ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

DIVULGA www.pulpuscorruptus.blogspot.com EM PROL DA VERDADE E COMBATE À CORRUPÇÃO!

E-Mail: pulpuscorruptus69@gmail.com

domingo, 22 de julho de 2012

(Sporting...quê???) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (71)

Dispensa de todos os treinadores da formação
O Sporting dispensou na sexta-feira mais de 30 treinadores do setor da formação do futebol, por onde passaram 10 dos 23 selecionados lusos para o Euro2012, ordenando-lhes que esvaziassem os cacifos, revelou à Lusa um colaborador do clube.
"Mais de 30 treinadores do clube, que receberam a 30 de maio uma carta registada a informar da não renovação dos respetivos contratos de trabalho, foram hoje [sexta-feira] ao final da tarde informados por 'e-mail' que tinham que limpar os cacifos porque na segunda-feira já não podiam entrar nas instalações", revelou a fonte.
A agência Lusa teve acesso a ambos os documentos e procurou obter uma reação por parte dos responsáveis do clube de Alvalade, mas tais esforços revelaram-se infrutíferos até agora.
"Esta situação vai manter-se até que posteriores decisões sejam tomadas", lê-se na mensagem eletrónica enviada sexta-feira pelo secretário técnico da Academia de Alcochete.
Os profissionais que não responderam à primeira carta registada do departamento jurídico "verde e branco", em 30 de maio, a informar das intenções do Sporting, foram novamente notificados em 19 de junho.
Hoje, todos foram informados de que "deixam de estar autorizados a frequentar as instalações afetas ao Sporting, a partir da próxima segunda-feira (02 jul)".

Um Sportinguista diz a verdade
"A verdade é só uma: o Sporting foi humilhado no Porto, não em termos do futebol jogado, onde até esteve melhor, enquanto tinha onze jogadores, mas por um árbitro de um “sistema” dominado por quem estava nas bancadas.
Um árbitro que só ele sabe por que é que expulsou Onyewu (segundo amarelo aos 67'). Um árbitro que viu falta para a grande penalidade que decidiu o jogo a favor do Porto, e uma segunda expulsão (Anderson Polga, aos 82’), mas não viu imediatamente antes um empurrão que tirou Pereirinha da jogada (de que ninguém fala!), provocando, assim, um desequilíbrio decisivo a favor do FC Porto. E a “Sport TV”, enquanto televisão do regime, fartou-se de repetir a falta de Anderson Polga, ignorando o empurrão que deveria ter sido suficiente para interromper a partida para a marcação de um livre a favor do Sporting. Só não vê quem não quer ver. Ou quem é mesmo cego.
O nosso treinador Ricardo Sá Pinto viu tudo durante o jogo e mandou-os para o caralho. Coitado, não pode fazer mais.

É assim que Pinto da Costa continua a ganhar campeonatos. E que os sportinguistas são humilhados e ofendidos ano após ano. Foi assim no início desta época. Foi assim no final, com o FC Porto a oferecer ao parceiro de Braga o terceiro lugar na Liga. É assim e será assim enquanto os dirigentes sportinguistas mantiverem esta aliança espúria com um “sistema” que só lhes dá umas taças que sobram de vez em quando".

O Vice-Presidente do Sporting
Então, pá, e aquilo do Pereira Cristóvão, como está? Varreu-se para baixo do tapete, como o Apito Dourado?

Anda tudo em bicos do pés e a assobiar para o lado a fingir que aquilo não aconteceu? É um fenómeno de amnésia colectiva da comunição social?

Tudo caladinho até se jogar a final da Taça, para ver se passa? (a rima foi acidental, como a grande maioria dos golos da lagartagem) 

Afinal pode-se, abertamente, depositar carcanhol nas contas dos fiscais de linha (às escondidas, e em numerário, já sabemos que sim, que os funcionários da malta da fruta trataram bem de o demonstrar esta época, em boa homenagem aos anos 90)?

E, portanto, pode um clube disputar a final de uma competição em que um seu vice-presidente tentou abertamente corromper uma equipa de arbitragem (às escondidas, e com fruta, já sabemos que não há problema, que a entourage do guru do aconselhamento familiar trata de o demonstrar desde os anos 80)?

A malta do Nacional e do Marítimo teve um ataque de narcolepsia, ou foi 'convencida' com presentinhos para a próxima época?

E é verdade que o Pereira Cristóvão ficou no Sportém porque ameaçou o Gordinho Lopes com a divulgação de todos os podres e trafulhices que a sua empresa de segurança foi acumulando sobre o caso dos paquetes da Expo? É verdade que, como consta, quando o Gordinho Lopes esteve preso, no âmbito dessa investigação, pediu ajuda ao Pereira Cristóvão para inventar contra-informação e baralhar a PJ? 

Confirma-se que o Pereira Cristóvão possui tanta informação comprometedora sobre tanta gente 'honesta' no Conselho Directivo do Sportém que faz literalmente malabarismos com as bolas genitais de quase todos, e depois brinca às chantagens para ir paulatinamente controlando os meandros da lagartagem?

Algum lagarto inteligente caiu naquela do 'ah, é vice-presidente do Sportém, e quem disputa a competição futebolística profissional é a Sportém SAD, logo o Sportém não tem nada a ver com isto'? (é uma trick question: não há lagartos inteligentes)

Entrando no carrossel: então se o Cristóvão - vice-presidente do Sportém, em plenas funções quando andou a brincar aos depósitos - não fez aquilo para benefício do Sportém, era para benefício de quem, do Paulo Pereira Cristóvão FC?

E é isto que a lagartagem quer para o clube, essa miragem supostamente 'diferente'que só existe na cabeça deles, esse suposto bastião da 'moral e da verdade desportiva'? Vão conseguir festejar, sem vergonha na cara, uma taça borrada com as acrobacias do torturador? (é outra trick question: a lagartagem não tem vergonha na cara). E os sportinguistas?

E é verdade que ninguém na lagartagem, na estrutura ou na comunicaçãoo social, tem grande vontade de dizer nada contra isto, senão comem com os malmequeres encapuzados do Cristóvão?

E, já agora, em Bilbao, a rede de segurança já não lhes fez diferença? Ou aí já não era preciso usar a rede como desculpa para brincar com jerricans e fósforos? (forfos, em Sousacintrês). 

Marinho Neves, dixit
"Estive 6 anos neste clube a fazer um trabalho idêntico ao que este senhor (Paulo Pereira Cristovão) diz que estava a fazer. Só que durante este período o Sporting foi campeão 2 vezes. Ganhava menos, ajudei a despoletar o "Apito Dourado" colaborando com a justiça e durante este período ninguém deu pela minha presença."- Marinho Neves in Facebook

O Caso Cristóvão Corrupto
Caso não exista uma decisão em tempo útil, vamos ponderar avançar com uma providência cautelar para impedir a realização da final da Taça», afirmou Rui Alves, em declarações à Rádio Renascença.

Se a decisão da FPF não chegar a tempo, o presidente revelou que estão prontos para ir mais longe: «Caso não exista uma decisão em tempo útil, vamos ponderar avançar com uma providência cautelar para impedir a realização da final da Taça».

Rui Alves revelou alguns dados em torno da viagem do Sporting para a Madeira: «Paulo Pereira Cristóvão não viajou com a equipa do Sporting para a Madeira, antes do Nacional-Sporting. Viajou ao lado de Pedro Proença e privaram durante todo o voo. Toda a crítica admitiu que as decisões do árbitro prejudicaram o Nacional. É norma Paulo Pereira Cristóvão viajar nos voos das equipas de arbitragem».

O presidente do Nacional considera que o vice-presidente do Sporting tem conhecimentos que outros não têm: «Paulo Pereira Cristóvão detém dados dos árbitros que não estão ao alcance de qualquer dirigente desportivo. Tenho testemunhas do que estou a dizer. O que se passou foi uma estratégia de coação dos árbitros»

  
Jaime Mourão Ferreira
«Nós vemos nas televisões milhares de sportinguistas em todo o mundo, não é apenas na cidade de Lisboa, no Marquês de Pombal que é nosso por direito. Nós vemos em todo o mundo e pode-se dizer que não há diferença em termos de mediatismo e na comunicação social para quando o outro clube ganha em Portugal.»

«É bom lembrar que quando foi a apresentação da equipa contra o Valência em Alvalade nós enchemos o estádio. Nós tivemos 50 mil adeptos no estádio a ver, enquanto na apresentação do Benfica estiveram 40 mil.»

Paulo Pereira Cristóvão:
«Há um clube que deveria jogar à porta fechada.»

«Quanto à reparação da bancada, não temos um documento concreto e objectivo do lado do Benfica.»

«No dérbi vamos estrear um sistema de vigilância com 250 câmaras full HD de meio milhão de euros. Prometo que será a única inovação» (com sorriso de lixo…)

Humor Sportinguista, por um adepto
Benfiquistas, enquanto Sportinguista algo distante da realidade encornada mas sempre imparcial na análise, dir-vos-ia que:
O resultadismo não substitui a realidade. Os resultados são um produto de qualquer coisa, não são em si um meio. Os meios são o jogo, a qualidade do futebol que se apresenta. E o Benfica não tem qualidade.


Vejam o jogo de ontem. Foi miserável demais. Vejam o jogo na Madeira. Ou com o Basileia. Dos 3, reflictam, qual o melhor? Sim, o da Madeira. Criaram 5 ou 6 ocasiões muitos boas mais 2 ou 3 razoáveis que vos poderiam ter dado um resultado. E no entanto, perderam. Ontem ganharam.

Percebem? Os resultados nada dizem. Já o jogo, diz tudo: uma equipa mal treinada, desmotivada, mal organizada em campo, sem um rasgo de qualidade, sem nada que se veja de minimamente notável.

Jesus, infelizmente, para vós, está a repetir o que sempre faz, está a fazer o que fez no Belenenses: em cima de uma época óptima e de um trabalho que melhora praticamente todos os seus jogadores, destrói tudo. Inventa, contrata caixotes de jogadores do que quais só 1/10 se aproveita, entra em conflito com o seu grupo; quando para entrar em conflito não é preciso fazê-lo com azáfama: basta fazer o que faz, ocupar todas as manchetes, querer todos os louros, tratar os seus jogadores como uns incapazes que sem ele nada seriam.
Os grupos reagem mal a esse tipo de fenómeno. Jesus não tem tacto, é muito vaidoso, nunca está errado, pinta o cabelo demasiadas vezes, mas pior: gere muito mal.

Eu sei que dói ler, mas pensem, que sentido faz a um clube falido ter um jogador como Saviola encostado? O que pagaram pelo Bruno César, não teria sido melhor gasto daqui a 2 anos?, e até lá usar o Argentino. Não teria sido melhor contratar para um lugar que realmente precisassem: laterais, centro da defesa, avançado inclusive, já que está na hora de irem pensando num substituto para o Paraguaio que percebe-se ter a cabeça em todo o lado menos no Benfica?


O Benfica é dirigido por gente estúpida, e o resultado é uma equipa de futebol sem qualquer qualidade, como se viu ontem.
Daqui a 1 ano estarão novamente a lutar pelo 6º lugar, se não emendam antes que seja tarde: ano para ano, perdem valor. O que é notável, dado o investimento que vos mantém penhorados até às pontas dos cabelos.


Quando forem eliminados da LC por uma equipa do espectro médio Europeu tal qual eliminados da Taça na Madeira, e quando começarem a perder pontos todas as semanas tal qual o ano passado em que em meros 2 meses cavaram 21 pontos para o 1º, aperceber-se-ão de algo:


Estamos iguais. Somos a mesma coisa que éramos no início do campeonato. Com uma diferença, não jogamos todas as semanas com o Otelul, e aquilo que fazemos não chega para andar pelos 1ºs lugares.


1. Falar de arbitragens e antecipar um repetido choro na Madeira é fascinante quando perdem na Madeira com um penalty ridículo - como são tantos, vide Guimarães - apontado a vosso favor.

2. O Sporting cresce, e tem pujança, vontade, mínimo de organização, e infinito talento. Vós não têm nada disso. O futuro será muito negro para os lados do Benfica, é a única conclusão a retirar.

Em Maio verão o Sporting festejar a dobradinha, vão-se convencendo quanto antes para no fim a dôr de cabeça não ser tão pesada.

Tentem perceber o seguinte: Jesus não faz por mal. Ele na sua iludida mente acredita de facto que irá jogar a final e golear o Barcelona. Da mesma que acreditava ser invencível, da mesma forma que acreditava que a LE eram favas contadas até ser goleado em Anfield, ou derrotado em Braga. Acreditava que seria bi-campeão, até levar 5 do Villas-Boas.


Jesus é um jogador, mas um mau jogador ... conhece uns truques (se calhar ter um bom baralho, sem ele nem isso), tem algumas cartas na manga, sabe esconder 2 ou 3 Ases, mas na hora de tirar o coelho da cartola ... não está lá nada. Apenas um imenso vazio, e mais uma época desportiva destruída e 18 milhões para o caixote de lixo. O triste é, a platéia não se ri: chora. Vocês todos, desanimam….


Não há milagres rapazes, o jogo de ontem superou toda a mediocridade, para mais jogando em casa. Não se admite, e a tempestade ainda nem começou. O ano passado choraram muito: creiam que este ano chorarão menos, porque o internato virá mais cedo. Evaporar-se-á tudo muito rapidamente. 2 meses é o suficiente, para irem para trás do Maritímo na Liga e serem afastados da LC pelo Nápoles, Leverkusen, ou Olympiakos (recordações enfim ... Deus vos livre de tal sorte).


(Nostradamus verde em novembro de 2011, confundindo o Benfica com o Sporting).

domingo, 15 de julho de 2012

(De Corrupção Fala Quem Sabe) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (69)


 
A Corrupção da Olivedesportos
Exmos Srs,

Na sequência do meu pedido de averiguação de eventuais ilícitos cometidos no âmbito do relacionamento entre a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a empresa Olivedesportos cito uma crónica com o título, “O dono da bola também perde jogos ”, publicada no jornal Expresso de 14 de Janeiro de 2012, pág. 39, assinada por Pedro Candeias e Bruno Roseiro, onde se refere a certa altura: “Esta relação pessoal alavancou a candidatura e posterior eleição de Gomes na FPF. Entre dentes, dizia-se nos corredores que só um candidato com o apoio de Oliveira e da Olivedesportos poderia ganhar as eleições. Porquê? Porque os clubes precisam do financiamento da Olivedesportos que detém o monopólio dos direitos das transmissões televisivas. E Oliveira tinha o seu candidato: Fernando Gomes, o amigo de longa data”. E ainda:“Com a eleição de Fernando Gomes, o status quo não muda: O que Oliveira ganhava continuará a ganhar. Em primeiro lugar, através da Cosmos, que manterá o monopólio das deslocações das seleções, dos campeonatos nacionais de futsal, doa nacionais de II e III divisões e de juniores e da Taça de Portugal. Como nos explica uma fonte de uma Associação de Futebol (AF) nortenha, nas viagens às regiões autónomas as equipas vêem-se ‘coagidas a viajar pela Cosmos”“Se decidirem ir por outra agência e o avião se atrasar , perdem por falta de comparência. Mas se forem pela Cosmos, o avião pode atrasar-se que a FPF trata de reagendar o jogo”, garante a mesma fonte.

Este trabalho reforça a suspeita de coação dos clubes de futebol pela Olivedesportos mercê da relação privilegiada que mantém há muitos anos com a Federação Portuguesa de Futebol, que lhe permite não só manter posição privilegiada face à concorrência nos serviços adjudicados quer pele Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), quer pela FPF, quer pelos próprios clubes, violando os elementares princípios constitucionalmente garantidos, da livre concorrência, da igualdade de oportunidades, da negação dos monopólios e abusos de posição dominante, e beneficiando economicamente de atos de coação proibidos e puníveis por lei, que, alegadamente, exerce sobre os seus clientes.

Na verdade, esta é uma convicção que paira há muitos anos entre os adeptos de futebol, mercê de inúmeros episódios ocorridos no setor noticiados pela comunicação social. Aliás, está generalizada entre a grande maioria dos adeptos, que as competições desportivas em causa, decorrem não pela competição franca e leal entre clubes, onde ganha o melhor ou com mais sorte, mas pelos interesses definidos pelo financiador dos clubes, LPFP e FPF, subvertendo as regras da competição e as legítimas expetativas dos espetadores em geral e dos associados e acionistas dos clubes e SAD em particular.

Não foi, certamente, para ser subjugado por estas alegadas circunstâncias que o Povo Português derrubou a ditadura e escolheu o caminho da dignidade que a Democracia proporciona.

Reforço pois, o meu pedido de abertura de um processo de averiguações a este assunto por vislumbrar eventual violação da lei da concorrência, dos códigos civil e comercial e da Constituição da República Portuguesa.

Com os melhores cumprimentos,
António Barreto

A Entrevista de António Oliveira

«Tive para contratar o JJ quando estava no Penafiel mas optei por Manuel Fernandes», «Benfica tem muitas semelhanças com uma equipa holandesa», «Na altura falava-se que vinha o Scolari (...) Eu disse que o JJ talvez fosse melhor opção porque ele faria um bom trabalho». «Tinha feeling pelo JJ e pelas características do Benfica». «Sempre acreditei que ia ser campeão no Benfica». «JJ foi um dos nomes indicados e que estava na lista do FCPorto e foi convidado anteriormente»;

«O Benfica é um clube com uma dimensão mundial muito grande (...) As pessoas ofendem-se quando ponho de parte o meu portismo e digo isto... o Benfica tem mais dimensão mundial do que o SCP e FCP juntos»;

«Domingos vai chegar ao FCPorto só não sei se sairá do Sporting para o estrangeiro primeiro»;

«Blackout no Porto é um instrumento de gestão». «É preciso vencer pelo silêncio (...) não é pelo acaso (...) visa causar desconforto no adversário». Bruno Prata perguntou se faz sentido que isso se mantenha hoje e se não terá contribuído para a implantação regional do FCPorto, o AO respondeu «hoje de facto não faz sentido e é impensável. Por causa da banca, compromissos, parceiros, da indústria»;

- «Não sou muito a favor da "eleição" do presidente que para mim não é mais do que colocar pessoas (...) Não me parece que venha [Fernando Gomes] acrescentar nada(...) Tinha esperança que fosse o Medeiros ou Humberto Coelho». «Não acabou [Fernando Gomes] sequer o mandato da Liga e pouco lá fez».

«O Presidente da FPF é colocado pela Olivedesportos (...) Um lóbi que movimenta 700 Milhões e Euros» e como tal manda no futebol português.

A culpa é e foi dos clubes e da sua constante necessidade de receitas, tal conduziu ao que se passou nos últimos 20/30 anos, o que conduziu a este modus operandi do Futebol Português;

«Gilberto Madaíl foi posto na FPF pela Olivedesportos e agora o FG»;

-  LPFP: «Eu até já sei quem vai ganhar as eleições da Liga»;

-  «Comunicação Social é outro lóbi enormíssimo»

- FCP estando no círculo da Olivedesportos retirava vantagens;

«Há um monopólio de 30 anos (...) dos quais não se podem deixar de fora os financiamentos».

«Fala-se muito dos Direito de Opção e Preferência dos clubes (...) Benfica está no mesmo colete de forças»;

- «Esquema que está montado com legalidade, não pensem que há alguma aldrabice.»;

- «Depois de eu já lá estar [FPF] é que o Madaíl me fez ver que era porque eu era da Olivedesportos».

Olivedesportos: De Cancro a Lixo

OPINIÃO
          
Neste início de 2012, com a divulgação dos programas com maiores audiências em 2011, ficou, mais uma vez, a saber-se que o Benfica é incomparável face aos restantes clubes desportivos e mesmo entre todos os programas que interessam aos telespectadores em Portugal.

Sem comparação
Entre os 20 programas mais vistos em 2011, estão 15 jogos de futebol. Entre os 15 jogos de futebol estão 5 da Selecção Nacional e 10 que envolvem clubes. Entre os 10 jogos de futebol a nível de clubes, o Benfica está em… oito (!) e o FC Porto em dois. Oito a dois! O SC Braga em três (um com o FC Porto e dois com o Benfica), Sporting CP está num devido ao Benfica, tal como o Vitória SC, de Guimarães (também num com o Benfica).

O Benfica é, de facto um clube, sem paralelo entre a simpatia (e o interesse) dos portugueses. O nosso valor no mercado televisivo é gigantesco face ao dos restantes clubes portugueses. Além de mostrar que somos o clube com mais simpatizantes (porque são poucos – percentualmente - os adeptos que assistem, integralmente, a jogos que não envolvam os seus clubes) estas audiências ilustram, na perfeição, o valor assimétrico do “Glorioso” no mercado televisivo de Portugal. São as maiores audiências que permitem maiores lucros para as operadoras de televisão. O Benfica é um gerador (e desmultiplicador) de lucros para todas as operadoras.

Um cancro chamado Olivedesportos
A empresa monopolista dos direitos televisivos do futebol nacional tem sido um factor retrógrado para a melhoria da qualidade do futebol português. Recebe muito e dá muito pouco. Em qualquer negócio que envolva espectáculos televisivos, quem explora deve fazer retornar aos organizadores dos espectáculos as verbas necessárias para poder melhorar a qualidade dos espectáculos. Todos ficariam a ganhar com o aumento da qualidade, até a Olivedesportos (Sport TV), que certamente teria mais assinantes e telespectadores se os espectáculos fossem melhores. Só que a Olivedesportos está no mercado televisivo por mesquinhez.Interessa-lhes explorar apenas o lado da “paixão” dos telespectadores e muito pouco o negócio Desporto/Futebol. Por isso nunca poderá, nem deixará, internacionalizar as transmissões televisivas da Liga ZON Sagres. Não há nenhuma estação estrangeira a querer comprar direitos televisivos de espectáculos paupérrimos em 90/95 por cento dos 240 jogos (oito por jornada em 30 jornadas) do campeonato nacional. Poucos golos, bancadas vazias, jogos tácticos entre treinadores e número muito elevado de futebolistas caceteiros vocacionados em destruir, rotinados para não deixar jogar, com instruções, prioritárias, para evitar que se marquem golos.

Será verdade que a política de preços de bilhetes elevados para as bancadas dos estádios deve-se a imposição da Olivedesportos para “justificar” a opção em “ser mais barato assinar a Sport TV que frequentar os estádios”?

A Olivedesportos transforma luxo em lixo
O outro lado negativo são as diferenças de tratamento nos contratos com os clubes. Num negócio que vive da venda de assinaturas e da publicidade face às audiências, os clubes devem ser tratados proporcionalmente. Quem “oferece” mais retorno deve ter maiores receitas. Mas não é assim. Segundo consta, em relação aos lucros da Sport TV, o Benfica contribui com 40 por cento, cabendo ao par FC Porto/Sporting CP mais 30 por cento, sendo o restante (30 por cento) distribuído pelos outros… 29 clubes: 13 da Liga ZON Sagres e 16 da Liga Orangina (incluindo alguns que só dão prejuízo… mas nada a fazer porque fazem parte da competição, onde competem por direito próprio e conseguido em campo... espera-se)!

O “Glorioso” deveria receber aquilo que lhe é devido em função da maior capacidade em gerar receitas para a Sport TV. Pelo bem que é até deveria contribuir com menor percentagem para os lucros totais da Sport TV. Mas… mesmo admitindo paridade com Sporting CP e FC Porto, a Olivedesportos deve, moralmente, ao “Glorioso” milhões de euros após tantos anos com valores abaixo do valor justo. Mas… nem para o futuro querem corrigir o que está, no passado e presente, incorrecto?!

Será verdade que a política de contratos da Olivedesportos com os três principais clubes tem por base, ou seja é deliberado, impedir o Benfica de ter orçamentos mais robustos e elevados face a FC Porto e Sporting CP?

A Olivedesportos é um sorvedouro do dinheiro investido no desporto. Não dá o devido retorno para melhorar o espectáculo e explora o Benfica (dando-lhe menos…) para redistribuir (dando-lhes mais…) ao FC Porto e Sporting CP.

Alberto Miguéns (No blogue, “Em Defesa do Benfica”).

As Eleições na Liga
Foi qualquer coisa como "não ganha quem tem mais apoios" quando foi confrontado com os apoios de FCPorto, SportingCP e SLBenfica a António Laranjo para as eleições da Liga de Clubes.

Tal como fizera com Fernando Gomes para a Liga, primeiro, depois novamente com Fernando Gomes para a FPF... o FCPorto tentou "desviar atenções" e fingir que queria outra coisa que não aquela que iria acontecer.

Efectivamente, o melhor que poderia acontecer ao "negócio futebol", que basicamente é ao que a Liga de Clubes (e bem) fica reduzida, teria sido a vitória de António Laranjo. Mas tal como dissera António Oliveira, ganha quem o Sistema quer... e o Sistema quis o Mário Figueiredo.

Há muito, muito tempo eu antevi aqui o pleno feito pelo Sistema (Pinto da Costa e Joaquim Oliveira, com os aliados Pinto de Sousa, Fernando Gomes, António Salvador, Rui Alves, etc.) no que dizia respeito às eleições para a FPF e Liga de Clubes. Poucas vezes tive dúvidas e a apatia da única força que lhes podia fazer frente (o SLBenfica) deixava menos duvidas ainda.

Infelizmente acertei. A minha aposta foram outros nomes, mas ao final do dia... muda o cheiro, mas a merda é a mesma. Tal como acontecera quando foi aprovado o antigo Regime Jurídico das Federações Desportivas (1992, salvo erro), o Sistema (AKA: "FCPorto + Olivedesportos") voltou a posicionar as suas peças de forma estratégica na Liga e FPF, garantido os plenos poderes do futebol nacional.

Não me venham com tretas sobre as presenças de alguns ilustres como Humberto Coelho ou Hermínio Loureiro e muito menos tenham a ousadia de considerar Vitor Pereira independente desta "equipa". Todos os que serviram apenas para credibilizar, têm funções meramente decorativas na FPF e ligadas à selecção e não ao que interessa.

Para a Liga, arrancou Mário Figueiredo, ex de Fernando Gomes na Liga (coincidências!) e colaborador de Adelino Caldeira, administrador do FCPorto numa sociedade de advogados (coincidências!).

Enquanto a FPF vai voltar a desempenhar o papel de proteger, pelo controlo da Arbitragem e Disciplina, os interesses dos "Amigos do Sistema", a Liga de Clubes vai defender os interesses desses mesmos amigos ao nível das receitas com o "negócio futebol".

O distinto novo Presidente da Liga vai procurar reforçar o papel do Joaquim Oliveira no futebol nacional por via da negociação colectiva dos direitos televisivos - onde só o SLBenfica é prejudicado. Com isso, vai financiar os "jogos de interesses" através do refinanciamento dos clubes falidos e assim manter os favorecimentos e a rotação de "treinadores amigos" entre os "presidentes amigos" para obter... "resultados amigos".

Esses "resultados amigos" estarão devidamente protegidos pelos regulamentos de Disciplina e Arbitragem da FPF habilmente controlados por Vitor Pereira e Fernando Gomes.
SIMPLES, não?!

António Oliveira e a OliveDesportos, por António Barreto
Admiro António Oliveira, quer pelo seu percurso de jogador de futebol de grande qualidade ao serviço do SCP e da Seleção Nacional, quer pela sua recente licenciatura em Direito, obtida, nada mais, nada menos, que na Universidade Católica do Porto e ainda pela sua breve passagem na banca - Finibanco, recentemente adquirido pelo Montepio.

Mas não tenho apreço especial pelo seu trajecto enquanto Técnico do Porto ou da Seleção Nacional, apesar de ter sido bicampeão em 96/97 e 97/98, não obstante o quarto lugar no Euro96, e muito menos enquanto sócio da Olivedesportos, por tudo o que sabemos.

As famigeradas declarações que fez na RTP, relevam pela assunção pública definitiva da rotura que mantém com Joaquim Oliveira e pelo reconhecimento igualmente público do condicionamento que atribui à Olivedesportos sobre as várias competições do futebol nacional; seja pela influência que aquela tem junto dos clubes seja pelo controle que exerce nas superestruturas do futebol nacional; LPF e FPF.

António Oliveira, apesar de rico e do passado desportivo e agora académico de sucesso, ostenta nesta entrevista um ressentimento profundo patenteado pela hostilidade intensa e emotiva contra o meio que diz tê-lo traído, rejeitando-o, e destruindo, digo eu, todos os sonhos que, legitimamente, ainda tinha no futebol e dos quais parece que não ter desistido definitivamente.

De facto, parece latente o sonho de ainda vir a ser Presidente do FCP, clube ao qual devota um grande afeto, desempenhar um alto cargo na FPF ou, quem sabe até, ser membro de um qualquer governo para a área do desporto. Aspirações legítimas e possíveis, mas que não revelam nada mais além da sua ambição pessoal.

A regeneração do futebol não o preocupa, nem tão pouco referiu os conhecidos benefícios que, supostamente, o FCP tem retirado do lóbi que refere, incluindo no tempo em que foi seu Técnico. Chamo a isto falta de integridade.

O que ele sabe é que, enquanto o “lóbi traidor” se mantiver, não poderá concretizar os seus alegados desígnios. Por isso o denuncia.

Mas também sabe que o futebol nacional está num processo de viragem, demarcando-se por isso do lóbi que denuncia, chegando a afirmar que nunca teve qualquer responsabilidade na Direção executiva da Olivedesportos, tentando assim apanhar um lugar no comboio da mudança, que lhe permita aceder a novos projetos.

Apesar de tudo, este evento constitui um embaraço para “o sistema” e uma boa ajuda para os regeneradores desde que o saibam aproveitar. Mas, não tenhamos ilusões; sem um novo “player” no mercado dos direitos televisivos com capacidade para desalojar a Olivedesportos e a PPTV, do feudo onde mantêm capturados os clubes nacionais, estes continuarão a definhar até à exaustão e consequente falência do futebol Português.

A negação por um Tribunal do Porto - estranho não é? -, do efeito suspensivo do recurso apresentado pela LPFP de uma sentença proferida em setembro de 2011, CM 10/01/2012 pág. 31, constitui uma perda imediata de receita nos depauperados cofres dos clubes e constituirá um “terramoto financeiro” nos mesmos, especialmente nos mais pequenos, caso se mantenha após trânsito em julgado. O financiamento da BWIN é de 20ME/época!

Agora, concentrem-se e acompanhem-me por favor; num quadro de profunda austeridade em que vivemos, em que todas as receitas correntes e extraordinárias dos clubes, já falidos, tendem a cair drasticamente, com mais esta “martelada”, adivinhem a quem vão eles recorrer para se manterem “à tona de água”?

Adivinharam? Eu também! Pois é; os lucros do grupo Oliveira estão inevitávelmente a cair e os financiamentos bancários a escassear, mas, com novas prorrogações dos direitos desportivos dos clubes e da Seleção, proporcionados pelos desesperados dirigentes daqueles e pela “superior” defesa dos interesses da FPF, que Fernando Gomes não deixará de garantir, o “milagre” poderá acontecer e o alegado polvo poderá ganhar novo fôlego, à moda do “polvo de Parrait” (se não souberem o que é digam que eu explico).

Apanhado neste assunto foi Gilberto Madail que, na síntese do CM de 9/01/2012 pág. 33, afirma ter sido sócio da Olivedesportos, facto que me deixa perplexo! A ser verdade, parece-me ter havido um claro conflito de interesses passível de suscitar investigação de quem de Direito. Qualquer adepto, qualquer cidadão, tem o direito de querer saber que interesses defendeu Gilberto Madail nessa dupla condição, nos negócios eventualmente consumados entre as duas entidades; FPF e Olivedesportos. Não será caso para apresentação de queixa ao Ministério Público? Estamos à espera de quê?

domingo, 8 de julho de 2012

(Braço Direito Corrupto) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (68)



A Imprensa Desportiva Portuguesa

'A Bola' e o censor Serpa (1945 - 2010) - R.I.P.
O editorial de Vítor Serpa hoje n'A Bola' – lido na Internet, dado que 'A Bola' de Terça-Feira dia 9 de Novembro de 2010 alcançou, subitamente, a dúbia honra histórica de se tornar o último exemplar por mim adquirido - assume a natureza de um epitáfio. 'A Bola' morreu – já estava moribunda há muito – numa perspectiva objectiva e economicista, porque a prostituição a que se entregou alienou finalmente uma parte fundamental do público que lhe garante o ganha-pão; e morreu, numa perspectiva subjectiva e emocional, porque traiu todos os ideais e a memória colectiva do seu passado de tal forma que deixou, efectivamente, de ser o jornal que foi durante décadas.
O epitáfio é bizarro na sua génese, dado ser escrito pelo coveiro. E é um epitáfio que envergonha de forma canalha a memória do que foi a enterrar.

Já apelei diversas vezes, aqui e no programa, a que se deixasse de sustentar a grande maioria da carneirada assalariada do jornalismo desportivo, e muito especificamente os hipócritas do jornal não oficial da lagartagem, o Pasquim (Record), e os moços de recados e capangas dos andrades d'O Jogo. Não faz sentido sustentar quem nos ofende todos os dias.
Confesso que ainda comprava 'A Bola' por algum respeito à sua história de dignidade e por lhe reconhecer ainda, aqui e ali, laivos de salutar independência que não vislumbrava em mais lugar algum, apesar do crescente anti-benfiquismo (evidente nas colunas dos estafetas de serviço dos andrades e dos patetas da lagartagem), e da linha editorial ditada por rafeiros (sinto-me legitimado a usar o termo) da estirpe do Carlos Pereira Santos, com o beneplácito de hipócritas de estômago exigente como o Vítor Serpa (digo isto com propriedade: já o vi a encher o bandulho com um abandono assinalável em Galas do Benfica, apesar de disputar a data histórica subjacente à existência das referidas Galas). Comprava-a ainda, exactamente, por muito poucas outras razões, como a presença do RAP aos Sábados.

Isso acabou, definitivamente, na Terça-Feira passada. take over absoluto d'A Bola' pela asquerosa facção anti-benfiquista atingiu um limite pornográfico e reminiscente de regimes históricos ironicamente semelhantes ao que vigora no clube dos andrades, o que se tornou particularmente evidente através dos cada vez mais frequentes e menos discretos gestos de vassalagem aos criminosos que amordaçam o futebol português. A promoção sistemática e desavergonhada dos activos dos andrades, a lavagem pública e a relativização de arbitragens vergonhosas, os ataques crescentes e as ofensas ao Benfica e aos seus responsáveis por parte de gente com responsabilidades editoriais, a velhacaria de colunas e colunas e colunas de propagação da mensagem anti-benfiquista sob o manto de artigos de opinião de gente adepta de clubes com práticas reconhecidamente criminosas e dos clubes seus lacaios mostram, sem sombra de dúvida, que 'A Bola' de hoje envergonha 'A Bola' do passado e mais não passa do que outro veículo de propaganda de laivos goebbelsianos à máquina (sistema, se quiserem) que controla o futebol neste país. Poder-se-á argumentar que 'A Bola' de hoje mais não é do que o espelho do que este país se tornou: um paraíso da impunidade, da hipocrisia e da corrupção (moral e económica), onde as mais aviltantes afrontas à verdade e à decência passaram a ser encaradas com normalidade. Um país onde o conformismo vai corroendo a indignação, um país onde já se acha que ‘as coisas já são assim há muito tempo, não há nada a fazer’ e um país onde se aceita com a normalidade gerada pela repetição impune que cretinos e capangas de gente sem vergonha promovam o ódio e a divisão e cantem ‘SLB SLB SLB fdp SLB’ pelos estádios desse país fora.
Poder-se-á argumentar que sim, 'A Bola' apenas reflecte o esgoto falido onde está inserida, mas durante muito tempo lutou e quis ser melhor do que isso. O funeral a que agora se assiste assume a forma do sopro final e falência moral de um jornal desportivo.
Tenho, genuinamente, pena. É uma parte emblemática da minha memória afectiva que morre de forma pouco digna.

Quanto aos responsáveis d’A Bola', cheira-me que fizeram mal as contas. As contrapartidas pelo canalha acto de vassalagem não vão compensar a pancada onde lhes dói mais (e vamos ver se o Vítor Serpa ainda se poderá continuar alegremente a gabar de dirigir "um jornal que, felizmente, continua a ter assinalável sucesso e, por isso, não se torna notícia por fazer despedimentos colectivos"). Depois não se esqueçam de ir pedir um tacho ao Mestre Pinto. Pode ser que precise de distribuidores de fruta ou de porteiros para as casas de alterne.
(Do blogue “Tertúlia Benfiquista”).

A IMPRENSA PORTUGUESA
A parcialidade da imprensa desportiva portuguesa pode chocar as mentes mais impressionáveis, até porque é evidente, mas a verdade é que a parcialidade da imprensa nunca foi um problema. Pelo contrário. A parcialidade implica a existência de diferentes partes, e o facto de haver imprensa parcial é uma garantia de que as partes não estão silenciadas e têm voz na opinião pública.

No futebol português essas partes e as respectivas tribunas estão bem identificadas. Bola, Jogo e Record, com uma habilidade relativamente engenhosa, conseguem servir Benfica, Porto e Sporting de forma eficaz, sem alienar em excesso as outras quotas do mercado.
Desde que foi inventada que a imprensa é parcial. Aliás, a verdadeira imprensa foi inventada exactamente para ser parcial. A imprensa histórica, real, é a do panfleto, o resto é negócio.

O problema da imprensa não é quando é parcial – é quando se torna cúmplice na desonestidade.

Parcialidade acaba sempre por resultar em cumplicidade, mas o tipo de cumplicidade que se estabelece é fundamental. Quando a imprensa insiste em ser cúmplice mesmo quando, obviamente, está do lado errado da verdade, então aí a imprensa tem um problema real para resolver, e a sociedade onde essa imprensa existe também.

Uma imprensa deixa de ter valor público quando, num caso tão flagrante como o do Apito Dourado, não consegue forçar uma revolução. Não o conseguiu porque foi fraca, porque se deixou corromper durante demasiado tempo para, no momento da verdade, ter a força suficiente para se impor, não conseguindo criar uma opinião pública suficientemente forte para lidar com a dimensão do problema.

Os directores dos jornais darão muitas desculpas, apresentarão muitas justificativas para a imprensa ter perdido o seu estatuto de quarto poder (porque não tem, afinal, poder nenhum) nessa altura, falarão de condicionantes económicas, de literacia, do país da cunha, de mil e uma coisas, mas não dirão, provavelmente, o essencial: que o único problema real da imprensa desportiva portuguesa foi ter confundido parcialidade com promiscuidade, e de não se ter conseguido afastar suficientemente da porcaria para se conseguir limpar.

A imprensa desportiva portuguesa tornou-se obsoleta. A sua imagem está gasta e a insistência na exploração do tema da arbitragem, que é (como se vê pelas dúzias dos programas dos paineleiros nas televisões) o último catalisador de audiências à mão de semear, baixou-a ao nível da conversa de tasca, por um lado, e por outro tornou-se igualmente inócua. Afinal, uma imprensa que bate e rebate no tema da manipulação de resultados, defendendo, pelas palavras dos seus editores, a transparência e a vitalidade do futebol nacional, o que é que fez quando, finalmente, teve a oportunidade de agarrar com as duas mãos?

1 – Escondeu-se, primeiro. Fez de conta que não estava a acontecer nada, atirou o tema para as últimas páginas enquanto pôde (por desconfiança, por medo ou por pura incompetência) e, mesmo depois do processo estar em andamento, foi só quase por não conseguirem fugir mais que atiraram o tema para as primeiras páginas. O grosso do trabalho jornalístico e das revelações relativas ao Apito Dourado acabou por ser feito pela imprensa generalista (Correio da manhã, Público, Expresso e outros).


2 – Encolheu-se, depois, entregando a cobertura do caso a jornalistas fragilizados, quer por serem naturalmente frágeis, quer por residirem na cidade do Porto, onde estavam sujeitos a todas as pressões necessárias por parte dos clubes e das suas Forças Armadas, quer por integrarem o grupo de jornalistas demasiadamente parciais ou promíscuos em relação ao Futebol Clube do Porto, o grande alvo do Apito Dourado, sem margem para dúvidas.
Quando deveriam ter criado grupos especiais de trabalho para investigarem e aprofundarem as revelações do Apito Dourado, e insistido até fragilizarem de tal forma o sistema que ele teria de ceder, preferiram tratar do caso como uma mera crónica de tribunal, de leitura e transcrição selectiva de certas passagens das averiguações policiais, não fazendo o que à imprensa compete: usar o seu poder para ir além dos outros poderes.
Com o passar do tempo tornou-se óbvio que era muito mais importante para o Porto ganhar a guerra do que para a imprensa continuar a lutá-la. A imprensa capitulou. E o Porto, por mero exercício de resistência, ganhou.

3 – Comeu e calou, por fim.

Hoje, o Apito Dourado é um passado distante. O que os jornais não fizeram antes também não demonstram, agora, a mínima vontade de fazer. O presidente do clube que transformou radicalmente a índole do futebol português, transformando-o numa casa de alterne, continua em funções e é glorificado pela sua genialidade, apesar de ser evidentemente culpado de actos de corrupção e manipulação de resultados.
O jogo de futebol em Portugal, com potencial para ser um dos melhores do mundo,continua a ser poluído, diariamente, pelas insinuações e pelas acusações de corrupção, consumindo-se quando deveria estar a crescer.
Os miúdos que começam a ver o jogo crescem já com o veneno do vale tudo, do «os fins justificam os meios», do «eles não nos deixaram ganhar». A canalha colonizou o país desportivo. Em vez de ouvirem dizer que o futebol conseguiu erradicar as pessoas que falseavam resultados e que agora o jogo é limpo, e ganha o melhor mesmo com erros dos árbitros, aprendem que, com advogados habilidosos e a coberto da lei, os corruptos que davam dinheiro e prostitutas a árbitros safaram-se, e que o crime compensa, porque não só se safaram como continuam a ganhar, porventura usando os mesmos métodos: o que é que os impede?

A imprensa desportiva portuguesa, que sempre foi vista pela sua congénere generalista como a Cova da Moura da comunicação social nacional, esteve, afinal, precisamente à altura deste epíteto.

O fascismo da RTP

O comentador televisivo João Gobern foi nesta terça-feira dispensado pela direcção de informação da RTP, depois de ter sido filmado (discretamente) a festejar um golo do Benfica na última edição do programa "Zona Mista", da RTP Informação.
João Gobern, que formava com Bruno Prata a dupla de comentadores residentes do programa, aproveitou um momento em que a palavra tinha sido dada a outro interveniente para espreitar os últimos minutos do Benfica-Sp. Braga num dos ecrãs do estúdio. 

E na altura em que a realização o enquadrou, ergueu o braço em sinal de contentamento para festejar o golo de Bruno César, que daria a vitória aos "encarnados".

Na sequência deste episódio, o comentador foi informado da dispensa dos seus serviços, não tendo ainda sido encontrada uma alternativa para o programa.

“Penitencio-me pelo gesto, mas é uma hipocrisia”.

Ao PÚBLICO, o comentador de televisão diz que houve protestos e contestações “tanto de espectadores legitimamente ofendidos” como daqueles que iam “aproveitar a oportunidade para se vingar”. 



Gobern diz que quando se apercebeu que tinha aparecido em grande plano, não havia volta a dar. E mandou um SMS a Nuno Santos, director de informação da estação, colocando o lugar à disposição.

“Na altura não estava no país e falou-me hoje [terça-feira], dizendo que a direcção de informação da RTP achava que não havia condições para eu continuar no Zona Mista”, conta Gobern, que diz não se ter demitido: apenas achou que tinha de colocar o lugar à disposição para não haver constrangimentos.

Para João Gobern, a situação não é insustentável. “Quando fui convidado para fazer o Zona Mista, as pessoas que me contactaram sabiam qual a minha tendência clubística. E do que tenho visto ao nível de outros comentadores, inclusive aqueles que não divulgam os seus clubes, decisão essa que respeito, não vi nunca que fossem mais isentos e objectivos que eu”, analisa. “A única camisola que devia vestir era a da RTP e foi o que fiz”.

Gobern diz que o seu gesto foi fruto do momento.

“Aquilo que aconteceu foi que vimos quase toda a segunda parte do jogo no programa – e passou pelas circunstâncias do próprio jogo, de raiva e coração. Evidentemente que me penitencio de ter tido aquele gesto, mas não conheço adepto de clube nenhum que não tivesse feito aquilo…”.

Este foi o quarto ano em estúdio de Gobern no Zona Mista e, segundo o próprio, ao longo desse tempo a RTP teve sempre a oportunidade de o substituir, mas nunca o fez.

“Pelo contrário, havia um depósito (de confiança) muito grande no Bruno [Prata] e em mim. Foi-me dito que a coisa funcionava”,desabafou. 

(Braço Direito Corrupto) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (68)


A Imprensa Desportiva Portuguesa

'A Bola' e o censor Serpa (1945 - 2010) - R.I.P.
O editorial de Vítor Serpa hoje n'A Bola' – lido na Internet, dado que 'A Bola' de Terça-Feira dia 9 de Novembro de 2010 alcançou, subitamente, a dúbia honra histórica de se tornar o último exemplar por mim adquirido - assume a natureza de um epitáfio. 'A Bola' morreu – já estava moribunda há muito – numa perspectiva objectiva e economicista, porque a prostituição a que se entregou alienou finalmente uma parte fundamental do público que lhe garante o ganha-pão; e morreu, numa perspectiva subjectiva e emocional, porque traiu todos os ideais e a memória colectiva do seu passado de tal forma que deixou, efectivamente, de ser o jornal que foi durante décadas.
O epitáfio é bizarro na sua génese, dado ser escrito pelo coveiro. E é um epitáfio que envergonha de forma canalha a memória do que foi a enterrar.

Já apelei diversas vezes, aqui e no programa, a que se deixasse de sustentar a grande maioria da carneirada assalariada do jornalismo desportivo, e muito especificamente os hipócritas do jornal não oficial da lagartagem, o Pasquim (Record), e os moços de recados e capangas dos andrades d'O Jogo. Não faz sentido sustentar quem nos ofende todos os dias.
Confesso que ainda comprava 'A Bola' por algum respeito à sua história de dignidade e por lhe reconhecer ainda, aqui e ali, laivos de salutar independência que não vislumbrava em mais lugar algum, apesar do crescente anti-benfiquismo (evidente nas colunas dos estafetas de serviço dos andrades e dos patetas da lagartagem), e da linha editorial ditada por rafeiros (sinto-me legitimado a usar o termo) da estirpe do Carlos Pereira Santos, com o beneplácito de hipócritas de estômago exigente como o Vítor Serpa (digo isto com propriedade: já o vi a encher o bandulho com um abandono assinalável em Galas do Benfica, apesar de disputar a data histórica subjacente à existência das referidas Galas). Comprava-a ainda, exactamente, por muito poucas outras razões, como a presença do RAP aos Sábados.

Isso acabou, definitivamente, na Terça-Feira passada. take over absoluto d'A Bola' pela asquerosa facção anti-benfiquista atingiu um limite pornográfico e reminiscente de regimes históricos ironicamente semelhantes ao que vigora no clube dos andrades, o que se tornou particularmente evidente através dos cada vez mais frequentes e menos discretos gestos de vassalagem aos criminosos que amordaçam o futebol português. A promoção sistemática e desavergonhada dos activos dos andrades, a lavagem pública e a relativização de arbitragens vergonhosas, os ataques crescentes e as ofensas ao Benfica e aos seus responsáveis por parte de gente com responsabilidades editoriais, a velhacaria de colunas e colunas e colunas de propagação da mensagem anti-benfiquista sob o manto de artigos de opinião de gente adepta de clubes com práticas reconhecidamente criminosas e dos clubes seus lacaios mostram, sem sombra de dúvida, que 'A Bola' de hoje envergonha 'A Bola' do passado e mais não passa do que outro veículo de propaganda de laivos goebbelsianos à máquina (sistema, se quiserem) que controla o futebol neste país. Poder-se-á argumentar que 'A Bola' de hoje mais não é do que o espelho do que este país se tornou: um paraíso da impunidade, da hipocrisia e da corrupção (moral e económica), onde as mais aviltantes afrontas à verdade e à decência passaram a ser encaradas com normalidade. Um país onde o conformismo vai corroendo a indignação, um país onde já se acha que ‘as coisas já são assim há muito tempo, não há nada a fazer’ e um país onde se aceita com a normalidade gerada pela repetição impune que cretinos e capangas de gente sem vergonha promovam o ódio e a divisão e cantem ‘SLB SLB SLB fdp SLB’ pelos estádios desse país fora.
Poder-se-á argumentar que sim, 'A Bola' apenas reflecte o esgoto falido onde está inserida, mas durante muito tempo lutou e quis ser melhor do que isso. O funeral a que agora se assiste assume a forma do sopro final e falência moral de um jornal desportivo.
Tenho, genuinamente, pena. É uma parte emblemática da minha memória afectiva que morre de forma pouco digna.

Quanto aos responsáveis d’A Bola', cheira-me que fizeram mal as contas. As contrapartidas pelo canalha acto de vassalagem não vão compensar a pancada onde lhes dói mais (e vamos ver se o Vítor Serpa ainda se poderá continuar alegremente a gabar de dirigir "um jornal que, felizmente, continua a ter assinalável sucesso e, por isso, não se torna notícia por fazer despedimentos colectivos"). Depois não se esqueçam de ir pedir um tacho ao Mestre Pinto. Pode ser que precise de distribuidores de fruta ou de porteiros para as casas de alterne.
(Do blogue “Tertúlia Benfiquista”).

A IMPRENSA PORTUGUESA
A parcialidade da imprensa desportiva portuguesa pode chocar as mentes mais impressionáveis, até porque é evidente, mas a verdade é que a parcialidade da imprensa nunca foi um problema. Pelo contrário. A parcialidade implica a existência de diferentes partes, e o facto de haver imprensa parcial é uma garantia de que as partes não estão silenciadas e têm voz na opinião pública.

No futebol português essas partes e as respectivas tribunas estão bem identificadas. Bola, Jogo e Record, com uma habilidade relativamente engenhosa, conseguem servir Benfica, Porto e Sporting de forma eficaz, sem alienar em excesso as outras quotas do mercado.
Desde que foi inventada que a imprensa é parcial. Aliás, a verdadeira imprensa foi inventada exactamente para ser parcial. A imprensa histórica, real, é a do panfleto, o resto é negócio.

O problema da imprensa não é quando é parcial – é quando se torna cúmplice na desonestidade.

Parcialidade acaba sempre por resultar em cumplicidade, mas o tipo de cumplicidade que se estabelece é fundamental. Quando a imprensa insiste em ser cúmplice mesmo quando, obviamente, está do lado errado da verdade, então aí a imprensa tem um problema real para resolver, e a sociedade onde essa imprensa existe também.

Uma imprensa deixa de ter valor público quando, num caso tão flagrante como o do Apito Dourado, não consegue forçar uma revolução. Não o conseguiu porque foi fraca, porque se deixou corromper durante demasiado tempo para, no momento da verdade, ter a força suficiente para se impor, não conseguindo criar uma opinião pública suficientemente forte para lidar com a dimensão do problema.

Os directores dos jornais darão muitas desculpas, apresentarão muitas justificativas para a imprensa ter perdido o seu estatuto de quarto poder (porque não tem, afinal, poder nenhum) nessa altura, falarão de condicionantes económicas, de literacia, do país da cunha, de mil e uma coisas, mas não dirão, provavelmente, o essencial: que o único problema real da imprensa desportiva portuguesa foi ter confundido parcialidade com promiscuidade, e de não se ter conseguido afastar suficientemente da porcaria para se conseguir limpar.

A imprensa desportiva portuguesa tornou-se obsoleta. A sua imagem está gasta e a insistência na exploração do tema da arbitragem, que é (como se vê pelas dúzias dos programas dos paineleiros nas televisões) o último catalisador de audiências à mão de semear, baixou-a ao nível da conversa de tasca, por um lado, e por outro tornou-se igualmente inócua. Afinal, uma imprensa que bate e rebate no tema da manipulação de resultados, defendendo, pelas palavras dos seus editores, a transparência e a vitalidade do futebol nacional, o que é que fez quando, finalmente, teve a oportunidade de agarrar com as duas mãos?

1 – Escondeu-se, primeiro. Fez de conta que não estava a acontecer nada, atirou o tema para as últimas páginas enquanto pôde (por desconfiança, por medo ou por pura incompetência) e, mesmo depois do processo estar em andamento, foi só quase por não conseguirem fugir mais que atiraram o tema para as primeiras páginas. O grosso do trabalho jornalístico e das revelações relativas ao Apito Dourado acabou por ser feito pela imprensa generalista (Correio da manhã, Público, Expresso e outros).


2 – Encolheu-se, depois, entregando a cobertura do caso a jornalistas fragilizados, quer por serem naturalmente frágeis, quer por residirem na cidade do Porto, onde estavam sujeitos a todas as pressões necessárias por parte dos clubes e das suas Forças Armadas, quer por integrarem o grupo de jornalistas demasiadamente parciais ou promíscuos em relação ao Futebol Clube do Porto, o grande alvo do Apito Dourado, sem margem para dúvidas.
Quando deveriam ter criado grupos especiais de trabalho para investigarem e aprofundarem as revelações do Apito Dourado, e insistido até fragilizarem de tal forma o sistema que ele teria de ceder, preferiram tratar do caso como uma mera crónica de tribunal, de leitura e transcrição selectiva de certas passagens das averiguações policiais, não fazendo o que à imprensa compete: usar o seu poder para ir além dos outros poderes.
Com o passar do tempo tornou-se óbvio que era muito mais importante para o Porto ganhar a guerra do que para a imprensa continuar a lutá-la. A imprensa capitulou. E o Porto, por mero exercício de resistência, ganhou.

3 – Comeu e calou, por fim.

Hoje, o Apito Dourado é um passado distante. O que os jornais não fizeram antes também não demonstram, agora, a mínima vontade de fazer. O presidente do clube que transformou radicalmente a índole do futebol português, transformando-o numa casa de alterne, continua em funções e é glorificado pela sua genialidade, apesar de ser evidentemente culpado de actos de corrupção e manipulação de resultados.
O jogo de futebol em Portugal, com potencial para ser um dos melhores do mundo,continua a ser poluído, diariamente, pelas insinuações e pelas acusações de corrupção, consumindo-se quando deveria estar a crescer.
Os miúdos que começam a ver o jogo crescem já com o veneno do vale tudo, do «os fins justificam os meios», do «eles não nos deixaram ganhar». A canalha colonizou o país desportivo. Em vez de ouvirem dizer que o futebol conseguiu erradicar as pessoas que falseavam resultados e que agora o jogo é limpo, e ganha o melhor mesmo com erros dos árbitros, aprendem que, com advogados habilidosos e a coberto da lei, os corruptos que davam dinheiro e prostitutas a árbitros safaram-se, e que o crime compensa, porque não só se safaram como continuam a ganhar, porventura usando os mesmos métodos: o que é que os impede?

A imprensa desportiva portuguesa, que sempre foi vista pela sua congénere generalista como a Cova da Moura da comunicação social nacional, esteve, afinal, precisamente à altura deste epíteto.

O fascismo da RTP

O comentador televisivo João Gobern foi nesta terça-feira dispensado pela direcção de informação da RTP, depois de ter sido filmado (discretamente) a festejar um golo do Benfica na última edição do programa "Zona Mista", da RTP Informação.
João Gobern, que formava com Bruno Prata a dupla de comentadores residentes do programa, aproveitou um momento em que a palavra tinha sido dada a outro interveniente para espreitar os últimos minutos do Benfica-Sp. Braga num dos ecrãs do estúdio. 

E na altura em que a realização o enquadrou, ergueu o braço em sinal de contentamento para festejar o golo de Bruno César, que daria a vitória aos "encarnados".

Na sequência deste episódio, o comentador foi informado da dispensa dos seus serviços, não tendo ainda sido encontrada uma alternativa para o programa.

“Penitencio-me pelo gesto, mas é uma hipocrisia”.

Ao PÚBLICO, o comentador de televisão diz que houve protestos e contestações “tanto de espectadores legitimamente ofendidos” como daqueles que iam “aproveitar a oportunidade para se vingar”. 



Gobern diz que quando se apercebeu que tinha aparecido em grande plano, não havia volta a dar. E mandou um SMS a Nuno Santos, director de informação da estação, colocando o lugar à disposição.

“Na altura não estava no país e falou-me hoje [terça-feira], dizendo que a direcção de informação da RTP achava que não havia condições para eu continuar no Zona Mista”, conta Gobern, que diz não se ter demitido: apenas achou que tinha de colocar o lugar à disposição para não haver constrangimentos.

Para João Gobern, a situação não é insustentável. “Quando fui convidado para fazer o Zona Mista, as pessoas que me contactaram sabiam qual a minha tendência clubística. E do que tenho visto ao nível de outros comentadores, inclusive aqueles que não divulgam os seus clubes, decisão essa que respeito, não vi nunca que fossem mais isentos e objectivos que eu”, analisa. “A única camisola que devia vestir era a da RTP e foi o que fiz”.

Gobern diz que o seu gesto foi fruto do momento.

“Aquilo que aconteceu foi que vimos quase toda a segunda parte do jogo no programa – e passou pelas circunstâncias do próprio jogo, de raiva e coração. Evidentemente que me penitencio de ter tido aquele gesto, mas não conheço adepto de clube nenhum que não tivesse feito aquilo…”.

Este foi o quarto ano em estúdio de Gobern no Zona Mista e, segundo o próprio, ao longo desse tempo a RTP teve sempre a oportunidade de o substituir, mas nunca o fez.

“Pelo contrário, havia um depósito (de confiança) muito grande no Bruno [Prata] e em mim. Foi-me dito que a coisa funcionava”,desabafou. 

sábado, 30 de junho de 2012

(Proezas Corruptas) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (67)


A Cebola Apodreceu
O FC Porto ainda deve cerca de 1,7M€ à empresa Play Internacional B.V., pela aquisição de Cristian Rodríguez, em 2008. Na altura, o Benfica recusou pagar os 7M€ (70% do passe) que foram exigidos pelo empresário Paco Casal para a renovação e o jogador acabou no FC Porto, sendo um dos mais bem pagos do plantel: 1,8M€ por ano. De acordo com o que o CM apurou, Paco Casal tem-se queixado da dívida portista e, segundo as fontes contactadas, até já admitiu avançar com uma queixa formal para a FIFA.
No relatório de contas da SAD azul e branca, o montante em falta à empresa ligada à transferência é reconhecido e está identificado nas págs. 77 e 78, na rubrica: passivo não corrente.
O CM apurou ainda que, no início desta temporada, o FC Porto quis vender Rodríguez ao Rubin Kazan. O negócio, porém, acabou por não se concretizar, dado que Casal exigiu o pagamento dos 1,7 milhões em falta. Além disso, os dragões queriam que a transferência fosse intermediada por um empresário argentino, o que Rodríguez não aceitou. As mesmas fontes frisaram, também, que o jogador quer cumprir contrato com o FC Porto até ao fim (Junho de 2012) e que não aceitará ser negociado na reabertura do mercado (Janeiro).

O Roubo
Os jornais noticiaram que o Porto acabava de roubar um jogador ao Benfica. Isto apesar do PC ter dito em directo que nenhum jogador do Benfica tinha lugar no plantel do FCPorto e que o Porto jamais contrataria um jogador do Benfica neste momento. Convém lembrar também que o empresário do Rodriquez está sob pena de prisão, com pena suspensa, por negociatas de fuga ao fisco e transferências em off-shores. Para quem não acredita, o seu nome é Pablo Casal. Quem esteve no Porto foi um seu representante.
Com estes dados, será que LFV e RC deviam pagar tudo aquilo que o jogador pedia? NÃO! Para o lugar do Rodriguez há outros e melhores jogadores. (O DiMaria, por exemplo).

A História continua como sempre…
… uns sem vergonha a mentir, a roubar, a desviar jogadores, a practicar corrupção, mandar espancar, mandar matar, e coisas afins… sem deixar de ir ao Vaticano beijar a mão ao Papa (cristãos puros)… tal e qual os padrinhos da Máfia italiana faziam!!!
… e outros, gente laica (pluri religiosa), com apoiantes com o mínimo de dignidade e honra tanto ao perder como ao ganhar.

Aliciamento mafioso
A Académica suspeita que o avançado Éder esteja a ser aliciado por empresários, depois de não ter assinado contrato com os ingleses do West Ham, e solicitou uma investigação à Polícia Judiciária, disse à Lusa fonte da direcção.
A “Briosa” tinha acertado a transferência do avançado para o West Ham e, no sábado, após o jogo da 17.ª jornada da Liga com o Rio Ave, em Vila do Conde, o jogador foi conduzido a um hotel no Porto para acertar o acordo com representantes do clube inglês, mas acabou por não assinar contrato. Éder, de 24 anos, que tem sido cobiçado por vários clubes, ausentou-se das negociações para atender o telefone e não regressou à unidade hoteleira, o que levou o presidente da Académica, José Eduardo Simões, e o vice-presidente Luís Godinho, a participar à Polícia Judiciária do Porto o seu desaparecimento.

À agência Lusa, fonte próxima do jogador nascido na Guiné-Bissau disse no domingo que o avançado “não desapareceu”, está em casa e já informou a PJ sobre o seu paradeiro. Fonte da direcção dos “estudantes” considera que o futebolista está a ser alvo de uma tentativa de aliciamento por parte de empresários “a mando de um clube terceiro”, que não especificou, de quem já terá recebido “300 mil euros e um jipe” no último ano e meio. 

A direcção da “Briosa” suspeita que o jogador tenha assinado um contrato num período em que ainda não o podia fazer e esteja agora a ser ameaçado se assinar por outro clube. 

“Pretendemos que PJ investigue as contrapartidas ao jogador, o seu objectivo e a mando de quem”, referiu fonte da direcção, salientando que o clube vai apresentar documentos que indiciam “o aliciamento ao futebolista e a assinatura de um contrato”. 


Éder termina contrato no final da época e já fez saber que não tenciona renovar com a Académica, tendo já rejeitado propostas de clubes estrangeiros. A direcção da Académica reúne esta manhã para analisar a conduta do jogador, que deverá ser alvo de medidas internas. 


Segundo afirmou, o departamento jurídico da Académica está a preparar a queixa-crime em que será pedida uma indemnização a oscilar entre os "cinco e os seis milhões de euros", devido à impossibilidade de o clube ter transferido o avançado Éder para Inglaterra.
A Briosa tinha acertado a transferência do avançado para o West Ham e, no sábado, após o jogo da 17.ª jornada da Liga com o Rio Ave, em Vila do Conde, o jogador foi conduzido a um hotel no Porto para acertar o acordo com representantes do clube inglês, mas acabou por não assinar contrato.
Éder, de 24 anos, que tem sido cobiçado por vários clubes, ausentou-se das negociações para atender o telefone e não regressou à unidade hoteleira, o que levou o presidente da Académica, José Eduardo Simões, e o vice-presidente Luís Godinho, a participar à Polícia Judiciária do Porto o seu desaparecimento.
Apesar de já ter dito publicamente que não desapareceu e que está bem, o futebolista não deu qualquer explicação para a sua ausência e tem estado incontactável para os dirigentes da Briosa, tendo faltado ao treino vespertino de segunda-feira.
Fonte da direção da Académica disse segunda-feira à tarde possuir provas de que o futebolista tem estado hospedado no Hotel Lagoas Park, em Oeiras, acompanhado dos empresários Mohamed Afzal e Pedro Romão, de quem irá também apresentar queixa à FIFA por tentativa de aliciamento ao jogador.
Além dos dois empresários e do próprio jogador, fonte da direção dos "estudantes" disse ainda que a queixa-crime envolve também Jorge Alexandre, ex-diretor-geral da União de Leiria, por participação no alegado aliciamento ao atleta.
O avançado Éder termina contrato no final da época e já fez saber que não tenciona renovar com a Académica, tendo já rejeitado propostas de clubes estrangeiros.

«Marselha tentou Éder mas foi informado de que já é do FC Porto» - DN

Éder, avançado de 24 anos da Académica, continua sob alçada disciplinar do clube e não joga desde o final de janeiro.

Ainda assim o jogador continua a suscitar o interesse de alguns clubes estrangeiros. O mais recente foi o Marselha, de França, que, ao tentar saber da disponibilidade do futebolista, foi informado de que este já tem tudo alinhavado com o FC Porto para a próxima temporada.

Proposta do Porto é cómica… ou trágica.
O presidente do Santos, Luís Álvaro Oliveira, revelou nesta sexta-feira que o FC Porto fez uma oferta por Paulo Henrique Ganso. No entanto, o dirigente classificou-a de «cómica». Luís Álvaro Oliveira disse que ia responder por uma questão de educação.

«Não temos interesse nenhum em sequer abrir conversa no que nos foi proposto, propostas como estas, eu diria que são cómicas, para não dizer trágicas», disse o presidente do Peixe, em declarações à Sport Tv do Brasil. 


«Eu diria que há um erro de digitação, na proposta há um 0 a menos», declarou Luís Álvaro Oliveira, que acrescentou: «Mas vou responder segunda-feira dizendo que não temos nenhum interesse e mandar uma cópia para os sócios dos direitos dele».

O Santos detém 45 por cento do passe de Ganso, cujo contrato termina até 2015. A outra parte do passe pertence ao Grupo DIS, o mesmo com quem os portistas negociaram Danilo e cuja relações com o Peixe estão extremamente afectadas. Aliás, por várias vezes foi notícia o desconforto entre o médio e o clube, com o Grupo DIS como causa.

O presidente santista admitiu que estava previsto um diálogo com Ganso, que ainda não aconteceu. «Quando ele quiser conversar, conversamos», concluiu Luís Álvaro Oliveira.
A Compra de Danilo. A dívida ao Santos
Quanto a Luiz Alvaro Oliveira, em sentido inverso, deixou duras críticas à equipa portista, mas também garantiu que o assunto é para resolver em breve.
"Estou a chegar a Santos e tenho esse assunto para resolver, vou tentar falar com o FC Porto hoje, o mais tardar amanhã, e quero falar sobre tudo o que está pendente", começou por dizer, em declarações ao Maisfutebol, revelando depois a sua revolta para com o comportamento dos dragões.
"Não nos respeitaram, o Santos tem os seus direitos, o FC Porto não teve um comportamento correto, mas eu sou um homem de diálogo.Havia duas parcelas, a primeira vencia em agosto e eles só pagaram em janeiro, sem dar satisfações", acrescentou, revelando um novo detalhe:
"Quando o Santos negociou com o FC Porto, colocou uma cláusula de empréstimo até junho".

O Desespero de Guardiola. A VERDADE!
Em final de contrato com o clube catalão, Guardiola apresentou uma nova exigência - Hulk - à direção do Barça para renovar o vínculo com o clube catalão.
Pep Guardiola continua com o seu futuro indefinido. Em final de contrato com o Barcelona, e depois de várias declarações que não sugerem pressa em eventuais negociações, o técnico espanhol terá pedido à direção do clube presidido por Sandro Rosell a contratação de Hulk, a troco da tão desejada renovação de contrato.
Segundo o jornal italiano Gazzetta dello Sport, Guardiola estará de malas feitas para Itália - Inter Milão e AC Milan são os destinos sugeridos - caso o Barcelona não contrate o avançado do FC Porto, cuja cláusula de rescisão está cifrada em 100 milhões de euros.
Para além do Barcelona, o Chelsea, equipa londrina treinada por André Villas-Boas, também tem sido apontado como possível destino do internacional brasileiro. Recorde-se que Hulk, que já foi confrontado com uma possível saída para Inglaterra, disse que as questões sobre o seu futuro devem ser dirigidas ao seu agente, recusando comentar as especulações em torno do seu futuro.
 Prediger recebia mais do que em Espanha e Itália.
Sebastián Prediger vai continuar no Colón, como pretendia, considerando que teria poucas oportunidades para singrar no F.C. Porto. Aliás, o médio argentino mostra-se arrependido pela decisão de assinar pelos dragões.

«Custou adaptar-me porque não encontrei o que estava à espera. Pensei que era a melhor opção e as coisas foram diferentes. Podia ter ido para Espanha ou Itália, mas escolhi Portugal pela parte económica», reconheceu Prediger.

Em declarações à Ovación Radio, o médio faz um mea culpa. «Quando cheguei a Portugal, encontrei uma equipa já montada. Tinha de esperar para jogar. Custou-me sair e ir para o Boca Juniors. Voltei a equivocar-me», concluiu.

O mito da infabilidade papal
Outro mito que, mais tarde ou mais cedo, vai morrer é o da infalibilidade de Pinto da Costa no mercado.
Vejamos, então, o balanço de Verão, até agora, de Pinto da Costa:

- perdeu o seu treinador e trave-mestra do sucesso no ano passado ao ser apanhado na curva;
- roubou Danilo e Alex Sandro ao Benfica, dois laterais saídos agora dos juniores, por 23 milhões de euros (+4,7M€ de comissões). Vejamos como e quando é que qualquer um dos dois jogará, recordando que, por Hulk, o Porto pagou praticamente o mesmo, e que Falcão veio por metade do preço apenas há dois anos, não tendo o mercado sido assim tão inflacionado. Para serem um bom negócio, à maneira antiga, cada um deles deveria ter sido comprado por 3 ou 4 milhões de euros, no máximo. Têm cláusulas de rescisão de 50M€, mais 20M€ que a cláusula original de Falcão, tal como Mangala e Defour. O que nos leva a questionar porque era a cláusula de Falcão, já na altura muito mais promissor que qualquer um deles, tão baixa.
- gastou mais 20M€ (mais comissões), num total de 48M€, em Kléber, Iturbe, Mangala, Defour, Djlama e Bracali. Desafia-se o mais bondoso adepto a encontrar, no meio destes milhões de euros, dois titulares indiscutíveis.
- perdeu o seu melhor e único avançado-centro fiável, um dos três melhores atacantes europeus na temporada passada, quando a sua intenção era, claramente, atacar a Liga dos Campeões este ano. Com os 38 (?) milhões que ganhou aí (foram, na realidade, apenas 20M€) terá de gastar entre 7 e 10M€, pelo menos, a comprar alguém que demorará pelo menos um ano a atingir o mesmo nível, se é que atingirá. E aqui já vamos, pelo menos, em 50M€.
- Fernando está a ser trabalhado para não ser vendido a preço de saldo. É capaz de dar 15 a 18 milhões (a Juventus oferece 8M€), com boa vontade de quem quiser comprar, porque não está a jogar nem quer. E não vale isso, mas enfim… Rolando já abriu brechas ao dizer que também quer sair.
- aos 26 anos, idade de plena maturação competitiva, Cebola Rodríguez, que custou 7M€ (mais comissões) para ser roubado a um Benfica que tinha acabado de acabar em terceiro no campeonato anterior, e que tem um dos maiores salários do plantel pela mesma razão, está encalhado e ainda deve vir a ser emprestado para não passar um ano encostado. Walter, a grande aposta do ano passado (6M€+0,885 de comissões), vai pelo mesmo caminho. Micael, a fantástica aquisição de há ano e meio (4 milhões?), igualmente.

Que o Porto tem mais experiência e mais qualidade no trabalho de mercado de jogadores e de constituição de plantéis, é inegável. Que Pinto da Costa domine esse mercado, é falso. Domina enquanto ganha. Mas se o Porto perder o próximo campeonato, depois de gastar mais de 50M€ (87M€) em contratações, ou se não for aos quartos-de-final da Liga dos Campeões (não vai, nem aos oitavos), quem ousará dizer que Pinto da Costa domina seja o que for?

Até ver, o Porto gastou 48M€ a comprar futuros. Na prática, em vez de nove possíveis bons jogadores, que vêm ocupar o lugar de outros nove possíveis bons jogadores que já não o vão ser ou que passaram de prazo – porque, dos titulares, sair ainda não saiu nenhum, e não se vê como é que qualquer um destes miúdos vá pegar de estaca, se for preciso, numa equipa da categoria da do Porto, pelo que o mais provável é haver entrada por saída –, na prática, com esses 48M€ o Porto já teria comprado dois jogadores jovens e titulares indiscutíveis, para reforçarem o seu onze, e não nove para reforçarem o seu banco.

Entre os negócios, as negociatas, os flops e os retoques, as comissões e as rasteiras ao rival, o clube com maior rendimento de mercado no futebol mundial nos últimos dez anos continua a ser, economicamente, vulnerável a qualquer Atlético de Madrid, e ainda o ano passado ficou fora da Liga dos Campeões num campeonato com apenas três candidatos ao título. Fica a dúvida: e quando a vaca emagrecer? (No blogue “Religião Nacional”

Ruben Micael
Empacotar a encomenda Micael. E este sim, é um grande negócio, porque, ao contrário do que os propagandistas andam a dizer, Micael não só não tem como não tinha mais mercado que um Carlos Martins ou um Maniche. Assim que li no Record que o Micael tinha mercado e que era, desde há pouco tempo, representado pelo Jorge Mendes, Micael (que, segundo alguns jornalistas, chegou a ser cobiçado pelo próprio Bayern de Munique – como seria giro ver o perna curta do Micael a jogar a meio-campo com o Ribéry, o Schweinsteiger, o Robben…) entra neste negócio metido a martelo pelo Jorge Mendes, que viu aqui uma boa oportunidade para apaziguar a ira do amigo Pinto da Costa, que tanto dinheiro já lhe(s) deu a ganhar, oferecendo-se para o livrar de um saco de lixo ao mesmo tempo que lhe levava o maior tesouro à má fila. Terá sido, mais ou menos, isto que o Mendes disse aos dirigentes do Atlético.
- Eu trago o homem pelos 38 milhões (mais os meus dois), mas temos de fazer isto com jeito para ninguém se queimar. Vocês pagam agora o Falcão e outro rapaz que eu lá tenho pelo total do valor da cláusula de rescisão do Falcão. O Pinto da Costa pode fazer de conta que fez um grande negócio e ainda arranja uma distracção para levantar a moral às tropas.
Como é evidente, nenhum jogador suplente do Porto vale cinco milhões de euros – o Fernando, mais um dos que só saem pela cláusula de 30 milhões não vale, para a Roma (que eu continuo a dizer que não existe) sequer, dez, pelo que vinha na Bola de anteontem. Tal como os sete milhões dos objectivos do Falcão (se fossem objectivos viáveis o Porto não teria dúvida em dizer quais eram, para aparecer melhor na fotografia), os cinco milhões do Ruben Micael são da treta.