ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

(Hooliganismo Sem Justiça) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (34)

O HOOLIGANISMO PORTUGUÊS.


Hooligans há-os em todo o lado. Mas em Portugal o holiganismo português é quase todo oriundo do norte, mais propriamente da cidade do Porto. A seguinte lista prova o que se afirma.


1982-05-16, Boavista-FCP: Incidentes entre adeptos.

1983-08-28, FCP-Sporting: Autocarro do Sporting apedrejado.

1984-01-29, FCP-Belenenses, Incidentes com jornalistas.

1984-02-05, Salgueiros-FCP: Incidentes provocam 8 feridos.

1984-04-22, FCP-Varzim: Jornalistas insultados e ameaçados.

1984-09-02, Boavista-FCP: Pedradas provocam dezenas de feridos.

1984-11-25, FCP-Sporting: Invasão do camarote leonino.

1985-03-03, Guimarães-FCP: Dirigentes do FCP agredidos.

1986-02-23, Académica-FCP: Dirigente do FCP agredido à pedrada.

1987-05-10, FCP-Sporting para a Taça: Sporting ganhou 1-0, golo de Mário.16 feridos em confrontos de adeptos com a polícia.
Um adepto do Sporting morreu. Podem perguntar á VELHA GUARDA da JLeonina o porquê de esconder o assassinato de um membro seu neste jogo.... O rapaz levou tanta porrada no wc das antas que durante a viagem para LX faleceu (sei bem que eles tem outra desculpa para o que aconteceu).

Ps: levou ele e a maioria dos Sportinguistas que se deslocavam às Antas naquele tempo, entravam com as camisolas verdes e brancas e saiam de lá com elas vermelhas.
1987-05-10, FCP-Sporting: Equipa de arbitragem agredia e insultada.

1987-05-12, Delegação do FCP em Lisboa alvo de vandalismo.

1988-11-20, Agressão ao jornalista Carlos Pinhão em Aveiro, por elementos dos portistas, no final do Beira-Mar-Porto. Arquivado por falta de provas.

1988-11-20, Agressão a Martins Morin, jornalista da Bola. Entre os agressores, Toni Maluco. O Guarda Abel disse-lhe que “era melhor do que cair por uma ribanceira”.

1988-12-31, Sporting-FCP: Agressões entre jogadores após a partida.

1989-03-05, Belenenses-FCP: Dirigentes portistas agridem funcionário.

1989-03-05, Agressão ao jornalista Eugénio Queirós, no Restelo por seguranças de Pinto da Costa. Queixa arquivada na PJ por não conseguir identificar os agressores.

1989-03-06, Belenenses acusa FCP de ter elementos armados na comitiva.

1989-09-24, Agressão a João Freitas, jornalista da Bola. Agredido barbaramente perto dos balneários das Antas. Foi assistido no Hospital de Sto António e identificou Virgío Jesus e um Armando entre os agressores. Queixa arquivada porque a testemunha principal, um agente da PSPOliveira Pinto, disse que não se lembrava de nada.

1990-02-04, Portimonense-FCP: Pinto da Costa atingido na cabeça com uma pedra, Reinaldo Teles agredido nas costas, autocarro portista apedrejado, árbitro sai escoltado.

1990-05-20, FCP-Beira-Mar: Invasão de campo e desacatos com a polícia.

1990-09-09. Agressão ao árbitro José Pratas, após marcar penalty na final da Supertaça em Coimbra é perseguido pelos jogadores portistas em pleno campo.

1990-10-04, Jornalista Manuela Freitas, ameaçada e insultada no hall do hotel por elementos da comitiva portista.

1990-10-24, Agressão ao jornalista José Saraiva, chefe de redacção do JN, à porta de casa. Não identificou os agressores. O JN tinha publicado um notícia envolvendo Pinto da Costa no AVEIROGATE.

1990-11-18, Farense-FCP: Banco portista vandalizado, jogadores e dirigentes agredidos, autocarro do FCP apedrejado, árbitro e Pinto da Costa agredidos com garrafas na cabeça, confrontos entre polícia e adeptos, dois baleados.

1991-04-07, Sporting-FCP: Dirigentes portistas agredidos.

1991-04-14, FCP-Benfica: Jogadores do Benfica obrigados a equiparem-se nos corredores. Árbitro agredido no túnel, dirigentes do Benfica ameaçados  e agredidos tendo de se esconder numa ambulância dentro da qual conseguiram sair do estádio. Carro do árbitro apedrejado.

1991-10-27, SP.Braga-FCP: Invasão do camarote portista e agressão a dirigentes.

1992-01-12, Louletano-FCP: Autocarro portista apedrejado.

1992-02-16, P. Ferreira-FCP: Dirigentes portistas insultados e agredidos com objectos.

1992-03-03, FCP-Sporting: Sete feridos no estádio e invasão da delegação do clube em Lisboa.

1992-09-01, Agressão a António Paulino, jornalista do Expresso, e forçam a entrada no jornal, procurando descobrir quem foi a o autor de uma notícia envolvendo Alexandre Pinto da Costa.

1992-04-22, Leixões FCP: Pancadaria entre adeptos e apedrejamento do autocarro portista.

1993-02-06, P.Ferreira-FCP: Incidentes com adeptos, comitiva portista agredida, um polícia ferido.

1993-03-07, FCP-Famalicão: Jornalistas da RTP agredidos em directo no relvado por adeptos, carros vandalizados. 

1993-03-10, Agressão a Paulo Martins, da RPT, em directo, após jogo nas Antas com o Famalicão. A empresa não permitiu queixa judicial.
Os jagunços não foram identificados, embora bem visíveis no directo e o MP do Porto nem se incomodou abrir um inquérito.
1993-05-20, Farense-FCP: Autocarro do FCP apedrejado.

1993-07-03, Uma semana após ter dado uma entrevista ao Expresso, Filomena Morais estava a sair de casa com a filha quando o ex-marido PC e o motorista forçou a entreada na residência e esboteou-a. Foi observada no Hostipal Pedro Hispano e fez queixa na PSP. No dia seguinte o presidente do Porto também apresentou queixa por agressão.
1993-08-22, FCP-Benfica: Pancadaria entre adeptos dos dois clubes, vandalismo na estação de Campanhã, carros da polícia apedrejados.

1994-02-06, Benfica-FCP: Confrontos entre claques dos 2 clubes.

1994-03-06, P.Ferreira-FCP: Incidentes entre claques dos 2 clubes.

1994-05-03, FCP-Sporting: Adepto do Sporting esfaqueado por adeptos do FCP vindo a falecer.

1994-06-10, Sporting-FCP: Garrafas arremessadas ao palanque onde estava o Governo.

1994-08-17, Benfica-FCP: Batalha campal entre claques, quatro polícias feridos.

1994-11-20, Farence-FCP: Incidentes entre adeptos.

1994-12-11. Agressão a Marinho Neves, jornalista da Gazeta dos Desportos, após ter publicado uma reportagem sobre os meandros da arbitragem. Emboscado à porta de casa dor 2 jagunços. Queixa arquivada por falta de provas, apesar de ter apresentado fotos dos agressores e 4 testemunhas que viram a cara dos agressores e que nunca foram ouvidas.

1994-12-11, FCP-Sporting: Um adepto detido por atirar um ferro ao autocarro leonino.

1995-01-15. Tirsense-FCP: Portistas provocam desacatos, 3 detidos
e um polícia ferido.

1995-03-05, Benfica-FCP: Confrontos entre claques, mais de 20 feridos.

1995-03-05, Agressão ao árbitro José Pratas no balneário das Antas e no intervalo do jogo FCP-Benfica. Quando volta para a 2ª parte faz uma arbitragem vergonhosa a favor dos portistas.

1995-04-02, Guimarães-FCP: Confrontos entre claques, mais de 30 feridos.

1995-05-07, Sporting-FCP: 2 mortos e 25 feridos (5 graves) quando autocarro portista chega a Alvalade. Adeptos do Sporting caem de altura de 7 metros quando insultam equipa rival.

1995-08-27, Gil Vicente-FCP: confrontos entre adeptos.

1995-10-28, Farence-FCP: Claque do FCP provoca distúrbios na bancada.

1995-11-05, FCP-Benfica: Autocarro do Benfica apedrejado, distúrbios diversos.

1996-05-07, Equipa de iniciados do FCP recebida à pedrada em Guimarães.

1996-05-12, FCP-Belenenses: Confrontos entre polícia e adeptos portistas, 3 agentes feridos.

1996-09-07, U.Leiria-FCP: Incidentes entre adeptos dos dois clubes.

1996-09-18, FCP-Benfica: Dois adeptos do FCP detidos por insultos à Polícia.

1997-02-28, E.Amadora-FCP: Jogadores e um adepto portista tentam agredir o árbitro.

1997-03-15, FCP-Sporting: Portistas provocam desacatos junto ao autocarro leonino, três feridos.

1997-04-11, Farense-FCP: Após o jogo, adeptos do FCP agridem 2 pessoas em Vilamoura e assaltam lojas da zona.

1997-04-30, Benfica-FCP: Adeptos portistas partem vidros a vários carros na A1.

1997-06-05, Benfica-FCP: Autocarro da equipa de hóquei portista alvo de emboscada, vários jogadores agredidos e autocarro (alugado) destruido.

1997-08-15, Boavista-FCP: Claque portista tenta atingir guarda-redes do Boavista com capacete.

1997-08-06, V.Setúbal-FCP: Claque do FCP vandaliza autocarro.

1997-11-12, S.Braga-FCP: Autocarro portista apedrejado.

1997-12-05, D.Chaves-FCP: Pedras e paus apreendidos plea polícia na revista à claque portista. 

1997-12-13, FCP- Guimarães: Autocarro do Vitória atacado por adeptos.

1997-12-22, Boavista-FCP: Claque do FCP atira chapas e ferros ao guarda-redes do Boavista.

1998-02-20, Campomaiorense-FCP: Claque portista danifica ambulância e provoca tumultos.

1998-05-02, Benfica-FCP: Adeptos portistas apedrejam na A1 autocarro de adeptos benfiquistas, 4 feridos. Estações de serviço assaltadas por claque do FCP.

1998-05-24, Sp-Braga-FCP: Adeptos do FCP assaltam bilheteiras do estádio,vandalizam vários carros e provocam estragos na Estação e nos combóios. 

1998-08-29, Beira-Mar-FCP: Adeptos do FCP tentam assaltar bilheteira.

1998-11-21, FCP-Benfica: Claque do Benfica vandaliza sector do estádio.

1999-03-13, FCP-U-Leiria: Incidentes nas bancadas.

1999-04-24, Benfica-FCP: Claque do FCP vandaliza sector da bancada.

1999-05-08, D.Chaves-FCP: Confrontos à pedrada entre adeptos das 2 equipas.

2000-03-18, Sporting-FCP: Autocarro dos portistas apedrejados.

2000-09-20, Agressão a Matt Fish, jogador de basquet, agredido por 9 ou 10 indivíduos nos escritórios das Antas, agressão presenciada por Fernando Gomes (actual presidente da Liga) o qual terá sido um dos agressores consoante testemunho do próprio Fish à CS.

2001-01-21, Benfica-FCP: Tentativa de agressão a Pinto da Costa com o arremesso de objectos, autocarro dos portistas atacado.

2001-01-23, FCP-Benfica: Autocarro do Benfica apedrejado.

2001-04-01, Alverca-FCP: Confrontos entre adeptos.

2001-04-18, Marítimo-FCP: Claque do FCP envolvida em desacatos no estádio.

2001-09-15, Benfica-FCP: Autocarro portista apedrejado.

2001-11-26, Gil Vicente-FCP: Pancadaria entre adeptos.

2002-04-06, Farense-FCP: Árbitro agredido antes do jogo por adeptos do FCP.

2002-05-05, Paços Ferreira-FCP: Confrontos entre adeptos portistas e a polícia.

2002-09-23, Guimarães-FCP: Autocarros com adeptos portistas apedrejados, adepto do Guimarães ferido com gravidade no peito devido a pedrada.

2002-09-11, V. Setúbal-FCP: Adeptos portistas vandalizam estação de serviço.

2003—11-11, Sporting-FCP: Confrontos entre adeptos portistas e polícia, 6 feridos.

2003-02-15, Marítimo-FCP: Confrontos entre adeptos portistas e polícia, 2 feridos.

2003-09-21, FCP-Benfica: Confrontos entre adeptos das duas equipas.

2004-10-17, Benfica-FCP: Incidentes entre adeptos das 2 equipas.

2004-10-30, Marítimo.FCP, Agressão a Raul Meireles com uma garrafa pelos Super-Dragões.

2005-01-15, Académica-FCP: Incidentes entre adeptos do FCP e stewards.

2005-05-08, Moreirense-FCP: Confrontos entre adeptos portistas e polícia. Um detido.
2005-05-22, Adeptos do FCP ocupam Av. dos Aliados para evitar comemoração do título do Benfica, confrontos entre claques.

2005-10-15, FCP-Benfica: Dois petardos rebentam de madrugada no hotel do Benfica.

2006-04-06, Carolina é agredida por Pinto da Costa, por Afonso o seu motorista e um segurança a pontapé na casa da Madalena bem como à irmã Ana, grávida na altura. O motorista ao retirar um faqueiro de casa ameaçou que lhe espetava uma chave no olho. Foram observadas no hospital e apresentaram queixa na GNR.
2006-04-22, Penafiel-FCP: Adeptos do FCP apedrejam o autocarro do Penafiel, três detidos.

2007-04-01, Benfica-FCP: Incidentes entre as duas claques, 3 feridos.

2007-08-18, Sp.Braga-FCP: Carga policial sobre claque do FCP.


2008-02-20, Agressão ao jornalista Rui Santos, após sair dos estúdios da SIC. O caso foi abafado quando se percebeu a quem os indivíduos estavam ligados.Após este incidente nunca mais Rui Santos voltou a discutir questões relacionadas com a gestão financeira da SAD do Porto.
2008-06-20, Benfica-FCP: Incendiado autocarro vazio (alugado) de adeptos portistas que tenham ido assistir ao jogo de hóquei.

2008-12-20, Agressão a motorista da Liga por Rui Carvalho, assesor da Imprensa do FCP. No mesmo dia vários jogadores e técnicos do Marítimo são agredidos no túnel de acesso aos balneários.

2009-03-07, Ameaças ao jogador Paulo Assunção por 5 indivídos que lhe dizem, “se não renovas até 4ª feira levas um tiro no joelho”.

2009-03-07 – Ameaças ao jornalista João Pedro Silva, por Rui Cerqueira, seu ex-colega, que lhe diz à frente de várias testemunhas, “és um filho da puta, um bardamerdas, és muito pequenino para mim”.

2009-06-16, Agressão ao jogador Adriano, quando em negociações para renovar contrato, quando saia de uma discoteca em Vila do Conde, por 2 jagunços dos SD.

2009-08-28, Naval-FCP: Adeptos portistas causam distúrbios em estações de serviço da A1.

2009-10-04, Olhanense-FCP: Adeptos portistas assaltam lojas e provocam distúrbios em Albufeira. 

2009-12-05, Equipa de futsal do Benfica ameaçada com uma caçadeira em Gondomar na véspera de um jogo com a Fundação Jorge Antunes. O autocarro do Benfica foi perseguido até entrar na autoestrada. “Sempre que a comitiva do Benfica se desloca ao Norte, as ameaças são frequentes". "Desde insultos verbais, a pedras arremessadas, tentativas de pararem o autocarro com viaturas, já nos aconteceu de tudo”, João Pedro Ferreira, secretário-técnico.

2010-01-24, Estoril-FCP: Autocarro do FCP e carro de PC apedrejados.

2010-03-21, Benfica-FCP: Claque do FCP vandaliza estação de serviço, agride automóveis de adeptos benfiquistas e envolve-se em incidentes com a polícia.

2010-05-01, FCP-Benfica: Autocarro emboscado com bolas de golfe na A1. Bolas de golfe atiradas durante o jogo. Autocarro do Benfica apedrejado na chegada ao estádio, com uma pedra a partir o vidro e a passar a centímetros do Aimar.Autocarro outra vez apedrejado a caminho de Lisboa. Bolas de golfe atiradas para dentro do campo durante o jogo, acertando no Roberto, no Carlos Martins e isqueiro acertando no JJ.
2010-08-04, V.Guimarães-FCP: Actos de vandalismo protagonizados pelos adeptos do FCP em Guimarães.


2010-09-10, Guimarães-Benfica: Autocarro do Benfica apedrejado.

2010-11-07, FCP-Benfica: Autocarro do Benfica apedrejado depois do jogo.

2011-02-02, FCP-Benfica: Autocarro do Benfica apedrejado depois do jogo.

2011-03-06, Braga-Benfica, Autocarro do Benfica apedrejado.

2011-03-21, Rui Gomes da Silva, vice-presidente do Benfica, agredido no Porto por adeptos dos SD durante o dia, quando saia acompanhado da mulher e de outro casal, de um restaurante.

2011-03-30, P-Ferreira-Benfica: Autocarro do Benfica apedrejado em espera planeada e o carro do presidente do Benfica LFV atingido por pedras, colocando em causa a vida dos ocupantes. 

2011-04-02, FCPorto-Guimarães, em juniores. Jogadores e treinador do Guimarães insultados e agredidos físicamente por jogadores e staff ao intervalo no túnel do Dragão. Escusado será dizer que o Guimarães perdeu o jogo.

2011-04-02, Casa do Benfica em Ermesinde vandalisada mais uma vez.

2011-04-03, Casas do FCP em Cacém e do Benfica em Évora, Gondomar e Matosinhos vandalisadas.

2011-04-03, Benfica-FCP, adeptos benfiquistas envolvem-se em escaramuças com a Polícia. Cerca de 10 são presos e irão ser julgados.
2011-04-04, Casa do Benfica de Gondomar novamente vandalisada desta vez numa tentativa de a incendiar. Os adeptos barricam-se dentro. As autoridades limitaram-se a “levantar autos” e nada mais acontece.


Com data exacta desconhecida:
 - Tentativa de homicídio a Santos Neves, jornalista da Bola. Desapertaram-lhe as jantes do carro e ia-se despistando an auto-estrada.



Agressão a Pedro Figueiredo, jornalista da RTP, depois de um Boavista-Porto. A empresa, mais uma vez, não autorizou a queixa.

Agressão ao árbitro de Viseu, Donato Ramos, num restaurante de Matosinhos por 4 jagunços. Teve de fugir pelas traseiras e destruiram-lhe o carro que estava estacionado à porta.

Agressão a João Martins, jornalista de automobilismo, por 2 jagunços à porta de casa, por ter roubado a namorada ao filho de Pinto da Costa, Alexandre Pinto da Costa.


 - Da 1ª vez, Paulo Lemos foi perseguido por um grupo de homens encapuzados que puxaram de pistolas e dispararam até lhe bloquearem o carro, dando-lhe de seguida uma valente sova. Da 2ª vez, um tal Vitor Canelas, funcionário do FCPorto, quando Lemos saia do ginásio, aproximou-se do seu veículo e apontou-lhe uma arma, tendo-o imediatamente agredido com vários socos e insultado. Depois destas sovas, Lemos começou a testemunhar contra Carolina Salgado, fazendo depoimentos falsos em tribunal dando origem aos famosos processos de fogo posto que foram todos anulados.
 - Tentativa de assassinato de Carolina Salgado. Vinda de Braga, com os seus guarda-costas seguindo-a noutro veículo, às 2 da manhã com chuva e a meio da ponte da Arrábida, passa por cima de uma grande mancha de óleo tendo um despiste violento com o carro que deu três voltas. No momento do acidente estava um jornalista na ponte de máquina fotográfica pronta, tendo fotogrado o acidente na altura em que ele se deu. Devia ter tido uma premonição de que o acidente iria ocorrer. No dia seguinte, o jornal já trazia as fotos do acidente assim como declaração de Pinto da Costa sobre o mesmo, falando este em “justiça divina”. Isto tudo quando as redações dos jornais à hora que se deu o acidente já deviam estar fechadas.
 - Tentativa de atropelamento de Carolina Salgado e da sua advogada, à saída do Tribunal de S. João Novo no Porto, por parte de Afonso o motorista, com Pinto da Costa dentro do carro. Tiveram de saltar para o lado senão seriam atropeladas.
 - Na sequência do mesmo incidente, atropelamento de um fotojornalista do JN.Após o atropelamento, um polícia bateu no tejadilho e soprou o apito mas o carro fugiu. O JN e o Sindicato dos Jornalistas exigiram um pedido de desculpas público por parte de Pinto da Costa. Até hoje…
 - Ameaças à advogada de Carolina Salgado através de variadas perfurações feitas com berbequim na porta do seu carro, assim como a destruição por diversas vezes da sua caixa de correio).

(Estes últimos casos retirados do último livro de Carolina Salgado, “Descida aos Infernos”).
Todos este inúmeros casos ficaram impunes, embora em alguns casos tenham sido feito investigações, com testemunhas, inclusivamente de polícias, que não chegaram a qualquer conclusão. Quase sempre arquivados por falta de provas!!! Embora as houvesse na maioria das vezes.

IMPUNIDADE TOTAL, com a conivência das autoridades policiais, judiciais e políticas, todas corruptas.


As poucas vezes em que o Benfica ou seus adeptos estiveram envolvidos em desacatos, foram feitas investigações, que resultaram em condenações e até a penas de prisão.
Entretanto, no Tribunal da Relação do Porto…
O Tribunal da Relação do Porto confirmou a condenação a 25 meses de prisão, com pena suspensa, de um adepto do Benfica que lançou um petardo no Estádio do Dragão em maio de 2010. Segundo o acórdão do tribunal, a que a Lusa teve acesso, o arguido, de 21 anos, estudante de Relações Internacionais, arremessou o petardo “para junto da bancada dos adeptos” do FC Porto. O petardo rebentou “com grande estrondo” junto dos adeptos portistas, “não tendo, no entanto, provocado qualquer dano físico”.
Quando a PSP o abordou para o identificar, agrediu um polícia com dois pontapés, um na perna esquerda e outro no abdómen, não tendo, no entanto, provocado qualquer ferimento, devido ao equipamento de proteção que o agente envergava na altura. O incidente registou-se no dia 2 de maio de 2010, durante o jogo FC Porto - Benfica, a contar para a penúltima jornada da Superliga.
No Tribunal de Pequena Instância Criminal do Porto, o adepto foi condenado pela prática de um crime de ofensa à integridade física qualificada (três meses de prisão) e por um crime de detenção de arma proibida (dois anos de prisão). Em cúmulo jurídico, foi-lhe aplicada a pena única de 25 meses de prisão, suspensa por igual período.
Só queria livrar-se do petardo
O arguido, que confessou o arremesso do petardo, recorreu, alegando que a pena era demasiado pesada, até porque “teria agido sem consciência da ilicitude, ao não saber que o que tinha na mão era um petardo explosivo”.
Uma alegação que contraria as declarações que proferiu em julgamento, quando disse que arremessou o petardo porque “pretendia apenas livrar-se daquilo”.
Se não sabia que era um petardo explosivo, porquê querer livrar-se dele?”, refere o acórdão da Relação.
Este tribunal sublinhou mesmo que a pena da primeira instância “foi estabelecida com muita benevolência”.
A pena concreta pelo crime de detenção de arma proibida foi fixada no mínimo aplicável e a pena pelo crime de ofensa à integridade física qualificada foi fixada em três meses de prisão, numa moldura abstrata que ia de um a 48 meses de prisão.
O que, considerando a culpa do arguido e as exigências de prevenção, nomeadamente de prevenção geral positiva, além de todas as demais circunstâncias atendíveis, em que avultam a gravidade do facto e o dolo direto com que o arguido agiu, tem de considerar-se uma pena estabelecida com muita benevolência”, refere o acórdão.
Benevolência ou não, existiu uma pena. Pena foi não haver penas para a longa lista de crimes acima descritos bem mais graves e recorrentes ao longo dos últimos 30 anos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

(Um Exemplo de Coragem) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (33)


Este post é uma homenagem a Marinho Neves, o jornalista português mais corajoso e o primeiro a revelar e a denunciar o maior escândalo de corrupção na História do país mais antigo da Europa. Sofrendo na pele e na carteira, em variadas ocasiões, as consequências da sua audácia e a coragem de denunciar a Máfia portuguesa, muito antes da maioria das pessoas saber, ou sequer sonhar, o que se passava. Corrupção essa que dura há mais de 30 anos, sem que o poder judicial, policial ou político tenham feito até agora o suficiente para pôr cobro a isso. Pelo contrário, foram e ainda são cúmplices dessa corrupção que tem minado a sociedade portuguesa ao longo de mais de uma geração com as implicações sociais e económicas gravíssimas que têm ajudado e contribuído para mergulhar o país no buraco em que se encontra e de que dificilmente irá sair.

OS CAPANGAS DE PINTO DA COSTA, por Marinho Neves

O clube de Pinto da Costa tinha atingido o auge tanto em termos nacionais como europeus. Era o apogeu, o delírio e o júbilo de um povo que nunca se tinha visto em tamanha aventuraPC fez esquecer o seu velho e grande amigo Pedroto, evitando qualquer comentário que pudesse recordar o velho mestre. A glória tinha de ser só sua e de mais ninguém. A cidade caiu-lhe aos pés e foi a partir dessa altura que PC tomou consciência do poder que tinha e que Reinaldo Teles começou a alimentar a sua grande esperança de um dia vir a ser alguém no seu clube.

Reinaldo tinha Pinto da Costa quase na mão, através dos assíduos encontros deste último com as suas miúdas. As amantes sucediam-se e até entravam em lista de espera. PC sentia-se um Don Juan e conhecia uma vida totalmente diferente daquela a que sempre estivera habituado. O poder alimentou ainda mais a sua ambição e começaram aí as traições aos seus melhores amigos. Umas como pura defesa pessoal, outras para abrir caminho para os que iam chegando e prometiam uma maior subserviência, o que lhe dava a garantia de poder governar sozinho e principalmente sem ter de dar muitas explicações.

Os títulos traziam muito dinheiro para os cofres do clube e Pinto da Costa já tinha esquecido os momentos em que era apenas um vendedor de fogões, muito embora continuasse ligado à mesma firma, onde mantinha uma posição superior. Os milhares com que tinha de lidar começaram a toldar-lhe a mente e a aumentar a sua ambição.

O seu clube era um grande chamariz para os grandes negócios e não faltaram ....oportunistas para tirar partido disso. Foi nessa altura que surgiu um empresário italiano muito ligado à venda de jogadores, mas com negócios ilícitos à mistura. Luciano D´Onofrio já tinha jogado futebol em Portugal e acabou por criar raízes no nosso país, mais propriamente a sul, aproveitando uma grande parte do seu tempo para entrar nas redes ligadas ao tráfico de droga... e era mesmo vital aquele ponto geográfico para o negócio!

Luciano D´Onofrio, um indivíduo baixo, magro e com cara de rato, de nariz afilado, apareceu pela mão de Reinaldo Teles e recebeu a bênção de PC. D´Onofrio era um empresário sem escrúpulos e com alguns mandatos de captura em diversos países europeus, precisamente por tráfico de droga, mas foi acolhido como uma pessoa de grande interesse para o clube. Pinto da Costa foi quem mais lucrou com a sua vinda. Os jogadores do seu clube inflacionaram-se no mercado europeu, e D´Onofrio viu ali um grande negócio para si e para PC.

Em todos os jogadores que fossem negociados para o clube ou que saíssem dele, o presidente teria sempre a sua percentagem, desde que mais ninguém interferisse no negócio. Após o recebimento das primeiras comissões Pinto da Costa via-se rodeado por dois elementos ligados ao mundo do crime. Não era segredo para ninguém que Luciano D´Onofrio tinha ligações com a Mafia italiana e que Reinaldo mais alguns familiares viveram sempre de habilidades e negócios marginais, negócios centralizados na prostituição e na receptação de objectos roubados. «Pena é que estes ramos não estejam inscritos nos fundos comunitários», costumava dizer Reinaldo, que um dia ficou deliciado quando em Amesterdão viu umas garinas expostas em montras. Por um só momento,Reinaldo viu a rua de Santa Catarina transformada um gigantesco bordel, imaginando situações do tipo «leve três e pague duas» ou «pague o seu bacanal em dez suaves prestações».

Mas era sonhar muito alto. Foi este tipo de gente que fez engolir em seco muitas pessoas honestas e com dignidade que estavam ligadas ao clube.Alguns protestaram, defenderam a ideia de que o clube tinha de ser gerido com mais transparência e acabaram por ser afastados. Como aconteceu com Alberto Magalhães, reputadíssimo empresário. PC, cada vez mais lá no alto, qual Deus do Olimpo, qual César à frente das legiões, não dava tréguas:
- Aqui quem manda sou eu, e quem não estiver bem que se afaste!

O clube vivia momentos conturbados em termos directivos, mas os resultados desportivos eram óptimos. Consequentemente, Reinaldo Teles ia subindo na hierarquia do clube. Já tinha subido de chefe de segurança a chefe de departamento de futebol, uma ascensão que deixou muita gente de boca aberta, mas que foi aceite sem grande contestação, pois nessa altura já Reinaldo tinha todo o seu staff de segurança organizado. Reuniu alguns dos maiores rufias da cidade, alguns dos seus conhecidos dos negócios marginais e de prostituição, e impôs um cordão de silêncio tanto a jornalistas como a dirigentes. Quem contestasse ou denunciasse algo que não convinha, recebia a visita de um desses marginais e ficava sem vontade de dizer mais nada, subordinando-se ao silêncio e à aceitação dos factos.

Nem os sócios conseguiam fugir a esta perseguição. Mas quando as derrotas surgem ou os resultados demoram a aparecer e as exibições não são as melhores, há sempre associados que contestam.

No final de um jogo em que o clube tinha perdido, um associado, passando ao lado dos balneários, não se coibiu de lançar alguns insultos ao presidente e seus pares.
- Filhos da puta, chulos, vão trabalhar!
Pinto da Costa, que estava de sobretudo e mãos nos bolsos, tendo a seu lado Reinaldo Teles e mais dois dirigentes de menor importância, todos rodeados por quatro capangas, deu de imediato uma ordem em surdina:
Fodam-me esse gajo!
Os quatro capangas deram meia volta, seguiram o indivíduo até às imediações do estádio e deram-lhe uma sova, perante o olhar incrédulo das outras pessoas que não sabiam muito bem o que se estava a passar. Era a lei da força e do silêncio. O esquema estava montado, e dirigente que ousasse abandonar o clube e falar do que ouviu ou viu, sabia bem o que lhe poderia acontecer.

O grupo de seguranças foi-se refinando alicerçado pela parcialidade e impunidade com que os próprios jagunços era tratados e alongou-se até alguns agentes de autoridade que não se importavam de ostentar as suas armas como forma de intimidação. Foi sobre esta onde de poder e segurança que Pinto da Costa construiu o seu império e imperializou a sua própria imagem.

Ele sentia-se um Al Capone à portuguesa, com a vantagem de não poder ser apanhado pelo fisco, pois não tinha rendimentos legais que justificassem qualquer tributação. Tinha, isso sim, o poder nas mãos e ficou ainda mais seguro disso a partir do dia em que se aliou a um bruxo muito conceituado em terras brasileiras que dava pelo nome de Pai João (Delane Vieira), um bruxo que não se limitava aos orixás, fornecendo também a equipa de futebol com frasquinhos de vidro que continham um guaraná em pó muito especial, esmagado por uma tribo de índios do interior do Brasil. O «speed», normalmente recomendado para os gulosos do sexo, ajudava os craques e, aliado à normal injecção de «vitaminas», tornava-os super-homens dentro do campo. E era certo que a aparelhagem do anti-doping estava completamente desajustada para detectar o que quer que fosse. Mas até este sector, a seu tempo, foi devidamente  controlado.

Entretanto, Reinaldo Teles não cessava a sua actividade, continuando a arranjar as melhores amantes para Pinto da Costa e a dar-lhe toda a protecção. Rodeado de poder, mas ainda sem dinheiro, o presidente, como lhe chamava Reinaldo, tinha algumas limitações, mas nunca esqueceu o velho amigo Ilídio Pinto, a quem continuava a extorquir o dinheiro que queria para efectuar alguns negócios, sempre com a promessa de que um dia este viria a ser vice do futebol profissional.
- É uma questão de tempo. Você tem de ter paciência. Necessito de si em lugares mais importantes para a vida do clube. Um dia o futebol será seu.Com estas palavras de Pinto da Costa, o Ilídio lá ia passando uns cheques e cobrindo algumas despesas, porque fortuna pessoal foi coisa que nunca se conheceu ao presidente.

O grande negócio acabaria por surgir. Um clube espanhol (Atlético de Madrid) interessou-se pela aquisição de Futre, e o seu presidente resolveu vir a Portugal contactar o jogador, sem antes consultar o clube de Pinto da Costa. Mas a organização, constituída por mais de uma dezena de guarda-costas, estava sempre bem informada de tudo quanto se passava na cidade e essencialmente dos assuntos que diziam respeito ao clube. Por isso, quando chegou a boa nova de que o presidente do clube espanhol estava em Portugal para falar com Futre, foi de imediato colocado um plano de ataque em marcha, cujo nome de código era «Caça à Peseta».

Apesar de Gil y Gil estar, no seu país, bem à altura de Pinto da Costa, quando veio a Portugal estava muito longe de saber o que lhe ia acontecer. Chegou ao Porto e combinou encontro com um empresário, para avaliar a possibilidade de levar Futre para Espanha. O bar era pequeno e decorado de uma forma simples. No fundo da sala, um pouco na penumbra, estava sentado Gil y Gil à espera do tal empresário quando irromperam pela sala dentro quatro indivíduos que, sem darem cavaco a ninguém, o rodearam e apertaram contra a parede, lançando o aviso:
- Se voltas aqui sem primeiro falares com o presidente do nosso clube, podes ter a certeza que não sais daqui vivo. Na próxima, não há aviso! - rugiu Reinaldo, decalcando o final da sua declaração de um filme que tinha visto em Pinheiro da Cruz. Estas palavras foram ditas com tanta certeza e segurança que Gil y Gil quase se mijou pelas pernas abaixo. Fora a sua primeira lição como futuro presidente de um dos maiores clubes espanhóis. «Coño, em Portugal não se brinca», suspirou, ainda com as pernas a tremer como varinhas verdes.

Gil y Gil não disse palavra, limitando-se a sair do bar e a enfiar-se na sua viatura, acelerando, sem olhar para trás, até Espanha. Gil até se esqueceu de comprar um queijo da serra em Vilar Formoso, como prometera a Carmen, a sua amante de Madrid/Sul. Já no seu território, contactou directamente com Pinto da Costa, e este, sem muitas palavras, indicou-lhe um interlocutor: Luciano D´Onofrio.
- O seu braço direito? - quis saber Gil.
- Mais ou menos, pois será ele a conduzir o assunto – informou PC.

Gil y Gil ficou tão impressionado com a acção de Pinto da Costa que resolveu
oferecer um extra ao seu congénere português: uma vivenda em Madrid.
- Sim senhor, mas numa zona fina, se faz favor – aceitou PC de pronto.

D´Onofrio entretanto colocou outro jogador (Rui Barros) de PC num clube italiano (Juventus) e a soma da venda de Futre e desse jogador vendido para Itália foi de 1 milhão e 200 mil contos, uma verba que PC nunca teria imaginado poder passar pelas suas mãos. De imediato, PC juntou todo aquele dinheiro e abriu uma conta particular, prometendo aos seus parceiros de direcção que aquela verba iria servir exclusivamente para a compra de jogadores para o clube. Todos acreditaram, mas esse dinheiro desapareceu como o fumo. Para amostra não ficou nem sequer um mísero escudo.

As ligações de Pinto da Costa com situações marginais começaram a ser comentadas, e isso criou um certo descontentamento entre alguns directores, nomeadamente no patrão da sua empresa, Alfredo Costa, e presidente do Conselho Fiscal do clube. Ninguém como Alfredo Costa conhecia a vida de Pinto da Costa e, por isso, sabia muito bem que este andava a viver além das suas reais possibilidades, entrando em outros negócios e noutras sociedades, sem se lhe conhecer a proveniência do dinheiro.

Desconfiado desta situação, como presidente do Conselho Fiscal do Clube, Alfredo Costa um dia interpelou Pinto da Costa sobre o milhão e duzentos mil contos da venda dos dois jogadores, mas como resposta obteve apenas:
- Não tenho de dar contas a ninguém.

Alfredo Costa estava de pé frente à secretária de Pinto da Costa e quase não acreditou no que estava a ouvir. Aquela era a confirmação de que o dinheiro tinha mesmo desaparecido e não pactuou mais com a situação, demitindo-se do seu lugar de presidente do Conselho Fiscal do clube, ao mesmo tempo que intimava Pinto da Costa a abandonar a sua empresa. Alfredo Costa não teve contemplações:
- Recuso-me a trabalhar com gente desonesta. Na minha empresa não posso ter indivíduos do seu quilate.
Pinto da Costa estava na mó de cima e não ficou muito preocupado com a situação. Uma grande parte daquele milhão tinha sido investida em várias empresas com ligações a familiares seus, mas sem o mínimo de capacidade de gestão, e todas acabaram por falir. O dinheiro fácil nunca é bem gerido, e o clube já estava a pagar as aventuras do seu presidente.
Mas os fiéis associados pouco se importavam com essas contas. Eles não queriam saber de gestão, mas de golos, e esses não faltavam. Pinto da Costa e Reinaldo Teles também sabiam disso e tinham de se organizar no sentido de garantir que esses golos e essas vitórias nunca haveriam de faltar.

Para deixar a empresa onde trabalhava, Pinto da Costa ainda teve que pagar sete mil contos e ficou sem carro por uns tempos. O milhão e tal de contos tinha desaparecido sem deixar rastos e tinha deixado de rastos PC, a contas com a justiça, por cheques sem cobertura e penhoras a bens pessoais. Foi um momento difícil, mas que não abateu o presidente, levando-o antes a pensar que o seu negócio era o futebol. Era nessa área que se movia como peixe na água, e a modalidade não estava a ser devidamente explorada. Todos os movimentos foram reprogramados, de forma a que o clube tivesse uma gestão capaz de alimentar o seu presidente. Reinaldo Teles acabou por subir na escala do poder no clube. O vice para o futebol foi afastado, e Reinaldo chegou-se mais ao presidente, ocupando o lugar deixado vago.

A vaidade pessoal de Reinaldo levou-o a abrir mais uma casa de alternos, desta vez mais chique e refinada. As putas eram de melhor qualidade e o champanhe também. Pinto da Costa não perdia um strip-tease, e quando lhe agradava, saboreava ao vivo a estrela do espectáculo. PC sentia-se cada vez mais um Al Capone à portuguesa.

Sempre rodeado de guarda-costas, assumia a pose do gangster e já tratava as raparigas da forma que um dia vira num filme americano, nos seus tempos de liceu. Tinham surgido alguns escândalos e alimentava-se a desconfiança em relação à forma como os dinheiros estavam a ser geridos e distribuídos, mas aos poucos a organização refinou-se, de forma a não deixar rastos. Luciano D´Onofrio era um gangsterzinho e foi-se apercebendo da forma pouco cuidada e pouco profissional como os assuntos eram tratados e em alguns negócios governou-se com mais dinheiro do que aquele que ficara combinado, e para anular essas fugas, Pinto da Costa resolveu montar uma sociedade secreta na Suíça para que existisse um maior secretismo. 

D´Onofrio era uma figura envolta em algum mistério. Tanto aparecia como, quase por artes mágicas, desaparecia, o que acontecia normalmente quando se adivinhavam maus momentos. Estas artes de prestidigitador livraram-no de muitos sarilhos, embora alguns anos mais tarde Luciano não tivesse conseguido evitar alguns dias de detenção num calabouço suíço, por suposta ligação a um caso futebolístico que abalou o futebol francês (Olympique Marselha). PC confiava cegamente no seu amigo Luciano.

- D´Onofrio, vamos legalizar a nossa situação montando uma empresa de compra e venda de jogadores. No meu clube só você vende e compra todos os atletas, mas podemos estender o nosso negócio até outros clubes desde que se mantenha segredo absoluto.
- Está bem, presidente, você é que manda. Um dia ainda há-se ser como o Berlusconi.
Pinto da Costa não perdeu tempo.
- Vamos já formar essa sociedade, porque tenho um negócio para ser feito já. Na semana seguinte já estavam os dois na Suíça para legalizarem a empresa de compra e venda de jogadores.

O seu primeiro negócio foi com um clube francês (Matra Racing de Paris) cujo Treinador (Artur Jorge) já tinha passado pelo clube de PC.
- Temos de realizar dinheiro, porque as coisas não estão muito boas. As empresas que tenho montado têm dado uma grande barraca e levam-me o dinheiro todo. Temos o Jorge  Plácido para vender a um clube francês.
Luciano D´Onofrio arregalou os olhos e disse com espanto:
- Mas, presidente, esse jogador não tem cotação europeia.
Não se preocupe com isso, porque quem lá está vai querê-lo.
D´Onofrio, ainda sem acreditar no que ouvia, apesar de toda a sua experiência no mundo das vigarices, perguntou:
Como vai ser feito o negócio?
- O nosso clube vende o Plácido à nosso empresa por 60 mil contos e nós vendemo-lo ao clube francês por 160 mil contos.
- Desses negócios é que eu gosto. Ganhamos mais que o clube.
- Tenho que dar uma volta à minha vida e começar a ganhar dinheiro, porque o que já perdi não foi pouco. No futebol é que está o nosso grande negócio.

Luciano D´Onofrio arregalou os olhos e pensou de imediato em ir um pouco mais adiante, mas resolveu não falar disso com o presidente. Preferia colocar o problema a Reinaldo Teles, que era um elemento mais acessível para as situações de ilegalidade. Logo que pôde, encontrou-se com Reinaldo Teles e convenceu-o a falar com o presidente.
- Reinaldo, temos um negócio que dá dinheiro que se farta, mas tens de ser tu a falar disso ao presidente.
Reinaldo olhou-o pensativo, mas lá acabou por se decidir.
- Não venhas com tangas p´ra mim. Diz lá que o que queres que proponha ao presidente.
- Tenho feito aí uns negócios com cocaína e nem imaginas o lucro que isso dá.
- Estás maluco. Pensas que o presidente vai numa coisa dessas?
- As coisas estão más e é necessário realizar dinheiro. Com a protecção que o futebol dá, podemos trabalhar à vontade.
Reinaldo Teles convenceu-se de que, de facto, havia alguma razão nas palavras de Luciano D´Onofrio e comprometeu-se a falar com o presidente sobre o assunto.

Pinto da Costa ouviu atentamente Reinaldo e mandou-o avançar com a ideia, mas ele queria ficar de fora.
- Resolvam lá isso vocês os dois, mas deixem-me de fora para poder controlar melhor a situação.
Reinaldo Teles não era burro e ficou desconfiado. Naquele momento não disse nada mas, passados dias, voltou a falar do assunto.
- O melhor é ficarmos os dois de fora, e eu arranjo alguém para tratar do assunto directamente com D´Onofrio.

De início, o negócio correu bastante bem, mas passados alguns meses, a polícia começou a ameaçar com algumas buscas, tendo inclusive ido esperar o autocarro do clube à portagem dos Carvalhos para o revistar de alto a baixo.Mas nunca encontrou nada, porque a rede estava bem montada e não faltavam informadores. No entanto, Pinto da Costa sentiu o perigo que essa situação podia estar a criar e, como tinha consciência de que inimigos era coisa que não lhe faltava, depois das primeiras prisões de pessoas ligadas ao grupo que actuava em paralelo com D´Onofrio, deu ordem para se terminar com o negócio da cocaína que começava a ser vendida um pouco descaradamente aos próprios jogadores de futebol do FC Porto.
(Pequeno excerto do livro “Golpe de Estádio”, de Marinho Neves).