ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

(Crimes & Criminosos) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (76)


ANTONINO SILVA
Valentim Loureiro e Pinto da Costa são suspeitos de tráfico de influências sobre magistrados da Comissão Disciplinar da Liga devido a três processos disciplinares, os conhecidos casos Mourinho, Deco e Maniche, tendo a investigação passado para as mãos de Maria José Morgado, a procurador-geral adjunta nomeada para os casos conexos com o ‘Apito Dourado’.
A investigação criminal envolvendo Pinto da Costa decorria na 6.ª Secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto, constituindo o mais grave processo do dossiê ‘Apito Dourado’. Segundo o caso iniciado no Ministério Público de Gondomar, “trata-se de crimes que colocam em causa o próprio Estado de Direito” e seus alicerces.

Os acontecimentos que levaram ao alegado crime de tráfico de influências são os casos Mourinho, Deco e Maniche, todos ocorridos durante a época de 2003/2004.
Nos dois primeiros, a intervenção de Pinto da Costa seria para atenuar as penas disciplinares aplicadas a Mourinho e Deco, enquanto no caso Maniche – que envolve a transferência do jogador do Benfica para o Porto – seria o próprio presidente dos ‘dragões’ a ser penalizado.
Segundo o Ministério Público de Gondomar, Valentim Loureiro é suspeito de ter exercido o cargo de presidente da Liga para aceder a pedidos de Pinto da Costa.

No caso Mourinho, em 1 de Fevereiro de 2004 há suspeitas de que, alegadamente, o treinador tenha rasgado a camisola de Rui Jorge, futebolista do Sporting, a quem terá desejado a morte alto e bom som. Este episódio, ocorrido no Estádio de Alvalade, está relatado no livro ‘Eu, Carolina’, escrito pela antiga companheira de Pinto da Costa e será mais um dos casos que levarão Maria José Morgado a ouvir Carolina Salgado em Lisboa.
Já no caso Deco, está em causa uma tentativa de agressão ao árbitro Paulo Paraty com uma chuteira. O presidente do FC Porto queria evitar que Deco fosse suspenso meio ano, tendo solicitado a intervenção de Valentim Loureiro para que o Major utilizasse toda a sua influência junto dos juízes de tribunais superiores então em serviço na Comissão Disciplinar da Liga.

Paulo Paraty chegou a afirmar que o então presidente da Comissão Disciplinar da Liga, o desembargador Gomes da Silva, chegou a chamá-lo à Liga, pressionando-o no sentido de classificar a intenção de Deco, só que o árbitro passou a ‘batata quente’ para Gomes da Silva. O juiz viria entretanto a ser ilibado deste caso com o arquivamento do processo no Supremo Tribunal de Justiça.
Esta decisão decorreu de forma autónoma relativamente aos outros suspeitos, porque um dos intervenientes pertence à magistratura. As alegadas pressões ao juiz Gomes da Silva continuam no DIAP do Porto, que ainda não decidiu se acusa ou arquiva.
O caso Maniche relaciona-se com a transferência do jogador do Benfica para o Porto. Pinto da Costa receava ser penalizado por essa transferência.
Há ainda o caso de Hernâni Silva, presidente do Paços de Ferreira, que a dada ocasião receava um castigo da Liga por ter injuriado um árbitro. Valentim Loureiro aconselhou-o a pedir desculpas ao árbitro.

DOIS CASTIGOS E UMA TRANSFERÊNCIA
Maria José Morgado irá analisar três casos que permanecem sobre suspeita de constituírem situações de tráfico de influência. Em causa está a agressão de Deco ao árbitro Paulo Paraty, a alegada frase de José Mourinho que desejava a morte de Rui Jorge e a transferência de Maniche que motivou queixa do Benfica.

CASO MOURINHO E A CAMISOLA RASGADA
O antigo jogador do Sporting Pedro Barbosa expôs alguns pontos de vista depois do jogo Sporting-FC Porto, ao que José Mourinho, treinador dos ‘dragões’, retorquiu: “Não digas isso, Pedro, sabes que estás a mentir, não te fica bem mentir.” Tal conversa está relacionada com o que Mourinho terá dito, segundo o roupeiro do Sporting Paulinho.
O roupeiro levou duas camisolas do jogador Rui Jorge para trocar com Jorge Costa e Deco, que foram devolvidas. Uma estava rasgada. Foi-lhe dito: “O mister mandou dizer que a tinha rasgado e queria que ele morresse em campo.” A 2 de Fevereiro de 2004, Adelino Caldeira, jurista da SAD do Porto, soube que um delegado da Liga, Paulino Carvalho, iria descrever o caso da camisola e informou Pinto da Costa. Este reuniu-se com Valentim Loureiro, Adelino Caldeira e o juiz Gomes da Silva.

VALENTIM LOUREIRO ACTUA PARA MINORAR PENA A DECO
Valentim Loureiro telefonou a 24 de Outubro de 2003, pelas 14h24, a Pinto da Costa por causa de Deco ter atirado uma bota ao árbitro Paulo Paraty. Valentim Loureiro quis minorar a penalização ao futebolista, refere o Ministério Público de Gondomar. A 29 de Outubro foi Pinto de Sousa, presidente do Conselho de Arbitragem, que telefonou ao árbitro Paulo Paraty, convencendo-o a evitar a expressão “agressão”, mas sim “comportamento incorrecto”.
Nesse mesmo dia, Pinto de Sousa telefonou a Pinto da Costa e transmitiu-lhe o teor da conversa com o árbitro portuense, tentando convencer o presidente do FC Porto de que Reinaldo Teles ou Deco pedissem desculpa ao árbitro. Ainda nesse dia, pelas 20h56, Valentim Loureiro telefonou à RTP para não serem reveladas imagens da agressão. Jornalista concordou.

ALMOÇO REVELA QUE CASO MANICHE SERIA ARQUIVADO
Perante a queixa do Benfica sobre a transferência de Maniche para o FCPorto, em Outubro de 2003, o advogado Lourenço Pinto diz a Pinto da Costa: “Ouve lá, tu já ligaste ao Major?”. Pinto da Costa diz: “Mas, oh doutor, eu já lhe disse. Eles (Benfica) até estão, querem e queriam-me separar [Pinto da Costa estará a referir-se que o Benfica apresentou uma queixa contra o FCPorto e outra contra o próprio Pinto da Costa), porque eles vão meter um processo-crime contra ela e outro a quem arranjou aquilo”.
A 5 de Janeiro de 2004, Valentim Loureiro e Pinto da Costa almoçaram juntos e às 14h36 o major ligou ao juiz desembargador Gomes da Silva, tendo este adiantado: “O processo de Maniche será arquivado e Pinto da Costa já sabe de antemão”. Gomes da Silva era presidente do Comissão Disciplinar da Liga.

ANTONINO SILVA, VOGAL DA LIGA É ARGUIDO
Antonino Silva, um dos três elementos da Comissão de Arbitragem da Liga, presidida por Hermínio Loureiro, é um dos arguidos do ‘Apito Dourado’ no megaprocesso por alegada falsificação de classificações dos árbitros durante a época de 2003/04. O processo já está nas mãos de Maria José Morgado. Antonino Silva faz parte do rol de 61 arguidossuspeitos de crimes de falsificação de documentos agravada, que inclui como autores ou como cúmplices Pinto da Costa, Valentim Loureiro, Isabel Damasceno, Pinto de Sousa e João Loureiro.
Em causa estão alegadas pressões sobre observadores de árbitros e falsificação dos relatórios, para beneficiar árbitros e prejudicar outros nas classificações, concluíram as investigações criminais. O vogal da Liga negou à PJ qualquer envolvimento no processo. O CM tentou contactar Hermínio Loureiro e Antonino Silva, que estiveram incontactáveis. Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, afirmou ao CM desconhecer que Antonino Silva seja arguido.

ASSINATURA FALSA NO CONTRATO DE COMPRA DE MANICHE
O presidente do FC Porto nunca comentou as suspeições de que é alvo, mas deu a sua versão sobre os factos à então juíza de instrução criminal de Gondomar, Ana Cláudia Nogueira, a 7 de Dezembro de 2004. O CM publica a versão de Pinto da Costa sobre os casos Mourinho, Deco e Maniche.
Sobre o caso Maniche, o presidente portista disse que o jogador foi contratado por insistência de Mourinho, contra a sua vontade e da SAD. “Surgiu a possibilidade de o contratar e como o contrato com o Benfica acabava estavam reunidas as condições legais para o FCPorto acertar negociações”. O presidente disse que a sua assinatura num contrato-promessa “foi falsificada”. “Não a reconheço como minha nem faço ideia como ali foi posta”.
“Nem o FC Porto nem eu próprio poderíamos ser parte no contrato, até porque o destino do Maniche, traçado pelo seu empresário Paulo Barbosa e o jogador, seria a equipa do Bordéus.”
Em relação ao caso Mourinho e à camisola rasgada de Rui Jorge, Pinto da Costa declarou que estava no hall do balneário ao telefone quando surgiu Fernando Santos [então treinador do Sporting], com uma camisola rasgada, que, dirigindo-se a Mourinho, afirmou: “Oh Zé, isto não é nada.” Segundo o testemunho, quem lhe contaram foi o roupeiro do Sporting, Paulinho. “Tenho a impressão que padece de alguma limitação a nível mental”, disse Pinto da Costa acrescentando que na altura até teve a curiosidade de tentar rasgar a camisola à mão: “Verifiquei que era impossível.” O presidente negou ainda ter falado com Valentim Loureiro sobre o caso, mas admitiu que o jurista Adelino Caldeira, da SAD do Porto, possa ter falado com o Major.
Sobre o episódio Deco, negou que o futebolista tenha atirado a bota contra o árbitro Paulo Paraty. “Primeiro, atirou a bota ao chão de forma violenta e depois para a frente”. O presidente do FC Porto admitiu ter feito sentir a Valentim Loureiro, enquanto presidente da Liga, “desagrado por esta situação”. Pinto da Costa estava preocupado com o relatório do jogo, “que não respeitava a verdade”, tendo o recurso para o Conselho de Justiça da FPF baixado o castigo de três para dois jogos, com base nas imagens televisivas.

PENAS - ATÉ CINCO ANOS
O crime de tráfico de influência, a provar-se, implica pena de prisão que pode ir até cinco anos para Valentim Loureiro e três anos para Pinto da Costa.

DECO I - AGRESSÃO
Valentim Loureiro para jornalista da RTP: “Ouça lá, se não houver branqueamento da situação, aquilo [agressão] no mínimo são três meses”.

DECO II - SUSPENSÃO
A 30 de Outubro Valentim Loureiro telefonou a Emanuel Medeiros, secretário-geral da Liga, para Deco ser suspenso antes de jogo com o Boavista.

JUIZ - ARQUIVADO
O Supremo Tribunal de Justiça arquivou o processo relativo ao juiz Gomes da Silva, alegadamente alvo de tráfico de influências no caso Deco.

Antonino Silva está em todas
O árbitro Lucílio Baptista foi recentemente ilibado no processo ‘Apito Dourado’. O juiz de Setúbal estava a ser investigado por um pedido que dirigiu a Pinto de Sousa. 

Quando foi ouvido pela equipa da procuradora Maria José Morgado, disse não se recordar de ter feito tal pedido, que visava subir a nota de um teste escrito.
Segundo o despacho que o Correio Sport consultou, a conversa entre o árbitro e Pinto de Sousa aconteceu em finais de Dezembro de 2003. Lucílio Baptista estava descontente com a nota de um exame escrito que contava para a sua classificação final e fez queixa disso mesmo a Pinto de Sousa. Dias depois, o ex-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF e arguido do processo ‘Apito Dourado’, recebeu um telefonema de Antonino Silva, membro da Comissão de Análise da Liga, dando-lhe conta de que a nota havia “subido substancialmente”. Pinto de Sousa comunicou-o a Lucílio Baptista a 23 de Dezembro. Numa conversa escutada pela Polícia Judiciária do Porto, o árbitro disse ter sido aquela notícia “a melhor prenda de Natal que podia ter recebido”.
O Correio Sport apurou que Lucílio Baptista mostrou falta de memória quando foi mais tarde interrogado. Disse não se lembrar sequer do caso da nota, garantindo que apenas recordava uma conversa que manteve com Pinto de Sousa quando se sentiu injustiçado devido à avaliação de um árbitro auxiliar. Lucílio admitiu depois que a conversa sobre subir a nota dizia respeito à dita avaliação.
Também Antonino Silva e Pinto de Sousa vieram depois assegurar que nunca favoreceram o árbitro, o que levou a equipa de Maria José Morgado, no despacho recente visando as classificações na arbitragem, a arquivar o processo “por falta de indícios”.
O arquivamento não implica o encerramento do caso nos órgãos de disciplina, já que foram extraídas certidões desta e de outras situações análogas para apreciação na Comissão Disciplinar da Liga de Clubes.

FUNDAÇÃO PORTOGAIA
A PortoGaia, fundação criada em 1999 para construir e gerir o centro de estágios do Futebol Clube do Porto, é uma das fundações que o Governo quer extinguir. Teve uma das piores avaliações no censo efectuado pelo Governo. 84,4% das suas receitas provêm de dinheiros públicos. Edilidade refere que decisão cabe "aos órgãos competentes da autarquia e não ao Governo".

A má nota da Fundação PortoGaia para o Desenvolvimento Desportivo, em Vila Nova de Gaia, no censo do Governo já fazia prever a sua extinção.

Esta terça-feira, numa resolução do conselho de ministros publicada em “Diário da República”, houve a confirmação. O Governo de Pedro Passos Coelho quer terminar com esta fundação que gere o centro de estágio do Futebol Clube do Porto.

Depois da publicação oficial, a câmara de Vila Nova de Gaia reagiu, relembrando que a decisão é mesmo das autarquias.

“Nos termos da Lei, cabe aos órgãos competentes da autarquia, e não ao Governo, adoptar uma decisão final sobre a proposta contida no relatório do Ministério das Finanças e que poderá consistir na manutenção ou extinção da Fundação, ou na manutenção, redução ou cessação de apoios financeiros”, apontava o comunicado da autarquia presidida por Luís Filipe Menezes (na foto), emitido na terça-feira, citado pela agência Lusa.

FICHA DE AVALIAÇÃO
No documento Ficha de Avaliação da Secretaria de Estado da Administração Interna, para aprovação da Fundação PortoGaia para Desenvolvimento Desportivo, o ponto 7, Fins desta:

“Promover, patrocinar e realçar actividades de desenvolvimento e fomento desportivo em Vila Nova de Gaia, e assegurar, nomeadamente, através da concepção, construção e gestão de centro de treino e formação desportiva, para a instalação do F. C. Porto, Futebol SAD em Vila Nova de Gaia, incluindo o progresso e o desenvolvimento da práctica desportiva neste concelho”.

Áreas de Intervenção: DESPORTO AMADOR!

Apoios Financeiros Públicos Recebidos: €4.234.931

Percentagem dos Apoios Financeiros Públicos em relação aos Total de Proveitos (2008-2010): 84,4%.

Resumindo, fazem uma Fundação que dizem ser de promoção do desporto local, no concelho de Gaia, mas que no fim de contas mais não é do que uma doação encapotada de dinheiros do Estado e da autarquia de Gaia ao FCPorto.
Falam em Desporto Amador quando o Centro é para um clube de futebol profissional.
De acordo com investigação das Finanças e do Tribunal de Contas, O Centro de Estágio custou 16M€ ao município de Gaia, receberam do Estado mais  4,2M€ entre 2008 2 2010±

Isto é um caso de polícia!!! Gostava de saber quanto é que o Filipe Menezes recebeu do FCPorto para lhe fazer este jeitinho. Uns meros 10% dos custos totais seriam 1,6M€. Nada mau para um autarca! E quer este tipo ser o próximo Presidente da Câmara do Porto?

A má pontuação

A fundação obteve uma classificação de 26,1 (numa escala de 0 a 100) na avaliação que o Governo conduziu e que se integra no censo que analisou todas as fundações nacionais. Excluindo as fundações privadas – que não podem ser extintas – e as fundações ligadas a instituições de ensino superior, que não serão previsivelmente extintas, a PortoGaia é a 10ª fundação com pior nota. A nota atribuída pelo Governo é um importante indicador das fundações que vão ou não ser mantidas.

Além disso, esta é uma entidade muito dependente do financiamento público: 84,4% das suas receitas depende dos apoios públicos que recebe, e este será outro critério de sustentabilidade que o Governo vai ter em conta. Entre 2008 e 2010, a empresa recebeu 4,234 milhões de euros em apoios financeiros públicos.

A PortoGaia é uma entidade pública de direito privado, que, quando foi constituída, era detida maioritariamente pelo FC Porto, com uma quota de 51% (de acordo com os critérios do Governo, teria de ser uma fundação público-privada para o clube poder ter a maioria). A Câmara de Gaia, a Águas de Gaia e as freguesias de Crestuma e Olival, onde se localiza o Centro de Estágios, são outros dos sócios iniciais da entidade. Em 2010, o respectivo património, de 2,235 milhões de euros, mantinha-se exactamente igual ao que existia na criação da entidade, em 1999.

Um processo envolvido em polémica desde o início
O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, assegurou a construção do centro de estágios dos “dragões” numa altura em que os azuis-e-brancos procuravam construir um centro de treinos fixo nas redondezas do Porto. Candidataram-se Gaia, Maia e Santa Maria da Feira, mas a preferência de Pinto da Costa (na foto) recaiu sobre a cidade da margem sul do Douro.

Notícias da época recordam que, só em terrenos, a Câmara de Gaia pagou 1,5 milhões de euros. A fundação PortoGaia foi constituída em Maio de 1999 e o centro de estágios inaugurado a 5 de Agosto de 2002, começando a ser utilizado pelos actuais campeões nacionais alguns dias depois, a 12 de Agosto.

Em 2004, uma reportagem da revista "Visão" citava um relatório da Inspecção-Geral de Finanças que, numa fiscalização à Câmara de Gaia, concluía que a autarquia pagou a totalidade dos custos do centro de treinos: 16 milhões de euros. O FC Porto teria assegurado o direito de superfície dos terrenos por 50 anos e apenas paga uma renda mensal de 500 euros pelo centro de estágio.

Luís Filipe Menezes já disse várias vezes em público que é ao Futebol Clube do Porto que cabem os encargos com o centro de estágios. Em Maio do ano passado, na assinatura de acordos com o Real Madrid e o Manchester United, o autarca do PSD reafirmou, citado pelo portal do município de Gaia, que “gostaria de deixar claro e de uma vez por todas que quem financia inteiramente este centro de estágio é o FC Porto”.

FINS DE SETEMBRO DE 2012

Andrade anónimo em blogue andrade
Então só falas de salários em atraso quando é o hóquei a sofrer? O andebol tem 4 meses em atraso e não dizes nada?
Resposta…
ANÓNIMO,

O andebol tens mais 2 meses de atraso do que hóquei.

Se me perguntas se me agrada? Não, não me agrada, seja hóquei, andebol, ou os funcionários!

Se me perguntas se para mim é igual o andebol e o hóquei? Não, não é
  

sábado, 22 de setembro de 2012

(Testemunhos & Vigarices à moda do Pokto) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (75)


As Transferências do Porto
A transferência de Alex Sandro do Uruguai para o Porto é um negócio "fantasma", como lhe chama o ministro do Desporto do Brasil. O atleta foi comprado a um clube do Uruguai que nunca representou. Juventus e Roma também contrataram jogadores nas mesmas condições, de acordo com um artigo da agência Bloomberg.

Não é caso único. A Juventus e a Roma também têm nos seus plantéis atletas oriundos daquele emblema sul-americano. Quando chegou ao Porto, Hulk também vinha de um clube uruguaio que nunca representou.

No caso especifico de Alex Sandro, a compra foi feita pelo Futebol Clube do Porto ao Clube Deportivo Maldonado, da segunda divisão do campeonato do Uruguai, mediante o pagamento de 9,6 milhões de euros (mais comissões), como apontava ocomunicado enviado pela SAD portista à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a 23 de Julho de 2011. A questão é que Sandro não jogava naquele clube. Os direitos do seu passe é que pertenciam àquele emblema do Uruguai. O atleta vestia a camisola do Santos.

Além de Alex Sandro, Marcelo Estigarribia foi emprestado à Juventus por 500 mil euros, enquanto Ivan Piris passou para o AS Roma por 700 mil euros. Todos vindos do Maldonado, todos sem nunca terem jogado uma partida pelo colectivo uruguaio, segundo a agência de informação. Os seus direitos é que estavam no clube. Nenhuma equipa quis comentar o assunto à Bloomberg, excepto o Roma, que afirmou que não considerava "significativo" que os direitos estivessem na posse do Maldonado.  

FIFA não comenta casos específicos
Ao todo, Juventus, Roma e Porto pagaram 11,1 milhões de euros para comprarem jogadores do Club Deportivo Maldonado, de acordo com o artigo da agência noticiosa.
A Bloomberg refere que, segundo os próprios cálculos, o valor das transferências de jogadores com os direitos na posse de clubes uruguaios que passam para clubes europeus ascende a, pelo menos, 70 milhões de dólares (53,4 milhões de euros) desde 2000.

Os clubes sul-americanos e outros investidores ligados aos direitos associados aos passes dos jogadores colocam os registos dos jogadores em clubes uruguaios, de modo a reduzir o imposto a pagar sobre essas transacções (a Bloomberg refere, com base em informações do advogado Rodrigo Garcia, que a redução pode será para uma taxa de 5% face a uma de 20%).

Contactado pelo Negócios, o departamento de comunicação da FIFA, órgão de futebol internacional, não quis comentar por não falar "especificamente" de nenhum caso que "pode ou pode não estar sob investigação". A FIFA tem um sistema (o FIFA Transfer Matching System) que tenta identificar se há a influência de um terceiro interveniente numa transferência (além do clube e do jogador e seus representantes). Uma investigação é iniciada quando esse órgão considera que pode ter havido uma terceira influência.

Porto ‘esconde’ vencimentos
A criação de uma nova empresa, cujos resultados não são consolidados nas contas da FC Porto SAD, permitiu à sociedade dos dragões retirar salários dos custos da sociedade.
De acordo com o Relatório e Contas relativo aos primeiros nove meses da época 2011/12, é possível verificar que a FC Porto – Serviços Partilhados (SP), criada em Março de 2011, tem como objectivo a "prestação de serviços de assessoria empresarial, administração e recursos humanos a todas as empresas do Grupo", sendo que os seus custos entram na rubrica de Fornecimentos e Serviços Externos. Aqui, a SAD registou custos de 26,8 milhões, uma subida de 10,6 milhões em relação aos mesmos meses da época 2010/11. E parte deste crescimento é justificado com "o pagamento dos serviços prestados" pela SP. A própria SAD admite que "parte dos funcionários, que estavam alocados às várias empresas" da SAD, transitaram para a Serviços Partilhados. Apesar desta transferência, o relatório diz que "verificou-se um aumento de 6% nos custos com o pessoal", que atingiram 31,5 milhões.

Ainda Hulk
E voltaram a vir ao de cima os velhos e insistentes complexos de inferioridade dos dirigentes do FCP que teimam em não contar toda a verdade sobre a transferência de Hulk. Um amigo meu, que há muitos anos trabalha nesta área e que conhece em pormenor como tudo isto funciona, deixou-me um alerta sobre as trapalhadas do comunicado oficial da SAD do FCP e garante que a omissão de valores como os 9 milhões de euros ao Fundo de Investimento, os 6 milhões de comissões e os 2 milhões de dívidas ao jogador deveriam ser mencionados para esclarecimentos dos accionistas e do público em geral. Isto para não falar no Fundo de Solidariedade, 5% do valor da transferência (2.000.000 de euros) que tem de ser distribuídos pelos clubes formadores onde Hulk jogou entre os 12 e os 23 anos. O Vilanovense, por exemplo, deverá receber cerca de 200 mil euros.
Tudo isto é clato. A FIFA não facilita nestas coisas e toda a gente sabe que o não cumprimento dos regulamentos traz muitos problemas aos prevaricadores.
Depois da criação do TMS (Transfer Match System), em vigor desde  Outubro de 2010, nele devem ser incluídos todos os dados referentes às operações - valor de transferência, valor das comissões, agentes envolvidos, formas de pagamento, contas bancárias, etc. Por isso dificilmente o FCP deixará de ter de pagar os remanescentes 15% que faltam para acertar todas as contas desta polémica transferência. Não adianta andar a fingir.
Armaram-se em multimilionários do mercado de transferências... porque a verdade vem sempre ao de cima.
E tudo isto só para aparecerem como um clube que sabe negociar melhor que os rivais. E, neste caso mais especial ainda, melhor que o Benfica!

O Zenit explica
Maxim Mitrofanov, diretor geral do Zenit de S. Petersburgo, concedeu uma entrevista ao portal russo R-Sport para explicar o processo de transferência de Hulk e Witsel.

«Não vai acreditar, mas o Benfica só assinou o contrato de venda quando teve a certeza que o Porto nos tinha vendido o Hulk. Só depois desse contrato ter sido registado no TMS (o sistema internacional de transferências», explicou.

Mitrofanov garante que o Benfica podia ter segurado Witsel, explicando que o jogador teria de manifestar o desejo de sair um mês antes da concretização do negócio, mesmo que este fosse realizado pela cláusula de rescisão, como veio a acontecer.

«No contrato do Benfica havia uma cláusula de 40 milhões, mas com uma condição: o desejo de sair tinha de ser comunicado com um mês de antecedência. As coisas aconteceram num curto espaço de espaço e, assim, o Benfica podia segurar o jogador. Mas nós lutámos até ao fim», frisou.
«Não estávamos a falar apenas com estes dois jogadores. O Witsel, por exemplo, era o segundo na lista de prioridades do Real Madrid, atrás do Modric. O Benfica esperou até à última, mas o Real comprou Modric no dia 31. Precisámos de apenas três dias depois disso para fechar o Witsel», contou Mitrofanov.

Queríamos dois jogadores, um extremo e um médio. Hulk era a prioridade para o primeiro caso e Witsel a prioridade para o segundo. Conseguimos os dois jogadores que queríamos», acrescentou o diretor do Zenit.

Uma vez mais, o clube de S. Petersburgo garante ter pago apenas 40 milhões de euros por cada um dos jogadores, afastando o cenário de pagamentos à margem para as outras partes envolvidas na transferência de Hulk.

Maxim Mitrofanov terá mostrado os documentos das transferências ao jornalista que realizou a entrevista. 

«Agora vemos como há uma guerra tremenda entre os clubes em Portugal. Têm de se explicar aos adeptos e podem vender os melhores jogadores, mas apenas se tiveram mais lucro que os rivais. Nos dois casos, foram 40 milhões por cento do passe. Não há pagamentos adicionais», garante o dirigente.

O diretor-geral do Zenit revelou ainda que F.C. Porto e Benfica têm direitos sobre uma futura venda de Hulk e Witsel.

«Hulk será pago em três tranches até 2014, Witsel será pago em duas tranches até 2013. Até agora, nenhum dos clubes recebeu dinheiro. O Porto tem direito a 10 por cento da próxima venda se Hulk sair por mais de 70 milhões, o Benfica receberá 10 por cento se Witsel sair por mais de 60 milhões», rematou Maxim Mitrofanov.

Andrades pouco estúpidos
E no R&C já vi erros brutais... como o desaparecimento dos 5% do passe do Hulk ou as comissões que nas compras de Alex Sandro, Danilo, do Defour ou do Mangala que vão aumentando de Relatório para Relatório. 



Vejo aqui gente a festejar a venda do nosso melhor jogador por uma verba record quando os indícios indicam cada vez mais que foi uma venda à pressa e por valores muito menores. 


E os milhões de comissões que andamos a pagar enquanto muitos não recebem o que têm que receber? 


Sabe porque não fomos campeões de Basquete, sabe? Porque eles já sabiam que não havia guito e que na época seguinte iam todos embora. Como no Hoquei, onde vários dos nossos jogadores tiveram que procurar outras fontes de financiamento pois o clube não lhes paga a tempo e horas. Acha que para um atleta como o Reinaldo Ventura (12 vezes campeão) ter que encontrar um emprego para pagar os seus custos, porque o clube não lhe paga, é motivante? 


Queria ver mesmo as contas do clube e especialmente da EuroAntas... as da SAD não me chegam.

Anónimo andrade I
Sou alguém que está farto dos milhoes das comissões e de ver gente a enriquecer à custa do clube. Sei bem como estão as finanças do clube para estar preocupado. Tenho filhos e sobrinhos nas amadoras e sei bem o que se passa. 
Farto de garotos que acham que sabem tudo. Quero é que desmintam o que disse o representante do Zenit
Anónimo andrade II
Apostámos no cavalo errado. Devíamos ter trazido o Witsel. Já comemos os vermelhos várias vezes mas desta vez fomos comidos.

 Continuo a dizer que tenho mesmo muita pena que o Zenit não se tenha lembrado de vir buscar o Defour pela valor da cláusula de rescisão.

Os Agentes dos Andrades
Nos relatórios anuais de 2005/06 e 2006/07 e no relatório do 1º Semestre de 2007/08 são citados nomes de firmas muito conhecidas no mundo do futebol, como a Gestifute (do português Jorge Mendes), a ExtraTime (do sul-africano Rob Moore, antigo patrão e accionista do Ajax Cape Town e actualmente representante de Benni McCarthy, entre outros), a First Artist (fundada pelo inglês Jon Smith) ou a HAZ Sports Agency (do argentino Fernando Hidalgo). HAZ são as iniciais dos três sócios desta firma (Hidalgo, Arribas e Zahavi). Hidalgo, antigo colaborador do agente Gustavo Mascardi - de quem "desviou" estrelas como Verón, Crespo e Claudio López -, tornou-se nos últimos anos num dos empresários de topo no mercado sul-americano.

Gustavo Arribas é conhecido como um dos amigos mais próximos de Mauricio Macri, presidente do Boca Juniors entre 1996 e 2008. O israelita Pini Zahavi é um dos agentes mais influentes no futebol europeu.
Os relatórios da SAD do FC Porto também mencionam sociedades praticamente desconhecidas no mundo do futebol, como a dinamarquesa DK InterTrade ApS - uma firma de "especialistas em comércio internacional", com sede em Copenhaga, cujos representantes se recusaram a responder às perguntas de O JOGO -, a Continental Services ou as irlandesas Matrix Media e Kelly Palmer Consulting Services. De acordo com o registo comercial da Irlanda, estas duas sociedades são controladas por Paul e Lisa Newman, dois nomes que surgem ligados, aliás, a cerca de uma centena de empresas da Irlanda e da Inglaterra (O JOGO também não conseguiu contactar o casal Newman; a Irlanda, aliás, não tem qualquer agente FIFA e as moradas e números de telefone indicadas no registo comercial estão desactualizadas ou são inexistentes).

O nome da Onsoccer International - Gestão e Marketing, Lda. é citado em dois dos três relatórios da SAD portista. Esta empresa, com sede no Porto, pertence a António Araújo, um empresário com ligações próximas a membros do conselho de administração da SAD do FC Porto (Araújo está nomeadamente associado a Reinaldo Teles na firma de construção Teles, Araújo & Tiago, Lda.). António Araújo não é agente FIFA, mas a Onsoccer recorre aos serviços da sócia Jussara Correia, mulher de Araújo e agente FIFA aprovada no exame realizado pela CBF em Setembro passado. A sociedade For Soccer - Gestão de Carreiras Profissionais de Desporto, SA é mencionada, pela primeira vez, no relatório do 1º Semestre 2007/08. Esta firma, também com sede no Porto, pertence aos agentes FIFA José Caldeira (irmão de Adelino Caldeira, membro do conselho de administração da SAD portista) e Isidoro Gímenez. Nos últimos tempos, a For Soccer substituiu a Gestifute na posição de parceira privilegiada do FC Porto, com uma presença cada vez mais significativa no plantel dos campeões nacionais (em Abril de 2007, Gímenez, citado pela imprensa do Médio Oriente - por ocasião da inauguração do escritório de representação da firma no Dubai - comentou que a For Soccer representava "oito jogadores do FC Porto"). A Gestifute, ao contrário, conta apenas com dois jogadores no plantel - e um deles, Quaresma, com fortes probabilidades de sair neste Verão.

A transferência do Hulk
O Zenit irá pagar ao FC Porto e ao Benfica um total de 80 milhões pelas transferências dos futebolistas Hulk e Witsel, segundo revelou Dmitri Zimmerman, vice-chefe do centro de imprensa do clube russo, em declarações à agência Lusa.

Numa mensagem aos adeptos do clube, o presidente do clube, Alexandre Diukov, declarou que "as aquisições foram feitas em condições muito vantajosas. Os pagamentos estendem-se por três anos e por isso não é necessário aumentar o orçamento do clube". "O nosso presidente tem em vista que o Zenit irá pagar 40 milhões de euros ao FC Porto durante três anos pela transferência de Hulk", precisou Zimmerman, assegurando que o avançado brasileiro custou aos cofres dos russos "40 milhões de euros". Zimmerman acrescentou ainda que "Witsel custou outros 40 milhões",
(O Witsel foi pago a pronto, essas são as regras quando se bate a cláusula de rescisão).

Do Site do Zenit
Hulk`s transfer was made under advantageous conditions for Zenit. Our total payment of 40 million Euros will be distributed over three years, and there is no need to increase our budget currently. Furthermore, we`re going to make our payment from Zenit`s own income, including earnings in the Champions League, rather than from any funds of the group of gas companies.

It was a matter of principle for us to sign Hulk under the same conditions as we signed Danny in 2008. We bought Danny for 30 million Euros for a period of 4 years, and we signed Hulk for 40 million for a period of five years, so the sum per year is approximately the same. The personal contracts of the two players are also identical. The information about Hulk`s contract that several media outlets published recently is not true. It`s not out of the question that these false news reports were published in the interest of agents who can use them to cover their positions, and ask for artificially high sums, thereby explaining to managers of other Russian clubs why one or another player couldn`t be purchased.

Esta notícia foi confirmada por 3 funcionários do clube.
O FC Porto não paga aos seus funcionários administrativos e colaboradores há já quatro meses.
O FC Porto não paga à maior parte do plantel há já três meses.
Repito, esta notícia está confirmada.

Aguarda-se fuga para o Brasil, nas viagens Cosmos, do Papa-Putas.

PS: ao que parece, o câmara de gás anda a exercer pressão sobre funcionários e jogadores para que não abram a boca. Esta bomba ele não quer que expluda!

 A roubar como de costume!
Alguns adeptos do FCPorto aproximaram-se no fim do jogo da mascote do Olhanense, a cegonha Moss, tendo furtado a cabeça do animal, bem como a carteira e telemóveis do homem que dava corpo ao símbolo algarvio. A polícia teve de intervir, mandou parar os autocarros que transportavam os dragões à entrada para a Via do Infante e lá recuperaram a cabeça do Moss...»

A Venda falhada do João Moutinho
A transferência de João Moutinho para o Tottenham se gorou por 4 minutos. Terá havido necessidade de tratar de novo da papelada e, entretanto, a hora-limite passou.

Do Sunday Times, jornal inglês de grande reputação e qualidade, numa peça da autoria do seu jornalista Duncan Castles:

"O fracasso do Tottenham na sua tentativa de contratar João Moutinho no último dia do período de transferências foi causado primeiramente por uma divergência acerca das condições financeiras do médio internacional portugês e, seguidamente, pela decisão do Porto de subir o preço apenas uma hora antes do encerramento do período às 11 da noite de 6ª feira. A transferência parecia bem encaminhada quando o presidente do Tottenham Daniel Levy deu o seu acordo a um valor de transferência de quase £20 M mais £ 2,4 M em objectivos. Moutinho, cujo salário no Porto está próximo dos £1,6 M anuais líquidos, recusou seguidamente as condições que lhe eram oferecidas. O treinador do Tottenham André Villas-Boas persuadiu-o a aceitar uma oferta melhorada, eram 10 da noite. Contudo, o Porto nessa altura pediu mais 25% pela transferência. Levy aumentou o valor total da oferta para perto de £24 M. O Porto concordou com essas condições 10 minutos antes da hora-limite, mas os documentos contratuais submetidos à Premier League continham erros que não puderam ser rectificados a tempo de se concluir a transferência. Os Spurs deram-se por vencidos às 11.30."

Moutinho tem um salário liquido de 2 milhões de euros (1.6 x 1.2635) por ano;
A FCP SAD aceitou vender o passe de Moutinho por um valor global de 30 milhões de euros (24 x 1.2635).

Testemunho andrade
Como é possível estar a pagar balurdios em comissões, salários, passes de jogadores e ter as modalidades sem receber um tostão durante grande parte da época?


Estas férias infelizmente "apanhei" uma conversa na mesa ao lado da esplanada. Estavam Greg Stempin e um outro jogador jovem do Porto (David qualquer coisa) com as respectivas famílias. Greg Stempin estava desolado, não recebe (recebia) há mais de 5 meses, o Porto não quer pagar a rescisão do contrato (cerca de 2 milhões de euros)...

Aggghhhhhhh!!!!!!!

Testemunho
Desta vez ouvi com os meus ouvidos que esses filhos da Puta o ano passado devem ter gasto uma fortuna em Putas pros Proenças, que nem tiveram vergonha de não pagar os ordenados aos do Hoquei...

Sabado Passado, dia 1 Set, fui até a piscina da Granja (para quem não sabe fica em Gaia)
Fui lá pra ver umas gajas e apanhar sol, quando chega o Reinaldo Ventura com a mulher e um casal amigo.
O gajo ficou a uns 3- 4 metros da minha espreguiçadeira, deu pra curtir a conversa,... Não fui cusco, só não tapei os ouvidos, atenção!!!  
Ora bem pela conversa que ele estava a ter com um amigo, o Avo da Fernanda, (esse FDP) está-lhe a dever 4 meses de salário.

No entanto, o que mais fodeu o Reinaldo Ventura, eram os 250€ de prémio pela Super Taça do ano passado que ainda estão por pagar... eheheheh
250€!!!!! aquilo tá mesmo a ficar fodido para não pagar 50 contos... ehehehehe!

“A verdade é ódio para os que odeiam a verdade”.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

(Lagartices & Lagartagens) A MAFIA DA PALERMO PORTUGUESA (74)


A MAFIA DA PALERMO PORTUGUESA (74)

O Sporting

O Beijo da Morte
O Sporting CP como clube de respeito está a “dar as últimas”. Em termos de associativismo acabou-se. Pode ser que se salve como se salvam alguns clubes no estrangeiro (Inglaterra, Espanha e França), através de “Xeques” árabes ou russos, que comprem a Sporting S.D.F. SAD.

E tudo começou…
Com o Projecto Roquette. Pinto da Costa soube (num estudo de mercado) que a diferença entre FCP e SLB era tão grande – em número de simpatizantes e amor aos clubes - que não seria possível ultrapassar o Benfica mesmo “mais organizado”. A solução seria manter o Benfica desorganizado para vencer mais competições que o Benfica. José Roquette soube (numa sondagem) que a dimensão do Benfica era incomparável e mesmo com o Sporting CP a ter maiores percentagens (mesmo assim minoritários) de adeptos nas classes mais altas (daí a célebre frase – os sportinguistas têm mais Mercedes e BMW’s) não seria possível competir de igual com o SLB.

Com a cortina de fumo “Encontros Para Aproveitar Sinergias na Construção dos Novos Estádios” estabeleceram um plano para o futebol e modalidades. O Sporting CP aceitava que o FC Porto era o clube mais importante de Portugal e o FCP tudo faria para proteger o SCP a fim deste conseguir na zona centro-sul rivalizar com o Benfica. O FCP e SCP não se digladiariam publicamente, trocariam jogadores e actuariam de forma concertada de modo a desgastar o Benfica. Na prática o FCP seria mais vezes campeão nacional (em anos de infortúnio o SCP poderia ser campeão nacional), mas o SCP garantiria o 2.º lugar, pois tentariam isolar o Benfica de modo a dificultar o acesso deste aos lugares (1.º e/ou 2.º) de qualificação para a Liga dos Campeões, onde haveria o “perigo” de fazer dinheiro e tornar-se “perigoso”.

Foram poucos os sportinguistas que se insurgiram no Conselho Leonino contra esta subserviência do SCP ao FCP. Um dos poucos foi João Rocha, como deu conta numa entrevista ao “Record” mas da qual os “jornalistas” portugueses não ligaram, por medo, desprezo ou incompetência.

Nas primeiras épocas até deu resultado…
Com o Benfica em dificuldades o Projecto Roquette (e a parceria com o FCP) resultou em pleno, permitindo com um folgado FC Porto (com Pinto da Costa alheado, embevecido por Carolina Salgado, a passar semanas sem frequentar as Antas “presidindo” por bilhetinhos) ao SCP conquistar dois títulos de campeão nacional, com o “Glorioso” em 6.º e 4.º lugar, afastado não só da Liga dos Campeões como das competições europeias. Afinal, o Projecto Roquette resultava e até parecia que era o Sporting CP a surgir como maior clube português. Eis que surge um factor imprevisto.

O presidente do Sporting CP, Dias da Cunha (cooptado em 1 de Agosto de 2000) “revolta-se” e com o “Rei na Barriga” risca do acordo a subserviência do SCP ao FCP dando nomes aos rostos do Sistema: Pinto da Costa e Valentim Loureiro. Estávamos em 11 de Novembro de 2002.Os “rostos do Sistema” não lhe perdoam – Sporting CP passa de dois títulos de campeão nacional em três temporadas a 3.º classificado, com o Benfica mais organizado devido à acção de Manuel Vilarinho e Luís Filipe Vieira (na SAD) a conseguirem o 2.º lugar, numa época (2003/04) onde houve viciação – audível – de jogos como provaria o Processo “Apito Dourado”.

E o “melhor ainda estava para vir”. Em 24 Abril de 2004 surgem as detenções de várias pessoas devido às escutas do Apito Dourado, com muitos árbitros comprometidos, sem saberem o que “iria dar o Apito Dourado”. Em 2004/05, as arbitragens deixam de proteger o FC Porto, é só fazer a correlação entre as amostragens de cartões amarelos e vermelhos aos portistas, antes e depois… O futebol do Benfica bem dirigido (com experiência e juízo…) por Trapattoni, consegue para o clube o 31.º título de campeão nacional. Quem foi “borda-fora”? Dias da Cunha que havia “desafiado o Sistema”!

Depois, com os sucessivos arquivamentos dos processos do Apito Dourado, tudo voltou ao normal, com FC Porto campeão e Sporting CP – de regresso à subserviência, com Soares Franco – em 2.º lugar (ou vice-campeão), como eles gostam de se intitular. 


POSIÇÕES RELATIVAS DO SLB, FCP e SCP NAS ÚLTIMAS 12 TEMPORADAS

Épocas
1.º
2.º
3.º
99/00
SCP
FCP
SLB
00/01
FCP (2.º)
SCP (3.º)
SLB (6.º)
01/02
SCP
FCP (3.º)
SLB (4.º)
02/03
FCP
SLB
SCP
03/04
FCP
SLB
SCP
04/05
SLB
FCP
SCP
05/06
FCP
SCP
SLB
06/07
FCP
SCP
SLB
07/08
FCP
SCP
SLB (4.º)
08/09
FCP
SCP
SLB
09/10
SLB
FCP (3.º)
SCP (4.º)
10/11
FCP
SLB
SCP


O tempo encarregou-se de fazer justiça
O SCP, mesmo subserviente, nada pode fazer frente ao Benfica tal a diferença de dimensão. O FC Porto é que ficou a ganhar, pois conseguiu abrir uma frente dupla ao Benfica, como é visível nos programas tripartidos nas TV’s em que são sempre dois contra um, excepto quando há FCP vs SCP. Adeus Sporting… Quando podias não quiseste. Fizeste o jogo deles. Foste enganado e enganaste-te. Agora é tarde de mais.

Vendedor de ilusões
A imprensa portuguesa, mas também a rádio e televisão, se bem que mais difícil de reproduzir pela forma de difusão, são verdadeiramente caricatas. São capazes de tudo e servirem-se de tudo e todos para sacarem dinheiro aos incautos. Repare-se no que foi escrito em 4 de Dezembro de 2011, por vitor Serpa: “A luta pelo título está acesa, como há muito não se via, e é bem possível que tudo seja resolvido por quem chegar a esse período de incontornável desgaste e estiver melhor física e mentalmente. Uma curiosidade: quem está em todas as frentes e com excelente comportamento é o Sporting.” Blá, blá, blá… Eram resmas e resmas de papel a criar a ilusão nos sportinguistas, de que o SCP – escondendo que o clube teria, ainda, de ultrapassar as jornadas mais difíceis - podia ser campeão nacional.

Cobrador de desilusões
E depois de tudo o que se escreveu, eis o que se escreve Vitor Serpa, pouco mais de um mês e quatro jornadas depois, em 17 de Janeiro de 2012: “É tão fácil criar ilusões no futebol como sofrer desilusões. E como é grande a desilusão dos adeptos leoninos que chegaram a pensar numa época de luminoso regresso à sólida e persistente discussão do título.” Blá, blá, blá… Inqualificável! Vergonhoso!
É preciso ter lata. Ou melhor latão…

As Imagens de Alvalade, por J.M.Meirim
1. Depois de tornadas públicas imagens criteriosamente colocadas no corredor de acesso aos balneários da equipa visitante, no Estádio José Alvalade, que retratam adeptos das claques em poses agressivas, desafiando os seguranças, outros de cara tapada e com tochas na mão e ainda poses que sugerem uma saudação fascista ou tatuagens com a cruz de ferro, um símbolo que está muito associado a movimentos da extrema-direita, teve lugar uma oportuna e urgente reunião do Conselho para a Ética e Segurança no Desporto.
2. Tal órgão, presidido pelo insubstituível presidente do Comité Olímpico de Portugal, é composto, ainda, entre outros, por Fernando Seara, Augusto Baganha, ex-presidente do defunto IDP, Carlos Cardoso, presidente da Confederação do Desporto de Portugal, Fernando Gomes, Joaquim Evangelista, Mário Saldanha, Nuno Delgado, Rosa Mota e Salomé Marivoet.



3. Vicente Moura, que convocou essa reunião, relembrou palavras proferidas ao PÚBLICO: “Tenho dificuldades em acreditar que as fotografias que me enviou tenham sido colocadas nos corredores de acesso aos balneários onde se equipam as equipas visitantes no estádio do Sporting. (...) Estou convicto que a direcção do SCP, na senda das tradições do clube as mande retirar.” Falou ainda em “formas de pressão dispensáveis”.



4. Mais longe foi Salomé Marivoet, especialista em violência no desporto: “As imagens falam por si. O painel de fotos veicula uma imagem dura de adeptos, seguramente uma minoria dos adeptos do Sporting, expressando uma hostilidade violenta para com as equipas visitantes, que contrasta com a mensagem escrita de ‘bem-vindos’. Trata-se de um painel numa zona de acesso reservado e, por isso, certamente sujeita a uma decisão dos órgãos directivos. Não posso deixar de concluir, como socióloga, que esta enfatiza a sublimação de uma subcultura de adeptos hostil e violenta por parte dos responsáveis do clube comprometidos com tal escolha, denotando conivência e exaltação da mesma. O caso assume ainda maior gravidade, dada a selecção de fotos veicular símbolos nacionalistas de extrema-direita.”



5. Perante tão firmes posições, os membros do CESD deliberaram, de acordo com o disposto no artigo 14.º, n.ºs 4, 6 e 7, da Lei n.º 39/2009, propor ao IPDJ a aplicação da sanção de realização de espectáculos desportivos à porta fechada, enquanto a situação se mantiver, sem prejuízo da aplicação de outras sanções, disciplinares ou outras, que venham a ter lugar.



6. O IPDJ agiu em conformidade.



7. Também o conselho de disciplina da FPF se apressou a instaurar um processo disciplinar. Declarações de vivo repúdio foram proferidas pelo presidente da FPF e pela LPFP.



8. Tudo, aliás, na linha, das declarações de viva censura proferidas no próprio dia do conhecimento público, pelo ministro Relvas e pelo seu secretário Alexandre Mestre. Outra coisa não podia deixar de ser, ou não tivesse o secretário pré-lançado, a 2 de Dezembro, as Linhas Gerais do Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED).



9. Ineficaz, a UEFA pediu ao Sporting que removesse ou tapasse as imagens de cariz violento. Parece que “as imagens contrariam os valores de respeito e tolerância que a UEFA promove. A UEFA tem uma política de tolerância zero em relação à violência e as imagens mostram, no mínimo, uma posição ambígua quanto à violência provocada por adeptos”.



10. Em 2007, numa comunicação que tive a honra de apresentar em Espanha, iniciei o meu texto dando conta que o combate à violência no desporto e o posicionamento das entidades nacionais, face à lei portuguesa e às directrizes da UEFA/FIFA, fazia-me lembrar o tempo em que eu ia à bola. Quando os jogos eram nacionais, os bares serviam cerveja com álcool, mas, aquando de competições europeias, a cerveja era sem álcool.



11. Infeliz país. Pura ficção.


O Sporting e o Chinês
Após ter posto fim a um jejum de 19 anos, com a conquista do campeonato de 1977/78, o FC Porto também se apurou para a final da Taça de Portugal. O outro finalista era o Sporting e, claro, a final ia realizar-se no “muito neutral” estádio de Oeiras. Naquele tempo, o “mau da fita” ainda não era Pinto da Costa, mas sim José Maria Pedroto que, sem medo, comentava: “É tempo de acabar com a centralização de todos os poderes na capital”.

A final foi um jogo muito quente, com uma arbitragem escandalosa, e ficou marcada por um penalty polémico, favorável ao Sporting, que foi convertido por Menezes. Tendo o jogo terminado empatado (1-1), foi necessário disputar-se uma finalíssima, no dia 24 de Junho de 1978, arbitrada pelo senhor Mário Luís de Santarém.
Com uma arbitragem idêntica ao que era (é!) habitual nos jogos em Lisboa contra o Sporting, e que validou um golo irregular à equipa leonina, o FC Porto perdeu por 1-2, provocando a natural indignação dos seus jogadores, treinador e dirigentes. No final do jogo, Seninho, o autor do golo portista, diria o seguinte: “O árbitro entregou a Taça ao Sporting”.

Mas o mais escandaloso estava ainda para vir. Menos de 48 horas depois da finalíssima, o Sporting partiu para uma digressão à China. Qual não foi o espanto quando se constatou que integrados na comitiva sportinguista, e vestidos com um fato à medida igual ao dos restantes elementos, iam dois... árbitros!
Dois árbitros?
Sim, o senhor Porém Luís de Leiria e, nada mais nada menos, que Mário Luís, o árbitro da finalíssima, a partir daí conhecido como o “chinês”.


Evidentemente, esta situação foi devidamente esclarecida pelos envolvidos – Sporting e árbitros – por forma a evitar mal entendidos... Talvez por isso, não houve inquéritos da FPF, nem investigações da PJ e muitos menos punições para os árbitros envolvidos, que continuaram a “passear a sua classe” pelos relvados portugueses.

Cerca de dois anos depois, na época 1979/80, o FC Porto disputava taco-a-taco o campeonato com o Sporting e a quatro jornadas do fim recebia os leões nas Antas. Dada a sua importância decisiva, foi nomeado um trio "de luxo" para dirigir o jogo: António Garrido a árbitro principal e outros dois árbitros desempenhando as funções de fiscal-de-linha, um dos quais era...o “chinês”!

As osgas que falam em "Taça Lucílio" deviam tentar saber mais sobre a história do vosso clube que não é tão imaculada como vocês pensam
e ainda por cima isto passou-se num jogo contra o fcporco.. ele há coisas!!

Sporting e Marinho Neves
Janeiro de 2007 - Marinho Neves, ex-jornalista e autor do livro ‘Golpe de Estádio’, que versa sobre a temática da corrupção no futebol português, revelou ontem ter trabalhado secretamente durante seis anos para o Sporting, tendo sido contratado em 2000 pelo antigo presidente Dias da Cunha, para o manter informado sobre os jogos de bastidores da modalidade. O tal ‘sistema’ de que tanto falou.


Durante a cerimónia de relançamento do livro, Marinho Neves explicou que a sua colaboração terminou quando Dias da Cunha se demitiu, “devido às guerras internas no clube, instigadas por pessoas que ainda lá estão”.

Segundo fez saber, os relatórios confidenciais por si elaborados e destinados ao antigo presidente já estavam a chegar, em determinado momento, “a pessoas do Norte”.

Sem mencionar nomes, explicou como as coisas se passavam:

“Com duas semanas de antecedência, eu sabia quem eram os árbitros designados para certos jogos. Sabia também quais os jogadores do Sporting que iriam ser enervados pelos árbitros, no sentido de reagirem e assim acabarem expulsos, para enfraquecer a equipa. Fazia relatórios e enviava-os a Dias da Cunha. Mas essas informações acabavam por não chegar ao técnico José Peseiro, que assim não podia avisar antecipadamente os jogadores no sentido de não reagirem às provocações”.



O jornalista disse ainda que Dias da Cunha, com base na informação recolhida por ele, Marinho Neves, tentou a regeneração do futebol através de uma aliança com Luís Filipe Vieira, “mas logo aí houve anticorpos dentro do clube, contrários a essa aproximação”.

Confrontado com o teor destas afirmações, Miguel Salema Garção, director de Comunicação do Sporting, confirmou ter existido uma colaboração entre Marinho Neves e o clube e deu a conhecer a posição dos actuais dirigentes:

“O dr. Dias da Cunha sempre recebeu total solidariedade dos dirigentes que ainda estão no Sporting na sua luta pela regeneração do futebol português. O actual presidente entendeu cessar essa colaboração porque escolheu outras formas de lutar por essa regeneração, nomeadamente com uma participação activa na Direcção da Liga.”



Volvidos dez anos sobre a publicação do romance ‘Golpe de Estádio’, obra que relata práticas de corrupção no mundo do futebol, o jornalista Marinho Neves relançou ontem a obra e prometeu para breve um novo livro, agora não ficcionado.

“As práticas relatadas no ‘Golpe de Estádio’ estão mais actuais que nunca. Mas mal o processo ‘Apito Dourado’ saia do segredo de justiça, avanço com um livro, desta vez não ficcionado, sobre todo o processo, com nomes e factos”, revelou.


Sobre o ‘Apito Dourado’, Marinho Neves só diz, por agora, que “muitas pessoas vão ficar surpreendidas com os resultados. Toda a gente vê Pinto da Costa como o ‘monstro’, mas antes dele outros cairão”.Sobre o livro de Carolina Salgado, Neves diz que não precisou “de dormir com Pinto da Costa para saber mais sobre ele que a própria Carolina”.

Janeiro de 2007



António de Oliveira Salazar, governou Portugal de 1933 a 1968 (35 anos).
*Até 1974 quando a Revolução dos Cravos pôs fim ao Estado Novo, regime político autoritário implantado por Salazar com a Constituição de 1933, foram disputados 40 títulos do Campeonato Português. O Benfica venceu 20 deles (50% do total), contra 14 do Sporting (35%), 5 do Porto (12,5%) e 1 do Belenenses (2,5%). No entanto, nos primeiros 20 anos após a Revolução dos Cravos, período que antecede o predomínio absoluto dos Dragões (Pinto da Costa), o Benfica ganhou 10 títulos (mais uma vez, 50% do total). O Porto venceu 8 títulos (40%), enquanto que o Sporting, apenas 2 (meros 10%).
*O Benfica sempre foi olhado com suspeita pelo "regime", pois era o clube da ralé, como eles diziam, pior ainda, tinha uma bandeira de cor vermelha, a cor associada a todos os que lutavam contra o governo fascista de António de Oliveira Salazar.
*O Benfica foi o primeiro clube a ter eleições democráticas. Já tinha eleições democráticas muito antes do fim do estado novo.
*As ligações do FC Porto ao poder permitiram-lhe nas épocas de 1939/40 e 1941/42 o alargamento dos nacionais para evitar descer à 2º divisão.
*A ditadura ajudou o FC Porto a construir o já desaparecido Estádio das Antas, simbolicamente inaugurado a 28 de Maio de 1952 pelo General Craveiro Lopes (dia comemorativo da revolução que deu origem ao estado novo).
*O antigo Estádio da Luz foi inaugurado no dia 1 de Dezembro (data da Restauração da Independência) e a 5 de Outubro (Implantação da República) foi inaugurado o 3º anel.
*Em 1954/55 O Benfica apesar de campeão não foi indicado para a Taça dos Campeões Europeus porque naquela altura os clubes eram sugeridos pelas entidades nacionais responsáveis e o Benfica, mesmo sendo campeão, foi preterido em favor do Sporting. As "más-línguas" garantem que houve uma "mãozinha" de Salazar neste processo, pois as excelentes relações existentes entre ele próprio a alguns dos dirigentes sportinguistas, não deixavam antever outro cenário, visto que é do conhecimento geral que nas décadas de 40 e 50, e no início de 60, as direcções sportinguistas eram constituídas por gente da Legião Nacional e da UN - Góis Mota, Maia Loureiro entre outros.
*Na década de 1960, o Benfica disputou cinco finais da Liga dos Campeões e venceu duas. É improvável imaginar que isso também tenha sido obra do Salazarismo.
*O Benfica foi obrigado a jogar a final da Taça de Portugal em 1961/62 em casa do adversário (Vitória de Setúbal) um dia depois de o Benfica ter vencido o Barcelona na final da Taça dos Campeões Europeus. Os 15 jogadores que estiveram nesse jogo estavam em viagem no dia do jogo em Setúbal, no qual o Benfica perdeu 1-0.
*Na década de 70 - O Benfica foi campeão por 6 vezes e conseguiu fazer dois campeonatos sem perder um único jogo.
*O clube mais próximo da ditadura sempre foi o Sporting, pois era o clube que tinha simpatizantes com maior peso na sociedade da altura, e mais tarde (na época do Almirante Américo Tomás) também o Belenenses. O Sporting era o clube do regime. Contudo, Salazar aproveitou-se das vitórias do Benfica para se promover e credibilizar como faria qualquer ditador.
*Aquando da revolução de 25 de Abril, o presidente do Benfica era Borges Coutinho.
*Nos 20 anos seguintes à revolução de Abril - o Benfica venceu 10 campeonatos e 7 Taças de Portugal, contra 8 campeonatos e 5 taças ganhas pelo Porto e 2 campeonatos e 2 taças conquistadas pelo Sporting.
*Também nas 84 edições da Taça de Portugal o Benfica venceu 27, 14 sem Salazar e 13 com Salazar. Mais uma vez, com ou sem Salazar, o Benfica mantém a senda vitoriosa.
*Em termos Europeus, o Benfica conta com 8 finais europeias (7 na Taça dos Campeões Europeus e uma na Taça Uefa) e duas meias-finais (Taça das Taças). Venceu ainda a Taça Latina e uma edição da Taça Ibérica (em 83/84). Estes dados mostram o poderio do Benfica quer em Portugal, quer na Europa, na era Salazar e no pós-Salazar.
*O hino oficial do Benfica não era a música de Luís Piçarra. O hino oficial do Benfica, composto por Bermudes, chamava-se “Avante Benfica” e foi censurado por Salazar por ser entendido como uma afronta ao seu poder.
*Na história do Benfica contam-se imensos dirigentes que lutaram contra o fascismo de Salazar. Manuel Conceição Afonso, Félix Bermudes (o autor do hino censurado), Tamagnini Barbosa e Júlio Ribeiro são alguns desses exemplos. José Magalhães Godinho, conhecido opositor do regime, foi o primeiro director do jornal do Benfica.
*Quando o Benfica foi ocupar o campo 28 de Maio (onde jogava o Sporting) muda o seu nome para estádio do Campo Grande.