ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

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sábado, 24 de dezembro de 2011

( Os Apafes Portugueses) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (40)


COM VOTOS DE NATAL E ANO NOVO FELIZES!

Árbitros portugueses

Jorge Sousa, um árbitro do Portopor Ricardo A. Pereira 
Reza a lenda que o árbitro Jorge Sousa foi membro dos Super-Dragões. Não sei se o boato começou porque alguém testemunhou a sua presença na claque ou porque, nos jogos que arbitra, Jorge Sousa parece mais portista que o Jorge Nuno. No Braga-Benfica do ano passado, ficou célebre o golo anulado ao Benfica porque, ao que supuseram os especialistas na altura, Luisão teria respirado com demasiada força no momento de cabecear. Na final da Taça da Liga, permitiu que Bruno Alves e Raul Meireles ficassem em campo até ao fim, provavelmente para ver qual dos dois venceria o seu campeonato privado de agressões. Foi renhido, mas julgo que ganhou Bruno Alves por 4-3. No Rio Ave-Porto desta semana, deixou que Falcão se pusesse às cavalitas de um adversário no primeiro golo e admoestou, com cartão amarelo, um jogador vila-condense por ter tido a desfaçatez de sofrer um penalty. Quando se diz que determinado jogo vai ser arbitrado por Jorge Sousa, árbitro do Porto, sou eu o único que suspeita que não se estão a referir à origem geográfica do juiz?

Olegário Benquerençapor João Querido Manha
"A notícia na arbitragem do futebol é quando o árbitro toma uma boa decisão. Olegário Benquerença tomou uma excelente no Guimarães-Porto ao assinalar o primeiro penalti em mais de um ano. Ora, um ato revolucionário é notícia.
Queixam-se os descrentes da clareza dos triunfos do Porto, por causa da coincidência de um novo arranque de campeonato confortado por um penálti desnecessário, que aquele tipo de jogadas raramente sofre punição e que, particularmente com o árbitro de Leiria, os contactos físicos dentro da área eram por norma julgados com grande latitude.
Benquerença era até ao começo desta segunda época da Liga de Fernando Gomes o árbitro que assinalava mais faltas longe das grandes áreas, apitando por tudo e por nada. Mas era também o mais parcimonioso em matéria de castigos máximos, seguindo a “cartilha” do mestre António Garrido de sancionar pelo critério de “perigo de golo”, que consiste em punir sistematicamente os avançados nos lances de contacto “duvidoso” na área.
Pois, no regresso a Guimarães, menos de um ano depois dos escândalos do Vitória-Benfica da época passada, Benquerença apresentou uma visão cristalina, assumindo sem medo decisões capazes de modificar irreversivelmente o desfecho de um jogo. Não deu razões para críticas como as de Manuel Machado, mas a invulgaridade da sua intervenção deixou a maioria dos analistas de pé atrás, como se alguma coisa não estivesse a bater certo. O Record, por exemplo, diz que decidiu bem, que realizou trabalho “positivo”, mas castigou-o na nota (3/5).
Ao contrário de outros colegas, que não mudaram nada com as últimas “formações” e reciclagens, Benquerença promete uma época em grande. Para já, deu um contributo extraordinário para acabar com as faltas ocultas de grande área nos lances de bola parada, que ele não terá tido capacidade de descortinar em 14 épocas na 1.ª divisão.
No passado do juiz leiriense não vislumbramos um lance como o do ingénuo Olímpio com o grande cabeceador Sapunaru. Num total de 175 jogos de 1.ª Liga, parece que nunca se confrontara com um defesa a agarrar um adversário num pontapé de canto – caso contrário não teria assinalado a míngua de 39 penáltis numa carreira tão longa, 33 dos quais (85%) antes de ingressar no quadro de elite da UEFA e da FIFA.
Benquerença não viu qualquer grande penalidade no último campeonato e apenas um nos últimos 36 jogos que dirigiu (por coincidência em Guimarães contra o Vitória). E até domingo passado, só conseguia enxergar faltas fora da grande área.
Ao recuperar a melhor visão das imediações das balizas, oferece uma nova perspetiva ao campeonato nacional, pois a “catimba” que os treinadores trabalham intensamente à porta fechada durante a semana, para impedir os avançados de marcarem mais golos, pode ter os dias contados. Caso contrário, vão chover penalties.

Os Árbitros e a ausência de Erros, por João Querido Manha
Quando perdeu o FC Porto pela última vez na Liga por causa de erros de um árbitro? 
Felizmente para o clube de Pinto da Costa isso já não ocorre há muito tempo, mais precisamente desde a temporada de 2001-02 quando, entre um número anormal de oito derrotas, duas delas tiveram, de facto, a marca dos erros de arbitragem.

O curioso da situação é que os juízes envolvidos, Luís Miranda e Emanuel Câmara, pagaram os penaltis perdoados a Beira-mar e Santa Clara com o afastamento do grupo da elite da arbitragem. Falharam e foram afastados, embora Miranda estivesse já próximo do limite de idade.

Nas dez épocas seguintes, o FC Porto sofreu apenas 26 derrotas na Liga portuguesa e embora algumas com arbitragens negativas para os azuis, como a de Carlos Xistra com o Sporting em 2007-08, validando um golo irregular de Izmailov, não voltou a haver uma relação directa entre a arbitragem e o resultado. E a polémica mor com João Ferreira e Lucílio Baptista no jogo «do túnel» não correspondeu a prejuízos dentro das quatro linhas.

Seria, contudo, estulto pensar que o FC Porto não tivesse também sofrido erros de arbitragem num conjunto de mais de 300 jogos. Quando tal se verificou, porém, a equipa conseguiu superar as dificuldades e pelo menos não perder, mas foram muito mais as partidas em que os resultados positivos tiveram contributo de maus julgamentos.

De vilão a herói
Bruno Paixão sofreu impiedosa perseguição psicológica de entidades portistas, sendo tratado como «vilão» nos programas de televisão por causa dos erros no Campomaiorense-FC Porto (1-0) de 2000, em particular a permissividade a uma marcação sistematicamente faltosa sobre Jardel, inclusive com lances de penalti não assinalado. Foi uma noite terrível, que lhe custou uma quarentena, mas após ano e meio, voltou ao bom caminho, com 10 triunfos portistas em 13 encontros, figurando hoje entre os «heróis» de Pinto da Costa. 

1 Penalti a cada 16 jogos
Quando Rui Silva, no domingo passado, assinalou um penalti no Dragão contra os donos da casa soaram campainhas de alerta pelo inusitado da situação. Em média, o FC Porto só sofre um penalti a cada 16 partidas e raramente nas primeiras jornadas. Desde 2004, aliás, no ano do título perdido para o Benfica, que o FC Porto não era punido com uma grande penalidade das primeiras quatro jornadas da Liga.

Luis Miranda  -  O que fez
Num Beira-Mar-FC Porto (2-0) perdoou uma grande penalidade aos aveirenses e ainda expulsou Alenitchev no começo da 2.ª parte.
O que lhe aconteceu?
Nos oito meses seguintes, até final da época, o juiz de Torres Vedras só mereceu mais três nomeações e encerrou a carreira, na maior discrição.

Emanuel Câmara
 -  O que fez
Num Santa Clara-FC Porto (2-1), deixou passar em claro um penalti (passível de cartão vermelho) de Rui Gregório sobre Hélder Postiga.
O que lhe aconteceu?
A carreira na 1.ª Liga do actual comentador da RTP Madeira ficou arrumada: dois meses depois dirigia o Marítimo-Leiria, em jeito de jogo de homenagem.

O último terror

Quando Lucílio Baptista se retirou, os portistas suspiraram de alívio. Cada nomeação dele punha em causa o comodismo da equipa por ser menos permissivo do que a generalidade dos seus pares, sem receio das consequências dos eventuais desaires azuis e brancos.

A ameaça sadina

O também setubalense João Ferreira, árbitro da última derrota, em Alvalade, talvez quebre o recorde de sete derrotas, pois com metade dos jogos tem média idêntica a Lucílio Baptista, em flagrante contraste com as dos outros juízes da actualidade.
BENQUERENÇA
UEFA UEFA CUP 2006 - 2007 1/4 finals:
AZ - Werder Bremen, 0 - 0. DSB Stadion, Alkmaar, Netherlands, 2007-04-05

"No no no no. This was not a referee, this was a ballet dancer, this was a comedian, a parody. Olegario Benquerenca is ridiculous.
Just look at him, body towards the camera, face 90 degrees to the left, one hand on his hip, the other in the air, one leg straight, the other slightly bent: the dying swan. And all this to get the attention of his assistant. Ridiculous.

And what was that all about? All blond players with short hair look alike? Blond short haired guys get booked by default?Olegario Benquerenca flagged both red and yellow cards the way those men do with their plates on airports to guide a plane. AZ-players had to reason with Benquerenca's assistant (probably a much better referee) and explain that the one blond short haired guy who got booked was not the same as the other one who got shown a yellow earlier in the match. Ridiculous.
And all bookings were completely out of order. Jenner's and Fritz's for protesting, Steinsson's for heading a ball while lying on the ground. Is that a foul in Portugal? And forward Koevermans wasn't allowed to even stand in Werder's penalty box. This was a fair match, two teams that respected each other. They would have been better off without a referee. Ridiculous".
From our reporter: Ray Miller-Short in

João Capela
“João Capela, lembras-te que os juniores do Benfica passaram a 2.ª parte a lutar, contra tudo e todos, mas principalmente contra as tuas atitudes? O Sporting CP nada conseguia. Até que foste obrigado a actuar, expulsando o jogador do Benfica, Blaze Berzovacki, aos 68 minutos, após simulação do fiteiro Nani?
João Capela, lembras-te que, mesmo assim, ainda tiveste de arranjar livres e mais livres para o Sporting empatar, aos 80 minutos por Miguel Veloso e depois nos descontos Djaló arrumar com o Benfica perante uma equipa de juniores benfiquistas destroçada e extenuada. E tu contente e impune. Lembras-te?
Quando os Benfiquistas presenciaram a vergonha que fizeste, logo vaticinaram: “Este vai longe! Agora anda pelos jogos dos juniores! Mas ainda chega a internacional!” Não se enganaram…”

Isidoro Rodrigues
Este árbitro viseense foi um verdadeiro Benquerença da década de noventa. Muitos foram os jogos em que beneficiou o “seu” F.C.Porto, e sobretudo aqueles em que prejudicou o Benfica, bastas vezes sem sequer se preocupar com as aparências. Recordo com particularidade um Benfica-Boavista (1995-96) em que Isidoro virou o resultado quase sozinho,expulsando três jogadores do Benfica (entre os quais João Pinto), assinalando um penálti fantasma e validando um golo em fora-de-jogo; bem como um Varzim-Benfica para a primeira jornada de 2001-02, em que o árbitro só apitou para o final do jogo quando o Varzim chegou ao empate, nove (!!) minutos depois da hora, e já depois de ter expulsado os benfiquistas Cabral e Porfírio, e marcado o penáltizinho da ordem, começando a liquidar desde logo as aspirações benfiquistas numa época em que muito apostavam (contratações de Simão, Drulovic, Zahovic, Mantorras etc).
Ficou também por mencionar um Portimonense-Porto apitado pelo condenado Guimaro... o tal que acabou em pancadaria devido á roubalheira do costume. O tal jogo dos quinhentinhos. O tal jogo em que o padrinho afirmou que o Portimonense nunca mais estaria na 1ª divisão.


Duarte Gomes
Afilhado de Guilherme Aguiar quando este era Secretário Técnico da Liga.
Decorria a época de 2003/04 a célebre temporada em que FC Porto pela mão de Mourinho e os do Apito Dourado levantaram a Liga dos Campeões, o Sporting delocava-se ao Bessa e era derrotado pelo Boavista por uma arbitragem vergonhosa, mas a história não se fica por aqui e 1 dia antes da visita do Sporting ao Bessa, Duarte Gomes, sim o mesmo que viu um fantasma empurrar Jardel e assinalar num clássico da Luz, e expulsou Alcides num ano de título quando supostamente Liedson isolado só com o guarda-redes pela frente ainda tinha uns quantos defesas à sua frente...
Visitou a casa de Pinto da Costa na Madalena para combinar o resultado e garantir em caso de vitória do Sporting sobre o Boavista um resultado favorável ao FC Porto, e como garantia desse resultado favorável  receber um envolope vazio com 2500 euros do costume.
Será este o árbitro para domingo no encontro da Luz, um dos muitos árbitros que conhecem e sabem de cor o caminho para a casa de Pinto da Costa na Madalena.
A visita de Duarte Gomes à casa de Pinto da Costa, consta dos dossiers e escutas que o Ministério Público entregou aos Juízes do caso Apito Dourado, escutas essas que a imprensa nacional teima em omitir e esquecer e permite os mesmos de sempre continuarem a apitar pelos estádios da principal liga do Futebol Português.
João Rosa
Este árbitro de Évora foi nomeado para um Salgueiros-Benfica no qual acabou por apenas não meter a bola na baliza do Benfica com as suas próprias mãos. Por fim, “conseguiu” que o Benfica perdesse pontos quando empatou a um golo.

Rosa Santos
Foi uma figura de proa do sistema que constriu a hierarquia do futebol português que hoje temos. Uma vez em Loulé permitiu a marcação de um livre sem ter apitado nem os jogadores algarvios terem formado barreira, valendo esse lance uma eliminatória na Taça para o FCP. Hoje continua a fazer favores aos dragões comentando arbitragens no JOGO.

Os Árbitros e a influência do Porto
A questão dos árbitros é muito mais fácil do que parece. A prejudicar deliberada e premeditadamente o Porto não há. Às vezes há árbitros que pertencem, ocasional ou sistematicamente, à facção vermelha e que, vendo a oportunidade no jogo (e apenas pelo seguro) tentam subtrair um ou outro pontinho ao Porto. Mas, regra geral, como é pouco seguro que o resultado vá mesmo ser negativo no fim,protegem-se. Os outros, os que estão a meio da carreira profissional ou a começar na primeira categoria, protegem-se sempre e, por isso, em caso de dúvida, têm poucas dúvidas em decidir a favor do Porto. De vez em quando enganam-se, ou esquecem-se, e às vezes dá bronca: o Porto empata, vem para os jornais e vinga-se nos bastidores, a seu tempo.

A questão dos árbitros é relativamente fácil. Há cerca de trinta anos a coisa estava relativamente equilibrada. Pinto da Costa, João Rocha e Fernando Martins tinham um poder de influência semelhante. Com a saída de João Rocha e, posteriormente de Fernando Martins, a coisa desequilibrou-se. Passou a ser Pinto da Costa contra Gaspar Ramos, que, pelo Benfica, manteve, durante algum tempo (mais ou menos cinco anos), algum do poder acumulado do Benfica entre os árbitros, mas já em perda. Pinto da Costa ganhou, primeiro, uma dianteira curta, mas construiu sobre ela. Os anos do desequilíbrio foram os primeiros da década de 90, com o treinador brasileiro Carlos Alberto Silva. O Porto foi bicampeão mas, sobretudo, cimentou a base do domínio total sobre a arbitragem para os vinte anos seguintes. Eram os tempos de José Silvano, José Guímaro, Carlos Calheiros, Martins dos Santos e muitos outros. O Benfica, do seu lado, tinha figuras secundárias como João Mesquita, de Braga, e poucos mais. O Porto teve uma jogada de poder decisiva ao passar a controlar, através da Associação de Futebol do Porto, a presidência do Conselho de Arbitragem da Federação (Lourenço Pinto, o advogado de Pinto da Costa, foi presidente do CA durante vários anos), controlando a classificação e, logo, as promoções, descidas e subidas ao escalão internacional dos árbitros. A corrupção deixou de ser apenas uma questão casuística e passou a ser, de facto um «sistema», como Dias da Cunha bem o adjectivou. O grande poder do Porto passou a ser não só o de pagar a árbitros como o de controlar quanto dinheiro recebiam e o que lhes aconteceria em termos de carreira.
O Benfica, envolvido em lutas internas, foi engolido, como o Sporting já tinha sido antes. A sua resistência ocorria em situações pontuais, de nítido benefício, mas claramente insuficiente para equilibrar uma luta decidida á partida. Criou-se um ciclo vicioso, em que o sistema alimenta o sistema até que o sistema já não precisa de ser mais alimentado porque se alimenta a si próprio. Quem entra sabe como as coisas funcionam, onde está o perigo, onde esta a recompensa, e como as coisas têm de funcionar para que todos fiquem na paz do senhor. Os bons árbitros, com capacidade para singrar, sentindo que não têm quem os proteja – e o caso do Apito Dourado foi o culminar da impunidade, uma vez que, na prática, as consequências para o órgão vital do polvo (o Porto, o único clube que realmente prosperou com o sistema, uma vez que o Boavista sempre foi um projecto pessoal e temporário dos Valentins) foram nulas – protegem-se a eles próprios, sabendo que um erro realmente importante provocará inevitáveis represálias (como na máfia, no futebol português a vendetta é segura, e o mais eficaz processo de coerção). Os outros, fazem pela vida. Nem é pelas prostitutas ou pelas viagens ao Brasil, é só para poderem ficar na primeira categoria.

Não há grandes segredos no sistema. Como se disse, ele alimenta-se a si próprio, porque as pessoas olham para a realidade e percebem onde está a força e onde está a fraqueza. A entrada em cena de Luis Filipe Vieira provocou um início de golpe de estado que, apesar do «campeonato do Veiga» e do de 2010 (em que o Porto cometeu hara-kiri nas primeiras dez jornadas e o Benfica apareceu com uma força que ninguém esperava, muito menos Pinto da Costa, depois de ter sido terceiro na época anterior), ainda não deu em nada.

O poder, até ver, mantém-se intocado. Já não é tão opressivo porque se entranhou, culturalmente, no futebol português e as coisas estão mais ou menos bem oleadas. Tal como o Porto conseguiu construir, com vitórias muitas vezes baseadas mais na força dos árbitros que na capacidade real dos jogadores,uma equipa sólida, também conseguiu conquistar alguns dos melhores árbitros. Duarte Gomes, Pedro Proença e um ou outro são relativamente imparciais. Olegário Benquerença, Carlos Xistra, Artur Soares Dias, Rui Costa e muitos outros, pertencem à esfera portista. O Benfica tem, ainda, nomes relativamente secundários, como João Ferreira, e vai, através da pressão e da tentativa de controlo de alguns órgãos dirigentes, tentando equilibrar as coisas. O Sporting, definitivamente, não tem ninguém, e foi por ter perdido o comboio há muito tempo que também nunca mais foi campeão. A última vez em que o conseguiu foi quando, coincidindo com anos maus do Porto, recebeu essa benesse. Foram os anos em que Roquette e Dias da Cunha, depois de terem gritado pelo 25 de Abril no futebol português, passaram a ir jantar ao Porto com Pinto da Costa de forma a urdirem uma aliança contra João Vale e Azevedo. Ganharam dois campeonatos e, depois disso, chouriço.
(Do blogue “religiaonacional).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

(Contratos e Falcatruas) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (39)

Contratação de jogadores. O Caso KLÉBER



"Tem sido muito badalado o futuro do jogador Kléber Pinheiro que representa o Marítimo. Mas, em toda a situação, o principal protagonista até nem tem sido o atleta mas Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro, clube que diz deter os direitos do jogador. Com inúmeras contradições acerca do assunto, parecendo depender as suas opiniões da hora do dia em que são proferidas… Incongruências que os factos se apressam a desmentir, com a realidade é ser bem diferente daquilo que alguns querem fazer passar como uma ‘telenovela brasileira’. FACTOS SÃO FACTOS!

Os documentos que apresentamos são, aliás, bem elucidativos.

Atente-se nas duas propostas apresentadas ao Atlético Mineiro para a aquisição de Kléber:
uma do F. C. Porto, de Junho DE 2010, assinada pelo Director Geral, Antero Henrique, E SEM TER DADO CONHECIMENTO AO MARÍTIMO;

outra do Sporting C. P., de 30 de Janeiro 2011, assinada pelo Director Geral, José Couceiro, E COM CONHECIMENTO DO MARÍTIMO. Precisamente iguais em quase tudo, inclusive nos prazos de pagamento, apenas diferenciadas no valor a pagar pela transferência do atleta: a apresentada pelo F. C. Porto no valor de 2.300.000 (dois milhões e trezentos mil euros); a apresentada pelo Sporting C. P. a atingir os 2.530.000 (dois milhões quinhentos e trinta mil euros).

Mais vantajosa, pois, aquela rubricada pelo responsável sportinguista ao contrário do que pretendeu fazer crer o presidente do Atlético Mineiro. Nas suas palavras, a proposta do F. C. Porto era mais alta – o que os documentos, porém, desmentem claramente. Mas se a proposta do F. C. Porto ‘era mais alta’, onde pára o (restante) dinheiro?! Nalgum saco azul?!

Os factos, repete-se, falam por si – é só ler os documentos apresentados.
Acresce referir que o C. S. Marítimo exerceu o direito de opção sobre o jogador Kléber Laube Pinheiro, dentro dos prazos contratualmente estabelecidos. E disso deu conhecimento à FIFA.

AFINAL, QUEM ESTÁ DE MÁ FÉ?!"

Proposta do F.C. Porto:
«Porto, 24 de Junho de 2010
Exmos. Senhores
A Futebol Clube do Porto - Futebol SAD (F.C. Porto SAD) vem pela presente, apresentar a seguinte proposta, tendo em vista a transferência do jogador Kléber Laube Pinheiro do Clube Atlético Mineiro para o FC Porto:

a)Pagamento da importância de € 2.300.000 (dois milhões e trezentos mil euros), pelos Direitos Federativos (direitos de inscrição desportiva) e por 50% (cinquenta por cento) dos direitos económicos do atleta.

b)Forma de pagamento: 4 (quatro) parcelas iguais e sucessivas, vencendo-se respectivamente em 15.07.2010, 30.12.2010, 30.06.2011 e 30.12.2011.

Com os nossos melhores cumprimentos
Antero Henrique
Director Geral-Futebol»

Proposta do Sporting:
«Lisboa, 30 de Janeiro de 2011
Exmo. Senhor Presidente Alexandre Kalil
A Sporting Clube de Portugal - Futebol SAD (Sporting SAD) vem pela presente, apresentar a seguinte proposta, tendo em vista a transferência definitiva do atleta Kléber Laube Pinheiro do Clube Atlético Mineiro para o Sporting SAD:

a) Pagamento da importância de 2.530.000 (dois milhões e quinhentos e trinta mil euros) pelos Direitos Federativos (direitos de inscrição desportiva) e por 50% (cinquenta por cento) dos direitos económicos do atleta.

b) Forma de pagamento: 4 (quatro) parcelas iguais e sucessivas, vencendo-se respectivamente: 15.02.2011, 30.07.2011, 30.12.2011 e 30.06.2012.

Esta proposta, válida até às 12h GMT de dia 31.01.2011, tem como pressupostos essenciais a rescisão do contrato entre o atleta e o Marítimo da Madeira, a celebração de um contrato de trabalho desportivo entre o Sporting SAD e o Kléber, bem como a possibilidade do Sporting SAD registar esse contrato de trabalho desportivo na Liga Portuguesa de Futebol Profissional durante o dia 31.01.2011, permitindo a sua inscrição e participação em jogos oficiais de imediato.

Com os nossos melhores cumprimentos,
José Peyroteo Couceiro
Director Geral»

Testemunho de Carlos Pereira

Carlos Pereira é o homem do momento no futebol português. O presidente do Marítimo desafia, sem medo de represálias, o FC Porto. Fala de Kléber, de Djalma e doutras transferências que, defende, deveriam ser investigadas pelo Ministério Público. As ameaças que recebeu, essas, são desvalorizadas. «Basta à intimidação», diz.

P - A situação do Kléber tem feito correr muita tinta. Afinal, o que está em causa em todo este processo?

Carlos Pereira. Em Julho, talvez, não me recordo da data precisa, o FC Porto faz uma proposta de 2,3 milhões de euros pelo Kléber ao Atlético Mineiro. O Marítimo deu a sua concordância para que o negócio fosse efectuado. Mas a proposta do FC Porto é por 50 por cento dos direitos. O Marítimo dava a sua quitação pelo valor de 20 por cento sobre aquela percentagem. Não podemos aceitar que nos seja exigida uma quitação sobre 100 por cento. O Marítimo é uma sociedade anónima da qual o Governo faz parte, que é auditada, tem Revisores Oficiais de Contas, não posso permitir que isto aconteça. Caso contrário corro o risco, eu, de ser acusado de me ter apropriado de valores que não são contabilizados. Essa é a grande discussão em todo este processo.

P - Como interpreta as palavras do presidente do Atlético Mineiro?

C.PTem falado muito e mal. Não diria que está mal informado, porque quem assina os documentos tem de estar muito bem informado. Está é mal-intencionado. Por isso, quis provar que a verdade dos factos não era aquela. Não abdico disso, nem para o FC Porto, nem para qualquer outra instituição. Às vezes o poder sobrepõe-se à justiça, neste caso espero que isso não aconteça até porque os factos estão provados e com factos provados é mais difícil não ser feita justiça. O aliciamento tem de acabar rapidamente, porque é uma habilidade usada nesta e noutras circunstâncias. Há casos em que o aliciamento a atletas é feito para pressionar as instituições a aceitar aquela que é a vontade daqueles que são considerados os patrões ou os donos do futebol. Connosco isso não vai acontecer, não vou permitir, jamais darei quitação ao que não recebo.

P - O caso está na FIFA desde quando?

C.PDesde Julho/Agosto do ano passado. Desde que alguém se lembrou de fazer com que o Kléber abandonasse o estágio da equipa, em Ofir.

P - Fala de quem?

C.POs factos estão na FIFA. Permita-me que isso fique em segredo de justiça, porque ainda está em fase de averiguação. Os factos estão narrados e com certeza vão ser públicos. Quem a mando de alguém levou o atleta a tomar a atitude que tomou.

P - Por que razão o Marítimo só accionou a cláusula de opção no limite do prazo?

C.P. O Marítimo é um clube de boa-fé. Sempre. Aguardei até ao último dia para ver se podia haver um entendimento e fosse concluído o negócio. Sempre disse que para nós o euro não tem cor. Agora não abdicamos dos nossos princípios.

P - Já sabia que o Atlético Mineiro não iria aceitar o dinheiro do Marítimo?

C.PÉ evidente que não sabia. Aliás não faria sentido algum que o não aceitasse.

P - Aquela divulgação de documentos é inédita.

C.PFi-lo para dar o exemplo e para dizer que o futebol tem de se reger pela transparência e pela seriedade.

P - Crê que pode ser um exemplo a seguir?

C.P. Pelo menos as pessoas teriam um pouco mais de cuidado. Sobretudo quem quer dominar no futebol. Quem não deve não teme. Deveriam fazer aquilo, e não fazem... Cabe ao poder judicial analisar determinados factos que vão acontecendo ao longo do tempo no futebol.

P - Que factos?

C.P. Algumas contratações sem qualquer justificação a valores quase injustificáveis, se calhar para tapar outras menos transparentes.

Novas declarações de Carlos Pereira, 16/11/2011

Novo ataque do presidente do Marítimo ao FC Porto. Carlos Pereira denuncia agora tentativas de desestabilização, depois de ter sido noticiado suposto interesse do clube portista em Pedro Martins.

«Para além da notícia sobre o treinador, já houve notícias sobre o Danilo Dias e sobre o Baba... Quando se põe estas notícias a circular publicamente serve evidentemente para desestabilizar», afirmou o líder dos verde-rubros.

Carlos Pereira, no entanto, deixou votos para que a situação da época passada, quando o FC Porto contratou Djalma e Kléber, não aconteça: «Tenho a certeza que teremos maturidade, e aquilo que aconteceu na época passada deu-nos experiência, para não nos deixarmos levar.»

Contratação de Kleber (Um “Supônhamos”)

Alguém sabe quais são as condições exigidas de última hora???

Vamos fazer aqui um "supônhamos":



”Supônhamos” que há um clube corrupto, que no relatório e contas apresenta um item com despesas de 70 M€ chamado, "Despesas relativas  ao futebol". Ora  “supônhamos” que quando esse clube contrata um jogador, e sendo normal o pagamento de luvas, “supônhamos” que esse jogador exige 2 M€ para assinar, e esse clube oferece, “supônhamos”, 5M€ com a condição de os outros 3M€ serem devolvidos a uma empresa que, “supônhamos”, pertence a um dirigente desse mesmo clube.

“Supônhamos” então que esse jogador tenha dito já que esse clube quer pagar os 5M€ de assinatura (luvas) não tem que devolver nada e quer ficar com a massa toda.
”Supônhamos” que o clube manda o jogador dar uma volta ao bilhar grande pois assim o negócio não interessa a, “supônhamos”, "uma" das partes... e entretanto o empresário é aconselhado, como de costume ... a ficar calado com a ameaça de, “supônhamos” "...se isto se sabe não fazes mais negócios cá em Portugal pois nós fazemos de conta que, “supônhamos”, controlamos isto tudo".



Isto era só um "supônhamos", não levem isto a sério pois eu sou maluco e tenho uma imaginação fértil....isto, “supônhamos”, não se passa nada cá em Portugal.

Carlos Pereira volta a criticar duramente o comportamento do FC Porto nas contratações de Kléber e Djalma.

Presidente do Marítimo diz que «a Justiça encarregar-se-á de castigar os prevaricadores».

«Face a todas as irregularidades cometidas e a tudo o que aconteceu, quer da instabilidade e do aproveitamento do momento, a Justiça encarregar-se-á de castigar os prevaricadores», diz Carlos Pereira, em declarações à Renascença, referindo que as relações com o clube azul e branco «não são boas nem são más, porque não existem».

«Terei sempre o máximo respeito pela instituição, mas não tenho respeito por aqueles que nos querem roubar».

Questionado se o interesse do FC Porto em Kléber e Djalma impediu que o Marítimo tivesse alcançado outra classificação na última época, Carlos Pereira foi taxativo: «Sem dúvida, daí o nosso lamento. Uma instituição como aquela não precisa de ter comportamentos como os que teve», considera.

Oferta a Enke

A primeira proposta chegou em Janeiro de 2002, seis meses antes do final do contrato com o Benfica. O FCPorto queria contratá-lo. “Sou Benfiquista, não posso mudar-me para o FCPorto”, disse Enke. Mas a oferta era demasiado boa para se recusar dez milhões de euros líquidos por um contrato de 3 anos. “Não posso fazer isso”, repetia Enke.

Mas são dez milhões de euros líquidos, uma quantia exorbitante. Só precisas de assinar e não tens de te preocupar mais com o teu futuro”, disse o agente e amigo Jorg Neblung. Eles estavam de acordo, pelo menos nunca coisa, podiam encontrar-se com Pinto da Costa. O presidente estava à espera deles numa moradia vazia em Cascais.

O intermediário pessoal de Pinto da Costa – uma espécie de agente especial sem cargo específico no FCPorto, que era enviado para este tipo de operações, abriu-lhes a porta. O presidente tinha um fato escuro e óculos sem armação e estava sentado numa poltrona de pelúcia. Não ofereceram qualquer bebida, nem mesmo um copo de água. A luz estava acesa. As persianas estavam fechadas. “Parecia que estávamos a fazer uma entrega de droga”, recorda Neblung. O agente começou por agradecer a proposta. Robert Enke fez a tradução. Pinto da Costa respondeu em português. “Dez milhões? Mas quem é que falou em dez milhões? Nunca falámos em qualquer montante”. O intermediário que apenas duas semanas antes tinha apresentado aquela proposta permanecia sentado, impassível e sereno.

Robert Enke e Neblung trocaram um olhar, como que a confirmar o que ambos estavam a pensar. Aquela proposta ilusória tinha sido uma forma de os trazer à mesa das negociações. “Nós viemos aqui presumindo que íamos discutir uma proposta de dez milhões, mas parece que nos convidaram usando pressupostos falsos”, disse Neblung. Pinto da Costa pediu calma, disse que apresentaria uma oferta que iria deixar Enke “muito feliz”. “Desculpem”, continuou Neblung, “mas como os pressupostos prévios foram alterados não poderemos continuar a negociar”. Pinto da Costa ainda disse uma coisa em portugês a Robert Enke, “Se assinarem pelo FCPorto guardaremos segredo até ao final da época. No dia da apresentação da equipa aparecia de surpresa no Estádio do Dragão. Dois dias mais tarde, de facto, chegou uma proposta assinado pelo FCPorto. Claro que não se tratava de dez milhões de euros. mas fora sem dúvida a proposta mais lucrativa que ele alguma vez tinha recebido. “Não vou atraiçoar o Benfica por causa de dinheiro, mais vale jogar noutra equipa qualquer por menos dinheiro”, disse Robert.

(Mais uma vez se nota a pouca preocupação que o FCPorto tem com a sua imagem dentro e fora do país. Portam-se como traficantes de droga, como verdadeiros criminosos, não se coibindo de mentir para atrair pessoas sérias para a mesa das negociações, fiando-se que conseguem "abafar" tudo. Enganaram-se nas pessoas. Estavam a lidar com alemães, pessoas com princípios de ética, de seriedade e de lealdade, conceitos e palavras desconhecidos para Pinto da Costa e acólitos...).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

(Pedroto o Pai da Corrupção) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (38)

José Maria Pedroto – estratega do ódio e pai da corrupção

“Em 1960, Pedroto torna-se o primeiro treinador Português com curso superior. Foi um treinador com excelentes capacidades técnicas associadas a um discurso agressivo, que viria mais tarde a caracterizar outro José (Mourinho).

Enquanto treinador, continuou a evidenciar-se nos "estudos", obtendo uma brilhante classificação num curso de treinadores efectuado em França. Estes resultados, aliados ao bom trabalho nas camadas jovens do FC Porto, levaram-no ao posto de treinador da selecção nacional de juniores.
Pedroto regressa ao FC Porto já com Pinto da Costa como presidente. Nesse período ainda venceu uma Taça de Portugal e foi finalista da Taça das Taças. Pedroto e Pinto da Costa criaram as bases para a série de grandes êxitos que se seguíram e que culminaram com a vitória na Taça dos Campeões Europeus. Ao "leme" estava o seu discípulo Artur Jorge, um dos dois treinadores portugueses campeões europeus de clubes, a par de José Mourinho, em 2003/04, também ao serviço do FC Porto.

Para a maioria dos portistas, este homem é uma lenda, um herói. Mas para adeptos do futebol como eu, ele foi a semente do ódio e da corrupção dos últimos 30 anos no futebol português.

Como exemplo, relato este episódio contado pelo jornalista Neves de Sousa:
“Pouca gente soube que o muito saudoso José Maria Pedroto esteve a um pequeno passo de ser treinador do Sporting, quando João Rocha era presidente do clube de Alvalade. Tudo estava acertado, pormenor por pormenor , até à mais ínfima partícula de um documento que vinculava as duas partes, pelo menos durante uma temporada fotobolistica. Porém, no dia em que estava aprazado a assinatura nos papelinhos, Pedroto travou o gesto e subitamente disse para o  presidente do Sporting: “Esqueci-me de lhe lembrar, mas falta aqui uma clausula. Está tudo certo, tanto em relação aos meus prémios, como aos meus vencimentos, o caso do apartamento e do carro às ordens, tudo muito bem, mas o senhor presidente esqueceu-se de que eu lhe tinha dito logo no primeiro encontro: só vou para um clube que dê garantia de contar com os árbitros.

“Como, não percebo?”, indagou João Rocha, nessa altura pouco habituado a saber o que era certa fatia da arbitragem, Pedroto meteu a caneta na algibeira, levantou-se e apenas disse: “Quinze mil são para mim, mas para os árbitros são precisos outros tantos, caso contrário o Sporting só ganha campeonatos lá para o fim do século.”

O contrato acabou por não ser assinado. Pedroto rumou para outra latitude, mais compreensiva. O Sporting continua a ver navios.”

Ao contrário da lavagem de imagem que a imprensa avençada tem-se esforçado por fazer nos últimos anos, Pedroto era “intratável e tinha atitudes que roçavam o racismo", conforme afirmou Mário Wilson nos anos que teve que conviver com este senhor.

Assina contrato com o FC Porto, após uma investida directa de Pinto da Costa, que estava devidamente autorizado pelo Presidente Américo Sá para contratar a qualquer custo o treinador português. José Maria Pedroto apenas colocou uma condição que se verificou: que Pinto da Costa fosse o Chefe de Departamento de Futebol Profissional. Começava assim uma dupla que marcou e marcará inquestionavelmente para sempre uma época no futebol português.

Pinto da Costa e José Maria Pedroto traçaram uma estratégia que visava afrontar todos os poderes instalados no futebol português e de uma vez por todas acabar com a hegemonia dos clubes da capital.

A temporada de 1976/77 foi altamente conflituosa. O FC Porto acabou apenas em 3º lugar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão a 10 pontos do SL Benfica que foi o Campeão Nacional. Venceu porém a Taça de Portugal numa final onde derrotou o SC Braga por 1-0.

No ano seguinte, finalmente, foi quebrado o longo jejum de vitórias dos FC Porto no Campeonato Nacional da 1ª Divisão. Os azuis e brancos sagraram-se Campeões Nacionais depois de um competição disputadíssima, decidida na “goal average”, com o SL Benfica, que foi 2º classificado, com a proeza inacreditável protagonizada pelo clube da Luz, que não perdeu qualquer encontro na prova e não foi campeão.

Renovou o título de Campeão Nacional na época seguinte de 1978/79 em mais um campeonato extremamente disputado com o SL Benfica. Em 1979/80 perdeu o título para o Sporting CP, quedando-se o FC Porto no 2º lugar do Campeonato Nacional da 1ª Divisão somente a 2 pontos dos leões de Alvalade.

Depois destes 3 anos à frente da equipa do FC Porto o clima de “guerrilha” no futebol português, envolvendo os principais clubes e os poderes de decisão na FPF, estava extremamente intenso e fortemente acicatado por José Maria Pedroto e Pinto da Costa. Era um chorrilho de polémicas e um constante ambiente fervente entre os protagonistas.

Mário Wilson, durante o período em que foi treinador do SL Benfica, ou mesmo na Selecção Nacional, foi sempre um alvo privilegiado de José Maria Pedroto, como se tratasse de um verdadeiro ódio de estimação.

Como exemplo do clima que se vivia e as repercussões nas pessoas destaca-se recorrentemente um episódio ocorrido na época de 1979/80. Naquele período, Mário Wilson era o seleccionador nacional que convocou vários jogadores do FC Porto para representar Portugal num jogo particular contra a Espanha que seria disputado na cidade de Vigo. Esse jogo seria realizado entre os dois jogos do FC Porto para a Taça dos Campeões Europeus frente ao AC Milan o que evidentemente prejudicava a preparação da equipa portista.

Por isso, José Maria Pedroto não se conteve, chamando “palhaço” a Mário Wilson. Os jogadores do FC Porto iriam juntar-se ao grupo da Selecção Nacional que vinha de Lisboa, na Estação da Campanhã no Porto. Aí, em vez dos jogadores do FC Porto estava uma verdadeira multidão em fúria que apedrejou o comboio que transportava a equipa de Portugal.

José Maria Pedroto foi multado pelas instâncias federativas em 500 escudos. O popular “Zé do Boné” não emendou, em jeito de reacção acrescentou: “Quando disse que Mário Wilson, como treinador, era um palhaço, não tive intenção de ofender os palhaços.”

A verdade é que este tipo de discurso era recorrente em José Maria Pedroto. Frases como “temos de lutar contra os roubos de igreja no Estádio da Luz”, ou “passamos de pombinhos provincianos a falcões moralizados”, ou ainda “é tempo de acabar com a centralização de todos os poderes na capital” eram frequentes no linguajar do técnico.

Depois do FC Porto perder o Campeonato Nacional da 1ª Divisão da época de 1979/80, não conquistando o tri, José Maria Pedroto foi afastado do cargo de treinador principal do azuis e brancos pelo Presidente Américo Sá que se dizia farto das polémicas e conflitos gerados pela dupla Pinto da Costa e Pedroto.

A saída de José Maria Pedroto e de Pinto da Costa do FC Porto foi conturbada originando o célebre verão quente de 1980, quando 14 jogadores do FC Porto, onde constavam nomes como o de Costa, Oliveira, Octávio, Sousa, Frasco, Gomes, entre outros, fizeram uma autêntica rebelião não comparecendo aos trabalhos no arranque da temporada de 1980/81.

O Presidente do FC Porto Américo Sá deixava o nome de Pinto da Costa fora das listas concorrentes aos órgãos sociais. Em forma de protesto e demonstrando estar ao lado do actual presidente portista, 14 jogadores não compareceram aos trabalhos de preparação para a nova época sob os comandos do austríaco Herman Stessl, entretanto escolhido para suceder a José Maria Pedroto.

Esses 14 jogadores trabalhavam no Pinhal de Santa Cruz do Bispo às ordens de Hernâni Gonçalves, preparador físico de José Maria Pedroto, enquanto que os jogadores do FC Porto, os apelidados de “alinhados”, prosseguiam a sua preparação em Leiria.

Desempregado, José Maria Pedroto, foi alegadamente seduzido por responsáveis do SL Benfica para assumir o cargo de treinador principal dos encarnados. Esse facto não se consumou porque, dizem, alguns dirigentes benfiquistas vetaram o ingresso do técnico no clube, outros, afirmam que foi o técnico que não aceitou rumar a Lisboa pois pretendia continuar a trabalhar no norte do país.

Para o Sporting CP acabou por rumar o britânico Malcolm Alison, para o SL Benfica o húngaro Lajos Baroti e José Maria Pedroto permaneceu inactivo no início da época de 1980/81.

Entretanto, em Guimarães, o Vitoria SC arrancava para a época de 1980/81 com enormes expectativas de sucesso. O recentemente empossado Presidente da Direcção do Clube vitoriano, o jovem Pimenta Machado, tinha contratado um punhado de jogadores de inegável qualidade, desde os internacionais Damas e Blanker, a jogadores da categoria de Barrinha e Nivaldo, até aos jovens Fonseca e Ribeiro.

Depois de um início de prova algo titubeante o Presidente do Vitoria decide despedir Fernando Peres e Cassiano Gouveia, a dupla técnica que comandava a equipa, à passagem da 7ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão depois de uma derrota frente ao SC Espinho por 3-1.
Diz-se que incentivado por Pinto da Costa, o Presidente do Vitoria, Pimenta Machado, decide contratar tão só a melhor equipa técnica nacional, numa ousadia que espantou todo o futebol português. É desta forma que José Maria Pedroto, coadjuvado por António Morais e Artur Jorge, ingressa no Vitoria Sport Clube.

A entrada do treinador José Maria Pedroto revelou-se importante, pois o Vitoria melhorou significativamente de produção, alcançando resultados bem mais consentâneos com a valia da equipa.

A estratégia de Pedroto, para quando perdia, passava por imputar as responsabilidades pelas derrotas ao exterior. Quando perdia, a culpa ou era do árbitro, ou dos poderes instituídos no futebol português que teimavam em prejudicar a sua equipa.

Após a passagem pelo Vitoria de Guimarães a sua carreira no futebol prosseguiu regressando novamente ao FC Porto, já com Pinto da Costa na presidência do principal clube da cidade invicta.

O Vitoria SC e os seus dirigentes tudo fizeram para manter José Maria Pedroto no cargo de treinador da equipa principal. Os vimaranenses terão mesmo oferecido um salário de 1.500 contos por mês, quantia superior aquela que José Maria Pedroto foi auferir como técnico do FC Porto.

Foi a partir da época de 1982/83 que a dupla José Maria Pedroto e Pinto da Costa começaram a lançar os alicerces do FC Porto moderno.

Ele e o seu aprendiz, Pinto da Costa, dividiram o país, erigiram guerras sem fundamento, lançaram o ódio, a mentira e o cinismo para cima dos adeptos e do quotidiano desportivo.
Pedroto será talvez a figura, de entre todas as áreas de actividade, que mais mal fez a Portugal e à sua coesão colectiva no último quarto de século, um mal de consequências que só o futuro poderá apurar.

E o seu aprendiz é estranhamente tolerado e branqueado por uma comunicação social imediatista, superficial e reverente para com o poder, por dirigentes desportivos e agentes diversos que fazem do servilismo um modo de vida, e até por uma classe política medíocre e bajuladora, capaz de o receber, ano após ano, a expensas dos nossos impostos, nos luxos da Assembleia da República.

Deve dizer-se, de forma bem clara, que o objectivo de vida de Pedroto e de Pinto da Costa não foi atingido. Apesar dos títulos conseguidos pelo F.C.Porto – grande parte deles à custa das mais variadas formas de viciação, muitas delas para além das questões vindas a público no âmbito do processo Apito Dourado -, a verdade é que o clube nortenho nunca foi capaz de se afirmar como referência nacional, nem cativar a simpatia, ou mesmo o simples respeito, da esmagadora maioria dos adeptos portugueses, sobretudo fora das fronteiras da sua delimitada região.

Pedroto e depois Pinto da Costa nunca conseguiram matar a alma benfiquista, nem retirar uma pevide à gigantesca massa adepta do clube encarnado, que semana a semana, em Portugal e no mundo, vibra com os jogos do Benfica.
Mesmo tendo, ao longo deste período, ganho mais vezes, o F.C.Porto nunca venceu por si próprio, mas sim e sempre, contra alguma coisa. Contra o Benfica, contra Lisboa, contra o Sul, contra os fantasmas dos seus próprios complexos. Mesmo ganhando aos grandes nunca deixou de ser pequeno. Uma pequenez do tamanho do seu presidente, que transformou uma instituição outrora respeitável num antro de rancor e podridão.

O clube do povo continua a ser o Benfica, de Norte a Sul, do Minho ao Algarve, do Continente às Ilhas, e é por isso que o ódio de Pinto da Costa aos encarnados permanece tão vivo.
Pedroto e o seu aprendiz. O primeiro já faz tijolo há anos e o segundo estrebucha porque sabe que já não tem muito tempo e mesmo com 30 anos de roubos, continua a liderar um clube pequeno, que não soube evoluir, crescer, tornar-se grande. Por tudo isto, recuso-me a ver em Pedroto alguém de valor. É o responsável e a semente de 30 anos de corrupção, ódio e guerra no futebol português.

 A carneirada e a “espera” à selecção nacional em Campanhã
Por Homero Serpa
“De vez em quando os clubes de futebol declaram os seus jogadores indisponíveis porque os interesses clubísticos se sobrepõem aos da representação nacional. Um dos casos mais graves registou-se em, 1979 quando o FCP, cujo futebol estava sob o comando de Pinto da Costa, se revoltou contra a convocatória para um jogo de carácter particular a realizar na Galiza. Foi um incidente de grandes repercussões, por um lado o FCP e a sua Associação, alinhada pela rebeldia, por outro a Federação  com os clubes e outros órgãos na expectativa. Os portistas tinham dias depois um jogo internacional importante, quero só destacar os casos que se acumularam num caderno antidesportivo ainda hoje lembrado como bandeira do negativismo. O técnico do FCP aproveitou a oportunidade para utlizar frases infelizes contra Mário Wilson, o selecionador nacional.
Mas o mais grave foi a espera à equipa no largo fronteiriço à estação de Campanhã, onde devia tomar o autocarro com destino a Vigo por uma multidão ululante e agressiva entre a qual se encontrava Pinto da Costa”.