ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

DIVULGA www.pulpuscorruptus.blogspot.com EM PROL DA VERDADE E COMBATE À CORRUPÇÃO!

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domingo, 13 de maio de 2012

(Nem todo o portistas é da treta)A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (60)


O Negócio da Treta. Em blogue portista

Com o negócio Roberto aprendemos que existiam milhões da Treta. 
Com o negócio Danilo se os milhões não são da Treta alguma coisa é.
O negócio Danilo a somar ao negócio Falcao é mais um dos enigmas do defeso.
Pelo que sabemos o negócio Danilo começou com um despique com o Benfica pela aquisição do passe.

O passe do Danilo tinha 3 proprietários: 37,5% do Santos, 37,5% do Grupo DIS e 25 % do América Mineiro
Para chegar ao destino cada clube seguiu por uma estrada. O Benfica optou por negociar o jogador com o Grupo DIS oferecendo 10 milhões de Euros pelo jogador.
O Porto seguiu a estrada Santos que dada a possibilidade que este tinha em exercer o direito de opção se veio a revelar bem sucedida.

Tendo o Grupo DIS aceitado a proposta do Benfica por 10 milhões o Santos viu-se obrigado a contratar os 37,5% do jogador que pertenciam ao referido grupo por 3.75 Milhões.

A partir daí  o Porto (ou mesmo antes) entra em acção e pagando um prémio de 3 milhões face à proposta do Benfica fecha a contratação do jogador Danilo por 13 milhões de Euros.

Relativamente ao timing da chegada do jogador o que soubemos pela boca do Presidente Pinto da Costa no dia 1 de Agosto ao Porto Canal foi o seguinte:

“No que toca ao timing de chegada do Danilo, dada a necessidade de concretizar de imediato essa conversação, esse assunto não ficou bem claro e poderá eventualmente só vir em Janeiro.”

Vamos à  minha parte. À forma como leio o que foi dito e escrito e naquilo que acredito ou não. Não acredito que um clube feche um negócio, por muito urgente que seja, sem definir com precisão se o jogador vem em Agosto ou Janeiro. Não ficou claro? Claro que ficou.

Se os intervenientes no negócio – sim, aqueles que clarificaram e autorizaram uma comissão de intermediação de 3,1€ milhões – compram um determinado direito sem definir em que momento ele é exercido estão basicamente a adquirir ar e vento.

A minha leitura é a de que ficou definido na altura que o jogador viria na data X e que uma eventual alteração do prazo condicionaria o valor da operação financeira.

Admitindo que a minha análise é errada e que com a pressa de fechar negócio (ups!) ficou por definir o momento em que o Danilo viria conforme afirmação do Presidente temos que nos centrar no fim da frase:

“…poderá eventualmente só vir em Janeiro”.

Ora, acreditando que não se sabia ao certo a data (alguém acredita??) pelo menos tínhamos a certeza que era ATÉ Janeiro.

Será?

No dia 20 de Julho de 2011 no facebook da Família Santista sai a seguinte noticia:

“No site oficial, o Porto divulgou um comunicado dizendo que acertou com o Alvinegro o valor de 13 milhões de euros (aproximadamente R$ 28 milhões) para ter Danilo. Porém, a transação ainda não está confirmada.
A condição do Peixe para aceitar a venda é  de que o volante fique até o fim do ano, para a disputa do Mundial de Clubes. Caso o Santos seja derrotado na competição, ficaria com Danilo até o meio do ano que vem. Em caso de título, o jogador sai mesmo em janeiro.”

Ainda antes do Presidente Pinto da Costa dizer que não tinha ficado claro porque era preciso fechar o negócio a Família Santista dizia que a condição para a venda passava pela possibilidade da disputa do Mundial de Clubes e, pasmem-se, uma eventual derrota implicava que a pressa para fechar o negócio casasse com a paciente espera de o ver cá jogar.

Há mais:

No dia 24 de Agosto de 2011, na mesma página da Família Santista, lemos o seguinte:

“Quando anunciou a venda do lateral-direito Danilo para o Porto-POR, a diretoria do Santos afirmou que o jogador ainda disputaria a Taça Libertadores de 2012 antes de ir para Portugal, caso o Peixe não conquiste o Mundial de Clubes, em dezembro. Ou seja, ele poderia seguir atuando pelo clube da Vila Belmiro por quase um ano, mesmo vendido. Nesta terça-feira, porém, o jogador afirmou que seu vínculo com a equipe santista vence em dezembro, independentemente do resultado do torneio no Japão.

Danilo explicou que, de fato, existe no contrato uma cláusula que dá  ao Santos a opção de esticar a permanência do atleta. No entanto, ele afirma ter entrado em acordo com os dirigentes para ir embora em dezembro de qualquer maneira. Quando recebeu a proposta oficial do Porto, de € 13 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões na cotação desta terça-feira), a direção do Peixe conversou com Danilo e manifestou o desejo de mantê-lo. O jogador se comprometeu a permanecer desde que a diretoria o liberasse em janeiro, com ou sem título mundial. Segundo o ala, é o que vai acontecer.
- Eu sou um cara que valorizo a minha palavra. Tenho um acordo verbal com a diretoria. Como sempre fui correto e honesto, não vai haver problema nenhum, pois tudo já foi conversado antes. Fico até dezembro - afirmou.”

Volta a história da vitória no Mundial e pelo que aqui está escrito percebemos que quem acautela os interesses do Porto no negócio é o próprio Danilo que faz um acordo verbal com a diretoria. Verbal, repito. Ele fica até ao Mundial e o Santos libera-o a seguir.

Por escrito só temos a cláusulaA cláusula que diz que se o Santos perder com o Barcelona o Porto fica a ver navios. Só em Julho de 2012.

O Porto paga os 13 milhões para ter algo. Contratualiza e quer fechar rápido o negócio.Tão rápido que aceita as clausulas que forem precisas (que tal esperar que o Danilo se sagre Bola de Ouro da FIFA??) e paga o que for preciso aos intermediários no negócio.

O resto – Danilo a jogar no Dragão – não importa clarificar. O melhor mesmo é confiar numa conversa de café do Danilo e do Presidente do Santos enquanto assinamos o cheque.
Quem lesse estas histórias em Julho e Agosto dizia que o Carnaval no Brasil era o ano inteiro.

Chegamos a Janeiro. Danilo mete-se num avião, dá entrevistas no PortoCanal.
O Presidente do Santos está, tranquilamente, a banhos. O que se lê por aqui:

“O FC Porto está a perder a paciência com o Santos por causa do Certificado Internacional de Transferência de Danilo e já estipulou o prazo limite para que o clube brasileiro envie a documentação necessária para a utilização do lateral direito na Europa. Caso o Santos não envie a documentação que autoriza a transferência do lateral direito 17 de Janeiro, o FC Porto vai apresentar uma queixa junto da FIFA e exigir uma indemnização.”

Quem manda vir um jogador que já está pago, treina e está pronto para jogar só tem que fazer valer os seus direitos. É assim mesmo!!

O Santos manda a documentação? Não.

Apesar do passe do Danilo estar todo pago, existem dividas do passe do Alex Sandro e o contrato permite que o Danilo fique mais meio ano porque o Barcelona ganhou ao Santos.

Dois milagres ocorrem aqui. Um é o Barcelona ganhar ao Santos. O outro é o de o Porto dever dinheiro ao Santos de um jogador que comprou ao Desportivo Maldonado.

O Porto o que faz? A SAD reúne-se de emergência e entre a queixa à FIFA e o empréstimo do Fucile opta pela cedência do uruguaio.
Ao que parece a gravação do acordo verbal entre o Danilo e o Presidente do Santos em que os interesses do Porto ficaram defendidos ao pormenor não  é suficientemente perceptível. Como foi à mesa de café  há demasiado ruído de fundo.

A novela Danilo acaba com este comunicado:

“O presidente Luis Alvaro, do Santos FC, e o diretor Antero Henrique, do Porto, de Portugal, acertaram, na tarde desta terça-feira (17), por telefone, a liberação do TMS (Transfer Matching System) do atleta Danilo para o time português e o empréstimo por um ano, sem custos, do lateral Jorge Fucile para o Santos.”

A minha pergunta:

A pressa em fechar negócio era para quê mesmo?
Para ver o Danilo jogar de azul e branco já vimos que não. Se não qual era a pressa?

“O Empréstimo de Walter pode valer 4 milhões”

Grande negócio, pensei eu. E fui ler a notícia. E a coisa, então, é assim, tal como é apresentada pelo jornalista José Carlos Sousa:

- o negócio não é o melhor mas também não é o pior, porque o Cruzeiro paga os salários do jogador até ao fim do empréstimo, o que «nos tempos que correm» (sic) já não é mau;
- o melhor do negócio é que os brasileiros ficam com direito de opção sobre 50 por cento do passe por 4 milhões de euros;
- o Porto já só tem esses 50 por cento porque os outros 25 por cento que detinha foram vendidos, três meses depois de serem comprados, à Pearl Design Holding (cá está, as pérolas aparecem quando menos se espera), por 2,125 milhões de euros, um lucro de 125 mil euros em relação a esses 25 por cento;
- como bónus, refere-se que a compra de Walter ao Internacional foi totalmente mediada por um clube-fantasma, o Club Atletico Rentistas (o que, obviamente, faz todo o sentido, porque num negócio transparente entre dois clubes é fundamental existir um entreposto fantasma, onde não fica dinheiro nenhum porque é uma associação de beneficência especializada em ajudar futebolistas a virem para a Europa e mulheres grávidas a emigrarem clandestinamente para os Estados Unidos em contentores);

- o negócio também é bom porque, pelo menos, o Porto tem a hipótese de ainda ganhar algum dinheiro, ao contrário «de outros activos» (sic) que são emprestados, acabam contrato e de pilim népia, nem vê-lo;

- o negócio, afinal, é bom porque «bastará» (sic) o Cruzeiro comprar a metade do passe do Walter por 4 milhões de euros para o Porto ainda ter os tais 125 mil euros de lucro.

Em resumo, é isto. E é muito, muito bom.

Isto não é apenas propaganda. Isto não é apenas lixo. Isto é Alzheimer jornalístico.

Vamos, então, espremer o suminho.
- 1.ª talhada: o jornalista (ou quem lhe ditou a notícia) considera que a poupança dos salários é uma vantagem financeira. E tem toda a razão. Se o Walter ganhar 30 mil euros por mês (ninguém acredita que seja menos, certo?), até Julho de 2015 (coisa pouca…) o Porto poupa 43 salários, o que dá cerca de 1,3 milhões de euros. O que é fantástico é que o argumento dos salários sirva para o que se poupa, no cômputo geral do negócio, mas não sirva para o que se gastou. Evidentemente, a 30 mil euros por mês, nos 17 meses que o Walter passou nas Antas recebeu, só em salários, 510 mil euros, fora os prémios (que devem ter sido poucos uma vez que o Porto, na última época, não ganhou nada). Pode-se dizer que o Porto usufruiu da prestação desportiva do atleta. É um facto. Uma prestação desportiva tão relevante que, ao fim de um ano e cinco meses, o clube prefere dar o jogador a tê-lo no plantel. Porque foi o que aconteceu, ou não? Ao Porto, que não recebeu um cêntimo pelo empréstimo do jogador, ao contrário do que acontece neste tipo de negócios, só faltou pagar ao Cruzeiro para o Walter jogar lá. Não teve de pagar, ao contrário do que aconteceu com outros, e isso, aparentemente, é um critério suficientemente apertado para o jornalista considerar que o negócio «não é mau».
Ou seja, se tirarmos aos 125 mil euros os 510 mil que Walter recebeu só em salários o Porto perdeu quase 400 mil euros com o Walter.

- 2.ª talhada: três meses depois de comprar 75 por cento do Walter por 6 milhões de euros o Porto abdicou de 25 por cento por 125 mil euros, só para poder dispor de capital. Dizer que o Porto vendeu 25 por cento do Walter é um disparate, e dizer que ganhou 125 mil euros é uma barbaridade. Convém, quanto mais não seja, para que nos apercebamos do ridículo da situação, que se o Porto tivesse posto esses 6 milhões no banco ou pago uma parte do seu passivo que está a crédito teria ganho, só no primeiro ano, mais do que esse valor. Ou seja, se não gastasse dinheiro no Walter o Porto ganharia mais do que o dinheiro que supostamente ganhou ao vendê-lo. E já nem vou ao facto de o jogador ter sido vendido a uma off-shore inglesa e comprado através de uma off-shore futebolística que de futebolística só tem o nome. Também não quero dizer que é desta maneira que o Pinto da Costa, os Caldeiras e os argentinos se andam a encher à custa do dinheiro do Porto mas por acaso até quero. Como é óbvio. Qual seria a utilidade destes «entrepostos» senão para lavar dinheiro através das comissões ou outras falcatruas do género?

3.ª talhada: a hipótese do Cruzeiro pagar 4 milhões por metade do Walter, aparentemente, é suficiente para fazer disto um negócio decente para o Porto. «Empréstimo de Walter pode valer 4 milhões», diz o título. Faz lembrar aquele eufemismo que agora os Governos usam para enganar os palermas, quando os jornais dizem: «Portugal conseguiu vender dívida».Conseguiu vender dívida? Vender dívida é uma forma de dizer que pediu dinheiro emprestado, e neste caso a juros altíssimos. Se dissessem«Conseguimos enterrar-nos mais trinta centímetros nas areias movediças»estariam a ser igualmente verdadeiros e igualmente erróneos.

O empréstimo pode valer 4 milhões? Tretas! Se há uma certeza com este negócio é que o Porto não vai ganhar absolutamente nada, porque nem sequer conseguiu negociar uma opção de compra que lhe permita, se o jogador começar a jogar, ganhar um cêntimo a mais do que aquilo que gastaram para o comprar. Recebe o que pagou. Ou seja, é garantido que o Porto não vai ganhar absolutamente nada com o Walter. É este o bom negócio que o Porto acabou de fazer.

Nem sequer vou falar do dinheiro que o Porto perdeu ou do que deixou de ganhar com estes seis/quatro milhões que estão empatados (porque é essa a expressão real) no Walter, e que pode ficar empatados por mais três anos. Talvez fosse oportuno, por exemplo, perguntar ao jornalista José Carlos Sousa de quanto foi o empréstimo obrigacionista que o Porto fez há uns tempos, e qual o juro que praticou, para se saber quanto valem, exactamente, para o Porto, 4 milhões de euros.

Há uns tempos falei sobre a manipulação da imprensa pelos clubes, e este é um caso típico de como a fidedignidade da informação está totalmente pervertida pelo servilismo aos clubes.

Pegando neste exemplo claro, é bom que as pessoas fiquem completamente conscientes do seguinte:
- ao fazer isto o jornalista José Carlos Sousa não está ao serviço do jornal nem dos leitores: está ao serviço do Porto;
a notícia é feita com o único intuito de branquear a actuação da Direcção do Porto, manipulando a linguagem da informação;
esta notícia é feita para tentar, deliberadamente, enganar aqueles que sabem ler, partindo do princípio que eles não sabem ou não querem pensar. Estão a contar com a estupidez das pessoas. Quem não quer pensar, não pensa. Mas quem não pensa não se pode queixar de não lhe dizerem a verdade. A verdade está aqui. Só que está codificada, e para a descodificar é preciso estar disposto a isso, sabendo à partida que a fonte de informação é manipuladora.
( Os juros que o Porto paga pelo empréstimo obrigacionista é de 8%/ano).

(No blogue Religião Nacional)
O FC Porto quer 13 milhões de euros por Guarín e o pagamento terá de ser feito numa única tranche até ao final de Janeiro.
A revelação foi feita pela imprensa italiana, que dá conta de contactos entre os dragões e a Juventus, já confirmados pelo empresário do jogador, Marcelo Ferreyra, em declarações ao ‘Tuttosport'.
"Houve negociações preliminares com a Juventus. Estamos numa fase de troca de informações", disse Ferreyra.
O CM sabe que os responsáveis do FC Porto têm pressa em vender o médio e acreditam que a Juventus vai ceder às pretensões portistas, apesar de os jornais italianos garantirem que a Vecchia Signora só dará 11 milhões de euros - dois milhões em Janeiros e nove no final da época. A concretizar-se, a transferência será por números abaixo da sua cláusula de rescisão: 30 milhões de euros.
O médio Fernando também foi notícia em Itália pelo interesse da Roma, mas, apurou o CM, os dragões não o devem negociar pela influência que tem na estratégia de Vítor Pereira.

sábado, 5 de maio de 2012

(A História Não Mente) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (59)


O Clube do Regime

Nos últimos tempos tem sido comum encontrar espalhada pela blogosfera uma redonda e persistente mentira, segundo a qual o Benfica seria um clube conotado com o antigo regime ou protegido pelo mesmo.
Em cerca de trinta anos de adepto de futebol nunca tinha ouvido tal coisa, e foi preciso aparecerem uns iluminados, fanatizados e instrumentalizados por um certo poder, para ver lançada no ar essa atoarda, como se se tratasse da mais cristalina das evidências.

A afirmação é tão absurda que não mereceria mais que o silêncio. Mas ainda assim, não gostaria de perder a oportunidade de deixar aqui algumas notas, para que os mais novos não se deixem enganar, e a partir das quais se pode ver o ridículo em que caem aqueles que, por fraqueza de espírito, ingenuidade ou ignorância, se deixam manipular e fanatizar por quem deles se serve e assim perpetua um poder bem mais absoluto do que devia, e para o qual a ética e a justiça estão, não na ponta da espingarda como diria Mao-Tse-Tung, mas sim numa qualquer comemoração triunfante na Alameda das Antas. Vejamos:

1 - Será o menos importante, mas para começar, a cor vermelha diz bastante. Salazar, que nem sequer gostava de futebol, nunca patrocinariaum clube com as cores da sua figadal inimiga União SoviéticaA comunicação social até foi forçada a utilizar a palavra “encarnados” para descrever o Benfica, de modo a não conjugar “vermelhos” com “vencedores”, o que poderia ser dramático para o regime. Ao contrário do Real Madrid – que usava cores queridas aos falangistas de Franco -, o Benfica usava as cores da revolta. Diria até que, por exemplo, o azul e o branco ficariam esteticamente bem melhor com toda a simbologia salazarista.

2 - O Estado Novo teve início em 1926 e começou a desintegrar-se em 1961 com as crises estudantis e a guerra colonial. Pois foi precisamente na fase decadente do antigo regime que o Benfica emergiu como força dominante do desporto português.
Nos primeiros vinte e cinco campeonatos nacionais (entre 1934 e 1959, ou seja o período mais relevante do Salazarismo), a lista de vencedores é encabeçada pelo Sporting com 10 títulos, seguindo-se o Benfica com 9, o F.C.Porto com 5 e o Belenenses com 1. O Benfica tinha portanto vencido 36 % dos campeonatos – em 2008 tem 42%...

3 - O 25 de Abril foi, como todos sabem, em 1974. Pois nas três épocas seguintes o Benfica foi tri-campeão !. Nos vinte anos a seguir à revolução o clube da Luz, não parecendo sentir nada o fim da ditadura, venceu 10 campeonatos, 7 taças, e foi a 3 finais europeias. No mesmo período o F.C.Porto conquistou 8 campeonatos, 5 taças e foi a 2 finais europeias. O Sporting venceu 2 campeonatos e 2 taças.
A crise benfiquista, e a consequente hegemonia portista, deu-se apenas devido às sucessivas má gestões de Jorge de Brito (neste caso mais de quem o acompanhava), e sobretudo, Manuel Damásio e Vale e Azevedo que, paralelamente a outros aspectos, abriram campo aos triunfos portistas das últimas decadas.

4 - Por falar em presidentes, o Benfica foi ao longo da sua história, e enquanto durou o regime anterior, quase sempre presidido por ilustres oposicionistas. Félix Bermudes foi perseguido pela PIDE, e no consolado de Tamagnini Barbosa o clube chegou a correr o risco de ser encerrado pelo governo por alegadamente estar tomado por “conspiradores”. Um outro presidente (Júlio Ribeiro da Costa) teve mesmo de se demitir para que o clube não fosse mais penalizado pelo regime, dada a sua forte conotação política com a oposição. O Benfica chegou a ter um presidente operário (Manuel Afonso, também, naturalmente, oposicionista), e foi, de longe, o clube desportivo que mais problemas criou a Salazar, como de resto seria de esperar numa agremiação tão marcadamente popular desde a sua fundação.

5 - Os órgãos sociais do Benfica sempre foram eleitos democraticamente, o que por diversas vezes foi alvo do olhar recriminador da PIDE, que acompanhou os actos eleitorais e assembleias-gerais bem de perto. Durante muitos anos foi o Benfica a única das grandes instituições do país onde o poder era escolhido através de voto livre e democrático. Nem o Jornal do clube escapou à perseguição, sobretudo quando tinha à sua frente José Magalhães Godinho.

6 - Os poderes públicos apoiavam tanto os “encarnados” que em 1956 escolheram o Sporting – por convite - para participar na primeira edição da Taça dos Campeões Europeus, apesar do campeão da época anterior ter sido o Benfica.

7 - O Estádio das Antas, construído com fortíssima ajuda do regime, e financiado por gente a ele ligada, foi inaugurado num dia 28 de Maio, data em que Gomes da Costa havia partido do norte em direcção a Lisboa para instalar a ditadura em Portugal, 26 anos antes. Curiosamente, o Benfica estragou a festa e venceu por…2-8 !!
Pelo contrário, o Estádio da Luz foi construído (muitas vezes literalmente) pelos sócios do Benfica, sem recurso a quaisquer subsídios, e permitiu ao clube acabar com os sucessivos despejos a que foi sujeito e a que foi estoicamente resistindo. Curiosamente, o estádio que o Benfica utilizava antes tinha sido arrendado pelo Sporting (clube da aristocracia lisboeta), que então lhe chamava Estádio 28 de Maio. O Benfica não só fez questão de o inaugurar num dia 5 de Outubro, como lhe mudou o nome, designando-o apenas por “Campo Grande”.

8 - No início dos anos quarenta, época dourada de Salazar, o F.C.Porto beneficiou da ajuda dos seus influentes homens do poder para, através de dois cirúrgicos alargamentos, evitar cair para a segunda divisão, após se ter classificado em terceiro lugar no seu campeonato regional, que na altura apurava as equipas (os dois primeiros) para a prova nacional. Mal se sabia que, décadas e décadas depois, seria novamente a sua influência a evitar a descida, agora por motivos bem diferentes, e bem mais nebulosos.

9 - Como referiu Manuel Alegre – insuspeito de salazarismo – os relatos dos jogos do Benfica, e as suas vitórias, eram motivo de grande regozijo entre os exilados políticos. O Benfica era mesmo, para alguns deles, o único motivo de orgulho no seu país.

10 - O Benfica foi campeão europeu com jogadores que faziam parte dos movimentos de libertação das colónias, como Santana e Coluna. Obviamente que Salazar não teve alternativa senão engolir o sapo e colar-se ao êxito do clube, aproveitando-se dele para efeitos políticos.

11 - Nas comemorações da vitória aliada na segunda guerra mundial, toleradas por Salazar apenas por receio de represálias dos vencedores – sobretudo a tradicional aliada Inglaterra – viram-se nas ruas bandeiras de França, dos Estados Unidos, de Inglaterra e…do Benfica, estas naturalmente substituindo as da URSS, e utilizadas por oposicionistas comunistas.

12 – O hino do Benfica (“Ser Benfiquista”) cantado por Luís Piçarra não é o original do clube. O primeiro hino, composto por Félix Bermudes, chamava-se “Avante Benfica” e foi silenciado pelo regime.

13 – O Estádio da Luz passou 17 anos, desde a sua fundação, sem ser utilizado pela selecção nacional. Só já nos anos setenta se disputou o primeiro jogo de Portugal num estádio benfiquista. Nunca se jogou a final da taça na Luz ou em qualquer outro estádio utilizado pelo Benfica, ao contrário do que aconteceu nas Antas, onde o F.C.Porto disputou (em casa) nada menos que três finais, antes e depois do 25 de Abril.

14 - O primeiro grande escândalo de arbitragem na história do futebol português valeu um título ao F.C.Porto. Estávamos em 1939, no auge da ditadura salazarista, e no jogo decisivo os “vermelhos” viram um golo anulado nos últimos instantes, que valeria a vitória e o título. Também a história Calabote (que foi irradiado) está mal contada – e em breve poderei falar dela -, e de resto redundou num outro título para o F.C.Porto, que aliás já na altura demonstrava uma propensão enorme para se envolver em questões desta natureza.

15 – Ao longo dos anos do regime ditatorial, as situações em que os poderes públicos e federativos prejudicaram o Benfica administrativamente sucederam-se. Uma das mais conhecidas foi a não autorização para adiar o jogo da Taça de Portugal frente ao V.Setúbal, marcado para o dia seguinte à final de Amsterdão em 1962. Mas houve outras, como a marcação da repetição de um jogo para três dias antes da tal jornada de Calabote, obrigando o Benfica a um desgaste adicional que lhe poderá ter custado o título.

16 – Nunca em tempo algum o Benfica teve um seu sócio, ou mesmo adepto, como presidente de organismos ligados à arbitragem do futebol. O F.C.Porto é o que se sabe, e o Sporting também não se pode queixar pois tem agora lá um “emblema de ouro”.

17 - O Benfica conquistou mais títulos nacionais nas modalidades extra-futebol em democracia (57), do que em ditadura (44)Ao contrário, por exemplo, do F.C.Porto, que à excepção do caso específico do hóquei em patins, tem mais títulos antes da revolução de Abril do que depois (25 antes -19 depois).

18 - O Benfica tem entre os seus adeptos gente de todos os estratos sociais e sectores políticos. Mas convenhamos que Álvaro Cunhal, José Saramago, Xanana Gusmão, António Guterres, Jerónimo de Sousa, António Vitorino de Almeida, Artur Semedo, Manuel Alegre, Miguel Portas e muitas outras figuras da esquerda portuguesa, simpatize-se mais ou menos com elas, nunca seriam seguramente adeptos de um clube de algum modo relacionado com o regime fascista.

19 – É curioso que o Benfica, tendo adeptos espalhados pelo país e pelo mundo, tem maior expressividade precisamente nas zonas mais conhecidas pelo seu combate ao fascismo, ou seja Alentejo – onde a percentagem de benfiquistas é absolutamente esmagadora - e cintura industrial de Lisboa, nomeadamente a margem sul do Tejo. Pelo contrário, o F.C.Porto tem a grande maioria dos seus adeptos concentrados na região norte, pouco conhecida pelo combate democrático – pode ser injusto para muitos dizê-lo, mas a verdade é que a maioria dos agentes da PIDE eram nortenhos, e a maioria dos detidos eram provenientes justamente das zonas onde existe maior expressão do benfiquismo.
Nos anos quentes da reforma agrária, no pós-revolução, sei de pessoal das UCP’s alentejanas que se organizava em excursões para os jogos internacionais do Benfica.

20 – Seria interessante também fazer a contabilidade dos adeptos e sócios do Benfica nas ex-colónias. Como seria possível haver tantos benfiquistas, por exemplo, em Angola e Moçambique, se o clube tivesse alguma conotação com o regime que durante anos lhes negou a independência e lhes deu a guerra ?


"O Benfica só ganhava por causa do Salazar!"

Neste últimos tempos, os adversários do Sport Lisboa e Benfica, designadamente os adeptos do FC Porto, têm recorrido a uma versão muito particular para explicar a riqueza do palmarés do Benfica, sobretudo no que diz respeito às épocas gloriosas dos anos 60 e 70. Segundo essas mesmas versões, os sucessivos títulos do SLB só foram conquistados à custa da protecção superior do regime anterior ao 25 de Abril; uma das expressões reiteradamente utilizadas é a de que, e passo a citar, “o Benfica só ganhava por causa do Salazar!”.

Este discurso não é novo, mas ressurgiu em força após a conquista do 31º título do historial do clube. O problema gerado pela difusão constante desta falsidade, como demonstraremos de seguida, é que de tantas vezes repetido, começa a parecer verdadeiro... Aliás, nestas últimas semanas, não têm faltado as declarações de várias personalidades distintas, desde comentadores encartados a populares anónimos, repetindo a “cassete” ensaiada até à exaustão. Já todos sabemos que, nestas coisas do futebol, a fé clubística dita leis implacáveis: se ouvimos algo a favor do nosso clube é verdade, se a referência é desagradável, então deve ser mentira...
A única solução neste tipo de contextos é recuperar a verdade através do recurso aos factos, à realidade indesmentível dos dados estatísticos. Por outro lado, é igualmente possível e aconselhável analisarmos alguns aspectos concretos que desmentem claramente a tal história que muitos insistem em divulgar.

Em primeiro lugar, comecemos por uma constatação evidente: o Benfica venceu muitos campeonatos na década de 60, não por causa do regime, mas devido à espantosa qualidade da sua equipa de futebol. Um argumento basta para comprovar o facto: mesmo que em Portugal tivesse existido a tal protecção e o Benfica fosse campeão sem mérito, como explicar as duas Taças dos Campeões Europeus de 1961 e 62? Como explicar as 5 presenças em 8 anos na final da mesma competição (61, 62, 63, 65 e 68)? Não me parece que a influência do regime fosse tão poderosa que conseguisse manipular os resultados de dezenas de jogos disputados em vários estádios da Europa. Aliás, o valor e o prestígio da equipa foram inúmeras vezes reconhecidos internacionalmente, razão pela qual recebeu prémios que com inteira justiça recompensaram as magníficas carreiras dos jogadores dessas épocas memoráveis.

Um outro aspecto que é mencionado com frequência, está relacionado com a origem de vários jogadores que foram determinantes nas vitórias desses anos: refiro-me à presença numerosa de atletas oriundos das então colónias portuguesas. Esquecem os detractores que qualquer clube português dessa altura possuía jogadores africanos, sobretudo de Angola e Moçambique, pelo que o recurso a esses jogadores não era privilégio exclusivo do Benfica, como facilmente se pode comprovar ao consultar os plantéis dos clubes que disputaram esses campeonatos.

Outro elemento que é omnipresente na tal versão parcial e injusta dos factos, é pretender convencer os adeptos do futebol que o Benfica deixou de ganhar depois de ser instaurada a liberdade em Portugal. Isto é, querem passar a ideia que a partir de 25 de Abril de 1974, o Benfica abandonou a posição de liderança incontestável que possuía anteriormente. Nada mais falso, como veremos!!!
Se repararmos na lista dos vencedores do Campeonato Nacional da 1ª divisão, verificamos que entre 1974/75 e 1994/95, precisamente os 20 anos que se seguiram ao 25 de Abril, os campeões foram os seguintes:

1975 – Benfica
1976 – Benfica
1977 – Benfica
1978 – FC Porto
1979 – FC Porto
1980 – Sporting
1981 – Benfica
1982 – Sporting
1983 – Benfica
1984 – Benfica
1985 – FC Porto
1986 – FC Porto
1987 – Benfica
1988 – FC Porto
1989 – Benfica
1990 – FC Porto
1991 – Benfica
1992 – FC Porto
1993 – FC Porto
1994 – Benfica
1995 – FC Porto

Conclusão: nos 20 anos (21 campeonatos) subsequentes ao 25 de Abril, o Benfica conquistou 10 títulos, o FC Porto 9 e o Sporting 2. O Benfica tem praticamente tantos campeonatos como os dois principais opositores... Nada mau para uma equipa que acusam de ter “desaparecido do mapa” após a Revolução... É evidente que começa a notar-se uma preponderância do FC Porto, que começava a demonstrar cabalmente as suas virtudes em termos de organização, gestão e sobretudo construção de excelentes equipas de futebol. Convém ainda acrescentar que, neste período, o Benfica continuou a evidenciar a sua hegemonia conquistando 9 Taças de Portugal, algumas delas precisamente contra o seu rival FC Porto, tendo mesmo vencido o adversário em pleno Estádio das Antas em 1983...

Nesta altura, podemos legitimamente perguntar quais foram as causas reais e indiscutíveis que conduziram o Benfica a 11 penosos anos de jejum? Como demonstrámos nas linhas anteriores, os motivos não têm rigorosamente nada a ver com o anterior regime, com o 25 de Abril ou com qualquer outro acontecimento da nossa História recente. As causas da decadência do Benfica foram claramente três, e manifestaram-se sobretudo a nível interno:
1. Sucessão de Presidentes e das respectivos equipas de gestão que foram empobrecendo o Benfica a vários níveis: o processo começou com Jorge de Brito, passou por Manuel Damásio e atingiu o auge (dramático) com Vale e Azevedo, que destruiu as principais características que o clube ainda possuía: bons jogadores, credibilidade interna e externa, gestão adequada às novas realidades desportivas e empresariais contemporâneas;
2. Confirmação do FC Porto como equipa de primeiro plano (tanto em termos nacionais como no plano internacional), fruto de uma elevada eficácia organizativa e de uma política acertada no que concerne a contratações de jogadores de qualidade;
3. Decréscimo acentuado da denominada “Mística Benfiquista”, que foi perdendo importância e influência devido ao número elevadíssimo de jogadores de qualidade duvidosa que passaram pela equipa, descaracterizando de forma acentuada o outrora poderoso e eficaz balneário do Benfica. Veja-se, a título de exemplo, o que foi feito após a conquista do campeonato em 1994: a equipa foi desmantelada em poucas semanas, o treinador vitorioso (Toni) foi dispensado, e as mais valias resultantes do título foram desbaratadas de um modo irresponsável e comprometedor, como aliás os 11 anos de jejum que se seguiram amplamente demonstram.

Conclusão: penso que estamos na altura de proceder a uma reposição cabal e abalizada dos factos respeitantes ao percurso do Benfica dos últimos 40 anos. Não foi o regime que recuperou de uma desvantagem de dois golos contra o todo-poderoso Real Madrid, e acabou por golear os madrilenos por 5-3 numa das melhores finais de sempre da Taça dos Campeões.

O Tri-Campeonato conquistado logo a seguir ao 25 de Abril (75,76 e 77) constituiu um sinal evidente que muitos fingiram ignorar: apesar das convulsões internas ditadas pelo conturbado período pós revolucionário, o Benfica continuou a demonstrar de forma clara e inequívoca que continuava a ser o grande baluarte do futebol português. Mais tarde, algumas decisões infelizes de certas personalidades que passaram pelo clube ocupando cargos para os quais não tinham qualquer competência, arrastaram o Benfica para um lamaçal de derrotas, recordes negativos e ausência de títulos.

in serbenfiquista

Coloquei isto aqui não com o objectivo de criar confusões, mas sim com o objectivo de informar todos os que diziam: "o Benfica só ganhava por causa do Salazar!".
Aqui fica a prova de que o Benfica não era o clube do regime e nunca foi beneficiado pelo mesmo..Bem pelo contrário foi inclusivamente perseguido! Ao contrário dos rivais que foram beneficiados pelo regime em vários aspectos:

- A ditadura ajudou o FC Porto a construir o já desaparecido Estádio das Antas, simbolicamente inaugurado a 28 de Maio de 1952, quase três anos após o início das obras (a 1ª pedra foi lançada em 1949).

- As ligações do FC Porto ao poder permitiram-lhe incrivelmente nas épocas de 1939/40 e 1941/42 conseguir 2 alargamentos dos nacionais para evitar descer à 2º divisão.

O clube mais próximo da ditadura sempre foi Sporting, pois era o clube que tinha simpatizantes com maior peso na sociedade da altura, e mais tarde (na época do Almirante Américo Tomás) também o Belenenses.

- A 16 de Dezembro de 1960, Eusébio chegou a Lisboa para jogar no Benfica, ficando cerca de uma semana fechado num hotel do Algarve sob vigia de Domingos Claudino, por se recear uma tentativa de rapto por parte do Sporting (clube fortemente apoiado pelo regime).


As datas de nascimento de Sporting e FC Porto
Ao contrário do Benfica, que sempre festejou o aniversário a 28 de Fevereiro (basta ver os jornais dos anos dez e vinte), Sporting e FC Porto já alteraram essa data. O Sporting, depois de 13 anos a festejar a data da assembleia geral que elegeu a primeira direcção e elaborou as primeiras normas, resolveu alterar a data de fundação de 8 de Maio de 1906 para 1 de Julho desse mesmo ano (data em que foi fixado em definitivo o nome do clube). Uma questão de pormenor, que se respeita pois só aos sportinguistas diz respeito.

Já em relação ao FC Porto, a antecipação do centenário em 13 anos teve objectivos bem pouco desportivos. Depois de 83 anos, a história do clube foi completamente alterada só porque alguém descobriu, através de uma notícia de um jornal de Lisboa de 28 de Setembro de 1893, que se fundara no Porto “um club denominado Football Club do Porto”!... Bem se pode dizer que, actualmente, o FC Porto não comemora a data da sua fundação mas sim a data da saída de uma notícia num jornal de Lisboa!Acontece que desse clube que teria sido fundado em 1893 nunca mais se soube nada. E não passa pela cabeça de ninguém que José Monteiro da Costa, ao longo de mais de 80 anos unanimemente considerado fundador do clube (assim consta de todas as publicações, oficiais ou não, sobre o clube!), não soubesse que, afinal, o clube que estava a fundar já existia há 13 anos!

E estas fotos com saudação NAZI dizem algo?