Da cidade dos três “P´s” (putas, padres e paneleiros) para “A Cidade dos Indigentes”.
À entrada de Braga há um túnel. Não o mundialmente conhecido pelos pontapés de Vandinho mas outro, mais perto da estação de comboios, por onde passam carros, ciclomotores, animais e, de vez em quando, um ou outro bezano que se perdeu na noite.
Naquela tarde cheguei ao túnel faltavam 3 horas para começar o jogo e o trânsito parecia uma procissão religiosa, uma língua de carros em filinha pirilau, muito deles com bandeirinhas e cachecóis dos dois clubes. Mais do Braga, naturalmente, não por serem em maior número mas porque os benfiquistas de há uns tempos a esta parte decidiram não dar muito nas vistas para cima de Coimbra não vá o diabo tecê-las. Ainda assim, na amálgama lenta da procissão, estavam duas bravas viaturas que exibiam o seu clubismo desbragado - nenhuma delas a do vosso escriba (sempre gostei de manter os vidros incólumes) -, que rapidamente foram alvo dos fervorosos adeptos do Braga que se encontravam numa espécie de ponto alto estilo ponte de viaduto. Pareciam animais raivosos,
“Ó filha da puta, tira-me essa merda daí, caralho!”
Essa merda era um cachecol do Benfica no vidro traseiro do carro. Perto de um destes senhores, encontrava-se uma criança, supostamente filha do quadrúpede, que olhava não para o cachecol alvo da ira dos fanáticos mas para cima, para o suposto Pai, com um olhar entre a incredulidade e a incompreensão. O Pai não desarmava, empoleirava-se no varão, quase caía, aos gestos, aos cuspos, aos insultos e o pequeno bípede a pensar se a divindade genética lhe teria pregado alguma partida de mau gosto.
“Volta para a tua terra, mouro do caralho!”
E o malandro do benfiquista sem retirar o cachecol, a afrontar os escandinavos portugueses numa quezília que lembrou guerras antigas, na altura em que os bárbaros decidiram descer as escadas da Europa e vociferar contra esse conceito de Sul que a muitos ofende e discrimina. A este excelso animal, outros se juntaram enquanto os carros lentamente entravam na cidade. Não houve feridos, que se saiba. Mortos, muito menos. Na mistura das ruelas bracarenses, todos se diluíram. O jogo estava próximo. Havia que beber.
Parei o carro numa praça. Perguntei a um velhote se devia deixar o carro ali ou levá-lo para mais perto da Pedreira. Os anos avisados do senhor deram-me a resposta esperada:
“Você vem de Lisboa, não vem”? (tudo o que não seja gente com sotaque do Norte, vem de Lisboa).
-Não, mas se quiser posso vir.
“Então vem de onde”? (é importante termos registos sobre a proveniência das pessoas, antes de darmos algum conselho)
-Do Porto.
“Ah está a estudar no Porto”? (é fundamental, antes de darmos algum conselho, sabermos onde estuda a pessoa)
-Não, mas estudei em Guimarães.
“Em Guimarães? Ó amigo, você devia era ter estudado aqui”.
-Pois, pois devia. Mas é a mesma Universidade.
“A Universidade do Minho é em Braga. Em Guimarães é só um pólo pequeno. É uma filial”. (e fez-me aquele olhar malandro, de quem sabe ser dono do Mundo)
-Gosto de Guimarães, é mais pequeno, lembra-me a minha cidade.
“Então mas você não é do Porto”?
-Não bem, sou mais da província. (Abrantes pode ser considerada província do Porto, numa análise mais complexa da geografia)
“De onde”? (este lado pidesco dos portugueses é deveras interessante)
-Olhe, estou com pressa. Deixo o carro aqui?
“É melhor. Até porque você como benfiquista é capaz de vir a ter problemas à saída do estádio”. (touché!)
-Obrigadinho, caro velhote bracarense. Além de um conselho útil, pude confessar-me. Um dois em um que nos tempos que correm vale ouro.
Carro largado, hora de beber. Meto-me pela rua que vai dar à estação e entro no primeiro café. A sede era muita. Fico ao balcão, como convém a quem está sozinho e quer dois cérebros de conversa. Ou meio, vá, que não podemos ser exigentes.
-É uma imperial fresquinha, se faz favor.
“Não temos fino” (fino, claro).
-Venha média.
“Sagres ou Bock”? (aquele primeiro degrau que tudo explica)
(confundo-lhe as voltas) -Super!
(silêncio com o som da cerveja a despejar em diagonal para o copo)
“Você é de Lisboa, não é”? (a pergunta mais ouvida em Braga naquele dia, importante para os arquivos dos arcebispos)
-Sou.
“Vem ver o jogo”?
-Venho. Entre outras coisas.
“Que coisas”? (assim, como um familiar. Ou como um pide. Mais pide, pelo subversivo do tom)
-Venho ver um amigo. Aliás, ele já deve estar a chegar.
“É de Braga o seu amigo”?
-Não, mas trabalha cá.
É de onde?
-De perto do Porto. (mais uma vez, Abrantes como Ermesinde)
“Ah…” (um olhar desconfiado)
-Então e o amigo? Não me diga que é de Olhão!
Hoje está um boa dia para o futebol (faz muito bem em não responder, então agora temos de falar destas coisas com estranhos?)
-Está bom para beber. O jogo ainda não pensei nele.
“O Braga vai ganhar”.
-Pode ser. Espero que não.
“Ah é do Benfica”? (com um ar falsamente surpreendido)
-Sou. E você é do Braga, presumo.
“Sou. Vocês antes tinham muita gente aqui do Benfica. Agora já ninguém é”.
-É, é. Estão é mais escondidos. E há aqueles que de repente deixaram de ser. O que é estranho.
“Estranho? Não, deixámos de ser dos clubes de Lisboa para ser do da cidade”.
-Acho bem. Mas o amigo tem alguma preferência além do Braga?
“Sou do Sporting. Desde pequenino”.
-Ah…
“Mas agora com o Braga a ganhar sou do Braga”.
-Pensava que o clubismo não se mudava.
“Então não muda! E também sou do Porto, às vezes. Do Benfica é que nunca”.
-Porquê?
“Porque quando o Braga era amigo do Benfica, nunca ganhava. Agora com o Salvador o Porto ajuda-nos”.
-Ajuda como?
“Dá-nos jogadores, somos respeitados pelos árbitros”.
-Ah…
“Agora odiamos o Benfica”.
-Mais uma média, se faz favor. Odeiam? Porquê?
“Porque são do Sul e nós somos do Norte”!
-Então mas você não é sportinguista?
“Ah mas o Sporting não faz mal a ninguém”.
-E o Benfica faz?
“Faz. Odiamos o Benfica”.
-Está certo. Olhe, eu não odeio o Braga. É uma boa equipa.
“O ano passado íamos sendo campeões! Se não fossem os árbitros”.
-Aquela bola fora de campo que deu golo e a arbitragem contra o Guimarães não dizem muito isso.
“O quê? Contra os espanhóis? Foi uma roubalheira”.
-Pois foi. A favor do Braga.
“Ó amigo, quer mais uma”?
-Quero. Olhe, que seja um bom jogo de futebol. Sem pedras.
“Quando é com o Benfica, não podemos garantir”.
-Porquê? É só um jogo.
“Mas é o Benfica. Odiamos o Benfica”.
(nisto chega o empregado do café, benfiquista, que faz um reparo)
“Aqui o meu chefe é daqueles que era do Sporting mas que agora é mais portista que os portistas”
-Então mas não era do Sporting?
“Ele é de quem ganha”.
-Ah, então percebe-se que não seja do Sporting.
“E odeia o Benfica”.
-Pois, o seu chefe já me disse. Mas fiquei sem perceber porquê.
“Nem ele sabe bem. O que está a passar em Braga nos últimos anos é um fenómeno inexplicável. Eu já não posso ir a café nenhum. Se sabem que sou do Benfica, insultam-me, não me deixam quieto”.
-Mas há muitos benfiquistas como tu aqui.
“Há, mas não se assumem. Têm medo. Olha, aqui ao lado há o café Benfica”.
-Ah, então esse deve ser um bom sítio.
“Bom sítio? Aquilo é um lugar de ódio. Têm cachecóis do Braga por todo o lado e não deixam os benfiquistas irem lá”.
-Hmmm? Mais uma média.
“Era de um benfiquista. Agora se vais lá ver um jogo, eles passam o tempo a dizer mal e a insultar”.
-Não deve ser fácil viver com esta realidade.
(um olhar perdido, triste) “Nada. O ano passado passei o ano a ouvi-los, fui agredido”.
-Pelo menos fomos campeões (uma tentativa desesperada de optimismo da minha parte).
“Fomos, mas nem pudemos festejar. Quando estávamos nas ruas, vieram uns gajos da claque do Braga e outros, muitos, Superdragões que começaram a agredir e a insultar”.
-E a polícia?
“Não fez nada. Tivemos de sair dali”.
(viro-me para o chefe, que estava a ouvir a conversa) -Isto não está bem, ó chefe. Então o rapaz não pode festejar?
“Eles que vão festejar para o caralho!”
(o empregado para mim) -É isto que vivemos aqui, desde que o Salvador chegou.
(nisto chega o meu amigo) “Ricardo, tu vê lá o que dizes, que ainda acabas numa confusão de primeira”.
-Calma, estamos só na conversa.
“Sabes o que me aconteceu (o meu amigo o ano passado foi agredido por 8 (!) gajos da claque do Braga porque estava a comemorar o campeonato de… basquetebol)”
-Sei. Vamos beber e fumar um cigarro lá para fora.
(fomos, eu, o meu amigo e o empregado fumar um cigarro cá para fora e o empregado) –“Vocês têm sorte em viver lá em baixo. Não fazem ideia do que é isto, aqui. Gente agredida, outros que já nem saem para ver jogos nos cafés, outros que já nem dizem que são benfiquistas. Estes gajos são uns fanáticos. E a mesma gente que antes tinha uma atitude de respeito. Alguns deles até eram do Benfica”.
-Mas o que é que mudou?
“O Salvador. Desde que chegou, tem imposto uma cultura de ódio ao Benfica. O mais estúpido é que as pessoas não pensam por elas. Vão todas em rebanho”.
-Mas isto não pode ser só gente de Braga.
“Claro que não. Há portistas que vão ver os jogos do Benfica para os cafés só para arrumarem confusão. Os superdragões vêm sempre que o Benfica joga na Pedreira. Este ano muitos dos que fizeram aquela confusão toda foram gajos do Porto. O ano passado vieram para evitar que os benfiquistas de Braga festejassem”
-E os bracarenses não se insurgem contra isso?
“Claro que não. O clube está patrocinado pelo Porto, vai ganhando mais vezes. Isto aqui é pior que no Porto”.
(entrámos no café. Bebemos mais umas e fomos para o estádio. À despedida, o sportinguista que é do Braga, às vezes do Porto e nunca do Benfica)
“Vejam lá, tenham cuidado!”
O resto foi estádio. Um jogo de futebol. Que correu mal para o Benfica, apesar de ter sido muito melhor. No fim, à saída do Estádio e apesar de terem ganho,umas centenas de adeptos bracarenses esperavam a saída dos benfiquistas. Uma corrente de polícia a segurar os cães com raiva e eu a ver aquilo muito mal parado. Crianças, mulheres, velhotas pelas ruas de Braga a chamar nomes a quem levava o cachecol do Benfica. Gente que educa os filhos, que paga os impostos, que compra o pirilampo mágico. Gente. A mesma que, toldada pelo sucesso do Braga, se esquece de que vive em sociedade e, potenciada pelos métodos portistas de décadas, faz de Braga uma filial nojenta do Porto. O mesmo ódio naquelas caras, a mesma raiva, os mesmos animais.
Tenho um grande amigo, o Sérgio, deste mesmo blogue, que me diz que temos (clube) culpa de nos odiarem. Pela petulância e arrogância com que os nossos dirigentes falam e que os adeptos, alguns, seguem. Discordo. Há, é verdade, uma mania de grandeza por vezes estupidificante entre os benfiquistas mas nada, NADA, justifica estes comportamentos desta gente de cidades fantásticas como Braga e Porto. Nada, NADA, justifica este estado de espírito, esta venda dos princípios morais. Por muito que se ganhe. Por pouco que se ganhe. Quem perde é o país. Perdemos todos.
(Do blogue “Ontem vi-te no Estádio da Luz”).
Agressão do Braga ao Leiria
O presidente da U. Leiria censurou esta segunda-feira o comportamento dos dirigentes do Sp. Braga, que no domingo terão invadido o balneário leiriense e agredido futebolistas da equipa, e prometeu que o caso vai chegar aos tribunais.
"O que se passou em Braga foi gravíssimo e tem de chegar aos tribunais civis. O que se passou ultrapassa claramente a competência da Liga",disse à Lusa João Bartolomeu, referindo-se aos acontecimentos no final do encontro da 28.ª jornada da Liga Zon Sagres, que terminou empatado 0-0.
Segundo a U. Leiria, o presidente do Sp. Braga, António Salvador, e o manager Fernando Couto terão invadido o balneário onde estava a equipa leiriense.
"Entraram ao pontapé, ameaçaram-nos com insultos de toda a ordem e disseram que devíamos descer de divisão... O que se passou não tem desculpa. Nunca ouvi falar em nada assim, nem tenho conhecimento que alguma vez tivesse acontecido. Nem em África!", disse João Bartolomeu.
O presidente da U. Leiria diz que os jogadores Iturra, Cacá e Rúben Brígido foram alvo de agressão e hoje à tarde irão ao Centro Hospitalar Leiria-Pombal para serem diagnosticados, tendo em vista a elaboração de um relatório para apresentação às autoridades.
"Para bem do futebol, peço que isto não aconteça em mais lado nenhum. Estou muito triste com isto que se passou e por isso vamos agir judicialmente, porque isto vai muito para além da Liga. As pessoas que o fizeram estão identificadas e vamos agir contra elas", acrescentou João Bartolomeu.
O líder dos leirienses disse ainda não encontrar justificação para os atos no final da partida, considerando que a recusa da U. Leiria em alterar a data do jogo com o Sp. Braga, que pediu a antecipação do jogo devido ao envolvimento na meia-final da Liga Europa com o Benfica, não serve de motivo: "O que se passou não tem desculpa, porque é de uma gravidade incalculável.Não antecipámos o jogo porque se trata de uma meia-final entre duas equipas portuguesas e decidimos ter uma postura de igualdade, para não prejudicar nem beneficiar nenhuma delas. Se fosse contra uma equipa estrangeira, teríamos aceite o pedido de alteração do jogo".
COMUNICADO da SAD do Leiria
A Administração da União de Leiria Futebol SAD, vem, na sequência dos lamentáveis factos verificados imediatamente após o termo do desafio que opôs a sua equipa ao S.C.Braga, Futebol SAD, comunicar o seguinte:
- Após o termo do aludido jogo, os jogadores que compõem a sua equipa de futebol, assim como o demais “staff”, celebraram a permanência na Liga Zon/Sagres, objectivo conseguido com a conquista de mais um (1) ponto, hoje em pleno Estádio AXA.
- Todavia, após a legitima celebração a que aludimos, quando se dirigiam para a cabine, os jogadores da U.D.Leiria, Futebol SAD foram, injustificadamente, ofendidos na sua honra e consideração pelos senhores Fernando Couto e António Salvador, os quais, de cabeça completamente perdida e carregados de frustração, face ao resultado menos positivo, acabaram mesmo por agredir dois jogadores desta sociedade. (Manuel ITURRA e CÁCÁ).
- Na verdade, a actuação de Fernando Couto, foi selvática e cobarde, própria de uma pessoa mal formada e cínica, tendo sido de tal forma violenta que causou ao atleta ferimentos graves, cuja real extensão e consequências ainda estão por apurar.
- O Presidente do SC Braga, Futebol SAD, António Salvador, assistiu a tudo, tendo instigado à violência, acabando por agredir também ele, de forma violenta, o atleta CÁCÁ, que entretanto saira em defesa do colega ITURRA.
- Nesta sequência de acontecimentos, já no corredor de acesso ao balneário, o Sr. Fernando Couto e o Presidente António Salvador forçaram mesmo a entrada no balneário destinado à União de Leiria, Futebol SAD, acabando por ali entrar, proferindo diversas ameaças e injúrias contra todos os jogadores, técnicos e demais “staff”.
- A Administração da União de Leiria Futebol SAD repudia veementemente tais atitudes próprias de pessoas de terceiro mundo, solidarizando-se incondicionalmente com os seus atletas que foram vítimas destes lamentáveis actos de violência.
- Uma vez que o Senhor delegado da Liga assistiu a todos estes factos, e seguramente os fez constar do seu relatório, estaremos também atentos às consequências disciplinares no âmbito dos processos a instaurar pela Comissão Disciplinar da Liga aos prevaricadores que, em nosso entender, deverão ser exemplarmente punidos pela gravidade dos actos praticados, pelos cargos que ocupam, pela sua reincidência e também como medida dissuasora para com aqueles cuja conduta nos campos de futebol é lamentavelmente reprovável.
- Finalmente, referir que União de Leiria, Futebol SAD exige um pedido formal de desculpas e a imediata retratação dos identificados agressores.
É importante referir que um membro da equipa técnica da União de Leiria, Futebol SAD, nomeadamente o Treinador Adjunto Ricardo Sá Pinto, não esteve presente no momento das agressões, fazendo declarações à imprensa da situação que ainda não conhecera.
A Administração da União Desportiva de Leiria, Futebol SA
Os ÁRBITROS, o Braga e o Leiria
Desculpem mas como vão perceber, não vou divulgar o meu nome... Quero apenas dizer que trabalho com um dos árbitros que esteve presente nesse jogo (Braga-Leiria)...
No intervalo do jogo e nos acessos aos balneários os árbitros depararam-se com as ditas fotos, parece que também é frequente ver naquele estádio constantes provocações aos homens do apito!!! Os responsáveis pelo apito estiveram "neste caso" bem, transcreveram tudo, informaram o delegado da liga e tomaram posse das ditas fotos....
No final do jogo, o Fernando Couto foi insultar tudo e todos, principalmente os jogadores e a equipa técnica do Leiria... No meio da confusão, Fernando Couto acabou arrastado para o balneário do Leiria onde acabou por levar um arraial de porrada!!! Quando o Antonio Salvador tomou conhecimento do sucedido dirigiu-de aos balneários e sugeriu ao presidente do Leiria que, caso a situação das fotos não fosse tornada pública, nem o Leiria "ganhava" um novo inimigo nem o Braga tomava providências em relação às agressões ao Fernando Couto!!! O presidente do Leiria recusou o "arranjinho" e segundos depois entrou em contacto com um jornalista do jornal "A Bola".
Agora eu pergunto... Caso o Leiria tivesse aceite o "arranjinho" as coisas jamais chegariam à imprensa e embora os árbitros "até" tenham agido de acordo com a situação, quem são as pessoas que iriam abafar o assunto? Muito provavelmente os ditos delegados...
PS. Embora queiram fechar os olhos, o Braga hoje é um grande clube desde que se aliou ao Porto, tal como aconteceu com o Boavista, só que a diferença é que eles muito dificilmente serão apanhados,... O Braga fico "escaldado" com o Leiria por conta do jogo do ano passado quando o Leiria apesar das influências que recebeu dos Andrades aceitou alterar a data do jogo com o Benfica...
Veja-se o que aconteceu nas primeiras jornadas esta época com o Marítimo (a nível de arbitragens), por causa do Kleber.
Talvez por isso este ano no jogo Porto - Leiria, o técnico leiiriense tenha deixado mais de metade da equipa titular no banco, ou não convocada, porque caso contrário poderiam vir a ter enormes dificuldades em manter-se este ano na liga...
O Estádio de Braga
Obviamente que não há interesse em que a opinião pública compreenda que o Estádio do Braga foi o que absorveu o maior investimento público (cerca de 130 milhões de euros), e que tal é de certa forma explicável pelo facto da Câmara Municipal de Braga de Mesquita Machado ser accionista da Braga SAD. Ou que na página 160 da auditoria efectuada pelo Tribunal de Contas podemos ler algo como «A violação da referida cláusula acaba por beneficiar o clube (Sp. Braga), que viu desta forma algumas despesas que estritamente lhe pertenciam serem reembolsadas o que se veio a consubstanciar numa forma indirecta e pouco transparente de financiar a SAD (Braga) através de recurso a dinheiros públicos.»
E menos interesse existe em saber que foi o Estádio do Dragão aquele que custou mais dinheiro ao erário público, sendo que só em acessibilidades pagas pela Câmara Municipal do Porto representou 85 milhões de €, (e já estamos a dar de barato as facilidades concedidas pela autarquia de Gaia liderada pelo sportinguista Luis Filipe Menezes), contra 15 milhões da Câmara da Invicta para o Estádio do Bessa, 13 milhões para o SL Benfica e 7 milhões para o Sporting, estes da Câmara de Lisboa.