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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

(Chulo e Traficante) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (13)

Reinaldo Teles Administrador, Chulo e Traficante de Carne Humana
 Reinaldo Teles 
nasceu pobre e foi trabalhar para a tasca do tio. Esteve sempre ligado a casas de alterne. Usou a violência e a corrupção para vencer na vida. Hoje, é acusado de crimes de burla e alvo de penhoras (por dívidas de jogo).Tudo sobre este campeão de boxe que... negociou a vitória e conseguiu um falso KO.


Reinaldo Teles é uma das figuras mais discretas da Direcção do FC Porto. Rara é a entrevista concedida, raras são as declarações à Imprensa. Sempre que fala diz o básico, para não falar de mais. Parece ter medo das palavras.
Estranho, porque Reinaldo não é homem de medos. Caso contrário não teria sido empresário da noite, chulo, segurança, chefe de capangas e... campeão de boxe. É o braço direito de Pinto da Costa, ou o homem-sombra, que tenta escapar ao mediatismo.


Mas Reinaldo não consegue escapar ao mediatismo. As penhoras por dívidas de 300 mil euros ao Casino de Espinho e as acusações de fraude ao Fisco colocam o seu nome, repetidas vezes, nas capas dos jornais. As prostitutas escondidas numa arca de uma boîte, há dias, são o mais recente episódio mediático de Reinaldo.


A chegada de Reinaldo ao FC Porto dá-se na liderança de Américo de Sá, que encontrou neste campeão de boxe o perfil ideal para segurar as sempre agitadas assembleias do clube. Reinaldo era treinador de boxe e juntou os seus rapazes para impor a lei do mais forte, nessas reuniões magnas.

Escreve Marinho Neves, no livro ‘Golpe de Estádio’, que, “nessa altura, Pinto da Costa temia-o, porque não era um brigão vulgar e muito menos um marginal estúpido e incompetente”. Reinaldo Teles, “dava as ordens para descascar à fartazana e depois surgia como o apaziguador, o bom rapaz que nada tinha a ver com toda aquela violência”.


Sempre esteve perto da luta entre homens da noite, de prostitutas e marginais, quando serviu numa tasca de um tio. Assistiu a cenas de pancadaria e associou essas imagens ao seu instinto violento. Queria ser tão mau como os vilões, tratar as mulheres com o poder da força, como se estivesse na arena de combate.

“Deu uma tareia a um chulo por causa de uma das suas prostitutas, com quem perdeu a virgindade. Os dois estavam apaixonados. A prostituta gostava do miúdo, mas para ficar com ele tinha de pensar numa forma de o proteger”, escreve Marinho Neves.

Reinaldo estava cercado e precisava de ganhar poder para se defender e ser mais forte que os fortes – um pouco à semelhança do que aconteceu com o FC Porto. Conheceu um treinador de boxe do Porto e começou a treinar...

“A partir daí, quando as coisas aqueciam na tasca do seu tio, Teles fazia uns treinos-extra, passando a ser conhecido e respeitado. Depois de fechar a tasca, aproveitava a boleia de um amigo e ia ter com a sua amada prostituta, que atacava em Santos Pousada”, conta Neves.

O boxe retirou Reinaldo Teles da tasca. Dedicou-se a esta ‘arte’ e somou o título de campeão. Estava a um pequeno passo dos bares de alterne, onde viria a ser segurança e proprietário. No meio de prostitutas, viria a casar-se com uma delas.


 
O primeiro acto de corrupção, segundo conta Marinho Neves, foi praticado na final que lhe viria a dar o título de campeão de boxe.Teles queria ganhar para impor respeito num mundo sem lei: as casas de alterne.

“O seu adversário era poderoso. Teles, sempre inclinado para negócios marginais, colocou em prática um plano diabólico. Ele sabia que no boxe profissional a corrupção era prática
 constante. Contactou o adversário, negociou a vitória no terceiro "round" e um KO mal disfarçado deu-lhe a oportunidade de saltar no ringue elevando as luvas em sinal de vitória”.

A lei e o fair-play nunca fizeram escola no portfólio de valores do actual vice-presidente do FC Porto. A violência, a prostituição, a corrupção, o conflito e hábitos deploráveis constam do seu subconsciente.


 
Viciado em jogo, enfrentando várias tentativas de cura, Reinaldo chegou a acumular uma dívida de 300 mil euros ao Casino de Espinho, o que lhe custou uma acção em tribunal. Este caso originou uma penhora.

“A dívida de Reinaldo Teles à Solverde, empresa concessionária do Casino de Espinho, é de 297700 euros mais juros de mora. O assunto é melindroso nos meios portistas. Contactada pelo DN, a SAD do Futebol Clube do Porto, através de um assessor, disse ‘não ter comentários a fazer para já’, mas admitiu ‘reagir mais tarde’”, escreveu o DN.

Também o Jornal de Notícias deu destaque a outra faceta do dirigente portista: o homem envolvido em fraude fiscal. “Reinaldo Teles foi acusado pelo Ministério Público por dois crimes de fraude fiscal, na qualidade de proprietário de uma construtora da Maia. Acusado foi também António Araújo, empresário de jogadores envolvido no caso Apito Dourado”.


 
Há dias, esteve envolvido numa rusga à casa de alterne Taverna do Infante. A PSP encontrou nove brasileiras escondidas “em locais tão estranhos como uma arca congeladora”, escreve o 24 Horas online. “Estavam todas em situação ilegal no País e cinco foram detidas.

“A operação da PSP e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) visitou de surpresa duas boîtes, mas foi na famosa Taverna do Infante, na Ribeira do Porto, que encontrou maior resistência. O dirigente portista estava presente e terá mesmo assumido uma postura de responsável pela casa”, acrescenta.

E este é um curto filme da vida de Reinaldo. Um homem que nasceu sem nada e que enriqueceu com processos obscuros, no mundo da noite. Este é o homem em quem Pinto da Costa confia..."



Já muito antes de rebentar o Apito Dourado se ouvia falar de orgias de prostitutas com árbitros. Até na segunda divisão isso acontecia, e quem conheça pessoalmente alguém ligado à arbitragem facilmente perceberá do que estou a falar. Marinho Neves também já havia falado dessa realidade, muitos anos antes de António Araújo entrar no mundo do futebol, e de se ouvir falar em Apito Dourado.
 
O envolvimento com prostitutas é uma forma de pressão extremamente eficaz. Se por um lado premeia e vicia, por outro permite sempre chantagear, mantendo nas mãos, quais marionetas, quem por uma vez cai nessa rede, nomeadamente através de câmaras de filmar ocultas. Estando muitas das casas de alterne da zona do grande Porto ligadas a Reinaldo Teles, é fácil perceber a potencialidade deste esquema.
 
 FRUTA PARA DORMIR
 
No dia 19 de Maio de 2004, o inspector António Gomes,acompanhado pelos inspectores Jorge Melo, Casimiro Simões e Nuno Pinto, e pela inspectora estagiária Sandra Rodrigues, deslocou-se à Residencial Cativo, sita na Rua do Cativo, Porto, para obterem informações junto das cidadãs Brasileiras Cláudia Cristiane e Maria Fabiana, de forma a confirmar os encontros de cariz sexual cujas suspeitas haviam sido levantadas pelas conversações escutadas.
 
É preciso ainda acrescentar, entretanto que, considerados pelos investigadores como suspeitos de "corrupção activa e corrupção desportiva", a lista de suspeitos a ser escutados pela Polícia Judiciária alargara-se a Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, António Araújo, empresário com fortes ligações a Pinto da Costa, e a Jacinto Paixão, árbitro de futebol.
 
A diligência dos inspectores citados conduziu-os a Coimbra onde residia uma outra cidadã Brasileira, conhecida das inicialmente interrogadas, e que poderia ter mais informações sobre os factos em apreço. Assim foi possível obter declarações de Hannah Danielle Matias do Nascimento, conhecida por Dane. Afirmou Dane que, numa determinada noite de Janeiro, na casa de banho de um quarto do Hotel Meridien, na cidade do Porto, tinha tido relações sexuais com um árbitro que lhe disse que havia acabado de dirigir um jogo do FC Porto. Esse  encontro de cariz sexual, afirmou Dane, foi combinado e pago pelo seu amigo António Araújo. O valor pago, segundo Dane, foi de 130 Euros. Disse ainda Dane aos inspectores da Polícia Judiciária que nessa mesma noite, no mesmo local, tinham ocorrido mais dois encontros de carácter sexual entre duas colegas suas, de nome Gabi e Patrícia, e dois homens indicados por António Araújo.
 
A cidadã Brasileira de nome Claúdia contactou então a referida Patrícia que se prontificou a encontrar-se mais tarde, já no Porto, com os inspectores, o que veio a acontecer. Patrícia identificou-se como Celina Santos Fonseca, igualmente cidadã Brasileira, sendo Patrícia o seu nome profissional. Confirmou Patrícia as declarações de Dane, acrescentando que mantivera relações sexuais com um árbitro de nome Paixão e que o encontro entre ambos tinha igualmente sido promovido e pago por António Araújo.
  
Perante a exibição que lhe foi feita de diversas fotografias de árbitros e árbitros assistentes Portugueses no activo, Dane viria a reconhecer o árbitro assistente Manuel Quadrado como o amigo de António Araújo com o qual manteve relações sexuais.
  
Cláudia Cristiana de Oliveira Gomes viria a prestar declarações nas quais confirmou ter conhecido António Araújo em Maceió, Brasil, tendo-lhe este sido apresentado por João Feijó, conhecido naquela cidade por ser presidente do clube Corinthians Alagoano.
  
Por sua vez, Celina Santos Fonseca, conhecida por Patrícia no seu meio profissional, seria interrogada no dia 19 de Maio de 2004 e, perante a exibição das fotografias, reconheceu o árbitro Jacinto Paixão como o homem que com ela mantivera relações sexiais no Hotel Meridien.
  
Durante o mês de Agosto foi possível aos investigadores interrogarem mais uma cidadã Brasileira, de seu nome Emanuelle Almeida de Lima, conhecida profissionalmente por Gabi. Declarou Gabi que estivera com as suas colegas Dane e Patrícia no Hotel Meridien sob solicitação de António Araújo para prestar serviços sexuais a amigos deste. Diz Gabi que recebeu de António Araújo 150 Euros pelo serviço dessa noite, e mais 200 Euros em contrapartida de um serviço anterior com um elemento do FC Porto.
 
Todas estas cidadãs Brasileiras reconhecem ser habituais frequentadoras do bar Golden, sito na Rua Fernão de Magalhães, Porto, bem como noutros bares da cidade do Porto, como o Granada ou o Tamariz, actuando como "alternadeiras".
 
O Reinado Teles passou as casas de alterne para o nome de um tipo que ainda não sabemos o nome, porque dá muito nas vistas visto que o “Granada”, “Calor da Noite”, “Diamante Negro”, entre outros, que eram os mais frequentados na altura, eram onde se faziam algumas das transações da droga.
O próprio Reinaldo Teles foi apanhado em frente à Alfândega do Porto, num Mercedes cheio de droga, mas muito agente “comeu” à custa disso e nunca se soube de nada, até um jornalista do Público ter uma “prenda” do Reinaldo Teles quando descobriu a história.
Em relação à Olivedesportos, quando o Benfica quebrou o contracto, depois do Vale e Azevedo se tornar presidente, Guilherme Aguiar,  Pinto da Costa, Manuel Tavares (editor do jornal O Jogo), Ronaldo Oliveira (filho do Oliveira) António Oliveira (ex-treinador do Porto) e mais uns tipos reuniram~se na sala de reuniões do jornal “O Jogo” para tomar medidas no “sistema” para o Benfica sofrer represálias intimidatórias, tanto a nível da imprensa como a nível federativo, Liga incluida. Obviamente que esta reunião aconteceu “off the record”. As merdas mais banais eram as notícias fabricadas ou as inflamadas. Porque segundo um Jorge qualquer coisa, responsável financeiro pelo jornal O Jogo, “o Benfica é que vende”.  Mandaram um sócio do Porto pagar a um cunhado para este dizer que o jornal Record o tinha subornado para dizer mal do FCP. Este caso passou em 3 canais de TV.
Imobiliária da Fruta
 
A imobiliária de Cedofeita, de que Pinto da Costa é sócio maioritário e que foi alvo de buscas na semana passada, terá sido usada para a compra e venda de imóveis que alojavam prostitutas que se encontravam temporariamente no nosso país.
A denúncia de Carolina Salgado, feita em meados do ano passado, foi considerada credível pela equipa de investigadores liderada por Maria José Morgado que agora analiza à lupa a documentação apreendida na referia empresa.
 
Os contratos feitos nos úlltimos e as negociações envolvendo a Imobiliária foram apreendidos e os investigadores enviaram-nos para os peritos financeiros. O objectivo é verificar se eram negócios reais e qual o destino das vendas e arendamento dos imóveis.
Além das suspeitas de branqueamento, a PJ investiga um possível crime de lenocínio, onde poderão estar envolvidos os restantes sócios da empresa – Adelino Caldeia, Reinaldo Teles e o irmão Joaquim Pinheiro.
 
Corrupção no SEC… para o FCPorto (naturalmente)
 
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) detectou um esquema de legalizações fraudulentas de alguns futebolistas e andebolistas do FCPorto. O esquema foi detectado na sequência das escutas telefónicas a diversos funcionários do SEF, suspeitos por envolvimento numa alegada organização criminosa que se dedicaria a permitir a entrada em Portugal de emigrantes oriundos de África e da Ásia, como Argélia, Marrocos, Paquistão e Bangladesh. Como não podia deixar de ser, o esquema de legalizações fraudulentas trouxe como denominador suspeitas em relação a alguns futebolistas e andebolistas do FC Porto.


 
Tal conduziu a buscas nas instalações daquelas modalidades – mas muito mais discretamente do que as que se sucederam no Rio Ave (terá sido por não ser um clube do Sistema?) - e confirmou-se inclusivé os indícios de crimes de corrupção e auxílio à emigração ilegal. Os indícios diga-se haviam surgido durante o processo principal, em que eram suspeitos – pelos crimes de associação criminosa para tráfico de influência, burla, extorsão e falsificação de documentos – a advogada de Barcelos, Elisabete Chaves, fundadora do movimento pela ‘Nova Democracia’.


 
Foi então detido o inspector Jaime Oliveira bem como um administrativo do SEF da Delegação Regional do Norte, segundo o DIAP, José Alberto Campanhã, em vez de dinheiro obtia favores sexuais de candidatas para a legalização. Segundo as fontes admitiram ao CM, a «melhor maneira de vender facilidades é criar muitas e muitas dificuldades», e nesse aspecto José Campanhã foi devoto, levando então jovens brasileiras ao desespero.


 
A Operação ‘Icaro’ paria um rato – onde é que já vimos isto? - Elisabete Chaves, Jaime Oliveira e José Alberto Campanhã por aí andam a pavonear-se. Na totalidade existiam cinco funcionários do SEF suspeitos, quatro do Porto e outro do Algarve, numa lista de 15 arguidos, que incluiu um advogado do Porto, os pais da advogada de Barcelos e um inspector do Trabalho que tinha a incumbência de aceitar uma série de falsos contratos de trabalho manuscritos por diversos empresários ligados à restauração e serviços.

Já depois de ser levantada a promessa que os falsos casamentos com que a rede de emigrantes legalizava a permanência em Portugal dos futebolistas e dos andebolistas deveriam ser anulados por iniciativa do Ministério Público, tudo viria a desvanecer-se. O FC Porto emitiria então um comunicado acerca das notícias por alegado envolvimento nos crimes de falsificação de documentos a alguns dos seus futebolistas, considerando que ”mentem descaradamente!” (a tal linguagem a que já nos habituámos!)
 
O Tribunal de Instrução Crominal do Porto decidiu retirar 406 ilícitos à acusação do MP contra um advogada alegadamente envolvida numa rede de corrupção e imigração ilegal de que faziam parte vários inspectores do SEF. À causídica eram imputados um total de 658 crimes, entre os quais falsificação de documento, corrupção, auxílio à permanência ilegal, burla, lenocínio, descaminho e extorsão.
Do processo principal resultou um inquérito autónomo relacionado com supostos ilícitos na legalização de futebolistas do FCPorto. Entre os atletas e respectivos familiares ainda em investigação, estão Ibson, Lisandro Lopez, Lucho Gonzalez, Bruno Morais e Anderson, este último devido a um emprego atribuido à mãe num restaurante. Dois dos inspectores do SEF acusados estão neste momento a trabalhar no aeroporto Sá Carneiro no Porto. Estavam indiciados por mais de 180 crimes, mas a juiza de instrução fixou os alegados crimes a serem apreciados no julgamento em 131 para a inspectora e 59 para o inspector.

Testemunho
É que desde o caso dos Quinhentinhos o Reinaldo Teles deixou de tratar dos “assuntos” por telemóvel. Curioso é saber, ou talvez não, porque um certo procurador o passou de arguido a testemunha de acusação, e em que ninguém foi preso.
 
Perguntem a Reinaldo Teles o que respondeu ao inspector da PJ quando este no decorrer da investigação no caso Guímaro, lhe perguntou de que “quinhentinhos” estava a falar na conversa gravada com o árbitro de Coimbra. Eu digo-vos e está no processo: “Não me lembro”.

 
Há quem afirme a pés juntos que parte do dinheiro da venda de Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira foi para pagar dívidas pessoais de Reinaldo Teles no casino de Espinho.
  
No CALOR DA NOITE
Quanto ao clube da moda, levado em ombros pela imprensa avençada, juízes e políticos corruptos, alguns deles talvez forçados a sê-lo, depois de serem fotografados ou filmados de calças na mão nalgum "calor da noite", e toda uma organização com tentáculos que já chegaram ao país dos relógios (de ouro), depende exclusivamente de uma "careca de um velho rico e putanheiro", mas que um dia se vai apagar e, convençam-se disto, por muito que os sucessores se estiquem, nunca a fotocópia será igual ao original. Não conheço nenhuma ditadura que tenha sobrevivido muito tempo à morte do ditador.
Aí sim, ir-se-á reescrever a história de um clube corrupto, que até a data da fundação inventou!”
 As Provas
 
Reinaldo Teles esteve envolvido em lavagem de dinheiro e António Oliveira na compra de árbitros. Fernando Marques presidente do CA da AFPorto e Castanheira Gonçalves presidente do Desportivo de Chaves declararam à PJ (inquérito nº 4781/93.8, na 9ª Secção do DIAP) no processo que o “Independente” consultou com autorização do Delegado do Procurador da República, conhecido por “processo Guímaro”. Basta ver em I Volume, folhas 55-57. Apesar de negaram ao “Independente” por “receio de represálias”, os seus depoimentos estão lá.
 
Fernando Marques, presidente da CA da AFPorto, afirma que “tem conhecimento que Reinaldo Teles várias vezes troca dinheiro em Casinos com o objectivo de lavar dinheiro”.  Práctica de branqueamento de capitais, crime punido com 4-12 anos de prisão.
 
Antes do encontro Benfica-Porto (época 93/94) terá trocado no Casino Estoril a quantia de 5000 contos (25.000€) por 3 cheques. Isto ficou comprovado pelas fotocópias em jornais em relação a declarações de 3 árbitros e 2 dirigentes, um dos quais Fernando Marques. Este confirmou também que “José Guímaro e Marques da Silva são árbitros corruptos”.
 
Quanto a Castanheira Gonçalves confirmou que a Taverna do Infante e o restaurante Antunes, na rua da Alfândega, como “locais onde se realizam reuniões para comprar árbitros e fabricar resultados”. Refere ainda o nome de Antóno Oliveira (treinador do Braga em 92-94) como sendo um dos envolvidos no “negócio” da arbitragem e habitual frequentador daqueles locais.
 
A Taverna do Infante é uma discoteca propriedade de Teles&Pinheiro Lda., constituida em Agosto de 1983 por Reinaldo Teles e Maria de Lurdes Pinheiro. O restaurante Antunes é propriedade de Cerqueira&Rodrigues Lda, cunhado e irmã de Reinaldo Teles.
(Tudo em “famiglia” portanto).
 
Em conversas interceptadas pela PJ no mesmo inquérito, ouve-se Reinaldo Teles a interceder junto de membros do CA para ajudar um árbitro amigo. Pelo meio surgem António Garrido, Adriano Pinto e Jorge Gomes assessor do departamento de futebol do Porto.
 
Ouve-se também Marques da Silva a pedir ajuda a Reinaldo Teles e Antonio Garrido preocupado com a sua despromoção à 2ª categoria.  Quando Marques da Silva pergunta desesperado se já falou com o “engenheiro” (Raul Rocha, vice-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF) Reinaldo responde que Garrido já tinha falado. Reinaldo diz mais que vai estar com o Joaquim Oliveira nesse fim de semana  e que este “já deu cabo da cabeça do Engenheiro”. E diz mais, “ O Raul Rocha tem estado porreiro connosco, eu depois explico”.
 
No mesmo inquériro, refere-se que Laureano Gonçalves presidente do Conselho de Arbitragem, “corrompe árbitros de futebol, pagou ao árbitros dos jogos Porto-Chaves e Chaves-Porto para eles marcarem “penalty contra o Chaves por 2 vezes”. José Guímaro apitou o Porto-Chaves (6/12/92) e Marques da Silva o Chaves-Porto em 16/05/93.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

(Juízes Corruptos) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (12)

OS JUIZES
Juiz Cruz Pereira e os Árbitros
 A denúncia quase diária de casos de corrupção e de pressões sobre os árbitros fez com que os acusados não demoraram a fazer ameaças de processos cíveis e criminais contra os denunciantes.
 
A PJ já entrou em campo e tanto João Mesquita, Carlos Calheiros e Fernando Barata já foram ouvidos. O FCP pela voz do seu presidente diz que vai fazer chegar à PJ o inquérito interno que explica como as facturas foram pagas à Cosmos. Poupam, dizem eles, trabalho à PJ, embora achemos que os resultados seriam com certeza outros se fosse a PJ a fazer a investigação.
 
Temos a denúncia de conversas entre o Juiz Cruz Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem da Liga, e Carlos Calheiros (CC).
 
Amadeu Matos, ex-árbitro e ex-delegado técnico, de Viana de Castelo, amigo de CC, passou a viajar amiúde com ele após “arrumar as botas”. Estava no carro de CC e com os irmãos quando o telefone tocou. Era o Juiz Cruz Pereira que disse, “O sr. Pinto da Costa está muito zangado… Você devia ter “fechado os olhos” e ter validado o golo… Você prejudicou-se”. E continuou com outras conversas mas sempre a repisar no mesmo.
 
Era sobre um lance, no jogo do FCP contra o Belenenses, em que um portista havia carregado violentamente Ivkovic e CC assinalou a falta mas, depois de o apito soar, um jogador portista continuou e atirou a bola para a baliza. Noutro lance voltou a estar bem quando Tulipa do Belenenses introduziu a bola com a mão e anulou bem o golo. O Porto empatou 1-1 e ainda tinha de ir jogar a Alvalade e à Luz.
 
Mas Amadeu Matos continua, “Curioso é que 15 dias antes do referido jogo CC já sabia que ia arbitrar o Belenenses-FCPorto e não tinha delegado a observá-lo”. “Não vais ter delegado técnico. Podes trabalhar à vontade”, disseram-lhe.
 
Eu tinha a sensação que ele sabia das nomeações 15 dias antes pois ele combinava sempre comigo as viagens. E avisava-me com bastante antecedência. Juntando tudo isto com o telefonema ficamos com a certeza que o Juiz Cruz Pereira está a mando de alguém”.
 
Duas semanas depois estavamos a caminho de Guimarães para a Taça, para o Guimarães-Belenenses, quando o Juiz Cruz Pereira telefona ao CC dizendo-lhe que as pessoas do FCPorto estão muito zangadas com ele e que não tinha nada que anular o golo. E outras coisas. Logo se vê que ele não é tão sério como parece querer ser. E ninguém o pode negar pois eu estava sentado ao lado do Calheiros no carro e ouvi tudo.
 
A preocupação de Cruz Pereira, o homem que nomeia os árbitros semana após semana, era fazer chegar a Calheiros o recado de PC. Em vez de o defender, censura-o por não ter “fechado os olhos” a um lance irregular. Isto depois de todo o país ter ouvido na TV o Juiz Cruz Pereira ter dado uma dele próprio que não corresponde à verdade, afirmando que não pressionava nem se deixava pressionar por ninguém.
 
Curiosamente foi o mesmo Cruz Pereira que, semanas após este jogo, afastou CC da arbitragem. Calheiros estava em pré-campanha para a presidência do Conselho de Arbitragem da FPF, e o juiz alegou que tal medida se devia ao facto de CC ter afirmado que com ele a nomear árbitros as pressões sobre os mesmos iam acabar, pois conhecia quem exercia essas pressões.   
 
No entanto, Amadeu Matos diz que não foi bem assim, mas que após esse jogo do Restelo Carlos Calheiros foi claramente marginalizado por ter anulado o golo ao FCPorto. Tenho a certeza que se tivesse validado aquele golo era hoje o Presidente do Conselho de Arbitragem da FPF”. O declíno de CC começou precisamente a partir desse jogo. Cruz Pereira arrumou-o e a partir daí foi claramente marginalizado. E o telefonema está registado na Telecel pelo que não pode ser desmentido”.
 
E Amadeu Matos continua. “Tudo o que eu disse é verdade. Considero que PC embora bom para o FCPorto faz muito mal ao futebol português. Sei me muitas histórias de corrupção mas só falarei quando estiver documentado e não puder ser desmentido. Tenho factos, mas não tenho provas”.
 
“Carlos Calheiros pertencia a uma série de árbitros que são amigos do FCPorto. PC não tem conversas directas com estes pois todas as conversas com os árbitros são feitas por interpostas pessoas ligadas ao clube”.
 
“Quanto à definião de “amigos”, basta ir aos jogos nas Antas, especialmente os internacionais, e ver quantos árbitros se sentam nos camarotes. A entrada para esses sítios é bastante restrita e se os aceitam é por alguma razão. É só ir aos VIPS.”
 
“Sei de um árbitro que tinha pretensões de chegar a internacional. Disseram-lhe claramente que se quisesse concretizar os seus objectivos tinha de “estar com o FCPorto”. Alguns árbitros querem subir e cedem a determinadas pressões”.
 
“Os dirigentes não estão a servir a arbitragem mas sim os clubes. Ainda há pouco soube de árbitros que foram eles próprios a escolher os delegados técnicos que pretendiam. Isto é fazer dos delegados corruptos”.
 
“Durante a presidência de Lourenço Pinto aconteceu um episódio. Houve uma reportagem na Bola que acusava os delegados de venderem árbitros aos clubes. Eu fui um dos que exigiu um inquériro para apurar quem eram essas pessoas. Mas Lourenço Pinto não achou oportuno fazer essa indagação”. Manifestei-me publicamente e afastei-me da arbitragem.
 
“Estava um dia num camarote das Antas como delegado-técnico a um jogo e aproximou-se mim um dirigente da arbitragem que exigiu que eu desse nota máxima ao árbitro, considerando-a indispensável. No dia seguinte enviei o relatório e retirei-me definitivamente da arbitragem”.
 
Madaíl esquece-se que faz parte de um triunvirato das associações que dominaram o futebol português no tempo do Adriano Pinto e dos chitos. Dá gozo vê-lo armado em moralista. O resultado é o estado em que as coisas estão”.
 
Juiz Lúcio Barbosa, O Corrupto Presidente do Supremo
O juiz “Dragão d´Ouro” que foi apanhado numa escuta a pedir 2 bilhetes para ele e para o filho para um jogo internacional do seu clube. Como “pagamento pelos bons serviços”.
No jantar de Natal dos colaboradores da Liga de clubes, Valentim Loureiro teve uma intervenção que deixou o juiz-conselheiro Lúcio Barbosa (Dragão d´Ouro) novo presidente do Tribunal Administrativo (STA) e ex-vice-presidente do FCPorto e antigo membro dos órgãos jurisdicionais da FPF. Sobre o Apito Dourado disse em discuros “estar confiante na vitória da justiça, agora que Lúcio Barbosa preside ao Supremo Tribunal Administrativo”.
 
*O Boavista foi despromovido porque o seu presidente João Loureiro e o seu pai Valentim Loureiro coagiram árbitros. A CD da Liga não tinha alternativa para julgar estes actos. Foi um fato feito à medida, porque os regulamentos foram feitos e aprovados precisamente pelos que mais crimes cometeram, Pinto da Costa, Valentim Loureiro, João Loureiro e Bartolomeu, os dirigentes que estiveram sempre na frente nas AGs que aprovaram os regulamentos.
 
A única novidade reside no facto de todos eles terem informação privilegiada sobre o processo desde Outubro de 2007, sabiam quais as sanções que iriam sofrer. A partir daí foi “arrumar a casa” de forma a sofrerem o menor prejuízo.
 
Todos foram condenados menos Valentim Loureiro. A mesma entidade que condenou um clube com pena máxima não foi capaz de condenar o seu presidente. Mas os regulamenteos são assim mesmo e só o CJ da FPF tem poder para julgar Valentim e a Liga vai ter de viver com um presidente da sua AG acusado de coagir árbitros.
 
Juizes Professores Costa Andrade e Damião Cunha, deram pareceres pagos a peso de ouro aos Dragões.
O juiz jubilado Dionisio Correia, que virou o bico ao prego à última hora, terá sido aliciado, fosse por palavras "amigas" por parte do seu vizinho Costa Andrade, fosse por outras "razões". 




  
Não é preciso ser muito inteligente para ver e perceber a teia de contactos existente entre estes senhores, alguns deles vizinhos, todos eles amigos, conhecidos e defensores de uma das partes.


 
O Juiz Dionisio Alves Correia (“O vira o bico ao prego”)
 
O membro do Conselho de Justiça (CJ) da FPF responsável pelo acórdão que ditou redução dos castigos a Hulk (de quatro meses para três jogos) e Sapunaru (de seis meses para quatro jogos), Dionísio Alves Correia, confidenciou em Coimbra, a pessoas ligadas ao futebol, que iria confirmar na íntegra a decisão da Comissão Disciplinar (CD) da Liga.
 
Segundo soube o CM, o também vice-presidente do CJ afirmou que não havia qualquer hipótese de entender os stewards fora da categoria dos "intervenientes no jogo com acesso ao recinto desportivo" – designação utilizada pelo Regulamento Disciplinar da Liga – e, portanto, a tese de que poderiam ser equiparados a espectadores – apresentada pelo FC Porto no recurso – não era compreensível.
Nessas conversas, Dionísio Alves Correia (conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça), que reside em Coimbra, declarou--se ainda impressionado com a fundamentação jurídica do acórdão da CD e entendia que a jurisprudência do CJ – que já definira que bombeiros e maqueiros em funções em jogos também eram "agentes desportivos" agredidos – era certa e tinha de ser seguida neste caso. Já estava inclusivamente a fazer o acórdão que iria rejeitar todas as pretensões do FC Porto.
Contudo, na reunião do CJ de 24 de Março, apresentou um acórdão em que equiparou os stewards a espectadores (!!!), pelo que as punições a Hulk e Sapunaru tinham de ser em jogos e não em período de tempo, para espanto de alguns colegas, que sabiam o que pensava Dionísio Alves Correia e estavam de acordo com ele, casos de Alexandra Pessanha (docente universitária), Maria Dulce Ferreira (procuradora da República jubilada) e Sarmento Botelho (desembargador jubilado e também residente em Coimbra). E estranharam a adopção, sem mais, da tese do FC Porto – tanto mais que, de acordo com o que ficou escrito na versão final do acórdão, o steward ser espectador "não é muito líquido nem satisfatório".
De acordo com as fontes contactadas, Alexandra Pessanha, Maria Dulce Ferreira e Sarmento Botelho também ficaram incomodados com o facto de o líder do CJ ter escrito no acórdão que os directores de segurança dos clubes – que coordenam a actuação dos stewards nos estádios – eram "agentes desportivos" porque tinham responsabilidades em relação ao recinto desportivo.
Apesar de Alexandra Pessanha, Maria Dulce Ferreira e Sarmento Botelho estarem contra a equiparação dos stewards a espectadores, votaram a favor do acórdão. O CM sabe que tal se deve a um pacto que existe no CJ: todas as decisões importantes têm de ter o apoio de todos os conselheiros. 
Acórdão para a Liga e FC Porto
Após ter sido tomada a decisão que diminuiu os castigos de Hulk e Sapunaru, o acórdão do CJ foi enviado por fax à Liga e ao FC Porto, o que não é habitual. As outras decisões, em especial a que confirmou o castigo do bracarense Vandinho (três meses por agressão ao treinador adjunto do Benfica Raul José), foram por correio e chegaram à Liga na passada sexta-feira.
O FC Porto perdeu a Taça da Liga no domingo (derrota por 3-0 diante do Benfica) e tinha jogo da Taça de Portugal em Vila do Conde na quarta-feira, dia em que foi enviado por fax o acórdão. O CM soube ainda que depois de saber que era o relator do caso Hulk e Sapunaru, Dionísio Alves Correia pediu logo à Federação Portuguesa de Futebol, através da secretária Estrela Tomás, que pedisse à Liga para enviar o acórdão da Comissão Disciplinar (CD) em ficheiro Word, mesmo antes de a Liga enviar a contestação ao recurso dos jogadores. A contestação da CD chegou à FPF em 10 de Março.
Juiz António Sousa Lamas
António Sousa Lamas, membro do CJ, é conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. Vive em Aveiro mas é visto frequentemente na tribuna presidencial do Dragão, com cachecol do FC Porto.
Juizes Sousa Dinis e Costa Andrade
O Juiz Joaquim Sousa Dinis, presidente do CJ, é vizinho em Coimbra de Costa Andrade, na rua Machado de Castro, e tem relações próximas com o professor da Faculdade de Direito.
O Juiz Dionísio (“Vira o Bico ao Prego”) Alves Correia, também vive em Coimbra e é amigo de Costa Andrade.
O juíz conselheiro Almeida Lopes, actualmente a presidir ao Tribunal Central Administrativo do Norte, é também presidente do Conselho de Disciplina da Associação de Futebol do Porto;

Costa Andrade decisivo
A posição de Dionísio Correia foi defendida pelo presidente do Conselho de Justiça, Joaquim Sousa Dinis, e por António Sousa Lamas, que se referiram a um artigo de opinião de Costa Andrade, penalista e professor da Faculdade de Direito de Coimbra. No dia 4 de Março de 2010, Costa Andrade escreveu no jornal ‘Público’ um artigo de opinião contra a decisão da Comissão Disciplinar da Liga, onde defendeu que os stewards não podiam ser intervenientes na realização do jogo. Costa Andrade já tinha dado pareceres jurídicos (“PAGOS”) sobre as escutas telefónicas a João Bartolomeu e a Pinto da Costa nos processos desportivos do ‘Apito Final’.
Nesse artigo, Costa Andrade descreveu-se como simpatizante do FC Porto; os que lhe são mais próximos reconhecem ainda que se dá bem com o departamento jurídico dos dragões.
Quem é o juiz desembargador António Mortágua ?
 
Carolina Salgado explica.
 
“Quando à noitinha estacionei o carro à porta de minha casa e a PJ me viu sair sózinha, vi nas caras deles toda a decepção que esse facto lhes dava. Tinham sido enganados.
 
Foi decidido em Tuy que o Jorge Nuno viria dormir a noite de 2 para 3 de Dezembro já em Portugal, para que não pudesse mais tarde vir a ser acusado de ter fugido para o estrangeiro, o que era o que tinha de facto acontecido. Faltava só encontrar um poiso seguro do lado de cá da fronteira, que não poderia ser nenhum hotel ou pausada, visto que reconhecido seria denunciada a sua presença à polícia ou à CS.
 
Lembraram-se então naquele aperto de telefonar ao juiz desembargador Mortágua que tem uma casa na zona de Cerveira para lá deixar pernoitar o Jorge Nuno, pedido que o juzi logo acedeu. Só que não se lembraram que o juiz, dadas as ligações ao futebol, também devia ter o telefone sob escuta porque a chamada foi apanhda pela PJ que soube logo onde ele estava.

“Apanhado” por esta distração e para não comprometer ainda mais o juiz Mortágua, ficou de comparecer no dia seguinte, 3 de Dezembro, no tribunal de Gondomar para prestar declarações.”
 
Juiz Amigo na UEFA
 
A poucas horas de o FCPorto entregar na UEFA a contestação à nota de culpa, que pretende o seu afastamento das competições europeias, o clube já prepara a defesa para a instância de recurso. É aí que pensa poder vencer. A defesa está a cargo de Adelino Caldeira e Gil Moreira dos Santos.  
 
A esperança reside agora no Comité de Apelo da UEFA onde encontrará o Juiz António Mortágua, ex-presidente do Conselho de Disciplina da UEFA e tido como próximo de Pinto da Costa e de outros arguidos no processo “Apito Dourado”.
Recorde-se que António Mortágua foi uma das testemunhas arroladas por Valentim Loureiro, tendo também o juiz sido um dos que contactou Ponto da Costa, e o acolheu em sua casa na zona de Cerveira, quando aquele se manteve foragido à justiça.
 
Existem também conversas transcritas do mesmo juiz com Pinto de Sousa, Pinto da Costa e Valentim Loureiro. Há ainda uma mensagem enviada para o telemóvel do então presidente do Boavista, no qual o juiz conselheiro se manifesta solidário com o major depois da sua prisão. “A amizade supera isso tudo”, terá dito o magistrado.
 
Ser Presidente do Supremo Tribunal (Juiz Lúcio Barbosa) 
dá um poder muito grande sobre os outros juizes.
 
No dia 7 de Abril de 2011, deslocou-se a este Tribunal Central Administrativo Sul o Exmo. Senhor Juiz Conselheiro Presidente do Supremo Tribunal Administrativo e do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, Doutor Lúcio Alberto Ascensão Barbosa (“Dragão de Ouro”), para dar posse ao eleito Presidente do Tribunal, Dr. José Gomes Correia.
À cerimónia estiveram presentes representantes dos Tribunais Superiores e de Tribunais Administrativos e Fiscais, além de outras individualidades, bem como os senhores Juízes Desembargadores, Magistrados do Ministério Público e funcionários que exercem funções no TCAS.


Testemunho
O Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais (CSTAF) é o órgão de gestão e disciplina dos juízes da jurisdição administrativa e fiscal.

As competências do Conselho encontram-se previstas no n.º 2 do art.º 74 do ETAF e são as seguintes:


a) Nomear, colocar, transferir, promover, exonerar e apreciar o mérito profissional dos juízes da jurisdição administrativa e fiscal e exercer a acção disciplinar relativamente a eles;

b) Apreciar, admitir, excluir e graduar os candidatos em concurso;

c) Conhecer das impugnações administrativas interpostas de decisões materialmente administrativas proferidas, em matéria disciplinar, pelos presidentes dos tribunais centrais administrativos, pelos presidentes dos tribunais administrativos de círculo e pelos presidentes dos tribunais tributários, bem como de outras que a lei preveja;

d) Ordenar averiguações, inquéritos, sindicâncias e inspecções aos serviços dos tribunais da jurisdição administrativa e fiscal;

e) Elaborar o plano anual de inspecções;

f) Elaborar as listas de antiguidade dos juízes;

g) Suspender ou reduzir a distribuição de processos aos juízes que sejam incumbidos de outros serviços de reconhecido interesse para a jurisdição administrativa e fiscal ou em outras situações que justifiquem a adopção dessas medidas;

h) Aprovar o seu regulamento interno, concursos e inspecções;

i) Emitir os cartões de identidade dos juízes, de modelo idêntico aos dos juízes dos tribunais judiciais;

j) Propor ao Ministro da Justiça providências legislativas com vista ao aperfeiçoamento e à maior eficiência da jurisdição administrativa e fiscal;

l) Emitir parecer sobre as iniciativas legislativas que se relacionem com a jurisdição administrativa e fiscal;

m) Fixar anualmente, com o apoio do departamento do Ministério da Justiça com competência no domínio da auditoria e modernização, o número máximo de processos a distribuir a cada magistrado e o prazo máximo admissível para os respectivos actos processuais cujo prazo não esteja estabelecido na lei;

n) Gerir a bolsa de juízes;

o) Estabelecer os critérios que devem presidir à distribuição nos tribunais administrativos, no respeito pelo princípio do juiz natural;

p) etc.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

(A MENTIRA) A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (11)

Queremos associar-nos ao blogue, “Em Defesa do Benfica”, que recomendamos a todos ler, em que o Miguéns faz uma fantástica descrição da verdadeira data da fundação de um clube corrupto, que faz da mentira o seu modo de vida.
 
A MENTIRA 
“Recebi hoje através de um amigo Portista de coração alguns documentos importantes, que demonstram e provam a verdadeira data de Fundação do F.C.Porto, clube fundado por pessoas de bem, trabalhadoras e que nada mais desejavam do que aprender a jogar futebol.
Nos dias de hoje, meia dúzia de pessoas apagaram ou tentaram apagar da história a real data de fundação do clube, tal como apagar da história os nomes daqueles que por bem e com vontade apenas de praticar o bem fundaram o Clube que em tempos foi honesto e que orgulhava a cidade que ostenta o nome.
O Extinto semanário "O Tripeiro", que se devotava com carinho a remexer velharias históricas da cidade do Porto, publicava em 1 de Março de 1926 uma interessante exposição por António Martin, funcionário superior do Governo Civil e sócio fundador do F.C. Porto, que por ser valiosa e competente, merece ser focada a sua história:
Transcreve-se aqui, portanto com o pormenor elucidativo e preliminar valioso o que nos afirma António Martins:
Por achar interessante vamos descrever como foi organizado o Football Club do Porto, o brilhante grupo desportivo que tanto tem honrado o nome da nossa terra.
Sentimos grande contentamento em fazer esta descrição, não só pela honra que temos em ser um dos instaladores daquele club como também evocarmos uma época saudosa da nossa descuidada mocidade.
Existia há trinta e tal anos o Grupo do Destino, composto de uma rapaziada alegre, ruidosa, entusiasta, buliçosa, cuja missão, era divertir-se após as horas de trabalho.
Não havia local onde bem se comesse e onde bem se bebesse que o Grupo do Destino não conhecesse!
Rima e era verdade! Aquilo eram bons estomagos e bons gastrónomos! Partidas, piadas, blagues, bom humor, tal era o programa do Grupo do Destino.
As suas festas marcavam pela originalidade e decorriam sempre cheias de entusiasmo! Com que recordações lembramos essa mocidade cheia de alegria e entusiasmo!
Um dia, o presidente do grupo, isto pelas alturas de 1904 ou 1905, o saudoso José Monteiro da Costa, foi com seu pai visitar a Espanha, França e Inglaterra. Nas constantes epistolas que nos enviava com notas da sua viagem, descrevia com entusiasmo um jogo de bola a que tinha assistido em Inglaterra, e que logo que chegasse ao Porto nos daria algumas explicações afim de também o jogarmos.
Anunciada a sua vinda um grupo de amigos sinceros, pois Monteiro da Costa de tudo era merecedor, foi espera-lo a Ermesinde. Foi uma alegria doida a sua chegada. Monteiro da Costa, até ao Porto descreveu rapidamente as impressões da viagem, tendo frases as mais entusiásticas, para o tal jogo da bola, que muito o interessara e que era nem mais nem menos que o foot-ball.
Ouvi-lo e resolver que o Grupo do Destino organizasse um grupo de foot-ball foi obra de um momento. Os presentes já sabiam que com o que fosse resolvido todos concordavam: a divisa do grupo era um por todos todos por um.
Passados dias organizou-se a reunião magna de todos os sócios para tratar do importante assunto - a instalação do grupo de foot-ball. Com as costumadas piadas, falecias, blagues, etc., apareceram de entrada dois óbices a resolver: - 1º, o desconhecimento completo, por parte de todos os sócios de tal jogo, e a falta de capital, pois, com toda a sinceridade o dizemos a maioria dos sócios eram alegretas mas...  pobretas!
Como se sabe, no Porto, o foot-ball era quase desconhecido. Sómente existiam dois Clubs onde se fazia esse jogo, que eram o Oporto Crickett e o Boavista Foot-ball aquele composto pela rapaziada das casas comerciais estrangeiras desta cidade, e este pelo pessoal da fábrica Graham, na Avenida da Boavista.
Estes Clubs várias vezes se encontraram em desafios nos seus campos de Foot-ball.
Foi logo nomeada a comissão administrativa  para dirigir os negócios do club, ficando na presidência José Monteiro da Costa, e como secretário, o autor destas desataviadas linhas.
Nessa ocasião, foi também escolhida a côr da "equipe", e caso curioso apesar da maioria dos sócios instaladores serem republicanos  - alguns até comprometidos nas conspirações - a história recaiu no azul e branco, pois eram as cores da bandeira nacional.
Foi alugado um bocado de terreno na rua Antero de Quental, onde os sócios instaladores se iam treinando no jôgo.
Um dia apareceu no club um italiano - Catulo Gadda - empregado na fábrica Mariani, ás Devezas disposto a jogar. Foi recebido de braços abertos pois era alguém que conhecia o foot-ball. Era um explendido defesa, pelo pontapé forte que possuía.
Já tínhamos dois onzes, mas pouco fazíamos. Pois se não tínhamos nascido para aquilo...
Certa tarde andávamos no campo treinando, e alguém nos comunicara  que um cavalheiro desejava falar-nos. Fomos ter com esse cavalheiro e reconhecemos a vontade que tinha de nos ver jogar.
Mostramos-lhe o pouco conhecimento que tínhamos de foot-ball e passados minutos o tal cavalheiro concordava que realmente ainda estávamos um pouco atrasados na técnica do foot-ball...
Mr. Cassaigne, ilustre súbdito Francês, muito conhecido nesta cidade e que era o cavalheiro que desejou ver jogar, foi muito amável na apreciação que fez do nosso jogo, pois não estávamos atrasados estávamos atrazadissimos...
Conhecendo a boa vontade de mr. Caissagne em prestar-nos os seus serviços, pedimos para tomar a direção técnica do football, a que acedeu com todo o entusiasmo . Não fomos só nós .
Entrou para sócio o conhecido desportista Rómulo Torres, que imediatamente propôs também, entre outros António Calem, Antunes Lemos, António Sá, Eduardo Vilares, Nuno Salgueiro, e António Campos, que conheciam muito bem o football. E, assim com todos estes elementos, já se via aos domingos o campo - já agora o tamanho que as regras indicavam- todo cheio de uma afluência que ali corria para ver com todo o interesse as varias fases do football. Romulo Torres, sempre disposto ao levantamento do club, organizava constantes desafios com os dois clubs que existiam  o Oporto Crickett e o Boavista, e assim o football Club do Porto inicia a sua carreira auspiciosa.
“Dos instaladores ainda são vivos, parecendo-nos porém que nenhum é sócio. Amadeu Maia, jornalista: Cândido Pinto da Mota e Manuel Luiz da Silva, despachantes oficiais: Joaquim Pinto Rodrigues de Freitas e Álvaro Osório da Silva Cardoso: Industriais: António Moreira da Silva, Joaquim António Mendes Correia, António Augusto Baptista Júnior, Comerciantes: Albino Costa e Lopes de Faria, empregados comerciais: Manuel Sacramento, Armador: Joaquim Silva, Negociante: e o autor destas linhas.
E aqui está como um club organizado por rapazes que ignoravam por completo o que era football tanta propaganda tem feito em prol deste desporto...
Escusado será dizer que com a vida do Football Club do Porto morre o Grupo do Destino.
Aqueles rapazes que a ele pertenceram e que a morte arrebatou, o preito da nossa sincera amizade”.
Fevereiro de 1926,
Antonio Martins
 
JOSÉ MONTEIRO DA COSTA 
 “Um nome!... Um símbolo!...
José Monteiro da Costa foi o fundador, o propulsor dessa obra gigantesca que o Foot-Ball do Porto, perante a qual nos tempos de curvar reverentemente, devido à magistral lição de sacrifício que ela nos oferece.
Este invulgar arcabouço de desportista não limitou a sua acção a lançar a ideia, mas sim a semeá-la, executando, pelo esforço, a sua visão.
Quase todos os fundadores, cingem-se únicamente a entrar no primeiro embate; mas quando as dificuldades surgem, desistem, deixando o lugar aos mais persistentes. José Monteiro da Costa não fêz assim. Idealizou e fêz desse ideal uma preocupação da sua vontade. Dispendeu a sua energia na ânsia dum sonho que desejaria positivar. E conseguiu o seu desígnio, numa altura em que para criar um clube de desporto, era necessário uma grande dose de estoicismo, numa época plena de dificuldades, para tudo que significasse progresso. José Monteiro da Costa chegou ainda a “sentir” o seu lindo sonho, o todo feito dessas quimeras em que uma alma jovem vive sempre.
O seu querido clube subiu, engradeceu-se de uma maneira tal, que o seu fundador, ainda vivo,  se deveria ter admirado de que a sua persistente acção, tivesse produzido um tal monumento de esforço colectivo. José Monteiro da Costa não pôde assistir ao maravilhoso apogeu a que chegou o seu “pequenino” clube! Se o destino, por vezes cruel, não lhe tem arrancado a vida, ainda veríamos José Monteiro da Costa partilhar desta época gloriosa, e mais gloriosa ainda, porque teve um passado sem mácula a desbravar-lhe o caminho.
Estas modestas palavras que aí ficam, são preito de saudade daqueles que agora vivem dentro do Foot-Ball do Porto, e que jamais esquecerão o esforço titânico dêsse simbolo, para a sua agremiação.
Este nome perdurará imareescivelmente durante todas as gerações do Foot-Ball Club do Porto, e a ele irão buscar incentivo todos aqueles que na sua carreira dentro do clube “azul branco” tenham por acaso um momento de “desânimo”.
Esta página de um livro onde as glórias e os sacrifícios formam uma avalanche infinita, predisporão todos aqueles que as lerem a saberem discernir o que de incomensurável tem o passado de um club que bem alto as soube guindar dentro do desporto lusitano.
José Monteiro da Costa, será a chama da vanguarda – embora já o seja do passado, que há-se iluminar esta estrada brilhantíssima que o F.C. do Pôrto tem a percorrer. Suceder-se-ão gerações e mais gerações, mas a chama ardente, sempre viva, lá estará a orientar tôda a acção futura.
José Monteiro da Costa é um nome que jámais se esquecerá, e o F.C. do Pôrto, a sua grande obra, há-se seguir incólume através de todos os escolhos e de todos os vendavais que infestem a nossa organização associativa”.
"Renegar as próprias raízes é próprio de gente ignóbil”.
 Dirigentes Fascistas
O excelente relacionamento que os dirigentes fascistas do clube FCPorto detiveram ao longo dos anos com o governo fascista português deu-lhes o privilégio de serem o primeiro clube em Portugal a adquirir  o estatudo de Instituição de Utilizade Pública” em 1928. O que lhes dava, mais uma vez, uma vantagem concorrencial vis à vis os seus mais directos concorrentes. Como ainda hoje acontece.
Mais de 30 anos antes de outros clubes, como o Sporting, Benfica e Belenenses, que só adquiriram o estatuto de Instituições de Utilidade Pública - segurem-se! -em 6 de Setembro de 1960!.
Esta é também a prova provada de que o FCPorto foi, de facto, fundado em 1906 e não em 1893, como tentam mentirosamente convencer as pessoas. Apesar de alguns dos documentos oficiais dessa fundação terem desaparecido, (uma táctica muito utilizada por fascistas, basta ler o post sobre Gil Moreira dos Santos) nem todos os documentos desapareceram…
 Segue uma cópia do Decreto Lei original que o declarava oficialmente.
  
Cópia do Dec/Lei de 13/3/1928
MINISTÉRIO DA INSTRUÇÃO PUBLICA
Secretaria Geral
Considerando que o Foot-Ball Club do Pôrto, fundado em 1906, com sede no Pôrto, tem prestado relevantes serviçõs à causa da educação física;
Considerando que o mesmo Foot-Ball Club do Pôrto tem vivido e continua vivendo sem que tenha carácter de exploração comercial ou industrial, estando, portanto, ao abrigo das disposições a lei nº 1:290, de 15 de Julho de 1922;
Considerando a conveniência reconhecida pelo Estado, de dar às instituições com tais características todo o apoio, a fim de lhes facilitar o desempenho da sua patriótica missão:
 
Hei por bem decretar, sob propostra dos Ministros da Finanças e da Instrução Pública, e nos termos da referida lei nº 1:290, que seja considerada instituição de utilidade pública o Foot-Ball Club do Porto, podendo assim gozar de todos os benefícios que a legislação em vigor confere a tais intituições e muito especialmente os que consigna a lei nº 1:728 de 5 de Janeiro de 1925.
Os Ministros das Finanças e da Instrução Pública assim o tenham entendido e façam executar. Paçoes do Governo da República, 13 de Março de 1928 – ANTÓNIO ÓSCAR FRAGOSO CARMONA – Manuel Rodrigues Junior – José Alfredo Mendes de Magalhães.
 
              Testemunho
Expliquem lá como é que o Porto foi fundado em 1893 pela junção de um clube de póker de bairro e outro de setas, ambos com nomes que NADA ESTÃO ASSOCIADOS ao FCPorto, e que foram extintos em 1898 porque os amigos se cansaram do divertimento. Tem mais anos o Vianense fundado em 1898 por portugueses para confrontar marinheiros ingleses que desembarcavam em Viana.

Crónica (repetida) de Rui Cartaxana
O FCPorto comemorou em 28 de Agosto o seu alegado 115º aniversário, para citar um importante jornal desportivo com “uma celebração discreta e muito intimista”, coisa que nos põem a imaginar o seu vitalício presidente a recitar José Régio e a esposa, em fundo, a tocar Mozart ao piano.
E digo “alegado”, porque nem todos os portistas, que durante quase 90 anos se habituaram a comemorar o aniversário do clube no dia 2 de Agosto, aceitam como boa a engenharia histórica que o sr. Pinto da Costa fez em finais dos anos 80, acrescentando nada mais do que 13 anos à já longa vida do clube, e tornando-o, de uma assentada, “centenário”.
Não sei se o ora suspenso presidente se inspirou numa espécie de repescagem histórica feita anos antes pelo seu rival preferido, o Benfica que, mais modesto, se contentou em “recuperar” apenas 4 anos da sua história através do parceiro com o qual se fundaria, de facto, em 1908. Sei é que, com este golpe de génio, o insigne e esmagador presidente azul venceria mais uma vez o Benfica, tornando o FCPorto centenário antes dos encarnados.
O FCPorto foi fundado reamente em 2 de Agosto de 1906 pelo eng. José Monteiro da Costa, cujos descendentes ainda pensaram, na altura, desmascarar este atropelo à sua memória. Conheci as duas pessoas “recrutadas,” digamos assim, para montar e dar alguma verosimilhança à nova “versão histórica” da fundação do clube. Uma delas era um curioso jornalista, tenaz coleccionador de histórias, uma espécie de pesquizador de ouro que esmiuçava tudo em que mexia, (cujo não idenfico porque ainda é vivo e não lhe pedi autorização par o meter nisso), a outra era, na altura, um conhecido pianista e homem de sete-ofícios, que criou ou copiou da televisão italiana a figura de um boneco que teve algum sucesso na RTP, o “Toppo-Giggio”.
A base de trabalho de ambos foi, salvo erro, o recorte de um jornal datado de 1882 ou 1883, em que era referido um certo Foot-Ball Club do Porto, criado por um senhor António Nicolau de Almeida, do qual se perderia totalmente o rasto ou mais referências nos anos que se cruzaram e que tudo indica terá desaparecido como uma alma penada. Com ele, Pinto da Costa, aumentou nada menos de 13 anos (cruzes, canhoto) ao FCPorto. Ou seja, não se contentou em “fazer história”, no seu clube durante o seu tempo, reescreveu-a andando para trás no tempo até ao século anterior.