ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

DIVULGA www.pulpuscorruptus.blogspot.com EM PROL DA VERDADE E COMBATE À CORRUPÇÃO!

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

(Braga Filhos da Puta) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (32

BRAGA

Da cidade dos três “P´s” (putas, padres e paneleiros) para “A Cidade dos Indigentes”.

À entrada de Braga há um túnel. Não o mundialmente conhecido pelos pontapés de Vandinho mas outro, mais perto da estação de comboios, por onde passam carros, ciclomotores, animais e, de vez em quando, um ou outro bezano que se perdeu na noite.
Naquela tarde cheguei ao túnel faltavam 3 horas para começar o jogo e o trânsito parecia uma procissão religiosa, uma língua de carros em filinha pirilau, muito deles com bandeirinhas e cachecóis dos dois clubes. Mais do Braga, naturalmente, não por serem em maior número mas porque os benfiquistas de há uns tempos a esta parte decidiram não dar muito nas vistas para cima de Coimbra não vá o diabo tecê-las. Ainda assim, na amálgama lenta da procissão, estavam duas bravas viaturas que exibiam o seu clubismo desbragado - nenhuma delas a do vosso escriba (sempre gostei de manter os vidros incólumes) -, que rapidamente foram alvo dos fervorosos adeptos do Braga que se encontravam numa espécie de ponto alto estilo ponte de viaduto. Pareciam animais raivosos,

“Ó filha da puta, tira-me essa merda daí, caralho!”

Essa merda era um cachecol do Benfica no vidro traseiro do carro. Perto de um destes senhores, encontrava-se uma criança, supostamente filha do quadrúpede, que olhava não para o cachecol alvo da ira dos fanáticos mas para cima, para o suposto Pai, com um olhar entre a incredulidade e a incompreensão. O Pai não desarmava, empoleirava-se no varão, quase caía, aos gestos, aos cuspos, aos insultos e o pequeno bípede a pensar se a divindade genética lhe teria pregado alguma partida de mau gosto.

“Volta para a tua terra, mouro do caralho!”

E o malandro do benfiquista sem retirar o cachecol, a afrontar os escandinavos portugueses numa quezília que lembrou guerras antigas, na altura em que os bárbaros decidiram descer as escadas da Europa e vociferar contra esse conceito de Sul que a muitos ofende e discrimina. A este excelso animal, outros se juntaram enquanto os carros lentamente entravam na cidade. Não houve feridos, que se saiba. Mortos, muito menos. Na mistura das ruelas bracarenses, todos se diluíram. O jogo estava próximo. Havia que beber.
Parei o carro numa praça. Perguntei a um velhote se devia deixar o carro ali ou levá-lo para mais perto da Pedreira. Os anos avisados do senhor deram-me a resposta esperada:

Você vem de Lisboa, não vem”? (tudo o que não seja gente com sotaque do Norte, vem de Lisboa).
-Não, mas se quiser posso vir.

Então vem de onde”? (é importante termos registos sobre a proveniência das pessoas, antes de darmos algum conselho)
-Do Porto.

Ah está a estudar no Porto”? (é fundamental, antes de darmos algum conselho, sabermos onde estuda a pessoa)
-Não, mas estudei em Guimarães.

“Em Guimarães? Ó amigo, você devia era ter estudado aqui”.
-Pois, pois devia. Mas é a mesma Universidade.

Universidade do Minho é em Braga. Em Guimarães é só um pólo pequeno. É uma filial”. (e fez-me aquele olhar malandro, de quem sabe ser dono do Mundo)
-Gosto de Guimarães, é mais pequeno, lembra-me a minha cidade.

Então mas você não é do Porto”?
-Não bem, sou mais da província. (Abrantes pode ser considerada província do Porto, numa análise mais complexa da geografia)

De onde”? (este lado pidesco dos portugueses é deveras interessante)
-Olhe, estou com pressa. Deixo o carro aqui?

É melhor. Até porque você como benfiquista é capaz de vir a ter problemas à saída do estádio”. (touché!)
-Obrigadinho, caro velhote bracarense. Além de um conselho útil, pude confessar-me. Um dois em um que nos tempos que correm vale ouro.

Carro largado, hora de beber. Meto-me pela rua que vai dar à estação e entro no primeiro café. A sede era muita. Fico ao balcão, como convém a quem está sozinho e quer dois cérebros de conversa. Ou meio, vá, que não podemos ser exigentes.

-É uma imperial fresquinha, se faz favor.
“Não temos fino” (fino, claro).

-Venha média.
“Sagres ou Bock”? (aquele primeiro degrau que tudo explica)
 (confundo-lhe as voltas) -Super!

(silêncio com o som da cerveja a despejar em diagonal para o copo)

Você é de Lisboa, não é”? (a pergunta mais ouvida em Braga naquele dia, importante para os arquivos dos arcebispos)
-Sou.

Vem ver o jogo”?
-Venho. Entre outras coisas.

Que coisas”? (assim, como um familiar. Ou como um pide. Mais pide, pelo subversivo do tom)
-Venho ver um amigo. Aliás, ele já deve estar a chegar.

É de Braga o seu amigo”?

-Não, mas trabalha cá.

É de onde?
-De perto do Porto. (mais uma vez, Abrantes como Ermesinde)

Ah…” (um olhar desconfiado)
-Então e o amigo? Não me diga que é de Olhão!

Hoje está um boa dia para o futebol (faz muito bem em não responder, então agora temos de falar destas coisas com estranhos?)
-Está bom para beber. O jogo ainda não pensei nele.

O Braga vai ganhar”.
-Pode ser. Espero que não.

Ah é do Benfica”? (com um ar falsamente surpreendido)
-Sou. E você é do Braga, presumo.

Sou. Vocês antes tinham muita gente aqui do Benfica. Agora já ninguém é”.

-É, é. Estão é mais escondidos. E há aqueles que de repente deixaram de ser. O que é estranho.

Estranho? Não, deixámos de ser dos clubes de Lisboa para ser do da cidade”.

-Acho bem. Mas o amigo tem alguma preferência além do Braga?

Sou do Sporting. Desde pequenino”.
-Ah…

Mas agora com o Braga a ganhar sou do Braga”.
-Pensava que o clubismo não se mudava.

Então não muda! E também sou do Porto, às vezes. Do Benfica é que nunca”.
-Porquê?

Porque quando o Braga era amigo do Benfica, nunca ganhava. Agora com o Salvador o Porto ajuda-nos”.
-Ajuda como?

Dá-nos jogadores, somos respeitados pelos árbitros”.
-Ah…

Agora odiamos o Benfica”.
-Mais uma média, se faz favor. Odeiam? Porquê?

Porque são do Sul e nós somos do Norte”!
-Então mas você não é sportinguista?

Ah mas o Sporting não faz mal a ninguém”.
-E o Benfica faz?

Faz. Odiamos o Benfica”.
-Está certo. Olhe, eu não odeio o Braga. É uma boa equipa.

O ano passado íamos sendo campeões! Se não fossem os árbitros”.
-Aquela bola fora de campo que deu golo e a arbitragem contra o Guimarães não dizem muito isso.

O quê? Contra os espanhóis? Foi uma roubalheira”.
-Pois foi. A favor do Braga.

Ó amigo, quer mais uma”?
-Quero. Olhe, que seja um bom jogo de futebol. Sem pedras.

Quando é com o Benfica, não podemos garantir”.
-Porquê? É só um jogo.

Mas é o Benfica. Odiamos o Benfica”.

(nisto chega o empregado do café, benfiquista, que faz um reparo)

“Aqui o meu chefe é daqueles que era do Sporting mas que agora é mais portista que os portistas”
-Então mas não era do Sporting?

Ele é de quem ganha”.
-Ah, então percebe-se que não seja do Sporting.

E odeia o Benfica”.
-Pois, o seu chefe já me disse. Mas fiquei sem perceber porquê.

Nem ele sabe bem. O que está a passar em Braga nos últimos anos é um fenómeno inexplicável. Eu já não posso ir a café nenhum. Se sabem que sou do Benfica, insultam-me, não me deixam quieto”.
-Mas há muitos benfiquistas como tu aqui.

Há, mas não se assumem. Têm medo. Olha, aqui ao lado há o café Benfica”.
-Ah, então esse deve ser um bom sítio.

Bom sítio? Aquilo é um lugar de ódio. Têm cachecóis do Braga por todo o lado e não deixam os benfiquistas irem lá”.
-Hmmm? Mais uma média.

Era de um benfiquista. Agora se vais lá ver um jogo, eles passam o tempo a dizer mal e a insultar”.
-Não deve ser fácil viver com esta realidade.

(um olhar perdido, triste) “Nada. O ano passado passei o ano a ouvi-los, fui agredido”.
-Pelo menos fomos campeões (uma tentativa desesperada de optimismo da minha parte).

“Fomos, mas nem pudemos festejar. Quando estávamos nas ruas, vieram uns gajos da claque do Braga e outros, muitos, Superdragões que começaram a agredir e a insultar”.
-E a polícia?

“Não fez nada. Tivemos de sair dali”.
(viro-me para o chefe, que estava a ouvir a conversa) -Isto não está bem, ó chefe. Então o rapaz não pode festejar?

“Eles que vão festejar para o caralho!”
(o empregado para mim) -É isto que vivemos aqui, desde que o Salvador chegou.

(nisto chega o meu amigo) “Ricardo, tu vê lá o que dizes, que ainda acabas numa confusão de primeira”.
-Calma, estamos só na conversa.

“Sabes o que me aconteceu (o meu amigo o ano passado foi agredido por 8 (!) gajos da claque do Braga porque estava a comemorar o campeonato de… basquetebol)”
-Sei. Vamos beber e fumar um cigarro lá para fora.

(fomos, eu, o meu amigo e o empregado fumar um cigarro cá para fora e o empregado) –“Vocês têm sorte em viver lá em baixo. Não fazem ideia do que é isto, aqui. Gente agredida, outros que já nem saem para ver jogos nos cafés, outros que já nem dizem que são benfiquistas. Estes gajos são uns fanáticos. E a mesma gente que antes tinha uma atitude de respeito. Alguns deles até eram do Benfica”.
-Mas o que é que mudou?

“O Salvador. Desde que chegou, tem imposto uma cultura de ódio ao Benfica. O mais estúpido é que as pessoas não pensam por elas. Vão todas em rebanho”.
-Mas isto não pode ser só gente de Braga.

“Claro que não. Há portistas que vão ver os jogos do Benfica para os cafés só para arrumarem confusão. Os superdragões vêm sempre que o Benfica joga na Pedreira. Este ano muitos dos que fizeram aquela confusão toda foram gajos do Porto. O ano passado vieram para evitar que os benfiquistas de Braga festejassem
-E os bracarenses não se insurgem contra isso?

“Claro que não. O clube está patrocinado pelo Porto, vai ganhando mais vezes. Isto aqui é pior que no Porto”.
 (entrámos no café. Bebemos mais umas e fomos para o estádio. À despedida, o sportinguista que é do Braga, às vezes do Porto e nunca do Benfica)

“Vejam lá, tenham cuidado!”

O resto foi estádio. Um jogo de futebol. Que correu mal para o Benfica, apesar de ter sido muito melhor. No fim, à saída do Estádio e apesar de terem ganho,umas centenas de adeptos bracarenses esperavam a saída dos benfiquistas. Uma corrente de polícia a segurar os cães com raiva e eu a ver aquilo muito mal parado. Crianças, mulheres, velhotas pelas ruas de Braga a chamar nomes a quem levava o cachecol do Benfica. Gente que educa os filhos, que paga os impostos, que compra o pirilampo mágico. Gente. A mesma que, toldada pelo sucesso do Braga, se esquece de que vive em sociedade e, potenciada pelos métodos portistas de décadas, faz de Braga uma filial nojenta do Porto. O mesmo ódio naquelas caras, a mesma raiva, os mesmos animais.
Tenho um grande amigo, o Sérgio, deste mesmo blogue, que me diz que temos (clube) culpa de nos odiarem. Pela petulância e arrogância com que os nossos dirigentes falam e que os adeptos, alguns, seguem. Discordo. Há, é verdade, uma mania de grandeza por vezes estupidificante entre os benfiquistas mas nada, NADA, justifica estes comportamentos desta gente de cidades fantásticas como Braga e Porto. Nada, NADA, justifica este estado de espírito, esta venda dos princípios morais. Por muito que se ganhe. Por pouco que se ganhe. Quem perde é o país. Perdemos todos.
(Do blogue “Ontem vi-te no Estádio da Luz”).

Agressão do Braga ao Leiria
O presidente da U. Leiria censurou esta segunda-feira o comportamento dos dirigentes do Sp. Braga, que no domingo terão invadido o balneário leiriense e agredido futebolistas da equipa, e prometeu que o caso vai chegar aos tribunais.
"O que se passou em Braga foi gravíssimo e tem de chegar aos tribunais civis. O que se passou ultrapassa claramente a competência da Liga",disse à Lusa João Bartolomeu, referindo-se aos acontecimentos no final do encontro da 28.ª jornada da Liga Zon Sagres, que terminou empatado 0-0.
Segundo a U. Leiria, o presidente do Sp. Braga, António Salvador, e o manager Fernando Couto terão invadido o balneário onde estava a equipa leiriense.
"Entraram ao pontapé, ameaçaram-nos com insultos de toda a ordem e disseram que devíamos descer de divisão... O que se passou não tem desculpa. Nunca ouvi falar em nada assim, nem tenho conhecimento que alguma vez tivesse acontecido. Nem em África!", disse João Bartolomeu.
O presidente da U. Leiria diz que os jogadores Iturra, Cacá e Rúben Brígido foram alvo de agressão e hoje à tarde irão ao Centro Hospitalar Leiria-Pombal para serem diagnosticados, tendo em vista a elaboração de um relatório para apresentação às autoridades.
"Para bem do futebol, peço que isto não aconteça em mais lado nenhum. Estou muito triste com isto que se passou e por isso vamos agir judicialmente, porque isto vai muito para além da Liga. As pessoas que o fizeram estão identificadas e vamos agir contra elas", acrescentou João Bartolomeu.
O líder dos leirienses disse ainda não encontrar justificação para os atos no final da partida, considerando que a recusa da U. Leiria em alterar a data do jogo com o Sp. Braga, que pediu a antecipação do jogo devido ao envolvimento na meia-final da Liga Europa com o Benfica, não serve de motivo: "O que se passou não tem desculpa, porque é de uma gravidade incalculável.Não antecipámos o jogo porque se trata de uma meia-final entre duas equipas portuguesas e decidimos ter uma postura de igualdade, para não prejudicar nem beneficiar nenhuma delas. Se fosse contra uma equipa estrangeira, teríamos aceite o pedido de alteração do jogo".
COMUNICADO da SAD do Leiria
A Administração da União de Leiria Futebol SAD, vem, na sequência dos lamentáveis factos verificados imediatamente após o termo do desafio que opôs a sua equipa ao S.C.Braga, Futebol SAD, comunicar o seguinte:

- Após o termo do aludido jogo, os jogadores que compõem a sua equipa de futebol, assim como o demais “staff”, celebraram a permanência na Liga Zon/Sagres, objectivo conseguido com a conquista de mais um (1) ponto, hoje em pleno Estádio AXA.

- Todavia, após a legitima celebração a que aludimos, quando se dirigiam para a cabine, os jogadores da U.D.Leiria, Futebol SAD foram, injustificadamente, ofendidos na sua honra e consideração pelos senhores Fernando Couto e António Salvador, os quais, de cabeça completamente perdida e carregados de frustração, face ao resultado menos positivo, acabaram mesmo por agredir dois jogadores desta sociedade. (Manuel ITURRA e CÁCÁ).

- Na verdade, a actuação de Fernando Couto, foi selvática e cobarde, própria de uma pessoa mal formada e cínica, tendo sido de tal forma violenta que causou ao atleta ferimentos graves, cuja real extensão e consequências ainda estão por apurar.

- O Presidente do SC Braga, Futebol SAD, António Salvador, assistiu a tudo, tendo instigado à violência, acabando por agredir também ele, de forma violenta, o atleta CÁCÁ, que entretanto saira em defesa do colega ITURRA.

- Nesta sequência de acontecimentos, já no corredor de acesso ao balneário, o Sr. Fernando Couto e o Presidente António Salvador forçaram mesmo a entrada no balneário destinado à União de Leiria, Futebol SAD, acabando por ali entrar, proferindo diversas ameaças e injúrias contra todos os jogadores, técnicos e demais “staff”.

- A Administração da União de Leiria Futebol SAD repudia veementemente tais atitudes próprias de pessoas de terceiro mundo, solidarizando-se incondicionalmente com os seus atletas que foram vítimas destes lamentáveis actos de violência.

- Uma vez que o Senhor delegado da Liga assistiu a todos estes factos, e seguramente os fez constar do seu relatório, estaremos também atentos às consequências disciplinares no âmbito dos processos a instaurar pela Comissão Disciplinar da Liga aos prevaricadores que, em nosso entender, deverão ser exemplarmente punidos pela gravidade dos actos praticados, pelos cargos que ocupam, pela sua reincidência e também como medida dissuasora para com aqueles cuja conduta nos campos de futebol é lamentavelmente reprovável.

- Finalmente, referir que União de Leiria, Futebol SAD exige um pedido formal de desculpas e a imediata retratação dos identificados agressores.
É importante referir que um membro da equipa técnica da União de Leiria, Futebol SAD, nomeadamente o Treinador Adjunto Ricardo Sá Pinto, não esteve presente no momento das agressões, fazendo declarações à imprensa da situação que ainda não conhecera.
 A Administração da União Desportiva de Leiria, Futebol SA
Os ÁRBITROS, o Braga e o Leiria
Desculpem mas como vão perceber, não vou divulgar o meu nome... Quero apenas dizer que trabalho com um dos árbitros que esteve presente nesse jogo (Braga-Leiria)...
No intervalo do jogo e nos acessos aos balneários os árbitros depararam-se com as ditas fotos, parece que também é frequente ver naquele estádio constantes provocações aos homens do apito!!! Os responsáveis pelo apito estiveram "neste caso" bem, transcreveram tudo, informaram o delegado da liga e tomaram posse das ditas fotos....
No final do jogo, o Fernando Couto foi insultar tudo e todos, principalmente os jogadores e a equipa técnica do Leiria... No meio da confusão, Fernando Couto acabou arrastado para o balneário do Leiria onde acabou por levar um arraial de porrada!!! Quando o Antonio Salvador tomou conhecimento do sucedido dirigiu-de aos balneários e sugeriu ao presidente do Leiria que, caso a situação das fotos não fosse tornada pública, nem o Leiria "ganhava" um novo inimigo nem o Braga tomava providências em relação às agressões ao Fernando Couto!!! O presidente do Leiria recusou o "arranjinho" e segundos depois entrou em contacto com um jornalista do jornal "A Bola".

Agora eu pergunto... Caso o Leiria tivesse aceite o "arranjinho" as coisas jamais chegariam à imprensa e embora os árbitros "até" tenham agido de acordo com a situação, quem são as pessoas que iriam abafar o assunto? Muito provavelmente os ditos delegados...

PS. Embora queiram fechar os olhos, o Braga hoje é um grande clube desde que se aliou ao Porto, tal como aconteceu com o Boavista, só que a diferença é que eles muito dificilmente serão apanhados,... O Braga fico "escaldado" com o Leiria por conta do jogo do ano passado quando o Leiria apesar das influências que recebeu dos Andrades aceitou alterar a data do jogo com o Benfica... 
Veja-se o que aconteceu nas primeiras jornadas esta época com o Marítimo (a nível de arbitragens), por causa do Kleber.
Talvez por isso este ano no jogo Porto - Leiria, o técnico leiiriense tenha deixado mais de metade da equipa titular no banco, ou não convocada, porque caso contrário poderiam vir a ter enormes dificuldades em manter-se este ano na liga...
O Estádio de Braga
Obviamente que não há interesse em que a opinião pública compreenda que o Estádio do Braga foi o que absorveu o maior investimento público (cerca de 130 milhões de euros), e que tal é de certa forma explicável pelo facto da Câmara Municipal de Braga de Mesquita Machado ser accionista da Braga SAD. Ou que na página 160 da auditoria efectuada pelo Tribunal de Contas podemos ler algo como «A violação da referida cláusula acaba por beneficiar o clube (Sp. Braga), que viu desta forma algumas despesas que estritamente lhe pertenciam serem reembolsadas o que se veio a consubstanciar numa forma indirecta e pouco transparente de financiar a SAD (Braga) através de recurso a dinheiros públicos.» 


E menos interesse existe em saber que foi o Estádio do Dragão aquele que custou mais dinheiro ao erário público, sendo que só em acessibilidades pagas pela Câmara Municipal do Porto representou 85 milhões de €, (e já estamos a dar de barato as facilidades concedidas pela autarquia de Gaia liderada pelo sportinguista Luis Filipe Menezes), contra 15 milhões da Câmara da Invicta para o Estádio do Bessa, 13 milhões para o SL Benfica e 7 milhões para o Sporting, estes da Câmara de Lisboa.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

(Memória Curta) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (31)

Surpresa! O Porto afastado do título! 
Por RAP, Abril de 2010

Recordar é viver:
Ao fim da 2ª jornada da I Liga, podem tirar-se já conclusões. Uma: que o FCPorto é, dos 3 grandes, a equipa mais consistente. Outra: que, perante equipas mesmo inferior à sua no papel, o Benfica de JJ não vai lá. Aimar, Saviola e DiMaria não são, como já o vêm demonstrando há muito, jogadores (digamos assim) de campeonato. António Tavares-Teles, 25 Agosto de 2009. 
“(…) parece que (…) vira o disco e toca o mesmo: o FCPorto continua a ser o grande favorito a dominar a nova época que aí vem, a nível interno”. Miguel Sousa Tavares, 21 Julho de 2009.
Eu sei que ainda é cedo para tirar conclusões, e não é meu timbre embandeirar em arco, mas gosto da nova equipa do FCPorto. Quer-me parecer que temos uma equipa muito lutadora, e na boa tradição as velhas equipas portistas, com jogadores que dão tudo o que podem e que se esfarrapam para conseguirem ganhar cada bola, cada duelo (…) pelo que me foi dado ver, chegou mais um lote de jogadores com essas características. Teremos, pois, nesta nova época, uma equipa de combate, com diversas alternativas”. Rui Moreira, 31 Julho de 2009.
O Porto conseguiu três vitórias e a quipa dá sinais de ter amadurecido e começa-se a esquecer Lucho e Lisandro”. Rui Moreira, 9 Outubro de 2009.
Ao contrário do que alguns dão a entender, o grande adversário do FCPorto no campeonato é o Braga e não o Benfica”. Pinto da Cosa Outubro de 2009.
“(…) o facto de o Porto estar mais forte, ter tantas opções e parecer mais à vontade fora de casa é muito animador”. Rui Moreira, 11 Dezembro 2009.
Nós vamos a partir de hoje aqui solenemente dizer-lhe, interpretando o pensar dos treinadores aqui presentes, dos jogadores aqui presentes, que nós queremos este ano dedicar a vitória do campeonato a si. A si, que vai ser campeão”. Pinto da Costa dirigindo-se a uma fotografia de José Maria Pedroto, em 7 de Janeiro de 2010.
Caiu bem a promessa de Pinto da Costa de oferecer este campeonato a Pedroto”. Miguel Sousa Tavares em 12 Janeiro de 2010.
Todos os anos têm-me dado gozo ganhar, mas este ano vai dar ainda mais.Confesso que esta época vai dar-me claramente mais gozo ganhar”. Jesualdo Ferreira, 13 Fevereiro de 2010.
Somos Porto. Vamos continuar a ganhar”. Nuno Espírito Santo, 20 Fevereiro de 2010. Oito dias antes de ganhar 3 (golos) do Sporting, 17 dias antes de ganhar 5 do Arsenal e um mês antes de ganhar 3 do Benfica.
“(…) o autoproclamado maior candidato ao título este ano (…). Miguel Sousa Tavares, 16 Dezembro de 2009, referindo-se surpreendentemente ao Benfica.
Na sequência da negociações encetadas, A Futebol Clube do Porto – Futebol SAD vem comunicar ter finalmente chegado a um princípio de acordo com o Cruzeiro Esporte Clube, para a aquisição dos direitos de inscrição desportiva de jogador Kleber”. Comunicado oficial do Porto, 29 Janeiro 2010.
Hulk (…) não sabe jogar de costas para a área (…) Além disso, parece ter entendido mal os recados do treinador e o mais que dele se viu foi que se entreteve a adornar as jogadas, a tentar “quaresmices” e a simular faltas”. Rui Moreira, 25 Setembro de 2009. Cerca de 3 meses antes de Hulk passar a ser o melhor jogador do mundo, depois de galardoado com a expulsão da Luz.
Gostei de ver Hulk sentado no banco. Talves lhe devessem ter explicado que fora preterido por causa dos seus tiques e individualismo, das suas inócuas simulações. Talvez assim tivesse optado por uma outra atitude, logo que surgisse a oportunidade de jogar. Em vez disso, e como tem sido costume, Hulk foi de pequena utilidade quando entrou”. Rui Moreira, 27 Novembro 2009. 23 dias antes de Hulk passar a ser absolutamente indispensável e decisivo na equipa do Porto.
Uma desilusão. Desconcentrado, desconsolado, conflituoso”.
“Esperava-se que criasse embaraços à defesa benfiquista”:
“A inspiração jamais foi a desejada, sendo que, aqui e ali, até abusou do individualismo”.
A Bola, O Record e o Jogo, respectivamente, apreciam a prestação de Hulk no dia em que foi castigado e passou a ser uma espécie de mistura entre Ronaldo e Messi, mas para melhor. 21 Dzembro de 2009.
Sempre achei e sempre o disse que, em minha opinião, as equipas verdadeiramente vencedoras não perdem tempo a discutir árbitros nem a queixar-se das arbitragens. Miguel Sousa Tavares, 3 Novembro 2009.
Atentem no golo que todos concordam ter sido mal anulado ao FCPorto”. Miguel S Tavares em 3 Novembro de 2009, a discutir árbitros.
O que valeu ao Benfica em Olhão foi um fiscal de linha desatento à posição de Nuno Gomes no golo do empate e um árbitro atento ao fato de domingo haver um Benfica-Porto, quando se encaminhou para Cardozo, depois de expulsar Djalmir, e pelo caminho mudou o vermelho a Cardozo para amarelo”. Miguel S.Tavaresm 15 Dezembro de 2009 a discutir árbitros.
antes haviam sido anulados 2 golos ao FCPorto, um dos quais duvidoso e o outro claramente mal anulado(…); havia sido validado o primeiro golo do Leiria, também em posição duvidosa, mas com diferente critério de apreciação”. Miguel S. Tavares, 19 Janeiro 2010, a discutir árbitros.
Façam o choradinho que quiserem, esta é a minha opinião: futebol assim, com árbitros que protegem o anti-jogo e os sarrafeiros, não vale a pena esperar por público nas bancadas”. MST 16 Fevereiro 2010, a discutir árbitros.
Segundo “A Bola”, o Benfica ganhou no Funchal “à campeão” (…), sinceramente, não sei se o teria conseguido sem o que me pareceram dois erros de arbitragem em dois minutos”. MST, 16 Março 2010, a discutir árbitros.
“(…) Já lá vão 4 golos limpos anulados ao Falcão”. MST 16 Março 2010, a discutir árbitros.
P.S. Mesmo correndo o risco de, em termos humorísticos, não conseguir fazer melhor do que os intervenientes anteriores, gostaria de acrescentar o seguinte: ao que parece, Jesualdo Ferreira, obteve grandes vitórias no Porto, foi importantíssimo na história do clube, mas este ano demonstrou que o seu tempo chegou ao fim. Já Pinto da Costa obteve grandes vitórias no Porto, foi importantíssimo na história do clube e este ano demonstrou que o seu tempo no Dragão ainda agora está a começar. O anúncio da sua recandidatura à presidência deve, por isso, ser saudado com entusiasmo. Por um lado, permite-lhe acabar de cumprir o castigo de dois anos de suspensão por tentativa de corrupção, que seria uma pena não levar até ao fim na posse das funções nas quase foi castigado; por outro, é evidente que o máximo responsável por ter apetrechado o plantel do Porto com Prediger, Guarin, Tomás Costa ou Valeri, e o plantel do Braga com Luis Aguiar, Alan e Renteria, é o portista mais bem colocado para liderar o clube nos próximos anos. Além disso, o Porto ainda pode fazer história nesta época: a manter o terceiro lugar, é a primeira vez que um tetracampeão acaba o campeonato atrás do BragaA boa gestão dá muitas alegrias.
 MST em 7 de Outubro de 2009
Já o FCPorto, o único clube português com estatuto europeu no nosso futebol, continua a três pontos do Benfica e a quatro do Braga, mas não só a sorte do Braga não vai durar para sempre, como a infindável série de jogos fáceis do Benfica em breve terá fim também.
(No fim o FCPorto ficou em 3º, o Braga em 2º e o Benfica em 1º).

 Rui Cartaxana (outra vez)
É um caso chocante de concorrência desleal: enquanto os seus rivais de Lisboa, Benfica e Sporting, e outros clubes tiveram de investir entre 25 e 30 milhões de euros nos seus centros de estágios, o FCPorto viu o vizinho município de Vila Nova de Gaia dar-lhe de mão beijada uma centro de estágios pronto a funcionar.
Com vários campos relvados (um até com bancada para 2 mil pessoas), instalações várias, construções hoteleiras para 150 atletas, tudo feito em terrenos comprados (mais de 2M€) ou expropriados à pressa. Para tudo isso, a Câmara de Meneses iria endividar-se com mais um empréstimo junto da banca.
Mas a situação envolveu vários ilícitos e irregularidades, o que desencadeou então queixas de pessoas e entidades lesadas aos grupos parlamentares da AR, à PGR, à IGAT (Inspecção-Geral da Administração do Território), ao provedor de Justiça, ao Ministério da Administração Interna e ao Gabinete do Primeiro-Ministro. O mais espantoso é que, seis anos depois, não aconteceu nada nem ninguém mexeu uma palha.
 E o inicialmente baptizado Centro de Estágio de Olival/Crestuma, propriedade da Câmara Municipal de Gaia, passou à má-fila para a posse do FCPorto, ao qual pertence hoje através de uma chamada Fundação Porto-Gaia, de que fazem parte a Câmara de Gaia e outros sócios, para disfarçar, mas é dominada (51%) pelo FCPorto, que nomeia o Presidente (Pinto da Costa) e dois vogais, contra dois da Câmara. Mas por acaso, tal fundação tem a sede social, endereços postais e telefónicos nos… Estádio do DragãoE a propriedade foi-lhe dada através de uma habildade legal, um direito de superfície por 50 anos outorgado pelo doutor Menezes em nome do município ao sr. Pinto da Costa, em nome do FCPorto. Tudo em nome de uma “grande amizade” que se desfez, vá-se lá saber porquê.
Entre vários atropelos cometidos com as obras do Centro, desapareceram uma via pública (a Travessa do Alto da Estrada, freguesia de Cresuma), que o dr. Meneses prometeu reconstruir algures mas não cumpriu), uma fábrica de madeiras com 17 operários, cujos donos e trabalhadores andam por tribunais, por onde andam também donos de terrenos ilegalmente exprorpiados, etc. A questão da rua desaparecida sob as obras ainda há dias foi levantada na Câmara de Gaia, a da fábrica, os donos continuavam a rejeitar a “réplica” que o doutor Meneses lhes oferecia noutro local, e os trabalhadores foram juntar-se a todos o sem-emprego que por aí andam. Enfim, um escândalo em qualquer parte, menos neste país de opereta…
Em Outubro de 2008, na sequência do Relatório do Tribunal de Contas, já tinha sido denunciado os 310M€ OFERECIDOS POR ORGANISMOS PúBLICOS ao FCPorto para construção do Estádio do Dragão que foram, portanto, suportados pelos portugueses através dos seus impostos.
No total estamos a falar de quase 350M€, qualquer coisa como 70Milhões ds Contos de que o FCPorto usufruiu directa ou indirectamente por através de organismos públicos e a fundo perdido.
Não se pode considerar o futebol português justo, sério e honesto quando:
  - Um clube passa à margem das leis desportivas.
 - Acusação provada de CORRUPÇÃO desportiva; Participação IRREGULAR na Champions; Participação IRREGULAR na Taça da Liga, Inscrição IRREGULAR de jogadores.
 - Um clube passa à margem das leis judiciais.
 - Informações privilegiadas que resguardam de acções judiciais da PJ.
 - Decisões arquivadas em tribunais que penalizam outros cidadãos em condições semelhantes.
 - Um clube vicia a verdade desportiva.
 - Empréstimo de mais de 50 jogadores a quase todas as equipas de futebol da Liga Portuguesa.
 - Apoios financeiros à generalidade dos clubes da 1ª Divisão assegurando a sua subserviência.
 - “Colocação” de jogadores nos principais plantéis da 1ª divisão garantindo o acesso a informação privilegiada e interferência destes nos jogos com o clube.
 - Um clube com interesses directos e indirectos em 80% dos órgãos de CS.
 - Posição accionista do presidente do clube na Cofina (CM e Record).
 - Posição accionista relevante na Olivedesportos no clube
 - Conjugação de interesses na RTP, TVI, e SporTV (via Joaquim Oliveira) e alinhamento com Grupo Impresa.
 - Garantia de controlo de opções jornalísticas, comentados mais “habilidosos”…
 - Um clube tem benefícios directos e indirectos dos organismos públicos.
 - Financiamento integral de infraestruturas no valor de quase 350M€.
 - Promiscuidade com poderes locais do Porto e Gaia.
 - Interferência na vida política através de apoios ao PS.
 - Um clube que controla poderes federativos e associativos.
 - Dirigentes “plantados” e controlados na Liga e FPF via domínio da AFPorto destes dois organismos.
 - Garantia e acesso e influência das decisões da Liga e FPF.
 - Um clube que vicia resultados desportivos e alheios.
 - Através do controlo dos organismos de decisão, capacidade de escolher e influenciar árbitros, para os próprios jogos e para os adverários, assegurando as decisões que mais lhes interessam.
 - Garantias de apoio aos clubes “alinhados” de modo a poder obter as devidas compensações e comprar os respectivos silêncios.
 QUANDO É QUE VAI HAVER UM GOVERNO E/OU PODER JUDICIAL QUE VAI PÔR FIM A ESTA “REPÚBLICA DAS BANANAS”?

A CS. Estamos Fartos!
Estamos fartos, após anos e mais anos, de enviesada promoção a um clube que assenta a sua capacidade actual – financeira, social, política e desportiva – na corrupção que se foi instalando no futebol portiuguês. O estado actual do futebol nacional, os seus poderes (tutelados pelo portismo!) e subserviências (aceite por muitos!), não é consequência de nada de extraordinário, a não ser de uma causa – o estabelecimento de uma teia tentacular de interesses, difícil de suportar  e vultosa de manter, que procura  impedir o Benfica – maior clube português e com as maiores dedicações, de norte a sul do Continente e Regiões Autónomas – de exercer a sua grandeza. Estamos cansados da habitual vitimização que o portismo encontra, junto dos media, sempre que necessita de reavivar o desígnio eterno de um emblema que subverteu todos os princípais valores do Derporto e da Justiça, como se os fins justificassem a utilização dos meios, mesmo os ínvios. Temos vergonha num futebol onde se acolitam medíocres à procura das migalhas que sobram dos festins dos algozes. Agridem, mandam agredir, invectivam e depois acobardam-se na assunção da responsabilidade.
Estamos envergonhados pelo modo como órgãos do portismo independents – “O Jogo”, Sport TV e RTP-N, por exemplo – se transformaram em correias de transmissão dos valores de um clube, FCPorto. Veiculam os seus valores. Promovem “as sua verdades”. Escondem as suas “baixezas”. Deixem de ser lacaios do poder instalado e manifestamente arrivista. Acorrentem-se ao portismo, denunciando-se (para que não haja equívocos e mimetismos) ou libertem-se, se querem ser respeitados pelos benfiquistas.
Queremos uns media dignos e a honrar a verdade. A crítica é necessária quando é constructiva. A crítica séria é fundamental para corrigir o erro, envergonhar os corruptos e incompetentes. A crítica justa é basilar para promover a qualidade e estabalecer o mérito. Queremos um jornalismo de “Causas” e não de “Consequências”. (“O Benfica”, 25/12/09).  
Luis Sobral, no MaisFutebol 1/3/11
O F.C. Porto, pela voz de André Villas-Boas e Pinto da Costa, lamenta que as vitórias do Benfica mereçam muito mais destaque do que os êxitos do clube que representam. Sobretudo quando o campeão vai oito pontos atrás do líder, na Liga.

O tema é velho, mas percebe-se que continue presente.

É difícil dizer que os responsáveis do F.C. Porto vêem mal o problema, que hoje em dia é quase um exclusivo da imprensa desportiva.

Basta olhar para as manchetes, os destaques, o espaço e o ênfase emprestado às vitórias de Benfica e F.C. Porto. É evidente que qualquer observador isento dirá, estou convencido, que o vermelho é bem mais vivo do que o azul. Hoje, acho que o problema está sobretudo centrado na imprensa desportiva e nesta, em alguns títulos mais do que em outros.

Mas este é o problema do jornalismo impresso de desporto, que de resto tem sofrido nas tiragens a perda de interesse dos leitores. E eventualmente acabará por chorar um dia as opções que hoje lhe parecem inevitáveis.

O problema do F.C.Porto é outro.
Como Pinto da Costa sabe e o treinador-adepto André Villas-Boas também sabe,o F.C. Porto é um formidável exemplo de clube que falhou o crescimento. Por culpa própria, por medo, por incapacidade, o F.C. Porto continua a ser um clube fechado, desconfiado, sempre à procura de inimigos. Foi com esta estratégia que o F.C. Porto somou títulos, todos os sabemos. Mas também foi por causa destas opções que o clube pouco alargou a base geográfica de adeptos.

Os dirigentes do F.C. Porto têm a óbvia liberdade para escolher um caminho, até porque a história está do seu lado. Não podem é queixar-se de critérios jornalísticos, eles que sempre viram nos media apenas um instrumento.

Um clube assim, com paredes de chumbo, não pode queixar-se.

domingo, 30 de outubro de 2011

(Os Vizinhos da 2ª Circular) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (30)

O Sporting (2)      

Ser Sportinguista é freudiano (Miguel S. Tavares)
Para um sportinguista é doutrina assente que, se o Sporting não é campeão, digamos a cada 3 anos, é porque os árbitros não deixam. E esta “verdade” não é discutível.
Em minha opinião, o Sporting entrenta um futuro negro: a prazo não muito distante poderá mesmo vir a extinguir-se como clube de referência no futebol poruguês: a falta de sustentabilidade.
Aceitar esta realidade, esta morte lenta não é fácil. É mais do que compreensível que os sportinguistas não se habituem facilmente à ideia de terem ficado irremediavelmente para trás na corrida do futuro. E daí esta obsessão com as arbitragens, este delírio de calimeros, que mais não é do que um reflexo freudiano de fugir à realidade e encontrar um factor alheio, um inimigo externo, que os impede de serem quem eram. O delírio foi levado tão longe que se transformou numa cultura do clube numa condição natual de um sportinguista. O sportinguista começa a contestar o árbitro ainda antes de o jogo começar, começa a assobiá-lo aos dois minutos de jogo e, se não triunfa, já se sabe que o culpado único é o homem do apito. Quando fala de futebol, o sportinguista diz sempre “o Sporting, o clube mais perseguido pelas arbitragens” e já nem se preocupa em justificar porquê ou sequer em convencer quem quer que seja dessa verdade adquirida. Não importa que lhes lembrem as tantas outras vezes em que o Sporting é beneficiado, que lhes lembrem que muitos dos árbitros que tanto contestam até são conhecidos por serem sportinguistas (pelo contrário, ainda desconfiam mais), ou que lhes lembrem o pífio desempenho internacional dos leões. (…)
E, quando manifestamente já nem a arbitragem serve como desculpa então surge a revolta interna – contra jogadores, treinador, dirigentes e até um presidente acabado de tomar posse a quem, seja lá como for, o milagre instantâneo de inventar um equipa de campeões sem dinheiro nem sócios nas bancadas.
Testemunho
«Paguei a árbitros para favorecerem o Sporting, como pagaram os dirigentes de quase todos os clubes e situações houve em que o adversário pagou mais do que eu”.

Jorge Gonçalves in A Bola magazine, Janeiro de 1998.


"Godinho Lopes, ex-vice presidente, do Sporting e ex da "holding" do clube de Alvalade, recentemente eleito Presidente do Sporting foi um dos dois homens detidos na segunda-feira de 18 de Março de 2002 pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeita de corrupção e administração danosa no alojamento em navios durante Expo-98.
A notícia foi avançada pela Lusa, citando fonte ligada ao processo.
Godinho Lopes e Januário Rodrigues foram suspeitos de terem desviado cinco milhões de euros, tendo sido por isso detidos pela Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF), no âmbito da operação "Barca Bela".
(Jornal "Público" de Março de 2002).



"Filipe Soares Franco, o presidente do Sporting Clube de Portugal, é alvo de dois processos por burla, abuso de confiança e infidelidade.
O processo corre termos no Tribunal Judicial da Comarca dePonta Delgada, nos Açores, estando em causa cerca de 1,5 milhões de euros, supostamente relacionados com a venda de um terreno pertencente a família Borges Coutinho.

Para já, o processo ainda está em fase de inquérito, mas o líder leonino já terá sido ouvido e até constituído arguido."

In www.jn.pt 2009-02-21



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Já para não falar nas recentes detenções de membros da Juve Leo por tráfico de droga. Tendo-se confirmado que foi também a Juve Leo a incendiar a sede dos No Name Boys.


Testemunho

O Sporting também foi muito “apoiado” pela autarquia Lisboeta, levou dez milhões e mais terrenos, imóveis e autorizações para construção em grande escala nos terrenos à volta do estádio.

Para não faltar “cash”, a EPUL mudou a sua sede para um dos edificios do clube onde esteve seis anos e onde pagava 700 mil euros por ano, isto é dois mil euros/dia. A EPUL que constrói casa por tudo quanto é sítio precisou de arrendar uns escritórios por uma renda milionária!!!

Comentário do Sportinguista Daniel Oliveira
"Porque o Porto não é um adversário. É, com a bonomia e ausência de ódio que o futebol exige, o que de mais próximo há de um inimigo. Contra o Benfica move-nos o futebol. Contra o Porto move-nos a civilização contra a barbárie. Os portistas não são nem melhores nem piores do que os outros. Mas a sua direcção é de natureza diferente. Move-se pelo tráfico de influências, a batota e métodos inaceitáveis num Estado de Direito. Baseia a sua paixão num bairrismo provinciano, que se mistura facilmente com o ressentimento contra Lisboa."
Zé Diogo Quintela

«(...) O grande problema do Sporting não são os erros da arbitragem - é não conseguir meter a bola na baliza» Bruno Prata, Público, 23/8/2011
Esta afirmação de Bruno Prata, que tem sido repetida por muitos, é falsa.

Porque o Sporting consegue meter a bola na baliza, mas o golo é mal invalidado. No jogo contra o Olhanense marcámos golos, contra o Beira-Mar é que não. E esse jogo foi depois da birra dos árbitros. E a questão não é essa. A questão é o facto de tanta gente querer fazer pensar que a questão é essa.

Imaginem que um homem, incompetente no seu trabalho, é despedido. Nesse dia volta para casa mais cedo e surpreende a mulher com o amante. Faz um escândalo. Eu digo que o marido é traído porque a mulher é galdéria, o Bruno Prata e outros jornalistas desportivos dirão que é traído porque é incompetente no emprego.

Mas não nos podemos iludir. A culpa desta situação é nossa, do Sporting. Não a culpa de falharmos golos ou de termos ofendido os árbitros, mas a culpa de ter aceitado, passivamente, o que tem acontecido nos últimos anos.

A culpa é nossa por nunca termos dito nada sobre o Apito Dourado. Por termos tido presidentes que se sentaram, como se nada fosse, ao lado de Pinto da Costa, o homem que recebe árbitros em casa, que lhes paga viagens ao Brasil, que lhes oferece fruta e ameaça oferecer o jantar. Por apoiarmos a eleição para a Liga de Fernando Gomes, ex-vice-presidente do Porto do tempo do Apito Dourado. O Sporting ajudou, com o seu silêncio, com a sua conivência, a que os comportamentos corruptos, que prejudicam o clube, passassem impunes e, mais grave, passassem a ser considerados irrelevantes.

Não foi só o Sporting, claro. Também têm culpa os jornalistas que continuam a fingir que não se passou nada. Os directores que evitam os assuntos polémicos, com medo de perder o acesso aos dez minutos iniciais dos treinos e às conferências de imprensa cheias de banalidades. Os comentadores que negam que o que se passou seja grave, para não terem de admitir que festejam títulos ganhos com trafulhice. Os clubes que não protestam quando são prejudicados em favor do Porto. Os dirigentes da Liga e da Federação que olham para o lado. Todos contribuem para que, em Portugal, a trapaça seja normal. Se é normal um presidente receber em casa um árbitro que, dois dias depois, vai beneficiar o seu clube num jogo importante e se, ainda por cima, é o presidente do clube que já pagou viagens ao Brasil a outros árbitros, então qual é o espanto por haver golos mal anulados como o do Sporting-Olhanense?

Os árbitros só fizeram este boicote patético porque acham que, como é o Sporting, podem. Porque, vendo a atitude do Sporting nos últimos anos, julgaram que éramos tíbios. Alguém acha que faziam isto ao Porto, por exemplo quando o Villas Boas criticou João Ferreira, antes de um jogo na época passada? Claro que não faziam. O Porto é que manda. Ou manda dar fruta, ou manda dar o jantar. Ou putas, ou porrada.

Quem não se dá ao respeito, como Sporting não se deu nos últimos anos, acaba assim, com um grupo de bandalhos a achar que nos pode intimidar. Mas ainda podemos mostrar-lhes o quanto estão enganados.

O que há a fazer, aconteça o que acontecer, é não pedir desculpa. Está fora de questão ceder sequer um milímetro. Seria admitir que somos menos do que os outros clubes. E, se palhaçada continuar, então devemos recusar participar neste campeonato. Era a atitude que devia ter sido tomada quando se descobriu que a fraude do Apito Dourado ia passar incólume. Ainda vamos a tempo.

PS - A solução para o problema do futebol português não passa pelo aumento da competência dos árbitros através da sua profissionalização. É uma falácia. A maioria das vezes não erram por incompetência, erram por corrupção. E aumentar-lhes o salário só vai fazer com que se esforcem mais para fazer batota a favor de quem influencia a decisão sobre que árbitro tem melhor nota e sobe de escalão, logo ganha mais. O Apito Dourado mostrou bem quem manda nesta bodega. Enquanto o Presidente do Porto puder oferecer fruta, viagens e cafezinhos à vontade, o que é que interessa se é a árbitros de classe média ou a árbitros de classe média alta? Ou será que, se ganhasse mais dinheiro, Augusto Duarte já não precisava de aconselhamento matrimonial de Pinto da Costa para o seu pai? E Jacinto Paixão, com um aumento de salário, deixava de preferir mulatas?"

A Luta pelo Poder na FPF

Hoje assistimos a mais um episódio na luta pelo poder na FPF. Pura e simplesmente o que está em causa é mesmo isso, o poder. A alteração de estatutos veio retirar margem de manobra às associações e clubes que são a face do sistema, mas a luta está acesa para que no fundo tudo continue na mesma, ou ainda pior. Com as alterações de estatutos a Liga passará pura e simplesmente a fazer aquilo que deve ser a sua principal responsabilidade - organizar e promover o espectáculo futebolístico.

Contudo o cerne de toda esta questão, está centrado na arbitragem e no conselho de disciplina que transitam novamente para a FPF. É algo de novo? Não, não é pois antes da criação da Liga, à excepção do Conselho de Justiça o controlo da arbitragem já residia na FPF e foi nessa altura que o polvo se instalou no seu explendor com Lourenço Pinto, Pinto da Costa, Mesquita Machado, Pimenta Machado, Valentim Loureiro, Reinaldo Teles e Adriano Pinto a minarem toda a estrutura do futebol português através dos jogos de poder das Associações de Distrito e respectivos clubes.
Eis então que surge Filipe Soares Franco. Há que dizer mais umas verdades pois esta é uma luta entre PS (que Soares Franco representa ) e PSD que estará ou estaria representado por figuras como Hermínio Loureiro, Fernando Seara ou antes Gilberto Madaíl.

É uma guerra Norte Sul porque assim o querem fazer crer pois no fundo o que interessa é saber quem lucrará com as 3 grandes fatias deste bolo, Arbitragens, Transmissões Televisivas e contrato com a Nike. Quando há negócios todos sabemos que alguém ganha com isso e não me venham falar de santinhos pois este é um mundo onde ninguém tem asas.

Sobre Soares Franco, homem ligado familiarmente ao nosso Borges Coutinho, mas que nada se parece com ele como dirigente desportivo, falamos de alguém intimamente ligado a Joaquim Oliveira, que foi cúmplice no seu silêncio aquando do escândalo apito dourado, falamos de um homem que muito ganhou à custa do seu suor, mas é um homem ligado a interesses.
Além disso costuma-se dizer "Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és" e isso vê-se pelos apoios que Soares Franco já tem - Associações do Porto, Braga e Coimbra que foram as que o lançaram e figuras como Pinto da Costa (apito dourado), António Salvador (corrupto), Rui Alves (corrupto), Eduardo Simões (corrupto e condenado por isso) e António Silva Campos também arguido num processo de transferências e vistos ilegais de jogadores jovens.  
Contudo é importante que alguém impeça a vitória de um homem que vai ajudar a perpetuar o sistema e asfixiar o futebol português. É que o futebol jovem, as infraestruturas para se competir, a credibilidade, a competitividade que deveriam ser o mais importante, vão ser a parte secundária pois assim serão sempre os mesmos que até agora têm matado o futebol português.

O Sporting? Joga para os dois lados. Se ganhar Fernando Seara que lute pela credibilização do futebol português. Se ganhar Soares Franco, certamente o seu "sócio" tratará de meter umas cunhas para conseguirem aquilo que raramente conseguem fazer - GANHAR EM CAMPO.

O Sporting

Parece haver quem pense que o Sporting pode voltar atrás. Não pode. O Sporting desistiu de ir por um caminho, no consulado de Bettencourt, e, ao optar por investir dinheiro que, pura e simplesmente, não tem, para mudar uma equipa inteira, queimou a ponte. Por outro lado, ao recuperar Luís Duque e Carlos Freitas e ao contratar um treinador do Porto, como Domingos, jogou demasiado forte para poder falhar. A lista de consenso de Godinho Lopes, em que todas as tendências do establishment encontraram lugar é, antes, uma lista do consenso final. O Sporting, neste momento, não tem outra alternativa senão funcionar, nem que ande mais cinco ou seis anos a enterrar dinheiro e a vender anéis.

Isto comprova-se, mais do que tudo, na mudança potencialmente fundamental que o Sporting teve relativamente ao Porto. Ao contratar um portista, ao ressuscitar o ataque ao sistema, ao insistir no ataque aos árbitros (como se viu agora Godinho Lopes, ao dizer uma série de baboseiras após um jogo miserável da sua equipa para manter a campanha anti-arbitragem a correr) e ao aproximar-se do Benfica num momento em que a arbitragem vai passar a depender, acima de tudo, do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, o Sporting teve, pelo menos, um grande mérito: deixou de apontar a meia altura e passou a apontar altoO Alvo do Sporting, neste momento, já não é o Benfica mas sim a primeira potência, o primeiro lugar, o topo. O Porto. Este é um tipo de movimentação de fundo que pode ser revolucionária no futebol português. Um erro político que Pinto da Costa nunca cometeu foi ficar, simultaneamente, contra Sporting e Benfica. Com dirigentes audaciosos no Benfica e Sporting (como é o caso actual) o Porto não tem força para manter a supremacia no futebol nacional.Sem os «intangíveis», o Porto deixa de ser tão melhor que os outros.
(Retirado do blogue “religiaonacional”).

“Detesto o sangue”, por Eduardo Barroso. Humor Sportinguista (1)

Detesto o Benfica. Quero que percam sempre, preferia que não ganhassem este campeonato, até porque isso representaria a quase falência. Tenho imensos “amigos de peito” que são do Benfica. Nunca tive problemas com qualquer dos meus amigos benfiquistas. De resto, muitos deles também detestam o Sporting, e eu acho bem.
Um bom sportinguista, um genuino sportinguista desde o berço, não gosta de vermelho. Não uso camisas vermelhas, não uso uma gravata encarnada e como cirurgião detesto o sangue. A maior ambição de qualquer cirurgião é fazer uma intervenção cirúrgica sem perda de sangue.
Como não gosto nada do Benfica, acho sempre que ganharam com pouco mérito. Como detesto o clube acho sempre que o seus jogadores são medianos ou mesmo maus e não têm nenhum fora de série.
Por isso penso que o DiMaria é um bom jogador de futsal. Que só uma imprensa parcial e com óculos vermelhos acredita que algum clube do mundo vai dar 40M€ pela sua transferência. David Luis é um defesa central banal e muito faltoso. Nenhuma equipa de topo de nível mundial quereria nos seus quadros um central que oferecesse duas ou três faltas perigosas por jogo.  Carlos Carvalhal, tal como Paulo Bento, é muito melhor treinador do que Jorge Jesus. Bettencourt é um presidente que coloca Filipe Vieira na prateleira.
Dito isto, fica claro que para além de ser um sportinguista de alma e coração sou um anti-benfiquista militante. Um adepto da não violência, incapaz de agredir seja quem for, reconhecendo a minha total incapacidade de ser imparcial e muito menos racional. Detestar o Benfica faz parte da minha condição de apaixonado do Sporting. Nunca vou mudar.  Detesto, mas detesto mesmo, visceralmente o sangue que não consigo dominar. Sou assim. Nunca irei mudar. Os benfiquistas que me perdoem. Deixem-me em paz!
(Prova de que os robots podem ser bons a operar cirurgicamente, mas são irracionais e castrados mentais).
JE Bettencourt e o Benfica. Humor sportinguista (2)
O início de época do Sporting tem estado bastante abaixo das expectativas dos adeptos leoninos, com o treinador Paulo Bento a ser o principal visado nas críticas às más exibições da equipa. No entanto, o presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt, entende que o principal problema não passa "nem pelo treinador nem pela atitude" da equipa. Aproveitando a presença na cerimónia de celebração do 9.º Aniversário do Núcleo sportinguista de Vendas Novas, o dirigente leonino teceu inúmeras críticas aos rivais, em particular ao Benfica e ao fundo de investimento criado pelo clube da Luz.
"O fundo de investimento do Benfica é uma vergonha, em que se avaliam jogadores como o JaviGarcía em 17 milhões de euros e juniores que ninguém conhece em 5 milhões. Com metade do orçamento ficámos quatro anos à frente do Benfica. Com muito menos dinheiro investido, com muitas menos condições, conseguimos sempre ficar à frente de uma equipa que investe muito no seu plantel, todos os anos. Temos metade do orçamento dos nossos rivais mas continuamos de cara lavada e com a nossa dignidade intacta", salientou. 
(Ser pobre, calimero e parvo é sinal de dignidade).
Na mesma linha de pensamento, o responsável leonino elogiou a estratégia de gestão do Sporting. "É extraordinário como ainda existe um Sporting com esta força depois de anos e anos a brincarem connosco e a termos diferentes apoios dos outros clubes. Mantemos sempre a mesma postura correta no futebol. Isto incomoda muita gente. A equipa sofre muito desde que começou esta época, pois sentiu, desde muito cedo, a pressão da onda que nasceu em torno do Benfica. Não é um problema de treinador nem de atitude. É um problema de cabeça, pois existe uma vontade enorme de contrariar aquilo que tem sido dito", afirmou. 
(A culpa é da grandeza do Benfica).
Numa clara alusão aos desempenhos de Sporting e Benfica na Liga Europa, Bettencourt socorreu-se das estatísticas para realçar a vitória dos leões, lançando mais uma indireta aos encarnados. "Foi a primeira vez que ganhámos a uma equipa alemã. Um conjunto que lutou até à penúltima jornada pelo título alemão, mas que toda a gente diz que não joga nada. O Everton ganhou 4-0 ao AEK de Atenas, mas os gregos é que têm uma grande equipa", sentenciou.
Por fim, José Eduardo Bettencourt, lançou um sério aviso aos responsáveis do clube. "Há alguns sportinguistas que se acham grandes protagonistas e que têm as soluções todas para o Sporting. Posso garantir-lhes: não têm. São os sócios que fazem do Sporting aquilo que ele é atualmente. Espero que alguns comecem a ter vergonha na cara e que se deixem de armar em salvadores, porque salvadores são aqueles que, de uma forma silenciosa e invisível, dão o seu apoio a este clube", reiterou. 
(E a competência, sabe o que é?)
Humor Sportinguista (3)
Algaraviada do Dias Ferreira no “Dia Seguinte”

“Pôr a mão na consciência... e dizer que... o Sporting tem efectivamente  tiques de organização vencedora. Porque é de uma injustiça extraordinária... hum a gente olhar pr´á  xistência do Sporting e não ver... mas o Sporting... onde o Sporting não tem vencido nos últimos tempos... é no futeboli...é no futeboli. E se nós formos comparar... eu pergunto... o Sporting realmente não tem na sua SAD, não teve na sua SAD até hoje uma pessoa, por exemplo, com a alta competência que tem por exemplo o prof Moniz Pereira no atletismo. Pode-se dizer que o Sporting parou... desculpe... desculpe..., oiça uma coisa, mas oh Paulo Garcia, não estou a dizer isso e mas há uma coisa que eu tenho obrigação de o fazer..., eu tenho obrigação de o fazer. Eu sou o Presidente da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal... e portanto tenho... que não aceitar, não posso aceitar que se diga que o Sporting não é uma organização vencedora. Porque nessa circunstância eu estaria a denegrir o atletismo... por exemplo, no caso os resultados que nós temos tido, ao longo da história, não é de agora, ao longo da história..., porque nós se tivessemos no futebol.... um residente e um dirigente... competente residente que permanecesse os mesmos anos que o prof. Moniz Pereira permaneceu no atletismo e que eu espero e desejo que permaneça muitos mais...  Portanto há uma autoridade residente, uma pessoa competente residente no sector do clube. Portanto, o que nós temos que admitir é que  no outro sector que é efectivamente a mola real... que é importante que esse meio... que é um instrumento do Sporting Clube de Portugal, que é a SAD, é que não funciona como deve ser. É que parece que efectivamente não tem organização vencedora. Mas mesmo ai talvez haja alguma injustiça relativamente ao que se passou. Agora o que não se pode dizer, porque eu estou à vontade para falar... porque estive muito contra a direcção anterior... estive muito contra a direcção anterior, mas também há uma coisa que eu tenho obrigação de fazer..., é que eu não sou propriamente uma pessoa que leve todos os radicalismos de toda a maneira e feitio... e depois que não vejo nada à minha frente. E tive a oportunidade de ver, que o trabalho que foi realizado, foi na minha perspectiva globalmente positivo, e o Sporting estava a dar passos, e designadamente fez um congresso que se... que mostrou claramente, que as pessoas tinham atingido o patamar que... tinha de ser mais além, tinha de se projectar o futuro, e definir... e estratégias. Portanto, eu acho que se estou muito de acordo, e estou muito de acordo e há muita coisa que o José Eduardo Bettencourt tem ali por trás daquelas afirmações, que eu estou de acordo. É preciso é... assumi-las, ahn..., não interessa nem é...nem deve haver grande preocupação, de a gente vir dizer digamos em conferências de imprensa cá para fora por muito respeito que a comunicação social nos mereça, que nos leva a nossa palavra também aos milhares e milhares de sócios que uma Assembleia Geral ou um reunião da Conselho ou do que quer que seja evidentemente não consegue levar, mas também tem de ser levada de determinada maneira e tem de ser pensada..., não há duvida nenhuma que tem de ser pensada. E... eu tou de acordo... que... há muita gente que não estará... correctamente nem concordar com a função mas isso é uma coisa que tem de ser assumida  e nesse aspecto eu estou absolutamente solidário com ele, mas há que pôr as coisas no devido lugar, e eu penso..., e esta é que é a marca fundamental, é que penso que... o dr... ahn... José Eduardo Bettencourt... não terá tido... a... a... digamos... a intenção... de...de...de... de...  beliscar... talvez o...ahn...ahn....os dirigentes anteriores, que aliás foi um princípio que ele estabeleceu muito correcto, que era para ver se... o presidente que vem nunca diz mal do seu antecessor, não passa a vida a dizer do antecessor,  foi uma linha que ele pretendeu quebrar, e muito bem, portanto eu penso que ele não teve essa intenção de beliscar, em todo o caso, na realidade, não tenho que ... não tenho que dizer e... e...nem sequer nem sequer estou a desculpar, porque... porque não estou a desculpar...,  e também quero dizer umas coisas, julgo que é... uma declaração inoportuna..., intempestiva..., fora do local... e...e ...um pouco e um pouco injusta, um pouco não, bastante injusta, ahn...para certas pessoas, que neste últimos anos, ahn...nem sempre com o sucesso que eles procuram e desejavam, mas que, mas que também não era fácil tiveram muitos problemas para resolver.          
(....)
E portanto não se pode pensar que... a vida que suporta o balneário, ou a vida que deve aguentar o balneário, ahn..., que tá com ferrugem ou que oh que está ali provisoriamente em madeira à espera que venha o cimento porque não há o cimento necessário ali. Isto... eu acho... que... que não é... que não é... que não é bom... e portanto é por isso que eu lhe disse há bocadinho que aquilo que.. o que estava a acontecer... não me surprendia... ahn... como tal não me surpreendeu as vitórias que o Sporting teve sucessivas, não me surprendeu, que, à primeira contrariedade, ao primeiro and..ento, ao primeiro... o processo, se juntasse exactamente na mesma, porque eu acho que..., nunca há estabilidade, nunca há aquela tranquilidade que o Paulo Bento tanto falou, e ele também, e ele foi o próprio fautor de alguma tranquilidade , ahn... ahn... a instabilidade é que em coisa nenhuma da vida, normalmente trás boas coisas. 

(Um fio de pensamento claro, lógico e cristalino como a água pura e refrescante da nascente. Será que o homem nasceu no Algarve?)