ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

DIVULGA www.pulpuscorruptus.blogspot.com EM PROL DA VERDADE E COMBATE À CORRUPÇÃO!

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

(Braga Filhos da Puta) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (32

BRAGA

Da cidade dos três “P´s” (putas, padres e paneleiros) para “A Cidade dos Indigentes”.

À entrada de Braga há um túnel. Não o mundialmente conhecido pelos pontapés de Vandinho mas outro, mais perto da estação de comboios, por onde passam carros, ciclomotores, animais e, de vez em quando, um ou outro bezano que se perdeu na noite.
Naquela tarde cheguei ao túnel faltavam 3 horas para começar o jogo e o trânsito parecia uma procissão religiosa, uma língua de carros em filinha pirilau, muito deles com bandeirinhas e cachecóis dos dois clubes. Mais do Braga, naturalmente, não por serem em maior número mas porque os benfiquistas de há uns tempos a esta parte decidiram não dar muito nas vistas para cima de Coimbra não vá o diabo tecê-las. Ainda assim, na amálgama lenta da procissão, estavam duas bravas viaturas que exibiam o seu clubismo desbragado - nenhuma delas a do vosso escriba (sempre gostei de manter os vidros incólumes) -, que rapidamente foram alvo dos fervorosos adeptos do Braga que se encontravam numa espécie de ponto alto estilo ponte de viaduto. Pareciam animais raivosos,

“Ó filha da puta, tira-me essa merda daí, caralho!”

Essa merda era um cachecol do Benfica no vidro traseiro do carro. Perto de um destes senhores, encontrava-se uma criança, supostamente filha do quadrúpede, que olhava não para o cachecol alvo da ira dos fanáticos mas para cima, para o suposto Pai, com um olhar entre a incredulidade e a incompreensão. O Pai não desarmava, empoleirava-se no varão, quase caía, aos gestos, aos cuspos, aos insultos e o pequeno bípede a pensar se a divindade genética lhe teria pregado alguma partida de mau gosto.

“Volta para a tua terra, mouro do caralho!”

E o malandro do benfiquista sem retirar o cachecol, a afrontar os escandinavos portugueses numa quezília que lembrou guerras antigas, na altura em que os bárbaros decidiram descer as escadas da Europa e vociferar contra esse conceito de Sul que a muitos ofende e discrimina. A este excelso animal, outros se juntaram enquanto os carros lentamente entravam na cidade. Não houve feridos, que se saiba. Mortos, muito menos. Na mistura das ruelas bracarenses, todos se diluíram. O jogo estava próximo. Havia que beber.
Parei o carro numa praça. Perguntei a um velhote se devia deixar o carro ali ou levá-lo para mais perto da Pedreira. Os anos avisados do senhor deram-me a resposta esperada:

Você vem de Lisboa, não vem”? (tudo o que não seja gente com sotaque do Norte, vem de Lisboa).
-Não, mas se quiser posso vir.

Então vem de onde”? (é importante termos registos sobre a proveniência das pessoas, antes de darmos algum conselho)
-Do Porto.

Ah está a estudar no Porto”? (é fundamental, antes de darmos algum conselho, sabermos onde estuda a pessoa)
-Não, mas estudei em Guimarães.

“Em Guimarães? Ó amigo, você devia era ter estudado aqui”.
-Pois, pois devia. Mas é a mesma Universidade.

Universidade do Minho é em Braga. Em Guimarães é só um pólo pequeno. É uma filial”. (e fez-me aquele olhar malandro, de quem sabe ser dono do Mundo)
-Gosto de Guimarães, é mais pequeno, lembra-me a minha cidade.

Então mas você não é do Porto”?
-Não bem, sou mais da província. (Abrantes pode ser considerada província do Porto, numa análise mais complexa da geografia)

De onde”? (este lado pidesco dos portugueses é deveras interessante)
-Olhe, estou com pressa. Deixo o carro aqui?

É melhor. Até porque você como benfiquista é capaz de vir a ter problemas à saída do estádio”. (touché!)
-Obrigadinho, caro velhote bracarense. Além de um conselho útil, pude confessar-me. Um dois em um que nos tempos que correm vale ouro.

Carro largado, hora de beber. Meto-me pela rua que vai dar à estação e entro no primeiro café. A sede era muita. Fico ao balcão, como convém a quem está sozinho e quer dois cérebros de conversa. Ou meio, vá, que não podemos ser exigentes.

-É uma imperial fresquinha, se faz favor.
“Não temos fino” (fino, claro).

-Venha média.
“Sagres ou Bock”? (aquele primeiro degrau que tudo explica)
 (confundo-lhe as voltas) -Super!

(silêncio com o som da cerveja a despejar em diagonal para o copo)

Você é de Lisboa, não é”? (a pergunta mais ouvida em Braga naquele dia, importante para os arquivos dos arcebispos)
-Sou.

Vem ver o jogo”?
-Venho. Entre outras coisas.

Que coisas”? (assim, como um familiar. Ou como um pide. Mais pide, pelo subversivo do tom)
-Venho ver um amigo. Aliás, ele já deve estar a chegar.

É de Braga o seu amigo”?

-Não, mas trabalha cá.

É de onde?
-De perto do Porto. (mais uma vez, Abrantes como Ermesinde)

Ah…” (um olhar desconfiado)
-Então e o amigo? Não me diga que é de Olhão!

Hoje está um boa dia para o futebol (faz muito bem em não responder, então agora temos de falar destas coisas com estranhos?)
-Está bom para beber. O jogo ainda não pensei nele.

O Braga vai ganhar”.
-Pode ser. Espero que não.

Ah é do Benfica”? (com um ar falsamente surpreendido)
-Sou. E você é do Braga, presumo.

Sou. Vocês antes tinham muita gente aqui do Benfica. Agora já ninguém é”.

-É, é. Estão é mais escondidos. E há aqueles que de repente deixaram de ser. O que é estranho.

Estranho? Não, deixámos de ser dos clubes de Lisboa para ser do da cidade”.

-Acho bem. Mas o amigo tem alguma preferência além do Braga?

Sou do Sporting. Desde pequenino”.
-Ah…

Mas agora com o Braga a ganhar sou do Braga”.
-Pensava que o clubismo não se mudava.

Então não muda! E também sou do Porto, às vezes. Do Benfica é que nunca”.
-Porquê?

Porque quando o Braga era amigo do Benfica, nunca ganhava. Agora com o Salvador o Porto ajuda-nos”.
-Ajuda como?

Dá-nos jogadores, somos respeitados pelos árbitros”.
-Ah…

Agora odiamos o Benfica”.
-Mais uma média, se faz favor. Odeiam? Porquê?

Porque são do Sul e nós somos do Norte”!
-Então mas você não é sportinguista?

Ah mas o Sporting não faz mal a ninguém”.
-E o Benfica faz?

Faz. Odiamos o Benfica”.
-Está certo. Olhe, eu não odeio o Braga. É uma boa equipa.

O ano passado íamos sendo campeões! Se não fossem os árbitros”.
-Aquela bola fora de campo que deu golo e a arbitragem contra o Guimarães não dizem muito isso.

O quê? Contra os espanhóis? Foi uma roubalheira”.
-Pois foi. A favor do Braga.

Ó amigo, quer mais uma”?
-Quero. Olhe, que seja um bom jogo de futebol. Sem pedras.

Quando é com o Benfica, não podemos garantir”.
-Porquê? É só um jogo.

Mas é o Benfica. Odiamos o Benfica”.

(nisto chega o empregado do café, benfiquista, que faz um reparo)

“Aqui o meu chefe é daqueles que era do Sporting mas que agora é mais portista que os portistas”
-Então mas não era do Sporting?

Ele é de quem ganha”.
-Ah, então percebe-se que não seja do Sporting.

E odeia o Benfica”.
-Pois, o seu chefe já me disse. Mas fiquei sem perceber porquê.

Nem ele sabe bem. O que está a passar em Braga nos últimos anos é um fenómeno inexplicável. Eu já não posso ir a café nenhum. Se sabem que sou do Benfica, insultam-me, não me deixam quieto”.
-Mas há muitos benfiquistas como tu aqui.

Há, mas não se assumem. Têm medo. Olha, aqui ao lado há o café Benfica”.
-Ah, então esse deve ser um bom sítio.

Bom sítio? Aquilo é um lugar de ódio. Têm cachecóis do Braga por todo o lado e não deixam os benfiquistas irem lá”.
-Hmmm? Mais uma média.

Era de um benfiquista. Agora se vais lá ver um jogo, eles passam o tempo a dizer mal e a insultar”.
-Não deve ser fácil viver com esta realidade.

(um olhar perdido, triste) “Nada. O ano passado passei o ano a ouvi-los, fui agredido”.
-Pelo menos fomos campeões (uma tentativa desesperada de optimismo da minha parte).

“Fomos, mas nem pudemos festejar. Quando estávamos nas ruas, vieram uns gajos da claque do Braga e outros, muitos, Superdragões que começaram a agredir e a insultar”.
-E a polícia?

“Não fez nada. Tivemos de sair dali”.
(viro-me para o chefe, que estava a ouvir a conversa) -Isto não está bem, ó chefe. Então o rapaz não pode festejar?

“Eles que vão festejar para o caralho!”
(o empregado para mim) -É isto que vivemos aqui, desde que o Salvador chegou.

(nisto chega o meu amigo) “Ricardo, tu vê lá o que dizes, que ainda acabas numa confusão de primeira”.
-Calma, estamos só na conversa.

“Sabes o que me aconteceu (o meu amigo o ano passado foi agredido por 8 (!) gajos da claque do Braga porque estava a comemorar o campeonato de… basquetebol)”
-Sei. Vamos beber e fumar um cigarro lá para fora.

(fomos, eu, o meu amigo e o empregado fumar um cigarro cá para fora e o empregado) –“Vocês têm sorte em viver lá em baixo. Não fazem ideia do que é isto, aqui. Gente agredida, outros que já nem saem para ver jogos nos cafés, outros que já nem dizem que são benfiquistas. Estes gajos são uns fanáticos. E a mesma gente que antes tinha uma atitude de respeito. Alguns deles até eram do Benfica”.
-Mas o que é que mudou?

“O Salvador. Desde que chegou, tem imposto uma cultura de ódio ao Benfica. O mais estúpido é que as pessoas não pensam por elas. Vão todas em rebanho”.
-Mas isto não pode ser só gente de Braga.

“Claro que não. Há portistas que vão ver os jogos do Benfica para os cafés só para arrumarem confusão. Os superdragões vêm sempre que o Benfica joga na Pedreira. Este ano muitos dos que fizeram aquela confusão toda foram gajos do Porto. O ano passado vieram para evitar que os benfiquistas de Braga festejassem
-E os bracarenses não se insurgem contra isso?

“Claro que não. O clube está patrocinado pelo Porto, vai ganhando mais vezes. Isto aqui é pior que no Porto”.
 (entrámos no café. Bebemos mais umas e fomos para o estádio. À despedida, o sportinguista que é do Braga, às vezes do Porto e nunca do Benfica)

“Vejam lá, tenham cuidado!”

O resto foi estádio. Um jogo de futebol. Que correu mal para o Benfica, apesar de ter sido muito melhor. No fim, à saída do Estádio e apesar de terem ganho,umas centenas de adeptos bracarenses esperavam a saída dos benfiquistas. Uma corrente de polícia a segurar os cães com raiva e eu a ver aquilo muito mal parado. Crianças, mulheres, velhotas pelas ruas de Braga a chamar nomes a quem levava o cachecol do Benfica. Gente que educa os filhos, que paga os impostos, que compra o pirilampo mágico. Gente. A mesma que, toldada pelo sucesso do Braga, se esquece de que vive em sociedade e, potenciada pelos métodos portistas de décadas, faz de Braga uma filial nojenta do Porto. O mesmo ódio naquelas caras, a mesma raiva, os mesmos animais.
Tenho um grande amigo, o Sérgio, deste mesmo blogue, que me diz que temos (clube) culpa de nos odiarem. Pela petulância e arrogância com que os nossos dirigentes falam e que os adeptos, alguns, seguem. Discordo. Há, é verdade, uma mania de grandeza por vezes estupidificante entre os benfiquistas mas nada, NADA, justifica estes comportamentos desta gente de cidades fantásticas como Braga e Porto. Nada, NADA, justifica este estado de espírito, esta venda dos princípios morais. Por muito que se ganhe. Por pouco que se ganhe. Quem perde é o país. Perdemos todos.
(Do blogue “Ontem vi-te no Estádio da Luz”).

Agressão do Braga ao Leiria
O presidente da U. Leiria censurou esta segunda-feira o comportamento dos dirigentes do Sp. Braga, que no domingo terão invadido o balneário leiriense e agredido futebolistas da equipa, e prometeu que o caso vai chegar aos tribunais.
"O que se passou em Braga foi gravíssimo e tem de chegar aos tribunais civis. O que se passou ultrapassa claramente a competência da Liga",disse à Lusa João Bartolomeu, referindo-se aos acontecimentos no final do encontro da 28.ª jornada da Liga Zon Sagres, que terminou empatado 0-0.
Segundo a U. Leiria, o presidente do Sp. Braga, António Salvador, e o manager Fernando Couto terão invadido o balneário onde estava a equipa leiriense.
"Entraram ao pontapé, ameaçaram-nos com insultos de toda a ordem e disseram que devíamos descer de divisão... O que se passou não tem desculpa. Nunca ouvi falar em nada assim, nem tenho conhecimento que alguma vez tivesse acontecido. Nem em África!", disse João Bartolomeu.
O presidente da U. Leiria diz que os jogadores Iturra, Cacá e Rúben Brígido foram alvo de agressão e hoje à tarde irão ao Centro Hospitalar Leiria-Pombal para serem diagnosticados, tendo em vista a elaboração de um relatório para apresentação às autoridades.
"Para bem do futebol, peço que isto não aconteça em mais lado nenhum. Estou muito triste com isto que se passou e por isso vamos agir judicialmente, porque isto vai muito para além da Liga. As pessoas que o fizeram estão identificadas e vamos agir contra elas", acrescentou João Bartolomeu.
O líder dos leirienses disse ainda não encontrar justificação para os atos no final da partida, considerando que a recusa da U. Leiria em alterar a data do jogo com o Sp. Braga, que pediu a antecipação do jogo devido ao envolvimento na meia-final da Liga Europa com o Benfica, não serve de motivo: "O que se passou não tem desculpa, porque é de uma gravidade incalculável.Não antecipámos o jogo porque se trata de uma meia-final entre duas equipas portuguesas e decidimos ter uma postura de igualdade, para não prejudicar nem beneficiar nenhuma delas. Se fosse contra uma equipa estrangeira, teríamos aceite o pedido de alteração do jogo".
COMUNICADO da SAD do Leiria
A Administração da União de Leiria Futebol SAD, vem, na sequência dos lamentáveis factos verificados imediatamente após o termo do desafio que opôs a sua equipa ao S.C.Braga, Futebol SAD, comunicar o seguinte:

- Após o termo do aludido jogo, os jogadores que compõem a sua equipa de futebol, assim como o demais “staff”, celebraram a permanência na Liga Zon/Sagres, objectivo conseguido com a conquista de mais um (1) ponto, hoje em pleno Estádio AXA.

- Todavia, após a legitima celebração a que aludimos, quando se dirigiam para a cabine, os jogadores da U.D.Leiria, Futebol SAD foram, injustificadamente, ofendidos na sua honra e consideração pelos senhores Fernando Couto e António Salvador, os quais, de cabeça completamente perdida e carregados de frustração, face ao resultado menos positivo, acabaram mesmo por agredir dois jogadores desta sociedade. (Manuel ITURRA e CÁCÁ).

- Na verdade, a actuação de Fernando Couto, foi selvática e cobarde, própria de uma pessoa mal formada e cínica, tendo sido de tal forma violenta que causou ao atleta ferimentos graves, cuja real extensão e consequências ainda estão por apurar.

- O Presidente do SC Braga, Futebol SAD, António Salvador, assistiu a tudo, tendo instigado à violência, acabando por agredir também ele, de forma violenta, o atleta CÁCÁ, que entretanto saira em defesa do colega ITURRA.

- Nesta sequência de acontecimentos, já no corredor de acesso ao balneário, o Sr. Fernando Couto e o Presidente António Salvador forçaram mesmo a entrada no balneário destinado à União de Leiria, Futebol SAD, acabando por ali entrar, proferindo diversas ameaças e injúrias contra todos os jogadores, técnicos e demais “staff”.

- A Administração da União de Leiria Futebol SAD repudia veementemente tais atitudes próprias de pessoas de terceiro mundo, solidarizando-se incondicionalmente com os seus atletas que foram vítimas destes lamentáveis actos de violência.

- Uma vez que o Senhor delegado da Liga assistiu a todos estes factos, e seguramente os fez constar do seu relatório, estaremos também atentos às consequências disciplinares no âmbito dos processos a instaurar pela Comissão Disciplinar da Liga aos prevaricadores que, em nosso entender, deverão ser exemplarmente punidos pela gravidade dos actos praticados, pelos cargos que ocupam, pela sua reincidência e também como medida dissuasora para com aqueles cuja conduta nos campos de futebol é lamentavelmente reprovável.

- Finalmente, referir que União de Leiria, Futebol SAD exige um pedido formal de desculpas e a imediata retratação dos identificados agressores.
É importante referir que um membro da equipa técnica da União de Leiria, Futebol SAD, nomeadamente o Treinador Adjunto Ricardo Sá Pinto, não esteve presente no momento das agressões, fazendo declarações à imprensa da situação que ainda não conhecera.
 A Administração da União Desportiva de Leiria, Futebol SA
Os ÁRBITROS, o Braga e o Leiria
Desculpem mas como vão perceber, não vou divulgar o meu nome... Quero apenas dizer que trabalho com um dos árbitros que esteve presente nesse jogo (Braga-Leiria)...
No intervalo do jogo e nos acessos aos balneários os árbitros depararam-se com as ditas fotos, parece que também é frequente ver naquele estádio constantes provocações aos homens do apito!!! Os responsáveis pelo apito estiveram "neste caso" bem, transcreveram tudo, informaram o delegado da liga e tomaram posse das ditas fotos....
No final do jogo, o Fernando Couto foi insultar tudo e todos, principalmente os jogadores e a equipa técnica do Leiria... No meio da confusão, Fernando Couto acabou arrastado para o balneário do Leiria onde acabou por levar um arraial de porrada!!! Quando o Antonio Salvador tomou conhecimento do sucedido dirigiu-de aos balneários e sugeriu ao presidente do Leiria que, caso a situação das fotos não fosse tornada pública, nem o Leiria "ganhava" um novo inimigo nem o Braga tomava providências em relação às agressões ao Fernando Couto!!! O presidente do Leiria recusou o "arranjinho" e segundos depois entrou em contacto com um jornalista do jornal "A Bola".

Agora eu pergunto... Caso o Leiria tivesse aceite o "arranjinho" as coisas jamais chegariam à imprensa e embora os árbitros "até" tenham agido de acordo com a situação, quem são as pessoas que iriam abafar o assunto? Muito provavelmente os ditos delegados...

PS. Embora queiram fechar os olhos, o Braga hoje é um grande clube desde que se aliou ao Porto, tal como aconteceu com o Boavista, só que a diferença é que eles muito dificilmente serão apanhados,... O Braga fico "escaldado" com o Leiria por conta do jogo do ano passado quando o Leiria apesar das influências que recebeu dos Andrades aceitou alterar a data do jogo com o Benfica... 
Veja-se o que aconteceu nas primeiras jornadas esta época com o Marítimo (a nível de arbitragens), por causa do Kleber.
Talvez por isso este ano no jogo Porto - Leiria, o técnico leiiriense tenha deixado mais de metade da equipa titular no banco, ou não convocada, porque caso contrário poderiam vir a ter enormes dificuldades em manter-se este ano na liga...
O Estádio de Braga
Obviamente que não há interesse em que a opinião pública compreenda que o Estádio do Braga foi o que absorveu o maior investimento público (cerca de 130 milhões de euros), e que tal é de certa forma explicável pelo facto da Câmara Municipal de Braga de Mesquita Machado ser accionista da Braga SAD. Ou que na página 160 da auditoria efectuada pelo Tribunal de Contas podemos ler algo como «A violação da referida cláusula acaba por beneficiar o clube (Sp. Braga), que viu desta forma algumas despesas que estritamente lhe pertenciam serem reembolsadas o que se veio a consubstanciar numa forma indirecta e pouco transparente de financiar a SAD (Braga) através de recurso a dinheiros públicos.» 


E menos interesse existe em saber que foi o Estádio do Dragão aquele que custou mais dinheiro ao erário público, sendo que só em acessibilidades pagas pela Câmara Municipal do Porto representou 85 milhões de €, (e já estamos a dar de barato as facilidades concedidas pela autarquia de Gaia liderada pelo sportinguista Luis Filipe Menezes), contra 15 milhões da Câmara da Invicta para o Estádio do Bessa, 13 milhões para o SL Benfica e 7 milhões para o Sporting, estes da Câmara de Lisboa.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

(Memória Curta) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (31)

Surpresa! O Porto afastado do título! 
Por RAP, Abril de 2010

Recordar é viver:
Ao fim da 2ª jornada da I Liga, podem tirar-se já conclusões. Uma: que o FCPorto é, dos 3 grandes, a equipa mais consistente. Outra: que, perante equipas mesmo inferior à sua no papel, o Benfica de JJ não vai lá. Aimar, Saviola e DiMaria não são, como já o vêm demonstrando há muito, jogadores (digamos assim) de campeonato. António Tavares-Teles, 25 Agosto de 2009. 
“(…) parece que (…) vira o disco e toca o mesmo: o FCPorto continua a ser o grande favorito a dominar a nova época que aí vem, a nível interno”. Miguel Sousa Tavares, 21 Julho de 2009.
Eu sei que ainda é cedo para tirar conclusões, e não é meu timbre embandeirar em arco, mas gosto da nova equipa do FCPorto. Quer-me parecer que temos uma equipa muito lutadora, e na boa tradição as velhas equipas portistas, com jogadores que dão tudo o que podem e que se esfarrapam para conseguirem ganhar cada bola, cada duelo (…) pelo que me foi dado ver, chegou mais um lote de jogadores com essas características. Teremos, pois, nesta nova época, uma equipa de combate, com diversas alternativas”. Rui Moreira, 31 Julho de 2009.
O Porto conseguiu três vitórias e a quipa dá sinais de ter amadurecido e começa-se a esquecer Lucho e Lisandro”. Rui Moreira, 9 Outubro de 2009.
Ao contrário do que alguns dão a entender, o grande adversário do FCPorto no campeonato é o Braga e não o Benfica”. Pinto da Cosa Outubro de 2009.
“(…) o facto de o Porto estar mais forte, ter tantas opções e parecer mais à vontade fora de casa é muito animador”. Rui Moreira, 11 Dezembro 2009.
Nós vamos a partir de hoje aqui solenemente dizer-lhe, interpretando o pensar dos treinadores aqui presentes, dos jogadores aqui presentes, que nós queremos este ano dedicar a vitória do campeonato a si. A si, que vai ser campeão”. Pinto da Costa dirigindo-se a uma fotografia de José Maria Pedroto, em 7 de Janeiro de 2010.
Caiu bem a promessa de Pinto da Costa de oferecer este campeonato a Pedroto”. Miguel Sousa Tavares em 12 Janeiro de 2010.
Todos os anos têm-me dado gozo ganhar, mas este ano vai dar ainda mais.Confesso que esta época vai dar-me claramente mais gozo ganhar”. Jesualdo Ferreira, 13 Fevereiro de 2010.
Somos Porto. Vamos continuar a ganhar”. Nuno Espírito Santo, 20 Fevereiro de 2010. Oito dias antes de ganhar 3 (golos) do Sporting, 17 dias antes de ganhar 5 do Arsenal e um mês antes de ganhar 3 do Benfica.
“(…) o autoproclamado maior candidato ao título este ano (…). Miguel Sousa Tavares, 16 Dezembro de 2009, referindo-se surpreendentemente ao Benfica.
Na sequência da negociações encetadas, A Futebol Clube do Porto – Futebol SAD vem comunicar ter finalmente chegado a um princípio de acordo com o Cruzeiro Esporte Clube, para a aquisição dos direitos de inscrição desportiva de jogador Kleber”. Comunicado oficial do Porto, 29 Janeiro 2010.
Hulk (…) não sabe jogar de costas para a área (…) Além disso, parece ter entendido mal os recados do treinador e o mais que dele se viu foi que se entreteve a adornar as jogadas, a tentar “quaresmices” e a simular faltas”. Rui Moreira, 25 Setembro de 2009. Cerca de 3 meses antes de Hulk passar a ser o melhor jogador do mundo, depois de galardoado com a expulsão da Luz.
Gostei de ver Hulk sentado no banco. Talves lhe devessem ter explicado que fora preterido por causa dos seus tiques e individualismo, das suas inócuas simulações. Talvez assim tivesse optado por uma outra atitude, logo que surgisse a oportunidade de jogar. Em vez disso, e como tem sido costume, Hulk foi de pequena utilidade quando entrou”. Rui Moreira, 27 Novembro 2009. 23 dias antes de Hulk passar a ser absolutamente indispensável e decisivo na equipa do Porto.
Uma desilusão. Desconcentrado, desconsolado, conflituoso”.
“Esperava-se que criasse embaraços à defesa benfiquista”:
“A inspiração jamais foi a desejada, sendo que, aqui e ali, até abusou do individualismo”.
A Bola, O Record e o Jogo, respectivamente, apreciam a prestação de Hulk no dia em que foi castigado e passou a ser uma espécie de mistura entre Ronaldo e Messi, mas para melhor. 21 Dzembro de 2009.
Sempre achei e sempre o disse que, em minha opinião, as equipas verdadeiramente vencedoras não perdem tempo a discutir árbitros nem a queixar-se das arbitragens. Miguel Sousa Tavares, 3 Novembro 2009.
Atentem no golo que todos concordam ter sido mal anulado ao FCPorto”. Miguel S Tavares em 3 Novembro de 2009, a discutir árbitros.
O que valeu ao Benfica em Olhão foi um fiscal de linha desatento à posição de Nuno Gomes no golo do empate e um árbitro atento ao fato de domingo haver um Benfica-Porto, quando se encaminhou para Cardozo, depois de expulsar Djalmir, e pelo caminho mudou o vermelho a Cardozo para amarelo”. Miguel S.Tavaresm 15 Dezembro de 2009 a discutir árbitros.
antes haviam sido anulados 2 golos ao FCPorto, um dos quais duvidoso e o outro claramente mal anulado(…); havia sido validado o primeiro golo do Leiria, também em posição duvidosa, mas com diferente critério de apreciação”. Miguel S. Tavares, 19 Janeiro 2010, a discutir árbitros.
Façam o choradinho que quiserem, esta é a minha opinião: futebol assim, com árbitros que protegem o anti-jogo e os sarrafeiros, não vale a pena esperar por público nas bancadas”. MST 16 Fevereiro 2010, a discutir árbitros.
Segundo “A Bola”, o Benfica ganhou no Funchal “à campeão” (…), sinceramente, não sei se o teria conseguido sem o que me pareceram dois erros de arbitragem em dois minutos”. MST, 16 Março 2010, a discutir árbitros.
“(…) Já lá vão 4 golos limpos anulados ao Falcão”. MST 16 Março 2010, a discutir árbitros.
P.S. Mesmo correndo o risco de, em termos humorísticos, não conseguir fazer melhor do que os intervenientes anteriores, gostaria de acrescentar o seguinte: ao que parece, Jesualdo Ferreira, obteve grandes vitórias no Porto, foi importantíssimo na história do clube, mas este ano demonstrou que o seu tempo chegou ao fim. Já Pinto da Costa obteve grandes vitórias no Porto, foi importantíssimo na história do clube e este ano demonstrou que o seu tempo no Dragão ainda agora está a começar. O anúncio da sua recandidatura à presidência deve, por isso, ser saudado com entusiasmo. Por um lado, permite-lhe acabar de cumprir o castigo de dois anos de suspensão por tentativa de corrupção, que seria uma pena não levar até ao fim na posse das funções nas quase foi castigado; por outro, é evidente que o máximo responsável por ter apetrechado o plantel do Porto com Prediger, Guarin, Tomás Costa ou Valeri, e o plantel do Braga com Luis Aguiar, Alan e Renteria, é o portista mais bem colocado para liderar o clube nos próximos anos. Além disso, o Porto ainda pode fazer história nesta época: a manter o terceiro lugar, é a primeira vez que um tetracampeão acaba o campeonato atrás do BragaA boa gestão dá muitas alegrias.
 MST em 7 de Outubro de 2009
Já o FCPorto, o único clube português com estatuto europeu no nosso futebol, continua a três pontos do Benfica e a quatro do Braga, mas não só a sorte do Braga não vai durar para sempre, como a infindável série de jogos fáceis do Benfica em breve terá fim também.
(No fim o FCPorto ficou em 3º, o Braga em 2º e o Benfica em 1º).

 Rui Cartaxana (outra vez)
É um caso chocante de concorrência desleal: enquanto os seus rivais de Lisboa, Benfica e Sporting, e outros clubes tiveram de investir entre 25 e 30 milhões de euros nos seus centros de estágios, o FCPorto viu o vizinho município de Vila Nova de Gaia dar-lhe de mão beijada uma centro de estágios pronto a funcionar.
Com vários campos relvados (um até com bancada para 2 mil pessoas), instalações várias, construções hoteleiras para 150 atletas, tudo feito em terrenos comprados (mais de 2M€) ou expropriados à pressa. Para tudo isso, a Câmara de Meneses iria endividar-se com mais um empréstimo junto da banca.
Mas a situação envolveu vários ilícitos e irregularidades, o que desencadeou então queixas de pessoas e entidades lesadas aos grupos parlamentares da AR, à PGR, à IGAT (Inspecção-Geral da Administração do Território), ao provedor de Justiça, ao Ministério da Administração Interna e ao Gabinete do Primeiro-Ministro. O mais espantoso é que, seis anos depois, não aconteceu nada nem ninguém mexeu uma palha.
 E o inicialmente baptizado Centro de Estágio de Olival/Crestuma, propriedade da Câmara Municipal de Gaia, passou à má-fila para a posse do FCPorto, ao qual pertence hoje através de uma chamada Fundação Porto-Gaia, de que fazem parte a Câmara de Gaia e outros sócios, para disfarçar, mas é dominada (51%) pelo FCPorto, que nomeia o Presidente (Pinto da Costa) e dois vogais, contra dois da Câmara. Mas por acaso, tal fundação tem a sede social, endereços postais e telefónicos nos… Estádio do DragãoE a propriedade foi-lhe dada através de uma habildade legal, um direito de superfície por 50 anos outorgado pelo doutor Menezes em nome do município ao sr. Pinto da Costa, em nome do FCPorto. Tudo em nome de uma “grande amizade” que se desfez, vá-se lá saber porquê.
Entre vários atropelos cometidos com as obras do Centro, desapareceram uma via pública (a Travessa do Alto da Estrada, freguesia de Cresuma), que o dr. Meneses prometeu reconstruir algures mas não cumpriu), uma fábrica de madeiras com 17 operários, cujos donos e trabalhadores andam por tribunais, por onde andam também donos de terrenos ilegalmente exprorpiados, etc. A questão da rua desaparecida sob as obras ainda há dias foi levantada na Câmara de Gaia, a da fábrica, os donos continuavam a rejeitar a “réplica” que o doutor Meneses lhes oferecia noutro local, e os trabalhadores foram juntar-se a todos o sem-emprego que por aí andam. Enfim, um escândalo em qualquer parte, menos neste país de opereta…
Em Outubro de 2008, na sequência do Relatório do Tribunal de Contas, já tinha sido denunciado os 310M€ OFERECIDOS POR ORGANISMOS PúBLICOS ao FCPorto para construção do Estádio do Dragão que foram, portanto, suportados pelos portugueses através dos seus impostos.
No total estamos a falar de quase 350M€, qualquer coisa como 70Milhões ds Contos de que o FCPorto usufruiu directa ou indirectamente por através de organismos públicos e a fundo perdido.
Não se pode considerar o futebol português justo, sério e honesto quando:
  - Um clube passa à margem das leis desportivas.
 - Acusação provada de CORRUPÇÃO desportiva; Participação IRREGULAR na Champions; Participação IRREGULAR na Taça da Liga, Inscrição IRREGULAR de jogadores.
 - Um clube passa à margem das leis judiciais.
 - Informações privilegiadas que resguardam de acções judiciais da PJ.
 - Decisões arquivadas em tribunais que penalizam outros cidadãos em condições semelhantes.
 - Um clube vicia a verdade desportiva.
 - Empréstimo de mais de 50 jogadores a quase todas as equipas de futebol da Liga Portuguesa.
 - Apoios financeiros à generalidade dos clubes da 1ª Divisão assegurando a sua subserviência.
 - “Colocação” de jogadores nos principais plantéis da 1ª divisão garantindo o acesso a informação privilegiada e interferência destes nos jogos com o clube.
 - Um clube com interesses directos e indirectos em 80% dos órgãos de CS.
 - Posição accionista do presidente do clube na Cofina (CM e Record).
 - Posição accionista relevante na Olivedesportos no clube
 - Conjugação de interesses na RTP, TVI, e SporTV (via Joaquim Oliveira) e alinhamento com Grupo Impresa.
 - Garantia de controlo de opções jornalísticas, comentados mais “habilidosos”…
 - Um clube tem benefícios directos e indirectos dos organismos públicos.
 - Financiamento integral de infraestruturas no valor de quase 350M€.
 - Promiscuidade com poderes locais do Porto e Gaia.
 - Interferência na vida política através de apoios ao PS.
 - Um clube que controla poderes federativos e associativos.
 - Dirigentes “plantados” e controlados na Liga e FPF via domínio da AFPorto destes dois organismos.
 - Garantia e acesso e influência das decisões da Liga e FPF.
 - Um clube que vicia resultados desportivos e alheios.
 - Através do controlo dos organismos de decisão, capacidade de escolher e influenciar árbitros, para os próprios jogos e para os adverários, assegurando as decisões que mais lhes interessam.
 - Garantias de apoio aos clubes “alinhados” de modo a poder obter as devidas compensações e comprar os respectivos silêncios.
 QUANDO É QUE VAI HAVER UM GOVERNO E/OU PODER JUDICIAL QUE VAI PÔR FIM A ESTA “REPÚBLICA DAS BANANAS”?

A CS. Estamos Fartos!
Estamos fartos, após anos e mais anos, de enviesada promoção a um clube que assenta a sua capacidade actual – financeira, social, política e desportiva – na corrupção que se foi instalando no futebol portiuguês. O estado actual do futebol nacional, os seus poderes (tutelados pelo portismo!) e subserviências (aceite por muitos!), não é consequência de nada de extraordinário, a não ser de uma causa – o estabelecimento de uma teia tentacular de interesses, difícil de suportar  e vultosa de manter, que procura  impedir o Benfica – maior clube português e com as maiores dedicações, de norte a sul do Continente e Regiões Autónomas – de exercer a sua grandeza. Estamos cansados da habitual vitimização que o portismo encontra, junto dos media, sempre que necessita de reavivar o desígnio eterno de um emblema que subverteu todos os princípais valores do Derporto e da Justiça, como se os fins justificassem a utilização dos meios, mesmo os ínvios. Temos vergonha num futebol onde se acolitam medíocres à procura das migalhas que sobram dos festins dos algozes. Agridem, mandam agredir, invectivam e depois acobardam-se na assunção da responsabilidade.
Estamos envergonhados pelo modo como órgãos do portismo independents – “O Jogo”, Sport TV e RTP-N, por exemplo – se transformaram em correias de transmissão dos valores de um clube, FCPorto. Veiculam os seus valores. Promovem “as sua verdades”. Escondem as suas “baixezas”. Deixem de ser lacaios do poder instalado e manifestamente arrivista. Acorrentem-se ao portismo, denunciando-se (para que não haja equívocos e mimetismos) ou libertem-se, se querem ser respeitados pelos benfiquistas.
Queremos uns media dignos e a honrar a verdade. A crítica é necessária quando é constructiva. A crítica séria é fundamental para corrigir o erro, envergonhar os corruptos e incompetentes. A crítica justa é basilar para promover a qualidade e estabalecer o mérito. Queremos um jornalismo de “Causas” e não de “Consequências”. (“O Benfica”, 25/12/09).  
Luis Sobral, no MaisFutebol 1/3/11
O F.C. Porto, pela voz de André Villas-Boas e Pinto da Costa, lamenta que as vitórias do Benfica mereçam muito mais destaque do que os êxitos do clube que representam. Sobretudo quando o campeão vai oito pontos atrás do líder, na Liga.

O tema é velho, mas percebe-se que continue presente.

É difícil dizer que os responsáveis do F.C. Porto vêem mal o problema, que hoje em dia é quase um exclusivo da imprensa desportiva.

Basta olhar para as manchetes, os destaques, o espaço e o ênfase emprestado às vitórias de Benfica e F.C. Porto. É evidente que qualquer observador isento dirá, estou convencido, que o vermelho é bem mais vivo do que o azul. Hoje, acho que o problema está sobretudo centrado na imprensa desportiva e nesta, em alguns títulos mais do que em outros.

Mas este é o problema do jornalismo impresso de desporto, que de resto tem sofrido nas tiragens a perda de interesse dos leitores. E eventualmente acabará por chorar um dia as opções que hoje lhe parecem inevitáveis.

O problema do F.C.Porto é outro.
Como Pinto da Costa sabe e o treinador-adepto André Villas-Boas também sabe,o F.C. Porto é um formidável exemplo de clube que falhou o crescimento. Por culpa própria, por medo, por incapacidade, o F.C. Porto continua a ser um clube fechado, desconfiado, sempre à procura de inimigos. Foi com esta estratégia que o F.C. Porto somou títulos, todos os sabemos. Mas também foi por causa destas opções que o clube pouco alargou a base geográfica de adeptos.

Os dirigentes do F.C. Porto têm a óbvia liberdade para escolher um caminho, até porque a história está do seu lado. Não podem é queixar-se de critérios jornalísticos, eles que sempre viram nos media apenas um instrumento.

Um clube assim, com paredes de chumbo, não pode queixar-se.