ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

DIVULGA www.pulpuscorruptus.blogspot.com EM PROL DA VERDADE E COMBATE À CORRUPÇÃO!

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

(O Parasita) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (47)


“Eu não sei porque razão
Certos homens, a meu ver,
Quanto mais pequenos são
Maiores querem parecer.”

António Aleixo

MIGUEL SOUSA TAVARES (2)

MST é um parasita que aproveitou a mama da sua Honrosa mãe e a sua contribuição cultural para com o País para se meter em bicos de pés à frente de uma câmara. Esse rato é um parasita porque se ergueu a partir de uma estátua que pertence à sua mãe, é parasita porque é um plagiador de livros que continua a escrever, e é parasita porque faz parte de uma malha nojenta montada desde os anos 80 para manipular opiniões e desviar visões dos assuntos para o lado que lhe convém, caminhando em constantes contradições, mal esteja o seu Porto em causa.
Como é que este peça, que assumiu que continua a fumar em sítios públicos, consegue criticar Sócrates por ter fumado no avião? Este senhor de íntegro não tem nada. Vá tentar saber quem está encarregado de analisar o recurso do Pinto da Costa. Dou-lhe uma pequena pista… VEREADOR DA CÂMARA MUNICIPAL DE GONDOMAR.

O “XICO ESPERTO”, por António de Souza-Cardoso

Todos nós conhecemos a figura do “Xico Esperto”, dos tempos de escola, na adolescência. Também conhecido pelo “carapau de corrida” ou o “espirra canivetes” o “Xico Esperto” era aquele que quando o professor perguntava “quem foi que ganhou?”, respondia despudoradamente “fui eu…”, qualquer que fosse a sua verdadeira qualificação.
Com isso o “Xico Esperto” tentava insinuar-se nas boas graças do poder, como o líder, o chefe de seita, o melhor de todos, pisando os colegas, trapaçando, fazendo batota…
A verdade é que todos sabiam que ele não passava de um arruaceiro preguiçoso e malcriado, que projectava a sua existência medíocre, à custa do copianço, da batota e da má influência que exercia sobre dois ou três microcéfalos que se obrigavam e abrigavam na sua envaidecida protecção.
Enquanto que o “Xico Esperto” era uma figura odiosa para a maioria da turma, causadora de repúdio ou de receio, ele próprio parecia viver bem com isso, porque o seu objectivo era passar de ano, não por mérito, mas pela batoteira imagem de liderança que passava junto dos professores à custa das “xico-espertices” que fazia junto dos colegas.

De há alguns anos para cá o Clube do Dragão transformou-se no “Xico Esperto” oficial do futebol português. Com a gravante de levar esta “xico-espertice” para esferas internacionais, assim permitindo na fácil confusão da “nuvem por Juno” que se degrede a imagem do futebol português e dos seus agentes.

O que o MST se esqueceu foi que o “Xico Esperto” nasceu antes do Queixinhas.
Fez, à luz da única apreciação juridica conhecida, batota comprovada e beneficiou de um regulamento iníquo para, em vez de baixar de divisão como devia, perder apenas 6 pontos que não lhe faziam falta nenhuma. Como bom “Xico Esperto” resolveu estar quietinho, aceitar aquele inócuo correctivo que lhe mantinha a áurea e a garimpa. E até o declarou publicamente, que “nem precisava explicar – estava à vista de todos”, ele apesar de consumadamente corrupto continuava a ser o vencedor, único objectivo de qualquer “Xico Esperto”.
Não recorreu, portanto, aceitando como verdadeiro a obscura e terrível acusação qe sobre ele pendia. Assumindo-se definitivamente como o “Xico-Esperto” do futebol português.

Miguel Sousa Tavares vem agora tentar salvar as consequências (designadamente europeias) da “xico-espertice”, falando do princípio geral da não retroactividade da lei penal quando aqui estamos perante ums disposição do direito desportivo que não está obviamente Subsumida a esse principio geral. Por irresistível “xico-espertice”, Sousa Tavares chama-lhe “direito punitivo”, para tentar abrigar neste mais abstracto conceito o direito penal e o desportivo. Também a mim me repugna a retroactividade da lei, mas a verdade é que esta pode ser accionada pelo Direito desportivo, como foi e seria se, entretanto, não tivessem ocorido outras “xico-espertices”.
A principal foi a intolerável pressão exercida sobre a FPF, instituição que é dirigida por um Presidente que parece frouxo e vulnerável. Pressão cirurgicamente feita na entrevista à SIC, ao assesor jurídico João Leal e ao fax liso que enviou para a UEFA, a pedido desta. João Leal que à imagem do seu Presidente não aguentou da tripa perante a habitual arruaça do “Xico Esperto”, acabou por vestir a pele de outra personagem do nosso tempo de escola – o “geleia”. Aquele desgraçado que vivia aterrorizado à mão do “Xico Esperto” e fazia tudo para não o contrariar ou atingir.

João Leal e Gilberto Madaíl – os “geleias” oficiais do futebol português, fizeram o mesmo, lavaram as mãos num sintomático “não me comprometas” dizendo à UEFA que nada sabiam sobre trânsito em julgado nenhum, ou sequer sobre os factos que levaram à condenação do FCPorto.
E foi por isso, e só por isso, que a UEFA, mais preocupada em organizar sem sobressaltos a próxima “Champions” resolveu adiar aquilo que os primeiros reponsáveis e interessados – os “Geleia” da FPF, negavam conhecer e insistiam, também, em adiar. 
Por isso se o MST confessa que o FCP devia ter recorrido, aceitando que juridicamente com essa omissão suscitou o trânsito em julgado da decisão do CD da Liga, então, sem “xico-espertices”, tem é que reconhecer que a UEFA decidiu mal, oufoi mal influenciada na decisão de não aceitar como provado o referido trânsito em julgado. Única razão pela qual não condenou ainda o FCPorto.
Mas agora para todos os “Xico Espertos”, atenção: ninguém ilibou o FCPorto, nem ele próprio, como me parece que se acabará por provar.
Por isso, “no mais tarde ou mais cedo”, em que qualquer “Xico Esperto” é julgado e punido, aguardarei tranquilamente por um desfecho justo e verdadeiro, continuando a exigir à Direcção do Benfica que tenha a coragem de denunciar sempre os “Xico Espertos “ desta vida.
Porque, para mim, quem denuncia “Xico Espertos” não é queixinhas mas sim VALENTE!.

Miguel Sousa Tavares, por RAP

A Constituição americana – até hoje considerada como um dos melhores textos jurídicos jamais escritos - enumera o que os Founding Fathers chamaram de «verdades que temos como evidentes». “
Miguel Sousa Tavares, A Bola, 12 de outubro de 2010

Aparentemente, há juristas que lêem a Constituição americana sem o cuidado que é devido a um dos melhores textos jurídicos jamais escritos. Na verdade, não é a Constituição americana que enumera aquilo a que os Founding Fathers chamaram verdades que temos como evidentes. Essas são enumeradas na Declaração de Independência, que foi escrita uma boa década antes da Constituição. É, então, na Declaração de Independência que os chamados países fundadores dos Estados Unidos expõem as verdades que consideram evidentes: que todos os homens são criados iguais, que são dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, e que entre esses direitos se contam o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade. Uma das verdades que não é evidente, quer para a Constituição, quer para a Declaração de Independência, é que os cidadãos tenham o direito inalienável de não serem escutados. Como é evidente, todos os cidadãos têm o direito à privacidade - mas esse direito não é absolutoE a magnífica lei americana permite o uso das escutas como meio de investigação, assim como a lei portuguesa. Que horror! Mas não era a PIDE que também escutava? Era. Se bem me lembro, a PIDE também prendia e, apesar disso, no regime democrático há quem continue a ir preso. A diferença é simples, mas parece que é difícil de entender: a PIDE escutava e prendia arbitrária e ilegitimamente, como é próprio das polícias políticas das ditaduras; a polícia das democracias escuta e prende justificada e legitimamente, como é próprio do Estado de direito democrático. O mais intrigante, no caso das escutas do Apito Dourado, é o facto de haver discussão quando, afinal, estamos todos de acordo. Por exemplo, estou de acordo com Miguel Sousa Tavares quando, depois de José Sócrates lhe ter dito que não devíamos conhecer o conteúdo das escutas do processo Face Oculta, respondeu: “Mas conhecemos. Eu também acho que não devíamos conhecer, mas conhecemos. E, uma vez que as conhecemos, não podemos fingir que não conhecemos. Eu, pelo menos, não posso”.(http://www.youtube.com/watch?v=RlWI8t7JY6Y&t=08m07s).

E estou de acordo com Rui Moreira, quando ontem confessou aqui a razão pela qual comentou as escutas que envolviam o nome de José Sócrates: «(...) limitei-me a não ignorar o que era público, ainda que resultasse de uma ilegalidade. Ninguém se pode alhear do que é público e das suas consequências». A única diferença é que eu tenho essa opinião relativamente a todas as escutas, e não em relação a todas menos as do Apito Dourado. Também acho que não devíamos conhecer a escuta em que Pinto da Costa combina com António Araújo oferecer fruta para dormir ao JP, mas conhecemos. E, uma vez que a conhecemos, não podemos fingir que não conhecemos.

Eu, pelo menos, não posso. Quando comento a escuta em que Pinto da Costa dá indicações a um árbitro para que vá a sua casa nas vésperas de um jogo, limito-me a não ignorar o que é público, ainda que resulte de urna ilegalidade. Até porque ninguém se pode alhear do que é público e das suas consequências. Além disso, note-se, até concordo com MST quando diz que as escutas vieram a público nesta altura por causa do Porto-Benfica. O objectivo é prejudicar o Benfica: os jogadores que tiverem conhecimento das escutas ficam a saber que, por mais que se esforcem, se o árbitro estiver trabalhado não têm hipóteses de ganhar. Desmoraliza qualquer um.

Rui Moreira desfez-se em explicações para justificar que comentar umas escutas é um acto legítimo e comentar outras é uma vileza sem nome. Agora que foi despedido, talvez Rui Moreira tenha mais tempo livre para entrar num negócio que gostaria de lhe propor: formarmos um circo. Como ele já aqui tem sugerido várias vezes, eu seria, evidentemente, o palhaço. Ele seria o contorcionista. Não são muitos os artistas que se podem gabar de ter um número tão bom como o dele. A única maneira de Rui Moreira e MST comentarem uma escuta de Pinto da Costa é o presidente do Porto ser apanhado numa conversa telefónica com José Sócrates. Mesmo assim, suponho que fizessem um comentário misto, debruçando-se apenas sobre intervenções de Sócrates: “Esta intervenção de Sócrates reforça a nossa desconfiança nele. Agora temos uma parte do telefonema que não devíamos conhecer e temos nojo de quem a comenta. Agora está Sócrates novamente a fragilizar a sua credibilidade. E agora temos mais uma parte da conversa que é indigno estarmos a ouvir”.

Umas coisas são picardias maliciosas, típicas do mundo do futebol; outra, bem diferente, são ofensas. E Villas Boas ofendeu-me gravemente numa conferência de imprensa que deu esta semana. Disse que as minhas crónicas eram as únicas que gostava de ler porque eu o fazia rir. Sinceramente, creio que não merecia o insulto. Todas as semanas faço aqui o melhor que posso para provocar Villas Boas. Já recorri a tudo: sarcasmo, ironia, escárnio, simples sacanice. E Villas Boas tem a repugnante nobreza de carácter, o asqueroso desportivismo de achar graça. Para ele, se bem percebo, isto do futebol é a coisa mais importante do mundo para todos, mas no fim acaba por ser um jogo de que nos podemos rir juntos, seja qual for o nosso clube. Simplesmente infame. Exijo que passe a ter o fair-play de um Rui Moreira, que gosta muito de piadas desde que não sejam sobre ele. Obrigado.

De maçon a garçon, por Afonso de Melo
"O Copiador de Livros Alheios, talvez cansado de roubar parágrafos e piadas a autores estrangeiros, decidiu desta vez dedicar-se à nobre arte da culinária, transformando-se num mestre-cuca ridículo, tão parolo como daquela vez que meteu na cabeça a grotesca carcaça pelo Parque Eduardo VII em dia dedicado à bibliografia com o enrugado pescoço de peru embrulhado num cachecol de um clube mais conhecido pelos seus feitos no campo da corrupção do que propriamente nos campos de futebol. Que a bípede ratazana é fandango, já todo o País sabe.

A sua utilidade nacional é, de há muito, arrancar gargalhadas bem dispostas a quem leva pelos caminhos do puro ridículo e do inevitável burlesco as suas diatribes avinagradas e alcoolizadas, ora vomitadas em directo numa qualquer televisão capaz de lhe alimentar os vícios, ora rabiscados num português inteligível, carregado de erros de ortografia e de síntaxe, em jornais que insistem em conspurcar as suas páginas e em violar os seus princípios editoriais só para servirem de balde às suas cuspidelas raivosas. Desta vez deitou mão a uns cadáveres de perdizes, que algum labrego da sua igualha, abateu por ele, e tratou de as enfiar num forno a lenha com tanto afinco que cozeu a própria cabeça, chamuscando aquela espécie de gato morto que usa em farripas sobre o crânio vazio como se fosse uma crina. Havia nele a vontade férrea de preparar uma lauta refeição. Vinha dos confins obscuros da Madalena em especialíssimo convidado que poderia trazer consigo não apenas jovens prostitutas como até um daqueles miseráveis homens de preto que insistem em ficar de cócoras. Por isso, o Copiador de Livros Alheios colocou o avental. Não confundam: o biltre não é maçon. É garçon. Um dos garçons mais servis que o velho e decrépito Palhaço alguma vez teve às suas ordens. E de graça!"


Miguel Sousa Tavares e Rui Moreira
Os novos Fariseus, por iBenfiquista

Um hipócrita lembra-me um homem que assassinou os pais e que, quando vai receber a sentença, pede clemência alegando ser órfão”.  Abraham Lincoln

No tempo de Cristo, os fariseus eram o sinónimo de hipocrisia, da mentira, do preconceito e da falsidade. Actualmente, são os adeptos andrades que preenchem esse papel. Era só isto que nos faltava em Portugal para sermos totalmente felizes, 2000 anos depois.

Hipócrita: Alguém que, praticando virtudes que não respeita, assegura a vantagem de se parecer com aquilo que ele despreza”. Ambrose Bierce.

Os últimos artigos do MST e RM no jornal “A Bola” indignaram-me. Tirando a confusão que o primeiro fez entre a Constituição americana e a Declaração de Independência, o que prova que o rigor não é a sua imagem de marca, tudo o resto não passa de um hino à hipocrisia, à mentira e à falsidade. E à falta de isenção.

De acordo com a legislação portuguesa actual, as escutas não constituem elementos de suficiente de prova para crimes com a penalidade máxima dos 3 anos de prisão. Se a legislação fosse diferente, isto é, se as escutas pudessem ser utilizadas como prova, tanto PC como muitos dos outros envolvidos no Apito Dourado estariam na prisão e o FCP teria sido relegado para divisões inferiores. O que prova que o crime existiu. Portanto, o que impediu penas maiores foi apenas um detalhe processual.A mudança das leis.

As escutas, como convém num Estado de Direito, foram legais pois foram aprovadas de acordo com as leis aprovadas na Assembleia da República, e autorizadas por juízes. O que prova que havia legítimas suspeitas de crime. Sendo assim, os procuradores mais não fizeram do que cumprir a missão para que foram confiados. E não como MST nos tenta, mentirosamente, fazer crer.

Diz MST, “Se fosse nos Estados Unidos - onde os procuradores são eleitos e não são inamovíveis nem irresponsáveis - a sua (P-G e procuradores portugueses) obsessão litigante contra Pinto da Costa, sem fundamento de facto que o justificasse (conforme decidiram os tribunais), ter-lhes-ia provavelmente custado o lugar”.


A única coisa pior do mundo do que um mentiroso, é um mentiroso que também é hipócrita”. Tennessee Williams.

Outra mentira. Como é que os procuradores sabiam de antemão que Pinto da Costa e os outros arguidos iriam ser ilibados? Eles apenas fizeram aquilo para que são contratados e pagos, tentar encontrar provas para, neste caso, a suspeita de um crime público e levar os arguidos a tribunal. Não fazê-lo não seria outro caso de corrupção?

Quanto aos procuradores norte-americanos, devem antes ser um exemplo para Portugal. Dando o exemplo clássico do Al Capone,a sua “obsessão litigante” levou-os a tentar enjaular o sujeito através de crimes fiscais que cometeu, e não pelos crimes que toda a gente sabia que tinha cometido (não havia escutas), devido ao facto de, também nessa altura, os tribunais terem absolvido o criminoso e assassino, por não terem encontrado provas suficientes para o fazer. Talvez ajudado pelo facto do dito cujo Al Capone ter encontrado maneira de “ganhar a simpatia dos juízes”. Como actualmente sucede em Portugal.

E já que estamos nos Estados Unidos, não nos podemos esquecer do facto do presidente Nixon ter sido demitido por causa de escutas comprometedoras e que ninguém se preocupou saber se eram válidas ou não. O que estava em causa era um crime, um facto, descoberto apenas através de escutas e, por isso, e não houve mais discussões: o próprio presidente foi punido e deposto. Portanto, a demagogia e as tentativas de atirar areia para os olhos dos portugueses por parte do MST não colhem.


Pinto da Costa também não cometeu crime nenhum! Foi suspeito em quatro processos, acusado num e absolvido noutro”… “Quem diz que ele cometeu um crime não é, pois, a justiça, mas sim o Benfica”… “a PIDE extinguiu-se para que nunca mais se repetissem os abusos sobre as pessoas que eram a marca da ditadura…” MST

O MST mente com quantos dentes tem na boca, pois toda a gente que ouviu as escutas tem a certeza que foram cometidos crimes. Durante muitos e muitos anos. E as escutas foram apenas a ponta do “iceberg”. Os portugueses podem ser incultos, mas não são burros!

Os tribunais disseram foi que, à luz das provas apresentadas, não podiam condenar os arguidos. Mas isto não significa que não foram cometidas batotas, nem que a corrupção ou o tráfico de influências não tenham existido. O juiz, ou os advogados de defesa dos arguidos, nunca negaram que os crimes não foram cometidos!

Se eu tivesse assassinado a minha mulher e o tribunal não encontrasse provas para me condenar, o crime teria existido na mesma, a minha mulher tinha morrido, o que não havia era um culpado. Do mesmo modo aqui, os crimes existiram, só que não houve culpados porque os tribunais, devido a detalhes processuais, inocentaram os arguidos. Noutros países, por exemplo nos Estados Unidos, as mesmas escutas teriam sido mais do que suficientes e os culpados estariam a expiar os seus crimes na prisão. Apesar da falta de “obsessão litigante” por parte dos procuradores norte-americanos, na opinião do MST.

Quem tenta MST enganar? Insinuar que o que se passa actualmente em democracia é igual ao que a PIDE fazia é de uma hipocrisia, demagogia e mentira chocantes. A PIDE agia de acordo com a lei vigente, que existia na altura em Portugal. Pode discutir-se se as leis eram boas ou más. Na minha opinião eram más, embora fossem boas para o regime, pois estavam adequadas ao regime político que existia no país, que era uma ditadura. Mas eram más porque retiravam aos portugueses alguns dos direitos mais fundamentais da raça humana: a de viver em democracia, a liberdade expressão, de associação e de pensamento.

A lei muitas vezes permite o que a honra proibe”. William Saurin

Actualmente, as leis também são más. Não porque retirem a liberdade de expressão, mas porque não punem quem cometeu crimes provados pelas escutas que, à luz das leis de outros países, por exemplo, ou à luz da antiga legislação, seriam mais do que suficientes para punir, por juízes impolutos.Portanto o que pode e deve discutir é as leis e a sua adequação e aplicação.


As leis são como as teias de aranha que apanham as moscas pequenas mas deixam passar vespas e vespões”. Jonathan Swift

Portanto, o que está em causa aqui não são as escutas, mas sim o facto dos crimes, porque é de crimes que se trata, terem sido cometidos ou não. E, de acordo com as escutas, foram claramente. As escutas são factos que nunca foram negados.Que as leis actuais não permitam que os criminosos sejam punidos á luz dessas escutas é uma questão totalmente diferente. Mas não menos importante. Que merece ser discutida numa democracia.

“Há mais de dez anos que aqui escrevo e tenho orgulho em poder dizer que me mantive intransigentemente fiel ao meu caderno de encargos… que nunca seria isento, o que seria o mesmo que ser hipócrita, visto que tenho uma paixão clubística que nunca escondi… Tento, claro, ser isento, mas não tenho ilusões de que muitas vezes não consigo.” MST

MST tenta ser isento, mas confessa que é um hipócrita, dando a desculpa de que está a defender po seu clube. No fim de contas, não passa de um criminoso, pois defende criminosos e desculpa-se com a defesa do seu clube. Mais claro não podia ser.

Sobre o conteúdo das escutas no processo “Face Oculta”, depois do primeiro ministro dizer que estas não deviam ser conhecidas, disse o seguinte: “Mas conhecemos. Eu também acho que não devíamos conhecer, mas conhecemos. E, uma vez que as conhecemos, não podemos fingir que as não conhecemos. Eu, pelo menos não posso”.

Não pode fingir que as conhece. O que prova que as ouviu.

Já sobre a audição de escutas do Apito Dourado, disse o seguinte:
E há gente que, mesmo sabendo que isto é crime… não têmsimples nojo de ir escutar as conversas alheias no YouTube”.

Eu sei, infelizmente, que haverá sempre quem não resista, ou encontra prazer ou justificação, em espreitar pelo buraco da fechadura, escutar conversas alheias, divulgar boatos e infâmias sobre outros… com pretexto tão fúteis como a militância clubística”.

Mais uma vez está a mentir, pois não é crime ouvir as escutas no YouTube. Poderá ser crime publicá-las. Mas não se coibiu de ouvir as escutas do Sócrates, “de olhar pelo buraco da fechadura”, como ele próprio diz, quando lhe conviu.


Autores imortais, Eric Fromm

Há livros que são essenciais, e premonitórios, quando se tenta conhecer a natureza humana. Eric Fromm, no seu livro “Anatomia da Destrutividade Humana” onde, entre outros, estuda o carácter de Hitler e dos seus seguidores, diz o seguinte:

“… O facto de que os que dizem a verdade serem tão profundamente odiados… acredito que a razão esteja em que, ao dizerem a verdade, mobilizam a resistência daqueles que a reprime. Para estes, a verdade é perigosa não apenas porque pode ameaçar o seu poder mas ainda porque conturba e abala todo o seu sistema consciente de orientação, esvazia-os das suas racionalizações, e pode até mesmo forçá-los a agir de maneira diferente”.

Sobre a fuga do Rui Moreira do program de TV, o mesmo livro parece que estava a adivinhar:

“… a luta tende a mobilizar tanto a agressão como a tendência para a fuga. Esta última é frequentemente o caso quando uma pessoa tem ainda a possibilidade de escapar e de salvaguardar um pouco a “face”.

Sobre os Padrinhos e os ditadores deste mundo, o livro acerta mais uma vez:

Se o líder está convencido dos seus dons extraordinários, e da sua missão, será mais fácil para ele convencer as grandes massas. O líder nascisista precisa de sucesso e de aplausos para a satisfação do seu próprio equilíbrio mental. … Para ele,o fracasso encerra o perigo de colapso. O sucesso popular é, por assim dizer, a sua autoterapia contra a depressão e a loucura.”

Sobre os andrades, como grupo, como defendem o seu "capo" com a sua tendência para a “trafulhice colectiva”, assim como para os seus preconceitos racistas, (pensarem-se raça superior - “a raça nortenha” -), chamando mouros às gentes do sul, o mestre Eric Fromm topa-os mais uma vez:

O narcisismo de grupo incrementa a solidariedade e a coesão do grupo e faz com que manipulações sejam mais fáceis ao apelar para preconceitos narcisistas... O grau de narcisismo de grupo é equivalente à carência de uma real satisfação de vida... O narcisismo de grupo é uma das fontes mais importantes da agressão humana…, é uma reacção a um ataque a interesses vitais…

A pessoa narcisista consegue um sentido de segurança na sua convicção subjectiva de superioridade sobre os outros, pelas suas qualidades extraordinárias. Precisa de agarrar-se à sua própria imagem narcisista, uma vez que o seu sentido de valorassim como a sua identidade estão baseados nela. Quando os outros ferem o seu narcisismo… batendo-a num jogo qualquerou em numerosas outras oportunidades, a pessoa narcisista geralmente reage com ódio intenso ou com raiva… A intensidade dessa reacção pode ser vista no facto de que uma pessoa assim nunca perdoará alguém que lhe tenha ferido o narcisismo e geralmente sente o desejo de vingança…”

Sobre a verdade que as escutas revelam, e sobre aqueles que as defendem, o livro que, embora escrito há já muitas dezenas de anos, mais uma vez é acerta na "mouche":

“… O facto de que os que dizem a verdade serem tão profundamente odiados… acredito que a razão esteja em que, ao dizerem a verdade, mobilizam a resistência daqueles que a reprimem. Para estes a verdade é perigosa não apenas porque pode ameaçar o seu poder mas ainda porqueconturba e abala todo o seu sistema consciente de orientação, esvazia-os das suas racionalizações, e pode até mesmo forçá-los a agir de maneira diferente”.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

(Artimanhas "douradas") A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (46)


A 1ª jornada de 2011/12, por João Querido Manha

Em menos de um ano, Rolando escapou por 4 vezes ao penalti.
O que têm em comum Benquerença no Guimarães-Porto e três situações da época passada protagonizadas por André Gralha (Porto-Académica), Bruno Paixão (Nacional-Porto) e Soares Dias (Porto-Sporting)? A avaliação negativa da tendência do defesa Rolando de jogar a bola com a mão dentro da  área.
Nenhum dos lances foi punido, em linha com uma nova tendência, mais permissiva, a ser seguida pela maioria dos juízes desde a época passada.

O jogo foi decidido por um penalty que não existiu. É uma situação lamentável e que nos prejudicou”. Nilson, guarda-redes do Guimarães.

Quem não esteve bem foi a equipa de arbitragem que julgou mal no lance da penalidade. Nem o V. Guimarães, nem ninguém, consegue segurar uma combinação ofensiva como aquela que resultou no golo do FC Porto. Uma movimentação maravilhosa, com vários jogadores, onde quase não se consegue ver a bola, a não ser no fundo da baliza.'' Manuel Machado, treinador do Guimarães

2ª jornada:
Porto  Gil-Vicente, arbitrado por Rui Silva, árbitro do Porto, adepto andrade e condenado no Apito Dourado.
Não pontuámos por questões que não podemos controlar” – Hugo Vieira, jogador do Gil.
Existiram duas decisões mal ajuizadas, ao não ter mostrado o cartão vermelho ao Otamendi e na penalidade sobre o Hulk. Parece-me que o jogador que comete penalti (Otamendi) sobre o Vieira terá que ser expulso. Era o último jogador. Seria justo expulsar”. Paulo Alves, treinador do Gil.

FAVORES ARBITRAIS
Dois golos Paraty, um para mim(17/12/2002)

O FCPorto, ainda com o “massacre de Lens” nas pernas, viu-se e desejou-se para vencer o Paços de Ferreira nas Antas.
Uma noite infeliz do árbitro portuense Paulo Paraty nas Antas fez a felicidade do FCPorto, que mascou 2 golos aparentemente irregulares e bateu o Paços de Ferreira por 2-1, consolidando o peimeiro lugar na SuperLiga. A equipa de José Mota fez uma boa 2ª parte e talvez não merecesse a má sorte de um árbitro em dia não.
No fim do jogo, José Mota, “Acabámos por perder o jogo com 2 erros de arbitragem”, referindo-se ao golo em fora-de jogo de Postiga e ao golo com a mão de Jankauskas. E esse eu vi as imagens”. “O mesmo auxiliar que não anulou o golo do Postiga acabou por invalidar sem nexo algum jogadas do Paços”.

Evandro, o homem da jornada 
Evandro foi o homem da 16ª jornada.Evandro é aquele jogador o Rio Ave que nas Antas, aos 87 minutos jo jogo com o Fcporto, com 0-0 no marcador, correu sem ninguém pela frente para a baliza de Vitor Baia partindo de posição limpíssima e viu o árbitro auxiliar, muito atento, erguer a bandeirinha a anular a jogada de golo eminente. Que a ser, selaria à beira do fim  a 1ª derrota am casa do FCPorto desde fevereiro de 2002, quando o Beira-Mar venceu nas Antas e o pobre árbitro, Carlos Xistra, expulsou 2 jogadores do FCPorto. E Xistra esteve 2 rapidíssimos anos na iminência de não apitar jogos do FCPorto. O que acabaria por suceder este ano no jogo com o Marítimo, no Funchal, “tirando do apito um penalty daquele género que quanto mais se olha menos se vê”.
Já viram o que era o Evandro ter feito 1-0 e o jogo terminar assim? Com o Sporting a 2 pontos e o Benfica a 6 era um pulinho de cobra do FCPorto?

O último FCPorto-Rio Ave também proporcionou a José Mourinho uma tirada notável, “O resultado é injusto. Três pontinhos para cá e siga o baile”.
Já Moser, jogador do Rio Ave, teve de recorrer a metáforas, “Até parece que viemos ao circo, mas nós não somos palhaços!”

Críticas deram à (Paulo) Costa.
A arbitragem de Paulo Costa no jogo que opôs o Vitória Setúbal ao FCPorto deixou os adeptos sadinos à beira de uma ataque de nervos. Mais reservado, Carlos Cardoso também não poupou críticas ao trabalho do árbitro.

No dia destinado a comemorar a Restauração é tempo de os responsáveis restaurarem a confiança do povo no futebol português”, dizia  um adepto sadino.

Os meus jogadores não mereceram perder o jogo da maneira como o perderam”. Não costumo falar de arbitragens mas,desta vez, sou obrigado a abrir uma excepção, adiantou Carlos Cardoso. “A expulsão de Nando foi extremamente forçada. Foi pena o árbitro não ter utilizado o mesmo critério numn lance entre o Hélio o Fernando Mendes. O jogador do Porto deu um murro no estômago e estranhamente não viu o cartão vermelho.

E continuou, “houve nítida dualidade de critérios do senhor Paulo Costa. Quem perde é o futebol e, desta vez, o Vitória”. Quando chegou ao balneário encontrou parte dos atletas a chorar.  “Custou-me muito ver a desilusão de todos eles.(..) A forma como se bateram frente ao FCPorto com menos uma unidade durante mais de meia hora é sinal de qu têm valor”.

O Portimonense
O Presidente do Portimonense João Sintra, referiu-se a algumas razões de queixa em relação aos árbitros suspeitos no Apito Dourado, referindo um deles.
“Teve a coragem de dizer aos nossos jogadores que não valia a pena correrem porque não tinham hipótese de ganhar o jogo”. No entanto recusou-se a referir o nome do árbitro “para evitar outro processo disciplinar e que o Portimoense continue a ser prejudicado de forma a descer de divisão por dizer a verdade, como aconteceu o ano passado”.
João Sintra continuou, “A partir do momento em que continuam a utilizar árbitros para ganhar jogos, o futebol português é uma mentira, a Liga de Honra é uma mentira e a própria Liga é uma autêntica mentira!”. (Em O Jogo).
Estranha Nomeação de Árbitros
Um artigo assinado por João Querido Manha – publicado no Correio da Manhã e com o título ‘O Porto no dérbi’ – chama à atenção para uma realidade que merece reflexão: nunca foi tão regular a nomeação de árbitros portuenses para jogos entre Sporting e Benfica. Artur Soares Dias foi chamado a arbitrar o jogo que colocou em confronto Sporting e Benfica, partida decisiva para o campeonato, uma vez que poderia ditar 11 pontos de vantagem do actual líder, FC Porto, relativamente ao segundo classificado.
A nomeação de Soares Dias causa estranheza. Ou talvez não. Querido Manha chama a atenção para o facto de a “influência dos árbitros nortenhos no jogo de Lisboa”ter crescido “exponencialmente desde 1995, quando a Liga, então presidida por Pinto da Costa, assumiu a organização do campeonato”.
Um terço dos últimos 30 dérbis teve um juiz portuense, enquanto nos primeiros 50 anos de história da competição a relação era de 1 para 6.
Tudo se inverteu na época de 1995-96 quando a Liga, então presidida por Pinto da Costa, começou a organizar o campeonato da 1.ª divisão, realça.
Esta alteração de ‘hábitos’ revela um poder crescente da Associação de Futebol do Porto em matéria de arbitragem. Mais: na última década, nos dérbis entre Sporting e Benfica em Alvalade, esta foi a sexta vez que um árbitro do Porto foi nomeado. Estranho é o facto de, no Estádio da Luz, apenas por uma vez ter sido chamado um árbitro portuense.
A escolha deliberada de árbitros da Associação de Futebol do Porto devia suscitar as maiores reservas e pode tornar-se assunto de discussão”, escreve João Querido Manha.

Corrupção dos Árbitros
O major Valentim Loureiro terá usado a sua influência política e desportiva para obter favores ilícitos para o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, o ex-presidente do Sporting, Sousa Cintra, Joaquim Camilo da Silva, empresário da construção civil e para o presidente do Paços de Ferreira, Hernâni Silva. É perante estes dados que o Ministério Público acusa também o presidente da Liga de Clubes do crime de tráfico de influências, além do crime de cumplicidade em acto de corrupção.

De acordo com as informações recolhidas, o MP sustenta que nos anos de 2003 e 2004, o major terá exercido influência junto de agentes desportivos, no sentido de satisfazer pedidos do presidente do FC Porto e do Paços de Ferreira sobre processos que contra os dois corriam na Comissão Disciplinar da Liga de Clubes.

No que diz respeito aos empresários Sousa Cintra e Joaquim Camilo, Valentim Loureiro, segundo o MP, terá exercido influência política no sentido de atribuição de obras governamentais e de licenciamento de uma construção. Estes favores ilícitos, como os classifica o MP, terão sido feitos a troco de obtenção de vantagens para o próprio Valentim Loureiro ou para o Boavista Futebol Clube. Estes são dois dados novos que podem alargar o âmbito do inquérito em curso sobre corrupção no futebol e que implica directamente o Gondomar FC.

O pivot do esquema de corrupção na II divisão B seria o vice-presidente da câmara de Gondomar e presidente do clube, José Luís Oliveira. Do outro lado, estaria o presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, Pinto de Sousa.A acusação refere mesmo a existência de uma lista, contendo os dez árbitros preferidos pelo clube de Gondomar.

As ofertas aos árbitros de futebol passariam por relógios, sapatos e outras ofertas que, segundo o MP, ultrapassarão o mero valor simbólico. José Luís Oliveira recorria a Armando Neves Ribeiro, também arguido no processo, para a aquisição de artefactos em ouro para presentear os árbitros antes dos jogos. Além disso, apurou o PortugalDiário, seria normal a oferta de uma "jantarada" aos árbitros após os jogos do Gondomar FC.

Os meandros da luta pelo poder na arbitragem
A Bola publicou um artigo com o título “Porto e Braga querem Paulo Costa no lugar de Vítor Pereira”. A Bola escolheu mal o título. O texto em causa é revelador de um escândalo que o título não denuncia…
O título do artigo tem um mérito: é apelativo. Mostra a santa aliança entre Pinto da Costa e António Salvador, vem provar que a estratégia do FC Porto – colocar treinadores e jogadores em determinados clubes para comprar o seu apoio – continua bem activa…

A Bola denuncia o que está por trás da não aprovação dos estatutos da Federação, que colocariam o órgão de Madail dentro da legalidade. Uma minoria, personificada na figura do presidente da AF Porto (o conhecido Lourenço Pinto, amicíssimo de Pinto da Costa), conseguiu que os estatutos fossem chumbados.
E por que razão foram chumbados? Porque com os novos estatutos, o poder de nomear o presidente da Comissão de Arbitragem muda de mãos.
Com a reforma estatutária que foi travada, este órgão (tal como a Comissão Disciplinar) sairia da Liga de Clubes e passaria para a Federação.
É isto que está em causa: a Liga de Clubes – com sede no Porto, durante décadas dominada por FC Porto e Boavista – passará apenas a ter a seu cargo a organização de jogos e dinamização dos campeonatos.

Ora, perdido o domínio da arbitragem por entidades ligadas aos clubes e formadas pelos próprios clubes, o futebol mudaria de forma radical. A corrupção seria travada. A Bola chama “minoria de bloqueio” aos amigos de Pinto da Costa que impediram a aprovação dos novos estatutos. E escolhe bem o termo.
FC Porto e Braga querem Paulo Costa no lugar de Vítor Pereira. Querem mais um Costa, um Costa amigo dos Pintos, dos Pintos de Sousa e dos Pintos da Costa. A notícia tem interesse. Mas A Bola teria obrigação e dispõe de meios para descer ainda mais fundo, chegando aos meandros deste futebolzinho mentiroso…

Corrupção – coacção e tentativa
Fatos feitos à medida para se branquear a corrupção no futebol português com o CD da Liga a punir os fracos e a beneficiar os fortes. O FCPorto foi acusado de tentativa de corrupção e apenas perde 6 pontos. Um fato feito à medida. E consegue ser campeão.

O caso do Boavista é bem mais grave. O poder do futebol quer acabar com o Boavista. João Loureiro deixou o clube falido e esvaziou os cofres antes da saída. Joaquim Oliveira nem sequer recebeu o actual presidente do Boavista quando este lhe propôs a renovação dos contratos de TV. É estranho, não é?

O que vemos aqui é crimes practicados por gente que estava na Liga e a comandava e continua por lá sem que nada lhe aconteça. Valentim Loureiro era presidente da Liga e agora é presidente da AG. Carlos Pinto continua a ser secretário da CA da Liga e nada lhe acontece.

Por outro lado ainda não entendi a diferença entre a coação e a tentativa de corrupção. O Boavista é acusado de ter coagido árbitros através de dois representantes dessa mesma Liga e através do presidente do clube.

Digam-me qual é a diferença entre João Loureiro telefonar a Ezequiel Feijão para pedir a Bruno Paixão para proteger o Boavista prometendo-lhe mais umas viagens como internacional e, por exemplo, António Araújo telefonar a PC para lhe dizer que o tal árbitro queria fruta para dormir e avisá-lo que ia a sua casa com um árbitro que 2 dias depois arbitrava um jogo do FCPorto?

Que durante os jogos PC telefonava a Pinto de Sousa para pressionar os árbitros de um jogo que estava a assistir e que na sua visão não estavam a beneficiar o seu clube. Que tinha utilizado V.Loureiro para coagir o árbitro Paulo Paraty no caso Deco. Que tinha utilizado V.Loureiro no caso da camisola do Rui Jorge. Isto é simplesmente nojento.

O Tabu Dourado, por João Q. Manha
O tema é tabu e surge tratado com pinças e muito eufemismo em alguns meios, porque assume foros de contradição escandalosa à limpeza e simplicidade de processos com que o FCPorto dominou esta temporada a nível nacional e assegurou, há muito, a revalidação do titulo. Mas o modo arrogante como J.Ferreira justificou o triunfo am Matosinhos, granqueando, com uma ironia à presidente, a irrgularidade do glo de Tarik Sektiou, justifica a efeméride, em tempo oportuno, do absolutamente insólito de golos irregulares que a equipa dele já alcançou nesta Liga e que constituem um máximo para o Séc. XXI, só comparável aos gloriosos anos de Mário Jardel, o jogador que mais golos apontou em posição de fora-de-jogo na história do futebol nacional.
Procuram a todo o transe dissimular as faltas grosseiras em descrições particulares do lado belo e profundo das jogadas, com realce para a inteligÊncia do passe de Lucho e a matreirice do marroquino que “tão bem soube atacar as costas” dos defesas do Leixões.
São números apenas mas têm o condão de nos fazer entender o lado perverso do futebol. Os erros flagrantes em benefício do FCPorto ocorrem muito mais contra adversários modestos e sobretudo no estádo do Dragão, onde a maioria dos jogos tende a transformar-se num merop passeio de circunstância com os adverário passando por rotina a prestar vassalagem uma vez por ano. Não precisa ser decisivo, surge apenas como um obséquio ocasional, a sulinhar a disponibilidade para a simpatia de determinados árbitros e fiscais, educados na presunção de que uma boa “relação” com o clube lhes garante carreira e rpomoções regulares.

Os erros mais habituais são os fora-de-jogo não assinalados segundo uma lógica compreensível de protecção à tendência atacante da equipa portista, embora tenha em comum um tamanho flagrante de metros, que custa a entender não poderem ser percebidos à vista desarmada pelos árbitros auxiliares. Foi o que aconteceu a Sektiou antes da magnífica finalização que tanto maravilhou alguns escribas, com a facilidade e o espaço dados à falsa partida. Os resultados deixam-nos perceber que o método resulta e a forma inteligente como Jesualdo sirgiu no final a onverter o ónus a favor do “criminoso” é um claro sinal de que a coisa compensa e é para continuar.
Um aumento de 100% em relação a anos anteriores dos golos irregulares não pode deixar de fazer soar o alarme, porque ameça deixar passar de erro ocasional para um hábito padronizado. O FCPorto é a equipa mais disciplinada da Liga, apesar de ter nas sua fileiras o karateca Bruno Alves. No futebol, nem tudo o que parece, é.

Octávio Roubado
Para meu espanto, passadas umas horas após o jogo, estou eu no autocarro do Sporting e recebo uma chamada telefónica de um amigo que conhecia desde os meus tempos de treinador doSalgueiros. Tinha assistido ao jogo pela televisão e disse-me:«olha, o árbitro que te expulsou esta noite (Leirós) está neste momento em determinado lugar e estão lá também o PINTO DA COSTA, O REINALDO TELES E O PRESIDENTE DO NACIONAL DA MADEIRA.»

Como é óbvio, fiquei com a pulga atrás da orelha, havia ali qualquer coisa que não batia certo. Resolvi telefonar ao Luís Guilherme, o presidente da Associação Portuguesa de árbitros de Futebol (APAF). Disse-lhe: «Luís, pela amizade que tenho por ti, pelo respeito que tenho pela arbitragem, preciso de esclarecer uma questão. Depois daquela cena toda em Guimarães, em que o árbitro não se portou à altura, em que fui expulso, recebi um telefonema em que me disseram que o árbitro está em amena cavaqueira num bar do Porto com o PINTO DA COSTA e com o REINALDO TELES?!» «O QUÊ?!»,espantou-se ele. Pedi-lhe que averiguasse aquela situação. Passado algum tempo, o Luís Guilherme telefonou-me a confirmar que era verdade o que me tinha sido relatado.

ENGLISH:


THE MAFIA OF THE PORTUGUESE PALERMO (46)

By Journalist João Querido Manha

In less than a year, the FCPorto player, Rolando, escaped 4 times the penalty.
What have in common (referee) Benquerença in Guimarães-Porto and three situations last season starring referees André Gralha (Porto-Academica), Bruno Paixão (National-Porto) and Soares Dias (Porto-Sporting)? The tendency that Porto defender Rolando play the ball with his hands in the area. In none of the occasions was he punished, in line with a new trend, more permissive, to be followed by most judges from last season.

Matchday 1
"The game was decided by a penalty that did not exist. It is an unfortunate situation and that hurted us. " Nilson, Guimaraes goalkeeper.

"The refereeing team was not well, they misjudged the penalty. Neither V. Guimarães, or anyone, can stand against such an attack combination that resulted in goal for FC Porto. A wonderful drive, with several players, when nobody can hardly see the ball, except at the end of the net''. Said sarcastically Manuel Machado, the Guimarães coach.

Matchday 2:
Porto-Gil Vicente, referee Rui Silva, a Porto fan and sentenced for corruption int “The Golden Whistle” case. He was never baned for life as it should happen in any other country.

"We didn´t score for reasons beyond our control" - Hugo Vieira, Gil Vicente´s player.
"There were two bad decisions, when the referee didn´t show the red card to (Porto defender) Otamendi and penalty on Porto´s Hulk. It seems to me that the player who commits the penalty (Otamendi) will have to be expelled from the game. It was the last player. It would be fair and according the rules to expel him". Paulo Alves, Gil Vicente´s coach.


FAVORS in the ARBITRATION
Two goals for you, one for me. (12/17/2002)

The FC Porto, even with the "massacre of Lens" in the legs, wished to beat Pacos Ferreira in Antas stadium.

One night the unfortunate referee Paulo Paraty, a Porto fan, made the happiness of FC Porto, who chewed two goals and apparently irregularly beat Pacos Ferreira 2-1, consolidating first place in the SuperLiga. Jose Mota's team did a good 2nd half and perhaps did not deserve the bad luck of an arbitrator in and day out.

At the end of the game, Jose Mota, the coach, "We ended up losing the game with two referee errors," referring to the goal on out-of Postiga game and the goal with the hand of Jankauskas. And the images shoed it clearly. " "The same assistant who upheld the goal of Postiga eventually invalidate some gibberish thrown the Hall."

Moser, Rio Ava player, had to resort to metaphors, "It seems that we have come to the circus, but we are not clowns!"

Reviews of (referee) Paulo Costa.
The refereeing of Paul Costa, another Porto fan, in the game that pitted the Setúbal-FC Porto left the setúbal´s fans on the verge of a nervous breakdown. More reserved, Cardoso, the coach, also spared no criticism of the work of the referee.

"On the day meant to commemorate the time of the Restoration, I think it is time for the people responsible for the football to restore people's confidence in Portuguese football," said one fan sadino.

"My players did not deserve to lose the game the way the lost." I do not usually talk about arbitration, but this time I am obliged to make an exception, "said Cardoso, the coach. "The expulsion of our player Nando was extremely exagerated. It was a pity the referee did not use the same criteria in a case between Helio and Porto´s Fernando Mendes. The Porto player punched Hélio in the stomach and strangely did not see the red card. "

He continued, "there was clear double standards of Mr. Paulo Costa (the referee fan of Oporto). Whoever loses is the football, and this time it was us, Victória de Setúbal.

When he reached the dressing room he found his athletes crying. "It took me long time to see the disappointment of them all. (..) The way they played against FC Porto with one player short during the last half an hour is a sign that we have some value as a team."

The Portimonense
The President of the Portimonense, João Sintra, referred to some grievances in relation to the referees suspects in the “Golden Whistle” case, referring to one of them.
"He had the courage to tell our players that it was not worth running because they had no chance of winning the game". But he refused to mention the name of the referee, "to avoid another disciplinary proceedings and that Portimonense could be hindered in its games for telling the truth, as happened last year. "

João Sintra continued, "From the moment we continue to use referees to win games, Portuguese football is a lie, the League of Honor is a lie and the League itself is a real lie".

Strange Appointment of Referees

An article by journalist João Querido Manha - published in the “Correio da Manhã” and titled “Porto in the derby” - draws attention to a reality that deserves consideration: it has never have been as regular the appointment of referees fom Oporto between Sporting and Benfica.Artur S. Dias was called to arbitrate the game that put in confrontation Sporting and Benfica, the decisive match for the championship, since it could dictate 11 points ahead for the current leader, FC Porto, for the runner-up.

The appointment of referee Soares Dias seems strange. Or maybe not.
  
Querido Manha draws attention to the fact that the, "influence of the referees from Porto in Lisbon derbies  have grown "exponentially since 1995, when the League, then chaired by Pinto da Costa, took over the organization of the championship."
"One third (1 to 3)of the last 30 derbies had a judge from Porto, while in the first 50 years of history of the competition, the ratio was 1 to 6.
Everything changed and reversed in the 1995-96 season when the League, then chaired by Pinto da Costa, began to organize the League.

This change of “habits” shows an increasing power of the Football Association of Porto on arbitration. More: In the last decade of derbys between Sporting and Benfica in Alvalade, this was the sixth time that a refereee from Porto was appointed. Strange is that at the Benfica Stadium, only once have been called a referee from Porto.
"The deliberate choice of referees from Porto´s Football Association should raise the largest reserve and can become a subject of discussion," writes João Querido Manha.

Corruption of Referees
Valentin Loureiro (League President) have used his political influence to obtain illegal favors and for the president of FC Porto, Pinto da Costa and former president of Sporting Lisbon, Sousa Cintra… It is against this information that the prosecution also accuses the president of the League Club of trafficking of influences beyond the crime of complicity in acts of corruption.

According to information gathered, the Public Prosecutor claims that in the years 2003 and 2004, have exercised the major influence with sports agents, in order to satisfy requests from the chairman of FC Porto and Pacos Ferreira on processes that were running against the two in the Disciplinary Committee of the League Cup.

The power struggle in the arbitration

“A Bola” published an article titled, "Porto and Braga want Paulo Costa (a Porto fan) in place of Victor Pereira (the actual Referee boss). “A Bola” choosed the wrong title. The text in question is indicative of a scandal that is not denounced by the title ... The title of the article has one merit: it is appealing. Shows the holy alliance between Pinto da Costa and Antonio Salvador (Braga), proves that the strategy of FC Porto - coaches and players put in some clubs to buy their support – is still active ...

If the statutory amendment passes, this body (such as the Disciplinary Committee) would leave the League Clubs and pass to the Federation. This is what is at stake: the League Club - based in Porto, for decades controled by FC Porto and Boavista - will only be in charge of the organization and promotion of games of the championships.

If they lose the control of arbitration football would change radically.Corruption will be fought. “A Bola” calls "blocking minority" friends of Pinto da Costa, who prevented the adoption of new statutes. And choose the exact word. FC Porto and Braga want Paulo Costa instead of Vitor Pereira.The want another Costa, a Costa that is friend with the Pintos, Pinto de Sousa (who used to choose the referees) and Pinto da Costa. But “A Bola” should have gone deeper, reaching the intricates of this liar and small football...

Corruption - and attempted coercion
Events tailored to launder the corruption in the Portuguese football league with the Disciplinary Comittee punishing the weak and benefiting the strong. The FC Porto was accused of attempted corruption and only lost 6 points. A fact made to measure. And he can be champion.

The case of Boavista is much more serious. The power in football wants to end the Boavista (a diret competitor of FCPorto in the city of Oporto). João Loureiro left the club broke and emptied the coffers before departure.

What we see here are crimes committed by people who were in the league and ran and continues there without anything happening to them. Valentine Loureiro was president of the League and now is Chairman.Carlos Pinto continues to be secretary of the League of CA and nothing happens to him.

On the other hand still do not understand the difference between coercion and attempted corruption. Boavista is accused of coercing the referres through two representatives and through the club´s president.

Tell me what is the difference between John Loureiro calling (referee) Ezequiel Feijão to ask the referee Bruno Paixão to protect Boavista promising him a few more trips and international games and, for example, Antonio Araujo calling Porto´s Pinto da Costa to tell the referee that he wanted “fruit to sleep” (prostitutes) and let him know it was going to his house together with a referee who shoud arbitrate two days after a game of FC Porto?

Or that Pinto da Costa during football games phoned Pinto de Sousa (the referees´ boss) for him to pressure the referees on a game he was watching and that in his view were not in favour of his club. He that had used Valentim Loureiro to coerce the referee Paulo Paraty in the Deco case. And also had the same Loureiro in the case of Rui Jorge´s sweater. This is simply disgusting.

The Golden Tabu, by John Q. Manha
The subject is taboo and comes with tweezers and treated very understatement in some ways, because it assumes forums scandalous contradiction due to the simplicity processes that FCPorto dominated this season nationally and assured the revalidation of the title. The absolutely unheard of irregular goals that the Porto team achieved constitute a record in the XXI century, comparable only to the glorious years of Mario Jardel, the player who scrored the most goals in a position to off-side in the history of the national football.

(…) The errors benefiting FCPorto occur much more against modest clubs and above all against opponents in the Dragon sadium, where most games tend to become a mere walk by the river with the opponents only paying homage once a year to the master. It need not to be decisive, just an occasional gift with certain sympathies from the referees, educated on the assumption that a good "relationship" with THE club assures them career and regular promotions.

The most common errors are off-sides not marked, in accordance with an understandable tendency to protect the team FC Porto, although they are off-sides with striking distance of yards, that is hard to understand that can not be perceived with the naked eye by the assistant referees.It happened before the player Sektiou magnificent finish that both marveled the jornalists, with ease and a lot of space due to the false start. The results make us realize that the method works and the way the trainer in the end of the match converted the irregular goal in a case against the victim it is a clear sign that this is worth to continue.
A 100% increase over previous years of irregular goals can raise the alarm, because it threatens to pass from an occasional error to a standard habit of errors. The FC Porto is the most disciplined team of the League, despite having in its ranks the karateka Bruno Alves. In football, not everything that looks, is.