ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

(Quadrilha do Apito) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (14)

Corrupção na Arbitragem

António Guedes de Carvalho, ex-observador de árbitros da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), acusa Azevedo Duarte, vice-presidente do Conselho de Arbitragem (CA), de ter interferido na classificação que ditou a sua despromoção do cargo no final da última época. O ex-internacional e observador há três anos da FPF, afirma ter sido «pressionado» por Azevedo Duarte «para prejudicar dois árbitros concorrentes do filho, Hernâni Duarte, na subida ao quadro de 1ª categoria em 2003/04»
Segundo Guedes de Carvalho, o dirigente ter-lhe-á pedido para «prejudicar na avaliação» Cosme Machado, juiz de Braga, «que andava a morder os calcanhares do filho». Uma das abordagens terá sido feita em Dezembro passado, um dia depois do jogo Bragança-Trofense. A segunda terá acontecido em Março, após o jogo Rio Tinto-Lusitânia, apitado por um árbitro de Viana. Guedes de Carvalho, 49 anos, garante que das duas vezes recusou a «cunha» pelo então vogal do CA. 
«Respondi-lhe que escusava de me pedir favores. Tenho mais de 25 anos na arbitragem e não era agora que me ia sujar ou fazer algo contra a minha dignidade», comenta o acusador, afiançando que deu conta das abordagens a Pinto de Sousa, então líder da arbitragem : «Prometeu-me que estaria atento e que eu não seria prejudicado por não ter dado o jeito» 
Em Abril, Pinto de Sousa e outros três membros do CA são indiciados na Operação Apito Dourado, tendo pedido a demissão. O vogal Azevedo Duarte - o único dos elementos do CA alvo de buscas da Judiciária que não seria indiciado - sobe então a vice-presidente da arbitragem da FPF, apesar de um dos filhos integrar o quadro de árbitros federativos (Hernâni Duarte) e o outro, Augusto Duarte, o da Liga.
No final da época, Guedes de Carvalho foi 45ª classificado, o primeiro dos lugares a ditar a despromoção, e Hernâni Duarte subiu à 1ª categoria. Contactado pelo EXPRESSO, Azevedo Duarte não quis comentar a questão, ripostando que «não tem de dar satisfações a ninguém».

Embora esta época os dois filhos não dirijam jogos dos escalões de que é um dos responsáveis pelas nomeações (II B e III Divisão), a questão da coexistência de interesses mantém-se nos encontros da Taça de Portugal, competição da alçada federativa.

Incompatibilidades por medida 
Carlos Esteves, actual presidente da arbitragem da FPF, assegura que, para evitar especulações, são da sua inteira competência as nomeações da Taça, face a «um acordo de cavalheiros que impede Azevedo Duarte de participar nas designações em que entram árbitros da Liga». Foi ele quem nomeou esta semana Augusto Duarte para o Real-Marítimo e o irmão para o Penafiel-Nazarenos.
Apesar destas cautelas, o clima de «mau estar» pela inexistência de um regulamento de incompatibilidades na FPF é confirmado por Luís Guilherme, o líder da arbitragem da Liga. Este tipo de incompatibilidade foi introduzido pela Liga há duas épocas e estipula «haver conflito de interesses» sempre que os agentes da arbitragem estejam em condições «de emitir juízos de valor ou ter acesso a informação privilegiada em que possam ter interesse parentes ou afins em linha directa ou colateral até 3º grau».

Para Luís Guilherme este tipo de inibição é benéfica para a defesa dos próprios árbitros, razão por que tentou, em vão, alargá-la à arbitragem da FPF. Desta opinião comunga ainda Vítor Reis, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros, para quem a coexistência de familiares sob a alçada de órgãos comuns nem precisaria de regulamentos: «É uma questão de ética e bom senso».

Outra voz crítica é a do ex-árbitro Jorge Coroado, que diz não entender como foi possível a FPF criar «impedimentos para situações menores» e deixar de fora este «caso delicado». Coroado ficou impedido de assessorar a arbitragem da FPF por ter uma crónica n’«O Jogo». O pai de Lucílio Baptista, com as mesmas funções na FPF, abandonou-as pelo facto de o filho se manter no activo.

O pai de Paulo Paraty e o irmão de António Costa, delegados da Liga que asseguram as condições de organização de jogos, foram também afastados enquanto os filhos permanecerem em funções. «Pelos vistos, as incompatibilidades são feitas à medida», conclui Coroado.

  Os Árbitros e as Viagens

Carlos Calheiros, João Mesquita e Pinto Correia foram acusado de viajarem à custa do FCP. Carlos Calheiros e família para o Brasil, João Mesquita para o Algarve e Pinto Correia para Cancun. Levantado o problema, Pinto Correia calou-se que nem um rato e passou despercebido, mas Calheiros e João Mesquita aceitaram ir aos “Donos da Bola” e espalharam-se ao comprido. Calheiros acabou por CONFESSAR o crime, e João Mesquita acenou com um papel dizendo que era o recibo das tais férias no Algarve.

O assunto foi investigado e como sempre aconteceu, nada de provou. A factura de Calheiros foi apanhada na contabiidade dos Dragões, mas estes disseram que estava lá por engano e que iam pedir ao árbitro para a liquidar.
Depois de todo o processo arquivado chegou a hora da vingança. Pinto Correia continuou quedo e mudo, mas Calheiros e João Mesquita processaram o director do programa Jorge Schnitzer.

Jorge Schnitzer foi julgado em Viana do Castelo e um juiz desconhecido, para além de absolver o director dos “Donos da Bola” acrescentou na leitura da sentença, de que ficou provado que Calheiros viajou à custa do FCPorto e que nunca pagou a factura. Mas como era assistente no processo, nada lhe aconteceu.
No caso do João Mesquita, que se constitui também assistente, Jorge Schnitzer voltou a ser absolvido e o juiz também acrescentou que o ex-árbitro nunca conseguiu provar que tinha pago as férias no Algarve. O papel com que acenou no programa “Donos da Bola”, e que se recusou a mostrar na altura, pelos vistos estava em branco.
 ELMANO SANTOS, por Homero Serpa
Durante toda a semana que ontem findou, os comentaristas surraram o árbitro, Sr. Elmano, que não é sadino como o glorioso Bocage. O dito senhor foi o bombo onde os indignados prosadores acertaram em cheio com as suas críticas mordazes e zombeteiras porque, muitas vezes, a ironia marca muito mais os comportametos dos homens do que as palavras ditas ou escritas em tom austero. Até me pareceu que as censuras dos cronistas não tiveram eco suficientemente forte na reacção do próprio Belenenses a avaliar pela frieza, provavelmente política, com a qual o clube desiludido com a arbitragem  encerrou a questão ao nada fazer. Fomos enganados mas isso é natural no futebol.
Para mim o caso tem extrema gravidade, pois a arbitragem do Porto-Belenenses não teve a clareza que os adeptos fiéis à verdade desportiva devem exigir aos protagonistas. A desculpa para todos os disparates das arbitragens, mesmo os mais absurdos e inexplicáveis, é sempre a mesma, o árbitro tem de julgar em cima do acontecimento. Não deixa de ser verdade, todavia intolerável se persistente e de uma cor apenas.
O jogo do Belenenses no estádio do Dragão, o fumívomo bicharoco que, pelos vistos, assusta muita gente,  tinha a caracterizá-lo a desvantagem do Porto em relação ao Benfica que ia jogar a Guimarães.
O exemplo da resistência do Estoril, duas jornadas antes, o susto que representou  o lance estorilista nos derradeiros segundos anulado por pretenso fora de jogo, criou ao Belenenses o ambiente da derrota anunciada. O árbitro Elmano tinha à partida missão complicada que um resultado negativo agudizaria. O árbitro terá sentido esse perigo, mas quem entra em campo para fazer cumprir as leis do jogo não pode hesitar na sua condição de juiz imparcial. O trecho mais visível da má arbitragem foi a expulsão do jogador Petrolina. A insensatez do árbitro reduziu a equipa a dez unidades, amputando-lhe exactamente uma peça fundamental do meio-campo, quando ainda faltavam 70 minutos para jogar. Premeditada ou não, a verdade é que os portistas acabaram por encontara os caminhos para a baliza de Marco Aurélio.

Intrigante ou talvez não foi a reacção do treinador Carvalhal, a roçar a angelitude, uma reacção que transpira o receio de falar, de dizer aquilo que sentia pois poderia incorrer na alçada do sistema. Aliás, não deixa de ser assustador que, até no futebol, um indivíduo sofra a trágica e suja lei da rolha mas, neste aspecto, a censura em Portugal está a ganhar o perfil de monstro que nos quer subjugar

Um clube de futebol é uma empresa que que obviamente visa a saúde financeira com a venda do producto que oferece ao público. Terá uma planificação, projectos, objectivos, não pode por isso ser torpedeada pela intervenção de indivíduos incompetentes ou pior, estar à estar à mercê dos interesses de polvos que estendem os seus tentáculos nas direcções do lucro exaurindo as pretensões dos menos apetrechados para uma luta que, às vezes, nos parece dirigida por padrinhos. O absurdo desta situação é que quando uma equipa é desviada das suas intenções de bem comercializar o seu produto sofre prejuizos morais e materiais. Já é difícil percorrer um campeonato inteiro em fervorosa competição quanto mais lutar contra o estigma da discriminação. E os jogadores?

Se há homens e instituições que se batem pelos trabalhadores e não desistem de os defender neste mundo de injustiças e prepotências será inadmissível que na indústria do futebol se cultive o favoritismo, agredindo gravemente os direitos dos seus trabalhadores? Os árbitros têm de pensar seriamente que as suas erradas decisões agridem gravemente a economia das empresas futebolísticas, sendo mesmo susceptíveis de ser discutidas nos tribunais. E ainda por cima não vemos os prevaricadores criticados nem punidos pelo organismo de classe, dando-nos a impressão que, em determinadas circunstâncias a objurgatória fica no congelador a bem de inconfessáveis interesses. Se não houver equidade, nem respeito, nem justiça então vale mais nomear o campeão nacional pela forma administrativa, deixando os outros clubes na situação dostoievsquiana de humilhados e ofendidos. E conformados, acrescento eu”.

(Olhem se o filho,Vitor Serpa, tivesse a verticalidade e honestidade deste senhor…)
OLEGÁRIO BENQUERENÇA, (o que está casado com a filha de António Garrido)
“O árbitro tirou-nos um golo e não assinalou 2 penalidades a nosso favor. Que mais posso dizer? Tirou-nos 3 pontos”. (Karadas, em conferência de imprensa.)
“Para um jogo  com a importância e o grau de risco deste Benfica-Porto, o árbitro nomeado deveria ter sido Lucílio Batista. Infelizmente o nosso árbitro nº1 pediu esta semana dispensa de arbitrar, uma DISPENSA COMPLETAMENTE CIRÚRGICA. (Onde é que já vimos isto?).

Há aliás quem diga que vamos ter Olegário Benquerença, um árbitro internacional também mas ainda longe da competência e maturidade de L.B. Um árbitro de quem, aqui mesmo no O Jogo, Jorge Coroado disse há dias uma coisa algo misteriosa. “Apesar do modo como chegou à 1ª categoria, e inclusive a internacional, tem efectuado uma carreira em crescendo”.

“O modo como chegou à 1ª categoria e a internacional”? Que terá querido Coroado dizer com isso? Fomos investigar e descobrimos que em 2000 ficou classificado abaixo dos outros 2 árbitros que passaram a pré-internacionais, Duarte Gomes e Bruno Paixão. Benquerença viu o seu nome ser indicado à FIFA à frente desses dois colegas que, curiosamente, não fizeram grandes ondas. Os quais tiveram de esperar uma ou duas épocas para serem internacionais. Ficou assim desfeito algum do mistério do Coroado, mas se calhar há mais. Por exemplo, saber a razão pela qual ele passou à frente dos seus colegas.  

Enfim, começa-se a perceber o porquê das arbitragens deste senhor na Madeira entre o Benfica e o Nacional, dando ordens para que o jogo começasse com um nevoeiro incrível e que depois de desculpasse com o mesmo nevoeiro para não ver 2 penalties sobre Nuno Gomes que resultariam na 1ª derrota do Benfica na época.
Ou como o famoso Setúbal-Porto em que valida um golo marcado em posição irregular pelo Porto e subtrai um penalty e anula um golo limpo ao Vitória, alegando aqui um fora de jogo. Resultado: Setúbal-Porto. 0-1.

Manual de desculpas de um Árbitro
Há dias em que nada corre bem: o passe mal endereçado que culmina num golo magnífico; a grande oportunidade de golo desperdiçada “só” porque alguém agarra o ponta de lança; o golo que não vale porque o árbitro e um dos assistentes conseguem não ver aquilo que todos viram. São dias, pois, de muito azar. Apenas e só isso, claro está, porque, afinal, o árbitro é humano, erra como todos os outros intervenientes, não podia ver a bola passar a linha de golo porque estava com suor a escorrer pela testa ou, até, porque estava demasiado preocupado em ajeitar a farpela para aparecer bonito na fotografia – qualquer destas possibilidades pode agora ser argumentada pelos defensores de uma classe que é sempre muito corporativa na hora de esconder os erros.

A verdade é que Olegário Benquerença e Luis Tavares conseguiram desvirtuar completamente o resultado de uma partida de futebol e não acredito que o juiz tenha tido ontem um dia de aniversário particularmente feliz, ainda que, certamente, tenha recebido inúmeros votos de parabéns, pelo aniversário, é claro.

Não discuto, não tive o prazer de frequentar um curso, especialmente aqueles dedicados à “elite”, mas posso comparar critérios. E a verdade é que Olegário Benquerença não tem, pura e simplesmente, qualquer critério de avaliação quando se trata de julgar lances passíveis de penalidade. Este ano, assinalou um penalty contra o Sporting depois de uma queda no mínimo duvidosa do setubalense Meyong, em lance disputado com Hugo, e já na época passada tinha visto o sportinguista Ricardo tocar em Alenitchev, quando todos foram unânimes em dar nota máxima ao russo pela sua queda artística. Perante este histórico de apontar para o catigo máximo mesmo sem haver falta, fica a pergunta: O que acontece quando há infracção, como anteontem, no lance entre Seitaridis e Karadas? Nada. Não poderia ter visto, certamente, mas também quem é que pede isso a um árbitro? Afinal, errar é humano, o céu azul, a água molhada, blá, blá, blá… Os dirigentes da arbitragem terá a resposta arquivada na secção de desculpas.

Olegário Benquerença protagonizou duas das mais escandalosas actuações da arbitragem portuguesa dos últimos anos
Na Luz, em Outubro de 2004, dois meses antes da detenção de Pinto da Costa, o árbitro leiriense e o seu assistente Luís Tavares foram os únicos que não viram (mais alguns que não quiseram ver…) uma bola rematada por Petit ser retirada de dentro da baliza portista por um desesperado Vítor Baía. No mesmo jogo já havia feito vista grossa a uma claríssima grande penalidade de Seitaridis sobre Karadas (que daria expulsão do grego no início da segunda parte), e mostrado um vermelho injusto a Nuno Gomes, que havia sido barbaramente agredido por Pepe.
(Luis Tavares é um fiscal de linha adepto do FCPorto que costuma ir para o café na terra onde vive, Portalegre, com a camisola do seu clube vestida).

 O BENFICA-PORTO por Cruz dos Santos

Arbitrado por Olegário Benquerença. 
Ficaram por assinalar 3 grandes penalidades, um puxão de braço de Seitaridis a Karadas (quando este rematava) uma placagem e derrube do mesmo Karadas (por Pepe) num pontapé de canto e um discreto corte de lance com um braço de Ricardo Costa, gorando infiltração de Giovanni. (…) O segundo foi mais um para o enorme grupo dos que os árbitros entendem não dever punir, vá lá saber-se porquê.
Quanto ao 4º caso estou convicto de que Vitor Baia afastou a bola com ela já bem dentro da baliza, mas é evidente que Olegário Benquerença não podia ter opinião, porque estava longe. E o seu auxiliar Luis Tavares (um adepto portista fanático de Portalegre que costuma ir para o café com a camisola do seu clube vestida), tambem é internacional desde o início do ano, situava-se em posição correcta, no enfiamento do penúltimo jogador portista.

Apesar de líder da Liga anda o Benfica com azar. E isto não invalida duas realidades do último fim de semana: nas Antas, o 2º golo portista foi precedido de fora-de- jogo; na Luz, golo igualmente irregular do Nacional, porque o livre punia jogo perigoso, era indirecto e a bola entrou na baliza de Moreira sem que, outro jogador de qualquer das equipa lhe tocasse. Falhou o árbitro Mário Mendes e também um dos auxiliares.

  Jorge Araújo do basquetebol
 
Para os que não sabem o Jorge Araújo nunca treinou o Benfica no basquetebol, treinou isso sim durante muitos e muitos anos o basquetebol do Futebol Corrupção do Porto que durante anos e anos andou a ver navios perante uma das 'melhores equipas de sempre' de desportivos colectivos em Portugal. Esteve quase 20 anos sem ser Campeão Nacional.
 
E sabem porque é que Jorge Araújo nunca foi despedido do Futebol Corrupção do Porto apesar de ter estado tantos anos sem ser Campeão Nacional? É que nos idos anos 80 e 90 o Jorge Araújo era um Alto Quadro do Partido Comunista Português (isso não é defeito nenhum). O que verdadeiramente está em causa é que como Jorge Araújo era um Alto Quadro do PCP na altura o Pinto da Costa aproveitava-se dele e dos seus conhecimentos, sabem para quê? Era através do Jorge Araújo que o Pinto da Costa chegava aos árbitros comunistas do futebol naquela altura, e naqueles anos haviam muitos árbitros do PCP.
 
Jorge Araújo fazia de Pombo Correio e claro o Pinto da Costa adorava isso estando-se nas tintas se o Jorge Araújo perdia no basquetebol ano após ano, pois o Jójó dava-lhe imenso jeito para as vitórias no futebol. É isto que Miguel Sousa Tavares devia saber. Jorge Araújo não deu a ganhar muitos títulos nacionais ao Benfica no basquetebol, deu a ganhar isso sim muitos títulos no futebol do Futebol Corrupção do Porto por fora nos bastidores como reza a história do Futebol Corrupção do Porto e a sua mística corruptora.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

(Chulo e Traficante) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (13)

Reinaldo Teles Administrador, Chulo e Traficante de Carne Humana
 Reinaldo Teles 
nasceu pobre e foi trabalhar para a tasca do tio. Esteve sempre ligado a casas de alterne. Usou a violência e a corrupção para vencer na vida. Hoje, é acusado de crimes de burla e alvo de penhoras (por dívidas de jogo).Tudo sobre este campeão de boxe que... negociou a vitória e conseguiu um falso KO.


Reinaldo Teles é uma das figuras mais discretas da Direcção do FC Porto. Rara é a entrevista concedida, raras são as declarações à Imprensa. Sempre que fala diz o básico, para não falar de mais. Parece ter medo das palavras.
Estranho, porque Reinaldo não é homem de medos. Caso contrário não teria sido empresário da noite, chulo, segurança, chefe de capangas e... campeão de boxe. É o braço direito de Pinto da Costa, ou o homem-sombra, que tenta escapar ao mediatismo.


Mas Reinaldo não consegue escapar ao mediatismo. As penhoras por dívidas de 300 mil euros ao Casino de Espinho e as acusações de fraude ao Fisco colocam o seu nome, repetidas vezes, nas capas dos jornais. As prostitutas escondidas numa arca de uma boîte, há dias, são o mais recente episódio mediático de Reinaldo.


A chegada de Reinaldo ao FC Porto dá-se na liderança de Américo de Sá, que encontrou neste campeão de boxe o perfil ideal para segurar as sempre agitadas assembleias do clube. Reinaldo era treinador de boxe e juntou os seus rapazes para impor a lei do mais forte, nessas reuniões magnas.

Escreve Marinho Neves, no livro ‘Golpe de Estádio’, que, “nessa altura, Pinto da Costa temia-o, porque não era um brigão vulgar e muito menos um marginal estúpido e incompetente”. Reinaldo Teles, “dava as ordens para descascar à fartazana e depois surgia como o apaziguador, o bom rapaz que nada tinha a ver com toda aquela violência”.


Sempre esteve perto da luta entre homens da noite, de prostitutas e marginais, quando serviu numa tasca de um tio. Assistiu a cenas de pancadaria e associou essas imagens ao seu instinto violento. Queria ser tão mau como os vilões, tratar as mulheres com o poder da força, como se estivesse na arena de combate.

“Deu uma tareia a um chulo por causa de uma das suas prostitutas, com quem perdeu a virgindade. Os dois estavam apaixonados. A prostituta gostava do miúdo, mas para ficar com ele tinha de pensar numa forma de o proteger”, escreve Marinho Neves.

Reinaldo estava cercado e precisava de ganhar poder para se defender e ser mais forte que os fortes – um pouco à semelhança do que aconteceu com o FC Porto. Conheceu um treinador de boxe do Porto e começou a treinar...

“A partir daí, quando as coisas aqueciam na tasca do seu tio, Teles fazia uns treinos-extra, passando a ser conhecido e respeitado. Depois de fechar a tasca, aproveitava a boleia de um amigo e ia ter com a sua amada prostituta, que atacava em Santos Pousada”, conta Neves.

O boxe retirou Reinaldo Teles da tasca. Dedicou-se a esta ‘arte’ e somou o título de campeão. Estava a um pequeno passo dos bares de alterne, onde viria a ser segurança e proprietário. No meio de prostitutas, viria a casar-se com uma delas.


 
O primeiro acto de corrupção, segundo conta Marinho Neves, foi praticado na final que lhe viria a dar o título de campeão de boxe.Teles queria ganhar para impor respeito num mundo sem lei: as casas de alterne.

“O seu adversário era poderoso. Teles, sempre inclinado para negócios marginais, colocou em prática um plano diabólico. Ele sabia que no boxe profissional a corrupção era prática
 constante. Contactou o adversário, negociou a vitória no terceiro "round" e um KO mal disfarçado deu-lhe a oportunidade de saltar no ringue elevando as luvas em sinal de vitória”.

A lei e o fair-play nunca fizeram escola no portfólio de valores do actual vice-presidente do FC Porto. A violência, a prostituição, a corrupção, o conflito e hábitos deploráveis constam do seu subconsciente.


 
Viciado em jogo, enfrentando várias tentativas de cura, Reinaldo chegou a acumular uma dívida de 300 mil euros ao Casino de Espinho, o que lhe custou uma acção em tribunal. Este caso originou uma penhora.

“A dívida de Reinaldo Teles à Solverde, empresa concessionária do Casino de Espinho, é de 297700 euros mais juros de mora. O assunto é melindroso nos meios portistas. Contactada pelo DN, a SAD do Futebol Clube do Porto, através de um assessor, disse ‘não ter comentários a fazer para já’, mas admitiu ‘reagir mais tarde’”, escreveu o DN.

Também o Jornal de Notícias deu destaque a outra faceta do dirigente portista: o homem envolvido em fraude fiscal. “Reinaldo Teles foi acusado pelo Ministério Público por dois crimes de fraude fiscal, na qualidade de proprietário de uma construtora da Maia. Acusado foi também António Araújo, empresário de jogadores envolvido no caso Apito Dourado”.


 
Há dias, esteve envolvido numa rusga à casa de alterne Taverna do Infante. A PSP encontrou nove brasileiras escondidas “em locais tão estranhos como uma arca congeladora”, escreve o 24 Horas online. “Estavam todas em situação ilegal no País e cinco foram detidas.

“A operação da PSP e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) visitou de surpresa duas boîtes, mas foi na famosa Taverna do Infante, na Ribeira do Porto, que encontrou maior resistência. O dirigente portista estava presente e terá mesmo assumido uma postura de responsável pela casa”, acrescenta.

E este é um curto filme da vida de Reinaldo. Um homem que nasceu sem nada e que enriqueceu com processos obscuros, no mundo da noite. Este é o homem em quem Pinto da Costa confia..."



Já muito antes de rebentar o Apito Dourado se ouvia falar de orgias de prostitutas com árbitros. Até na segunda divisão isso acontecia, e quem conheça pessoalmente alguém ligado à arbitragem facilmente perceberá do que estou a falar. Marinho Neves também já havia falado dessa realidade, muitos anos antes de António Araújo entrar no mundo do futebol, e de se ouvir falar em Apito Dourado.
 
O envolvimento com prostitutas é uma forma de pressão extremamente eficaz. Se por um lado premeia e vicia, por outro permite sempre chantagear, mantendo nas mãos, quais marionetas, quem por uma vez cai nessa rede, nomeadamente através de câmaras de filmar ocultas. Estando muitas das casas de alterne da zona do grande Porto ligadas a Reinaldo Teles, é fácil perceber a potencialidade deste esquema.
 
 FRUTA PARA DORMIR
 
No dia 19 de Maio de 2004, o inspector António Gomes,acompanhado pelos inspectores Jorge Melo, Casimiro Simões e Nuno Pinto, e pela inspectora estagiária Sandra Rodrigues, deslocou-se à Residencial Cativo, sita na Rua do Cativo, Porto, para obterem informações junto das cidadãs Brasileiras Cláudia Cristiane e Maria Fabiana, de forma a confirmar os encontros de cariz sexual cujas suspeitas haviam sido levantadas pelas conversações escutadas.
 
É preciso ainda acrescentar, entretanto que, considerados pelos investigadores como suspeitos de "corrupção activa e corrupção desportiva", a lista de suspeitos a ser escutados pela Polícia Judiciária alargara-se a Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, António Araújo, empresário com fortes ligações a Pinto da Costa, e a Jacinto Paixão, árbitro de futebol.
 
A diligência dos inspectores citados conduziu-os a Coimbra onde residia uma outra cidadã Brasileira, conhecida das inicialmente interrogadas, e que poderia ter mais informações sobre os factos em apreço. Assim foi possível obter declarações de Hannah Danielle Matias do Nascimento, conhecida por Dane. Afirmou Dane que, numa determinada noite de Janeiro, na casa de banho de um quarto do Hotel Meridien, na cidade do Porto, tinha tido relações sexuais com um árbitro que lhe disse que havia acabado de dirigir um jogo do FC Porto. Esse  encontro de cariz sexual, afirmou Dane, foi combinado e pago pelo seu amigo António Araújo. O valor pago, segundo Dane, foi de 130 Euros. Disse ainda Dane aos inspectores da Polícia Judiciária que nessa mesma noite, no mesmo local, tinham ocorrido mais dois encontros de carácter sexual entre duas colegas suas, de nome Gabi e Patrícia, e dois homens indicados por António Araújo.
 
A cidadã Brasileira de nome Claúdia contactou então a referida Patrícia que se prontificou a encontrar-se mais tarde, já no Porto, com os inspectores, o que veio a acontecer. Patrícia identificou-se como Celina Santos Fonseca, igualmente cidadã Brasileira, sendo Patrícia o seu nome profissional. Confirmou Patrícia as declarações de Dane, acrescentando que mantivera relações sexuais com um árbitro de nome Paixão e que o encontro entre ambos tinha igualmente sido promovido e pago por António Araújo.
  
Perante a exibição que lhe foi feita de diversas fotografias de árbitros e árbitros assistentes Portugueses no activo, Dane viria a reconhecer o árbitro assistente Manuel Quadrado como o amigo de António Araújo com o qual manteve relações sexuais.
  
Cláudia Cristiana de Oliveira Gomes viria a prestar declarações nas quais confirmou ter conhecido António Araújo em Maceió, Brasil, tendo-lhe este sido apresentado por João Feijó, conhecido naquela cidade por ser presidente do clube Corinthians Alagoano.
  
Por sua vez, Celina Santos Fonseca, conhecida por Patrícia no seu meio profissional, seria interrogada no dia 19 de Maio de 2004 e, perante a exibição das fotografias, reconheceu o árbitro Jacinto Paixão como o homem que com ela mantivera relações sexiais no Hotel Meridien.
  
Durante o mês de Agosto foi possível aos investigadores interrogarem mais uma cidadã Brasileira, de seu nome Emanuelle Almeida de Lima, conhecida profissionalmente por Gabi. Declarou Gabi que estivera com as suas colegas Dane e Patrícia no Hotel Meridien sob solicitação de António Araújo para prestar serviços sexuais a amigos deste. Diz Gabi que recebeu de António Araújo 150 Euros pelo serviço dessa noite, e mais 200 Euros em contrapartida de um serviço anterior com um elemento do FC Porto.
 
Todas estas cidadãs Brasileiras reconhecem ser habituais frequentadoras do bar Golden, sito na Rua Fernão de Magalhães, Porto, bem como noutros bares da cidade do Porto, como o Granada ou o Tamariz, actuando como "alternadeiras".
 
O Reinado Teles passou as casas de alterne para o nome de um tipo que ainda não sabemos o nome, porque dá muito nas vistas visto que o “Granada”, “Calor da Noite”, “Diamante Negro”, entre outros, que eram os mais frequentados na altura, eram onde se faziam algumas das transações da droga.
O próprio Reinaldo Teles foi apanhado em frente à Alfândega do Porto, num Mercedes cheio de droga, mas muito agente “comeu” à custa disso e nunca se soube de nada, até um jornalista do Público ter uma “prenda” do Reinaldo Teles quando descobriu a história.
Em relação à Olivedesportos, quando o Benfica quebrou o contracto, depois do Vale e Azevedo se tornar presidente, Guilherme Aguiar,  Pinto da Costa, Manuel Tavares (editor do jornal O Jogo), Ronaldo Oliveira (filho do Oliveira) António Oliveira (ex-treinador do Porto) e mais uns tipos reuniram~se na sala de reuniões do jornal “O Jogo” para tomar medidas no “sistema” para o Benfica sofrer represálias intimidatórias, tanto a nível da imprensa como a nível federativo, Liga incluida. Obviamente que esta reunião aconteceu “off the record”. As merdas mais banais eram as notícias fabricadas ou as inflamadas. Porque segundo um Jorge qualquer coisa, responsável financeiro pelo jornal O Jogo, “o Benfica é que vende”.  Mandaram um sócio do Porto pagar a um cunhado para este dizer que o jornal Record o tinha subornado para dizer mal do FCP. Este caso passou em 3 canais de TV.
Imobiliária da Fruta
 
A imobiliária de Cedofeita, de que Pinto da Costa é sócio maioritário e que foi alvo de buscas na semana passada, terá sido usada para a compra e venda de imóveis que alojavam prostitutas que se encontravam temporariamente no nosso país.
A denúncia de Carolina Salgado, feita em meados do ano passado, foi considerada credível pela equipa de investigadores liderada por Maria José Morgado que agora analiza à lupa a documentação apreendida na referia empresa.
 
Os contratos feitos nos úlltimos e as negociações envolvendo a Imobiliária foram apreendidos e os investigadores enviaram-nos para os peritos financeiros. O objectivo é verificar se eram negócios reais e qual o destino das vendas e arendamento dos imóveis.
Além das suspeitas de branqueamento, a PJ investiga um possível crime de lenocínio, onde poderão estar envolvidos os restantes sócios da empresa – Adelino Caldeia, Reinaldo Teles e o irmão Joaquim Pinheiro.
 
Corrupção no SEC… para o FCPorto (naturalmente)
 
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) detectou um esquema de legalizações fraudulentas de alguns futebolistas e andebolistas do FCPorto. O esquema foi detectado na sequência das escutas telefónicas a diversos funcionários do SEF, suspeitos por envolvimento numa alegada organização criminosa que se dedicaria a permitir a entrada em Portugal de emigrantes oriundos de África e da Ásia, como Argélia, Marrocos, Paquistão e Bangladesh. Como não podia deixar de ser, o esquema de legalizações fraudulentas trouxe como denominador suspeitas em relação a alguns futebolistas e andebolistas do FC Porto.


 
Tal conduziu a buscas nas instalações daquelas modalidades – mas muito mais discretamente do que as que se sucederam no Rio Ave (terá sido por não ser um clube do Sistema?) - e confirmou-se inclusivé os indícios de crimes de corrupção e auxílio à emigração ilegal. Os indícios diga-se haviam surgido durante o processo principal, em que eram suspeitos – pelos crimes de associação criminosa para tráfico de influência, burla, extorsão e falsificação de documentos – a advogada de Barcelos, Elisabete Chaves, fundadora do movimento pela ‘Nova Democracia’.


 
Foi então detido o inspector Jaime Oliveira bem como um administrativo do SEF da Delegação Regional do Norte, segundo o DIAP, José Alberto Campanhã, em vez de dinheiro obtia favores sexuais de candidatas para a legalização. Segundo as fontes admitiram ao CM, a «melhor maneira de vender facilidades é criar muitas e muitas dificuldades», e nesse aspecto José Campanhã foi devoto, levando então jovens brasileiras ao desespero.


 
A Operação ‘Icaro’ paria um rato – onde é que já vimos isto? - Elisabete Chaves, Jaime Oliveira e José Alberto Campanhã por aí andam a pavonear-se. Na totalidade existiam cinco funcionários do SEF suspeitos, quatro do Porto e outro do Algarve, numa lista de 15 arguidos, que incluiu um advogado do Porto, os pais da advogada de Barcelos e um inspector do Trabalho que tinha a incumbência de aceitar uma série de falsos contratos de trabalho manuscritos por diversos empresários ligados à restauração e serviços.

Já depois de ser levantada a promessa que os falsos casamentos com que a rede de emigrantes legalizava a permanência em Portugal dos futebolistas e dos andebolistas deveriam ser anulados por iniciativa do Ministério Público, tudo viria a desvanecer-se. O FC Porto emitiria então um comunicado acerca das notícias por alegado envolvimento nos crimes de falsificação de documentos a alguns dos seus futebolistas, considerando que ”mentem descaradamente!” (a tal linguagem a que já nos habituámos!)
 
O Tribunal de Instrução Crominal do Porto decidiu retirar 406 ilícitos à acusação do MP contra um advogada alegadamente envolvida numa rede de corrupção e imigração ilegal de que faziam parte vários inspectores do SEF. À causídica eram imputados um total de 658 crimes, entre os quais falsificação de documento, corrupção, auxílio à permanência ilegal, burla, lenocínio, descaminho e extorsão.
Do processo principal resultou um inquérito autónomo relacionado com supostos ilícitos na legalização de futebolistas do FCPorto. Entre os atletas e respectivos familiares ainda em investigação, estão Ibson, Lisandro Lopez, Lucho Gonzalez, Bruno Morais e Anderson, este último devido a um emprego atribuido à mãe num restaurante. Dois dos inspectores do SEF acusados estão neste momento a trabalhar no aeroporto Sá Carneiro no Porto. Estavam indiciados por mais de 180 crimes, mas a juiza de instrução fixou os alegados crimes a serem apreciados no julgamento em 131 para a inspectora e 59 para o inspector.

Testemunho
É que desde o caso dos Quinhentinhos o Reinaldo Teles deixou de tratar dos “assuntos” por telemóvel. Curioso é saber, ou talvez não, porque um certo procurador o passou de arguido a testemunha de acusação, e em que ninguém foi preso.
 
Perguntem a Reinaldo Teles o que respondeu ao inspector da PJ quando este no decorrer da investigação no caso Guímaro, lhe perguntou de que “quinhentinhos” estava a falar na conversa gravada com o árbitro de Coimbra. Eu digo-vos e está no processo: “Não me lembro”.

 
Há quem afirme a pés juntos que parte do dinheiro da venda de Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira foi para pagar dívidas pessoais de Reinaldo Teles no casino de Espinho.
  
No CALOR DA NOITE
Quanto ao clube da moda, levado em ombros pela imprensa avençada, juízes e políticos corruptos, alguns deles talvez forçados a sê-lo, depois de serem fotografados ou filmados de calças na mão nalgum "calor da noite", e toda uma organização com tentáculos que já chegaram ao país dos relógios (de ouro), depende exclusivamente de uma "careca de um velho rico e putanheiro", mas que um dia se vai apagar e, convençam-se disto, por muito que os sucessores se estiquem, nunca a fotocópia será igual ao original. Não conheço nenhuma ditadura que tenha sobrevivido muito tempo à morte do ditador.
Aí sim, ir-se-á reescrever a história de um clube corrupto, que até a data da fundação inventou!”
 As Provas
 
Reinaldo Teles esteve envolvido em lavagem de dinheiro e António Oliveira na compra de árbitros. Fernando Marques presidente do CA da AFPorto e Castanheira Gonçalves presidente do Desportivo de Chaves declararam à PJ (inquérito nº 4781/93.8, na 9ª Secção do DIAP) no processo que o “Independente” consultou com autorização do Delegado do Procurador da República, conhecido por “processo Guímaro”. Basta ver em I Volume, folhas 55-57. Apesar de negaram ao “Independente” por “receio de represálias”, os seus depoimentos estão lá.
 
Fernando Marques, presidente da CA da AFPorto, afirma que “tem conhecimento que Reinaldo Teles várias vezes troca dinheiro em Casinos com o objectivo de lavar dinheiro”.  Práctica de branqueamento de capitais, crime punido com 4-12 anos de prisão.
 
Antes do encontro Benfica-Porto (época 93/94) terá trocado no Casino Estoril a quantia de 5000 contos (25.000€) por 3 cheques. Isto ficou comprovado pelas fotocópias em jornais em relação a declarações de 3 árbitros e 2 dirigentes, um dos quais Fernando Marques. Este confirmou também que “José Guímaro e Marques da Silva são árbitros corruptos”.
 
Quanto a Castanheira Gonçalves confirmou que a Taverna do Infante e o restaurante Antunes, na rua da Alfândega, como “locais onde se realizam reuniões para comprar árbitros e fabricar resultados”. Refere ainda o nome de Antóno Oliveira (treinador do Braga em 92-94) como sendo um dos envolvidos no “negócio” da arbitragem e habitual frequentador daqueles locais.
 
A Taverna do Infante é uma discoteca propriedade de Teles&Pinheiro Lda., constituida em Agosto de 1983 por Reinaldo Teles e Maria de Lurdes Pinheiro. O restaurante Antunes é propriedade de Cerqueira&Rodrigues Lda, cunhado e irmã de Reinaldo Teles.
(Tudo em “famiglia” portanto).
 
Em conversas interceptadas pela PJ no mesmo inquérito, ouve-se Reinaldo Teles a interceder junto de membros do CA para ajudar um árbitro amigo. Pelo meio surgem António Garrido, Adriano Pinto e Jorge Gomes assessor do departamento de futebol do Porto.
 
Ouve-se também Marques da Silva a pedir ajuda a Reinaldo Teles e Antonio Garrido preocupado com a sua despromoção à 2ª categoria.  Quando Marques da Silva pergunta desesperado se já falou com o “engenheiro” (Raul Rocha, vice-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF) Reinaldo responde que Garrido já tinha falado. Reinaldo diz mais que vai estar com o Joaquim Oliveira nesse fim de semana  e que este “já deu cabo da cabeça do Engenheiro”. E diz mais, “ O Raul Rocha tem estado porreiro connosco, eu depois explico”.
 
No mesmo inquériro, refere-se que Laureano Gonçalves presidente do Conselho de Arbitragem, “corrompe árbitros de futebol, pagou ao árbitros dos jogos Porto-Chaves e Chaves-Porto para eles marcarem “penalty contra o Chaves por 2 vezes”. José Guímaro apitou o Porto-Chaves (6/12/92) e Marques da Silva o Chaves-Porto em 16/05/93.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

(Juízes Corruptos) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (12)

OS JUIZES
Juiz Cruz Pereira e os Árbitros
 A denúncia quase diária de casos de corrupção e de pressões sobre os árbitros fez com que os acusados não demoraram a fazer ameaças de processos cíveis e criminais contra os denunciantes.
 
A PJ já entrou em campo e tanto João Mesquita, Carlos Calheiros e Fernando Barata já foram ouvidos. O FCP pela voz do seu presidente diz que vai fazer chegar à PJ o inquérito interno que explica como as facturas foram pagas à Cosmos. Poupam, dizem eles, trabalho à PJ, embora achemos que os resultados seriam com certeza outros se fosse a PJ a fazer a investigação.
 
Temos a denúncia de conversas entre o Juiz Cruz Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem da Liga, e Carlos Calheiros (CC).
 
Amadeu Matos, ex-árbitro e ex-delegado técnico, de Viana de Castelo, amigo de CC, passou a viajar amiúde com ele após “arrumar as botas”. Estava no carro de CC e com os irmãos quando o telefone tocou. Era o Juiz Cruz Pereira que disse, “O sr. Pinto da Costa está muito zangado… Você devia ter “fechado os olhos” e ter validado o golo… Você prejudicou-se”. E continuou com outras conversas mas sempre a repisar no mesmo.
 
Era sobre um lance, no jogo do FCP contra o Belenenses, em que um portista havia carregado violentamente Ivkovic e CC assinalou a falta mas, depois de o apito soar, um jogador portista continuou e atirou a bola para a baliza. Noutro lance voltou a estar bem quando Tulipa do Belenenses introduziu a bola com a mão e anulou bem o golo. O Porto empatou 1-1 e ainda tinha de ir jogar a Alvalade e à Luz.
 
Mas Amadeu Matos continua, “Curioso é que 15 dias antes do referido jogo CC já sabia que ia arbitrar o Belenenses-FCPorto e não tinha delegado a observá-lo”. “Não vais ter delegado técnico. Podes trabalhar à vontade”, disseram-lhe.
 
Eu tinha a sensação que ele sabia das nomeações 15 dias antes pois ele combinava sempre comigo as viagens. E avisava-me com bastante antecedência. Juntando tudo isto com o telefonema ficamos com a certeza que o Juiz Cruz Pereira está a mando de alguém”.
 
Duas semanas depois estavamos a caminho de Guimarães para a Taça, para o Guimarães-Belenenses, quando o Juiz Cruz Pereira telefona ao CC dizendo-lhe que as pessoas do FCPorto estão muito zangadas com ele e que não tinha nada que anular o golo. E outras coisas. Logo se vê que ele não é tão sério como parece querer ser. E ninguém o pode negar pois eu estava sentado ao lado do Calheiros no carro e ouvi tudo.
 
A preocupação de Cruz Pereira, o homem que nomeia os árbitros semana após semana, era fazer chegar a Calheiros o recado de PC. Em vez de o defender, censura-o por não ter “fechado os olhos” a um lance irregular. Isto depois de todo o país ter ouvido na TV o Juiz Cruz Pereira ter dado uma dele próprio que não corresponde à verdade, afirmando que não pressionava nem se deixava pressionar por ninguém.
 
Curiosamente foi o mesmo Cruz Pereira que, semanas após este jogo, afastou CC da arbitragem. Calheiros estava em pré-campanha para a presidência do Conselho de Arbitragem da FPF, e o juiz alegou que tal medida se devia ao facto de CC ter afirmado que com ele a nomear árbitros as pressões sobre os mesmos iam acabar, pois conhecia quem exercia essas pressões.   
 
No entanto, Amadeu Matos diz que não foi bem assim, mas que após esse jogo do Restelo Carlos Calheiros foi claramente marginalizado por ter anulado o golo ao FCPorto. Tenho a certeza que se tivesse validado aquele golo era hoje o Presidente do Conselho de Arbitragem da FPF”. O declíno de CC começou precisamente a partir desse jogo. Cruz Pereira arrumou-o e a partir daí foi claramente marginalizado. E o telefonema está registado na Telecel pelo que não pode ser desmentido”.
 
E Amadeu Matos continua. “Tudo o que eu disse é verdade. Considero que PC embora bom para o FCPorto faz muito mal ao futebol português. Sei me muitas histórias de corrupção mas só falarei quando estiver documentado e não puder ser desmentido. Tenho factos, mas não tenho provas”.
 
“Carlos Calheiros pertencia a uma série de árbitros que são amigos do FCPorto. PC não tem conversas directas com estes pois todas as conversas com os árbitros são feitas por interpostas pessoas ligadas ao clube”.
 
“Quanto à definião de “amigos”, basta ir aos jogos nas Antas, especialmente os internacionais, e ver quantos árbitros se sentam nos camarotes. A entrada para esses sítios é bastante restrita e se os aceitam é por alguma razão. É só ir aos VIPS.”
 
“Sei de um árbitro que tinha pretensões de chegar a internacional. Disseram-lhe claramente que se quisesse concretizar os seus objectivos tinha de “estar com o FCPorto”. Alguns árbitros querem subir e cedem a determinadas pressões”.
 
“Os dirigentes não estão a servir a arbitragem mas sim os clubes. Ainda há pouco soube de árbitros que foram eles próprios a escolher os delegados técnicos que pretendiam. Isto é fazer dos delegados corruptos”.
 
“Durante a presidência de Lourenço Pinto aconteceu um episódio. Houve uma reportagem na Bola que acusava os delegados de venderem árbitros aos clubes. Eu fui um dos que exigiu um inquériro para apurar quem eram essas pessoas. Mas Lourenço Pinto não achou oportuno fazer essa indagação”. Manifestei-me publicamente e afastei-me da arbitragem.
 
“Estava um dia num camarote das Antas como delegado-técnico a um jogo e aproximou-se mim um dirigente da arbitragem que exigiu que eu desse nota máxima ao árbitro, considerando-a indispensável. No dia seguinte enviei o relatório e retirei-me definitivamente da arbitragem”.
 
Madaíl esquece-se que faz parte de um triunvirato das associações que dominaram o futebol português no tempo do Adriano Pinto e dos chitos. Dá gozo vê-lo armado em moralista. O resultado é o estado em que as coisas estão”.
 
Juiz Lúcio Barbosa, O Corrupto Presidente do Supremo
O juiz “Dragão d´Ouro” que foi apanhado numa escuta a pedir 2 bilhetes para ele e para o filho para um jogo internacional do seu clube. Como “pagamento pelos bons serviços”.
No jantar de Natal dos colaboradores da Liga de clubes, Valentim Loureiro teve uma intervenção que deixou o juiz-conselheiro Lúcio Barbosa (Dragão d´Ouro) novo presidente do Tribunal Administrativo (STA) e ex-vice-presidente do FCPorto e antigo membro dos órgãos jurisdicionais da FPF. Sobre o Apito Dourado disse em discuros “estar confiante na vitória da justiça, agora que Lúcio Barbosa preside ao Supremo Tribunal Administrativo”.
 
*O Boavista foi despromovido porque o seu presidente João Loureiro e o seu pai Valentim Loureiro coagiram árbitros. A CD da Liga não tinha alternativa para julgar estes actos. Foi um fato feito à medida, porque os regulamentos foram feitos e aprovados precisamente pelos que mais crimes cometeram, Pinto da Costa, Valentim Loureiro, João Loureiro e Bartolomeu, os dirigentes que estiveram sempre na frente nas AGs que aprovaram os regulamentos.
 
A única novidade reside no facto de todos eles terem informação privilegiada sobre o processo desde Outubro de 2007, sabiam quais as sanções que iriam sofrer. A partir daí foi “arrumar a casa” de forma a sofrerem o menor prejuízo.
 
Todos foram condenados menos Valentim Loureiro. A mesma entidade que condenou um clube com pena máxima não foi capaz de condenar o seu presidente. Mas os regulamenteos são assim mesmo e só o CJ da FPF tem poder para julgar Valentim e a Liga vai ter de viver com um presidente da sua AG acusado de coagir árbitros.
 
Juizes Professores Costa Andrade e Damião Cunha, deram pareceres pagos a peso de ouro aos Dragões.
O juiz jubilado Dionisio Correia, que virou o bico ao prego à última hora, terá sido aliciado, fosse por palavras "amigas" por parte do seu vizinho Costa Andrade, fosse por outras "razões". 




  
Não é preciso ser muito inteligente para ver e perceber a teia de contactos existente entre estes senhores, alguns deles vizinhos, todos eles amigos, conhecidos e defensores de uma das partes.


 
O Juiz Dionisio Alves Correia (“O vira o bico ao prego”)
 
O membro do Conselho de Justiça (CJ) da FPF responsável pelo acórdão que ditou redução dos castigos a Hulk (de quatro meses para três jogos) e Sapunaru (de seis meses para quatro jogos), Dionísio Alves Correia, confidenciou em Coimbra, a pessoas ligadas ao futebol, que iria confirmar na íntegra a decisão da Comissão Disciplinar (CD) da Liga.
 
Segundo soube o CM, o também vice-presidente do CJ afirmou que não havia qualquer hipótese de entender os stewards fora da categoria dos "intervenientes no jogo com acesso ao recinto desportivo" – designação utilizada pelo Regulamento Disciplinar da Liga – e, portanto, a tese de que poderiam ser equiparados a espectadores – apresentada pelo FC Porto no recurso – não era compreensível.
Nessas conversas, Dionísio Alves Correia (conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça), que reside em Coimbra, declarou--se ainda impressionado com a fundamentação jurídica do acórdão da CD e entendia que a jurisprudência do CJ – que já definira que bombeiros e maqueiros em funções em jogos também eram "agentes desportivos" agredidos – era certa e tinha de ser seguida neste caso. Já estava inclusivamente a fazer o acórdão que iria rejeitar todas as pretensões do FC Porto.
Contudo, na reunião do CJ de 24 de Março, apresentou um acórdão em que equiparou os stewards a espectadores (!!!), pelo que as punições a Hulk e Sapunaru tinham de ser em jogos e não em período de tempo, para espanto de alguns colegas, que sabiam o que pensava Dionísio Alves Correia e estavam de acordo com ele, casos de Alexandra Pessanha (docente universitária), Maria Dulce Ferreira (procuradora da República jubilada) e Sarmento Botelho (desembargador jubilado e também residente em Coimbra). E estranharam a adopção, sem mais, da tese do FC Porto – tanto mais que, de acordo com o que ficou escrito na versão final do acórdão, o steward ser espectador "não é muito líquido nem satisfatório".
De acordo com as fontes contactadas, Alexandra Pessanha, Maria Dulce Ferreira e Sarmento Botelho também ficaram incomodados com o facto de o líder do CJ ter escrito no acórdão que os directores de segurança dos clubes – que coordenam a actuação dos stewards nos estádios – eram "agentes desportivos" porque tinham responsabilidades em relação ao recinto desportivo.
Apesar de Alexandra Pessanha, Maria Dulce Ferreira e Sarmento Botelho estarem contra a equiparação dos stewards a espectadores, votaram a favor do acórdão. O CM sabe que tal se deve a um pacto que existe no CJ: todas as decisões importantes têm de ter o apoio de todos os conselheiros. 
Acórdão para a Liga e FC Porto
Após ter sido tomada a decisão que diminuiu os castigos de Hulk e Sapunaru, o acórdão do CJ foi enviado por fax à Liga e ao FC Porto, o que não é habitual. As outras decisões, em especial a que confirmou o castigo do bracarense Vandinho (três meses por agressão ao treinador adjunto do Benfica Raul José), foram por correio e chegaram à Liga na passada sexta-feira.
O FC Porto perdeu a Taça da Liga no domingo (derrota por 3-0 diante do Benfica) e tinha jogo da Taça de Portugal em Vila do Conde na quarta-feira, dia em que foi enviado por fax o acórdão. O CM soube ainda que depois de saber que era o relator do caso Hulk e Sapunaru, Dionísio Alves Correia pediu logo à Federação Portuguesa de Futebol, através da secretária Estrela Tomás, que pedisse à Liga para enviar o acórdão da Comissão Disciplinar (CD) em ficheiro Word, mesmo antes de a Liga enviar a contestação ao recurso dos jogadores. A contestação da CD chegou à FPF em 10 de Março.
Juiz António Sousa Lamas
António Sousa Lamas, membro do CJ, é conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. Vive em Aveiro mas é visto frequentemente na tribuna presidencial do Dragão, com cachecol do FC Porto.
Juizes Sousa Dinis e Costa Andrade
O Juiz Joaquim Sousa Dinis, presidente do CJ, é vizinho em Coimbra de Costa Andrade, na rua Machado de Castro, e tem relações próximas com o professor da Faculdade de Direito.
O Juiz Dionísio (“Vira o Bico ao Prego”) Alves Correia, também vive em Coimbra e é amigo de Costa Andrade.
O juíz conselheiro Almeida Lopes, actualmente a presidir ao Tribunal Central Administrativo do Norte, é também presidente do Conselho de Disciplina da Associação de Futebol do Porto;

Costa Andrade decisivo
A posição de Dionísio Correia foi defendida pelo presidente do Conselho de Justiça, Joaquim Sousa Dinis, e por António Sousa Lamas, que se referiram a um artigo de opinião de Costa Andrade, penalista e professor da Faculdade de Direito de Coimbra. No dia 4 de Março de 2010, Costa Andrade escreveu no jornal ‘Público’ um artigo de opinião contra a decisão da Comissão Disciplinar da Liga, onde defendeu que os stewards não podiam ser intervenientes na realização do jogo. Costa Andrade já tinha dado pareceres jurídicos (“PAGOS”) sobre as escutas telefónicas a João Bartolomeu e a Pinto da Costa nos processos desportivos do ‘Apito Final’.
Nesse artigo, Costa Andrade descreveu-se como simpatizante do FC Porto; os que lhe são mais próximos reconhecem ainda que se dá bem com o departamento jurídico dos dragões.
Quem é o juiz desembargador António Mortágua ?
 
Carolina Salgado explica.
 
“Quando à noitinha estacionei o carro à porta de minha casa e a PJ me viu sair sózinha, vi nas caras deles toda a decepção que esse facto lhes dava. Tinham sido enganados.
 
Foi decidido em Tuy que o Jorge Nuno viria dormir a noite de 2 para 3 de Dezembro já em Portugal, para que não pudesse mais tarde vir a ser acusado de ter fugido para o estrangeiro, o que era o que tinha de facto acontecido. Faltava só encontrar um poiso seguro do lado de cá da fronteira, que não poderia ser nenhum hotel ou pausada, visto que reconhecido seria denunciada a sua presença à polícia ou à CS.
 
Lembraram-se então naquele aperto de telefonar ao juiz desembargador Mortágua que tem uma casa na zona de Cerveira para lá deixar pernoitar o Jorge Nuno, pedido que o juzi logo acedeu. Só que não se lembraram que o juiz, dadas as ligações ao futebol, também devia ter o telefone sob escuta porque a chamada foi apanhda pela PJ que soube logo onde ele estava.

“Apanhado” por esta distração e para não comprometer ainda mais o juiz Mortágua, ficou de comparecer no dia seguinte, 3 de Dezembro, no tribunal de Gondomar para prestar declarações.”
 
Juiz Amigo na UEFA
 
A poucas horas de o FCPorto entregar na UEFA a contestação à nota de culpa, que pretende o seu afastamento das competições europeias, o clube já prepara a defesa para a instância de recurso. É aí que pensa poder vencer. A defesa está a cargo de Adelino Caldeira e Gil Moreira dos Santos.  
 
A esperança reside agora no Comité de Apelo da UEFA onde encontrará o Juiz António Mortágua, ex-presidente do Conselho de Disciplina da UEFA e tido como próximo de Pinto da Costa e de outros arguidos no processo “Apito Dourado”.
Recorde-se que António Mortágua foi uma das testemunhas arroladas por Valentim Loureiro, tendo também o juiz sido um dos que contactou Ponto da Costa, e o acolheu em sua casa na zona de Cerveira, quando aquele se manteve foragido à justiça.
 
Existem também conversas transcritas do mesmo juiz com Pinto de Sousa, Pinto da Costa e Valentim Loureiro. Há ainda uma mensagem enviada para o telemóvel do então presidente do Boavista, no qual o juiz conselheiro se manifesta solidário com o major depois da sua prisão. “A amizade supera isso tudo”, terá dito o magistrado.
 
Ser Presidente do Supremo Tribunal (Juiz Lúcio Barbosa) 
dá um poder muito grande sobre os outros juizes.
 
No dia 7 de Abril de 2011, deslocou-se a este Tribunal Central Administrativo Sul o Exmo. Senhor Juiz Conselheiro Presidente do Supremo Tribunal Administrativo e do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, Doutor Lúcio Alberto Ascensão Barbosa (“Dragão de Ouro”), para dar posse ao eleito Presidente do Tribunal, Dr. José Gomes Correia.
À cerimónia estiveram presentes representantes dos Tribunais Superiores e de Tribunais Administrativos e Fiscais, além de outras individualidades, bem como os senhores Juízes Desembargadores, Magistrados do Ministério Público e funcionários que exercem funções no TCAS.


Testemunho
O Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais (CSTAF) é o órgão de gestão e disciplina dos juízes da jurisdição administrativa e fiscal.

As competências do Conselho encontram-se previstas no n.º 2 do art.º 74 do ETAF e são as seguintes:


a) Nomear, colocar, transferir, promover, exonerar e apreciar o mérito profissional dos juízes da jurisdição administrativa e fiscal e exercer a acção disciplinar relativamente a eles;

b) Apreciar, admitir, excluir e graduar os candidatos em concurso;

c) Conhecer das impugnações administrativas interpostas de decisões materialmente administrativas proferidas, em matéria disciplinar, pelos presidentes dos tribunais centrais administrativos, pelos presidentes dos tribunais administrativos de círculo e pelos presidentes dos tribunais tributários, bem como de outras que a lei preveja;

d) Ordenar averiguações, inquéritos, sindicâncias e inspecções aos serviços dos tribunais da jurisdição administrativa e fiscal;

e) Elaborar o plano anual de inspecções;

f) Elaborar as listas de antiguidade dos juízes;

g) Suspender ou reduzir a distribuição de processos aos juízes que sejam incumbidos de outros serviços de reconhecido interesse para a jurisdição administrativa e fiscal ou em outras situações que justifiquem a adopção dessas medidas;

h) Aprovar o seu regulamento interno, concursos e inspecções;

i) Emitir os cartões de identidade dos juízes, de modelo idêntico aos dos juízes dos tribunais judiciais;

j) Propor ao Ministro da Justiça providências legislativas com vista ao aperfeiçoamento e à maior eficiência da jurisdição administrativa e fiscal;

l) Emitir parecer sobre as iniciativas legislativas que se relacionem com a jurisdição administrativa e fiscal;

m) Fixar anualmente, com o apoio do departamento do Ministério da Justiça com competência no domínio da auditoria e modernização, o número máximo de processos a distribuir a cada magistrado e o prazo máximo admissível para os respectivos actos processuais cujo prazo não esteja estabelecido na lei;

n) Gerir a bolsa de juízes;

o) Estabelecer os critérios que devem presidir à distribuição nos tribunais administrativos, no respeito pelo princípio do juiz natural;

p) etc.