ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

DIVULGA www.pulpuscorruptus.blogspot.com EM PROL DA VERDADE E COMBATE À CORRUPÇÃO!

E-Mail: pulpuscorruptus69@gmail.com

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

(Os Esquemas do Gang) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (23)

As Golpadas da Quadrilha

BCP financiou SAD do Porto
Um negócio paralelo ao sistema bancário, onde se ofereciam juros altos, mas também empréstimos sem garantias ou contrapartidas. Terá sido assim no balcão das Antas do Banco Mello, entre 1998 e 2000, onde o economista Espregueira Mendes, administrador de uma empresa associada à SAD do FC Porto, era gerente.

O Ministério Público descobriu uma volumosa fraude e o caso está agora em julgamento. Espregueira Mendes responde por burla qualificada no valor de dez milhões de euros, quantificado pelo banco como o total entre os juros não cobrados, os custos fiscais suportados para regularizar as aplicações ilicitamente constituídas e as perdas geradas pelo “crédito malparado”.

O Ministério Público arrolou como testemunhas os clientes a quem foram prometidos juros altos a troco de depósitos à ordem, ficando de “fora”, os empresários com ligações ao FC Porto a quem foram concedidos empréstimos, “quase financiamentos”, a troco de cheques pré-datados.

Na acusação pública, que o CM consultou, pode então ver-se que estaria em causa um esquema bastante elaborado. Enquanto gerente do balcão, que se destinava apenas a clientes VIP, Nuno Espregueira Mendes criou contas paralelas, onde os clientes tinham como domicílio o próprio banco, o que lhe permitia fazer aplicações em bolsa do dinheiro que não lhe pertencia. Ao mesmo tempo, concedia também empréstimos em condições que ele próprio definia e que escapavam em absoluto ao controlo bancário.
Quando a situação foi descoberta, muitas das acções tinham valores inferiores aos prejuízos. Para além disso, o Banco Mello, agora BCP, foi obrigado a pagar aos clientes os juros que aqueles tinham contratualizado com Espregueira Mendes, mesmo tratando-se de valores mais elevados do que os habitualmente praticados pelo balcão.

Ainda segundo o Ministério Público, para além dos clientes particulares foram também emprestadas elevadas verbas à SAD portista. Nos documentos consultados pelo CM há pelo menos referência a treze depósitos nas contas do clube. O valor total rondou os três milhões de euros e os depósitos foram feitos entre Agosto de 1998 e Dezembro de 1999.
Recorde-se, ainda, que após uma auditoria, Espregueira Mendes, à data administrador da SAD do Porto, foi suspenso de funções.

PERGUNTAS & RESPOSTAS
- O que é que o arguido oferecia aos clientes em troca dos depósitos?
- Segundo o Ministério Público, Nuno Espregueira Mendes oferecia juros mais elevados que a generalidade dos bancos. Os clientes eram empresários com alto poder de compra e a sua ligação ao FC Porto atraiu ao balcão diversos jogadores. Em troca, o banco pagava a alguns clientes juros ao mês, que podiam atingir os 10 por cento.
- Onde era investido o dinheiro dos clientes?
- A acusação refere que Nuno Espregueira Mendes abria contas paralelas sem o conhecimento dos clientes e fazia investimentos através de uma sociedade financeira de corretagem – Mello Valores. Negociava então títulos mobiliários no mercado de capitais, numa altura em que a bolsa estava numa fase de crescimento sem paralelo. Os lucros eram elevados.
- A quem concedia empréstimos e quais as contrapartidas?
- A investigação apurou que foram concedidos diversos empréstimos a empresários com ligações ao FC Porto. Os empréstimos eram feitos tendo apenas como garantia cheques pré-datados e não havia qualquer análise à capacidade de endividamento dos clientes. O banco alega que foi muito prejudicado nos juros não recebidos, para além dos créditos que não foram pagos.

Auditores analisam documentos
Ontem, em mais uma sessão de julgamento, uma das 18 auditoras que passaram a pente fino as contas do balcão das Antas do Banco Mello, foi explicar ao tribunal os documentos que suportam as conclusões do Ministério Público. Por se tratar da análise detalhada de documentos, a audiência acabou por acontecer numa mesa redonda, onde os juízes, a procuradora e os advogados tentavam descodificar a documentação.

Entretanto, o BCP, que se constituiu assistente no processo, fez também juntar ao processo novos documentos, que consistem nos extractos das contas reais tituladas pelos clientes com aplicações financeiras, bem como os extratos das contas paralelas, tituladas pelos mesmos clientes.
Durante o dia e por diversas vezes, os juízes tentaram perceber como foi possível aos auditores estabelecerem a relação entre determinadas saídas de dinheiro e as entradas das mesmas quantias nas contas de Maria João Espregueira Mendes ou pessoas que lhe eram próximas.

A auditora explicou que foi com recurso ao sistema informático que foi possível fazer a ligação das verbas, já que nem sempre as transferências eram feitas directamente, de forma a não deixar rasto. Na sessão de ontem, apenas foram analisados os depósitos feitos na conta da mulher do único arguido. Gil Moreira dos Santos, advogado de Espregueira Mendes, requereu também ao tribunal que lhe fosse concedido um prazo mínimo de dez dias, para poder analisar os sete volumes de documentos que o BCP acabara de juntar como prova. Aquele prazo foi-lhe concedido.

Empréstimos sem juros
JOAQUIM OLIVEIRA: 10,5 MILHÕES
O patrão da Globalnotícias, um dos maiores impérios de comunicação social, fez três empréstimos, num total de 10,5 milhões de euros. O primeiro foi contraído em 1998.
João Espregueira Mendes: 300 MIL EUROS
Irmão de Nuno Espregueira Mendes, João Espregueira Mendes viu ser depositado na sua conta uma verba de 300 mil euros. O depósito, que o MP apelida de financiamento, foi feito em Junho de 1998. A acusação sustenta que o banco não tinha qualquer garantia do pagamento por parte do cliente.
Adelino Caldeira: 2 MILHÕES
Adelino Caldeira, administrador da SAD portista, fez dois empréstimos ao Banco Mello. No total foram depositados na sua conta cerca de dois milhões de euros.
M. João Espregueira Mendes: 7,5 MILHÕES
Maria João Espregueira Mendes é casada com o administrador da Portocomercial, arguido no processo. Na sua conta foram feitos mais de duas dezenas de depósitos que ultrapassam os 7,5 milhões de euros. Cerca de um milhão terá passado pela sua conta, antes de entrar na de terceiros.
António Oliveira: 1,5 MILHÕES
António Oliveira, ex-treinador do Porto e um dos maiores accionistas da SAD, contraiu dois empréstimos com o Mello. As transferências totalizaram 1,5 milhões de euros.

Empréstimos em tempos de euforia
Os anos de 1998 e 1999, quando Joaquim Oliveira conseguiu o empréstimo sem juros, foram de euforia na Bolsa e os investidores que aproveitaram os ciclos favoráveis conseguiram acumular fortunas em mais-valias. A valorização do principal índice em 1998 foi de 25%, mas a amplitude entre o ponto máximo e o mínimo chegou a 90,16%.
Ao ficar isento do pagamento dos juros, Joaquim de Oliveira poupou muitos milhares de contos. Nesse ano, a taxa média praticada no crédito à habitação, mais favorável que a usada para aplicações de risco, era em média de 8,2% ao ano. Em 1999 os juros tiveram tendência de descida, mas mesmo que só tivesse de pagar 5%, os mais de dois milhões de contos exigiam um esforço de juros de pelo menos 100 mil contos.
O investimento mais conhecido de Joaquim Oliveira na Bolsa é a PT Multimédia, a empresa que é sua parceira na Sportv.

Rui Moreira
Rui Moreira, que é familiar de Espregueira Mendes, depositou no banco quase dois milhões e meio de euros. Interrogado, disse que não se lembrava.
Jaime Magalhães
Jaime Magalhães, jogador do FC Porto até 1994, depositou 600 mil euros, a troco de 2600 euros de juros ao mês. “Depositei tudo o que tinha”, afirmou.
António Folha
António Folha, que durante muitos anos representou o FC Porto (e que acabou a jogar no Penafiel), fez também avultados depósitos no Banco Mello.

O Julgamento de Espregueira Mendes
Espregueira Mendes, ex-administrador da SAD do FC Porto e antigo gerente da agência das Antas do Banco Mello, foi  condenado, no Tribunal de São João Novo, Porto, a SEIS ANOS DE PRISÃO EFECTIVA PELO CRIME DE BURLA AGRAVADA.

No acórdão lido, o tribunal deu como provado que Nuno Espregueira Mendes “delineou e executou de um modo astucioso e cuidado um plano no qual oferecia aplicações financeiras (a clientes da agência das Antas do Banco Mello) com a garantia de juros líquidos superiores aos do mercado e do próprio Banco Mello”.

“Espregueira Mendes não tinha autonomia para negociar tais taxas de juro e fê-lo sempre sem autorização (do banco)”, sustentou a juíza que presidiu ao julgamento.



Quando o arguido recebia o dinheiro dos clientes para efectuar a aplicação “esse dinheiro era transferido de imediato para contas paralelas que ficavam domiciliadas na própria agência”, além de essas contas surgirem “nos serviços centrais como contas autónomas”, leu a magistrada.
“O arguido transferia montantes para contas paralelas para esconder as verdadeiras aplicações e posteriormente os montantes eram usados por Espregueira Mendes, e outros funcionários, conforme os seus critérios”, referiu a juíza-presidente.


 Para obter ganhos que lhe permitissem pagar as taxas de juro acordadas, Nuno Espregueira Mendes “dava ordens de compra e venda no mercado de valores imobiliários, que era muito rentável até à queda de 1999″ disse a juíza.

“As mais-valias permitiam a Espregueira Mendes ter dinheiro para creditar nas contas dos clientes, comprar novos títulos em bolsa, emprestar dinheiro, pagar despesas pessoais e fazer depósitos em outras instituições bancárias”, referiu a magistrada.



Parte das verbas conseguidas eram transferidas para uma “conta bolo”, aberta em nome de Maria João Espregueira Mendes, esposa do arguido, e manobradas para dar resposta às diversas solicitações.

Como tinha cheques da conta aberta em nome da sua esposa, Espregueira Mendes fazia depósitos de elevados montantes em contas de outros bancos, das quais era titular, tendo sido apurado um total de 285 mil contos (1,4 milhões de euros) em cheques depositados.


No total, o esquema de contas paralelas, que funcionou entre 1998 e 1999, permitiu a Espregueira Mendes “gerir mais de 20 milhões de contos como lhe aprouve”, destacou a juíza-presidente.

Depois de Espregueira Mendes ter sido suspenso das suas actividades na agência das Antas, em Abril de 1999, o Banco Mello teve de pagar aos clientes taxas de juro mais elevadas às praticadas, sendo a diferença entre o montante recuperado e o pago superior a 3 milhões de euros.



Durante o julgamento não ficou provado que o esquema levado a cabo por Nuno Espregueira Mendes fosse uma prática corrente do banco.
No final da leitura a juíza-presidente justificou que a pena de prisão é efectiva para que o réu “sinta a reprovação da sua conduta”, isto por considerar que o arguido “não demonstrou espírito crítico sobre o efectuado, fazendo crer que, se pudesse, voltaria a agir do mesmo modo”.

À saída da sessão o advogado da defesa, Gil Moreira dos Santos, não quis prestar declarações, dizendo apenas que este “não é um caso terminado”, lançando assim a hipótese de recorrer da sentença.

O Caso Quinhentinhos
Quem não recorda o caso "Quinhentinhos" que envolveu José Guimaro o Leça e com o famoso Reinaldo Teles ao barulho? Depois do caso quinhentinhos em que a PJ não apanhou todos os envolvidos porque forças superiores os impediram de concluir todo o trabalho. Até então o método dos cheques tinha-se revelado infalível, mas bastou uma investigação para que fossem posto a nú todos os problemas que os cheques poderiam vir a causar.

O Fim do esquema dos Cheques
A corrupção assim teve de mudar a sua forma de actuar, pois como ficou provado os cheques eram um meio muito inseguro de se subornar os árbitros, prova disso foi o valor que o Leça pagou, pois desceria de divisão e um dos árbitros do sistema foi preso e afastado para além de terem de se pagar quantias elevadas para mover influências junto dos altos poderes da nação para livrar Teles e os seus comparças do Porto.
Ainda se correram riscos pois era necessário garantir o financiamento, pois da verba a pagar, 50% eram imediatamente retidos na fonte e os restantes 50% eram para o árbitro, o bolo era assim repartido porque o clube que desejasse comprar o árbito do sistema nunca entrava em contacto com o árbitro mas sim um intermediário que era nada mais nada menos do que Reinaldo Teles ou alguém da sua confiança.

Viagens e Prostitutas
Para além das viagens pagas através das e posteriormente agências de viagens fastasma, carros de alta cilindrada que apareciam como que por magia, prostitutas em hóteis e nas casas de alterne, em alguns dos casos os árbitros eram filmados sem o saberem... para se fazer a chamada chantagem.

Novo esquema e os Casinos
Reinaldo Teles com as suas ligações aos Casinos e o seu gosto pelo jogo ou alguém muito próximo da equipa corrupta, conseguiu de facto engendrar um esquema totalmente infalivel, totalmente seguro.
A investigação feita deparou-se com um sistema extremamente simples e eficaz que para além de envolver avolumadas quantias de dinheiro não deixa qualquer rastro já que não envolve nomes, contas bancárias ou cheques.
O método usado é extremamente simples e basicamente consiste no seguinte, o clube corrupto do norte necessita de comprar o árbitro afecto ao sistema, imediatamente um qualquer funcionário da confiança do clube corrupto dirige-se a um qualquer casino da Póvoa e troca o valor, por exemplo, de 5 mil Euros por fichas de casino, recolhe as fichas e leva-as de volta para a sede ou uma qualquer casa do clube corrupto, posteriormente alguém se encarregará de fazer o pagamento ao árbitro amigo do sistema, exactamente com as fichas do casino anteriormente levantadas. O árbitro após receber a encomenda, dirige-se sem qualquer problema, ao casino faz 1 ou 2 jogos numa qualquer máquina e posteriormente troca as fichas novamente por dinheiro vivo.

A verdade é que o metodo utilisado é um método básico mas ao mesmo tempo extremamente eficaz, já que não existem nomes envolvidos, não há contas bancárias nem cheques no esquema de troca de favores. Fixem as caras de todos os árbitros, quando forem a um casino mantenham-se alerta pois é bem possivel que a qualquer momento se cruzem com um qualquer árbitro a receber o dinheiro do trabalho feito em prol da causa corrupta.

A SEF do Porto dá uma ajuda
Funcionários do SEF estarão ligados à legalização irregular de vários jogadores do FC Porto, indica o “Jornal de Notícias”. Segundo este jornal, o Ministério Público já estará a investigar diversas situações, uma delas envolvendo o ex-jogador portista Anderson. O Ministério Público está a investigar suspeitas que envolvem a legalização irregular de jogadores estrangeiros do FC Porto por parte de elementos ligados ao SEF, noticia a edição da época do «Jornal de Notícias».
Segundo este diário, estes funcionários do SEF terão recebido bilhetes para jogos e camisolas do FC Porto em troca de facilidades para apressar e resolver problemas relacionados com processo de legalização destes jogadores e seus familiares.

Um dos casos que  investigado é o do brasileiro Anderson, ex-jogador do FC Porto, que terá entrado em Portugal através de um contrato de trabalho fictício apresentado pela mãe do jogador.
Na altura em que o jogador ingressou na equipa "azul-e-branca", Anderson era menor, o que levou a que a sua mãe fosse a sua representante legal.
Segundo o JN, a progenitora de Anderson terá apresentado um contrato de cozinheira num restaurante do Porto, restaurante em que nunca terá trabalhado.
Os casos dos argentinos Lisandro Lopez e Lucho Gonzalez e dos brasileiros Ibson e Bruno Moraes, Leandro do Bonfim e Cláudio Pitbull também estarão a ser ainda investigados. As suspeitas relativas a estes casos terão surgido após escutas telefónicas feitas a dois elementos do SEF que falavam e encontravam-se frequentemente com elementos ligados ao FC Porto.

(O Ministério Público do Porto investiga muito, quando não arquiva “por falta de provas”, mas resultados… ZERO! Será que também são pagos em fichas de casino? Ou será em relógios de ouro?)

O Tráfico de Mulheres
Diziam-lhes que o bilhete de avião seria pago pelos proxenetas portugueses que depois tratavam de as legalizar. Suspeita-se de que o destino daquelas mulheres fosse serem mantidas em piores condições do que aquelas que usufruíam no Brasil; eles foram presos após várias recusas do SEF, em Portugal, para que elas entrassem no nosso país.
Luciano, Bruno Sousa e Bruno Moreira foram detidos pela Polícia Federal brasileira quando se encontravam no Recife e estão em prisão preventiva até julgamento. Luciano é do Porto e conhecido adepto do clube mais representativo da cidade. A sua ligação à claque Super Dragões é de tal forma intensa que a sua palavra é recebida como a de um líder.

No estádio tem a mesma liberdade de movimentos que qualquer outro responsável da mesma claque, advindo muito da sua importância nos Super Dragões com ligações familiares a ex-atletas do clube.
Ainda segundo o CM apurou, os três portugueses foram inicialmente alvos de uma busca quando se encontravam em Palmas. Mesmo assim, e não obstante estarem impedidos de se ausentar daquela morada, fugiram para o Recife. Bruno Sousa, de 27 anos, e Bruno Moreira, de 29, foram apanhados em Boa Viagem; Luciano foi preso em Abreu e Lima.
As autoridades brasileiras deram ainda conta de que o trio tentava viajar para Portugal quando foi interceptado. Foram conduzidos à cadeia de Parentibe Cotel, em Abreu e Lima, no Recife, estado de Pernambuco, onde foram interrogados e sujeitos à medida de coacção de prisão preventiva.
Documentos encontrados na posse dos portugueses apontam ainda para o facto de Portugal poder não ser o único destino destas mulheres.
Algumas poderiam também ser colocadas no ‘mercado’ espanhol, havendo ainda algumas mulheres que terão chegado ao nosso país por via terrestre, depois de aterrarem no país vizinho. 
Mulheres pobres à procura de sonhos
As regiões mais pobres do Brasil são o local preferido para os traficantes angariarem mão-de-obra. Um estudo feito em São Paulo dá conta da existência de 241 rotas de tráfico no país.
Sem documentos para regressar
No nosso país, muitas destas mulheres ficam sem os documentos. Algumas são escravizadas, tendo de entregar quase tudo o que ganham aos proxenetas. Mesmo que queiram não podem regressar.
(Enfiam-nas em arcas frigoríficas!!!).

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

(PC Traficante de Droga) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (22)

Pinto da Costa, o Traficante de Droga
O “Aveiro Connection” – processo conhecido como “Águas Turvas” – foi uma investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária no final dos  anos 80 inicio dos anos 90, que envolviam P. Costa, R. Teles, L. D'Onofrio e Autoridades Civis.
As investigações remontam aos anos 80, período em que o FCPorto começa a surgir na senda Nacional como uma dos clube mais fortes do futebol português, e em contra-partida assistia-se à subversão de posições de um Sporting completamente arredado de conquistas.
Na senda de ascensão ao poder por parte de Pindo da Costa era necessário montar uma verdadeira máquina de fazer dinheiro, face a sobrepor as constantes movimentações de saídas de dinheiro, com que naquele tempo se começava a montar o sistema ou os tentáculos do polvo. O plano era ardiloso e com os contactos certos, seria então posta a funcionar uma verdadeira máquina de fazer dinheiro. É então que entra em cena D'Onofrio, conhecido Jogador de futebol e que se tornara então empresário de jogadores. D'Onofrio era conhecido no meio pelas suas actividades paralelas e de lavagens de dinheiro que recebia através do negócio da droga, aliás o motivo que o levou a fugir da Bélgica nos anos 80 foram exactamente os negócios com droga e que  obrigaram as entidades policiais daquele país a emitir um mandato de captura por tráfico de droga, tabaco e álcool.
 
O inicio de actividades começou de um modo lento de forma a que as suspeitas levantadas fossem mínimas, pois não é da noite para o dia que se conseguem corromper as autoridades, e aos poucos e poucos as actividades paralelas de tráfico foram crescendo e a lista de nomes com autoridades corruptas foi aumentando aos poucos, à medida que as listas de nomes aumentava era necessário reforçar a máquina de fazer dinheiro e desta forma dava-se progressivamente o aumento do tráfico de drogas e assim o dinheiro que entrava aumentava.
 
Da lista de nomes associada às autoridades civis corrompidas contavam nomes de elementos das forças da GNR, Serviços Alfandegários e SEF. A forma como a droga, tabaco e álcool, chegavam às nossas fronteiras a isso obrigava, já que os carregamentos entravam no nosso País através do Mar, Ar e Terra, fossem em contentores marítimos, carregamentos em camiões ou através de correio humano, era necessário garantir que desta forma tudo passasse despercebido, no aeroporto Sá Carneiro os correios humanos de droga passavam despercebidos aos olhos das autoridades, pois sabiam de antemão em que dia chegavam e os nomes dos correios humanos. O porto de Aveiro era a porta marítima para a entrada de droga no país.
 
No teatro de operações surgem duas empresas em nome de Pinto da Costa, que de empresas sérias pouco tinham e apenas serviam para camuflar todo o teatro de operações e desta forma proceder-se à lavagem de dinheiro resultante do tráfico de drogas, álcool e tabaco.
Primeiro a Pincosoli, empresa de produtos quimicos sediada em Vila Nova de Gaia, que acabaria por falir e posteriormente a IGE, empresa de importação e exportação de electrodomésticos, à época em total falência, adquirida por Pinto da Costa a  troco de mais de 45 mil contos, em Euros dá cerca de 205 mil Euros, uma empresa afundada em dividas que à epoca valia menos de 15 mil contos (75 mil euros).
Com esta primeira movimentação imobiliária e empresarial lavou-se parte do dinheiro e o exercício e actividade da empresa levariam à lavagem do restante dinheiro, recorde-se que à data o FCPorto era um dos principais clientes da Pincosoli, o que levava a uma forma perfeita de lavagem de dinheiro.
 
Naturalmente com o passar do tempo evoluiu o tráfico, assim como as forças de segurança também evoluíram e a PJ entra no terreno pela mão de Teófilo Santiago, que anos mais tarde viria a comandar a equipa de investigação do Apito Dourado. As suspeitas recaíram essencialmente sobre o Porto de Aveiro, onde eram desembarcados os contentores supostamente destinados à IGE com sede em Aveiro, num local recôndito da cidade e com instalações em total precaridade e em risco de desmoronamento. Foi desta forma que a PJ começou a investigar as actividades suspeitas, desde contentores que nunca apareceram nas contas do Porto de Aveiro ou dos serviços Alfandegários e posteriormente apareciam nas contas a IGE.
 
Um dos momentos críticos da operação levada a cabo pela PJ deu-se aquando de uma viagem da equipa do FC Porto a Aveiro, em disputa estava um jogo entre Beira-Mar e FC Porto, do resultado desse jogo não reza a história, mas na viagem de regresso até ao Porto e já nas portagens dos Carvalhos dá-se uma autêntica caça ao autocarro, e numa operação conjunta da brigada da GNR e PJ é feita uma operação Stop ao autocarro com a comitiva do FC Porto. O desenlace final da operação contactou-se o que de facto a PJ já sabia, nos sacos de desporto e outros materiais ia um carregamento de droga, que posteriormente iria ser colocado em circulação, mas os culpados do costume jamais viriam a pagar pelos seus actos e meses mais tarde seria preso Mariano jogador do FCPorto, que a troco de quantia incerta se daria como culpado.
 
A verdade é que depois desta operação todo o esquema montado foi imediatamente desmantelado, as ligações de D'Onofrio às máfias eram por demais evidentes, num dos episódios foi mesmo necessária a presença de Reinaldo Teles no porto de Aveiro em que a troco de uma mala cheia de notas consegue desbloquear um carregamento de cocaína que entrou directamente na mala do seu Mercedes sem que as autoridades alfandegárias o parassem.
 
A investigação dos verdadeiros responsáveis acabou por ir parar nas gavetas das PJ, por necessidade dos governantes deste país e face ao sucesso desportivo do FCPorto, Teófilo Santiago, investigador da PJ, foi afastado do processo e da investigação e aqueles que se sentaram nos bancos dos réus nada mais foram do que autênticas marionetas pagas a peso de ouro para assumir as culpas dos cabecilhas do grupo.
 
Não se pense que a rede de narcotráfico foi totalmente desmantelada, pois em 1986 nascem os Super Dragões, considerada a guarda pretoriana de P. Costa, já naquele tempo eram parte activa em toda a rede de tráfico, e com o fim da investigação da PJ e com a necessidade de P. Costa, R. Teles e Onofrio se afastarem das suas posições face à sua actividade como dirigentes da máquina Portista, os SD viriam e são hoje quem lidera toda a máquina de fazer dinheiro montada nos anos 80.
(D´Onofrio é actualmente dirigente do clube belga Standard Liege).
 
PC EMPRESÁRIO

Foi gerente de uma empresa chamada Pincor do ramo das tintas, que terminou os seus desgraçados dias com avultadas dividas à banca. Aliás como todas as empresas onde se meteu. Algumas de electrodomésticos. Todas faliram. Devido às muitas falcatruas que fez, incluindo passar cheques sem cobertura, foi condenado e proibido de passar cheques e de constituir empresas.
 Para deixar a empresa onde trabalhava, Pinto da Costa ainda teve que pagar sete mil contos e ficou sem carro por uns tempos. O milhão e tal de contos das transferências de Futre e Rui Barros tinha desaparecido sem deixar rastos e tinha deixado de...rastos PC, a contas com a justiça, por cheques sem cobertura e penhoras a bens pessoais.
 Foi um momento difícil, mas que não abateu o presidente, levando-o antes a pensar que o seu negócio era o futebol. Esteve sem ir a Aveiro durante 5 anos por causa de alguns processos por falências fraudulentas. Os seus sócios dessas empresas tiveram que fugir para o Brasil. Mas a ele alguém lhe pagou as dívidas,alguns poderosos do Norte,como Belmiro de Azevedo, Artur Santos Silva, Amorim, etc..
No princípio chegou a investir muito do dinheiro que tirava do FCPorto, nas empresas de familiares seus mas faliram todas. Depois passou a ficar com tudo. Criou a Cosmos, agência de viagens que lucrou imenso com as viagens dos clubes, obteve exclusivos com a Federação que obrigavam os clubes a viajar nessa agência.Esteve metido no negócio da droga,com Luciano D'Onofrio (Aveiro Connection).
Com a Olivedesportos fez muito dinheiro, como com todos os negócios do FC Porto, vendas e compras de jogadores, corrupção de árbitros, etc. Assim enriqueceu e tem hoje uma considerável fortuna.
 
BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS

São várias cartas rogatórias e foram enviadas para diversos locais da Europa. Há suspeitas de que elevadas quantias provenientes de luvas pelas transferências de jogadores tenham sido transferidas para paraísos fiscais, voltando Pinto da Costa, presidente do FC Porto, a estar no centro da investigação.Anos depois de o inquérito ter sido iniciado,por branqueamento de capitais e fraude fiscal, na sequência da extracção de uma certidão do ‘Apito Dourado’, a PJ tenta agora dar-lhe um novo fôlego. Já foram detectados vários casos de fuga ao pagamento de impostos – usando a Imobiliária de Cedofeita – e a informação aguardada dos bancos é determinante para a conclusão da investigação de branqueamento.
Num rescaldo da festa portista  após mais um título, Filomena Pinto da Costa, numa crónica escrita no CM, alertava para a existência dessas mesmas luvas. E garantia conhecer os beneficiários das transferências, dizendo mesmo tratar-se sempre dos mesmos elementos.
A PJ não descarta a hipótese de inquirir a ex-companheira do presidente dos portistas, podendo esta fornecer elementos mais concretos sobre a forma e o destino que era dado ao dinheiro. Recorde-se, aliás, que este inquérito começou também após a denúncia por outra ex-mulher de Pinto da Costa – Carolina Salgado –, que disse haver contas bancárias na Suíça.
Segundo o CM apurou, a investigação está neste momento num ponto crucial. A contabilidade da Imobiliária de Cedofeita – na qual Pinto da Costa é sócio maioritário – já foi toda passada a pente fino. Os peritos financeiros ultimam também os relatórios que indiciam a prática de crimes fiscais.
Falta apenas determinar a titularidade de algumas das contas situadas em diversos paraísos fiscais, sobretudo em Inglaterra e na Suíça, por onde o dinheiro circulou. E descobrir também qual era efectivamente a origem dessas quantias para se poder determinar se provinham da transferência de atletas.
 
"OS ABUTRES QUE SE ESTÃO A APROVEITAR"

"Tenho pena que os abutres que se têm vindo a aproveitar do meu clube, ao longo destes anos todos, irão continuar a encher os bolsos, com a venda dos passes do jogadores, que agora valem muito mais." O desabafo é de Filomena Pinto da Costa, ainda mulher do líder dos dragões mas já em processo de divórcio, que escreveu numa crónica do CM, ser essa apenas a sua única tristeza ao comemorar mais um título dos azuis-e-brancos. "A todos conheço, um por um, há quase trinta anos! Como chegaram, como enriqueceram, e acreditem não é com trabalho árduo, infelizmente", continua Filomena Pinto da Costa, que poderá ser chamada à PJ para consubstanciar as acusações.
As Manobras de Pinto da Costa

Pinto da Costa tinha a consciência de que era ele quem mandava no futebol. Aos poucos, apoderou-se dos centros de decisão mais importantes, oferecendo lugares a pessoas da sua inteira confiança cuja personalidade era marcada pela ausência de escrúpulos, dignidade e vergonha, transformando-as em autênticas marionetas.
A Olivedesportos e a agência de viagens (Cosmos) sobrefacturavam tudo o que estava ligado ao futebol, e ninguém se queixava.
Os contratos federativos eram assinados sem que a concorrência fosse levada em linha de conta, e como Pinto da Costa falira todas as suas empresas, queimando milhares de contos ganhos à custa do seu clube, tinha de apostar forte nesta sua nova estrutura financeira.
Mas os inimigos que fora deixando atrás de si, principalmente aqueles que discordavam da forma pouco honesta como ele geria esta situação, procuravam todas as provas com o sentido de o desmascarar.
Devido às imensas vigarices que fez, Pinto da Costa estava impedido de passar cheques e constituir qualquer empresa, mas rodeou-se de gente da sua inteira confiança para lhe dar cobertura para os seus negócios e não deixar rastos para qualquer acusação.
Já tinha organizado o seu braço armado, cuja chefia do sector entregou ao irmão de Reinaldo Teles. O medo silenciava os que tinham vontade de falar. Constituiu depois o braço jurídico, rodeando-se de advogados de poucos escrúpulos, mas peritos em matéria de crime, que lhe davam todos os conselhos necessários à gestão da situação, bem como as fórmulas para camuflar todas as provas capazes de pôr a nu os processos marginais utilizados para a soma dos dividendos. A cobertura política fechava o círculo.
 
Pinto da Costa e os Relógios de Ouro

Franck Muller, o mais famoso relojoeiro do mundo, desenhou uma edição especial limitada de 50 exemplares com o nome «F.C. Porto/Jorge Nuno Pinto da Costa», uma edição limitada baseada no último modelo da conhecida companhia Suiça de alta relojoaria, o «Conquistador».
O interesse pela criação desta edição limitada justifica-se pela louca paixão que Franck Muller tem pelo futebol e pelo facto dos azuis e brancos terem andado nas bocas do mundo na última época. A ideia terá nascido já o ano passado, depois dos "Bimbos" conquistarem a Taça UEFA.
O facto chamou a atenção de Franck Muller, a partir daí tornou-se simples chegar a um entendimento que permitisse concretizar o desejo.
O relógio é um modelo desportivo, em tons brancos e com os ponteiros e algarismos em azul. A caixa é esculpida em aço e exibe a gravação do nome «F.C. Porto», da assinatura de Pinto da Costa no verso e do número da edição no verso. Falta apenas dizer que cada exemplar custou a módica quantia de 18.950 euros."
 
PS: Isto sim é um relógio, 18.950 euros, muito melhor do que o que ele deu ao Valentim. Os 50 relógios já dão para comprar o titulo de campeão das próximas épocas, se correr bem para o "Pintinho", se correr mal e ele for parar a Custóias, eu já sei a quem e porquê ele vai ter de subornar com estes relógios.
Ora 50 Relógios de ouro a 19000 euros/cada dá uma conta redonda de 950.000 Euros. Já se vai sabendo para onde vai o dinheiro…. Ainda não se sabe é a quem foram, ou a quem irão ser, oferecidos…



 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

(Manhosos e Corruptos) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (21)

Árbitros Manhosos e Corruptos
Carlos Xistra
Um dos artistas da nova vaga. Nas últimas épocas realizou uma das mais escandalosas arbitragens, um Benfica-Amadora, no qual expulsou Miccoli, impedindo-o de jogar no Dragão na jornada seguinte. Na época anterior tinha assinalado um penalty anedótico a favor do FCP quando um jogador do Marítimo cortou a bola com a cabeça que ia para baliza. O lance seria corrigido pelo árbitro auxiliar, mas mostrou bem quem é Xistra.
 
Carlos Xistra – A táctica (Benfica-Porto para a Taça)
Ontem a 1ª parte do jogo decorreu mais ou menos de forma normal em termos de arbitragem...
Em termos de jogo jogado o Benfica teve 2 oportunidades de golo por Javi Garcia e Cardoso e o Porto teve uma 1 oportunidade por parte de Falcão que o Júlio César defendeu de forma brilhante....
fomos para o intervalo com 0-0 e o Porto para passar teria que marcar 2 golos para ir a prolongamento/ penaltis ou 3 para eliminar o Benfica desde que não marcássemos 2 golos....
 
o que aconteceu mais ou menos no início da 2ª parte?
aconteceram 3, 4, 5 ataques CONSECUTIVOS do Benfica parados em falta por jogadores do Porto que não foram ASSINALADOS COM A RESPECTIVA FALTA da parte do Carlos Xistra....
enquanto isso os ataques do Porto tiveram direito a VÁRIAS FALTAS A FAVOR da equipa de Villas Boas...
isto tudo num espaço de 15 a 20 minutos....
isto foi feito de forma CIRÚRGICA  de forma a desgastar e enervar ao máximo a equipa do Benfica e mostrar à equipa do Porto que era possível...e assim aconteceu....a equipa do Benfica partiu-se e desorientou-se por completo...a equipa do Porto motivou-se e pensou que era possível o que não aconteceu na 1ª parte....só a partir do 3º golo do Porto o Carlos Xistra voltou a marcar com regularidade faltas contra o Porto...até lá abriu-lhes uma auto-estrada até à baliza do Benfica....eu vi o Jorge Sousa fazer isto na 2º parte em Alvalade com o Benfica a ganhar 2-0 e viemos a perder o jogo por 5-3!
 
Para quem não acredita nisto é falar com um jornalista famoso chamado Marinho Neves que no seu livro sobre a Corrupção e Bastidores do futebol português se referiu a isto como uma forma típica dos árbitros controlados pelo FC Porto destruírem a confiança de uma equipa adversária....
 
Ontem quando Carlos Xistra fez o que fez lembrei-me logo do que o Jorge Sousa fez em Alvalade..
E quando ele começou a fazer o mesmo foi aí que tive a percepção de que se o Porto marcasse naqueles 15 minutos o Benfica seria eliminado....e o Porto marcou...
E fomos comidos (e vamos continuar a ser!) que nem anjinhos mais uma vez...
 
Telefonema de Pinto de Sousa e o XISTRA
 Telefonema de Pinto de Sousa colocou Xistra no Braga-Benfica, que o Benfica viria a perder por 2-1.
 
Durante um convívio, com algumas pessoas ligadas ao futebol foi-me passada a informação que Pinto de Sousa recebeu um telefonema a norte informando-o de que seria necessária a nomeação de Carlos Xistra para o jogo que iria opor SC Braga - SL Benfica.
Seria necessário a todo o custo que fosse Xistra o nomeado juntamente com a dupla de fiscais de linha, pois a armadilha já estava preparada e devidamente alinhados com Xistra e restante equipa de arbitragem para que o Benfica não vencesse am Braga.
A informação é de que foram tomadas as medidas necessárias e Pinto de Sousa através de telefonemas conseguiu que Carlos Xistra fosse nomeado para o jogo que viria a afastar o Benfica da luta pelo título de campeão.
 A verdade é que Pinto de Sousa continua a ter poder no Mundo da arbitragem e a mandar e desmandar no que quer e deseja, não tivesse ele tido influência directa nesta e outras nomeações para jogos do FC Porto e Benfica.
 
Como Xistra foi escolhido… por exclusão de partes.
Sim, é o Vitor Pereira que oficialmente escolhe os árbitros. Não sabemos muito bem é quem o infuencia e quem o “aconselhou” os outros 4 árbitros indigitados, e que se declararem “indispostos”, para arbitrar o Braga-Benfica.
Quatro árbitros, TODOS AO MESMO TEMPO, declaram-se indispostos para arbitrar um único jogo? Ficando, como que por magia e por exclusão de partes, um único árbitro que podia ser escolhido, o Carlos Xistra! Que coincidência!!
 
Depois foi só escolher os assistentes. E como escolheram os fiscais de linha para este jogo? Foram escolhidos a dedo, vindos de duas regiões diferentes, um de Rio Tinto (Cadinali) o outro de Portalegre (Luis Tavares), mas com uma coisa importante em comum, ambos são adeptos ferrenhos do FCPorto.
E o mais engraçado é que puseram a culpa no Benfica pelo facto dos outros 4 árbitros, que também estavam indigitados para este jogo, se terem recusado a arbitrar o jogo. Imaginem! Queixavam-se eles que era muita pressão e tal! Olhem que é preciso ter lata para se mentir tão descaradamente. Foi o único jogo em que árbitros de sentiram indispostos para arbitrar um jogo do Benfica!!! Em nenhum outro isso aconteceu. Porquê?
 
Cardinal, o fiscal andrade de Rio Tinto
Testemunho
Aquele Cardinal, que vive em Rio Tinto, que até vai para a rua buzinar quando os corruptos ganham titulos da batota e que trabalha nos CTT no porto, não fosse ele adepto ferrenho dos corruptos, é que teve a culpa principal desta vergonha, é o mesmo que em guimarães anula um golo limpo ao Benfica e deixa passar em claro 2 penaltys.

O engraçado é que este Cardinal é auxiliar do Olárapio, por isso temos de perguntar: o que raio estava ele a fazer em Braga a auxiliar o Xistra? Pois é, já perceberam.
É isto o futebol português, uma corrupta mentira pegada.
Luis Tavares, o fiscal andrade de Portalegre
Para não falar no outro fiscal de linha, sr. Luis Tavares, notório andrade de Portalegre - o do golo do Petit que entrou 1 metro na baliza do Baia mas não contou - que deixou passar um claro off-side de um metro do Hulk no 2º golo, aquele que nos matou definitivamente, pois o JJ estava nesse momento a fazer uma substituição. Apesar de ter acertado em todos os off-sides do Benfica no 1º tempo, alguns deles por meros centímetros. O tal que vai para o café com a camisola do seu clube vestida.

ALERTA GERAL ANTES DE ACONTECER (DENÚNCIA)
Caros benfiquistas
A 24 horas do jogo com o (F.C.Porto B) Braga, venho desde já denunciar , movimentações no sentido de criar um ambiente de provocação a todo o Staff do BENFICA (Jogadores, Treinadores e Dirigentes).
Para os bastidores do estádio Axa, estão a ser preparadas situações, para provocar desacatos e um ambiente hostil e beligerante, fazendo depois passar para fora, que foi o Benfica que causou estas situações.
Sempre com a "mão de Antero Henrique por trás", essa estratégia começou a tornar-se vísível, nos jogos na LUZ, com o Nacional (Rui Alves, estão a ver?) e com o Marítimo (Pedro Martins), para o que contribuiram as arbitragens habilidosas, encomendadas. Espero que os responsavéis do Glorioso estejam de sobreaviso e tenham uma estratégia para não nos deixarmos ir no engodo. O plano da "Associação de Malfeitores e entrega de "fruta", "café,com e sem leite, "quinhentinhos", viagens ao Brasil, GPS e aconselhamento matrimonial" (vulgo fcp), é vir jogar ao nosso estádio não com 8, mas com 11 pontos.
Amanhã os jogadores do nosso adversário, correm atrás de um chorudo prémio da casa mãe (tesoureiro executivo Antero Henrique) e os treinadores de alguns géneros materialmente valiosos, além do mesmo prémio. Não é Anterinho?
Sei o que estou a dizer. Cá estaremos para ver.
 
(O Benfica perdeu por 2-1 com uma arbitragem permissiva do Carlos Xistra e dos assistentes, Cardinal e Luis Tavares e sob um clima de terror como muito bem foi previsto no comentário feito 24 horas antes).
 
Testemunho
Carlos Xistra ao longo da carreira na 1ª categoria arbitrou o FCPorto em 3 ocasiões. No Barreiros fez em época consecutivas (03/4 e 04/05) o Marítmo-Porto. Na primeira ocasião assinalou erradamente uma grande penalidade que permitiu aos portistas um resultado de 2-2; já este ano, validou um golo a Luis Fabiano, obtido em clara posição de fora-de-jogo, o que valeu o empate aos dragões (1-1). Agora, no Restelo, foi o único que não viu uma falta clara de Ricardo Costa sobre Lourenço na área portista. Apesar de tudo não perde a boa disposição… quando o FCPorto marca… 
 
Xistra, o Iletrado
“O jogador da equipa visitada, Micolli, desmandou-se em velocidade tentando desobstruir-se no intuito de desfeitear o guarda-redes visitante. Um adversário à ilharga procurou desisolá-lo, desacelerando-o com auxílio à utilização indevida dos membros superiores, o que conseguiu. O jogador Micolli procurou destravar-se com recurso a movimentos tendentes à prosecução de uma situação de desaperto mas o adversário não o desagarrava. Quando finalmente atingiu o desimpedimento desenlargando-se, destemperou-se e tentou tirar desforço, amandando-lhe o membro superior direito à zona do externo, felizmente desacertando-lhe. Derivado a esta atitude, demonstrei-lhe a cartolina correspectiva."
 
Os Irmãos Calheiros
Quem não se recorda dos gémeos e barbudos fiscais de linha, ladeando Carlos, o irmão mais velho – foram umas das muitas figuras sinistras da arbitragem portuguesa da decada de noventa. Recordo particularmente um inacreditável penalti assinalado nas Antas por suposta falta de Mozer no empate 3-3 de 1993-94, bem como um jogo em Aveiro, na época anterior, concretamente na tarde soalheira de 16-5-1993, em que expulsou Yuran e Pacheco por supostas palavras, possibilitando a vitória ao Beira Mar, e dando o título ao F.C.Porto - que à mesma hora via um tal de Marques da Silva, do Funchal, expulsar estranhamente dois jogadores do Desp. Chaves e assinalar um penálti escandaloso que lhe permitiu virar o marcador para de 0-1 para 2-1 na difícil visita a Trás-os-Montes, quando águias e dragões seguiam, a três jornadas do fim, empatados em pontos.
Mais do que essa e outras actuações, sempre em benefício dos mesmos, este trio ficou famoso pela célebre viagem ao Brasil, feita através da agência de Joaquim Oliveira, e paga pelo F.C.Porto. A investigação deste caso nunca foi devidamente feita. Com a PJ do Porto e o próprio MP aparentemente alinhados com o sistema, foi difícil durante muitos anos (e continua a sê-lo) avançar pelos caminhos da verdade.
Para quem não sabe, também lhes foi oferecida, pelas mesmas pessoas, uma viagem à Rússia. Isto foi denunciado por um vizinho seu de Viana do Castelo.

Testemunho
“Em 1995 quando o fcp veio jogar a FARO com o farense, no sábado anterior(o jogo foi ao Domingo) jantei em MONTE GORDO num restaurante de um amigo meu e qual não é o meu espanto quando entram no restaurante REINALDO TELES, OSCAR CRUZ, PINTO DA COSTA o árbitro do FCP-Farense do dia seguinte e respectivas famílias. Depois de um longo repasto devo dizer-vos que o árbitro pernoitou num apartamento de que REINALDO TELES era proprietário na referida localidade. Acertaram o árbitro era esse mesmo, CARLOS CALHEIROS”.
 
OS OBSERVADORES DOS ÁRBITROS
A questão dos observadores é mais um dos muitos problemas que têm vindo a caracterizar o futebol "portoguês".  Estranhamente só agora ganhou particular relevância, e de repente uma multidão de distraídos acordaram para a inevitabilidade da questão que, como sabemos, é um dos braços armados do Sistema.


 
Realmente é deveras caricato como o assunto ganhou foros de actualidade e de escândalo público, a partir do momento em que os pintistas ao abrigo daquela velha maneira enviezada que os caracteriza, resolveram tentar demonstrar que até os observadores estavam feitos com o Benfica!


 
Desde que o ex-director do FCPorto, Óscar Cruz assumiu particular relevância no sector que, à boca pequena se falava das pressões sobre os árbitros e da manipulação das notas atribuídas pelos observadores no sentido de beneficiar os juízes de campo protegidos do Sistema, bem como no capítulo das nomeações para os jogos em que, com as deslocações pagas ao quilómetro, os observadores favoritos eram contemplados com jogos onde as distâncias quilométricas a percorrer fossem maiores pelo motivos que se afiguram óbvios para toda a gente.


Tem significado isso que os árbitros desalinhados e que constituem o elo mais fraco têm estado desprotegidos, porque ficam à mercê da nota dos observadores que os classificam para mais ou para menos, em função dos interesses em jogo e do respectivo posicionamento. O Apito trouxe à luz do dia a teia de interesses subjacentes a uma simples arbitragem, com clara influência nos resultados finais de alguns desafios e até de vários campeonatos.


É um facto que é evidente para todos. Sendo o árbitro soberano nas suas decisões, pode sempre enganar-se no juízo que faz de um determinado lance e o que resta saber é se se tratou de um erro involuntário ou se foi propositado, o que como sabemos é muito difícil para não dizer impossível. E aí pode entrar o observador.

Admitindo que errou porque não descortinou, ajuizou mal ou simplesmente por pura incompetência, o observador pode penalizar ou suavizar porque também ele pode navegar nas mesmas águas.
Como aparecem, de onde vêm, qual o seu curriculum e experiência, todas essas vertentes fazem parte de um esquema bem guardado e as suas nomeações para os jogos são feitas no segredo dos deuses. Aliás, não é por acaso que a sua grande maioria se encontra sediada a Norte do Tejo.


 
Ao longo dos tempos o Sistema foi protegendo a rede de observadores no seu conjunto e alguns árbitros que não eram amigos sentiram na pele as discrepâncias das observações traduzidas no final de cada época desportiva. Mais uma vez o duo dos Apitos encarregou-se de nos trazer a verdade desse sub-mundo e a actuação dos vários amigos desde o Zé até ao Jorge, assessorados  por umas figurinhas menores que estão sempre disponíveis para ajudar.


 
Recentemente  o ex-árbitro Jacinto Paixão  - que até esteve envolvido no processo do Apito Dourado, ainda que de uma forma comedida deu algumas explicações na BTV sob o modus operandi da clique que há muito domina o sector da arbitragem. Não foi propriamente novidade, mas teve alguma relevância por ser contado na primeira pessoa. Para além de outras coisas, disse Paixão que um dos problemas, é o papel dos observadores ser desempenhado por uma maioria de pessoas desafectas ao mundo da arbitragem, logo com dificuldades acrescidas para entender um conjunto de circunstâncias específico do meio.


 
Todas estas achegas levam-nos à inevitável conclusão que algo está profundamente errado no sector, porque os observadores têm quase um poder descricionário na avaliação dos árbitros e como tal, a capacidade para influenciar o seu desempenho dentro do campo.
Achámos por isso imensa graça à tomada de posição do maior beneficiário do sistema, a que acorreram pressurosos muitos que até ao momento sempre estiveram calados e nunca denunciaram a podridão que também aí grassa. Mais uma vez desempenharam o seu papel  favorito –  o de ‘yes-man’.

Têm é que melhorar a sua performance de virgens ofendidas porque o desempenho desse  papel foi francamente mau...


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A Propósito:Mais Figurões - A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (20)

MAIS FIGURÕES
Conversa entre Fernando Gomes e António Araújo
25/2/2004 - As facturas das deusas!

AA: Estão aqui três deusas! Você não tem como arranjar esses três bilhetes, ó doutor?
Fernando Gomes: Ó Araújo! Eu só tenho hipótese de arranjar três bilhetes...
AA: Pagando, eu pago!!
FG: Ó pá... que é das tribunas de sócios, são 25 contos cada uma... 
AA: Hiiii...!!!!
FG: Ó pá mas depois fazemos... é... é daquele assunto que falámos, não é? AA: É, é...
FG: Ó pá depois quando meter a factura, a factura da, da, da... das outras despesas de, de... de restaurante, mete isso.  
AA: Está bem doutor.
FG: Percebe? É melhor assim.  
AA: Mas sabe porquê? Porque...
FG: Mas é melhor assim.  
AA: Ãh??
FG: Mas faça assim: vá ao 14º andar... 
AA: Hum...
FG: Ao 14º andar... fala com a Manuela Cunha. 
AA: Manuela Cunha... ???
FG: Manuela Cunha e eu dou-lhe a indicação que o... que o Araújo vai lá buscar isso às três horas ou às duas e meia. 
AA: OK, está bem.

Fernando Gomes Agressor

2000-09-20, Agressão a Matt Fish, jogador de basquete, agredido por 9 ou 10 indivíduos nos escritórios das Antas, por se recusar a prolongar o contrato que o ligava ao FCPorto, agressão presenciada por Fernando Gomes (actual presidente da Liga) o qual terá sido um dos agressores consoante testemunho do próprio Fish à CS.

 
LOURENÇO PINTO

O tal que foi guarda-prisional antes de se tornar advogado e é casado com uma juiza do tribunal de Gaia.
 
Confraternização com árbitros

Carolina diz mais que “Os árbitros Martins dos Santos e Augusto Duarte eram visitas da nossa casa, sempre trazidos pelo António Araújo. Por ser muito cuidadoso, Jorge Nuno nunca falou com um árbitro pelo telefone, nem precisava de o fazer, visto que eles iam a casa para confraternizar”.
No dia do encontro com o Beira-Mar para a Liga, Pinto da Costa combinou ir depor. Mas se por acaso o Jorge Nuno ficasse detido, Carolina tinha combinado com o líder da claque dos super dragões, a claque invadiria o tribunal e partiria tudo à volta para o libertar e permitir a fuga para Espanha, destruindo tudo à sua passagem.
“Cá fora eu estaria à espera num local previamente combinado e fugiríamos para Espanha, deonde só voltaríamos sabe-se lá quando”.
Entretanto Carolina teve o desprazer de ouvir Joaquim Pinheiro, irmão de Reinaldo Teles, dizer em voz alta que se não fosse ele o presidente estava engavetado devido a um ainformação de um amigo seu dentro da PJ do Porto.
 
Mas vamos por partes. No polémico livro que lançou este fim-de-semana, intitulado “Eu, Carolina”, a antiga companheira do presidente do FC Porto assume ter sido ela quem contratou, a mando de Pinto da Costa (segundo assegura Carolina), os homens que agrediram em 2005 Ricardo Bexiga. E a páginas tantas, mais precisamente na página 135 do livro - que, diga-se, o presidente do Conselho de Deontologia caracterizou de "literatura de cordel" -, Carolina Salgado conta que numa visita ao escritório do "doutor Lourenço Pinto", advogado, entre outros, de Valentim Loureiro no caso "Apito Dourado", ouviu o mesmo comentar a respeito da tareia dada ao vereador: "Oh, minha querida, mas ele ficou a falar!" Ao que Carolina terá respondido: "Mas eles partiram-no todo." Resposta de Lourenço Pinto: "Sim, mas ficou a falar."
 
"Se era para ter graça, não teve graça nenhuma e mais doente fiquei", relata Carolina, contando depois o quanto se sentiu mal depois de ter visto uma fotografia de Bexiga "todo ligado, e com um filho a brincar ao lado". A ex-companheira do presidente dos azuis e brancos prossegue: "Vendo-me a tremer, o doutor Lourenço Pinto condoeu-se do meu estado e, com palavras doces, recomendou-me a leitura de um romance intitulado “A Siciliana”, passado em Itália, sobre as guerras da Mafia, que ele tinha apreciado muito ler e que achava que me iria animar."
 
Ontem, perante perguntas de Ricardo Rodrigues Pereira, advogado do ofendido, Carolina acrescentou factos à sua versão. Afinal, Lourenço Pinto teria tido conhecimento prévio do plano de agressão a Ricardo Bexiga e teria aconselhado Carolina e o motorista de Pinto da Costa falarem com um "ex-presidiário", conversa que "não chegou a concretizar-se".
 
"Ele sabia o que estava a ser preparado para o dr. Bexiga. Se posso provar? Não, não posso provar", afirmou, provocando perplexidade na assistência.
Carolina disse, ainda, que quando, a par de Afonso Ribeiro, falou com um primeiro indivíduo indicado para agredir Ricardo Bexiga comunicou a Pinto da Costa e Lourenço Pinto a desistência daquela contratação.
 
Em sessões anteriores, em Julho passado, Lourenço Pinto desmentiu totalmente a história de Carolina. Disse que não teve qualquer conversa daquele teor; que nunca a tratou por "querida"; que nunca leu um livro intitulado "A Siciliana"; mas disse, até, que só teve conhecimento de que Bexiga foi agredido quando, em 2006, Carolina falou em tal episódio numa entrevista.
 
Perante o depoimento da ex-namorada de Pinto da Costa, o procurador do Ministério Público, Paulo Óscar, pediu aos juízes que Lourenço Pinto volte a ser inquirido. Mas, quanto a novos "dados" sobre a agressão a Bexiga, Carolina foi mais além. Disse, até, que também Valentim Loureiro teria estado a par do plano de agressão. E que, numa festa, ter-lhe-á dado os "parabéns" pelo sucesso da "operação".
 
Por estes factos decorreu um processo que, apesar da confissão da alegada mandante do crime, foi arquivado pela equipa especial do Apito Dourado, coordenada pela procuradora Maria José Morgado. Carolina justificou a não inclusão, no livro, dos alegados factos narrados na audiência dizendo que foi alvo de "vários cortes", por parte da editora D. Quixote. Mas também disse que, se fosse hoje, sabendo que iria ser alvo de processos-crime, "se calhar faria de outra forma", dando a entender uma ponta de arrependimento, até porque a versão publicada "tem algumas imprecisões". Por essa razão, deverá ser inquirida uma co-autora "oficial" do livro, a docente Fernanda Freitas.
 
Uma delas foi também ontem discutida e tem a ver com quem, afinal, terá alertado Pinto da Costa para um mandado de busca da PJ no âmbito do Apito Dourado, em Dezembro de 2004, dando origem a uma fuga para Espanha. No livro, Carolina disse que foi Lourenço Pinto, mas em três entrevistas distintas declarou terem sido Reinaldo Teles e Joaquim Pinheiro, ambos vice-presidentes do F. C. Porto. Ontem, disse, que, afinal, terá sido Joaquim Pinheiro, mas quem combinou o almoço para o plano de fuga foi Lourenço Pinto.
 
Quanto à acusação de difamação, a arguida reafirmou que terá sido o próprio advogado, a “combinar um almoço” com Pinto da Costa, Carolina Salgado, Reinaldo Teles e o irmão deste Joaquim Pinheiro, para falarem sobre essa informação e combinarem uma “fuga para Espanha”.
“Reinaldo Teles e o irmão Joaquim Pinheiro tinham a informação da busca através de uma pessoa da PJ”, sublinhou a arguida, afirmando desconhecer como a mesma informação chegou a Lourenço Pinto.
Perante algumas contradições entre o hoje dito por Carolina e o que Lourenço Pinto (assistente no processo) havia afirmado em sessão anterior, o Ministério Público solicitou ao tribunal que volte a chamar o advogado ao julgamento.
A defesa do causídico solicitou, por seu turno, que volte a ser ouvida a escritora do livro, Fernanda Freitas, já que hoje Carolina alegou existirem “várias imprecisões” na obra, que apenas “relatou”. O tribunal adiou a decisão, quanto aos dois requerimentos, para momento posterior.
 
No julgamento, que envolve seis processos, o líder do FC Porto é acusado de dar duas bofetadas à ex-companheira em Março de 2006. Estão também convocadas as testemunhas Sandra Lourenço Pinto e Ana Salgado que deverá depor por vídeo-conferência.

 Lourenço Pinto
O advogado de Valentim Loureiro no início do caso Apito Dourado, e o actual Presidente da AFP. o homem que avisou Pinto da Costa das buscas a sua casa e lhe permitiu a fuga, foi, por surreal que pareça, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF no início dos anos noventa, por indicação (claro!) da Associação de Futebol do Porto, presidida pelo falecido Adriano Pinto, e que, sendo maioritária, pôde sempre optar por manter na sua “posse” aquele “precioso” instrumento, em detrimento até mesmo da própria presidência da FPF (que deixava para Lisboa, mas que praticamente só tratava da selecção nacional). Os seus tempos foram dos piores da história da arbitragem portuguesa e valeram vários títulos ao FCPorto, que tão bem protegido nem precisava de jogar muito para vencer. Com equipas onde pontificavam Vlk, Bandeirinha, Tozé, Paulinho César, Kiki, Raudnei, Barriga ou António Carlos, conseguiu vencer campeonatos ao Benfica de Paulo Sousa, Rui Costa, João Pinto, Vítor Paneira, Futre, Isaías, Mozer etc. Lourenço Pinto teve pois o efeito de um verdadeiro Maradona no campeonato português. Laureano Gonçalves e Fernando Marques seguir-lhe-iam o exemplo. Sobre Pinto de Sousa não é necessário acrescentar muito mais aquilo que tem sido veiculado no âmbito do Apito Dourado.
O caso Francisco Silva – que se terá autonomizado do sistema, depois de ser um dos seus principais interpretes – é algo que merecia ser melhor estudado e investigado, e no qual talvez se encontrassem algumas das origens de todo este tenebroso caminho. O juiz algarvio terá sido, nas suas próprias palavras, “tramado” por Lourenço Pinto - certamente por saber demais -, vendo-se assim irradiado da arbitragem. Recorde-se que foi apanhado com um cheque na mão num balneário de Penafiel.

ADELINO CALDEIRA
Já outra personagem que aparece mencionada na notícia, pessoa essa que actualmente é um dos dirigentes do F.C.Porto, nem mais nem menos do que Adelino Caldeira.
 Adelino Caldeira era uma dos directores à época da bem conhecida agência de viagens "Cosmos" (a mesma que enviou por engano as facturas de Carlos Calheiros para a torre das Antas), actualmente aparece ligado como directo ao F.C.Porto tendo sido inclusive uma das mais importantes testemunhas de defesa de Pinto da Costa no processo Apito Dourado. Adelino Caldeira aparece sempre em momentos chave da corrupção no desporto nacional e em particular no F.C.Porto. Em 1996 quando estoira o caso "Calheiros" onde era director da agência Cosmos e agora no "Apito Dourado"

Ameaças ao Presidente da Liga
Ameaças ao sportinguista ex-Presidente da Liga, Hermínio Loureiro:
"A única pessoa que me falou do Ricardo Costa foi o Adelino Caldeira, vice-presidente do FC Porto, a 3 de Setembro de 2008 num almoço no restaurante Lusíadas, em Matosinhos. Ele foi clarinho e apreciei a frontalidade. Disse-me: ‘Meu caro, ou você corre com o Ricardo Costa e tem a vida facilitada ou vamos fazer-lhe a vida negra’. Certo é que não mudei a orientação de total autonomia que dei desde o início à Comissão Disciplinar. Desde esse dia que percebi que me iam fazer a vida negra e fizeram."
 
Em entrevista ao Sol, o antigo presidente da Liga de Clubes, Hermínio Loureiro, denuncia pressões do FC Porto para “correr” com Ricardo Costa da Comissão Disciplinar. As palavras do ex-presidente da Liga de Clubes tiveram pouco eco, o que não condiz com a gravidade de algumas afirmações.
Ficam assim eternizadas no espaço que eterniza a corrupção do FC Porto, as pressões e os agentes fiéis que agem em nome do clube.
A pergunta do jornalista Luís Rosa: “Valentim Loureiro ou Pinto da Costa nunca lhe disseram para controlar o que Ricardo Costa (presidente da Comissão Disciplinar da Liga) andava a fazer?”
A resposta: “A única pessoa que me falou do Ricardo Costa foi o Adelino Caldeira, vice-presidente do FC Porto, a 3 de Setembro de 2008, num almoço no restaurante Lusíadas, em Matosinhos. Ele foi clarinho e apreciei a frontalidade.
Disse-me: ‘Meu caro, ou você corre com o Ricardo Costa e tem a vida facilitada ou vamos fazer-lhe a vida negra’. Certo é que não mudei a orientação de total autonomia que dei desde o início à Comissão Disciplinar. Desde esse dia que percebi que me iam fazer a vida negra e fizeram.
E porque quereria o FC Porto afastar Ricardo Costa? [a pergunta parece inocente, mas terá de ser feita para se obter o testemunho de Hermínio].
"Tem a ver com as decisões disciplinares do Apito Dourado, como é evidente”, respondeu.  Hermínio Loureiro contou que Filipe Soares Franco, ex-presidente do Sporting, “também várias vezes sugeriu” que o presidente da Liga “substituísse o Vítor Pereira”.
Mas o episódio com Adelino Caldeira teve repercussões. Hermínio Loureiro manteve-se inflexível e gerou ódio no FC Porto. “A partir desse momento, aconteceram coisas absolutamente artificiais como a novela da entrega do troféu de campeão que levou o Porto a escrever uma carta ao secretário de Estado do Desporto a fazer queixa da Liga. O barulho que fizeram!”, conta Hermínio Loureiro.
O ex-dirigente da Liga lamenta que tenha passado a imagem de que a Liga não queria entregar o troféu ao FC Porto e fala de indisponibilidade do clube: “Esteve marcada a cerimónia e essa entrega não foi feita porque Pinto da Costa tinha casamento marcado com a senhora Filomena. Obviamente, se o presidente do Porto não estava presente, a Liga não ia fazer essa entrega.
E Tiago Craveiro, secretário-geral da Liga, várias vezes falou com Antero Henriques (director do FC Porto) para tentar marcar uma data para a entrega do troféu, mas nunca havia disponibilidade. Criou-se a ideia de que a Liga não queria entregar o troféu ao Porto – isto cabe na cabeça de alguém?”
A entrega da taça acabou por acontecer, com episódios surreais...“Lembro-me também que, quando saí da sala para entregar o troféu, ouvi um diligente funcionário do Porto a dizer: ‘Desliguem a música! Desliguem a música!’. Era para se ouvirem melhor os assobios.
Nunca vi entregar um troféu sem música. Foi original. Foi claramente uma história montada para criar problemas e desgaste, para fazer com que eu não fosse entregar o troféu.
“Para depois me acusarem de lá não ter ido. As pessoas conheciam-me mal.” O Conselho de Justiça da Federação decide reduzir a suspensão aplicada pela Liga a Hulk e a Sapunaru e Loureiro demitiu-se:
“Assumi as minhas responsabilidades. Não sendo jurista, entendi como uma enormidade a desproporção dos castigos aplicados aos jogadores Hulk e Sapunaru pela Comissão Disciplinar e pelo Conselho de Justiça. Não podemos confundir três jogos com quatro meses”, justifica. Esta demissão “foi um grito de revolta”, mas também ela assenta em histórias estranhas. Foi Pinto da Costa quem deu conhecimento a Hermínio Loureiro da decisão do Conselho de Justiça, muito antes da mesma ser tornada pública...
“Sabe quem é que me ligou a dar nota da decisão do Conselho de Justiça? Não imagina. Foi Jorge Nuno Pinto da Costa. Fez questão de ligar-me para dizer qual tinha sido a decisão do Conselho de Justiça. Esta é a parte que posso contar desse telefonema”, revela Hermínio.
O então presidente da Liga garante que não sabia de nada... “Não estou com isto a dizer que o presidente do Porto tivesse tido acesso a “inside information”. Estava dentro do carro, e recebi um telefonema de um número que não tinha gravado. Atendi e ouvi: ‘Daqui fala Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto’. E transmitiu-me a decisão do Conselho de Justiça e depois disse-me um conjunto de coisas que não posso tornar públicas” (Injúrias provavelmente).
“Porquê? Não são reproduzíveis?”, questiona o jornalista do Sol.
“Não posso, não devo. Sei o que é publicável e transmissível, e o que não é. A partir desse momento, procurei confirmar a informação, pois havia muita contra-informação a circular – a RTP chegou a noticiar uma coisa à hora de almoço que não se veio a confirmar. Mais tarde, o secretário-geral da Liga de Clubes confirmou-me a decisão. Perante esta situação, ponderei sozinho algumas horas e decidi renunciar ao cargo de presidente da Liga de Clubes. Informei os meus colaboradores e solicitei a todos os titulares de cargos nos órgãos da Liga que se mantivessem em funções para manter a normalidade”

Pôncio Monteiro, o ignóbil
"O Pôncio Monteiro, muitos anos antes, depois de um acidente grave, esteve às portas da morte, para sobreviver tinham de fazer-lhe uma transfusão de sangue. O João Mota, do FC Porto, quando soube disso, prestou-se de imediato a ir dar sangue ao hospital.
 Mais tarde, o Pôncio perseguiu o João Mota dentro do FC Porto, exigiu a sua saída do clube, isto na altura em que o Pedroto era treinador. O Pôncio disse que ou saía o Mota ou saía ele. Foi aí, como contei antes, que Pedroto disse que, sendo assim, estava tudo resolvido, saía o Pôncio.
 Uma pessoa que faz isto, que depois de ter sido salva com o sangue do outro, o persegue, o quer despedir do trabalho, é alguém que perde toda a autoridade moral para dizer seja o que for. Uma pessoa que é capaz de comportamentos como aquele merece todas as reservas.
 
Agarrei-o pelo braço e disse-lhe à queima-roupa: "Tu não prestas, tu foste capaz de perseguir uma pessoa que te ajudou da maneira que sabemos, portanto está calado, não digas nada. Olha para mim, olhos nos olhos. Tu nem profissão tens, a tua profissão é ser filho de quem és, o teu pai, sim, é um senhor, um gentleman." Atrapalhado, o Pôncio calou-se, ficou com falta de ar.
 O Schnitzer, ao assistir àquilo, disse-me: "Octávio, ainda matas o homem." "Mato o homem?!", perguntei eu, "mas qual homem?! Isto é um cobarde”.