ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

DIVULGA www.pulpuscorruptus.blogspot.com EM PROL DA VERDADE E COMBATE À CORRUPÇÃO!

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sábado, 21 de janeiro de 2012

("Novelas" e outras vigarices) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (44)


Pato com fruta à António Tavares-Teles, por Ricardo A. Pereira
QUANDO o, digamos, jornalista António Tavares-Teles foi apanhado numa das mais edificantes escutas do processo Apito Dourado, temi pelo futuro profissional do, digamos, jornalista António Tavares-Teles. Depois, li que o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas concluiu que o, digamos, jornalista Tavares-Teles tinha infringido «objectivamente o n.º 1 do Código Deontológico (…) que obriga a relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade», e ofendera a deontologia profissional — e cheguei a pensar que o, digamos, jornalista Tavares-Teles não voltaria a escrever nos jornais. Só depois me lembrei de um facto importante: vivemos em Portugal, e aqui tudo é possível.
O caso explica-se depressa: o, digamos, jornalista Tavares-Teles escrevia uma coluna chamada O Pato no jornal O Jogo. Certo dia, o bem informado Pato sugeriu que Deco abandonaria a Selecção se fosse injustamente castigado pelo acto corriqueiro e inofensivo de ter atirado uma bota a um árbitro. A escuta da conversa telefónica entre o, digamos, jornalista Tavares-Teles e Pinto da Costa era precisamente sobre esse texto. Cito o jornal Correio da Manhã de 24 de Julho de 2007: «Pelo que se pode ler da transcrição da referida escuta telefónica percebe-se (…) que, além de ter sido combinado, o teor do texto era falso, já que, conforme assumiu Pinto da Costa noutra conversa telefónica, servia apenas como forma depressão e de chantagem para com os elementos do Conselho Disciplinar da Liga de Clubes». Cito agora alguns dos momentos mais notáveis da escuta:
Tavares-Teles: (…): Olha pá, eu já escrevi aquela história do Deco (…). O Manuel Tavares (director de O Jogo) estava a querer pôr aquilo em grande destaque, pá!
Pinto da Costa: Não, não! Tem mais impacto aí.
Como se não fosse suficientemente habilitado como dirigente, o presidente do Porto ainda revela talento para o jornalismo, e é capaz de definir o lugar em que os textos devem sair para terem mais impacto. A escuta prossegue com a legítima preocupação do, digamos, jornalista Tavares-Teles: quando Deco fosse confrontado com uma intenção que nunca manifestara, como reagiria? Vale a pena ler o diálogo entre dois grandes senhores da comunicação social:
Tavares-Teles: O gajo não é maluco o suficiente para dizer que não, que não é nada, que é tudo mentira?
Pinto da Costa: Não! Eu falo com o Antero e ele avisa!
É interessante referir a escolha vocabular do, digamos, jornalista Tavares-Teles, para quem aquele que opta por dizer a verdade é, e cito, um «maluco».
Quando a escuta foi publicada o, digamos, jornalista Tavares-Teles esbracejou, ameaçou processar o mundo inteiro, e depois não processou ninguém e foi esbracejar para casa. Foi o melhor que fez: livrou-se de mais vergonhas e continua a escrever nos jornais — o que constitui, creio eu, um excelente negócio para os jornais: os textos de opinião são caros, mas os ditados não devem ser especialmente dispendiosos.
TAVARES-TELES e o Pato
Inventando um possível boicote de Deco à Selecção, presidente e jornalista arquitectam plano para reduzir castigo de 3 jogos aplicado ao médio.
A leitura da gravação da conversa tuteada entre Pinto da Costa e Tavares-Teles revela claramente que o texto-notícia em causa, para além de ter sido combinado entre os dois, era totalmente falso e destinava-se a chantagear os juristas da Comissão Disciplinar da Liga e o Consleho Superior de Justiça da FPF, se o caso subisse a esta instância.
1ª Cena 
- COMO PINTO DA COSTA E TAVARES TELES MONTAM UMA CHANTAGEM 
.

PC - Estou? 

TT - Sim, Jorge Nuno?
PC - Então?
TT - Então? Olha pá, eu... eu já escrevi aquela história do... Deco...ó pá, aquilo...o Manuel Tavares estava.., a querer pôr aquilo.., em grande destaque, pá!
PC - Não, não! Não ponhas porque... isso, não. Não ponhas nada. Não ponhas...
TT - Não...
PC - Tem mais impacto aí do que...
TT - Pronto! Ouve lá, e... e... entretanto o Porto vai jogar e os gajos (os jornalistas) vão perguntar ao Deco! O Deco o que é que vai dizer?
PC - Ó pá, o Deco vai dizer que está a pensar! 
TT- Oue está a pensar, não é? 

PC - É! 
  TT- Está...o gajo é maluco o suficiente para dizer que não..., que não é nada, que é tudo mentira...
PC - Pois..., mas não, eu falo com o Antero e ele avisa! 

TT - Fala ... fala com ele, a dizer que lhe vão perguntar! 
 PC – OK!
TT - Está bom? 
PC - Está bem! 

TT - Pronto! PC -Está 

TT - Um abração! Está...
 PC - Um abraço! 

TT - Tem aqui coisas muito giras. Lê isto, amanhã, que tem aqui coisas muito giras! 
 PC – OK! OK!
2ª Cena - DE COMO PINTO DA COSTA CONVENCE DECO A DIZER QUE RECUSA A SELECÇÃO NACIONAL 


Nesta cena, Pinto da Costa informa Deco da notícia que irá sair em "O Pato", secção de "O Jogo", dando como certo que se a Liga não lhe reduzir o castigo de 3 para 1 jogo, ele, Deco, se recusará a jogar na Selecção e, logo, a seguir no Euro, ensinando-lhe as respostas que deve dar aos jornalistas: 

PC - Estou. Deco?
D - Sim? 

PC - Estou! É o Presidente! Estás bem, Deco?
D - O... Presidente! Então? Tudo bem? 

PC - Olha, estou-te a falar pelo seguinte.., amanhã como sabes nós metemos o recurso do teu castigo, não é
D - Sim, sim! 

PC - ...Amanhã vai sair aquela coisa no "Pato"... 

D - Uum... 

PC - ...uma coisa a dizer... do género de "Pode estourar uma bomba... ofendido com o que foi dito ... aquele termo de "indigno" e o castigo... "
D - Hum...
PC - . . .e tal... "Pode estourar uma bomba, é possível que Deco, desgostoso com a perseguião" - dentro daquilo que tu disseste hoje!" 

D - Sim, sim!

PC -... "ofendido com a perseguião que lhe está a ser feita, se calhar, vai pedir dispensa de jogar no... na Selecão e no Europeu..." Uma coisa assim, estás a perceber?...

D - Hum, hum!
PC - ... que é como forma dizes... de pressão para...
D - Hum, hum!

PC - Para o Conselho. Portanto, se amanhã alguém te perguntar se isso é verdade se nãé o que é que pensas, tu dizes - "Desculpe, sobre isso, eu não falo nem uma palavra! Na altura própria eu... eu direi."
D - Claro!
PC -... o que tiver a dizer!

D – Está bem!

PC - Compreendes? Nem dizes ...
D - Ah, Está bem!
PC - ... Só dizes "sobre isso não digo nada! ..."
D – Está bem!

PC - "Só falarei na altura devida"

D – Está bem, está bem!

PC - Compreendes?

D – Está bem!

PC - "Falarei na altura devida".., que é para eles ficarem a dizer assim - "é pá isto é uma bronca dos diabos, deixa lá reduzir..."

D - Claro, claro
PC - Agora nem dizes que sim nem que não, nem que está... nada! "Na altura própria, eu falarei!"
D – Está bem, está bem

PC - Ok?

D – Está bem, Presidente!
PC - Deco, um abraço. Até amanhã.


 Nesta 3ª cena, o director-geral da SAD, Antero Henriques, acaba de ler em "O Pato” a notícia/comentário de Tavares Teles sobre o alegado pedido de escusa da Selecão Nacional (e da respectiva participação no Europeu), "formulado " por Deco, por se sentir ofendido com o castigo de 3 jogos que lhe fora aplicado e sobre os termos usados pelos próprios membros da Comissão Disciplinar da Liga sobre o incidente. Na verdade, não era caso para tanto barulho - Deco apenas agredira o árbitro com uma bota.
O eficiente director da SAD portista rebola-se a rir e não resiste a telefonar a Pinto da Costa. É uma cena lapidar:


Personagens: 
AH - Antero Henriques, director-geral da SAD do FC Porto: 

PC - Presidente da SAD e do FCPorto
PC - Sim? 

AH - Presidente, bom dia.
PC - Então?
AH - Esta do "Pato" sobre o Deco... vou-lhe dizer uma coisa, pá... Eu já sabia que o Presidente era um génio, mas esta, foda-se!
PC - Como é que vem ?
AH - Vem espectacular
PC - Como é que está ?

AH - Acho que uma chantagem fantástica!
PC - Como é que está ?

AH - (passando a ler) "Por aquilo que "O Pato" sabe, pode rebentar, muito em breve uma bomba... dos diabos! Deco, ofendido com os termos que a Comissão Disciplinar da Liga utilizou para qualificar o seu comportamento no já famoso caso da bota - entre outras coisas, "comportamento indigno e intimidatório", consabidamente descabelado e indisciplinado, com redobrado intento de desonrar, desprestigiar e fazer ver ao árbitro do que era capaz - parece estar na disposição de pedir escusa da Selecção Nacional pelo menos enquanto a dita Comissão Disciplinar não se retractar daquilo que ele considera ser um atentado ao seu nome, pelo que  Scolari pode ter que reduzir o número de jogadores que fazem parte da sua primeira selecção de vinte e oito para vinte e sete."

PC - Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!

AH - Espectáculo, pá!

PC - E o que é que traz mais?

AH - Espectacular, Presidente! Espectacular, pá Está Presidente?

PC - OK!

AH – Então até logo, até logo!

 As Manobras de Pinto da Costa
Sérgio Silva, que em 2008 se apresentou como investidor, conta toda a história. Diz que foi parte de uma “manobra”, que envolvia o então presidente do clube (Joaquim Teixeira), o major e... Pinto da CostaO objectivo era vender o Bessa ao desbarato.
Dois anos depois de ter sido detido por tentativa de burla ao Boavista, Sérgio Silva garante que não agiu sozinho. Em declarações ao CM, o investidor-fantasma dos axadrezados assegura que foi aliciado por Joaquim Teixeira, então presidente do Boavista, para se apresentar como solução para o clube.
O objectivo, garante, seria vender o estádio 'à empresa J. Camilo ou ao FC Porto' e o lucro era elevado.
'Prometeram-me dois milhões para enganar o Boavista', assegura Sérgio Silva que explica ainda que o pagamento total de cinco milhões seria dividido com Joaquim Teixeira.
'Assumo categoricamente que o plano era vender o estádio para a construção', afirma.
'Nunca falei com o major directamente sobre isso. Mas o Joaquim Teixeira disse que seria a família Loureiro a pagar os cinco milhões. Ele ia ficar com três, eu com dois. A preocupação deles é que as auditorias não mostrassem os buracos financeiros e que eu conseguisse depois falsificar garantias bancárias e libertar o estádio da penhora. Só tinha de o vender barato e o lucro era garantido', disse ao CM.
O investidor – que garante nunca ter tido qualquer dinheiro para usar no clube – conta também que o primeiro contacto lhe foi feito pelo administrador de insolvência dos axadrezados. Contactado pelo CM, Valentim Loureiro recusou qualquer tipo de envolvimento no alegado plano. 'Nunca falei com esse Sérgio Silva e conheço mal o Joaquim Teixeira. Isso é tudo um disparate de um homem que não tem credibilidade'.
Por sua vez, Joaquim Teixeira não ficou surpreendido. “Foi essa a versão que ele deu à PJ. Mas é completamente falsa”.
Pinto da Costa dá garantias em nome do Major
Sérgio Silva diz que durante os dois meses de negociações almoçou com Pinto da Costa e Joaquim Teixeira num espaço na praça Velasquez, no Porto. Segundo Sérgio, o presidente do FC Porto disse-lhe estar a par do plano e garantiu-lhe que iria ser recompensado.
'Esteja descansado que está com gente de palavra. Eu não conheço o Joaquim Teixeira, mas estou aqui porque um amigo e homem de palavra me pediu', terá sido a garantia dada por Pinto da Costa a Sérgio Silva. O 'salvador' do Boavista ficou convencido de que Pinto da Costa se referia a Valentim Loureiro, quando aludiu ao ‘amigo’. 
Encontro com Valentim        
Sérgio Silva diz que só falou uma vez com Valentim Loureiro, num encontro em Paredes, promovido por Joaquim Teixeira. 'O major disse-me: homem, esteja descansado que não vai ficar mal. Vai sair bem disso'.
Sérgio Silva entendeu que Valentim estava a falar dos dois milhões, tendo ficado confiante com a promessa dada pelo major. 'Ele bateu-me nas costas e garantiu-me que iria correr bem', conta Sérgio Silva. A conversa acabaria com Joaquim Teixeira e Valentim Loureiro a combinar qual a melhor data para fazer a apresentação de Sérgio à Comunicação Social como o investidor e salvador do Boavista.  É nesta altura que Sérgio insiste com Joaquim Teixeira para lhe pagarem os prometidos dois milhões, que afirma nunca ter recebido.
Diz ainda que Joaquim Teixeira terá levantado os cinco milhões de uma conta do BPN“Alguém acredita que eles não soubessem quem era o Sérgio Silva?', interroga-se, garantindo que o seu cadastro era conhecido dos dirigentes axadrezados.
Pormenores e Ameaças
Sérgio Silva diz que tem sido alvo de ameaças feitas por próximos dos axadrezados. Joaquim Teixeira terá emprestado um carro a Sérgio Silva durante o tempo em que ele apareceu como investidor. Usou um Bentley Continental da empresa do pai de Teixeira. Sérgio diz que receberia os 2 milhões por uma empresa off-shore que não chegou a criar.
O Boavista e o FC Porto encontram-se, para mais um jogo das modalidades amadoras. Os axadrezados derrotam os portistas, por 3-2, mas o jogo é repetido. Porquê? Um jogo de futsal põe em confronto dois clubes da cidade invicta. O Boavista recebe o FC Porto, no campeonato organizado pela Paralisia Cerebral  - Associação Nacional de Desporto (PCAND).
O Boavista vence por 3-2, mas o jogo é anulado, porque o FC Porto tem um jogador mal inscrito. Ou seja, o clube que apresenta jogadores mal inscritos acaba por ter uma segunda oportunidade de vencer uma partida. Assim, se o caso fizer jurisprudência, nada melhor do que inscrever um jogador de forma incorrecta, disputar uma partida e, se o resultado não agradar, denuncia-se a ilegalidade...
O jogo acabou por ser repetido. Pesquisámos e encontramos o novo resultado final. O FC Porto venceu por 2-0... O que fica para a história é que um clube cumpriu todos os requisitos, venceu, mas acabou por perder na secretaria os pontos, porque o adversário não estava ao abrigo das regras. Pagou o justo pelo pecador.

sábado, 14 de janeiro de 2012

(Contrabando & Vigarice) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (43)


Compras e Vendas de jogadores
Pinto da Costa em 1/8/2011

Pinto da Costa garantiu, esta noite, em entrevista ao Porto Canal, sobre as incidências do mercado e da anunciada transferência de Roberto (o Benfica anunciou a venda do guarda-redes ao Saragoça por 8,6 milhões de euros), o presidente do F.C. Porto disse que "são os milhões da treta".
A declaração de Pinto da Costa foi produzida no programa "Somos Porto", em entrevista que assinalou o primeiro dia da gestão da estação de TV pelo F.C. Porto, durante a qual o presidente portista garantiu não ter quaisquer propostas para alienação de passes de jogadores do F.C. Porto.
"Tirando o Helton, creio que todos os jogadores já foram transferidos. Mas isso é nos jornais. Propostas concretas não tivemosE quem quiser os nossos jogadores já sabe como negoceia o F.C. Porto. É pagar as cláusulas...", disse Pinto da Costa.
O presidente do F.C. Porto garantiu, ainda, que as principais estrelas da equipas permanecerão no clube. Pinto da Costa disse que "não trocava Hulk por Cristiano Ronaldo" e que tem "vontade de rir" quando lê nos jornais que o Atlético de Madrid quer Falcão. E assegurou que também Álvaro Pereira ficará no Dragão, apesar da recente contratação de dois laterais brasileiros. (E nós rimo-nos da “vontade de rir” do Grande Líder).
A Venda de um FALCÃO

O Falcão foi vendido por 45M€, mas não é essa a quantia que o FCP vai receber, segundo notícias que chegam de Espanha.
"O Atlético não pagou 40M€ pelo Falcão, pagou 29.5M como foi noticiado em Espanha. O resto é o valor dos salários que o Falcão teria a receber caso cumprisse o contrato no FCPorto.
Portanto, meus caros, o Atlético saiu a ganhar porque pagou 29.5M...apenas.

Agora percebem o porquê do Falcão ter renovado recentemente? Para inflaccionar o salário e fazer "disparar" o valor da transferência. Ele vai receber praticamente o mesmo valor estipulado no último contrato elaborado com o clube. Estava tudo programado, não fosse o outro um génio!
E os milhões da treta são do Roberto..."

O Negócio Falcão (R&C do FCP em 30/09/2011)

“…no período de três meses findo em 30 de Setembro de 2011 foram renegociados os contratos com os jogadores Radamel Falcao e Álvaro Pereira, com reflexo ao nível do valor das respectivas cláusulas de rescisão, prazos de duração do contrato de trabalho e remunerações associadas, que foramaumentados. Estas renegociações significaram encargos com assinatura de contrato e serviços de intermediação de, aproximadamente 6,585M€ relativos ao jogador Radamel Falcao e, aproximadamente, 0,974M€ relativos ao jogador Álvaro Pereira (...)”. in R&C, pág. 17.

“As alienações no período de três meses findo em 30 de Setembro de 2011, que geraram mais-valias no montante de 20.338.365 Euros, resultam essencialmente da alienação dos direitos de inscrição desportiva do jogador Falcão ao Atlético de Madrid, pelo montante de 40.000.000 de Euros, que gerou uma mais-valia de, aproximadamente, 20,17M€, após dedução de: (i) custos com serviços de intermediação no montante de 3,705M€  prestados pelas entidades Gestifute e Orel B.V.; (ii) de responsabilidades com o mecanismo desolidariedade no montante aproximado de 2M€; (iii) daproporção no valor de venda do passe detido pela Natland Financieringsmaatschappij B.V. no montante de 1,805M€; (iv) do efeito da actualização financeira das contas a receber e a pagar a médio prazo originadas por estas transacções, no montante de, aproximadamente, 1,69M€; e (v) do valor líquido contabilístico do passe à data da alienação, no montante de, aproximadamente, 10.629.000 Euros, que incluía os encargos com os prémios de assinatura acima referidos e respectivas comissões de intermediação.” in R&C, página 18.

6.585.000 Euros pagos em encargos com assinatura (renovação) de contrato e serviços de intermediação;
3.705.000 Euros pagos em custos com serviços deintermediação aquando da venda;
1.805.000 Euros correspondentes à percentagem do passeque não era detida pela FC Porto SAD.
Só em serviços de intermediação e encargos com a renovação do contrato de Falcao e Alvaro, foram pagos 10,29M€ + 0,974M€ (11,264M€) em pouco mais de um mês (renovação em 14/Julho e venda ao Atletico Madrid em 18/Agosto).

Nova versão (um supônhamos).

O Nuno Jorge, presidente de uma empresa frutícola, conhecida pelos seus métodos pouco transparentes, decidiu vender  laranjas que provinham de um produtor local.
O preço de mercado, dessas laranjas, era de 30 unidades. Nuno Jorge sabia que as teria de vender, pois, caso contrário, arriscar-se-ia a vê-las apodrecer no armazém.
Eis que entra na jogada Mendes Joca, conhecido intermediário do sector, que se propõe vender as laranjas por 45 unidades...em troca de 5 unidades para si e 5 para o produtor local. O negócio agradou, desde logo, ao Nuno Jorge, pois conseguiria 35 unidades pelas laranjas em vez de 30. Tudo parecia perfeito.
O Mendes Joca, moveu as suas influências por forma a encontrar quem pagasse as 45 unidades, mas a coisa complicou-se...ninguém parecia disposto a isso e o produtor local, ao sentir o seu negócio a cair por terra, começou a pressionar.

É neste contexto, que entra em cena uma cadeia de supermercados espanhola, a Frutatlética Madrilena, disposta a pagar 40 unidades pela mercadoria. O produtor local e o Mendes Joca rejubilam com esta oportunidade. Porém, Nuno Jorge, faz contas à vida. Ele percebe que, pagando as 10 unidades ao produtor e ao intermediário, apenas ficará com as 30 unidades iniciais e será, por isso, o único a não lucrar com a entrada em cena do Mendes Joca.
Mas Jorge Nuno, habituado a esquemas pouco claros, logo arranja um forma de receber as 45 unidades. Vende, ao mesmo comprador, uma cesta de melões por 5 unidades, conseguindo assim as tais 5 unidades que faltavam ao seu bolso.
Todos ficaram felizes e com os bolsos mais recheados...

Os Negócios da Treta

"O negócio Falcão é um grande triunfo de Pinto da Costa".
Treta. É, quanto muito, um triunfo da máquina de propaganda portista. Pinto da Costa não queria vender Falcão, e pensou, genuinamente, que, com a extensão do contrato, poderia guardá-lo pelo menos mais um ano e fazer uma boa Liga dos Campeões esta época. A venda de Falcão, forçada pelo jogador e pelo empresário do jogador a dez dias do encerramento do mercado e a duas semanas do início da referida Liga dos Campeões, e sem alternativas credíveis imediatas no plantel, é uma derrota para o Porto – que, por agora, tem o Kléber, o Djalma e o Walter para jogar à frente, três que (ainda) não fazem um.

O negócio Falcão é um grande negócio

Querem mesmo a verdade? É treta. O negócio Falcão, como o negócio Hulk daqui a um ano, é, na verdade, a pior notícia possível para os adeptos do Porto, porque lhes garante uma verdade indubitável: o Porto ainda não conseguiu dar o salto.

O percurso natural para uma equipa como a do Porto seria a de se estabelecer entre as cinco ou seis melhores da Europa, e como candidata natural, no início de cada ano, pelo menos à presença nas meias-finais da Liga dos Campeões.  Mas, mais de 300 milhões de euros ganhos em transferências (e gastos em transferências) depois, o Porto vê um dos seus jogadores fulcrais facilmente roubado por uma equipa de segunda linha de Espanha, das que «fazem rir».
E assim se vão as esperanças de fazer do Porto uma verdadeira grande equipa europeia. Porque jogadores como Falcão são os que fazem a diferença entre as grandes equipas e as equipas que só dão luta. O que é que o Porto conseguiu com a transferência de Falcão? Recapitulemos:

Trocar um jogador e meio (Falcão e Micael) por nove, o que seria excelente se, nesses nove (praticamente uma equipa inteira, note-se), houvesse, por um lado, um único Falcão, ou alguém que se aproximasse, ou se houvesse, nesses nove, alguém que fizesse a diferença (já para não ir à questão de fazer golos), ou se não pudessem jogar, apenas, onze de cada vez. Na verdade, por mais que os futeboleiros falem da riqueza do plantel, o que faz o verdadeiro sucesso de uma equipa são os seus melhores jogadores.
(No blogue “Religião Nacional”).

A oferta por HULK. Outra mentira.
No DN Desporto
Os multimilionários do Anzhi ofereceram, no último dia do mercado de transferências nacional, uma proposta de 87 milhões de euros pelo passe de Hulk. A notícia falsa é avançada pelo sítio desportivo Goal, que garante que Pinto da Costa rejeitou a proposta por querer, pelo menos, 90 milhões de euros.
Uma delegação do clube russo terá estado na cidade Invicta, onde ofereceu um contrato no valor de 10,5 milhões de euros anuais a Hulk. O negócio, contudo, não se concretizou.
mesmo sítio desportivo garante que o FC Porto abortou o empréstimo de Walter ao Saint-Etienne, precisamente porque estavam prontos a libertar Hulk e, por isso, iriam necessitar do atacante, que acabou por nem ser inscrito na Liga dos Campeões.
Um porta-voz do clube russo não confirmou ter apresentado a proposta por Hulk. "Nós nunca comentamos sobre essas coisas. Quando há alguma coisa a comentar, somente o presidente o faz", vincou. Um assistente do empresário de Hulk, Juan Figer, contudo, admite ter havido uma proposta. "Um clube russo estava firme e fez uma proposta. O Porto recebeu uma oferta", garantiu, sem mais acrescentar.
O Desmentido do Anzhi

O propósito do emblema da República do Daguestão (Anzhi) foi assumido pelo diretor-geral German Chistyakov, em declarações à imprensa russa. “É verdade que estivemos em negociações com o FC Porto, mas estas foram interrompidas 15 dias antes do fecho do período de transferências. Relativamente a quantias referidas na imprensa, apenas posso dizer que nunca fizemos uma proposta nesse moldes. Esses números não são apenas incorrectos, como não têm nada a ver com a realidade do mercado do futebol”, salientou quando confrontado com as referências insistentes a uma oferta concreta na ordem dos 87 milhões que teria sido recusada pelos responsáveis da SAD portista.

O Desmentido do Empresário

A proposta do Anzhi foi ontem confirmada por German Tkachenko, um empresário russo que lidera a ProSports Management, empresa que negoceia jogadores e trabalha directamente com o clube russo que mais dinheiro tem para investir. "Falámos e conseguimos um acordo com Hulk, mas depois o FC Porto exigiu uma quantia exorbitante pelo seu passe: 70 milhões de euros", disse ao mais conceituado jornal desportivo russo, o Sport.
Numa entrevista ao L´Équipe, “plantada” pelo Porto, Antero Henrique diz o seguinte: "Hoje em dia, Hulk faz parte do grupo dos três melhores jogadores do mundo, com Messi e Cristiano Ronaldo. Não queremos vendê-lo", disse Antero Henrique àquela publicação francesa.
Málaga e Manchester City são outros clubes milionários que já admitiram gostar do jogador. Mas, tal como o Anzhi, recusam pagar o valor que o FC Porto alegadamente pede, ainda assim 30 milhões abaixo da cláusula de transferência.
Resumindo: O Anzhi fez uma proposta pelo Hulk, até agora desconhecida, mas o Porto contrapropôs uma de 70M€ que foi prontamente recusada pelo clube russo por “não ter nada a ver com a realidade do mercado do futebol” ou como diz o empresário, “o Porto exigiu uma quantia exorbitante pelo seu passe: 70 milhões de euros".

O que faz o Porto? “Planta” uma notícia no site “GOAL” dizendo que o Anzhi ofereceu 87M€ pelo Hulk, mas que Pinto da Costa, o grande negociador, recusou prontamente contrapropondo 90M€.Tudo inventado.
(Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo).

O Negócio Moutinho. A Delapidação.

"O FC Porto comunicou nesta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que recomprou 22,5 por cento do passe de João Moutinho, por quatro milhões de euros.
Esta percentagem foi comprada “ao Soccer Invest Fund – Fundo Especial de Investimento Mobiliário Fechado, o qual é gerido e representado pela MNF GESTÃO DE ACTIVOS – SGFIM, SA, fundo este ao qual a Mamers B.V. cedeu a sua posição contratual relativamente aos direitos económicos que detinha sobre este atleta”, refere o comunicado da SAD portista.

No comunicado, o FC Porto não esclarece qual a percentagem do passe de Moutinho que detém actualmente, mas depreende-se que será de 85 por cento.
O FC Porto contratou o jogador ao Sporting, pagando 11 milhões de euros, mais metade do passe de Nuno André Coelho.
Em Outubro de 2010, a SAD portista vendeu 37,5 por cento do passe do médio à sociedade à Mamers B.V, recebendo 4,125 milhões de euros.
Agora gasta quatro milhões para recomprar uma parcela menor, de 22,5 por cento, depreendendo-se que o FC Porto fica com 85 por cento e o fundo com os restantes 15.
Saliente-se ainda que o Sporting tem direito a receber 25 por cento da mais-valia resultante de uma futura venda numa transferência superior a 11 milhões."

Ora bem, uma Sociedade Desportiva cotada em bolsa, vende a uma empresa 37,5 % dos direitos económicos de um jogador por 4,125 milhões de euros, presumindo que o valor do jogador, dois meses depois de ser comprado, não tinha sido valorizado. Esta mesma empresa vende a um Fundo essa percentagem, não se sabendo no entanto o valor em causa.
Agora a Sociedade Desportiva cotada em bolsa volta a comprar, desta vez ao tal Fundo 25% dos direitos económicos do mesmo jogador por 4 milhões de euros. Isto é, avalia-o em 20M€.
Presume-se que o jogador tenha sido valorizado em 5 milhões de euros, já que 37,5% de 11 milhões são 4,125 M€ e 25% de 16 milhões são 4 M€. Confusos? Eu também.
No meio disto tudo, um dos elementos da empresa que representa o tal fundo pertence aos Órgãos Sociais do Sporting: João Lino de Castro. É bastante óbvio quem trabalha para quem e quem ganha com quem. Para a CMVM, não!

Agora aconteceu aquilo que se previa. Os administradores do FCP delapidaram o património do clube, no valor possivel de 6M€.
O Porto tinha vendido, pouco depois de comprar Moutinho, 37,5% por 4,1M€, ou seja, sem lucro a uma empresa holandesa que pertence a dois conhecidos portistas, obviamente testas de ferro de Pinto da Costa. A empresa com quem eles fizeram o negócio chama-se Mamers B.V. e é holandesa. Só tem um accionista que é a "Stichting Mamers"que tem no seu conselho de administração Fernando Duarte Rodrigues Cordeiro (presidente), Fernando Duarte Rodrigues Cordeiro Filho (filho do presidente), António Fernando Maia Moreira de Sá e Flávio Azevedo Moreira de Sá.

António Fernando Moreira de Sá foi eleito para o conselho superior dos portistas e é amigo de longa data de Pinto da Costa. O seu filho Flávio, é um ex-jogador da bola que chegou a jogar na 1ª divisão (Rio Ave) em 2004/2005. O seu sonho sempre foi chegar ao FCP e mesmo com muitos favores, a falta de talento falou mais alto e acabou por desistir do futebol ainda jovem.
Fernando Duarte Rodrigues Cordeiro é acionista da extinta SLN e foi membro do conselho de superior do BPN. interessante frisar que já após a intervenção do estado no BPN, este senhorconseguiu que lhe fosse paga uma factura de mais de 200 mil euros. É sócio em vários negócios e amigo do peito de António Fernando Moreira de Sá, tendo também relações próximas com Rui Moreira, Pinto da Costa e Reinaldo Teles.

Portanto este fundo é detido por 2 senhores que colocaram na sua administração 2 filhos. O negócio ficou então em familia e o que se sabe é que se Moutinho for vendido, o fundo lucra muito mais que o FCP."
Agora o Porto recompra pelos mesmos 4 milhões... apenas 22,5% do Moutinho. Ou seja, a empresa dos capangas de Pinto da Costa, a custo zero fica com 15% do passe de Moutinho, que vão dar um lucro de cerca de 6 milhões de euros. Lucro de seis milhões investindo zero!

Onde está a PJ? Há aqui uma fuga ao fisco de milhões! Esses 6 milhões de euros teriam que dar ao Estado mais de 2 milhões... é uma vergonha, e os media não piam!
Se o Porto vende o Moutinho por 40M€, o Sporting recebe 8,75M€, o Portimonense 0,5M€, o Porto... dos quarenta só vê 24,75M€, porque na mão do pintinho, com crime fiscal pelo meio ficam 6 milhões de… custos de intermediação.

Num dos mais populares blogues portistas

Se todos sabíamos que Walter jogava no Internacional de Porto Alegre, porque pagámos a transferência ao Rentistas??
Perante isto, “meti os pés ao caminho” e fui tentar descobrir algo mais sobre este clube.
Então e o que descobri? Trata-se de um clube da 2.ª divisão do Uruguai, fundado em 23/03/1933, com sede na capital Montevideu. Numa pesquisa mais aprofundada, pude perceber que o seu nome surge sempre ligado ao empresário FIFA Juan Figer.
E porquê? Alegadamente, Juan Figer faz ou fazia passar os seus jogadores pelo Rentistas, emprestando-os de seguida a clubes brasileiros ou faziam nesses clubes a ponte entre transferências América do Sul-Europa. O assunto está sob investigação das autoridades competentes sob o título “Triangulação Uruguaia”, por forte suspeita de evasão fiscal.
Ora, como qualquer cidadão responsável e que acredita na justiça, não vou fazer outras quaisquer considerações adicionais ao processo até ao mesmo ser julgado.

Naquilo que nos diz respeito, e como certamente ninguém será tão insano de acreditar que Walter foi atleta deste clube um único dia da sua vida, a minha questão é óbvia, e julgo eu natural: porque razão o Futebol Clube do Porto anuncia a contratação do atleta a este clube? Porque razão o Futebol Clube do Porto pagou a esse clube seis milhões de euros por 75% do passe de Walter? Responderão certamente os mais tradicionalistas: “Pagámos porque o passe pertencia ao Club Atlético Rentistas.”. Ora aí está uma bela resposta, que gera outra pergunta aos mais curiosos: “Mas como é que o passe do jogador pertencia num dia ao seu clube de origem, e no outro dia a outro, sem o jogador ter efectuado um único jogo por esse clube?”. Como diria Fernando Pessa: “E esta, hein??”. E como nos dava jeito agora este dinheirinho....

Tudo isto para dizer que nós os Portistas não andamos a dormir!
Temos confiança nas pessoas que lideram os nossos destinos, mas não façam de nós parvos.
Não queiram louvores quando ganham, mesmo que esbanjando dinheiro como este, mas quando têm que tomar decisões em contextos mais difíceis se justifiquem com a menor liquidez da banca.
Respeitem a inteligência, amor e sacrifício que para nós significa pagar 10€ mensais para a quota, mais 125€ ou 200€ ou 300€ por ano para o nosso lugar anual no Dragão, mais outro tanto para o lugar anual no Dragão Caixa, mais 20€ ou 30€ por cada jogo fora de casa e mais umas centenas de euros por cada jogo no estrangeiro. Respeitem isso, pois no orçamento do final do ano, este valor pesa e de que maneira nas nossas contas... pelos vistos pesa bem mais do que os milhões que parecem esbanjar em determinadas alturas e que depois parecem fazer falta”.
(Não andam a dormir, dizem eles! Então o que têm andado a fazer nos últimos anos?)

sábado, 7 de janeiro de 2012

( A Caloteirada) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (42)


As Dívidas ao Standard
A dívida do FC Porto ao St. Liège vai ser resolvida na FIFA. A garantia foi dada ao CM pelo director-geral do emblema belga, Pierre François. O dirigente diz que os dragões "continuam sem pagar a primeira tranche da transferência de Defour e Mangala" e "não dão sinais de querer fazê-lo, depois de várias tentativas de contacto".

"Vamos levar o caso para a FIFA, não vemos outra solução perante o silêncio do FC Porto, que simplesmente não nos responde. Estou muito desiludido", explicou o dirigente, que recusou confirmar que em falta estão quatro milhões de euros, relativos à primeira tranche das transferências do médio Defour (6 milhões de euros) e do central Mangala (6,5 milhões).

O FC Porto é um grande clube europeu em termos de ranking mas pequeno no tratamento destas questões, porque se não tinha capacidade financeira para adquirir dois dos nossos melhores jogadores, não deviam ter negociado'(...) “Não se preocuparam em dar-nos uma explicação, apesar das nossas inúmeras tentativas para chegar à fala com algum responsável”.
Para o director do St. Liège, "é irrelevante" que o FC Porto queira pagar depois de receber os 40 milhões do Atl. Madrid por Falcão". "Não nos comunicaram esse desejo e não é problema nosso. O nosso acordo é claro e não está a ser cumprido. Se não havia dinheiro para cumprir o acordo, houve má-fé", frisou. O dirigente disse, ainda, que O Benfica teve um comportamento completamente diferente e procedeu ao pagamento acordado, mal recebeu o certificado internacional de Witsel.”

Duas Semanas depois o clube belga voltou a acusar o FC Porto de não honrar os compromissos no que diz respeito às transferências de Defour e Mangala para o Dragão.
“O FC Porto respondeu às solicitações do nosso director-geral com um telefonema na sexta-feira, dia 7 de Outubro, para anunciar que o pagamento das somas devidas pelas transferências dos jogadores Defour e Mangala seria feito até ao fim da semana que passou”, pode ler-se no comunicado publicado pelo Standard de Liège na página oficial na Internet.

“Apesar desta promessa de pagamento – já atrasado – nenhuma quantia foi paga até ao dia de hoje pelo FC Porto. O Standard de Liège iniciará imediatamente os procedimentos necessários junto aos órgãos competentes”, conclui o clube belga.

O Standard de Liège já se tinha queixado da falta de pagamento por parte do FC Porto a 29 de Setembro, num comunicado em que acusava os “dragões” de não honrarem o compromisso assumido. Na altura, o FC Porto assumiu “alguns dias” de atraso no pagamento ao Standard de Liège. “O Atlético de Madrid ainda não pagou a transferência de Radamel Falcao e isso obriga ao adiamento de alguns pagamentos”, explicava o clube na altura.



O dirigente admitiu mesmo que a FIFA possa proibir o FC Porto de utilizar os dois jogadores. O dirigente vai mais longe e revelou que não acredita nos argumentos portistas, de que o atraso no pagamento se deve ao facto de ainda não ter recebido dinheiro do Atl. Madrid pela transferência de Falcao.

«Ainda recentemente contratámos um jogador ao Malines, Buyens, e pagámos, não dissemos que estávamos à espera do dinheiro do FC Porto para lhes pagar», atirou François. O dirigente sublinhou ainda os «largos milhões de euros» que os dragões receberam da UEFA pela sua participação na Liga dos Campeões.

Reacções em blogues azuis
“Realmente, que vergonha, FCPorto. Foi preciso chegar a este ponto?
Dois ou três comunicados do Standard de Liège? Por amor de Deus, este problema não poderia ter sido resolvido internamente, com acordo entre as partes, se efectivamente há dificuldades de tesouraria?

O Standard de Líege não é um clube de vão de escada e certamente fazem estes comunicados porque o FC Porto, para além de não ter cumprido os prazos estabelecidos de pagamento, continua a adiar consecutivamente e pior ainda, pelos vistos também não dão explicações ao clube devedor, fazendo com que estes tenham que ameaçar com FIFAs e afins.
Enfim, uma Vergonha, FC Porto.”
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“Pierre François, director-geral do Standard de Liège, endureceu o discurso contra o FC Porto. Ainda com o pagamento em falta pelas transferências de Mangala e Defour, o clube belga prepara-se para avançar com um processo junto da UEFA e tentar quebrar a licença europeia dos azuis e brancos, alegando incumprimento.

"O Standard de Liège vai interpor uma acção junto da UEFA e do seu dispositivo de licença europeia que sanciona os clubes que não cumprem com os seus compromissos e que pode afastar o FC Porto das competições europeias", declarou o dirigente a O JOGO. Com o incumprimento no pagamento da primeira prestação pelas transferências dos dois jogadores, Pierre François promete mesmo ir mais longe nas suas intenções:
"A falta de pagamento da primeira de três prestações pelas transferências de Mangala e Defour torna agora legítima a exigência do pagamento integral".
O conflito entre os dois clubes parece inevitável, sobretudo depois de o FC Porto ter falhado uma segunda vez, depois de um telefonema aos dirigentes do clube belga, onde garantiam pagar na semana seguinte.
"Comunicaram connosco há 15 dias dizendo que não tinham como pagar até ali, mas que o iam fazer na semana seguinte e eu respondi que íamos ficar à espera, mas que se não tinham dinheiro não deviam ter contratado os jogadores, pagando-lhes prémios de assinaturas e que eles podiam perfeitamente ter ficado no Standard de Liège, permitindo-nos, quem sabe, tê-los transferido para outros clubes", frisou. A questão do alegado atraso do Atlético de Madrid no pagamento de Falcão para justificar este atraso na transacção também não mereceu quaisquer contemplações por parte de Pierre François:
"Dizer que não têm dinheiro porque ainda não receberam o pagamento pelo Falcao é desculpa de mau pagador. As minhas transferências estão pagas, não estive à espera do dinheiro de Mangala ou de Defour para pagar os reforços do Standard de Liège, portanto o FC Porto devia ter feito igual e só devia ter comprado se tivesse dinheiro".

Não é preciso dizer ou acrescentar mais nada ao que já tenho dito a não ser: VERGONHOSO.”

Testemunho
Manuel Boto aproveitou para deixar uma farpa ao FC Porto pela contratação de Mangala e Defour. “Estou surpreendido pela sua recusa de ir para o Valência”, disse, explicando: “Há poucos dias estava com o Presidente do Valência e este recebeu uma mensagem de um dirigente do Standard a dizer que tinham sido obrigados a negociar com o FCPorto”. E ainda sobre o negócio, atirou: “Todos sabemos bem por que razão esses dois jogadores vão para o FCPorto”.
Pierre François, director do Standard Liége, diz à imprensa do seu país que não entendeu a nega de Mangala ao Valência, quer desportiva quer financeiramente.

A (falta de) liquidez do Porto
Engraçado como o Standard de Liége reagiu ao calote do Porto,dizendo que o Benfica pagou tudo a horas. Os belgas, afinal, não são passarinhos. Já aprenderam como é que a coisa funciona. Não são só os dirigentes da América do Sul que, quando querem vender um jogador ao Porto, dizem que o Benfica fez uma oferta (e vice-versa).

Neste caso noto o que, para mim, mais do que o folclore, é importante: a falta de liquidez do Porto. A desculpa de não terem recebido o dinheiro do Atlético de Madrid é, nitidamente, de mau pagador. O que é que o Standard tem a ver com isso? Por essa ordem de ideias o Anzhi chegava ao Porto, levava o Hulk por 100 milhões, punha-o a jogar, não pagava e o tipo da massa dizia: «Ainda não vou pagar porque estou à espera de encontrar petróleo ali num buraco que abri no quintal, e só tenho dinheiro quando me comprarem o produto.»
Agora, o Porto dizer que está à espera do dinheiro do Falcão é revelador do estado financeiro do clube. A ser verdade, isso revela-nos várias coisas:

- o Porto gastou mais dinheiro do que o que tinha para gastar (senão, obviamente, não estaria à espera do dinheiro do Falcão), e fê-lo em jogadores de segunda linha ou em futuros. À excepção do Kléber, que foi atirado à força para a fogueira e até lesionado joga, o «reforço» mais utilizado, até agora, pelo Porto, é o Defour. Reforço? De quê? 35 milhões de euros bem empregues, e ainda mais considerando que não foram pagos. Tenho o feeling que há aqui meninos que antes de serem pagos já estão a ser vendidos;

- o Porto não comprou um substituto à altura do Falcão não por opção, nem por confiar no Kléber, nem por mais nada a não ser por ter sido apanhado com as calças na mão. Não comprou porque não teve dinheiro para comprar o único jogador que, realmente, devia ter comprado: um ponta-de-lança para o lugar do único titular que perdeu. O Porto não só gastou muito (e noto que o Iturbe foi o que custou menos) como, na fuçanga de roubar os dois brasucas ao Benfica, gastou antes do tempo;

- o Porto tem problemas de financiamento, apesar das largas dezenas de milhões de euros que recebeu só em vendas de jogadores  nos últimos sete anos.

Engraçado como, na secção portista do Record, ao mesmo tempo que vão dando umas bicadas no Grande Timoneiro, continua a sintonia entre a Direcção e o aparelho de propaganda. A última frase da mini-crónica a que eu chamo, carinhosamente, de cantinho do superdragão, em que um jornalista da casa dá uma opinião bem fundada sobre o dia a dia do clube, podia ter sido escrita pelo próprio team manager – não conheço o tipo mas gostei deste termo, dá uma ideia de grande profissionalismo, à inglesa. Na sequência do encorajamento para o jogo com a Académica, do amigo Pedro Emanuel (vocês vão ver…), Vítor Pinto escreve: «A reflexão sobre as opções de mercado, o modelo de jogo e até as decisões no banco terá de ser feita em cima de um triunfo.»

Tradução para uma mente pouco habituada: a Direcção está atenta aos problemas, não tem a cabeça enfiada na areia, mas pede aos adeptos para não dificultarem o trabalho ao treinador porque um mau resultado em Coimbra poderia complicar ainda mais as coisas. Não tenham dúvidas de que vamos pedir satisfações ao homem, mas tem que ser feito com calma. E não se esqueçam que o Pedro Emanuel é nosso amigo e que temos lá uma data de jogadores à borla. Ficai tranquilos. Além disso já não perdemos em Coimbra desde o tempo em que o Eusébio ainda andava de Fórmula 1. Tá controlado, carago!

O Mito da Infalibilidade do Papa
Diz Rui Sousa que a SAD portista está a gerir o processo Mangala com toda a tranquilidade porque «mantém o controlo da situação». Pierre François, director do Standard Liége, diz à imprensa do seu país que não entendeu a nega de Mangala ao Valência, quer desportiva quer financeiramente.
O «controlo da situação», digo eu, é o controlo do jogador e do empresário, feitos à revelia do clube, muito provavelmente a troco de contrapartidas financeiras (escondidas ou não) no momento em que o Benfica fez a sua oferta pelo jogador e este se revelou uma possível nova vitória de mercado. O arrastar da situação deve-se a isso. Para que ninguém se esqueça, Rui Sousa acrescenta no penúltimo parágrafo: «Certo é que o central, de 20 anos, deu preferência ao FC Porto, depois de ter recusado o Benfica e o Valência, tendo já um acordo com os azuis e brancos.»
A situação de Defour também «está controlada» (André Monteiro). 

Novamente, o Standard de Liége foi apanhado na curva e, com tudo negociado com o jogador, tem de comer e calar. «A SAD não está disposta a deixar que os obstáculos colocados pelo emblema belga acabem por inflacionar o preço de uma eventual transacção.» O método do Porto, obviamente, é segurar os jogadores, quer directamente quer através dos empresários (com dinheiro), e encostar os clubes à parede.As suas vitórias de mercado sobre o Benfica assentam neste método.

Num Blogue Andrade
Constata-se que em 28/10/2011 a FCP SAD ainda surgia oficialmente como detentora de 100% dos “passes” dos jogadores Defour e Mangala. Quanto aos valores de aquisição dos passes, são mantidos os que tinham sido comunicados em 16/08/2011 mas, desta vez, passam a ser referidos 500.000€ de encargos com serviços de intermediação na contratação do jovem defesa-central francês (no caso do médio belga, nada é dito acerca de encargos adicionais).

Um mês depois, no Relatório e Contas Consolidado do 1º Trimestre 2011/2012, ponto 5 ‘Activos Intangíveis – Valor do Plantel’ (página 16), verifica-se que em 30/11/2011 a FCP SAD já só era detentora de 90% dos direitos económicos de Defour e Mangala e, para além dos valores de aquisição dos “passes”, surgem como Encargos adicionais 1.850.339€ no caso de Defour e 1.020.000€ no caso de Mangala.

Ou seja, de 100% a FCP SAD passou a detentora de 90% dos “passes”, sem que tenha sido explicado o que aconteceu aos 10% que deixou de deter. Quanto aos encargos adicionais, no caso de Mangala passaram de 500.000€ para 1.020.000€ (porquê?) e no caso de Defour de zero para 1.850.339€.

Finalmente, no comunicado de 27 de Dezembro, ficamos a saber que a Futebol Clube do Porto – Futebol SAD alienou à Doyen Sports Investments Limited:
• 33,33% dos direitos económicos do jogador Mangala por 2.647.059€;
• 33,33% dos direitos económicos do jogador Defour por 2.352.941€.

E, adicionalmente, que a FCP SAD atribuiu 10% da receita líquida de uma eventual transferência à sociedade Robi Plus, pelo que passou a deter 56,67% dos direitos económicos de cada um destes jogadores.
No futuro, veremos qual vai ser a valorização destes “activos”. Para já, do lado dos custos, sabemos que o valor total da aquisição dos “passes” de Defour e Mangala perfez 15.370.339€ (7.850.339€ + 7.520.000€), enquanto que do lado das receitas, o que veio a público é que a FCP SAD encaixou 5.000.000€ (2.647.059€ + 2.352.941€) pelos 43,33% que já não lhe pertencem. Ou seja, a não ser que faltem dados nos comunicados e relatórios oficiais, na alienação destes 43,33% não houve qualquer valorização dos dois “activos”, bem pelo contrário. Para, no mínimo, não perder dinheiro, os 43,33% deveriam ter rendido à FCP SAD 6.659.967€ (0,4333 x 15.370.339€) e não os 5.000.000€ que se depreende do último comunicado.

Olhando para este conjunto de factos e números, há coisas que não batem certo e outras que estão mal explicadas. Talvez falte alguma informação, mas cada um que tire as suas conclusões.
(Parece haver portistas a abrirem os olhos. Mas ainda não viram nada).

Nova Novela Brasileira - A dívida ao Santos
O presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira, confirma atrasos do FC Porto na liquidação da transferência de Alex Sandro. Dirigente admite adiar vinda de Danilo para Portugal.

«É verdade que há um problema de recebimento das parcelas referentes à compra do Alex Sandro. No mínimo, o Porto está atrasado, por isso podemos tentar fazer com que o Danilo fique até junho», afirmou o líder do clube brasileiro.