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sábado, 5 de maio de 2012

(A História Não Mente) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (59)


O Clube do Regime

Nos últimos tempos tem sido comum encontrar espalhada pela blogosfera uma redonda e persistente mentira, segundo a qual o Benfica seria um clube conotado com o antigo regime ou protegido pelo mesmo.
Em cerca de trinta anos de adepto de futebol nunca tinha ouvido tal coisa, e foi preciso aparecerem uns iluminados, fanatizados e instrumentalizados por um certo poder, para ver lançada no ar essa atoarda, como se se tratasse da mais cristalina das evidências.

A afirmação é tão absurda que não mereceria mais que o silêncio. Mas ainda assim, não gostaria de perder a oportunidade de deixar aqui algumas notas, para que os mais novos não se deixem enganar, e a partir das quais se pode ver o ridículo em que caem aqueles que, por fraqueza de espírito, ingenuidade ou ignorância, se deixam manipular e fanatizar por quem deles se serve e assim perpetua um poder bem mais absoluto do que devia, e para o qual a ética e a justiça estão, não na ponta da espingarda como diria Mao-Tse-Tung, mas sim numa qualquer comemoração triunfante na Alameda das Antas. Vejamos:

1 - Será o menos importante, mas para começar, a cor vermelha diz bastante. Salazar, que nem sequer gostava de futebol, nunca patrocinariaum clube com as cores da sua figadal inimiga União SoviéticaA comunicação social até foi forçada a utilizar a palavra “encarnados” para descrever o Benfica, de modo a não conjugar “vermelhos” com “vencedores”, o que poderia ser dramático para o regime. Ao contrário do Real Madrid – que usava cores queridas aos falangistas de Franco -, o Benfica usava as cores da revolta. Diria até que, por exemplo, o azul e o branco ficariam esteticamente bem melhor com toda a simbologia salazarista.

2 - O Estado Novo teve início em 1926 e começou a desintegrar-se em 1961 com as crises estudantis e a guerra colonial. Pois foi precisamente na fase decadente do antigo regime que o Benfica emergiu como força dominante do desporto português.
Nos primeiros vinte e cinco campeonatos nacionais (entre 1934 e 1959, ou seja o período mais relevante do Salazarismo), a lista de vencedores é encabeçada pelo Sporting com 10 títulos, seguindo-se o Benfica com 9, o F.C.Porto com 5 e o Belenenses com 1. O Benfica tinha portanto vencido 36 % dos campeonatos – em 2008 tem 42%...

3 - O 25 de Abril foi, como todos sabem, em 1974. Pois nas três épocas seguintes o Benfica foi tri-campeão !. Nos vinte anos a seguir à revolução o clube da Luz, não parecendo sentir nada o fim da ditadura, venceu 10 campeonatos, 7 taças, e foi a 3 finais europeias. No mesmo período o F.C.Porto conquistou 8 campeonatos, 5 taças e foi a 2 finais europeias. O Sporting venceu 2 campeonatos e 2 taças.
A crise benfiquista, e a consequente hegemonia portista, deu-se apenas devido às sucessivas má gestões de Jorge de Brito (neste caso mais de quem o acompanhava), e sobretudo, Manuel Damásio e Vale e Azevedo que, paralelamente a outros aspectos, abriram campo aos triunfos portistas das últimas decadas.

4 - Por falar em presidentes, o Benfica foi ao longo da sua história, e enquanto durou o regime anterior, quase sempre presidido por ilustres oposicionistas. Félix Bermudes foi perseguido pela PIDE, e no consolado de Tamagnini Barbosa o clube chegou a correr o risco de ser encerrado pelo governo por alegadamente estar tomado por “conspiradores”. Um outro presidente (Júlio Ribeiro da Costa) teve mesmo de se demitir para que o clube não fosse mais penalizado pelo regime, dada a sua forte conotação política com a oposição. O Benfica chegou a ter um presidente operário (Manuel Afonso, também, naturalmente, oposicionista), e foi, de longe, o clube desportivo que mais problemas criou a Salazar, como de resto seria de esperar numa agremiação tão marcadamente popular desde a sua fundação.

5 - Os órgãos sociais do Benfica sempre foram eleitos democraticamente, o que por diversas vezes foi alvo do olhar recriminador da PIDE, que acompanhou os actos eleitorais e assembleias-gerais bem de perto. Durante muitos anos foi o Benfica a única das grandes instituições do país onde o poder era escolhido através de voto livre e democrático. Nem o Jornal do clube escapou à perseguição, sobretudo quando tinha à sua frente José Magalhães Godinho.

6 - Os poderes públicos apoiavam tanto os “encarnados” que em 1956 escolheram o Sporting – por convite - para participar na primeira edição da Taça dos Campeões Europeus, apesar do campeão da época anterior ter sido o Benfica.

7 - O Estádio das Antas, construído com fortíssima ajuda do regime, e financiado por gente a ele ligada, foi inaugurado num dia 28 de Maio, data em que Gomes da Costa havia partido do norte em direcção a Lisboa para instalar a ditadura em Portugal, 26 anos antes. Curiosamente, o Benfica estragou a festa e venceu por…2-8 !!
Pelo contrário, o Estádio da Luz foi construído (muitas vezes literalmente) pelos sócios do Benfica, sem recurso a quaisquer subsídios, e permitiu ao clube acabar com os sucessivos despejos a que foi sujeito e a que foi estoicamente resistindo. Curiosamente, o estádio que o Benfica utilizava antes tinha sido arrendado pelo Sporting (clube da aristocracia lisboeta), que então lhe chamava Estádio 28 de Maio. O Benfica não só fez questão de o inaugurar num dia 5 de Outubro, como lhe mudou o nome, designando-o apenas por “Campo Grande”.

8 - No início dos anos quarenta, época dourada de Salazar, o F.C.Porto beneficiou da ajuda dos seus influentes homens do poder para, através de dois cirúrgicos alargamentos, evitar cair para a segunda divisão, após se ter classificado em terceiro lugar no seu campeonato regional, que na altura apurava as equipas (os dois primeiros) para a prova nacional. Mal se sabia que, décadas e décadas depois, seria novamente a sua influência a evitar a descida, agora por motivos bem diferentes, e bem mais nebulosos.

9 - Como referiu Manuel Alegre – insuspeito de salazarismo – os relatos dos jogos do Benfica, e as suas vitórias, eram motivo de grande regozijo entre os exilados políticos. O Benfica era mesmo, para alguns deles, o único motivo de orgulho no seu país.

10 - O Benfica foi campeão europeu com jogadores que faziam parte dos movimentos de libertação das colónias, como Santana e Coluna. Obviamente que Salazar não teve alternativa senão engolir o sapo e colar-se ao êxito do clube, aproveitando-se dele para efeitos políticos.

11 - Nas comemorações da vitória aliada na segunda guerra mundial, toleradas por Salazar apenas por receio de represálias dos vencedores – sobretudo a tradicional aliada Inglaterra – viram-se nas ruas bandeiras de França, dos Estados Unidos, de Inglaterra e…do Benfica, estas naturalmente substituindo as da URSS, e utilizadas por oposicionistas comunistas.

12 – O hino do Benfica (“Ser Benfiquista”) cantado por Luís Piçarra não é o original do clube. O primeiro hino, composto por Félix Bermudes, chamava-se “Avante Benfica” e foi silenciado pelo regime.

13 – O Estádio da Luz passou 17 anos, desde a sua fundação, sem ser utilizado pela selecção nacional. Só já nos anos setenta se disputou o primeiro jogo de Portugal num estádio benfiquista. Nunca se jogou a final da taça na Luz ou em qualquer outro estádio utilizado pelo Benfica, ao contrário do que aconteceu nas Antas, onde o F.C.Porto disputou (em casa) nada menos que três finais, antes e depois do 25 de Abril.

14 - O primeiro grande escândalo de arbitragem na história do futebol português valeu um título ao F.C.Porto. Estávamos em 1939, no auge da ditadura salazarista, e no jogo decisivo os “vermelhos” viram um golo anulado nos últimos instantes, que valeria a vitória e o título. Também a história Calabote (que foi irradiado) está mal contada – e em breve poderei falar dela -, e de resto redundou num outro título para o F.C.Porto, que aliás já na altura demonstrava uma propensão enorme para se envolver em questões desta natureza.

15 – Ao longo dos anos do regime ditatorial, as situações em que os poderes públicos e federativos prejudicaram o Benfica administrativamente sucederam-se. Uma das mais conhecidas foi a não autorização para adiar o jogo da Taça de Portugal frente ao V.Setúbal, marcado para o dia seguinte à final de Amsterdão em 1962. Mas houve outras, como a marcação da repetição de um jogo para três dias antes da tal jornada de Calabote, obrigando o Benfica a um desgaste adicional que lhe poderá ter custado o título.

16 – Nunca em tempo algum o Benfica teve um seu sócio, ou mesmo adepto, como presidente de organismos ligados à arbitragem do futebol. O F.C.Porto é o que se sabe, e o Sporting também não se pode queixar pois tem agora lá um “emblema de ouro”.

17 - O Benfica conquistou mais títulos nacionais nas modalidades extra-futebol em democracia (57), do que em ditadura (44)Ao contrário, por exemplo, do F.C.Porto, que à excepção do caso específico do hóquei em patins, tem mais títulos antes da revolução de Abril do que depois (25 antes -19 depois).

18 - O Benfica tem entre os seus adeptos gente de todos os estratos sociais e sectores políticos. Mas convenhamos que Álvaro Cunhal, José Saramago, Xanana Gusmão, António Guterres, Jerónimo de Sousa, António Vitorino de Almeida, Artur Semedo, Manuel Alegre, Miguel Portas e muitas outras figuras da esquerda portuguesa, simpatize-se mais ou menos com elas, nunca seriam seguramente adeptos de um clube de algum modo relacionado com o regime fascista.

19 – É curioso que o Benfica, tendo adeptos espalhados pelo país e pelo mundo, tem maior expressividade precisamente nas zonas mais conhecidas pelo seu combate ao fascismo, ou seja Alentejo – onde a percentagem de benfiquistas é absolutamente esmagadora - e cintura industrial de Lisboa, nomeadamente a margem sul do Tejo. Pelo contrário, o F.C.Porto tem a grande maioria dos seus adeptos concentrados na região norte, pouco conhecida pelo combate democrático – pode ser injusto para muitos dizê-lo, mas a verdade é que a maioria dos agentes da PIDE eram nortenhos, e a maioria dos detidos eram provenientes justamente das zonas onde existe maior expressão do benfiquismo.
Nos anos quentes da reforma agrária, no pós-revolução, sei de pessoal das UCP’s alentejanas que se organizava em excursões para os jogos internacionais do Benfica.

20 – Seria interessante também fazer a contabilidade dos adeptos e sócios do Benfica nas ex-colónias. Como seria possível haver tantos benfiquistas, por exemplo, em Angola e Moçambique, se o clube tivesse alguma conotação com o regime que durante anos lhes negou a independência e lhes deu a guerra ?


"O Benfica só ganhava por causa do Salazar!"

Neste últimos tempos, os adversários do Sport Lisboa e Benfica, designadamente os adeptos do FC Porto, têm recorrido a uma versão muito particular para explicar a riqueza do palmarés do Benfica, sobretudo no que diz respeito às épocas gloriosas dos anos 60 e 70. Segundo essas mesmas versões, os sucessivos títulos do SLB só foram conquistados à custa da protecção superior do regime anterior ao 25 de Abril; uma das expressões reiteradamente utilizadas é a de que, e passo a citar, “o Benfica só ganhava por causa do Salazar!”.

Este discurso não é novo, mas ressurgiu em força após a conquista do 31º título do historial do clube. O problema gerado pela difusão constante desta falsidade, como demonstraremos de seguida, é que de tantas vezes repetido, começa a parecer verdadeiro... Aliás, nestas últimas semanas, não têm faltado as declarações de várias personalidades distintas, desde comentadores encartados a populares anónimos, repetindo a “cassete” ensaiada até à exaustão. Já todos sabemos que, nestas coisas do futebol, a fé clubística dita leis implacáveis: se ouvimos algo a favor do nosso clube é verdade, se a referência é desagradável, então deve ser mentira...
A única solução neste tipo de contextos é recuperar a verdade através do recurso aos factos, à realidade indesmentível dos dados estatísticos. Por outro lado, é igualmente possível e aconselhável analisarmos alguns aspectos concretos que desmentem claramente a tal história que muitos insistem em divulgar.

Em primeiro lugar, comecemos por uma constatação evidente: o Benfica venceu muitos campeonatos na década de 60, não por causa do regime, mas devido à espantosa qualidade da sua equipa de futebol. Um argumento basta para comprovar o facto: mesmo que em Portugal tivesse existido a tal protecção e o Benfica fosse campeão sem mérito, como explicar as duas Taças dos Campeões Europeus de 1961 e 62? Como explicar as 5 presenças em 8 anos na final da mesma competição (61, 62, 63, 65 e 68)? Não me parece que a influência do regime fosse tão poderosa que conseguisse manipular os resultados de dezenas de jogos disputados em vários estádios da Europa. Aliás, o valor e o prestígio da equipa foram inúmeras vezes reconhecidos internacionalmente, razão pela qual recebeu prémios que com inteira justiça recompensaram as magníficas carreiras dos jogadores dessas épocas memoráveis.

Um outro aspecto que é mencionado com frequência, está relacionado com a origem de vários jogadores que foram determinantes nas vitórias desses anos: refiro-me à presença numerosa de atletas oriundos das então colónias portuguesas. Esquecem os detractores que qualquer clube português dessa altura possuía jogadores africanos, sobretudo de Angola e Moçambique, pelo que o recurso a esses jogadores não era privilégio exclusivo do Benfica, como facilmente se pode comprovar ao consultar os plantéis dos clubes que disputaram esses campeonatos.

Outro elemento que é omnipresente na tal versão parcial e injusta dos factos, é pretender convencer os adeptos do futebol que o Benfica deixou de ganhar depois de ser instaurada a liberdade em Portugal. Isto é, querem passar a ideia que a partir de 25 de Abril de 1974, o Benfica abandonou a posição de liderança incontestável que possuía anteriormente. Nada mais falso, como veremos!!!
Se repararmos na lista dos vencedores do Campeonato Nacional da 1ª divisão, verificamos que entre 1974/75 e 1994/95, precisamente os 20 anos que se seguiram ao 25 de Abril, os campeões foram os seguintes:

1975 – Benfica
1976 – Benfica
1977 – Benfica
1978 – FC Porto
1979 – FC Porto
1980 – Sporting
1981 – Benfica
1982 – Sporting
1983 – Benfica
1984 – Benfica
1985 – FC Porto
1986 – FC Porto
1987 – Benfica
1988 – FC Porto
1989 – Benfica
1990 – FC Porto
1991 – Benfica
1992 – FC Porto
1993 – FC Porto
1994 – Benfica
1995 – FC Porto

Conclusão: nos 20 anos (21 campeonatos) subsequentes ao 25 de Abril, o Benfica conquistou 10 títulos, o FC Porto 9 e o Sporting 2. O Benfica tem praticamente tantos campeonatos como os dois principais opositores... Nada mau para uma equipa que acusam de ter “desaparecido do mapa” após a Revolução... É evidente que começa a notar-se uma preponderância do FC Porto, que começava a demonstrar cabalmente as suas virtudes em termos de organização, gestão e sobretudo construção de excelentes equipas de futebol. Convém ainda acrescentar que, neste período, o Benfica continuou a evidenciar a sua hegemonia conquistando 9 Taças de Portugal, algumas delas precisamente contra o seu rival FC Porto, tendo mesmo vencido o adversário em pleno Estádio das Antas em 1983...

Nesta altura, podemos legitimamente perguntar quais foram as causas reais e indiscutíveis que conduziram o Benfica a 11 penosos anos de jejum? Como demonstrámos nas linhas anteriores, os motivos não têm rigorosamente nada a ver com o anterior regime, com o 25 de Abril ou com qualquer outro acontecimento da nossa História recente. As causas da decadência do Benfica foram claramente três, e manifestaram-se sobretudo a nível interno:
1. Sucessão de Presidentes e das respectivos equipas de gestão que foram empobrecendo o Benfica a vários níveis: o processo começou com Jorge de Brito, passou por Manuel Damásio e atingiu o auge (dramático) com Vale e Azevedo, que destruiu as principais características que o clube ainda possuía: bons jogadores, credibilidade interna e externa, gestão adequada às novas realidades desportivas e empresariais contemporâneas;
2. Confirmação do FC Porto como equipa de primeiro plano (tanto em termos nacionais como no plano internacional), fruto de uma elevada eficácia organizativa e de uma política acertada no que concerne a contratações de jogadores de qualidade;
3. Decréscimo acentuado da denominada “Mística Benfiquista”, que foi perdendo importância e influência devido ao número elevadíssimo de jogadores de qualidade duvidosa que passaram pela equipa, descaracterizando de forma acentuada o outrora poderoso e eficaz balneário do Benfica. Veja-se, a título de exemplo, o que foi feito após a conquista do campeonato em 1994: a equipa foi desmantelada em poucas semanas, o treinador vitorioso (Toni) foi dispensado, e as mais valias resultantes do título foram desbaratadas de um modo irresponsável e comprometedor, como aliás os 11 anos de jejum que se seguiram amplamente demonstram.

Conclusão: penso que estamos na altura de proceder a uma reposição cabal e abalizada dos factos respeitantes ao percurso do Benfica dos últimos 40 anos. Não foi o regime que recuperou de uma desvantagem de dois golos contra o todo-poderoso Real Madrid, e acabou por golear os madrilenos por 5-3 numa das melhores finais de sempre da Taça dos Campeões.

O Tri-Campeonato conquistado logo a seguir ao 25 de Abril (75,76 e 77) constituiu um sinal evidente que muitos fingiram ignorar: apesar das convulsões internas ditadas pelo conturbado período pós revolucionário, o Benfica continuou a demonstrar de forma clara e inequívoca que continuava a ser o grande baluarte do futebol português. Mais tarde, algumas decisões infelizes de certas personalidades que passaram pelo clube ocupando cargos para os quais não tinham qualquer competência, arrastaram o Benfica para um lamaçal de derrotas, recordes negativos e ausência de títulos.

in serbenfiquista

Coloquei isto aqui não com o objectivo de criar confusões, mas sim com o objectivo de informar todos os que diziam: "o Benfica só ganhava por causa do Salazar!".
Aqui fica a prova de que o Benfica não era o clube do regime e nunca foi beneficiado pelo mesmo..Bem pelo contrário foi inclusivamente perseguido! Ao contrário dos rivais que foram beneficiados pelo regime em vários aspectos:

- A ditadura ajudou o FC Porto a construir o já desaparecido Estádio das Antas, simbolicamente inaugurado a 28 de Maio de 1952, quase três anos após o início das obras (a 1ª pedra foi lançada em 1949).

- As ligações do FC Porto ao poder permitiram-lhe incrivelmente nas épocas de 1939/40 e 1941/42 conseguir 2 alargamentos dos nacionais para evitar descer à 2º divisão.

O clube mais próximo da ditadura sempre foi Sporting, pois era o clube que tinha simpatizantes com maior peso na sociedade da altura, e mais tarde (na época do Almirante Américo Tomás) também o Belenenses.

- A 16 de Dezembro de 1960, Eusébio chegou a Lisboa para jogar no Benfica, ficando cerca de uma semana fechado num hotel do Algarve sob vigia de Domingos Claudino, por se recear uma tentativa de rapto por parte do Sporting (clube fortemente apoiado pelo regime).


As datas de nascimento de Sporting e FC Porto
Ao contrário do Benfica, que sempre festejou o aniversário a 28 de Fevereiro (basta ver os jornais dos anos dez e vinte), Sporting e FC Porto já alteraram essa data. O Sporting, depois de 13 anos a festejar a data da assembleia geral que elegeu a primeira direcção e elaborou as primeiras normas, resolveu alterar a data de fundação de 8 de Maio de 1906 para 1 de Julho desse mesmo ano (data em que foi fixado em definitivo o nome do clube). Uma questão de pormenor, que se respeita pois só aos sportinguistas diz respeito.

Já em relação ao FC Porto, a antecipação do centenário em 13 anos teve objectivos bem pouco desportivos. Depois de 83 anos, a história do clube foi completamente alterada só porque alguém descobriu, através de uma notícia de um jornal de Lisboa de 28 de Setembro de 1893, que se fundara no Porto “um club denominado Football Club do Porto”!... Bem se pode dizer que, actualmente, o FC Porto não comemora a data da sua fundação mas sim a data da saída de uma notícia num jornal de Lisboa!Acontece que desse clube que teria sido fundado em 1893 nunca mais se soube nada. E não passa pela cabeça de ninguém que José Monteiro da Costa, ao longo de mais de 80 anos unanimemente considerado fundador do clube (assim consta de todas as publicações, oficiais ou não, sobre o clube!), não soubesse que, afinal, o clube que estava a fundar já existia há 13 anos!

E estas fotos com saudação NAZI dizem algo?




sábado, 28 de abril de 2012

(Coltura do...Carago)A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (58)

POESIA E LITERATURA
Nem só de futebol vive o homem. Um pouco de “coltora” também é necessário. Em especial quando se quer manter a imagem de “grande líder” dos papalvos e dos saloios. Dizem que Pinto da Costa gosta muito de poesia. E de a declamar no seu estilo e toada sorna e monocórdia.
Os gostos não se discutem por isso, este “post” é dedicado ao gosto daqueles que apreciam e seguem aquele que, para sempre, irá ficar como o maior corrupto e capo mafioso na já longa História de Portugal, o país mais antigo da Europa.
Um título nada despiciente para uma personagem e respectivos sequazes sempre sedentos de títulos e de prémios para quem, como não se cansam de dizer, o que interessa é ganhar! Como, não importa!... Dizem eles!
Ode aos Andrades
Odeia-se o que é melhor do que nós. 

Odeia-se o que é maior do que nós. 

Odeia-se o que é mais competente do que nós. 

Odeia-se aquilo que nos obriga a olhar para cima.


Só os pequenos odeiam.

Só os medíocres odeiam.

Só os ressentidos odeiam.

Só os frustrados odeiam.


Odeia-se aquilo que não se consegue alcançar.


ANÕES!!
(Poema dedicado à idiossincrasia dos pequenos, ao ressentimento e à inveja existentes em grande parte da população da cidade do Porto, que já dura há centenas de anos, por tudo o que tenha a ver com a “capital do Império” e os seus “mouros”).
Adivinha
Qual é coisa, qual é ela

Tão imberbe e singela

de loura melena solta

que ao negro dá a volta



Em taça de vidro servida

com roupa bem reduzida

acepípe para muitos fatal

pois é cheia de gás mortal



As suas curvas sinuosas

escondem ideias tortuosas

Insinuante a sua figura

mas sua face uma tortura



Ode ao Peidoso

Eu tenho dois amores
Que em nada são iguais
Mas não tenho certeza
Na qual eu bati mais
Mas não tenho certeza
a qual mais agredi
se foi na carolina
ou na Filomena que bati

Uma é loira e escreveu
um livro p'ra me tramar
a outra é um camafeu
e obrigou-me a de novo a casar

eu já tive dois amores
mas só quero a Fernandita
ás outras eu dei-lhes dores
a esta dou-lhe a guita
eu só tenho um amor
que trato com carinho
se eu não der conta do recado
empresto-a ao vizinho

ela é tão jovem e airosa
que até me sinto mal
de tanto viagra tomar
ainda vou parar ao Hospital
fiquei louco quando a vi
que nem sei o que fazia
estou com medo que agora
me acusem de pedófilia

eu já tive dois amores
mas só quero a Fernandita
ás outras eu dei-lhes dores
a esta dou-lhe a guita
eu só tenho um amor
que trato com carinho
se eu não der conta do recado
empresto-a ao vizinho

tenho outro amor escondido
de quem me custa falar
aquele que me deixou fodido
pelo ultimo campeonato ganhar
eu tenho outro amor escondido
sou do porto por asneira
pois o meu clube preferido
é o do meu inimigo Vieira

é por isso que falo mal
e meu coração com raiva fica
porque o melhor de Portugal
eu sei que é o Benfica

eu tenho dois amores
um deles sólido como rochas
mas tenho um enorme pavor
de ficar chupado das carochas
estou com medo dos meus amores
estou com um medo do caneco
que no fim acabe tisico e só
com o boby e o tareco

(Poema dedicado à figura prodigiosa e colossal guardadora dos valores éticos e morais da naçon, a seguir por quem se quer tornar num berdadeiro portuga, 
o único habitante da naçon portista!!)

SONETO DO VELHO ESCANDALOSO


Tu, oh demente velho descarado,

Escândalo do sexo masculino,

Que por alta justiça do Destino

Tens o impotente membro decepado:




Tu, que, em torpe furor incendiado

Sofres d'ímpia paixão ardor maligno,

E a consorte gentil, de que és indigno,

Entregas a infrutífero castrado:



Tu, que tendo bebido o méstruo imundo,
Esse amor indiscreto te não gasta

D'ímpia mulher o orgulho furibundo;


Em castigo do vício, que te arrasta,


Saiba a ínclita Lísia,
e todo o mundo

Que és vil por génio,
que és cabrão, e basta.


Por BOCAGE, o Benfiquista

SONETO DOS CORNOS DE VEADO

Não lamentes, Jorge Nuno, o teu estado
Corno tem sido muito boa gente;
A crescer não dói e nem se sente
dizem, e sempre ficas bem armado

És um velho cheio de proa
Mas juro que me dás pica
Ver-te marrar com Lisboa
E partires os cornos em (com o!) Benfica

Sabemos que és um bandalho
de aspecto asqueroso,
és cornudo e ‘padrinho’ mafioso

Mas nem te dês ao trabalho
De bolçar sobre o Glorioso
Velho cabrão, ogre sarnoso…

Por BOCAGE, o Benfiquista

Fernando Pessoa sobre a CS portuguesa

Ora porra!
Então a imprensa portuguesa é
que é a imprensa portuguesa?
Então é esta merda que temos
que beber com os olhos?
Filhos da puta! Não, que nem
há puta que os parisse.

Álvaro de Campos

(Como todos os génios adiantado 100 anos em relação à época em que viveu).

Sátira ao Andrade

Ser andrade... é ser adepto do Puerto!!!


Levar arroz de frango para a praia.

Guardar aquelas cuecas velhas, para polir o carro.

Ter o colete reflector no banco do passageiro.

Lavar o carro na rua, ao domingo.

Ter tido a última grande vitória militar em '1385'.

Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).

Passar o domingo no shopping.

No restaurante, largar o puto de 4 anos aos berros e a correr como um louco, a incomodar os restantes Tugas.

Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.

Ter bigode.

Viajar pró cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.

Ninguém saber nada do nosso país, excepto os Brasileiros e os Espanhóis, que gozam com ele.

Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.

Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
E as medalhas que comprou na Vandoma.
Enfeitar as estantes da sala com as prendas do casamento.

Exigir que lhe chamem 'Doutor' porque usa bigode. 

Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.

Axaxinar o Portuguex ao eskrever.

Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque 'é caro'.

Já ter 'ido à bruxa'. 

Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.

Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos e os “mouros”.

Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e, pelo menos, a 500 metros de casa.

Dar os máximos durante 10 km, para avisar os outros condutores da polícia adiante.

Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).

Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!! 

Ter três telemóveis.

Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.

Ir à bola, comprar 'prá geral' e saltar 'prá central'.

Gravar os 'donos da bola'. 

Ter diariamente, pelo menos 8 telenovelas brasileiras e 2 imitações rascas da TVI na televisão.

Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.

Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.

Criticar o governo local, mas jamais se queixar oficialmente porque a culpa é do governo central.

Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele.


Culpar o centralismo, Lisboa e o Benfica à pala de todas as frustrações, de tudo aquilo que gostava de ser e de ter mas que não é nem tem!
E BIBA O PUERTO, CARAGO! O PUERTO É UMA NAÇON!