas custa-me muito mais um onze e um plantel sem qualidade. Podiam ser todos da guiné equatorial...(até falavam a mesma lingua do treinador...) Mais uma vez volto à questão do plantel construído nos moldes Lopetegui. Não só muda tudo, como parece que cria concepções e exigências tão específicas de jogadores, que acabamos por ter de lhe dar jogadores que ele conhece ou que já trabalharam com ele. Isto passando ao lado de todo o trabalho dos últimos anos da nossa tão elogiada equipa de scouting e até da formação. Depois embirro a sério com a ideia de que estes jogadores só vieram porque queriam trabalhar com ele. O meu FCPorto não chega para trazer o Messi actual, mas não precisa de Lopetegui para convencer os jogadores que vieram...

O Porto 2014/15 em versão “outsourcing”

“Há uns tempos eu disse que o Porto subcontratou o seu futebol profissional nesta época. Facto que é comprovável pelos negócios que esse clube tem feito, pela proveniência da maioria dos jogadores e, claro, pelo treinador, que foi imposto por quem tem facilitado estas colocações de jogadores no Porto, para estes se valorizarem. E a prova disto é a forma como um treinador sem currículo se comporta, pois sabe que tem as costas quentes. 
Esta nova realidade no Porto, uma espécie de Braga em versão grande, ou "Valência" português (foi o fundo que todos conhecemos que colocou Nuno Espírito Santo em Espanha, um treinador que também não passa pela cabeça de ninguém que pudesse passar de um Rio Ave para um dos maiores clubes espanhóis, sem que houvesse interesses extra-desportivos por detrás disso), é de facto um corte radical com a tradição dos fruteiros, que indicia duas coisas: não há ali nenhuma saúde financeira, pelo contrário, é a fragilidade financeira que os leva a terem de se fazer úteis a terceiros; o protagonismo de Lopetegui só comprova o vazio de liderança que existe actualmente no Porto. Um protagonismo que implica a secundarização, e até a marginalização dos jogadores que já estavam no plantel, porque urge valorizar as novas contratações de espanhóis.
Para se saber quem manda no Porto, é só seguir o dinheiro. Mas é claro que
enquanto a equipa for ganhando, os fruteiros não se chateiam nada. Só
aqueles que forem um pouquinho mais lúcidos acharão que a "esmola" é
grande.

Parece-me que este comentário assenta que nem uma luva ao que é o Porto 2014/15 e levanta uma série de questões muito interessantes.

O fracasso desportivo da época passada teve consequências que se estenderam a outras dimensões da vida do clube: a financeira, fruto de uma política de aquisições desastrosa em que dezenas de milhões foram gastos em jogadores sobre-valorizados (e que poderá ter estado na origem do pedido de demissão de Angelino Ferreira); e a política, pois ajudou a alimentar uma luta pela sucessão que pôs à vista de toda a gente debilidades na liderança de Pinto da Costa que seriam impossíveis de imaginar uns anos antes. Estas questões financeiras e políticas ajudam de facto a explicar esta abertura do clube à "intervenção externa" que estamos a assistir desde maio.

Admito que haja quem possa discordar do diagnóstico, mas creio que há uma coisa que é indesmentível: pela primeira vez na sua longa presidência, Pinto da Costa sentiu não ter condições de inverter uma situação desfavorável sem recorrer de forma tão óbvia a ajudas exteriores à sua "super-estrutura".

Duvido que alguém imaginasse - e muito provavelmente a própria estrutura portista - que as mudanças fossem tão profundas. Já com Lopetegui a bordo, o Porto começou por abordar o mercado na linha tradicional de contratações que caracteriza o clube: Opare, Ricardo, Sami e Evandro foram os jogadores que entraram em maio, a custo 0 ou por valores reduzidos.
A partir de junho, tudo se alterou e passámos a assistir a um avalanche de jogadores provenientes de Espanha e altamente subsidiados por terceiros (em que Martins Indi foi a exceção) - todos enquadrados na ideia que o treinador tem para o futebol do clube (onde estão os trincos?), enenhum tendo em vista a típica rentabilização financeira a médio prazo que tem sustentado as contas do Porto ao longo da última década.

São vários os sinais que indicam que "alguém" aproveitou para tomar de assalto o Porto e, como é evidente, quem investiu nesta equipa de futebol não será afastado facilmente ao fim de um ano de sucesso desportivo. Esqueçam os €35M gastos pelo clube: os 12 jogadores que apareceram desde junho - entre os valores cobertos pelo Porto, pelos fundos, comissões, salários e outros favores que foram cobrados para os trazer para Portugal - valem em conjunto muito mais do que isso.

É natural que se pergunte se não estaremos perante mais um caso de colonização de um clube por parte de entidades externas. O modus operandi é conhecido. Primeiro de forma mais discreta com o Rio Ave e Braga (repositórios de jogadores a aguardarem melhores colocações - é ver a dança de jogadores que tem havido nas últimas semanas), e depois mais ou menos à descarada com o Mónaco e o Valência (destinos apetecíveis enquanto os seus responsáveis estiverem dispostos a investir milhões). No caso destes últimos dois clubes, que também tinham os seus presidentes e respetivas "estruturas", viram aos poucos os cargos de influência a ser ocupados por figuras da confiança do verdadeiro homem do leme (Luís Campos e Leonardo Jardim no Mónaco, Carlos Carneiro e Nuno Espírito Santo no Valência), e os presidentes foram-se transformando progressivamente em figuras mais ou menos decorativas, em que a única coisa que podem controlar é a quantidade de cheques que passam para ajudar a manter o dinheiro a circular. 

Estamos todos a ver o que se está a passar com o Mónaco: no final da época passada, o proprietário quis reduzir o ritmo de investimento na equipa de futebol (e não desinvestir, ao contrário do que se pensa) depois de se aperceber que o mercado monegasco nunca poderia competir com o parisiense, e rapidamente a solidariedade do homem do leme se esfumou - apressando-se a retirar do clube os jogadores de maior valia sem que se esforçasse minimamente em substitui-los por alternativas minimamente comparáveis. Bernardo Silva e Matheus Pereira darão bons substitutos de James e Falcao? Vamos ver onde vai acabar o Mónaco este ano.

Será o Porto um Braga on steroids ou uma espécie de Valência B? Pelo que se tem visto, apostaria na primeira hipótese.
Não sei se alguém na estrutura portista pensa que poderá retomar as rédeas do clube sem ter que levar com represálias imediatas, mas cá para mim são capazes de vir a ter uma surpresa desagradável.

PC à caça do JJ
JJ foi convidado por Pinto da Costa para substituir Jesualdo Ferreira no FCP, um ano antes de este acabar contrato; mas tinha que esperar pelo fim deste. JJ aceitou, com uma condicionante, se aparecesse um clube mais de acordo com as suas naturais ambições, ele recusava. Assim e quase no fim dessa época aparece o Benfica e ele nem pensou duas vezes. 


Aquando da saída de Villas Boas do FCP, foi novamente convidado por Pinto da Costa, desta vez acenando com um contrato das arábias... ele recusou e avisou LFV do sucedido. Foi compensado por isso.

Na época passada foi novamente abordado pelo seu amigo Pinto da Costa, para substituir Vitor Pereira; Pinto da Costa queria ver o FCP a jogar á Benfica. JJ depois de tudo o que passou, mas tendo em atenção tudo o que o outro seu grande amigo LFV, sempre fez por ele... recusou novamente; e como ele afirmou aos seus amigos mais próximos; como é que poderia atraiçoar um amigo e passar de cavalo para burro... como orgulhoso que é, ainda afirmou.... quero ganhar pelo o meu mérito e não pelos favores dos árbitros.

Mais uma vez desculpa lá ó Jorge... mas há gentinha que não sabe da massa que és feito.
PC ofereceu 5M a JJ
“Jorge Jesus terá recusado uma proposta de cinco milhões de euros por temporada de Pinto da Costa nas últimas horas, preferindo a renovação com o Benfica para as duas próximas épocas, apurou o Correio da Manhã”.
PC quer JJ fora do Benfica
“O FCP tentou utilizar o empresário Jorge Mendes para afastar JJ do Benfica, apurou CM. PC reuniu-se com o agente e abriu-lhe as portas do clube para colocar o técnico que conduzisse os dragões de novo aos títulos. Mendes indicou Lopetegui, mas também na esperança de convencer o empresário a colocar Jesus num clube estrangeiro. Jorge Mendes, que mantém boas relações com LFV, acabou por não conduzir o processo da eventual saída. Delegou em Luis Campos (antigo técnico com quem trabalha) um possível negócio entre Jesus e o Mónaco. JJ recusou a saída para o emblema do principado, não pelo aspecto desportivo, mas sim pela pouca paixão que existe pleo clube.
Foi com a recusa de JJ que avançou a opção Leonardo Jardim, por indicação de Luis Campos, que conduziu juntamente com os empresários e amigos Paulo Nélson Almeida e Paulo Tavares, o processo de saída do Sporting para o Mónaco. Mendes, apurou o CM, nada teve a ver com esta operação.
O FCP que no passado tentou contratar Jesus, quer assim afastar o treinador de Portugal por considerar que a sua presença nos rivais de Lisboa vai atrasar o regresso aos títulos. (In CM, 24/5/2014)

 O Pinto da Costa Regionalista
Os presidentes da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, e do FC Porto, Pinto da Costa, uniram esta quarta-feira as vozes em defesa do Norte contra o centralismo de Lisboa, à margem da assinatura de um protocolo desportivo de colaboração.

O autarca de Vila Nova de Gaia, dirigindo-se a Pinto da Costa, realçou a importância para a região Norte da existência de "símbolos e ídolos que não se deixem vencer" e disse que, nos últimos anos, "a região se tem vindo a depauperar".

"Quando o Norte está mal, o país está pior", defendeu Eduardo Vítor Rodrigues, apontando o dedo, com uma série de exemplos, como obras que ficaram por fazer, projetos congelados, privatizações e a derrama paga em Lisboa por empresas que estão no concelho, em que o Norte perde para o centralismo da capital.

Pinto da Costa associou-se a Eduardo Vítor Rodrigues nas "verdades indesmentíveis" que proferiu e apontou que, desde o tempo do ex-presidente da Câmara Municipal do Porto, Fernando Gomes, atual administrador da SAD do FC Porto, "nunca mais se ouviu uma voz a defender o Norte".

O dirigente recordou o "enterro da regionalização" e questionou: "Era este o objetivo pretendido, estarmos a ser comandados por uma alemã (a chanceler Angela Merkel)?". "Portugal é Lisboa e o resto é paisagem", referiu Pinto da Costa, acrescentando que os atuais governantes "deviam ter vergonha, fazer as malas e deixar o país".

O FC Porto e a Câmara Municipal de Gaia celebraram uma parceria de cooperação ao nível da formação para o desenvolvimento integrado do andebol nas escolas e nos clubes do concelho.

Em relação ao projeto, Pinto da Costa referiu que quer que o andebol seja um modo para aproximar o FC Porto das crianças e dos jovens e ajudar a Camara Municipal de Vila Nova de Gaia a ter aquilo que por direito merece."
Mais um triste pacóvio, este presidente de Cãmara, que acabará por ser escorraçado pelo povo. Um tontinho que não está a fazer nada do que prometeu em termos de desporto e o que ontem fez não foi mais do que dar seguimento áquilo que o seu antecessor fez (repararam no vereador do desporto? nada mais nada menos do que o Guilherme Aguiar), ou seja, garantir que o Andebol do FCPorto utilize equipamentos desportivos de V N Gaia à borla!
E garantir que no contrato existente entre a Câmara de Gaia e FCP não surjam quaisquer engulhos que possam comprometer a marosca.
Reacção de um Portista com P grande
O meu apelido é Borrego, sou Português, Portuense e Portista e nunca me revi neste provincianismo bacoco de Pinto da Costa; eu e a grande maioria das gentes do Porto, como prova bem as constantes reeleições de Rui Rio com maioria absoluta e a grandíssima derrota do Médico Bi-Polar nestas últimas eleições e apoiado publicamente por Pinto da Costa. Este é uma das coisa que não aceito do presidente do meu clube; fazer do FC Porto a sua arma política; pois o clube não é uma força política, somente desportiva.

Carlos Borrego
 Declarações de um andrade alucinado
“Porque não, agora que o nosso Porto até tem vários espanhóis (mais até que no 11 do Real Madrid por exemplo), o nosso clube passa a competir antes em Espanha do que neste nojo de país? Boicoitando esta liga, a mesma ia por água abaixo porque todos sabemos que o único clube que trás empresas para investir na Liga e trás visiblidade ao nosso futebol é o nosso Porto. E assim sempre jogavamos de forma limpa e clara contra equipas do nosso nível como Atleti, Barça ou Real.”

O Candidato do FCP à Liga
Obras-fantasma de Paulo Teixeira (PSD) investigadas pela PJ.

Durante a gestão de Paulo Teixeira (PSD) foram adjudicados à empresa Caridades - Acácio da Caridade Ferreira e Irmão, SA, dois processos de obra, cujo valor ascende a 250 mil euros. As obras estão relacionadas com arranjos de caminhos em várias freguesias e foram dadas como concluídas, tendo sido emitidos autos de medição e faturas.
Porém, o atual presidente, Gonçalo Rocha, mandou fazer uma auditoria que concluiu por várias irregularidades administrativas e por procedimentos suscetíveis de configurar crime. Fiscais camarários assinaram autos de confirmação de empreitadas, que nunca foram realizadas, garante o auditor. Por recomendação do próprio auditor, as faturas não foram pagas ao empreiteiro e o relatório foi entregue à PJ."
Como toda a gente sabe como funciona a PJ do Porto que por cincidência tem nos seus quadros um irmão de um senhor que é dono de casas duvidosas e afins(Reinaldo Teles), mais uma vez a justiça finge que não vê...
 Carlos Alberto acusa positivo num controlo antidoping
por João Crisóstomo, publicado a 16-04-2013

O médio do Vasco, que foi campeão europeu no FC Porto na era Mourinho, foi controlado no passado dia 2 de março, depois da vitória frente ao Fluminense, na meia-final da Taça Guanabara, tendo conhecido esta terça-feira o resultado.
O futebolista brasileiro, de 28 anos, ficou ao corrente da situação através do diretor executivo do clube, René Simões antes de mais um treino.
Segundo o ''Globoesporte'', a substância encontrada é usada no tratamento do cancro na mama.
O clube brasileiro veio, entretanto, a publico defender o jogador, que já pediu uma contra-análise, explicando que as substâncias que levaram ao controlo positivo, Hidroclorotiazida e Carboxi-Tamoxifeno, não podem ser imputadas a Carlos Alberto.
De acordo com o comunicado do clube, as substância encontradas podem ser resultado de''contaminação cruzada na confecção dos suplementos medicamentosos (medicação ortomolecular) os quais o atleta já faz uso há mais de um ano, com autorização do clube''.

Carlos Alberto (ex-FC Porto), suspenso por um ano por doping
por Manuel Resendes c/Lusa, publicado a 29-08-2013 

O médio brasileiro Carlos Alberto, ex-campeão europeu pelo FC Porto, foi hoje suspenso por um ano pelo Tribunal Superior de Justiça Desportiva do Brasil por uso de substâncias proibidas.
A sanção foi revelada à imprensa pelo advogado do jogador, Guilherme Rezende, que vai agora conversar com o seu cliente sobre a possibilidade de apresentar um recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), sediado na Suíça.
“Quero analisar o caso com o jogador e a família porque entendo que devemos ponderar a hipótese de recorrer à última instância”, afirmou o advogado de Carlos Alberto.
A análise positiva foi detetada em março passado, após o jogo a partida entre o Vasco da Gama e o Fluminense para o campeonato carioca, acusando substâncias como a hidroclorotiazida e a carboxitamoxifeno, ambas proibidas pela Agência Mundial de Antidopagem, por encobrirem a presença de anabolizantes.
Carlos Alberto está sem clube, visto que o Vasco da Gama não lhe renovou contrato depois da análise positiva, e enfrenta um castigo de dez meses de suspensão, tempo ao qual já foram descontados os trinta dias em que esteve parado como prevenção e os quarenta e cinco dias que o laboratório demorou para confirmar os resultados.
Protagonista de várias polémicas fora dos relvados, Carlos Alberto já tinha chegado a acordo para reforçar o Fluminense esta temporada, acordo esse cuja validade que estava dependente da sua absolvição pelo Tribunal.