ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

(Túnel, a Verdade) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (37)

O TÚNEL

A investigação da Polícia da Segurança Pública (PSP) sobre os incidentes no túnel do estádio da Luz, a 20 de Dezembro de 2009, concluiu a existência de "mau estar" na equipa do FC Porto provocado pelos seguranças.

O relatório da Divisão de Investigação Criminal da 3.ª Esquadra da PSP, baseado no qual o Ministério Público (MP) proferiu acusação contra Hulk, Sapunaru, Fucile, Helton e Cristian Rodriguez, refere que "a constante identificação e acompanhamento do 'staff' do FC Porto (...), bem como o impedimento a determinados acessos, não era normal".
"É certo que tal situação criou mal estar no 'staff' do FC Porto", concluiu a investigação, realçando que as supostas atitudes dos seguranças foram testemunhadas "por elementos policiais".
A conclusão da investigação, a que a Lusa teve acesso, salienta que Sandro Correia, um dos dois autores da participação judicial, impediu "a passagem de Fernando Oliveira (responsável pela segurança dos 'dragões')".
Nota-se ainda que o assistente de recinto desportivo insistiu no pedido de identificação do delegado ao jogo do FC Porto, Reinaldo Teles, e negou a sua presença na manga do túnel "por não estar devidamente credenciado para permanecer naquele local", quando aquele elemento dos portistas tinha autorização para o exercício das suas funções.
Salienta a conclusão da investigação que o "mau estar estará relacionado com o incentivo de Fernando Oliveira (elemento da comitiva do FC Porto encarregue da segurança) à desordem"instigando os jogadores portistas "para saírem do balneário", comprovado com fotogramas extraídos de câmaras de videovigilância.
O apuramento dos factos permitiu ainda refutar a tese do 'staff' do FC Portode que a saída dos jogadores do balneário foi motivada pelos elementos da equipa do Benfica "entoarem cânticos e baterem com os pés" com o propósito de afrontarem os portistas, derrotados por 1-0.
"Não corresponde ao verificado nas imagens, pois o visionamento não indica se é percetível qualquer batimento das botas", refere-se.
Concluiu-se ainda na investigação que não foi possível constatar a ocorrência de "injúrias entre ambas as partes", porque as quatro câmaras de videovigilância no acesso aos balneários do estádio da Luz "não são possuidoras de sistema de recolha de som".
O MP deduziu acusações contra os cinco jogadores do FC Porto, depois de dar como provadas as agressões, com murros e pontapés, a Sandro Correia, que lhe provocaram traumatismo na face e num membro inferior, e a Ricardo Silva.
Os jogadores do FC Porto alegaram que foram injuriados e difamados pelos seguranças e requereram a abertura da instrução do processo.
A Acusação do MP
De acordo com a acusação, a que a agência Lusa teve acesso, Helton, Fucile, Hulk e Cristian Rodriguez são acusados de um crime de ofensa à integridade física simples, enquanto Cristian Sapunaru é acusado de dois. O romeno Sapunaru e os brasileiros Helton e Hulk atingiram com socos e pontapés no tronco, no abdómen e na virilha o Assistente de Recinto Desportivo (ARD) Sandro Correia no túnel de acesso ao relvado.

Segundo a acusação, o segurança - funcionário da empresa Prosegur - sofreu várias lesões, "designadamente traumatismo da face e membro inferior direito e ferida frontal irregular", que lhe causaram "incapacidade para o trabalho profissional por um período de nove dias".
Cristian Rodriguez e Jorge Fucile são acusados de terem atingido o segurança Ricardo Silva, da mesma empresa, "com socos e pontapés nos membros inferiores, região lombar, pescoço e cabeça".

A acusação refere que Ricardo Silva tentava "suster o avanço dos jogadores do FC Porto", tendo sido impedido "pelo jogador Bruno Alves e, de imediato, rodeado pelos arguidos Cristian Rodriguez e Jorge Fucile".

Depois de agredir Sandro Correia, Sapunaru juntou-se a Rodriguez e a Fucile nas agressões a Ricardo Silva, que pontapeou e socou quando este se encontrava agarrado pelos seus dois companheiros de equipa uruguaios.

A acusação sustenta que os jogadores "agiram deliberada, livre e conscientemente, querendo e conseguindo com a sua atuação, individual e complementar entre si, molestar fisicamente os ofendidos, ainda que soubessem ser o seu descrito procedimento proibido e punível".

Os jogadores incorrem numa pena de prisão até três anos, prevista no artigo 143.§, n.§1 do Código Penal. mas a acusação considera que a pena aplicável a Sapunaru - acusado de dois crimes - não deverá ser superior a cinco anos, porque não possui antecedentes criminais e a sua conduta "não produziu consequências especialmente graves nos ofendidos".

Fonte próxima da defesa dos jogadores revelou que vai ser requerida a abertura de instrução, para que um juiz avalie se o caso tem elementos que justifiquem que o processo siga para julgamento. Os prazos começam a decorrer só depois de notificados os jogadores, o que ainda não se verificou.
O relatório do MP diz também que elemento afecto ao FC Porto esteve na origem dos socos e pontapés.

Fernando Oliveira, segurança do FC Porto, foi o responsável pela pancadaria que redundou nas agressões de Hulk, Sapunaru, Helton, Rodríguez e Fucile a dois Assistentes de Recinto Desportivo (ARD), após o jogo com o Benfica, na noite de 20 de Dezembro de 2009, de acordo com o que consta no processo.

Pinto da Costa
Não faço ideia se o Ministério Público também fez o mesmo quando foi o soco do Scolari, ou se fez o mesmo em diversas agressões públicas que têm sido praticadas. Portanto, não vou comentar, vou aguardar serenamente”. Pinto da Costa.

Comentário ao saber das acusações do MP. Então “se fez o mesmo em diversas agressões públicas” é porque houve, de facto, agressões, facto que eles sempre negaram. Assim se descai um mafioso.

As agressõres de Hulk e Sapunaru
Os incidentes que ocorreram na Luz, após o apito final do árbitro Lucílio Baptista, e que resultaram nas expulsões de Hulk e Sapunaru, terão começado com... Fernando.

Segundo Record apurou junto de fontes que assistiram ao ocorrido, tudo começou quando o médio dos dragões, de 22 anos, pontapeou a manga do túnel, que ficou torta. Na altura, Sandro, um segurança da Prosegur, chamou o delegado da Liga presente no local e pediu que tomasse conta do ocorrido.

Acto contínuo: Fernando ter-se-á dirigido à cabina, de onde, momentos depois, saíram alguns jogadores dos azuis e brancos, um lote onde constavam Helton, Hulk e Sapunaru. Na altura, os portistas rodearam o segurança em causa, ouvindo-se palavras como "estás a pressionar desde o início" ou "estás em cima de nós e não nos largas". Sapunaru, ao que tudo indica, deu-lhe um murro na cara, que resultou numa ferida que teve de ser suturada com 8 pontos, estando Hulk também envolvido na confusão.

O ocorrido foi, segundo fonte do Benfica citada pela Lusa, "uma agressão violenta a um ‘steward' que se limitava a dividir as zonas do FC Porto e do Benfica" e que só foi sanado após intervenção da polícia. O segurança em causa, disse o mesmo interlocutor, pondera apresentar queixa às autoridades por agressão.

Mais cedo

Antes do encontro se iniciar, Reinaldo Teles foi interpelado pelo mesmo segurança para se identificar (no túnel só podiam permanecer pessoas credenciadas) e o responsável portista respondeu que o seu nome estava na ficha de jogo e que não abandonava o local. O incidente foi sanado com o aparecimento de Rui Costa.

O administrador da Benfica, SAD pediu que as regras fossem ultrapassadas em alguns casos, dizendo que se responsabilizava pela permanência de Reinaldo Teles no túnel até que a ficha de jogo fossepública. Foi este incidente que provocou as palavras dos portistas, no final, quando disseram "estás em cima de nós desde que chegámos".

(Record)
A PROSEGUR E O TÚNEL
PROSEGUR acusou hoje o director de operações da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e o delegado daquele organismo ao jogo Benfica-FC Porto de 20 de Dezembro de "deturparem a realidade dos factos nos incidentes verificados".



"Recentemente foram divulgados, pela Comunicação Social, depoimentos prestados no processo de audição, designadamente do delegado e do director de operações da Liga ao referido jogo, que deturpam a realidade dos factos, devidamente comprovados por imagens e declarações", disse à agência Lusa fonte próxima da administração da empresa.

"De acordo com esta fonte, a empresa "tem procurado adoptar uma posição equidistante de toda a polémica relacionada com os incidentes no túnel do estádio da Luz, aquando do último Benfica-FC Porto".



A empresa prestadora de serviços de segurança privada em recintos desportivos entende que os depoimentos prestados pelos dois responsáveis da Liga merecem "o repúdio e constituem mesmo uma falta de respeito pelos stewards que foram agredidos no correcto desempenho das suas funções".



A PROSEGUR acrescenta que está a dar todo o apoio aos seus dois colaboradores, "que foram agredidos no desempenho das suas funções, tal como está devidamente documentado e comprovado e que entenderam apresentar queixa por ofensas corporais".

A empresa afirma ainda que se reserva "ao direito de avaliar o relatório definitivo, proceder às lógicas e adequadas medidas que defendem a imagem da empresa e dos seus colaboradores".

No último Benfica-FC Porto, relativo à 14.ª jornada da Liga e que teve vitória dos "encarnados" por 1-0, terão ocorrido incidentes no túnel da Luz e que motivaram a suspensão preventiva dos jogadores portistas Hulk e Sapunaru, alegadamente acusados de terem agredido funcionários daquela empresa de segurança".

(Tem piada, mas quando li a nota de culpa da Liga, esta foi também a minha impressão, embora não tivesse elementos que confirmassem a minha impressão. Com que então, "vão para dentro", ou "vão para cima", constituem insultos?).

O TÚNEL
O FC Porto pede ao Conselho de Justiça (CJ) da FPF que declare a inconstitucionalidade da norma do Regulamento Disciplinar que implicou a suspensão preventiva de Hulk e Sapunaru até à decisão do processo. Só que, curiosamente, essa alteração regulamentar resultou de uma proposta avançada pelos portistas.
A argumentação dos dragões surge na página 42 do recurso das decisões da CD da Liga já interposto no CJ. "Na medida em que esta determina a suspensão preventiva dos arguidos/jogadores por tempo indeterminado devido a violação do direito ao trabalho, como direito de natureza análoga a um direito fundamental", lê-se no documento.
Ora, a suspensão automática aplicada a jogadores expulsos com processo disciplinar sem limite temporal resultou de uma alteração regulamentar proposta pelo próprio FC Porto na AG de 29 de junho de 2009 e que entrou em vigor na presente temporada desportiva.
De facto, até à época de 2008/09, a suspensão preventiva automática tinha, em regra, um prazo máximo de 12 dias. Depois da proposta do FC Porto -aprovada por maioria dos restantes clubes -, no caso de jogadores expulsos, a suspensão preventiva automática (sem qualquer decisão da Liga)ocorre até haver deliberação final da CD, seja em decisão sumária seja em processo disciplinar. E é este o caso de Hulk e Sapunaru.
Além de ser estranho que o FC Porto venha agora defender que o regime que propôs na AG da Liga viola a Constituição, há outro fator que joga contra os portistas. É que no passado o CJ declarou-se incompetente para declarar a inconstitucionalidade de quaisquer normas legais ou regulamentares aplicadas em processos disciplinares, uma vez que essa é uma tarefa que cabe aos tribunais.
O CJ nunca se pronunciou sobre a presença dos ARD no túnel (estes estavamdevidamente autorizados pelo Delegado da Liga que coordenou o seu trabalho no túnel) ou melhor, o CJ não considerou que a presença dos ARD no túnel era ilegítima. Deste modo não há nada a dizer sobre a sua presença lá.

O que o CJ considerou, é que os ARD são público e portanto, quando levarem um pontapé e um murro nas trombas, a moldura penal que se aplica é a de 1 a 4 jogos de castigo e não de 6 meses a 3 anos caso os ARD sejam considerados agentes desportivos.


Há uma coisa que me deixa perplexo. Então a lei (Decreto-lei nº 94/2002 de 12 de Abril, regulamentado pela Portaria nº 1522-C/2002 de 20 de Dezembro) obriga a que, eventos desportivos em que a lotação prevista seja superior a 25000 pessoas, SÓ POSSAM DECORRER SE EXISTIREM ARD COM O NÚMERO MÍNIMO DE 1 PARA CADA 300 ESPECTADORES. Se eu percebo português, a lei obriga à presença de ARD em espectáculos com assistências superiores a 25000. Isto é, NESSAS CONDIÇÕES, UM JOGO DE FUTEBOL COM MAIS DE 25000 ESPECTADORES NÃO SE PODERIA REALIZAR SEM A PRESENÇA DE ARD.



(Então se não se poderia realizar, como raio é que essas pessoas (ARD) sem as quais o jogo não poderia decorrer, são consideradas público?
Então os ARD são obrigatórios por lei, estão devidamente autorizados e licenciados pela LIga/Federação e são considerados público?
Eu devo ser mesmo muito burro... para não conseguir entender o que esses senhores do CJ entendem...)

Ainda o TÚNEL
«Entende-se por Agentes Desportivos os membros de órgãos sociais (…) massagistas, assistentes de campo, empregados e outros intervenientes no espectáculo desportivo», diz o regulamento desportivo da FPF. O CJ da FPF, que alterou as penas aplicadas a Hulk e Sapunaru (FC Porto), esqueceu-se de ler esta parte.
Face à decisão do CJ, que catalogou stewards como «público» (a CD da Liga equiparou-os a «agentes desportivos»), polícias, stewards, apanha-bolas, bombeiros e jornalistas são, mesmo estando no desempenho da sua actividade, intrusos e/ou penetras.
Entretanto, «o CJ negou provimento ao recurso do F.C. Porto», pode ler-se no Maisfutebol, afastando, assim, a pretensão dos dragões, que desejavam impugnar o campeonato, tendo ainda ficado provado que Hulk (duas vezes) e Sapunaru (uma) agrediram os stewards.

Em 1995, Cantona agrediu um adepto e foi o seu próprio clube, o Manchester United, que o suspendeu por quatro meses. Depois, a Federação Inglesa aumentou o período de suspensão para oito meses.
Em 1997, Fernando Mendes, do FC Porto, agrediu um bombeiro, no Estádio da Reboleira, num jogo com o Estrela da Amadora. O defesa foi punido com três meses de suspensão à luz da mesma norma que castigou Hulk e Sapunaru. Os dragões não contestaram a decisão. O soldado da Paz foi considerado, então, agente desportivo.

A decisão do CJ levou à demissão de Hermínio Loureiro da presidência da Liga e, segundo fontes próximas do presidente cessante, este considerou «uma barbaridade jurídica de calibre ainda superior ao que tinha acontecido nos idos do sistema».
O relator do acórdão do CJ foi Dionísio Alves Correia, o mesmo que não confirmou a sanção de quatro meses a Pinto da Costa e a subtracção de seis pontos ao FC Porto (aplicadas pela CD da Liga na sequência do Apito Dourado), permitindo ao FC Porto, que esteve em risco de suspensão da Champions, manter-se na prova europeia.
Entretanto, Jesualdo veio queixar-se da ausência de Hulk. O professor esqueceu-se que, mesmo com o incrível no onze, o FC Porto perdeu em Braga, na Luz e na Madeira, com o Marítimo, e ainda… que goleou Sporting de Braga e Sporting sem Hulk que, por exemplo, jogou em Londres, onde o FC Porto perdeu por 5-0 com o Arsenal. Lembra-se professor? E, dizem as estatísticas, os dragões conseguiram melhores resultados… sem Hulk. Incrível!


(Publicado no “Diário do Minho” no dia 26.03.2010).
Manchester e as agressões.


No Record, Nuno Farinha, director adjunto:


"Detenhamo-nos, por instantes, numa história com 15 anos. Em 1995, Eric Cantona agrediu a soco e pontapé um adepto do Crystal Palace. O francês do MU acabara de ser expulso e encaminhava-se para o balneário. Foi provocado (reza a lenda que terá ouvido "french bastard") e reagiu da pior maneira. Isto é, Cantona estaria supostamente de cabeça quente, porque tinha visto o cartão vermelho. Foi insultado por um agente "não desportivo" e, logo no momento, decidiu resolver o assunto com um arraial de pancadaria. Não esperou por ninguém num beco escuro, nem sequer foi chamar reforços para o ajudar. 

Perante os factos, o que fez o Manchester United? Pediu desculpa e, antes da chegada de qualquer sentença desportiva, suspendeu o jogador por 4 meses. Quando a Federação anunciou, depois, a pena de Eric Cantona ninguém foi apanhado de surpresa: 9 meses. O clube concordou e o assunto ficou arrumado.


Aqui continua o barulho e sabe-se lá até quando ainda irá continuar. Sobre o acórdão do CD da Liga relativo ao caso do túnel da Luz falta entender uma coisa: se ficou provado que o Benfica cumpriu com todas as normas de segurança que os regulamentos impõem, fazendo tudo para evitar que os confrontos físicos e a desordem tivessem acontecido, como se podem então invocar atenuantes nos castigos de Hulk e Sapunaru em função de um quadro de "ambiente provocatório"? E se resolvessemos pedir um parecer sobre o assunto aos amigos ingleses?".


(O FCPorto e a sua direcção perderam uma boa oportunidade para somarem pontos a seu favor. Bastava copiar o bom exemplo do Manchester United. Era um bom exemplo para o clube e um bom exemplo para o país. Era o que fariam pessoas sérias e honestas). 

TESTEMUNHO  
O Tunel dos andrades
Eu sou familiar indirecto de um Ex-Porteiro do estádio do Restelo que várias vezes foi encostado ás paredes pelas metralhadoras dos colegas dum conhecido guarda da PSP do Porto (guarda Abel) que ia antes dos jogos á cabine do Arbitro fazer-lhe ver como a vida é bonita desde que ele ajudasse a nobre causa Grunha...
Isto para não falar das bruxarias, creolinas, e o corredor do calduço e do pontapé....ou seja , o famoso túnel das Antas....

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

(Modalidades e Terrorismo) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (36)


As Modalidades Amadoras

O Hóquei e o Sistema
Numa entrevista ao Record, o jogador de hóquei, Mariano Velasquez, diz que, “O que tem falhado? Este ano, por exemplo, fomos muito penalizados. O 3º jogo da final em Fânzeres foi uma vergonha. Houve 3 penalties inventados. O FCP não precisa disto para ser campeão! Ninguém coloca em causa a qualidade de equipa mas a verdade é que quando eles passam por dificuldades aparecem os penalties, os livres directos… Não foi só com o Benfica, aconteceu também com a Oliveirense, com o OCBarcelos…
P. Quer dizer que há um sistema que beneficia o FCP?
Mariano Velasquez. Não tenho dúvidas nenhumas! Lembro-me de um jogo com a Oliveirense em que o FCP estava a perder por 1-4 na 1ª parte mas na 2ª ganharam 6-4 com 5 penalties e um livre directo!! Connosco esteve a perder por 0-2 mas quando acabou a 1ª parte já o Carlos Silva (guarda-redes) tinha defendido 2 penalties e na 2ª empataram… de grande penalidade. Se os árbitros marcassem penalty a cada puxão dentro da área não havia outro tipo de lances! Fui suspenso 3 jogos na final por ter respondido ao árbitro, situação que em outros casos teria dado apenas 1”.
P. Quer dizer que se não fossem “esse tipo de coisas” O FCP não teria ganho tanto?
MV. Acho que teríamos tido mais hipóteses. Na 1ª volta em Fânzeres o Carlitos foi suturado cm 12 pontos na cabeça a o jogador que o agrediu não foi castigado. Acabámos todos com cartões azuis. Para quê? Vejo jogadores deles que agridem, chamam nomes e nunca são castigados com mais de 1 jogo!
MVNão posso garantir. Mas vejo o FCP perder com o VIC e vem depois dizer que houve falta de segurança. E temos colegas que são atingidos por petardos em Fânzeres… Vi muitas irregularidades em termos de castigos e interpretações de faltas que beneficiaram o FCP. 
Entrevista a Carlos Dantas, treinador de Hóquei do Benfica.
Pergunta: Qual foi o momento-chave na final com o FCPorto que determinou a falha da conquista do título?
Carlos Dantas: A expulsão do Mariano no segundo jogo. Ele foi punido com um cartão vermelho na sequência de uma penalidade inexistente contra a nossa equipa. Depois no terceiro jogo, em Fânzeres, o que se viu foi uma vergonha. Sofrer 3 golos que não deviam ter sido validados é demais! Mesmo que tivessemos a vencer por 10-0 a 2 minutos do fim perderíamos o jogo. O Pavilhão de Fânzeres é sinónimo de hostilidade contra o Benfica e surgem situações que não são normais.
 O testemunho de um Vice-Presidente.
Candelária-FCP em Hóquei em 2011 que permitiu ao FCP não perder pontos para o Benfica.

«Para que não persistam e não passem impunes comportamentos como o da dupla arbitragem do derradeiro jogo de hóquei em patins entre o Candelária Sport Clube e o Futebol Clube do Porto, manifestamos aqui a nossa indignação perante o sucedido: 

1. Depois de, durante toda a segunda parte do jogo, ter existido dualidade de critérios na marcação das faltas de equipa, e sempre em prejuízo do CSC, eis que nos últimos segundos, sobretudo após o 3-1 para o CSC, deixou de haver regras;

2. Embora não absolutamente convencidos, até poderíamos conceder que a falta do jogador nº 66 do FCP sobre o jogador nº 18 do CSC e que motivou o livre directo de onde saiu o terceiro golo do CSC não seria passível de sanção disciplinar, colocando o FCP com menos um jogador até final, quando faltavam apenas 1'36'' de jogo;

3. No segundo golo do FCP o jogador nº 84 do FCP atira-se deliberadamente para cima do guarda-redes do CSC, impedindo a sua acção, e o árbitro José Monteiro, bem colocado, "não viu" aquela que seria a 9ª falta do FCP, validando um golo claramente irregular;

4. O golo do empate a três do FCP foi precedido de uma falta inequívoca sobre o jogador nº 18 do CSC (que seria a 9ª ou a 10ª - ver ponto anterior - falta do FCP). Na ocasião, o árbitro Joaquim Pinto apitou sem efectuar qualquer sinalética e, quando os jogadores do CSC avançaram para a execução da falta, mandou marcá-la a favor do FCP, com o jogador do FCP a excecutar a falta rapidamente, lançando o contra-ataque que daria o empate ao FCP;

5. Embora as imagens disponíveis não sejam esclarecedoras, persiste a dúvida se o jogador nº 9 do FCP não terá cometido falta na área (passível de grande penalidade) sobre o jogador nº 18 do CSC imediatamente antes de iniciar a jogada que culminaria no quarto golo do FCP;

6. A 7'' do final do jogo, o FCP dispôs de um livre directo. Na execução o jogador nº 84 do FCP prescindiu, manifestamente, de atacar a baliza, em clara violação das regras, sendo que os árbitros deixaram prosseguir a jogada até ao limite do tempo de jogo e apenas assinalaram a correspondente falta (9ª) a escassas décimas de segundo do sinal sonoro do marcador electrónico, ao ponto da falta não ter sido executada pelo CSC, pois o jogo foi dado por terminado;
7. O supra descrito pode ser observado nas imagens anexas e evidencia a intencionalidade dos árbitros em beneficiarem uma das equipas, tendo fabricado um resultado que, para além dos pontos em disputa, pode ser determinante na atribuição do título de Campeão Nacional, bem como na classificação - ou não - do CSC num dos três primeiros lugares da prova, com consequências financeiras não menosprezáveis.
O Vice-Presidente, Hernâni Jorge»

 A “portização” do hóquei já em 2.07.97
Testemunho transmontano
As lamentáveis agressões aos hoquistas do FCP foram analisadas em termos mediáticos apenas pela parte dos ofendidos. Há no entanto contradições que convém desmascarar. A utilização de armas brancas apontada por Pinto da Costa, e a que ninguém se referiu, e a própria versão contraditória do Tó Neves. Este afirmou à RTP que foram forçados a sair por causa dos gazes lacrimogéneos.
A Federação já disse que ia interditar o recinto do Benfica. Seja qual for o castigo ao FCP já estão à espera de dois pesos e duas medidas na aplicação das leis disciplinares o que devia dar que pensar aos nossos responsáveis pela “portização” do hóquei.
Não deixa de ser curioso que o tal “massacre” de que dizem ter sido vítimas, o FCP tenha dado tão boa conta de si na Euroliga? Também não deixa de ser curioso que entre tantos agredidos apenas 3 jogadores apresentaram mazelas físicas. Não será que se armaram em heróis e foram buscar os “sticks”, o que é altamente desaconcelhável quando nos encontramos em casa do adversário? Por último não deixa de ser surpreendente que o Filipe Santos, que dizem que teve afundamento de cérebro e “não-sei-quantas-operações”, apenas 15 dias depois já se passeava por um Centro Comercial do Porto?
Mas pior é a reacção da Direcção do FCP que voltaram a demonstrar que, “quanto pior melhor”, acusando-nos afinal de tudo aquilo que eles é que são, quanto têm um treinador de futebol (António Oliveira) que afirma em público que, “se soubesse que tinha apenas 2 ou 3 dias de vida ia a Lisboa com uma metralhadora e fodia meia dúzia de gajos?”
Batalha campal com o Barcelona a 1-5-2000
Antes do jogo, “O Barcelona vai sentir a pressão do FCPorto e do público”, Cristiano Pereira, treinador do FCPorto.
No Pavilhão Rosa Mota no Porto jogava-se o Porto-Barcelona na final  da Liga dos Campeões em Hóquei, que os catalães acabaram por ganhar por 3-2.Na tribuna assistiam ao espectáculo, Fernando Gomes, ex-presidente da Câmara e actual Ministro da Administração Interna, Pinto da Costa e Nuno Cardoso, presidente da Câmara do Porto.
Triste foi o que se passou no final do jogo, as agressões brutais aos vencedores (Barcelona) que ajuizadamente, perante a alarvidade transmitida em directo, se recusaram a receber a taça que tinham conquistado.
O que se passou no Rosa Mota foi triste, grave e lamentável. Patéticas foram as declarações do MAI e do presidente da Câmara do Porto. Assistimos ao primeiro a chamar aos energúmenos de serviço, “entusiastas”. Será que são também “entusiastas” os polícias que, envergonhando toda uma corporação, espancam cidadãos nas esquadras? “Se não fosse o arremesso de alguns objectos nada de especial tinha acontecido”, referiu. Nuno Cardoso referiu que tudo se ficou a dever “às provocações da claque do Barcelona, nada de grave se passou foram apenas uns apertões”.
Via-se um adepto de stick na mão em pleno ringue sem patins despachando a torto e a direito, só poderia ser um “kamikase” vindo expressamente da Catalunha para afrontar os 7 mil adeptos do FCPorto que enchiam o recinto.
No dia seguinte o El Pais, o maior diário espanhol, explicava o mistério do stick. “Habia gente con sticks que nos habian robado dándonos por todos los lados. Las agresiones son visibles en los cuerpos de algunos jugadores”, disse Carlos Figueroa, treinador do Barcelona. E na mesma edição do El Pais lamentavelmente desmente a teoria de Nuno Cardoso sobre “as provocações da claque do Barcelona”.
Conta o periódico, “Si la retirada de los azulgrana hacia el vestuario fue espectacular, el largo tiempo que tuvieran que permanacer refugiados dentro les resultó eterno. Se desconocia la suerte de la veintena de seguidores azulgrana pertencientes a la pena San Culé. La incertidumbre desapareció cuando los seguidores también se refugiaron en el vestuario azulgrana”. Ou seja, eram 20 provocadores estrangeiros que afrontaram 7 mil portugueses. A proporção esmaga Aljubarrota.
De acordo com a CS portuguesa estiveram no recinto 21 agentes da PSP. Sendo assim havia um polícia para cada catalão e ainda sobrava um. Mas Fernando Gomes, MAI, disse ao Jogo que “a polícia esteve bem e era em número suficiente”.
Opinião contrária tem o enviado do El Pais, “Botes de plástico y objectos contundentes fueron lanzados a la pista al término del partido. Los árbitros tuvieran que ser protegidos por jugadores e directivos del Oporto, dada la violencia”.
Resultados alterados no Andebol

Ajudados com falso resultado
"O resultado estava em 19-25, o São Bernardo marcou um golo, e o resultado manteve-se em 19-25!!! Estranho?!!! Não, a equipa beneficiada foi a Fruta Putedo e Corrupção!!!
O resultado final da partida foi 33-34 para os Corruptos!!! Apesar da responsabilidade principal ter sido da Mesa, não me surpreende que a dupla de arbitragem tivesse sido os Irmãos Martins, aqueles que têm um tremendo 'azar' sempre que apitam o Benfica!!! Prejudicando reiteradamente o Benfica...
Consequência natural disto tudo?!!! NADA !!! O São Bernardo não protesta, a Federação demite-se das suas responsabilidades, e a classificação do Campeonato a partir deste momento é MENTIROSA...!!!"

INTIMIDAÇÃO à Equipa de FUTSAL

O Benfica apresentou uma queixa-crime à PSP pelos incidentes do dia 5 de Dezembro, em Gondomar, quando a comitiva de futsal foi ameaçada com uma caçadeira. Tudo aconteceu na véspera do jogo contra a Fundação Jorge Antunes, quando a equipa se deslocava para o hotel no autocarro do clube, após o jantar de recepção.

"Um carro ultrapassou-nos e os ocupantes começaram a insultar-nos. Depois, numa segunda fase, voltaram a passar o autocarro e um dos elementos apontou-nos uma caçadeira. Foi assustador", conta João Pedro Ferreira, secretário técnico do futsal do Benfica, que acompanha sempre a equipa nas deslocações.


O motorista do autocarro acabou por conseguir ultrapassar a viatura que ameaçava a comitiva 'encarnada'. "Depois a estrada estreitou-se, o que tornou difícil que nos ultrapassassem e, assim que conseguimos atingir a auto-estrada, deixaram de nos acompanhar", acrescenta o dirigente.

Apesar de ter imagens do incidente, captadas por uma equipa de reportagem, só ontem a 'Benfica TV' as divulgou no noticiário das 21 horas. Isto porque o jogo de dia 5 foi interrompido e a equipa teve de regressar para concluir a partida, na última terça-feira (dia 15 de Dezembro).
Depois da queixa-crime apresentada junto da PSP, os jogadores e a restante comitiva poderão servir de testemunhas junto do Ministério Público para confirmar as ameaças.

"Situação frequente"

Sempre que a comitiva do Benfica se desloca ao Norte do país, as ameaças "são frequentes". "Desde insultos verbais, a pedras arremessadas, tentativas de pararem o autocarro com viaturas, já nos aconteceu de tudo. Mas esta foi a mais grave", reconhece João Pedro Ferreira.

Isso provoca "nervosismo e ansiedade" nos jogadores e em toda a comitiva, pois “não são situações normais".

O dirigente diz que o futsal não é a única modalidade visada, pois já ouviu relatos de situações semelhantes, feitos por colegas de outras modalidades ditas amadoras do Benfica. Contudo, o secretário técnico das 'águias' reconhece que "acontecem mais coisas boas que más". "O Benfica tem mais apoio, é a confirmação que é o maior clube português", afirma.

Caso de polícia

Segundo João Pedro Ferreira, as autoridades são sempre informadas das deslocações do Benfica. "A polícia sabe sempre qual é o nosso programa. Acho que deviam ter mais cuidado, mas acho que agora, de uma vez por todas, terão de se preocupar", diz.

Ao contrário do que acontece no futebol, onde as equipas 'grandes' são acompanhadas habitualmente por escolta policial, nas modalidades o mediatismo é menor e por isso não há acompanhamento das autoridades.

Por isso, teria de ser o clube a requisitar polícia para as deslocações mais 'complicadas'. No entanto, segundo fonte do Benfica, isso torna-se complicado pois o clube teria de pagar o policiamento e, numa modalidade amadora que gera poucas receitas, é ainda mais difícil.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

(A Maçonaria no Sistema) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (35)

O APITO DOURADO (1)

Já toda a gente conhece ou ouviu falar no “Sistema”, uma teia de tráfico de influências e de corrupção criada para favorecer o FCPorto e os clubes do norte, como afirmação política de alguns lideres e caciques do norte e com a cobertura política em nome de uma pretensa “regionalização”. O que até agora não era conhecido era a razão pela qual todo um role de crimes cometidos pelos dirigentes do FCPorto, por muitos apoiantes e pela respectiva claque, durante os últimos 30 anos não tenha tido como consequência nem uma condenaçãozinha, nem mesmo uma acusação por parte do MP do Porto. Nada!


As actividades marginais desta claque fazem parte do dia-a-dia e alguns elementos do grupo sustentam-se com negócios relacionados com tráfico de droga e armas. Um dos líderes da claque nem sequer o esconde e passeia-se em carros de alta cilindrada, com moradias no Porto e sul do país. Toda a gente (no Porto) conhece a dimensão criminosa dos seus negócios mas ninguém se atreve a pará-los porque sabem que estão bem protegidos (e provavelmente saberão demais e poderão incriminar muita gente).
  
Testemunho
Posso acrescentar que o lider dos super dragões, que nasceu na Ribeira pobre e nunca trabalhou, anda de Audi Q7 e de Porche!!!!
Neste pais tudo é "vendável"!!!
Principalmente aqui no Porto!
Tão cedo não se desmonta esta teia que domina o futebol!
Aconteceu o “Apito Dourado”, com as escutas cujo conteúdo ninguém contestou nem questionou, com testemunhos e investigações que ninguém pode negar. No entanto, todos os crimes cometidos, até crimes de perjúrio descarado por parte de alguns arguidos em pleno tribunal nunca tiveram consequências. Porquê?

Que “MÃO INVISÍVEL” haverá que durante tantos anos tem mantido este “status quo” justiceiro que nunca foi colocado em causa nem pelas autoridades judiciais nem políticas, como teria acontecido em qualquer outro país?

Costuma dizer-se que “a verdade é como o azeite, mais tarde ou mais cedo vem à superfície”. Apareceu agora o testemunho do ex-juiz José Costa Pimenta, um antigo juiz reformado compulsivamente, que a propósito de ir publicar um livro sobre o assunto que, por coincidência, se chama, “A Máfia dos Tribunais Portugueses”, afirmou:
"O sistema de justiça português é constituído por lojas maçónicas e controlado pela maçonaria. Além de controlar as decisões dos processos -incluindo os casos da Universidade Moderna, Portucale, Casa Pia, Apito Dourado e Isaltino Morais -, controla igualmente a carreira dos juízes e dos magistrados do Ministério Público e dos altos funcionários do Estado".
E continua, “A verdade é que a maçonaria que controla os tribunais se deixou infiltrar por aquilo que ela própria de “jesuitismo” e “profanos do avental” – um grupo de indivíduos que inclui juizes, magistrados do MP, ministros, advogados, banqueiros, presidentes das câmaras – os quais lhes capturam e mantém refém o sistema judicial português, distribuindo sentenças entre si em benefício dos seus irmãos”.

Não será por acaso que Carolina Salgado, no seu último livro, afirma que no DIAP do Porto, quase todos os processos vão parar às mãos da procuradora Teresa Morais, apesar dos processos serem distribuidos por sorteio. Conta quem anda nos meios da justiça que se trata de uma espantosa coincidência… Mais uma.  

Isto é uma verdadeira pedrada no charco. Sinto que esta é a peça do “puzzle” que faltava para percebermos o que tem acontecido em Portugal, no futebol português nos últimos anos. Esta é a “MÃO INVISÍVEL” que todos suspeitávamos existir. A maçonaria é uma organização secreta em que são os próprios membros a escolher e a aceitar quem irá entrar na organização, sendo conhecida por ter um ritual de iniciação. Além disso exigem aos aderentes a prestação de promessas de fidelidade. Está dividida em “Lojas”, tendo cada uma o seu próprio chefe.

Ao contrário do que afirmam alguns membros, a maçonaria é uma organização que tem um grande poder. Porquê? Porque, para além de secreta e não estar sujeita ao controlo de qualquer instituição democrática, tem acesso à coisa mais preciosa no mundo modernoa INFORMAÇÃO. A razão que leva pessoas em posições sociais de destaque a querer pertencer a uma organização deste tipo tem, com certeza, que ver com vantagens que essas pessoas podem colher e usufruir na sua vida profissional. A simples partilha de informação privilegiada deve dar um sensação de poder e de segurança extraordinárias. A informação dá poder para influenciar as suas próprias carreiras (“cunhas”, etc.) assim como as carreiras dos outros. Esta influência nota-se em todas as partes da sociedade. Eis alguns processos:
CTT: (Citações do Ministério Público) Em escutas telefónicas, um indivíduo faz alusões à sua condição de maçom para obter informações do caso da venda de prédios.


Moderna: (Citações do MP) Uma conspiração maçónica, com a Moderna como ponto de reunião, para tomar conta das estruturas do poder em Portugal, é revelada num documento de Nandim de Carvalho.
Portucale: Nos governos de Guterres, o GOL era conhecido por o "gabinete", dado o número de socialistas por metro quadrado. (...) É uma rede de relações humana única. Mais importante, para além de nada transpirar para fora, nada do que se diz nas reuniões fica escrito. Isto é, a passagem de informação e o tráfico de influências não deixam rasto.
Não será por acaso que o líder da Loja Universalis seja Miguel Relvas, um dos principais ministros do actual governo e um andrade ferrenho. Seria interessante saber quantos adeptos portistas existem nessas lojas maçónicas.

O juiz Lúcio Barbosa, adepto portista e dragão d´Ouro, que apareceu nas escutas do Apito Dourado, e que já depois disso foi escolhido para Presidente do Tribunal Administrativo (posição de grande poder perante outros juizes), foi um dos que se recusou a responder às perguntas do jornal onde saiu a notícia. (Aqui que ninguém nos houve, tem toda a pinta de maçon).

Nos processos judiciais ainda em curso, Portucale, Moderna e CTT, a acusação é de corrupção, falsificação de documentos, tráfico de influências. Os mesmos dos crimes do Apito Dourado. Que terminou sem culpados na justiça civil.

Incorruptível. Um exemplo.
Fui convidada pela Maçonaria e pela Opus Dei, mas não fui para nenhuma”, revela, em entrevista ao PÚBLICO, Assunção Esteves, a primeira mulher presidente da Assembleia da República, cargo para o qual foi eleita depois de ser deputada, eurodeputada e juíza do Tribunal Constitucional, onde foi também pioneira.

Cronologia do Apito Dourado
20 de abril de 2004 - É desencadeada a operação Apito Dourado, com a detenção de 16 pessoas, entre dirigentes e árbitros, incluindo o presidente da liga de clubes e da Câmara Municipal de Gondomar, Valentim Loureiro, o líder da arbitragem da FPF, Pinto de Sousa, e o presidente do Gondomar SC e vice-presidente da Câmara de Gondomar, José Luís Oliveira.

1 de Maio – Artur Oliveira, Teófilo Santiago e João Massano são demitidos da Direcção da PJ do Porto em circuntâncias não esclarecidas, mas pelas investigações do Apito Dourado. (Ver mais abaixo entrevista a T. Santiago).

2 de dezembro de 2004 - A PJ desloca-se a casa de Pinto da Costa, com mandados de busca e detenção, mas não encontra o dirigente que fugirapara Espanha.

3 de dezembro de 2004 - Pinto da Costa comparece no Tribunal de Gondomar. O interrogatório é adiado por quatro dias e finalmente no dia 7 de Dezembro o presidente portista é interrogado, saindo em liberdade mediante uma caução de 200 mil euros.

25 de Janeiro – Ricardo Bexiga, vereadordo PS de Gondomar é violentamente agredido no Porto por encapuzados a mando de Pinto da Costa.

5 de abril de 2005 - A PJ do Porto conclui a investigação da operação “Apito Dourado” e remete para o procurador Carlos Teixeira, da Comarca de  Gondomar, um processo com 17 mil páginas.

20 de Abril 2005 – DIAP do Porto arquiva o caso das prostitutas que envolve PC e o árbitro jacinto Paixão no âmbito do Porto-Estrela.

31 de janeiro de 2006 - O Ministério Público acusa 27 arguidos no processo de Gondomar, incluindo Valentim Loureiro, José Oliveira e Pinto de Sousa, extraindo 81 certidões que são remetidas a diversas comarcas.

19 de setembro de 2006 - Um parecer de Gomes Canotilho, feito a pedido da defesa dos arguidos, considera inconstitucional a legislação sobre corrupção no desporto.

1 de dezembro de 2006 - A publicação do livro, "Eu, Carolina", da autoria da ex-companheira de Pinto da Costa, Carolina Salgado, denuncia situações do corrupção desportiva, evasão fiscal, volação do segredo de justiça, agressões perjúrio e fuga à justiça.

18 de dezembro de 2006 – O DIAP do Porto volta a arquivar o processo contra PC no caso das prostitutas para o árbitro Jacinto Paixão e seus auxiliares.

9 de fevereiro 2007 - Sabe-se que entre os dez processos avocados por Maria José Morgado no caso “Apito Dourado”, figuram as agressões ao ex-vereador de Gondomar, Ricardo Bexiga e a fuga de informação que terá levado Pinto da Costa a fugir à PJ.

6 de março de 2007 - O juiz Pedro Miguel Vieira decide levar a julgamento 24 dos 27 acusados do processo de Gondomar, incluindo Valentim Loureiro e Pinto de Sousa. O magistrado valida as escutas telefónicas feitas na investigação. Os dois principais arguidos apresentam recursos, alegando ilegalidade das escutas.

8 de março de 2007 - O líder da claque dos Super Dragões é constituído arguido no âmbito do processo, por suspeita de envolvimento nas agressões a Ricardo Bexiga.

22 de junho de 2007 - O presidente do FC Porto é acusado de corrupção desportiva activa, no Nacional-Benfica da época 2003/04, depois de ter sido constituído arguido nos casos dos jogos Porto - Amadora e Beira Mar - Porto.

25 de julho de 2007 - A equipa de Maria José Morgado divulga as conclusões dos principais inquéritos de corrupção desportiva, revelando que houve 20 acusações em 56 inquéritos.

28 de fevereiro de 2008 - Valentim Loureiro é pronunciado, juntamente com o filho João Loureiro, por corrupção desportiva activa. Em causa está a arbitragem do jogo Boavista - Porto. O árbitro Jacinto Paixão e o observador Pinto Correia também irão a julgamento.

25 de março de 2008 - Jorge Nuno Pinto da Costa é pronunciado, juntamente com António Araújo, por corrupção desportiva activa. Em causa está a arbitragem do jogo Beira Mar-FC Porto. O árbitro Augusto Duarte foi também pronunciado mas pelo crime de corrupção passiva.

Maio de 2009 - Todas as acusações a Jorge Nuno Pinto da Costa são arquivadasComo exemplo podemos dar o caso do “envelope” e da visita a casa da Madalena em que a juiza aquela afirmou que, “não entendeu nada dos diálogos nem do que os mesmos queriam significar”! A juiza não é estúpida. Apenas corrupta! Tanto PC como A. Araújo foram absolvidos dos crimes de corrupção activa desportiva.

14 de Setembro de 2009 - O Tribunal Administrativo de Lisboa (TAL)determinou que foi considerado nulo o acórdão do Conselho de Justiça sobre o Apito Final. Trata-se uma derrota da Comissão Disciplinar da Liga, mas também do Conselho de Justiça da FPF, com o TAL (Juiz Lúcio Barbosa) a considerardefinitivamente ilegal a utilização das escutas telefónicas do Apito Dourado, no âmbito do processo de corrupção desportiva Apito Final. Com esta decisão, de que já não há recurso, o FC Porto e o seu presidente Pinto da Costa, a quem foram aplicados pela justiça desportiva a perda de seis pontos no campeonato de 2007/08 e uma suspensão de dois anos ao dirigente, podem solicitar a anulação dos castigos. Do mesmo modo, o Boavista, que desceu à Liga de Honra, decisão tomada também com base nas escutas telefónicas, poderá igualmente apelar.

Pinto da Costa vai ser ouvido na PJ
Mas não será hoje porque está ausente (fugiu para Espanha). Houve buscas na SAD portista e em dois outros locais. Quatro árbitros e o empresário António Araújo estão detidos e serão presentes ao Tribunal de Gondomar

O processo Apito Dourado teve hoje inesperadas novidades. Foram lançados cinco mandatos de captura, emitidos pelo Ministério Público, para quatro árbitros e António Araújo, um empresário de futebol ligado ao FC Porto pela «presumível prática de crimes de corrupção no fenómeno desportivo». Jorge Nuno Pinto da Costa, informou a PJ, também foi notificado para depor no âmbito do processo de corrupção no futebol «Apito Dourado».

Ao final da manhã, começaram a ser ouvidos nas instalações da Polícia Judiciária do Porto António Araújo, empresário de futebol, e quatro árbitros. Pinto da Costa também foi informado pela PJ de que irá prestar esclarecimentos, mas soube o PortugalDiário o presidente portista está ausente e poderá mesmo estar fora do país. De qualquer forma, diz a PJ que o dirigente portista está «localizado e informado» e que já fez saber que se deslocará voluntariamente à PJ para prestar declarações.

Da parte da manhã, elementos da PJ fizeram buscas na SAD do FC Porto, na Torre das Antas, e em mais dois locais. O Centro de Estágios do clube, em Vila Nova de Gaia, e a casa do presidente do FC Porto foram também alvo de buscas. A PJ confirmou, entretanto, as buscas em casa do presidente portista.

Os árbitros que estão a ser ouvidos são Augusto Duarte, de Braga, Jacinto Paixão, de Évora, Martins dos Santos e Paulo Paraty.

Refira-se que António Araújo, que antes de ser empresário de futebol foi presidente do Vilanovense, protagonizou três transferências importantes para o FC Porto esta época: Diego, Pepe e Leandro.

ALGUÉM ENTROU EM PÂNICO COM O APITO DOURADO
Teófilo Santiago, 25 anos de carreira na PJ, conta a experiência de ser demitido após fazer parte da direcção que investigou e desencadeou o Apito Dourado.
“O que me parece é que alguem entrou em pânico ao não saber o que estava no processo. E essa necessidade tornou-se uma necessidade imensa. Nunca me tinha contecido que alguém quisesse saber o que estava no processo. Nunca por nunca tinha havido essa quebra de respeito pela integridade da investigação”.
(A informação é aqui o segredo. Ao saberem o que consta nos processos, conhecem a gravidade das acusações, quem está envolvido conseguindo assim melhor estabelecer de antemão a estratégia de defesa).
Jornalista: “Foi esse o segredo do Apito Dourado?”
TS: “Foi tudo muito claro. Em junho de 2004, quando fomos demitidos, foi a primeira vez que de, de forma explícita, houve um ataque brutal à integridade da investigação. Feito de forma soez, feia e cobarde.”
(Foram demitidas mais duas pessoas envolvidas na investigação, sendo um desterrado para África e o outro para França. Pergunta-se, PORQUÊ?)
Jornalista. “As demissões foram determinadas por uma lógica política?”
TS: “Pretendeu-se dar um aviso, mas nem uma coisa nem outra foi conseguida”.
(À boa maneira mafiosa quiseram dar um exemplo. Quem se mete connosco, “lixa-se!”).

BENFICA prejudicado
O PÚBLICO sabe que as declarações de Carolina Salgado serão agora alvo de certidões e enviadas para outras comarcas, uma das quais a do Funchal, no processo em que o clube prejudicado terá sido o Benfica.

Carolina Salgado confirmou, portanto, a existência de um esquema para beneficiar o FC Porto e sustentou que António Araújo era um dos intermediários. A ex-companheira de Pinto da Costa foi clara: o empresário actuava sempre a mando do FC Porto e nunca por moto próprio.

Na Polícia Judiciária da Madeira, onde o processo que envolve o Benfica está a ser investigado, os autos estão agora parados à espera de instruções da equipa que dirige as certidões. Também poucas diligências acessórias poderão ser feitas (já todos os arguidos foram ouvidos e os seus interrogatórios mantêm-se válidos) e tudo indica que o interrogatório a Carolina Salgado vá servir apenas para sustentar a acusação pública.

Nesse inquérito, há outras semelhanças com o processo que envolve o FC Porto-Estrela da Amadora. Mais uma vez, é referida a existência de um serviço de prostitutas para oferecer aos árbitros que seria patrocinado por Rui Alves, presidente do Nacional. Quem o diz é Pinto da Costa, que, numa conversa com Pinto de Sousa, ex-presidente da arbitragem da federação, refere que é normal o Nacional "presentear" as equipas de arbitragem com "bacanais", realizados sempre nas vésperas dos jogos.

Também nessa investigação, o Ministério Público interceptou outras chamadas telefónicas que indiciam que o Benfica foi prejudicado a pedido do FC Porto. Aliás, Rui Alves e Pinto da Costa terão falado no final do encontro e, segundo o presidente do Nacional, o seu "amigo" do FC Porto não escondia a alegria pela derrota do Benfica"Esses já não nos vão chatear mais!", terá dito.

Testemunho de Carolina Salgado
Carolina Salgado em entrevista à TVI disse que Pinto da Costa recebia em casa árbitros, Augusto Duarte e Martins dos Santos, por exemplo, para “preparar os jogos” e que se “estes de portassem bem”, recebiam dinheiro e “favores de meninas” como recompensa.

Eram reuniões normais para preparar os jogos, como toda a gente sabe, incluindo os portistas: eles que me perdoem mas enquando o clube continua a ganhar… Os árbitros eram pagos para isso; se se portassem bem, depois ainda tinham uma meninas para os acompanhar, beber uns copos… Era a recompensa”.

Pinto da Costa por ser muito cuidadoso nunca falou com um árbitro ao telefone, nem precisava de o fazer, visto que eles iam lá a casa confraternizar”.

Depoimentos falsos, 13 de Junho de 2008
Vitor Baía e Jorge Costa foram ontem ouvidos no Tribunal de Instrução Criminal do Porto (TIC) como testemunhas de Pinto da Costa no processo relativo ao FCP-Amadora da temporada 2003/04 que ficou conhecido como o “caso da fruta”.

Os antigos capitães portistas confirmaram a tese do presidente portista que defende que Carolina Salgado não assistiu à conversa telefónica que o líder azul e branco e o empresário Antonio Araújo mantiveram antes do FCP-Amadora em que ambos falavam de “fruta” e “café com leite”.

Igualmente ouvida em sede de instrução, Caroina Salgado não teve dúvidas em afirmar que Pinto da Costa e António Araújo combinavam contratar porstitutas para a equipa de arbitragem liderada por Jacinto Paixão. Aliás, no seu testemunho, Carolina garante que tal facto foi-lhe confirmado pelo presidente portista logo após a conversa com o empresário.

A ex-companheira assegurou que o citado telefonema teve lugar quando Pinto da Costa já se encontrava no Estádio do Dragão. Quatro anos depois da conversa ter ocorrido, Vitor Baía e Jorge Costa lembram-se onde estava Pinto da Costa e asseguram que Carolina não poderia ter ouvido a referida chamada.

A mesma versão é defendida pelo médico José Carlos Esteves e pelo motorista de Pinto da Costa, Afonso, que se recordam de que naquele dia o presidente estava com a equipa.

(Memória de elefante, com certeza, mas na realidade uma quase impossibilidade. Lembrarem-se 4 anos depois o que alguém fazia num determinado dia e hora. Talvez memória de uma manada de elefantes, dada a quantidade de pessoas todas com a mesma memória. Jacinto Paixão já confessou que foi tudo verdade. Os testemunhos dessas pessoas foram arranjados previamente e são todos falsos. Perjúrio em tribunal, portanto. Os jogadores Vitor Baia e Jorge Costa receberam, pouco tempo depois disto, medalhas de mérito desportivo por parte do então Presidente da República Jorge Sampaio (outra coincidência: a mulher deste é uma assídua do dragão). Provavelmente de “agradecimento” pelos serviços prestados. Lembram-se de outros jogadores de futebol que tenham recebido o mesmo? Por outro lado não houve outros jogadores que tenham cometido perjúrio “por uma boa causa”).

Pinto da Costa mente outra vez em tribunal
É mais uma mentira. Nunca o Valentim Loureiro esteve comigo no camarote VIP, ele ficava sempre no camarote da família”.
As palavras são de Pinto da Costa em pleno Tribunal de Gondomar. O CM encontrou uma fotografia que prova que o testemunho do presidente do FCPorto não corresponde à verdade. Na foto vê-se que apenas separa uma cadeira de Pinto da Costa de VLoureiro. Na acareação, Carolina Salgado voltou a afirmar que presenciou encontros entre VL e Pinto da Costa e Pinto de Sousa no restaurante Degrau de Chá mas também no camarote VIP do Bessa.
Ouvido na qualidade de testemunha, Pinto da Costa está juridicamente obrigado a dizer a verdade. Durante a acareação Pinto da Costa não se coibiu de acusar a ex-companheira de falso testemunho em tribunal. Carolina Salgado respondeu: “O senhor Pinto da Costa está a menti!”. E estava!
A Inocência de PC. Mentira e perjúrio.
O presidente do F. C. Porto, Pinto da Costa, considerou a acusação do "caso do envelope" do "Apito Dourado" uma "tramóia" e jurou inocência perante a juíza do processo e "perante Deus".
Pediu mesmo "que caiam todos os males" sobre quem esteve na origem da "tramóia" e da "maquiavélica" suspeição levada a julgamento,jurando pela vida da filha se o que dizia não fosse verdade.
Numa declaração ao tribunal, após as alegações finais, o dirigente portista disse ser "totalmente falso" que tenha dado "o que quer que fosse" ao árbitro Augusto Duarte "com envelope ou sem envelope". Nas alegações finais, o advogado de Pinto da Costa, Gil Moreira dos Santos, disse que "não há certezas, nem indícios" de corrupção e que espera "justiça".
"Chegamos ao momento da decisão, da verdade, em que não há certezas, nem indícios. Apesar da paixão da defesa, espero que a justiça venha da sua pena, Sua Excelência", disse Gil Moreira dos Santos dirigindo-se ao tribunal.
O advogado referiu ainda a "imprudência" de Pinto da Costa em receber em casa o árbitro Augusto Duarte, mas salientou que é preciso provar que houve acto ilícito. “Receber Augusto Duarte em casa é algo imprudente, mas é preciso que se prove que houve acto ilícito", referiu.
"Prova nenhuma se fez de nada", disse, por seu turno, o advogado do árbitro Augusto Duarte, Marcelino Pires, que classificou os testemunhos de Carolina Salgado (ex-companheira de Pinto da Costa) sobre a matéria "um "chorrilho de contradições" e pediu a absolvição dos três arguidos.
"Mentiu para se vingar", disse também, numa linha de argumentação similar à de João Machado Vaz, advogado do empresário António Araújo, que pediu igualmente a absolvição dos três arguidos. Antes, o Ministério Público já tinha pedido a condenação dos três arguidos, considerando terem ficado provadas as suspeitas de corrupção.
O procurador José Augusto Sá desvalorizou as contradições nos depoimentos de Carolina Salgado, mantendo que o seu testemunho deve ser considerado. "Até pode ser (que se quisesse vingar de Pinto da Costa), mas isso não significa que estivesse a mentir", disse, considerando que as escutas telefónicas confirmam a sua perspectiva.

Já quanto à tese defendida pelos arguidos em audiência quanto às razões "pessoais e familiares" que terão levado o árbitro Augusto Duarte a casa de Pinto da Costa, o procurador afirmou: "Isto é mentira para mim. Mas a quem compete acreditar, ou não, na sua peta é à senhora juíza".
Por isso, concluiu, "devem ser dados com provados todos os factos e condenados os arguidos".
O "caso do envelope" reporta-se ao encontro Beira-Mar-FC Porto (0-0), da 31.ª jornada da Liga de 2003/04, realizado em 18 de Abril.
Pinto da Costa e António Araújo estão pronunciados pelo crime de corrupção desportiva activa, enquanto ao árbitro Augusto Duarte é imputado o crime de corrupção desportiva passiva.
Apito Dourado Italiano. A Diferença.
O ex-dirigente da Juventus, Luciano Moggi, foi condenado a 5 anos e quatro meses de prisão, pelo Tribunal de Nápoles, na sequência do processo «calciocaos» que remonta ao ano de 2006.

Moggi foi condenado por associação criminosa e fraude desportiva, juntamente com outro ex-dirigente da Juve, Antonio Giraudo.

Segundo avança a agência de notícias italiana ANSA, os proprietários da Fiorentina, Andrea and Diego Della Valle e o presidente da Lazio, Claudio Lotito foram condenados a 15 meses de prisãoOs responsáveis pelas nomeações de arbitragem também não escaparam. Paolo Bergamo e Pierluigi Pairetto foram condenados a 16 meses de prisão.

Menor sentença recebeu o ex-dirigente do Milan, Leonardo Meani, que foi condenado a um ano de prisão. Ao todo foram condenadas 16 pessoas e 8 foram absolvidas.

Recorde-se que o processo «calciocaos» originou a descida de divisão da Juventus e a penalização severa de clubes como o Milan, Lazio, Fiorentina, Reggina e Arezzo.