ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

DIVULGA www.pulpuscorruptus.blogspot.com EM PROL DA VERDADE E COMBATE À CORRUPÇÃO!

E-Mail: pulpuscorruptus69@gmail.com

segunda-feira, 9 de abril de 2012

(O Mundo Jamais Esquecerá)A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (55)


A SUPOSTA SAÍDA DO FCPORTO DA LIGA DOS CAMPEÕES COMENTADA PELA IMPRENSA INTERNACIONAL.
(pelo menos da vergonha não se livram).
Il club portoghese è stato escluso dalla Uefa per il suo coinvolgimento in uno scandalo di corruzione di arbitri nella stagione 2003-04.» 
(Gazzetta dello Sport - Itália)
Le champion du Portugal est exclu de la Ligue des champions pour des affaires de corruptions d'arbitres. Le club va faire appel.» 
(Le Soir - Bélgica)
Le FC Porto, champion en titre du Portugal, a été exclu par l'UEFA de la prochaine Ligue des Champions. Il est condamné pour tentatives de corruption d'arbitres dans le cadre du scandale du sifflet doré.» 
(Le Temps - Suiça)
Uefa has banned Porto from next season's Champions League because of alleged bribery of referees in the 2003-04.» 
(Guardian - Inglaterra)
«Portuguese champions FC Porto are to appeal against Uefa's decision to exclude them from next season's Champions League following a bribery scandal.»
(Telegraph - Inglaterra)
Porto have been thrown out of next season's Champions League by Uefa, European football's governing body.
 (Independent - Inglaterra)
«Portugal's champion Porto has been banned from European competitions for a period of one year over a match-fixing scandal, UEFA says.»
 (Press TV, Irlanda)
Portuguese champions FC Porto have been barred from competing in next season's Champions League over a match-fixing scandal, Europen football's governing body UEFA said on Wednesday.»
 (The Sydney Morning Herald - Austrália)

Porto lose Champions League place: «Portuguese champions Porto have been excluded from next season's Champions League over alleged bribery of referees in the 2003/04 season.»
 BBC - Reino Unido)
FC Port lost its place in next season's Champions League after a bribery scandal.»
(USA Today - EUA)
 European soccer's governing body, Uefa, excluded Porto from next season's Champions League on Wednesday, saying the Portuguese club had tried to influence the outcome of matches by allegedly bribing referees in the 2003/04 season.»
 (Mail & Guardian - África do Sul)
FC Porto has lost its place in next season's Uefa Champions League after a bribery scandal.» 
(Aljazeera)
European football's governing body Uefa has excluded Porto from next season's Champions League, saying the Portuguese club had tried to influence the outcome of matches by allegedly bribing referees in the 2003-04 season.» 
(Scotman - Escócia)
UEFA have thrown Porto out of next season's Champions League after the Portuguese club were found guilty in a bribery scandal.» 
(CNN)
Porto have been excluded from next season’s Champions League by European soccer’s governing body UEFA over the alleged bribery of referees in the 2003-04 season, the Portuguese club said in a statement on Wednesday.»
 (Indian Express - India)

 Se eles são corruptos, por que razão ganham na Europa? Por que razão foram campeões europeus em 2003/04? Eis as respostas, que estão muito para além da competência de Mourinho. Estão em erros de arbitragem decisivos:

(Este video foi bloqueado a pedido do FCPorto, como já é hábito).

Corria a época de 2004/05. O FC Porto iria ganhar a Liga dos Campeões. Pelo caminho, o Manchester United... Nada fácil... Mau sorteio. O árbitro era o russo Valentin Ivanov, proveniente do país onde mais prolifera a corrupção. Coincidência? Talvez não.

Em dois vídeos, pode analisar-se o jogo que elimina o MU e permite ao FC Porto caminhar rumo à final da Champions, que iria vencer. Os elogios aos guerreiros de Mourinho não param, apesar de o empate ter assentado numa mentira.

Antes, vamos começar pelo árbitro, Valentin Ivanov. E quem é Ivanov? O Wikipédia diz-nos: “Foi bastante contestado pelo presidente da FIFA, Joseph Blatter, pela sua actuação no Portugal-Holanda dos oitavos de final da Copa do Mundo de 2006, em que mostrou 16 cartões amarelos e 4 vermelhos. O jogo fica na história por bater o recorde de cartões mostrados num jogo da Copa do Mundo”. Um excelente cartão de visita... A sua competência deve ser posta em causa.


Mais um video eliminado a pedido dos andrades).

Amarelo a Neville. Vejam a repetição e ignorem os comentários nacionalistas: falta inexistente. Pura simulação de Carlos Alberto, que dá amarelo a Neville logo no início do jogo.

Os comentadores elogiam o FC Porto: “Equipa personalizada, que vai tentando manter a posse da bola, tapando todos os espaços”. O comentário é interrompido com... o golo do Manchester. Aparecem quatro jogadores do MU sem marcação, junto a Baía...

Com isto pretendemos sublinhar o seguinte: mesmo sem merecer, o FC Porto era e é sempre alvo de elogios. São sempre os melhores... Revejam o vídeo e reparem na forma tendenciosa como abordam cada lance.

Num dos últimos lances da primeira parte, Scholes marca o 2-0, mas o golo é... anulado. Mal anulado. Alguém se lembra? Os comentadores da RTP têm o descaramento de, perante imagens tão esclarecedoras (Scholes não estava em posição irregular), utilizar um “se calhar não estava fora-de-jogo”... E o FC Porto continua a merecer elogios...

(Agora apresenta-se o vídeo da segunda parte do jogo Manchester-FC Porto:http://www.youtube.com/watch?v=Vt0-HKGKplU.

(Este vídeo foi retirado a pedido dos mesmos).

Antes de o verem, uma nota: reparem como os elogios ao FC Porto são contrariados pelas imagens... Mas o mais grave está para vir.

O FC Porto está na corda bamba, mas segundo os comentários “vai controlando o jogo”...

Minuto 88: O LANCE CAPITAL DO JOGO. Vejam as imagens e revejam. É candidata à (ausência de) falta mais ridícula do mundo. Jankauskas salta e reclama uma falta... inexistente. Nem sequer cai. Da falta nasce o golo que elimina o Manchester.

(Mostro outro vídeo com comentadores ingleses a estranhar as decisões do árbitro: http://www.youtube.com/watch?v=J3hrZlMJoOw

(Mais um vídeo retirado).

Estranham a decisão do assistente, ao anular o golo, e criticam o facto de o árbitro ter caído no engodo de Jankauskas: “Tentou arrancar uma falta e conseguiu”.

(Como se verifica, o Porto consegue eliminar os vídeos que os compromete e que mostram e provam a sua conduta corrupta e manipuladora da verdade desportiva. Se o não fossem, não os mandavam retirar. Mas a nós não nos calam).

COMO GANHARAM AO DEPOR
El caso es que el técnico portugués olvida cómo accedió a la final en su primera Champions con el Oporto. Cómo la gente de A Coruña, igual que les pudo suceder a los seguidores del Chelsea, vivieron su particular pasión arbitral.
Aquel Deportivo recibió el cariñoso regalo del alemán Markus Merk en la ida en Portugal en forma de expulsión al central Andrade por una 'patada' cariñosa a su amigo Deco en la recta final del partido. "He is my friend (Es mi amigo)", suplicaba sin éxito el zaguero. En la vuelta, sin el sancionado Mauro Silva, que vio amarilla por protestar en Oporto, fue Pierluigi Collina el que dejó al Depor con 10, a falta de 20 minutos, por la doble amarilla aNaybet. Antes, ya había señalado un penalti, el que daba el pase a la final a los chicos de Mou, más por pillería de Deco que por la entrada del defensa César.
"Dos expulsiones, Víctor lesionado, un penalti. Todo una estrategia que ha ido bien. Se quejaban del tema de los árbitros en la ida, pero a nosotros no nos han tratado con justicia. Hemos sido más perjudicados. Ellos lloraron, pero los perjudicados fuimos nosotros". Es el resumen de Javier Irureta, entonces técnico del Depor, de aquellas semifinales de 2004.

O Desportivo da Corunha.
A UEFA ainda não apurou os factos mais graves ocorridos na “época de todas as escutas” em 2003/04!

O FCPorto “comprou” por 2500€ o descanso de nove jogadores am Aveiro, a um domingo, para estarem em melhores condiçoes na 4ª-feira seguinte na 1ª mão da meia-final da Liga dos Campeões. Quem se tramou foi o Desporitvo da Corunha! Sem dúvida o grande prejudicado com a corrupção que grassa no futebol português. Sabendo que tudo isto é verdade, porque se calam os media em Portugal?

Causou algum espanto, o facto de um clube como o FCPorto conquistar uma competição tão exigente como a Liga dos Campeões. É que desde 1994/95 apenas clubes de países (Alemanha, Espanha, Inglaterra e Itália) é possível apresentar equipas competitivas que ultrapassem os 12 jogos até chegar à final. A menos que se possam descansar os futebolistas mais importantes em jogos internos, poupando-os para a Liga dos Campeões.

Pois foi isso que o FCPorto fez em Aveiro (18 de Abri) tendo previamente pago 2500€ a Augusto Duarte (16 de Abril) para se precaver de problemas.

Sabendo que podia controlar com facilidade as arbitragens em Portugal, pois nessa mesma época pagara a prostitutas para o trio de arbitragem liderado por Jacinto Paixão, factos dados como provados e para os quais o FCPorto nem sequer apresentou recurso, Pinto da Costa apressa-se a viciar mais uma jornada no sentido de proteger os melhores jogadores, muito desgastados, para conseguirem apresentar-se nas melhores condições físicas e anímicas na decisiva 1ª mão das meias-finais da Liga dos Campeões.

Assim, o FCPorto fez decansar 8 titulares relativamente ao jogo anterior na Choupana, numa altura decisiva da época, e com isso garantir a adulteração da verdade desportiva nas duas Ligas em que estava envolvido. Apenas 3 jogadores foram titulares, Pedro Emanuel, Pedro Mendes e Maciel.

Após o jogo de Aveiro, 3 dias depois o FCPorto fez alinhar contra o Corunha um onze com 9 alterações!!, pois pudera fazer descansar “quase uma equipa inteira”. E mesmo assim não foi além de um empate sem golos. Apenas Ricardo Carvalho e Manniche jogaram os 2 jogos, em Aveiro e na Corunha. O Corunha decerto que não deu envelopes a árbitros dois dias antes do jogo com o Valladolid, como qual empatou a um golo.

Estamos perante uma situação semelhante à do Marselha com o Valenciennes em 1993/94. Só que dessa vez a CS francesa a Federação e os organismos que tutelam o futebol gaulês não pactuaram com a viciação de resultados. Agiram, informaram a UEFA que investigou o modo como o clube de Marselha viciara um resultado para conseguir vantagem na Liga dos Campeões!

Se em relação a muitos dirigentes nada se pode esperar, pois são subservientes e manipulados, o que dizer da CS portuguesa? Então porque encobrem essa mentira ultrajante em relação à importância nula de um jogo que, afinal, era fundamental, como demonstram os próprios jornais da época, que “eles mesmo” produziram?

Vergonha em Manchester
Depois da nossa denúncia, deu-se uma acção massiva que teve como objectivo retirar do Youtube as imagens do Manchester-FC Porto. Um dos casos paradigmáticos da forma ilegal como o FC Porto eliminou alguns dos seus adversários nas competições europeias está no Manchester-FC Porto,com um golo mal anulado a Scholes (seria o 2-0, ainda na primeira parte) e uma falta-fantasma que permitiu a Costinha empatar, mesmo em cima do minuto 90.
Com uma arbitragem isenta de erros graves, o FC Porto teria caído em Manchester e não teria sido campeão europeu... Compilámos vídeos do Youtube e construímos uma notícia, que foi lida e partilhada, no Facebook, por muitos seguidores.
A maior surpresa surge agora: uma denúncia massiva (do espaço no Youtube que alojava os vídeos) levou ao encerramento dessa página. Assim, os adeptos pró-corrupção – incomodados com a força das imagens– levaram a que essas mesmas imagens regressarem ao reino do oculto, onde convém guardar as provas.
O paradoxo é que essa denúncia acaba por ser a melhor notícia que poderíamos dar e receber: os pró-corruptos não viajam neste site com indiferença. Eles vêem e não gostam. Nós agimos e eles reagem. Nós gostamos que eles detestam e incomodam-se. Os vídeos estão agora inacessíveis. Foram apagados. Mas a história não se apaga: o FC Porto foi campeão europeu depois de eliminar o Manchester, com um golo mal anulado à equipa de Alex Ferguson e com uma falta inexistente que dá um empate fatal para o United.
Corrupção do Porto
Conforme se pode ler na Wikpedia, o arbitro Romen­o IOAN IGNA e ­­FC Corruptos e o Aberdeen FC, a troco de 50.000USD.

Isto  mesmo foi denunciado anos mais tarde por Fernando Barata, na altura Presidente do Farense, que afirmou ter sido solicitado pelo corrupto para  interceder junto das altas esferas Romenas a fim de sensibilisar o árbitro para aceder ao pedido dos corruptos. 
Fernando Barata, devido aos negócios desenvolvidos na pátria de Ceaucesco tinha relações previligiadas com as altas esferas.

Após estas denúncias de Fernando Barata o corrupto espumando ódio ameaçou com processos na justiça ao que Barata numa tirada que ficou célebre, e gosando com a situação, responde ao corrupto dizendo: "Tenho aqui no Alentejo um touro de cobrição para ele".

Nessa primeira TCE que os corruptos arrebanharam suscitou ainda muitas dúvidas a arbitragem contra o Dinamo de Kiev na altura considerada a melhor equipa da Europa.

Mais tarde chegou a direcção de arbitragem da UEFA um ex-árbitro francês de seu nome Michel Vautrot de que se diz ter sido o padrinho do Olarápio após uma palestra com os nossos árbitros realisada em Leiria. Na verdade, a carreira fulgurante deste mediano apitadeiro dispara a  partir desse encontro.

Será também a partir dessa vinda que ele começou a receber uma avença mensal como consultor dos corruptos?

E qual a relação de tudo isto com a segunda TCE surripiada após uma arbitragem mafiosa contra o Corunha onde uma agressão em plena área dos corruptos ficou sem a devida sanção e o correspondente penalty.

No jogo seguinte com o Manchester United, a jogar no seu estadio, viu ser-lhe anulado escandalosamente um golo, que faria o 2-0. Os corruptos numa jogada de sorte empataram perto do fim e lá passaram à final.

Qual o papel do senhor Vautrot no meio de tudo isto? Foi corrido da direcção de arbitragem da UEFA, gay assumido, continuará ainda a ter as suas influências? E continuará a receber ainda a dita avença?.

ALAN WILKIE ARBITRO
Mas Alan Wilkie (no seu livro "One night at the palace") também fala de um Porto-PSV em 1988, em que um ex-árbitro internacional que trabalhava para o FCP fez-lhe ofertas e a toda a equipa de arbitragem assim como passeatas pela noite do Porto. Quem será esse senhor? É António Garrido.
A Intercontinental não é considerada
A FIFA considerou ontem que o torneio internacional realizado em 2000 no Brasil será tido como a primeira edição do Mundial de Clubes e o seu vencedor, o Corinthians, o primeiro campeão do Mundo por equipas.
Desta forma, o máximo organismo do futebol mundial faz tábua rasa da Taça Intercontinental, não reconhecendo os seus vencedores, como, por exemplo o FC Porto (conquistou o troféu em 1987 e 2004), como campeões mundiais.
“O Comité Executivo tomou esta decisão e é definitiva”, afirmou o presidente da FIFA, o suíço Joseph Blatter, presente no Japão para assistir à final da edição deste ano entre os italianos do AC Milan e os argentinos do Boca Juniors.
“O campeão do primeiro Mundial de Clubes da FIFA é o Corinthians”, declarou Blatter que, assim, não considera a Taça Intercontinental, que se realizou desde 1960 e terminou em 2004, como competição oficial.
Recorde-se que o Mundial de Clubes, organizado pela FIFA desde 2005, substituiu a outra prova, na qual participavam os campeões da Europa e da América do Sul.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

(Esbirros,Mafiosos & Cia) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (54)


Textos

ASSOBIOS E CÂNTICOS, por PAC, músico

O que há de comum nas bancadas dos estádios do Sporting de Braga, Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube do Porto? Há que, nas bancadas dos mesmos, é possível ouvir cânticos anti-Benfica em todo e qualquer jogo que se dispute nos seus relvados.
O Braga pode estar a jogar contra o Belenenses, mas aquilo que os adeptos cantam várias vezes durante os noventa minutos é a versão ressabiada e hardcore 1º escalão do "glorioso SLB", onde a palavra "glorioso" é substituída por um adjectivo muito pouco abonatório para as mamãs dos benfiquistas. Esta enorme dor de corno, espalhada por muito mais clubes do que aqueles acima referidos, será uma motivação extra para a rapaziada que apoia o Benfica, reafirmando inequivocamente aquilo que todos nós já sabemos: que o Glorioso é grande como nenhum outro será neste país.
A situação está longe de ser pacífica e quando este estranho fenómeno acontece fico chateado e feliz a um tempo. Chateado porque obviamente não gosto que chamem nomes à minha querida mãe, e feliz porque não posso deixar de me regozijar com a tacanhez medíocre de muitos daqueles que mais que apoiar outros emblemas, odeiam o benfas. Já os benfiquistas são um pouco diferentes e no dia em que nas bancadas do Estádio da Luz se passar uma quantidade absurda de tempo a difamar uma equipa que nem sequer por ali anda vai ser o dia em que não há corrupção na política, por exemplo.
Claro que as claques terão algumas palavras para os adversários, mas quer-me parecer que a malta guarda isso para as ocasiões em que com eles se confronta. A verdade disto tudo é que nós somos muitos e indefectíveis no amor que dedicamos ao nosso clube, maior do que quaisquer ódios de estimação que possamos ter.
No último jogo, para a Liga Europa, tivemos mais de trinta mil na Luz, numa terça às cinco da tarde. Muitos há que, mesmo que escancarassem as portas sem cobrar entradas, nem um terço deste número alcançariam em tal dia. Por isso, cantem à vontade. (Pac., Músico)
30 anos em guerra, por João Querido Manha  
Norte contra sul: o longo combate de Pinto da Costa com a bandeira do FCPorto.
Apavorada pela reacção do FC Porto à luta contra a corrupção no futebol português, a Federação Portuguesa de Futebol montou o ambiente propício à batalha final da longa guerra que opõe o Norte futebolístico ao Sul hegemónico deste país. O próximo campeonato está ameaçado por um clima de agressividade, incompreensão e falta de escrúpulos desportivos que pode alastrar para a sociedade, agora que terminou o torpor agridoce oferecido pela selecção no Europeu, enquanto os beligerantes iam carregando as armas.

Será o corolário para 30 anos de escaramuças e conflitualidade provinciana, entre um clube com dificuldade para assumir a grandeza conquistada e outro cada vez mais confundido pela grandeza genética. Um quer parecer maior do que é e denota dificuldades em dominar o monstro em que se transformou. O outro tem sofrido tantos desvios ideológicos que já só raramente consegue estar à altura do passado.
A guerra FC Porto-Benfica que está a ser preparada nos bastidores e que vai ter campo a partir de Agosto próximo pode, em todo o caso, servir para acabar, de uma vez, com a podridão moral em que o jogo tem vivido ao longo destas últimas décadas. O processo ‘Apito Dourado’ e a divulgação das escutas telefónicas tiveram o mérito de confirmar a prática de uma sociedade sórdida e fundada em ‘princípios’ de corrupção moral e tráfico de influências. Está à vista de todos e de tal forma enraizada nos procedimentos, que de facto não pode ser traduzida neste ou naquele jogo, neste ou naquele penálti, neste ou naquele fora-de-jogo.
Os que defendem que o FC Porto não precisa, hoje, dos favores explícitos dos árbitros para vencer pontualmente adversários de fraco gabarito, como o E. Amadora, têm razão. Ao fim de tantos anos, a família futebolística – incluindo adversários, dirigentes federativos e, muito particularmente, toda a estrutura arbitral e disciplinar – interiorizou a dependência moral do poder que emana da Torre das Antas. Tempo houve em que era aceite como algo inevitável, uma espécie de custos do sistema, o pagamento de viagens ao Brasil ou de 500 contos por ‘pequenos’ favores, que denunciaram a incompetência de árbitros como Carlos Calheiros ou José Guímaro.
E os erros imprudentes dos árbitros e dirigentes denunciados agora pelas investigações do ‘Apito’ resultam de muitas épocas de absoluta impunidade e ausência de oposição crítica – que resultou no castigo absurdo de perda de seis pontos para um crime de corrupção.
O que parece ter mudado foi a combatividade do opositor de ocasião, Luís Filipe Vieira, o mais voluntarioso ‘inimigo’ de sempre de Pinto da Costa, beneficiando de uma época em que o velho líder portista se apresenta já muito desgastado pela idade e pelas traições da vida passional. Vieira tem dado força e inspiração a um Ministério Público finalmente digno do seu dever e a instâncias jurídico-desportivas com mais competências e menos compadrio.
Quando apelou à "justiça divina", Pinto da Costa deu os primeiros sinais de dificuldade em enfrentar este adversário desconhecido, a Justiça, num teatro de guerra aberta, nada propício a um guerrilheiro perante adversários que ameaçam utilizar a bomba atómica da descredibilização pública. Pinto da Costa está debilitado: já só pode ser ilusoriamente salvo por um Conselho de Justiça ainda menos credível.

O SUL CONTA AS SUAS BAIXAS

A falta de hábito de arruaça apanhou Benfica (e Sporting) desprevenidos no final dos anos 70 e não pára de fazer vítimas.
A BOMBA DO ROUBO DE IGREJAS
Quando Pedroto lançou o grito dos "roubos de Igreja", Romão Martins só conseguiu responder com a revelação do compadrio entre o treinador e o árbitro Manuel Vicente, um dos pioneiros do ‘sistema’, mas não tinha estofo para uma guerra tão imoral e acabou na presidência da FPF.
GOLO DE MANACA E OS MAFIOSOS
Pinto da Costa insinuou que o Sporting tinha sido campeão com um autogolo ‘comprado’ de Manaca e no Porto lançaram panfletos sugerindo a prisão dele e do presidente João Rocha. Este respondeu que era preciso "acabar com os mafiosos do futebol". Não foi ouvido.
O ‘APITO DOURADO’ 20 ANOS ANTES
Gaspar Ramos travou resistência longa e corajosa, mas com uma retaguarda mal organizada e desgastada pelos resultados desportivos. Não conseguiu passar as denúncias ao ‘bàs fond’ dos anos 80, quando os serviços de António Garrido ao FC Porto perturbavam os benfiquistas.
REINANDO EM MEIO DIVIDIDO
A luta errática com ar de desculpas de mau perdedor repete-se com Filipe Vieira, com uma agravante relativamente a Gaspar Ramos. Tem dificuldade em convencer os próprios benfiquistas, facilitando o princípio da arte da guerra nortenha, concebida por Pedroto: dividir para reinar.
A RIVALIDADE MAIS VIOLENTA
José Maria Pedroto e Mário Wilson protagonizaram, no final dos anos 70, a mais violenta das rivalidades, com o portista a vilipendiar o benfiquista com ofensas de natureza racista. Wilson reagiu com alusões ao alinhamento político do adversário e acabou alvo de uma ‘fatwa’ que o proibiu de entrar nas Antas, decidida em assembleia geral do FC Porto.

O EIXO DO MAL

 Inocêncio Calabote, 1959, irradiado

Foi irradiado porque prolongou um jogo do Benfica quatro minutos, mas nunca ninguém o acusou de qualquer conduta ilícita ou prática de corrupção. Ao contrário do que Pinto da Costa fez acreditar quando desenterrou o nome de Calabote para dar cobertura à teoria da conspiração, naquele ano o FC Porto é que foi campeão com um golo marcado depois da hora.

Francisco Silva, 1990, irradiado
Com o advogado portista Lourenço Pinto no papel de justiceiro, o ‘Penafielgate’ acabou com a carreira do árbitro que deu fama ao Canal Caveira e foi condenado por corrupção, sem que se tivesse descoberto o corruptor. Se fosse hoje, as denúncias de que Pinto da Costa lhe disse que ele lhe devia a promoção internacional constituiriam um bom tema para as investigações do ‘Apito’.

Augusto Duarte, 2008, suspenso 6 anos
Filho de árbitro e bom conhecedor do ‘milieu’, foi apanhado por causa de um cafezinho bem intencionado. Há quem não consiga perceber a necessidade de ‘comprar’ um árbitro quando se tem a superioridade desportiva do FC Porto. Mas a conduta revelada pelas escutas é típica dos casos de abuso de confiança e promiscuidade de muitos antecessores ao longo dos últimos 20 anos.

NOTAS
COMBATE REGIONAL
Concentração obsessiva de poder, incluindo ‘caças às bruxas’ internas, com depurações frequentes, ironicamente baseada na ideia de combate ao centralismo administrativo e político.
SISTEMA DE PODER
Durante décadas, a Associação de Futebol do Porto trocou a presidência da FPF pela do Conselho de Arbitragem. O amigo de infância Pinto de Sousa não passou de peão ao serviço da causa.
GRANDE CARISMA
Domínio instintivo das técnicas mais agressivas de comunicação, para lá de um grande carisma, sobre uma comunicação social preguiçosa e reverente que tem ajudado a criar o mito.

A SELECÇÃO DE TODOS NÓS, José Manuel Delgado, 2004

Aquilo que tem acontecido, especialmente depois de cada desaire, tem sido diverso do clima de solidariedade desejável.
Poisados nos ramos, os abutres de serviço atacam e fogem, sem outras razões que a sua própria natureza, sempre que lhes cheira a sangue. Não matam, mas moem, minando as condições de estabilidade em que o trabalho da equipa de todos nõs devia processar-se. É triste, mas é mesmo assim. E nem é novidade. São os mesmo que, num passado recente, primaram pelo silêncio quando “levámos quatro” da poderosa Finlândia, no Bessa, e acordaram calados como ratos depois do adeus do Mundial de 2002, mas passaram dois anos a rosnar contra o excelente labor desenvolvido por Humberto Coelho, quer na preparação quer na fase final do Euro-2000.

E, se tivermos memória, encontrá-los-emos associados aos maiores boicotes à Selecção Nacional (quem estaria naquela espera, em Campanhã, há mais de 20 anos, antes de um Portugal-Espanha em Vigo?) perpetrados nas últimas três décadas, sempre ao arrepio do interesse nacional, sempre de acordo com o oportunismo do momento. Por isso, creio que não vale muito a pena gastar cera com tão ruins defuntos, nas certeza de que, sentirão ocomo uma derrota pessoal, qualquer bom desempenho de Portugal  Euro-2004.

CASTIGO DOS ANDRADES - CAOS NO FUTEBOL (Domingos Amaral)
Vamos aos factos: o FCPorto e o seu presidente envolveram-se com árbitros há uns anos. Quando o caso se tornou público, foi feita uma investigação e, muitos meses mais tarde, o CD da Liga condenou o FCP à perda de 6 pontos, e o seu presidente a 2 anos de suspensão.  Como o campeonato já ia no fim e o FCp já levava 18 pontos de avanço, os dirigentes portistas reagiram com arrogância e galhofa a uma condenação que sentiram como umas cócegas inofensivas. Com típida esperteza salioa, decidiram que o clube não iria recorrer da decisão, só o presidente o iria fazer. Assim, descontavam os pontinhos este e não se falava mais nisso.
Esqueceram-se de um pequeno detalhe: a UEFA. Ao não recorrer para não perder pontos no ano seguinte, o FCP reconhecia-se como culpado. Ora a UEFA ,já dissera o seu presidente Platini, não gosta de “batoteiros”. Convém repetir a palavra, para que ela penetre bem nos duros ouvidos: “Batoteiros”. Platini chamou ao FCP um clube batoteiro. Era portanto mis ou menos esperado que a UEFA iria condenar o FCP. Mas quando tal bomba surgiu, os portistas de imediato gritaram furiosos que era tudo uma grande conspiração do Benfica contra eles!
É importante lembrar que não foi o Benfica que não recorreu da decisão do CD daLiga, mas sim o FCP; nem foi o Benfica que decidiu impedir o FCP de participar nas provas europeias, mas sim a UEFA. Contudo, escribas portistas davam a entender que as decisões eram tomadas pelo Benfica!
Oeranto o profundo choque, os juristas do FCP meteram-se num avião para a Suiça a correr e recorreram para um misterioso tribunal de que ninguém antes tinha ouvido falar, o Tribumal de Apelo da UEFA. Aí, depois de pressionarem publicamente o funcionário da FPF para ele não se armar em esperto, conseguiram convencer a malta europeia que o caso em Portugal ainda não tinha temrinado, porque o CJ da FPF anda iria apreciar o recurso que Pnto da Costa, em nome individual, tinha metido.
Regressaram por isso a Portugal todos ufanos! O FCP afinal ia mesmo participar na Liga dos Campeões! Pelos vistos a malta da UEFA não era benfiquistas mas sim portista, e por mais que Platini dissesse publicamente que a coisa não iria ficar por ali, os portistas acharam que tinha sido feita justiça!
Faltava a úlitma etapa: o CJ da FPF ia apreciar o caso, era preciso que ele desse uma decisão favorável a PC! Iniciou-se assim um processo subterrâneo na tentativa de influenciar o CJ. O presidente era amigo de Valentim Loureiro e o vice era grande amigo de PC. Até lhe organizava homenagens na Assembleia da República. A coisa parecia estar no papo!
Contudo, no dia da votação, a maioria dos conselheiros do CJ não quis ir na conversa do seu presidente e do seu vice. Que faz então o presidente do CJ? Bem, como não conseguiu expulsar um dos conselheiros, decidiu acabar com a reunião ali mesmo! Qual votação, qual carapuça! Se a votação é para perder, acaba-se já isto e toca a lavrar a acta! Mas, para espanto do presidente e do vice, que fugiram dali como dois cobardolas, os outros ocnselheiros ficaram e até votaram! O desastre portista ficava à vista de todos! O presidente do FCP perdia o recurso, e portanto ficava exposto a uma decisão final da UEFA contra o seu clube. Uma traéid ano Draçao, coisa que ninguém esperava e ninguém previra!
Podia lá ser! Uma fúria imensa levantou-se e foram iniciadas pressões sobre a FPF para que isto não ficasse assim! O FCP jamais aceitará que cometeu erros e que usou estratégias erradas. Primeiro, há que rebentar com a credibelidade dos órgãos da FPF, da Liga, o que fôr preciso. Aproveitando-se deste campo minado que é o futebol luso, o FCP tenta de tudo para evitar enfrentar a dura mas óbvia realidade: cometeu erros graves e tem de pagar por eles. É assim a vida.
A LONGA VIDA DAS BARATAS (O parecer de Freitas do Amaral)
O comunicado da SAD do FCP em resposta ao parecer de Freitas do Amaral (FA) é uma peça de alta comédia e um excelente retrato da mentalidade mais rasteira que por aí sobrevive. Durante anos e anos o futebol português foi um ecosistema onde muitos se alimentaram, cresceram e se reproduziram através de golpes baixos e jogadas de bastidores, construindo um mundo insprestável, onde as almas decentes só entravam com dois dedos a tapar o nariz. A falência económica dos clubes e a sua profissionalização através das SD obrigaram a clarificar certos procedimentos, única forma de assegurar a sobrevivência do próprio futebol. Mas há hábitos difíceis de perder, e por isso assiste-se hoje a uma guerra entre o velho e o novo mundo, entre quem tenta despoluir o sistem e quem está tão habituado a viver no meio da imundície que é incapaz de abdicar dos sues vícios. O comunicado da SAD do Porto é notácil por isso. Ali estão, à vista de todos, dois mundos em colisão.
O que se passou na já famosa reunião do CJ da FPF não admite dúvidas jurídicas, desportivas ou morais. Indepentemente da decisão que estava em causa, da descida do Boavista ou da penalização de PC, só mesmo a claque dos SD ou gente com paralisia cerebral pode fingir não ter visto o que toda a gente viu: uma manobra inacreditável do presidente do CJ, António G. Pereira, para manipular o conselho a seu bel-prazer e beneficiar o Porto e Boavista, desse por onde desse. O parecer de FA sublinha apenas o óbvio, com a vantagem de sustentar esse óbvio com argumentos jurídicos irrefutáveis e numa linguagem compreensível para qualquer mortal. Freitas é de tal forma cristalino na descrição das sucessivas golpadas tentadas por Gonçalo Pereira que a carreira deste como advogado e político só não está acabada de não houver um pingo de vergonha neste terra.
Ora, diante de tudo isto, o que diz a SAD do Porto? Que o mesmo professor FA que antes de divulgar o parecer era o supra-sumo do direito administrativo se transformous subitamente numa figura sem credibilidade. Que o parecer é, afinal, uma mera “consulta”. E que ainda por cima ele comete o pecado mortal de atribuir “toda a razão a apenas um dos lados”, em vez de “encontrar uma solução equilibrada e justa”. Ou seja, para a SAD do Porto, o parecer de FA peca por excesso de clareza – de forma imperdoável, ele disse que o preto era preto e o branco, branco.Habituada a mover-se em águas turvas, esta gente dá-se mal com a nitidez, e tem saudades das decisões salomónicas que agradavam a gregos s troianos. O velho mundo do futebol é como as baratas: especialista em ziquezagues e muito difícl de matar. Mas quando a carapaça estala---ui, que prazer que dá ouvir aquele crrrack.
(João Miguel Tavares em DN 29/7/2008)