ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (7)

Os Oliveiras e a Viciação de Resultados
Juntamente com o irmão António, Joaquim Oliveira foi elemento determinante na consolidação do poder portista. Ainda hoje o clube da Luz tem as suas transmissões televisivas extremamente sub-avaliadas, face à popularidade e audiências de que desfruta. Faz-me alguma confusão Joaquim Oliveira ser accionista de referência da SAD benfiquista, e ninguém se preocupar muito com isso.
Já o irmão António (o do caso Paula, dos carimbos falsificados no caso N’Dinga, e das polémicas do Coreia-Japão), ex jogador e treinador do clube portista, protagonizou em 1992 um episódio curioso e revelador. Treinava o Gil Vicente e na primeira volta, nas Antas, fez entrar um tal de Remko Boere a um minuto do fim com o resultado em branco. Esse jogador, que quase nunca havia jogado na equipa, nesse minuto apenas fez um penálti caricato e recebeu ordem de expulsão. O F.C.Porto venceu 1-0. Na segunda volta, em Barcelos, com o F.C.Porto já campeão, o Gil venceu por 2-1 e salvou-se da descida à segunda divisão. Tudo em família portanto…
Testemunho. As arbitragens (Nov. 1997)
O sr. António Oliveira estará convencido de que a maioria das pessoas tem a memória curta ou são uma cambada de atrasados mentais pois só assim se entende que finja esquecer que muitos campeonatos ganhos pelo FCPorto nos últimos anos foram-no graças ao “trabalho” de certos árbitros.
Ao correr da pena, e sem grande esforço de memória, recordo Pinto Correia, António Marçal, Jorge Coroado (que PC até pede que arbitre os jogos do FCP – sintomático e esclarecedor), Carlos Calheiros (…), José Guímaro, José Silvano (que por ser tão “honesto” até teve de fugir do país), José Pratas, Bento Marques, Miranda Dias, Ezequiel Feijão, Raul Nazaré, Donato Ramos, António Rola, Rosa Santos (que foi obrigado a abandonar a arbitragem depois de um célebre Louletano-FCPorto para a Taça de Portugal), Cunha Antunes (o do foguete e do jogo em Campo Maior), Francisco Silva (irradiado, claro!), João Rosa (Évora) que levou a sua “imparcialidade” ao ponto de oferecer as suas chuteiras aos adeptos do FCPorto quando (felizmente) arbitrou pela última vez e, para fechar em beleza, um tal Raul Ribeiro que, em 1988, prolongou por 9 minutos um jogo Académica-Porto visto que o resultado era um empate a uma bola e tal não convinha. Porque como o Porto não conseguia marcar, inventou uma penalidade que acabou por dar a tão necessária vitória.
E assim se ganham campeonatos!
A lista anterios é longa. Pois é, mas nela caberiam muitos mais nomes que só não aparecem por falta de espaço.
Os árbitros continuam descaradamente a favorecer o FCPorto como ainda agora sucedeu no jogo com o Sporting (penalty não assinalado, duas expulsões injustas e falta de amostragem de um 2º cartão amarelo a Sérgio Conceição).
Queria corrigir o sr. PC numa coisa: 
Chama-se António Costa o árbitro que dirigiu o Benfica-Guimarães e não Bento Marques, o tal que validou o golo ao Sporting. Aliás, este Bento Marques tem uma característica curiosa: prejudica sempre o Benfica e favorece sempre o FCPorto e o Sporting.
Testemunho 
Bom, mas em que é que ficamos? Referir-se-á, quem sabe, aos jogos com o Estrela e o Leça. Será interessante recordar que só depois das expulsões de Rui Neves no primeiro caso (aos 41 minutos da 1ª parte quando o resultado ainda estava em 0-0 e, de acordo com o relato da imprensa, e visível na TV, afinal terá sido ao contrário) e de Ryuller no 2º (injustificado 2º amarelo quando o Leça vencia por 1-0) é que o FCPorto conseguiu vencer os jogos. Uma vez mais elucidativo”.  
Crónica de um jornalista
O Tabu dos Golos Irregulares 
Doze por cento dos golos do FCPorto, exactamente os que marcou a mais do que o Benfica, foram irregulares. Pode não parecer muito mas representa mais do dobro dos aos anteriores.
O tema é tabu e surge tratado com pinças e muito eufemismo porque assume foros de contradição escandalosa à limpeza e simplicidade de processos com que o FCPorto dominou esta temporada. Mas o modo arrogante como Jesualdo Ferreira justificou o triunfo em Matosinhos, branqueando, com uma ironia à presidente, a irregularidade do golo do Tarik Sektioui, justifica a efeméride em tempo oportuno, do absolutamente insólito número de golos irregulares que a equipa dele já alcançou nesta Liga e que constituem um máximo para o Séc XXI, só comparável aos gloriosos anos do Jardel, o jogador que mais golos marcou em fora de jogo na história do futebol nacional.
Ao contrário dos lances que apimentam os logos mais mediáticos, os erros flagrantes em benefício do FCPorto ocorrem muito mais contra adversários modestos e sobretudo no Estádio do Dragão, onda a maioria dos jogos tende a tornar-se num mero passeio de circunstância com os adversários passando por rotina a prestar vassalagem uma vez por ano. 
E acontecem normalmente no meio de resultados que, de acordo com a tese da defeza de Jacinto Paixão no célebre jogo dourado com o Estrela da Amadora, tornam absurda a sua avaliação. Não precisa de ser decisivo, surge apenas como um obséquio ocasional, a sublinhar a disponibilidade para a simpatia de determinados árbitros e auxiliares, educados na presunção de que uma boa “relação” com o clube dominante lhes garante carreira e promoção regulares. 
Os erros mais habituais são os fora-de-jogo não assinalados, segundo uma lógica de protecção à tendência atacante da equipa portista, embora tenham em comum um flagrante de metros que custa a entender não poderem ser captados à vista desarmada pelos árbitros auxiliares. Foi o que aconteceu com Sektioui antes da magnífica finalização que maravilhou alguns escribas dando de barato a facilidade e o espaço proporcionados pela falsa partida.
O FCPorto é a equipa, a par do Sporting, que mais “joga” no fora de jogo e acaba, aliás, de estabelecer em Matosinhos um recorde para a época, com 10! “off-sides” efectivamente assinalados, alguns erradamente. Já assim era no tempo do Jardel e depois com Mourinho e o seu “fétiche” McCarthy, procurando manter a equipa o mais perto da baliza adversária. Os resultados mostram que o método funciona, e como Jesualdo surgiu no final da partida a reverter o ónus a favor do “criminoso” é um claro indício de que a coisa compensa e é para continuar.
Doze por cento de golos irregulares quando se compara com anos anteriores, com um aumento superior a 100% não pode deixar de fazer soar o alarme, porque deixa de passar de erro ocasional para um hábito padronizado.
VICIAÇÃO DE RESULTADOS
Foi um dos muitos escândalos da era Lourenço Pinto/Laureano Gonçalves (fim de oitentas princípio de noventas) – a pior de todas na arbitragem portuguesa. Com o campeonato de 1992-93 ao rubro, o F.C.Porto deslocou-se ao então difícil recinto do Famalicão. Quase seis minutos depois da hora, o árbitro José Guimaro - mais tarde condenado por corrupção no caso Leça - arquitectou um absurdo penálti para dar a vitória ao F.C. Porto. João Pinto converteu e o F.C.Porto, com estas e outras (ver Acácio e lembrar o penálti de Rui Bento sobre Rui Filipe na Luz), alcançou um dos títulos mais nebulosos da história do futebol português.
ARBITROS E OS CARTÕES VERMELHOS
Nos últimos vinte anos foram mostrados 23 (!!!) cartões vermelhos a jogadores do Benfica em clássicos com o F.C.Porto para todas as competições. A saber, e por ordem alfabética:
Abel Xavier 94-95, Dimas 94-95, Eder 02-03, Escalona 99-00, Hélder 94-95, Isaías 91-92, João Pinto 94-95, 97-98 e 98-99, Miguel 02-03, Mozer 92-93, Nuno Gomes 04-05, Nelo 94-95, Pacheco 88-89, Ricardo Rocha 02-03 e 03-04, Ricardo Gomes 95-96, Rojas 99-00, Rui Bento 91-92, Tahar 96-97, Vítor Paneira 94-95, Veloso 87-88 e Yuran 92-93.
Para se ter uma ideia da força deste número, digamos que nos oitenta anos de história anteriores (1907 a 1987) foram expulsos apenas 10 jogadores do Benfica em jogos com o F.C.Porto, ou seja, em apenas vinte anos foram expulsos mais do dobro dos que haviam sido em toda a restante história do futebol português. Este tem sido um aspecto fulcral da perseguição ao Benfica e da protecção ao F.C.Porto, e que muitas vezes impediu outros resultados, nomeadamente a norte, onde a maioria daquelas expulsões teve lugar. Por vezes foi também em vésperas de deslocações às Antas que as expulsões cirurgicamente ocorreram. Foi o caso de Preud’Homme,em 1995-96, e Miccoli no ano passado, curiosamente dois grandes jogadores que nunca haviam sido expulsos em Portugal, e nunca voltaram a sê-lo depois dessas ocasiões.
Também os penáltis marcados a favor do F.C.Porto e subtraídos ao Benfica foram uma constante nas deslocações às Antas (por exemplo 89-90, 92-93, 93-94 no primeiro caso; 91-92 no segundo). Mas até na Luz, em jogo decisivo para o título de 1991-92 isso aconteceu, com o marcador a ser aberto já a meio da segunda parte num lance fora da área entre Rui Bento e Rui Filipe, que valeu o primeiro golo portista e a expulsão do benfiquista. O F.C.Porto, a jogar contra dez, venceria por 2-3. O árbitro era Fortunato Azevedo, que já na primeira volta subtraíra uma grande penalidade ao Benfica e expulsara Isaías, em jogo que terminou empatado a zero.
Os golos anulados a Kandaurov em 1997-98, e Amaral em 1994-95, além do caso Benquerença em 2004-05, também são dignos de figurar neste negro registo de clara e inequívoca parcialidade. Sem falar nas célebres defesas de Vítor Baía fora da área, sem cartão nem punição.

sábado, 16 de julho de 2011

A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA ( 6 )

AS MORTES DA “NOITE”

Esta crónica já veio citada em vários blogues há pouco tempo. No entanto, pela sua importância e actualidade achamos por bem colocá-la outra vez juntamente com outros testemunhos que confirmam a sua veracidade.
"Os andrades têm 3 claques: Colectivo 95 (claque de Gaia que não se dá bem com os outros), SuperDragões (SD), de todo o norte, e UltrasRibeira (UR), só gente da Ribeira. Fernando Madureira (“Macaco”) acumula a chefia das últimas duas.
1)  As mortes nas discotecas
Foram elementos dos SD ou dos UR que mataram os seguranças. 
Porquê? Para controlarem as discotecas. Porque mataram os seguranças? Porque é simples, rápido e eficaz. Não podem matar os donos por razões óbvias. Os seguranças são uma questão de estratégia. Sem seguranças uma discoteca é vulnerável.
Como controlam? Fazendo com que os seguranças das discotecas da cidade do Porto sejam elementos da claque ou ligados à claque.
E porquê? Porque sendo os seguranças elementos da claque podem dizer ao dono: “Ou nos dás metade do que ganhas por noite, ou os seguranças partem esta merda toda”. Chantagem pura. Assim ganham muito milhares de euros. Mas não pedem o dinheiro todo, pois não querem que a discoteca vá à falência, precisam que as discotecas existam. O dono fica sempre com um mínimo para sobreviver. Mas eles ficam com a maior parte do bolo.
 Testemunho
O vice-presidente do Benfica, Rui Santos, comenta os Super Dragões aquando da visita do FCP à Luz numa entrevista dada ao Independente em 27/10/2004.
“(…) Porque tudo se centrou à volta da história dos bilhetes. Se olharmos para esta questão é notório que aconteceram coisas muito estranhas. Os Super Dragões compraram mais de 1800 bilhetes. Estão em causa cerca de 12 mil contos. De onde vem esse dinheiro? Foram pagos em notas. A claque do FCP é assim tão rica, pergunto?”.
2)  Tráfico, Circulação, Comércio, Consumo de droga
Dizem ao dono da discoteca: “Ou nos deixas vender a NOSSA droga na tua discoteca ou os seguranças partem isto tudo”. “Atenção, que o dinheiro da droga é para nós”.
Se os donos não alinham no esquema, matam-no. Logicamente que preferem alinhar nesse tipo de esquemas, pois eles começam por ameaçar primeiro as respectivas famílias.
As discotecas dão muito dinheiro, especialmente ao fim de semana e nos dias de festa. Agora imaginem a fortuna quando se trata de TODAS as discotecas da cidade.
3)  Onde gastam o dinheiro
Primeiro para a polícia, para não se mexer. Outra parte vai para eles próprios. Não é por acaso que o Madureira anda de Porsche, vive numa casa de 5 andares e não declara qualquer proveito. Assim como outros.
Mas a GRANDE PARTE vai para os árbitros ou outros interessados.
O dinheiro que ganham nunca é depositado no banco, anda de mão em mão, de bolso em bolso, de carteira em carteira. Nunca fica registado, nem em papel nem em cartão de crédito. É tudo dinheiro ilegal mas que nunca pode ser provado que existe.
 TESTEMUNHO
Conheço pessoas que foram agentes da PJ e há muitos anos quando começaram a trabalhar, foram incentivados a ir para o Porto se queriam enriquecer..... tá tudo dito...”
4)  Quem mataram?
Mataram 6 pessoas, 3 seguranças e 3 inocentes que estavam no sítio errado à hora errada. Como não queriam testemunhas, mataram também as testemunhas involuntárias.
Os seguranças eram de Gaia, provavelmente membros dos Colectivo. E era uma das discotecas que eles ainda não dominavam. Tinham de colocar lá os seus seguranças.
5)  Controle dos jogadores
Controlando as discotecas mais facilmente controlam os jogadores que saem à noite. Quando isso acontece, telefonam para o Madureira ou para o PC que os vão lá buscar pelos tomates. O Benny McCarntey dizia que se queriam sair à noite tinham de ir para Vigo. Os que bateram no Gomes da Silva foram alertados com certeza pelo segurança ou porteiro do restaurante.
(acrescento meu: por isto é que McCartney e Raúl Meireles iam ao putedo em Vigo... Até os SD deslocarem-se lá e mandarem-lhes uns calduços para os pôr na linha.)
 6) Prostitutas para os árbitros e outros
O Reinaldo Teles é dono de várias casas de alterne. Calor da Noite, (onde ia ou vai o Olegário), Erotic Sex Club MauMau (na Ribeira), Diamante Negro (para os juizes, procuradores, e árbitros que gostam de mulatas) e a Pérola Jovem (para quem gosta de meninas de 10,11,12,13 anos). Não é por acaso que alguns membros dos SD já foram acusados de “tráfico de mulheres”.
Crónica. A Chicago dos anos 30
É como se o Porto se estivesse a tornar numa arena de bandidos que um dia já forma mais poderosos, e hoje perderam o tino e a razão. Aqui há uns anos, quando regressou ao Porto já como treinador do Chelsea, José Mourinho trouxe uns seguranças com ele. Tinham alguns problemas com alguns adeptos do FCPorto, um deles cuspiu-lhe durante um jogo em Inglaterra, e Mourinho temia que as coisas pudessem dar para o torto. Quando lhe perguntaram porque trazia seguranças, Mourinho respondeu simplesmente, quando vou  a Palermo tenho de tomar cuidado”. Assim, sem tirar nem pôr. O homem que durante dois anos e meio treinara o FCPorto, levando-o a dois títutlos de campeão nacional, uma Taça de Portugal, uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões, um palmarés nunca antes conseguido por nenhum treinador, esse mesmo homem, que conhecia muito bem o Porto cidade, referia-se a ela como Palermo!
Palermo… As associações com a máfia eram evidentes, Mourinho estava bem consciente do que se passava nos “bas fonds” da cidade, e sabia que esses “bas fonds” se tinham aproximado em demasia do poder no FCPorto. Na época, os SuperDragões andavam de braço dado com Pinto da Costa, e também com Carolina Salgado, com quem o presidente vivia. Os homens fortes da claque tinham assento na tribuna de honra do Dragão e jantavam com o presidente. Contudo, toda a gente, incluindo Mourinho, sabia que essa tropa de choque era composta por gente perigosa, gente que andava armada, cometia crimes e não tinha qualquer tipo de escrúpulos.
Os tempos passaram, e agora, ao examinar a longa lista de assassinatos que têm acontecido na “noite” da cidade do Porto, é inevitável mas lá estão as relações aos SuperDragões. Alguns dos mortos, e alguns dos suspeitos, pertencem ao mesmo grupo que rodeava o presidente do FCPorto na época em que ele foi chamado ao tribunal de Gondomar e levou os SuperDragões para intimidar os juizes. A sensação que fica é que estas proximidades são perigosas, e que um dia ainda acabam mal. Entretanto as mortes sucedem-se no Porto. Primeiro foi um segurança, depois um porteiro, depois um dos mais conhecidos empresários da noite, e por aí for a tem continuado a matança. Seis são já os corpos, crivado de balas, de pistola, “shotgun” ou metralhadora. Sim, leu bem, metralhadora.
À porta de casa, à porta das discotecas, no meio da rua, grupos armados param carros, ajustam a mira e matam quem desejam matar, com violência. Fala-se am “ajuste de contas”, em “guerras da noite”, mas a verdade é que a lista de mortos não pára de aumentar.
Alguém mais inspirado, julgo que do PSD, veio dizer que o Porto parecia “a Chicago dos anos 30”. A metáfora não é totalmente desajustada.
Palermo, Chicago, tudo lugares míticos do crime, o que significa que para a psicologia do Porto isto é algo traumatizante. Para mais, a PJ parece não querer intervir. Até agora, ainda ninguém foi preso. Seis meses depois de começarem os homicídios, a PJ não se decidiu ainda a intervir. A mensagem que passa é, “deixem-nos matar-se uns aos outros”. É como se a PJ   soubesse que o que se está a passar é uma guerra dentro dos “gangs” pela supremacia na noite do Porto e preferisse estar sentada no alto do monte, observando a guerra à distância, enquanto os “gangs” se matam entre si.
É verdade que os crimes ainda não atingiram o público. O alarme social é mais distante. Ninguém que frequente a “noite” do Porto teme pela sua segurança ou pela sua vida, porque os “gangs” não querem causar o caos social, mas apenas lutam entre si. Bem pelo contrário. Os assassinatos são cirúrgicos, operações especiais cujo único objectivo é eliminar mais um membro de um “gang” e não assustar a malta que vai à discoteca. Seja como fôr, fica uma ideia de um Porto criminoso, um Porto perigoso. É como se a cidade se estivesse a tornar uma arena de bandidos que um dia já foram mais poderosos, e hoje perderam o tino e a razão.
Testemunho  (Marinho Neves)
A Corrupção na Polícia
Ainda sem se saber qual vai ser o destino de Pidá e seus parceiros, mais uma vez se confirmou que a acção precipitada da PJ do Porto sobre o gang da Ribeira logo que o PGR nomeou uma magistrada de Lisboa para tratar do assunto, trazia água no bico.
Foi evidente que a forma como foi desautorizada a magistrada Helena Fazenda, nomeada pelo Procurador Geral (PGR) em relação à libertação da maior parte dos arguidos. A mim nada  surpreende porque me lembro durante os últimos anos da forma como foram tratados vários processos muito semelhantes na mesma área geográfica.
Já lá vão uns anos quando PC resolveu mover uma acção judicial, a mim e a outro colega, por abuso de liberdade de imprensa. Quando fomos chamados a depor na PJ do Porto, logo que entrámos no gabinete do inspector que nos ia ouvir, este disse-nos com o maior descaramento: “Então vocês andam a dizer mal do meu presidente?” Claro que já não prestámos qualquer tipo de declaração e o processo foi arquivado.
Também são conhecidos os vários processos que foram movidos por jornalistas que foram perseguidos e agredidos por seguranças ligados ao clube “azul e branco”. Um deles foi público e muito mediatizado. Marinho Neves foi emboscado à porta de sua casa por dois jagunços que ele conhecia. Foi apresentada queixa na PJ do Porto e entregue um rol de 5 testemunhas que viram a cara dos agressores e testemunharam os factos. Essas testemunhas nunca foram ouvidas e o processo foi arquivado por falta de provas.
Em relação às agressões às suas ex-mulheres, um crime público, PC também saiu por cima.
(Deve ter um advogado “muito bom”, dizemos nós!).
Mais  recentemente, logo após Ricardo Bexiga ter sido agredido brutalmente, o advogado portuense apresentou queixa na PJ. Um ano e meio depois, quando a equipa de Maria José Morgado pegou na situação para a investigar deparou-se com um processo sem uma única diligência. Incrível!! A única coisa que contava do processo era a queixa apresentada por Ricardo Bexiga.
No dia 14 de Dezembro último o CM deu à estampa po relatório que a PSP fez sobre as investigações das últimas mortes, mencionando nomes e factos e a forma como tudo foi conduzido. O que fez a PJ do Porto? NADA!!
Bastou o PGR assumir, mais uma vez com coragem, o controlo dos acontecimentos e nomear também mais uma vez uma mulher, que pelos vistos tem uns grandes “tomates”, para que dois dias depois se fizesse aquilo que deveria ter sido feito há 5 meses atrás. Foi tarde, mas ainda chegaram a tempo. Foi tudo de “saco”. E Pidá tinha tanto medo de ser preso que nem tempo teve para guardar a sua arma de 9 mm, calibre de guerra.
Queixa-se a PJ do Porto que a atitude de Pinto Monteiro foi como passar-lhes um atestado de incompetência. Eu também acho, mas pelos vistos resultou. Vamos apostar como não vão haver mais ajustes de contas nos próximos anos ou meses?
A vergonha instalou-se na cidade do Porto. Já é a segunda vez que o PGR se vê na necessidade de nomear equipa de investigação de Lisboa para tratarem de crimes acontecidos na cidade portuense, por desconfiança ou incompetência das forças policiais do Grande Porto.
(Ou por corrupção, dizemos nós!)
Quando se começou a notar o escândalo que se estava a produzir, a demora na investigação e arquivamento da maior parte dos processos relacionados com o Apito Dourado, Pinto Monteiro viu-se na necessidade de nomear Maria José Morgado para esta constituir uma equipa capaz de resolver todo o imbróglio relacionado com a corrupção do futebol. Em poucos meses, juntaram-se os cacos e conseguiu-se salvar a honra do convento.
Com esta situação ainda não totalmente resolvida, Pinto Monteiro viu-se novamente na necessidade de nomear mais uma equipa de Lisboa para dar continuidade à investigação dos crimes de morte practicados pelos gangs da cidade nortenha. Morreram 6 pessoas e nada se fez e agora vem-se dizer que a posição tomada pelo PGR pode atrasar processo.
Lembram-se quando há 10 anos uma equipa de seguranças deitou fogo à discoteca “Meia-Culpa” em Lisboa? Morreram 13 pessoas, salvo erro. Uma semana depois estava o assunto resolvido com a prisão de 4 indivíduos que atearam o fogo. Também eram profissionais e cometeram o crime encapuçados. Ninguém lhes viu o rosto, mas nem por isso a equipa coordenada por Fernando Negrão deixou de cumprir  seu dever, porque nessa altura houve uma solidariedade total entre as várias forças policiais, PJ, GNR e PSP.
Nuno Gaiato foi assassinado há 6 meses e toda a gente sabia que ia haver reetaliações. Sucederam-se mais 4 assassinatos e as forças de investigação nada fizeram. Mas, vêm agora dizer que a nomeação de uma nova equipa de investigação pode atrasar o processo.
Os cidadãos portuenses têm vergonha porque nem todos são assassinos e mafiosos. Querem paz e justiça e voltar a confiar nas forças judiciais nortenhas, nem que para isso tenha de se fazer uma limpeza total.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA ( 5 )

Corrupção Nepotista
«Qualquer clube pequeno e modesto (a maioria) que entre em litígio com o FC Porto sabe que isso terá consequências, ou seja, não vale a pena contar com nenhum dos vários jogadores que o clube tem para rodar. Já os outros, podem contar com as sobras dos ricos plantéis portistas, tornando-se aquilo que Teles Roxo, muitos anos chefe do departamento de futebol do FC Porto, apelidou um dia de “equipas amigas”»…

«A política de empréstimos tem uma grande vantagem, que foi crescendo com o tempo: poder sobre os clubes a quem empresta jogadores. Devido às dificuldades financeiras, muitos clubes apenas têm possibilidade de ter jogadores de alguma qualidade apanhando as sobras dos três “grandes”. No início de cada época, passaram a ser frequentes títulos nos jornais como estes (referentes, por exemplo, a 1996): “Fecho do plantel (do Felgueiras) aguarda pelas dispensas do FC Porto” ou “Gil Vicente na expectativa das dispensas do FC Porto”. Ou, no Verão de 1997: “FC Porto privilegia Varzim na cedência de jogadores.”
O FC Porto foi pioneiro e especialmente hábil nessa estratégia. Não só dá experiência a jovens que ainda podem render muito dinheiro, como ganha uma influência extraordinária junto dos clubes. Qualquer clube pequeno e modesto (a maioria) que entre em litígio com o FC Porto sabe que isso terá consequências, ou seja, não vale a pena contar com nenhum dos vários jogadores que o clube tem para rodar. Já os outros, podem contar com as sobras dos ricos plantéis portistas, tornando-se aquilo que Teles Roxo, muitos anos chefe do departamento de futebol do FC Porto, apelidou um dia de “equipas amigas”.

O sistema restringe, assim, as inimizades e, além disso, e principalmente, potencia as alianças – que se podem traduzir, por exemplo, nas eleições para órgãos sociais das estruturas que mandam no futebol, primeiro a Federação, depois a Liga. É exactamente por isso que a ideia do tal clube satélite nunca teve pernas para andar. Concretizá-la seria um erro estratégico de iniciado… Pinto da Costa percebeu muito cedo as potencialidades deste sistema».
 Como comprar os favores dos adversários?
A compra de favores, por parte do FC Porto, aos clubes adversários – através da contrapartida de cedência de jogadores – é uma estratégia antiga, comprovada por denúncias de ex-dirigentes.
“Quando emprestamos os nossos jogadores graciosamente, procuramos fazê-lo com quem o FC Porto tenha boas relações e não falham os compromissos assumidos, tal como aconteceu com a Ovarense”, disse Pinto da Costa ao Record, a 7 de Junho de 1991, aquando do caso “Lee Springfellow”.

O basquetebolista foi desviado do FC Porto para Ovar, o que desagradou a Pinto da Costa, que desde logo faz saber que a Ovarense teria um preço alto a pagar: nunca mais teria ajuda, “graciosamente”… Graciosamente tem aspas porque Pinto da Costa não ajuda ninguém graciosamente.
Pede sempre algo em troca.
E esse ‘algo’ dependerá das necessidades do clube: uma vitória – como conseguiu com o Vitória de Setúbal (o treinador Carlos Cardoso retira da equipa os melhores jogadores, cedidos pelo FC Porto), ou como aconteceu diante da União de Leiria, na presente época, com o técnico Pedro Caixinha a prescindir dos seus melhores jogadores
Uma das denúncias mais directas deste tipo de promiscuidade (“Levas o jogador, mas fazes o que te pedimos”) partiu de Braga, em 2002. As preparação das eleições para a Liga não correm bem a Pinto da Costa, que estava em guerra com Valentim Loureiro.
O presidente do FC Porto prepara uma candidatura alternativa, ao lado de Guilherme Aguiar, mas não consegue sequer formar uma lista e culpa o Sporting de Braga, acusado de retirar o tapete a Pinto da Costa. Os minhotos não gostam da acusação, zangam-se as comadres e… já se sabe.

 
 “A Administração do Sporting de Braga sofreu pressões no sentido de influenciar a sua posição [nas eleições da Liga]. Essas pressões foram muito fortes e entraram pela madrugada dentro do último dia da apresentação das listas. Acenaram com jogadores do FC Porto e tentaram manipular-nos na altura da formação do plantel”, afirmou Luís Machado, dirigente dos minhotos, no Record, a 1 de Setembro de 2002.

Assim se justifica o facto de o FC Porto ter dois ou três clubes na Primeira Liga com relações privilegiadas… Portimonense, Leiria, Olhanense, Setúbal… São muitos pontos em jogo, suficientes para que o empréstimo de sete ou oito jogadores (que não servem ao FC Porto) valha, afinal, um título…
“Elementos afectos ao FC Porto, próximos do presidente Pinto da Costa, pressionaram, poucas horas antes do acto eleitoral para a direcção do Gil Vicente, o líder da lista única apresentada a sufrágio, Afonso Costa, para que a escolha do próximo técnico gilista recaia sobre um homem do chamado ‘lobbie das Antas’.”
«Já no início dos anos 80 há notícias nos jornais de clubes “à pesca” (para usar uma expressão da altura) nas Antas”. Em 1991, por exemplo, o Rio Ave reforça-se com oito jogadores dispensados do FC Porto. Até o treinador, Inácio, transita dos quadros do FC Porto, da equipa técnica dos juniores.
Uma cópia do Olhanense da época transacta, que teve sete jogadores emprestados pelo FC Porto e o seu treinador foi um ex-capitão portista, Jorge Costa.
Carlos Azenha é outro dos treinadores conotados com os azuis-e-brancos. Na época transacta treinou o Vitória de Setúbal e contou com três jogadores emprestados pelo FC Porto, mas nem assim resistiu aos maus resultados. Já nesta época 2010/11, podemos ver três antigos jogadores do FC Porto a rodar noutros clubes para mais tarde, eventualmente, assumirem funções, é o que se diz, no Dragão: Domingos (treinador do Sp. Braga), Jorge Costa (treinador da Académica) e Fernando Couto (Director Desportivo do Sp. Braga). Voltando atrás, a 1992, o Record traz a seguinte peça, reveladora sobre o tema:

Elementos afectos ao FC Porto, próximos do presidente Pinto da Costa, pressionaram, poucas horas antes do acto eleitoral para a direcção do Gil Vicente, o líder da lista única apresentada a sufrágio, Afonso Costa, para que a escolha do próximo técnico gilista recaia sobre um homem do chamado ‘lobbie das Antas’.
Na base destas pressões (que apresentavam como moeda de troca a continuidade da habitual cedência de jogadores com vínculo ao FC Porto) terá estado a inflexão de Afonso Costa relativamente à contratação do futuro treinador principal, lugar que chegou a ser dado como certo para um de dois homens: Vítor Oliveira ou Carlos Garcia. (…) Sobre o relacionamento com o FC Porto, Afonso Costa reconhece que ‘foi um pouco deselegante, mas terá oportunidade de justificar, junto da direcção portista, a sua atitude, e está certo e esperançado de que será perdoado.”
Record, 21 de Junho de 1992

Outro indício de como funciona este sistema são as declarações, em 1995, de Jorge Gomes, funcionário do departamento de futebol do FC Porto, que acompanha o percurso dos atletas emprestados para, se possível, fazê-los depois regressar ao clube. O acompanhamento, explica, baseia-se na observação de jogos e “nas informações que chegam dos técnicos dos respectivos clubes”. E acrescenta:
É por essa razão que temos o cuidado de privilegiar clubes cujos técnicos estejam identificados com a filosofia de trabalho do FC Porto.”
Jorge Gomes,
Record, 28 de Junho de 1995
Ora, se, como vimos atrás, no caso do Gil Vicente, o FC Porto dá também umas dicas para a escolha desses próprios técnicos, ficamos com uma ideia do poder de influência do clube portista junto de clubes da mesma divisão, com quem disputa pontos após pontos, jogo após jogo, semana após semana.
Muitos clubes pequenos sujeitam-se assim ao poder do FC Porto, quer escolhendo um treinador que sabem que vai agradar nas Antas quer unindo-se ao clube nas suas várias lutas. E o FC Porto nem precisa de fazer nada, toda a gente sabe como funciona, quanto mais não seja porque os avisos e os castigos aparecem sempre na imprensa. E tudo por causa de meia dúzia de jogadores que sobram dos super-plantéis portistas.

Já em 1991 tinham surgido insinuações de que o FC Porto se estava a imiscuir na composição da liderança técnica de outro clube, desta vez da Ovarense, mais concretamente sugerindo o nome de Inácio. Só que os dois clubes desentenderam-se e Inácio, como já referimos, acaba por ir para o Rio Ave. Ele e mais oito jogadores emprestados… Nesse ano, outro treinador da órbita portista, Rodolfo Reis, treina outro clube premiado com empréstimos portistas, o Tirsense. Os exemplos são inúmeros.
Pinto da Costa diz que é mentira, que não se mete nos outros clubes, que não decide quem é o treinador. Ninguém estava à espera que o assumisse. Seria um escândalo se o fizesse. As coisas têm de ser lidas nas entrelinhas.
Como nesta declaração, a propósito do caso Ovarense:
Pretendemos saber quem são os treinadores desses clubes, porque queremos que os técnicos saibam orientá-los em todos os aspectos.”
Record, 7 de Junho de 1991
Este poder junto dos clubes mais pequenos era ainda maior devido a um pormenor: emprestava-se o jogador, mas com a condição de ele não defrontar o FC Porto quando as duas equipas se defrontassem. Imagine-se o cenário quando o clube tem mais do que um jogador emprestado. Havia, assim, por vezes, várias baixas na equipa do clube mais pequeno quando defrontava o clube emprestador. Uma norma que só será alterada, por lei, há pouco tempo.
Testemunho
 
"Luís 14-02-2011. Nem sou de comentar neste tipo de sites. Mas depois de ler o que para aqui vai lembrei-me de uma coisa que o meu pai me contou. O meu pai tem uma imobiliária em Leiria. Há uns tempos atrás quem lhe veio bater à porta? Aquele ex-treinador do Leiria, o Vitor Pontes. Estava à procura de casa. O meu pai mete sempre conversa com as pessoas, é um bom falador e para entreter o cliente é sempre bom ter boa conversa. O Vitor Pontes contou-lhe que estava desempregado. Ao que parece não conseguia emprego em nenhum clube da 1º Liga.
Vai não vai disse ao meu pai que o Porto controlava um terço dos clubes da Liga e que só para lá vai quem eles querem”.
Testemunho
"O clube dos corruptos começa sistematicamente os campeonatos com 20 pontos de avanço! Diz-me um amigo ex-capitão de uma equipa da primeira divisão dos anos 90, contra o porto somos obrigados a perder para não descer de divisão! Cada vez são mais as equipas do norte na primeira divisao...e todas elas tem que ceder pontos ao patronato! Não se chateiem muito com o futebol porque isto é tudo mais do que planeado! por algum motivo os estadios entre 1982 e a data de hoje foram-se esvaziando de interesse...nada acontece por acaso! Enquanto a era dos pintos (pinto de sousa, pinto da costa, lourenço pinto) nao terminar o futebol portugues nao tem qualquer tipo de interesse! Questionem-se sobre o silêncio do presidente da liga durante uma época em que tanta polémica ouve...”
Árbitros a favorecer o FCP
Apesar da pesada caução fixada a PC pela autoridade judicial, não creio que este homem venha a ser, por ora, criminalmente sancionado. Pelo menos, com base no tipo de malfeitorias que têm sido atribuídas ao seu clube e que contam, no essencial, da ocupação sistemática das instâncias relevantes do futebol português, até o aprisionarem por completo.
Durante longos anos, este homem comandou um exército de agentes e serventuários, na tarefa de tecer a teia de aranha onde o conjunto do futebol acabou refém. Essa teia visou aprisionar os árbitros e a sua organização dirigente e também clubes e empresários. Tais objectivos foram genericamente atingidos e daí a influência que PC já teve no meio. E quem resistiu a cair na rede foi, não raro, condicionado pela ameaça de violência ou a violência explícita.
A justiça cuida, sim das acções legais. E essas, se algumas foram practicadas no âmbito do clube, como é voz corrente há tantos anos no meio futebolístico, duvido que tenham a impressão digital de PC. É que este homem, pelo que foi sendo publicamente divulgado, à medida de uma ou outra instância perdia o medo, ou rompia a teia, nunca sujou as mãos. Outros as terão sujado por ele. Eu até conheço uma história, razoavelmente inocente, que demonstra como isto já ocorria há muitos anos.
Reporta-se essa história ao tempo em que os cartões someçaram a fazer mossa no futebol profissional. A Associação do Porto já por essa altura comandava a arbitragem e escolhia os seus chefes com o acordo não declarado do Papa do futebol. Treinadores conheci, então, que juravam adivinhar que árbitro lhes seria destinado na jornada precedente ao seu  jogo com o FCPorto. E não é que acertavam sempre, pois eram-lhes enviados os mais famosos na arte de amarelar quem estava no limite da suspensão?
Um dia perguntei a um desses treinadores se acusava alguém, especificamente, por este controlo à distância das nomeações, para afastar indirectamente dos jogos com o FCP os jogadores X, Y ou Z. E já por esse tempo o objecto de todas as suspeiçôes era outro (o seu famosíssimo treinador à época, Pedroto) e não o dirigente que mandava no futebol portista.
Como se previa não foi a voz de PC apanhada nas velhas escutas da PJ, quando alguém pelo FCP negociou os “Quinhentinhos” com o árbitro José Guímaro. Foi a de Reinaldo Teles. E na ordem de pagamento dos férias dos árbitros Calheiros no Brasil, a assinatura válida era também a de um subalterno qualquer, subitamente investido da autonomia adequada a tal acto.
De 3 jornalistas sei que que foram vítimas de agressão, por questões futebolísticas relacionadas com o FCPorto. De um até fui testemunha no inquérito federativo. E em algum momento se ouviram referências ao mandante se é que o houve? Obviamente que não. Só figuras menores sujaram as mãos.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (4 )

Rui Cartaxana, o Jornalista
Queremos aqui prestar homenagem a um dos jornalistas mais corajosos do nosso pais. Ao contrário daqueles que lhe sucederam no jornal o Record, que liderou com muito sucesso entre 1986 e 1998, Cartaxana era um jornalista corajoso e frontal e não se vergava a ameaças nem a pressões, viessem de onde viessem. Foi uma das referências do jornalismo português e do jornal Record. Deixou um legado e uma memória que aos seus sucessores no jornal que liderou apenas têm envergonhado.
 A Última Crónica 5/03/09 (Rui Cartaxana)
As últimas cenas passadas dentro e fora do Tribunal de Gaia, onde está a ser julgados por corrupção os srs. Pinto da Costa, presidente do FCPorto, Augusto Duarte, árbitro de futebol e António Araújo, empresário de jogadores e “homem de mão” do presidente têm qualquer coisa de “déjà vu”.
Algures noutras paragens, mais mediterrânicas e mais violentas, com base em dinheiro vivo, que passa de mão para mão com fins misteriosos em misteriosos envelopes, acontecem, de facto, cenas assim. O silêncio é a grande lei da família e testemunha que se atreva depor contra alguém do grupo (contra o chefe então, é impensável) é hostilizada e agredida, se não lhe acontecer pior, porque pois aqui só o silêncio é soberano e contra eles ninguém pode, nem os senhores da capital.
Todos nós já vimos coisas assim no cinema, só que agora temos ali a coisa ao vivo dada em directo e, mesmo se o guião não é tão radical, não faltam por cá os personagens estranhos e as situações. A testemunha maldita, Carolina, apesar de protegida pela polícia, acaba insultada e agredida por “populares”, o agente da autoridade (árbitro) alegadamente corrompido não comparece, invocando misteriosa doença. O pior é que a sua versão não joga com a do alegado corruptor e figura central do drama (segundo ele, árbitro, foi apenas “tomar um cafézinho e ter uma conversinha” com o presidente, precisamente na véspera de ir arbitrar um jogo com o FCPorto). O qual, presidente, “explica” tudo com um encontro de aconselhamento, a pedido do árbitro, “coisas familiares”. Não falta, sequer, a figura do intermediário, engajador e “homem de mão”, o fiel Araújo, presente em tudo e para tudo, ou a irmã-géma que trai a outra gémea. Carolina, a troco de benesses do “homem”, vai depor contra o próprio sangue e corre com os jornalistas fazendo-lhes um gesto obsceno com o dedo da mão espetado. Tudo gente fina, como se vê.

Pairando sobre as cabeças destes personagens de ópera bufa andam 2500€ em cinco notas de 500€ que a então doce Carolina diz ter metido num envelope a pedido do então marido e presidente para ofertar, com o “cafézinho”, ao pobre Augusto Duarte, que ele precisava, vá-se lá saber para quê em conjuntura de tantas e tão grandíssimas dificuldades como as que vivemos.
Alguém percebeu aquela do presidente dizer agora em tribunal que sabia muito bem que tinha o telefone sob escuta? Estaria assim tão certo de que as escutas eram “ilegais”?.
 A Raiz do Sistema  (Rui Cartaxana)
A classificação trata-se de uma mistificação que visa colocar nas mãos da Comissão de Arbitragem, em particular dos seu presidente, Luis Guilherme, a classificação final dos árbitros. A carreira e o futuro dos árbitros dependem dessa classificação, é de poder que estamos a falar.
Tomemos o exemplo de Olegário Benquerença no referido jogo da Luz, a “encomenda” que foi. O observador (as notas vão de 6 a 10) deu-lhe os tais 7,4. Só que a nota final pode muito bem ficar pelos 9.5 ou 1o, ou seja, excelente. Basta o sr. Guilherme querer! São os famosos coeficientes.
A artimanha é primária. A tabela vai de 0 a 20 ou de 0 a 10, mas apenas de 6 a 10, isto é, abre apenas para os 4 últimos algarismos. Porquê uma malha tão apertada? Para que tudo seja decidido, não no campo, mas na “secretaria”. Tudo está nas mãos do sr. Guilherme e seus pares ou por pressão deles. É que a classificação final é calculada depois de terem adicionado a cada um dos classificados os tais “coeficientes”. Uma palhaçada.  Se o jogo for classificado como tendo um grau de dificuldade muito elevado, com foi o da Luz, o coeficente será de 2.5, e eis o sr. Benquerença com nada menos de 9.9, isto é, à beira da perfeição.
Mas os recursos não se ficam por aqui. Se eles entenderem que a sua própria decisão de nomear “aquele” árbitro teve aquilo a que eles chamam, imaginem, “grau de dificuldade de designação”, podem ainda acrescentar, conforme os casos, 1, 1.5 ou 2 pontos à classificação dos observadores. Um árbitro amigo, ou mais dócil, pode sair do campo de jogo com a nota mínima dada pelo observador (6 pontos, arbitragem insatisfatória) e chegar à tabela classificativa com a nota máxima 10 pontos, “excelente” no mesmo jogo. Percebem agora porque é que eles nem querem ouvir falar no sorteio dos árbitros?
Assalto à RTP  (Rui Cartaxana)
Um lóbi do norte está a assaltar o poder na RTP nas barbas da nova administração que se porta como um “cavalo de Tróia” perante  o invasor – esse é o sentimento de muitos quadros superiores e médios da Marechal Gomes da Costa.  A última expressão desse assalto é o famoso negócio da RTP com a Sport TV para os jogos da Liga de futebol, um negócio ruinoso para a RTP, ao contrário do que se quer fazer crer.
Para lá dos 19 milhões pagos, a RTP cedeu à Sport TV a partilha total dos jogos do Mundial 2010, negociados em exclusivo para a RTP pela anterior administração. E enquanto a Sport TV não abriu mão da exclusividade dos jogos entre os grandes para a Liga - o que a RTP comprou foram os Benfica-Paços, Sporting-Trofense e FCP-Rio Ave, etc - aquela ficou com os “directos” de todos os jogos do Mundial.
Um “favor” ao amigo Joaquim Oliveira que, segundo fonte da RTP disse ao Correio Sport, foi quem sugeriu a “hábil” junção dos “futuros” do Mundial 2010 (para assim justificar a recusa dos 21 Milhões da TVI). Mas enquanto vai gastar um balúrdio em jogos menores da Liga, a RTP perdeu para a TVI os jogos da selecção nacional, o que vai acontecer pela primeira vez na história da TV pública.
Todavia, a obra prima desta administração é uma coisa que dá pelo nome de “Liga dos últimos”, que passou agora para a RTP1, em horário nobre e com 40 min (tinha 20min na RTPN). É uma tentativa boçal de fazer graça, ou fazer pouco, com a parolice e com um certo clubismo local, abusando dos grandes-planos e confrontando-os com caras estranhas de gente que diz palermices e palavrões abafados pelos habituais “piiis”.
Isto enquanto programas inteligentes e de verdadeiro serviço público não se voltavam a ver. Estas desgraças têm caras. As dos novos gestores, todos sem experiência e sem currículo para a função e todos do Porto (Guilherme Costa, José Marquitos e Carla Chousal, mais Luis Marinho que passou para a administração), as dos 3 novos directores, todos do Porto, e Carlos Daniel, que viu reforçados os seus poderes. (Aposto que são todos adeptos do Porto)
Ou a do eclético e omnipresente presidente dos comerciantes do Porto, Rui Moreira, uma das vedetas da TV do Estado, que o escuta sobre política, arte moderna, a crise, os preços do petróleo, os ciganos da Quinta da Fonte ou o novo aeroporto de Lisboa
 Os Contratos são todos nulos  (Rui Cartaxana)
O ex-presidente do Benfica Vale e Azevedo – e aqui não está em causa o seu diversificado registo criminal – tinha fundamentadas razões jurídicas e legais para denunciar, como fez, os contratos de cedência dos direitos de transmissão do clube à empresa Olivedesportos.
Esses contratos eram, e continuam a ser hoje, nulos e de nenhum efeito, pelo que qualquer clube que tenha contratado essa cedência de direitos à referida empresa pode denunciá-los. Quem o afirma por unanimidade e revogando a sentença de uma 1ª instância é o Tribunal da Relação de Lisboa, por acórdão de 2/11/2000, que diz:
  Os chamados direitos televisivos - direitos de captar e transmitir imagens pela TV – só podem ser adquiridos e exercidos por quem estiver legalmente licenciado a exercer a actividade de televisão (artº 38. Nº7, da Consituitção e Lei 58/90 de 7/9.
II  É nulo por imposssibilidade legal e por ilegalidade de objecto o contrato em que um clube de futebol transfere para uma empresa não autorizada a exercer a actividade o direito de captar e difundir imagens de um espectáculo de futebol. (…) Assim, o contrato referido no ponto II é também nulo porque o seu objecto é contrário à ordem pública – artº271, nº 1, do Código Civil.
E ainda sobre a cedência de tais direitos a outrém, ainda que o mesmo direito seja livremente transmissível pelo seu proprietário – o clube de futebol organizador do espectáculo – “o seu adquirente só pode ser uma entidade legalmente aurotizada a exercer a actividade de televisão”.
Em resumo, tudo depende de a Olivedesportos ser, e não é,  um operador de televisão! Estas citações são uma tentativa de, cordialmente, esclarecer o ilustre directo da “GQ” e colunista do “Record”, Domingos Amaral, que sobre o tema levantou uma série de perguntas inteligentes.
Em resumo: 1º, a televisão é, e tende a ser cada vez mais, um negócio de clubes; 2º, Vale e Azevedo não perdeu. No mínimo, demasiado tarde, já tinha sido corrido do Benfica, o presidente era Vilarinho, que já tinha, entretanto, chegado a acordo com Joaquim Oliveira. Foi com o clube de gatas e sem dinheiro, tendo de o indemnizar em milhões de euros, e “oferecer-lhe um novo contrato” que se fizeram essas negociações; 3º, bizarro é que quem domina o mercado, em regime de monopólio, seja a Olivedesportos, que um tribunal superior declarou parte ilegítima. Ou seja, os clubes hoje “não querem” receber dez vezes mais pelos seus direitos da TV e há 20 anos que a maior receita do futebol é arrecadada e manipulada por um único intermediário, que os tribunais dizem sem legitimidade para os adquirir sequer?
Andreia Couto  (Rui Cartaxana)
“Vamos recuar no tempo. Fernando Couto falou com o major e este arranjou emprego à sua irmã, Andreia Couto, na Liga, não sem antes ter  o aval do “Papa”. A senhor foi trabalhar para a Comissão Disciplinar (where else?) onde se manteve algum tempo.
Até que morreu Lobo; o funcionário que tinha à responsabilidade a inscrição de jogadores e Andreia Couto foi colocada no seu lugar,apesar de ninguém reconhecer na senhora grandes conhecimentos na matéria.
Quando Emanuel Medeiros saiu de Secretário Geral da Liga, quem é que lhe foi ocupar o lugar? Andreia Couto, claro está,empurrada mais uma vez por Valentim Loureiro.
Quando Hermínio Loureiro se perfilou para a presidência da Liga, Andreia Couto volta à ribalta, agora para receber de forma ilegalas listas eleitorais, situação que levou o presidente do Nacional a colocar uma providência cautelar adiando a tomada de posse. Andreia Couto foi mais uma vez promovida, sem saber muito bem como, para directora executiva da Liga. Nem o alpinista João Garcia teria feito melhor”.
 Alla Portoghese  (Rui Cartaxana)
Uma semana depois, indefectíveis e súbditos da religião do sr. Pinto a Costs à parte, 8 em cada 10 portugueses não acredita que a chamada justiça desportiva funcione ou que “alguém” importante (pessoa ou clube) venha a ser punido neste escândalo de corrupção que pôs a descoberto os meandros do futebol nacional. E o que tem vindo à memória das pessoas não é o “filme de ficção” de que fala o presidente do FCPorto, mas o famoso sistema que, há 30 anos, emsombra e domina o mais popular desporto do país. E não faltam bons motivos aos que não acreditam que o “sistema” se regenere por si ou esteja, de facto, a prestar contas à justiça desportiva:
1  A comissão Disciplinar (CD) da Liga, que foi buscar aos tribunais criminais os dados que juntou às sua averiguações para instruir os autos, transformou uma acusação de corrupção activa, consumada, numa acusação de tentativa de corrupção, mudando o tipo de ilícito; ou seja, a pena aplicável fica previamente reduzida à simples perda de pontos; a corrupção consumada levaria à baixa de divisão.
2  Porque será que o FCPorto não vai recorrer da pena que, generosamente, a CD da Liga se prepara para lhe aplicar e deixa os “intelectuais” a gritar pela lavagam da honra?
 Fraca com os fortes e forte com os fracos, a CD da Liga não hesitou em apontar ao Boavista (que os Loureiros abandonaram estrategicamente a horas…) agora nas mãos de um desconhecido empreiteiro com dinheiro, mas sem influências, a pena da baixa de escalão em matéria em que, repare-se, a justiça comum mandou arquivar.
4  Diz sobre este caso PC/FCPorto o especialista e professor universitário José M. Meirim (“Público” de 2/4/08) que a alteração ao regulamento da Liga que permitiu mudar a leitura da CD de corrupção consumada para tentativa de corrupção (a que chama “fato à medida”), foi levada a cabo este ano. O que acho inacreditável, pois significaria uma aplicação retroactiva do regulamento – mas já nada me espanta.
 Os dirigentes e árbitros acusados ou envolvidos questionam desde a primeira hora, de forma persistente, que os ilícitos prescreveram, que as escutas eram inconstitucionais, etc., mas nenhum diz que elas são falsas ou dizem mentiras.
 Quando um dirigente desportivo proõe um “favor” a um árbitro e este aceita, está desde logo consumada a corrupção, activa de um lado, passiva do outro. Entre ambos estabelece-se  o que se pode chamar um contrato, a corrupção consuma-se, venha ela a ser visível ou não. A “subtileza” deste CD da Liga é entender que, se um tal contrato não tiver efeitos visíveis (não diz quais e fala vagamente em “situações anormais”), para ela não há corrupção da forma tentada. Um fato à medida.
Deixo aqui uma notável tese do jurista e ex-inspector da PJ, Moita Flores: “O Apito Dourado não passa de um fogo-fátuo. Uma areiazita nos olhos do povo, que não quer ver o que importa, e é danado por um bom pedaço de má-língua. E para a cadeia não vai ninguém”. Em Itália por menos foi o que se viu. Em 3 meses estava tudo arrumado, nesta justiça portuguesa já lá vai 5 anos. Sabem como é que os italianaos chamam há séculos a um trapalhão, tipo torca-tintas? Portoghese!
 A Mentira  (Rui Cartaxana)
O FCPorto comemorou em 28 de Agosto o seu alegado 115º aniversário, para citar um importante jornal desportivo com “uma celebração discreta e muito intimista”, coisa que nos põem a imaginar o seu vitalício presidente a recitar José Régio e a esposa, em fundo, a tocar Mozart ao piano. E digo “alegado”, porque nem todos os portistas, que durante quase 90 anos se habituaram a comemorar o aniversário do clube no dia 2 de Agosto, aceitam como boa a engenharia histórica que o sr. Pinto da Costa fez em finais dos anos 80, acrescentando nada mais do que 13 anos à já longa vida do clube, e tornando-o, de uma assentada, “centenário”.
Não sei se o ora suspenso presidente se inspirou numa espécie de repescagem histórica feita anos antes pelo seu rival preferido, o Benfica que, mais modesto, se contentou em “recuperar” apenas 4 anos da sua história através do parceiro com o qual se fundaria, de facto, em 1908. Sei é que, com este golpe de génio, o insigne e esmagador presidente azul venceria mais uma vez o Benfica, tornando o FCPorto centenário antes dos encarnados.
O FCPorto foi fundado realmente em 2 de Agosto de 1906 pelo eng. José Monteiro da Costa, cujos descendentes ainda pensaram, na altura, desmascarar este atropelo à sua memória. Conheci as duas pessoas “recrutadas,” digamos assim, para montar e dar alguma verosimilhança à nova “versão histórica” da fundação do clube. Uma delas era um curioso jornalista, tenaz colecionador de histórias, uma espécie de pesquizador de ouro que esmiuçava tudo em que mexia, (cujo não idenfico porque ainda é vivo e não lhe pedi autorização par o meter nisso), a outra era, na altura, um conhecido pianista e homem de sete-ofícios, que criou ou copiou da televisão italiana a figura de um boneco que teve algum sucesso na RTP, o “Toppo-Giggio”.
 A base de trabalho de ambos foi, salvo erro, o recorte de um jornal datado de 1882 ou 1883, em que era referido um certo Foot-Ball Club do Porto, criado por um senhor António Nicolau de Almeida, do qual se perderia totalmente o rasto ou mais referências nos anos que se cruzaram e que tudo indica terá desaparecido como uma alma penada. Com ele, Pinto da Costa, aumentou nada menos de 13 anos (cruzes, canhoto) ao FCPorto. Ou seja, não se contentou em “fazer história”, no seu clube durante o seu tempo, reescreveu-a andando para trás no tempo até ao século anterior.