ALGUNS TENTARAM DIVULGAR A VERDADE E FORAM SILENCIADOS.NÓS CHEGAMOS DISPOSTOS A DENUNCIAR, SEM MEDO,O NEPOTISMO,O TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS, O MERCENARISMO E O TERRORISMO CORRUPTO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL, EM ESPECIAL A DESPORTIVA, NÃO TEM A CORAGEM DE ASSUMIR.

DIVULGA www.pulpuscorruptus.blogspot.com EM PROL DA VERDADE E COMBATE À CORRUPÇÃO!

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (4 )

Rui Cartaxana, o Jornalista
Queremos aqui prestar homenagem a um dos jornalistas mais corajosos do nosso pais. Ao contrário daqueles que lhe sucederam no jornal o Record, que liderou com muito sucesso entre 1986 e 1998, Cartaxana era um jornalista corajoso e frontal e não se vergava a ameaças nem a pressões, viessem de onde viessem. Foi uma das referências do jornalismo português e do jornal Record. Deixou um legado e uma memória que aos seus sucessores no jornal que liderou apenas têm envergonhado.
 A Última Crónica 5/03/09 (Rui Cartaxana)
As últimas cenas passadas dentro e fora do Tribunal de Gaia, onde está a ser julgados por corrupção os srs. Pinto da Costa, presidente do FCPorto, Augusto Duarte, árbitro de futebol e António Araújo, empresário de jogadores e “homem de mão” do presidente têm qualquer coisa de “déjà vu”.
Algures noutras paragens, mais mediterrânicas e mais violentas, com base em dinheiro vivo, que passa de mão para mão com fins misteriosos em misteriosos envelopes, acontecem, de facto, cenas assim. O silêncio é a grande lei da família e testemunha que se atreva depor contra alguém do grupo (contra o chefe então, é impensável) é hostilizada e agredida, se não lhe acontecer pior, porque pois aqui só o silêncio é soberano e contra eles ninguém pode, nem os senhores da capital.
Todos nós já vimos coisas assim no cinema, só que agora temos ali a coisa ao vivo dada em directo e, mesmo se o guião não é tão radical, não faltam por cá os personagens estranhos e as situações. A testemunha maldita, Carolina, apesar de protegida pela polícia, acaba insultada e agredida por “populares”, o agente da autoridade (árbitro) alegadamente corrompido não comparece, invocando misteriosa doença. O pior é que a sua versão não joga com a do alegado corruptor e figura central do drama (segundo ele, árbitro, foi apenas “tomar um cafézinho e ter uma conversinha” com o presidente, precisamente na véspera de ir arbitrar um jogo com o FCPorto). O qual, presidente, “explica” tudo com um encontro de aconselhamento, a pedido do árbitro, “coisas familiares”. Não falta, sequer, a figura do intermediário, engajador e “homem de mão”, o fiel Araújo, presente em tudo e para tudo, ou a irmã-géma que trai a outra gémea. Carolina, a troco de benesses do “homem”, vai depor contra o próprio sangue e corre com os jornalistas fazendo-lhes um gesto obsceno com o dedo da mão espetado. Tudo gente fina, como se vê.

Pairando sobre as cabeças destes personagens de ópera bufa andam 2500€ em cinco notas de 500€ que a então doce Carolina diz ter metido num envelope a pedido do então marido e presidente para ofertar, com o “cafézinho”, ao pobre Augusto Duarte, que ele precisava, vá-se lá saber para quê em conjuntura de tantas e tão grandíssimas dificuldades como as que vivemos.
Alguém percebeu aquela do presidente dizer agora em tribunal que sabia muito bem que tinha o telefone sob escuta? Estaria assim tão certo de que as escutas eram “ilegais”?.
 A Raiz do Sistema  (Rui Cartaxana)
A classificação trata-se de uma mistificação que visa colocar nas mãos da Comissão de Arbitragem, em particular dos seu presidente, Luis Guilherme, a classificação final dos árbitros. A carreira e o futuro dos árbitros dependem dessa classificação, é de poder que estamos a falar.
Tomemos o exemplo de Olegário Benquerença no referido jogo da Luz, a “encomenda” que foi. O observador (as notas vão de 6 a 10) deu-lhe os tais 7,4. Só que a nota final pode muito bem ficar pelos 9.5 ou 1o, ou seja, excelente. Basta o sr. Guilherme querer! São os famosos coeficientes.
A artimanha é primária. A tabela vai de 0 a 20 ou de 0 a 10, mas apenas de 6 a 10, isto é, abre apenas para os 4 últimos algarismos. Porquê uma malha tão apertada? Para que tudo seja decidido, não no campo, mas na “secretaria”. Tudo está nas mãos do sr. Guilherme e seus pares ou por pressão deles. É que a classificação final é calculada depois de terem adicionado a cada um dos classificados os tais “coeficientes”. Uma palhaçada.  Se o jogo for classificado como tendo um grau de dificuldade muito elevado, com foi o da Luz, o coeficente será de 2.5, e eis o sr. Benquerença com nada menos de 9.9, isto é, à beira da perfeição.
Mas os recursos não se ficam por aqui. Se eles entenderem que a sua própria decisão de nomear “aquele” árbitro teve aquilo a que eles chamam, imaginem, “grau de dificuldade de designação”, podem ainda acrescentar, conforme os casos, 1, 1.5 ou 2 pontos à classificação dos observadores. Um árbitro amigo, ou mais dócil, pode sair do campo de jogo com a nota mínima dada pelo observador (6 pontos, arbitragem insatisfatória) e chegar à tabela classificativa com a nota máxima 10 pontos, “excelente” no mesmo jogo. Percebem agora porque é que eles nem querem ouvir falar no sorteio dos árbitros?
Assalto à RTP  (Rui Cartaxana)
Um lóbi do norte está a assaltar o poder na RTP nas barbas da nova administração que se porta como um “cavalo de Tróia” perante  o invasor – esse é o sentimento de muitos quadros superiores e médios da Marechal Gomes da Costa.  A última expressão desse assalto é o famoso negócio da RTP com a Sport TV para os jogos da Liga de futebol, um negócio ruinoso para a RTP, ao contrário do que se quer fazer crer.
Para lá dos 19 milhões pagos, a RTP cedeu à Sport TV a partilha total dos jogos do Mundial 2010, negociados em exclusivo para a RTP pela anterior administração. E enquanto a Sport TV não abriu mão da exclusividade dos jogos entre os grandes para a Liga - o que a RTP comprou foram os Benfica-Paços, Sporting-Trofense e FCP-Rio Ave, etc - aquela ficou com os “directos” de todos os jogos do Mundial.
Um “favor” ao amigo Joaquim Oliveira que, segundo fonte da RTP disse ao Correio Sport, foi quem sugeriu a “hábil” junção dos “futuros” do Mundial 2010 (para assim justificar a recusa dos 21 Milhões da TVI). Mas enquanto vai gastar um balúrdio em jogos menores da Liga, a RTP perdeu para a TVI os jogos da selecção nacional, o que vai acontecer pela primeira vez na história da TV pública.
Todavia, a obra prima desta administração é uma coisa que dá pelo nome de “Liga dos últimos”, que passou agora para a RTP1, em horário nobre e com 40 min (tinha 20min na RTPN). É uma tentativa boçal de fazer graça, ou fazer pouco, com a parolice e com um certo clubismo local, abusando dos grandes-planos e confrontando-os com caras estranhas de gente que diz palermices e palavrões abafados pelos habituais “piiis”.
Isto enquanto programas inteligentes e de verdadeiro serviço público não se voltavam a ver. Estas desgraças têm caras. As dos novos gestores, todos sem experiência e sem currículo para a função e todos do Porto (Guilherme Costa, José Marquitos e Carla Chousal, mais Luis Marinho que passou para a administração), as dos 3 novos directores, todos do Porto, e Carlos Daniel, que viu reforçados os seus poderes. (Aposto que são todos adeptos do Porto)
Ou a do eclético e omnipresente presidente dos comerciantes do Porto, Rui Moreira, uma das vedetas da TV do Estado, que o escuta sobre política, arte moderna, a crise, os preços do petróleo, os ciganos da Quinta da Fonte ou o novo aeroporto de Lisboa
 Os Contratos são todos nulos  (Rui Cartaxana)
O ex-presidente do Benfica Vale e Azevedo – e aqui não está em causa o seu diversificado registo criminal – tinha fundamentadas razões jurídicas e legais para denunciar, como fez, os contratos de cedência dos direitos de transmissão do clube à empresa Olivedesportos.
Esses contratos eram, e continuam a ser hoje, nulos e de nenhum efeito, pelo que qualquer clube que tenha contratado essa cedência de direitos à referida empresa pode denunciá-los. Quem o afirma por unanimidade e revogando a sentença de uma 1ª instância é o Tribunal da Relação de Lisboa, por acórdão de 2/11/2000, que diz:
  Os chamados direitos televisivos - direitos de captar e transmitir imagens pela TV – só podem ser adquiridos e exercidos por quem estiver legalmente licenciado a exercer a actividade de televisão (artº 38. Nº7, da Consituitção e Lei 58/90 de 7/9.
II  É nulo por imposssibilidade legal e por ilegalidade de objecto o contrato em que um clube de futebol transfere para uma empresa não autorizada a exercer a actividade o direito de captar e difundir imagens de um espectáculo de futebol. (…) Assim, o contrato referido no ponto II é também nulo porque o seu objecto é contrário à ordem pública – artº271, nº 1, do Código Civil.
E ainda sobre a cedência de tais direitos a outrém, ainda que o mesmo direito seja livremente transmissível pelo seu proprietário – o clube de futebol organizador do espectáculo – “o seu adquirente só pode ser uma entidade legalmente aurotizada a exercer a actividade de televisão”.
Em resumo, tudo depende de a Olivedesportos ser, e não é,  um operador de televisão! Estas citações são uma tentativa de, cordialmente, esclarecer o ilustre directo da “GQ” e colunista do “Record”, Domingos Amaral, que sobre o tema levantou uma série de perguntas inteligentes.
Em resumo: 1º, a televisão é, e tende a ser cada vez mais, um negócio de clubes; 2º, Vale e Azevedo não perdeu. No mínimo, demasiado tarde, já tinha sido corrido do Benfica, o presidente era Vilarinho, que já tinha, entretanto, chegado a acordo com Joaquim Oliveira. Foi com o clube de gatas e sem dinheiro, tendo de o indemnizar em milhões de euros, e “oferecer-lhe um novo contrato” que se fizeram essas negociações; 3º, bizarro é que quem domina o mercado, em regime de monopólio, seja a Olivedesportos, que um tribunal superior declarou parte ilegítima. Ou seja, os clubes hoje “não querem” receber dez vezes mais pelos seus direitos da TV e há 20 anos que a maior receita do futebol é arrecadada e manipulada por um único intermediário, que os tribunais dizem sem legitimidade para os adquirir sequer?
Andreia Couto  (Rui Cartaxana)
“Vamos recuar no tempo. Fernando Couto falou com o major e este arranjou emprego à sua irmã, Andreia Couto, na Liga, não sem antes ter  o aval do “Papa”. A senhor foi trabalhar para a Comissão Disciplinar (where else?) onde se manteve algum tempo.
Até que morreu Lobo; o funcionário que tinha à responsabilidade a inscrição de jogadores e Andreia Couto foi colocada no seu lugar,apesar de ninguém reconhecer na senhora grandes conhecimentos na matéria.
Quando Emanuel Medeiros saiu de Secretário Geral da Liga, quem é que lhe foi ocupar o lugar? Andreia Couto, claro está,empurrada mais uma vez por Valentim Loureiro.
Quando Hermínio Loureiro se perfilou para a presidência da Liga, Andreia Couto volta à ribalta, agora para receber de forma ilegalas listas eleitorais, situação que levou o presidente do Nacional a colocar uma providência cautelar adiando a tomada de posse. Andreia Couto foi mais uma vez promovida, sem saber muito bem como, para directora executiva da Liga. Nem o alpinista João Garcia teria feito melhor”.
 Alla Portoghese  (Rui Cartaxana)
Uma semana depois, indefectíveis e súbditos da religião do sr. Pinto a Costs à parte, 8 em cada 10 portugueses não acredita que a chamada justiça desportiva funcione ou que “alguém” importante (pessoa ou clube) venha a ser punido neste escândalo de corrupção que pôs a descoberto os meandros do futebol nacional. E o que tem vindo à memória das pessoas não é o “filme de ficção” de que fala o presidente do FCPorto, mas o famoso sistema que, há 30 anos, emsombra e domina o mais popular desporto do país. E não faltam bons motivos aos que não acreditam que o “sistema” se regenere por si ou esteja, de facto, a prestar contas à justiça desportiva:
1  A comissão Disciplinar (CD) da Liga, que foi buscar aos tribunais criminais os dados que juntou às sua averiguações para instruir os autos, transformou uma acusação de corrupção activa, consumada, numa acusação de tentativa de corrupção, mudando o tipo de ilícito; ou seja, a pena aplicável fica previamente reduzida à simples perda de pontos; a corrupção consumada levaria à baixa de divisão.
2  Porque será que o FCPorto não vai recorrer da pena que, generosamente, a CD da Liga se prepara para lhe aplicar e deixa os “intelectuais” a gritar pela lavagam da honra?
 Fraca com os fortes e forte com os fracos, a CD da Liga não hesitou em apontar ao Boavista (que os Loureiros abandonaram estrategicamente a horas…) agora nas mãos de um desconhecido empreiteiro com dinheiro, mas sem influências, a pena da baixa de escalão em matéria em que, repare-se, a justiça comum mandou arquivar.
4  Diz sobre este caso PC/FCPorto o especialista e professor universitário José M. Meirim (“Público” de 2/4/08) que a alteração ao regulamento da Liga que permitiu mudar a leitura da CD de corrupção consumada para tentativa de corrupção (a que chama “fato à medida”), foi levada a cabo este ano. O que acho inacreditável, pois significaria uma aplicação retroactiva do regulamento – mas já nada me espanta.
 Os dirigentes e árbitros acusados ou envolvidos questionam desde a primeira hora, de forma persistente, que os ilícitos prescreveram, que as escutas eram inconstitucionais, etc., mas nenhum diz que elas são falsas ou dizem mentiras.
 Quando um dirigente desportivo proõe um “favor” a um árbitro e este aceita, está desde logo consumada a corrupção, activa de um lado, passiva do outro. Entre ambos estabelece-se  o que se pode chamar um contrato, a corrupção consuma-se, venha ela a ser visível ou não. A “subtileza” deste CD da Liga é entender que, se um tal contrato não tiver efeitos visíveis (não diz quais e fala vagamente em “situações anormais”), para ela não há corrupção da forma tentada. Um fato à medida.
Deixo aqui uma notável tese do jurista e ex-inspector da PJ, Moita Flores: “O Apito Dourado não passa de um fogo-fátuo. Uma areiazita nos olhos do povo, que não quer ver o que importa, e é danado por um bom pedaço de má-língua. E para a cadeia não vai ninguém”. Em Itália por menos foi o que se viu. Em 3 meses estava tudo arrumado, nesta justiça portuguesa já lá vai 5 anos. Sabem como é que os italianaos chamam há séculos a um trapalhão, tipo torca-tintas? Portoghese!
 A Mentira  (Rui Cartaxana)
O FCPorto comemorou em 28 de Agosto o seu alegado 115º aniversário, para citar um importante jornal desportivo com “uma celebração discreta e muito intimista”, coisa que nos põem a imaginar o seu vitalício presidente a recitar José Régio e a esposa, em fundo, a tocar Mozart ao piano. E digo “alegado”, porque nem todos os portistas, que durante quase 90 anos se habituaram a comemorar o aniversário do clube no dia 2 de Agosto, aceitam como boa a engenharia histórica que o sr. Pinto da Costa fez em finais dos anos 80, acrescentando nada mais do que 13 anos à já longa vida do clube, e tornando-o, de uma assentada, “centenário”.
Não sei se o ora suspenso presidente se inspirou numa espécie de repescagem histórica feita anos antes pelo seu rival preferido, o Benfica que, mais modesto, se contentou em “recuperar” apenas 4 anos da sua história através do parceiro com o qual se fundaria, de facto, em 1908. Sei é que, com este golpe de génio, o insigne e esmagador presidente azul venceria mais uma vez o Benfica, tornando o FCPorto centenário antes dos encarnados.
O FCPorto foi fundado realmente em 2 de Agosto de 1906 pelo eng. José Monteiro da Costa, cujos descendentes ainda pensaram, na altura, desmascarar este atropelo à sua memória. Conheci as duas pessoas “recrutadas,” digamos assim, para montar e dar alguma verosimilhança à nova “versão histórica” da fundação do clube. Uma delas era um curioso jornalista, tenaz colecionador de histórias, uma espécie de pesquizador de ouro que esmiuçava tudo em que mexia, (cujo não idenfico porque ainda é vivo e não lhe pedi autorização par o meter nisso), a outra era, na altura, um conhecido pianista e homem de sete-ofícios, que criou ou copiou da televisão italiana a figura de um boneco que teve algum sucesso na RTP, o “Toppo-Giggio”.
 A base de trabalho de ambos foi, salvo erro, o recorte de um jornal datado de 1882 ou 1883, em que era referido um certo Foot-Ball Club do Porto, criado por um senhor António Nicolau de Almeida, do qual se perderia totalmente o rasto ou mais referências nos anos que se cruzaram e que tudo indica terá desaparecido como uma alma penada. Com ele, Pinto da Costa, aumentou nada menos de 13 anos (cruzes, canhoto) ao FCPorto. Ou seja, não se contentou em “fazer história”, no seu clube durante o seu tempo, reescreveu-a andando para trás no tempo até ao século anterior.

terça-feira, 5 de julho de 2011

FIGURÕES 3: LUÍS FILIPE MENESES O CORRUPTO DE GAIA

Enquanto presidente da Câmara de Gaia entregou ao FCPorto uma das mais valiosas prendas que o clube recebeu, nos últimos anos, o Centro de Estágio do Olival. Os custos couberam apenas ao município: mais de 16 M€ (quase 3,3 Milhões de contos) de dinheiros públicos. Os dragões receberam ainda e à borla os direitos de superfície por 50 anos e apenas liquidam uma renda mensal pouco superior a 500 euros. Se um dia se fartarem, vão à sua vida, sem qualquer compensação para a edilidade. A autarquia, essa, ficaria com um elefante branco, cuja gestão ela própria reconhece não ser capaz de assegurar, “Seria desastrosa do ponto de vista de recursos públicos”, admite o executivo camarário, num documento da sua lavra.
Estas são, em resumo, as principais conclusões de um extenso relatório de uma auditoria da Inspecção-Geral de Finanças à Câmara de Gaia, a que a VISÂO teve acesso. O documento definitivo recebido em Maio último no gabinete de Menezes, visa sobretudo a gestão de parceria entre o município e o FCPorto SAD. As irregularidades e ilegalidades detectadas pelos inspectores dão pano para mangas e revelam uma calamitosa gestão pública, motivo pelo qual o relatório foi enviado para o Ministério Público.
Tudo começou em 1999.
Desde logo as Fundações Portogaia e Gaia Cidade d´Ouro através das quais se canabalizam verbas para a construção do empreendimento não deveriam sequer ter existido, por não terem cabimento legal.
Nesse capítulo, o papel do Ministério da Administração Interna foi decisivo e, no mínimo, incompreensível. O MAI considerou que a PortoGaia – da qual a FCPorto SAD detinha a maioria - tinha património suficiente para os fins propostos apesar do seu financiamneto “certo e regular” ser proveniente da Fundação Gaia Cidade d´Ouro, a qual não tinha personalidade jurídica e cujo reconhecimento viria a ser chumbado, mas tarde, pelo próprio ministério. 
À época, o titular da pasta era Fernando Gomes, ex-presidente da Câmara do Porto, um dos notáveis da família portista. É do seu ministério que saem as decisões feridas de ilegalidade, de acordo com o relatório. Mas já não é do seu tempo o “chumbo” da fundação mais problemática. Esse surge apenas em finais de 2002. Já depois da fundação ter sido declarada… extinta.
“A vida que fervilha à volta do quotidiano do FCPorto”, foi um dos argumentos invocados por Menezes para justificar o investimento. Estudos técnicos sobre o impacto do Centro de Estágio, não houve. “De qualquer especie”, sublinha-se. Uma ilegalidade.
A IGF entende que sairia mais em conta a escolha de um clube de Gaia para a parceria. Mas a autarquia escudou-se na experiência do FCPorto para justificar a escolha.

Tudo pelo dragão
O Centro de Estágio consumiu mais de 16M€ de dinheiros públicos, entre terrenos e obras.
A IGF descobriu, entre outras coisas, que o avaliador dos terrenos não tinha estatuto para o fazer, incorrendo em responsabilidade criminal. E que não se justificava o interesse público ao abrigo do qual se efectuaram as expropriações urgentes. Como se não bastasse, a garantia do empréstimo contraído pela Portogaia foram os próprios terrenos cedidos ao clube. Outra ilegalidade.
As próprias obras foram adjudicadas sem concurso público. Mais outra ilegalidade. De resto, a autarquia, apesar de representada na fundação, “prescindiu da capacidade de influenciar decisões importantes”.
Em todo o processo o interesse público foi subordinado aos interesses do FCPorto. “Todos os riscos financeiros ficaram do lado público, especialmente o risco de expropriações, o risco de construção e o risco financeiro”, lê-se. Mas os lucros da exploração do Centro de Estágio, se os houver, serão sempre para os cofres das Antas.
A Câmara não criou sequer uma estrutura de acompanhamento e controlo  da parceria com o FCPorto, SAD. Ou seja, aparentemente nunca se preocupou em fiscalizar a aplicação de dinheiros públicos.
Nem mesmo as contrapartidas sociais, escolares e desportivas para os cidadãos de Gaia estão garantidas. Os interesses da população são defendidos “na medida do possível” e se não colidirem com a prioridades do FCPorto. Nem o protocolo assinado em 2003 compensa isso. Para a IGF, “outros parceiros garantiriam uma maior fruição do equipamento pela população escolar, pelos mais jovens e pelos estratos socialmente mais carenciados”.
Este processo configura pois, “um inequívoco apoio a um clube desportivo”. E os dragões até podem, já amanhã, deixar o espaço sem que a autarquia seja ressarcida.
Contraditório e Críticas
Menezes, no contraditórioa enviado à IGF, contesta a maior parte dos argumentos do relatório, alegando haver erros grosseiros, contradições e omissões. O município, defende-se, “tem pautado a sua conduta com observância e pleno respeito pelas regras e princípios orientadores da eficaz e eficiente gestão pública”. O autarca considera que a utilização do Centro de Estágio pelo FCPorto é, por si só, “determinante para o desenvolvimento económico e social de uma área desertificada do concelho”. E esgrime a seu favor o facto de uma auditoria da Inspecção-Geral da Administração do Território (IGAT) considerar “arrojado e inovador” o projecto com o FCPorto,
SAD, não tendo detectado ilegalidades na criação das fundações e nos compromissos financeiros assumidos”.
A IGF rejeitou a esmagadora maioria das justificações de Menezes.
O PS, por seu lado, condena o autarca. Depois de denunciar, por diversas vezes, aquilo que considera “uma má gestão de dinheiros públicos”, o vereador Barbosa Ribeiro - sócio do FCPorto, por sinal – espera agora que o MP venha sustentar a responsabilidade penal pelo sucedido.
Refira-se a propósito, que o Sporting e Benfica tiveram ou terão, no caso dos encarnados, de libertar vários  milhões de euros dos seus cofres para construir os seus centros de estágio. Mas nem todos têm um Menezes por perto.
 A pergunta que fazemos é: o que é que foi - quanto dinheiro ou o quê - prometido a Menezes pelos responsáveis do FCPorto para fazer o negócio nos moldes em que o fez? É que foram mais de 16M€ de dinheiros públicos oferecidos de mão beijada! Ter-lhe-ão aberto alguma conta num off-shore onde lhe terão depositado 1 ou 2 M€? Não nos admiraíamos absolutamente  nada. Parece-nos o mais lógico.  Sabendo do que a casa gasta, temos a certeza absoluta de que não o fez pelos lindos olhos do Pinto da Costa.
Com este já são 6 os ladrões de topo da quadrilha do Ali Babá.
PS. Já agora, gostávamos de saber quem foram as empresas construtoras e a quem pertencem. Um centro que custou 16 M€ é obra!!
 CUSTOS REAIS DO ESTÁDIO DO DRAGÃO
Auditoria do Tribunal de Contas
O Tribunal de Contas (TC) na sua auditoria calcula os seguintes benefícios estatais e municipais directos e indirectos ao FCP: o Estádio do Dragão recebeu 137,6 M€ de apoios directos e 88,4M€ de apoios indirectos, o que perfaz um total de 226M€!!Segundo as Inspecção Geral de Finanças (IGF) os 88,4M€ de apoios indirectos estão sub-avaliados. As Finanças dizem que a Câmara favoreceu FCP em 55M€ (JN 2004-10-09). “A execução do Plano de Pormenor das Antas terá causado um rombo equivalente de 87M€ no patrimóno da Câmara do Porto.
O relatório final da IGF em que se destacam os 55M€ atribuidos pela autarquia, de forma “ilegal”, ao FCP. O Inspector-Geral remeteu o relatório para o Ministério Público, justificando a decisão com os “indícios de favorecimento” ao clube.
Como se pode ler no relatório, a cedência de parcelas e da respectiva capacidade de construção ao clube foi avaliada pela Câmara liderada por Nuno Cardoso, em 27M€ (300€/m2). Os auditores acrescentam que os lotes em questão estavam destinados à construção de um centro comercial e um hotel, o que significa que deviam ter sido avaliados a 750€/m2. Contas feitas, aos
27M€ que a autarquia admitia estar a dar ao clube haverá que somar mais 28,5M€. Ou seja, a prenda vale 55M€!
Somando os 226M€ de apoios directos e indirectos concedidos pelo Estado e pela Câmara, referidos na auditoria do TC, aos 28,5M€ de apoios ocultados e ilegais averiguados pelo relarório da IGF que não estavam considerados nos relatórios oficiais, chegamos aos 254,5M€!
Metro do Porto
Por outro lado o custo inicial do Estádio apontava para valores a rondar os 123,3M€, mas  afinal a obra custou apenas 98M€ ao FCP (descida única no mundo das obras públicas em Portugal). Esta diferença deveu-se ao facto do Metro do Porto ter assegurado o pagamento das fundações do Estádio pelo facto de ter construido o Terminal do Dragão.
Estamos a falar de mais 25M€ de apoios indirectos, já que o Metro do Porto podia ter  feito uma Estação normal da Zona e que além disso trata-se de acessibilidades de acesso ao Estádio. Somando tudo temos:
Apoios directos do Estado:                                     137,6M€
Apoios indirectos da Câmara                                   88,4M€
Apoios Ocultados por parte da Câmara                  28,5M€
Apoios do Metro do Porto                                        25  M€
Total a preços de 2004                                            279,5M€                       
A preços correntes                                                  310 M€!!!
 Adicionemos-lhe o Centro de Estágio “oferecido” pela Câmara Municipal de Gaia ao FCP, e pelos restantes contribuintes portugueses, como está descrito acima, que custou 16M€, e chegará quase aos 330 M€ a preços correntes as ofertas do Estado ao FCPorto!! Como se fosse o único clube na cidade do Porto ou no norte! E ainda se queixam do poder central. Ladrões  a queixarem-se das vítimas é o cúmulo do cinismo!
Câmara do Porto lesada (cont.)
O Município do Porto terá sido lesado em 2,8 M€(565 mil contos).
No negócio de permuta de terrenos em 2000 com o FCPorto. A conclusão consta de uma nova perícia no processo em que é acusado o ex-autarca Nuno Cardoso.
O montate apontado como prejuízo para o erário público por 3 professores da Faculdade de Economia da Universiadade do Porto ultrapassa até os 2,5M€, valor do prejuízo invocado na acusação do DIAP do MP do Porto. Este é, também, o valor que a Câmara do Porto exige de indemnização aos 7 arguidos.

Acusado por crime de participação económica em negócio estão Nuno Cardoso, 3 vice-presidentes do clube portista (Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Valente), e ainda 3 engenheiros da Câmara, que avaliaram os terrenos do Plano de Pormenor das Antas e da Frente Urbana do Parque da Cidade que estiveram na base da permuta.
O debate instrutório do processo decorre hoje no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, sendo posteriormente decidido se vão ou não, a julgamento.
A perícia foi efectuada por ordem da juíza de instrução titular do processo, que considerou importante averiguar o valor dos terrenos sob o ponto de vista estritamente económico. No processo, existe já uma avaliação fiscal (que estima um prejuízo para o Estado entre 2,5M€ e 3,3M€) e uma avaliação dos técnicos da autarquia, que estabelece a  paridade de valores entre os terrenos permutados.
De acordo com documentos a que o JN teve acesso, a avaliação dos professores da Faculdade de Economia do Porto fundamente-se nos valores das transações efectivamente ocorridas, sendo considerado o único critério obectivo.
Assim, foi concluído pelos professores João Franciso Ribeiro, Patrícia Texeira Lopes e Rui Couto Viana - todos com grau de doutoramento – que, se a Câmara, então liderada por Nuno Cardoso, tivesse adquirido as duas parcelas de terrenos nas Antas à família Ramalho e tivesse vendido os terrenos para construção no Parque da Cidade ganharia 565 mil contos (2,8M€) quantia que acabou por ser o FCP a embolsar.
Por outro lado, o município ganharia 415 ml contos (2,075M€) se, em vez de permutar os terrenos com o FCPorto os tivesse pago em dinheiro e vendido os terrenos do Paque da Cidade para construção.
O MPO alude a uma intervenção ilegítima do FCPorto nas negociações da autarquia com a familia Ramalho para a permuta dos terrenos necessários para a construção do Estádio do Dragão. A acusação sustenta quem sendo o FCPorto o dono dos terrenos das Antas, o interesse público da permuta já não existia.

domingo, 3 de julho de 2011

A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (2)



Os Figurões (2)
 Nuno  Cardoso, o Autarca Corrupto
A Câmara Municipal do Porto ofereceu em 1997 terrenos ao Salgueiros, um clube atolado em dívidas, para “efeitos de edificação de espaços desportivos, aparcamentos, estação de serviço e construção do novo estádio do Clube”.
Com o clube à beira da falência, por gestão ruinosa, os terrenos oferecidos pela Câmara foram (nove anos depois em hasta pública) comprados por uma empresa imobiliária do dirigente do Salgueiros, Carlos Abreu, por 3 M€. Uma outra proposta de 15 M€ de um outro licitador, desapareceu misteriosamente.
No processo de doação dos terrenos municipais, envolveram-se pelo lado da Câmara, Nuno Cardoso, Vereador do Urbanismo, depois Presidente, e pelo lado do Salgueiros, Carlos Abreu, número dois do Salgueiros, agora Presidente.Agora voltaram a encontrar-se.
Segundo o “Público”, Nuno Cardoso passou a sócio de Carlos Abreu na empresa que vai comercializar os terrenos doados pela Câmara.Estranhas coincidências!Esquisito também, é Nuno Cardoso dizer que só conhece Carlos Abreu, há uns sete ou oito meses, quando os dois foram os protagonistas na cedência incondicional dos terrenos municipais ao Salgueiros. Esquisito é fazer sociedade com alguém que só conhece há uns meses.
Para esta nota ficar completa, faltará dizer que o Salgueiros “acabou”. Que o seu estádio foi vendido à Metro, sendo Nuno Cardoso administrador; que o anterior Presidente do Salgueiros responde em processo-crime por suspeita de fraude fiscal e outro por gestão danosa; que Nuno Cardoso está ser investigado pelo MP no âmbito da permuta de terrenos com o F.C. Porto, onde a autarquia terá sido fortemente prejudicada.
É o trilátero, futebol, autarquias, construtores, a funcionar em pleno."A empresa não foi criada para esse efeito, mas obviamente que, se conseguirmos comercializar os terrenos de Arca D'Água, o faremos", disse ao PÚBLICO Nuno Cardoso, referindo que a constituição da sociedade nada tem de irregular. "Só conheci esses senhores há sete, oito meses. E decidimos fazer uma sociedade imobiliária. Conheço muita gente e agora estou nesse ramo do negócio", referiu.
Nuno Cardoso disse ainda ao PÚBLICO que o facto de a empresa ter uma sede "fantasma" também não é irregular. "As empresas são as pessoas. Não precisam de qualquer espaço", acrescentou, explicando que a morada indicada nos registos da sociedade (Centro Comercial do Campo Alegre, no Porto) não é a morada da empresa, mas sim de uma loja de Carlos Abreu. "É a loja de um dos sócios. O que é que isso tem de mal?", perguntou.
 Os anos que se seguiram foram desastrosos para o Salgueiros.
Afogado em dívidas, foi obrigado a desbaratar o património.
A venda dos terrenos de Arca D'Água ocorreu a 10 de Janeiro de 2006, na 8ª Vara Cível do Porto. Foram atribuídas três parcelas à FGVS (uma empresa imobiliária que tinha como sócios Carlos Abreu e Manuel Leite, agora sócios de Nuno Cardoso), terrenos esses localizados junto à Via de Cintura Interna (VCI).
Sobre aqueles terrenos estavam nessa altura registadas 14 hipotecas e penhoras, no montante de 10,3 milhões de euros.A compra foi feita pela FGSV, em hasta pública, por 3M€. A empresa não foi a primeira licitadora, mas o terreno foi-lhe atribuído depois de o juiz perceber que o maior licitador, que tinha oferecido 15 milhões, tinha desaparecido.
A empresa em causa, com sede na Trofa, tem ainda outra semelhante à de agora criada com Nuno Cardoso. A sede também é fantasma e na morada, em Trofa, indicada nos registos, não existe qualquer sociedade.
Este negócio teve outra particularidade. Quem licitou os terrenos de Arca D'Água foi efectivamente a empresa do presidente da comissão administrativa do Salgueiros, mas em Março, um mês antes do negócio se concretizar, aquele passou as quotas a outro empresário, poucos dias antes de constituir uma nova sociedade imobiliária com Nuno Cardoso.
Refira-se ainda que a venda em hasta pública foi contestada pela Liga de Clubes, que alegava deter uma hipoteca sobre os terrenos, no valor de 650 mil euros. Dizia ainda não ter sido avisada da venda judicial, mas a irregularidade alegada não foi suficiente para invalidar o negócio.
Fontes: Jornal " Público", "Diário de Noticias".
 Porto, 03 de Março de 2010.
O Tribunal de Instrução Criminal do Porto enviou às Varas Criminais, para julgamento, o processo do Plano de Pormenor das Antas (PPA) que envolve o antigo presidente da Câmara, Nuno Cardoso, e três administradores da SAD do FC Porto.
A decisão instrutória, consultada hoje pela agência Lusa, pronuncia o ex-autarca socialista, os dirigentes da SAD portista Angelino Ferreira, Adelino Caldeira e Eduardo Tentúgal, bem como os técnicos avaliadores da Câmara do Porto José Almeida Lopes e Liberto Reis Pinto por lesarem o erário público em 2,5 milhões de euros.
Em causa está o crime de participação económica em negócio que, no caso de Nuno Cardoso, é mais penalizado por se tratar de pessoa que, à data dos factos, detinha um cargo público.O ex-presidente da autarquia incorre assim numa pena de prisão até cinco anos e multa de 50 a 100 dias.
O único arguido que o Tribunal de Instrução decidiu não levar a julgamento é José Rafael Dias, que a juíza Lígia Trovão considerou, "alheio aos factos descritos na acusação pública" por não ter integrado, como se acreditava, a equipa de técnicos avaliadores da autarquia envolvida neste caso.
Em causa está, neste processo, uma permuta imobiliária que em 1999 envolveu o FC Porto - enquanto comprador da posição negocial da família Ramalho num terreno das Antas - e a Câmara Municipal, na sua qualidade de dona de algumas parcelas no Parque da Cidade.
Para os dois terrenos foi fixado o mesmo valor (4M€), mas o Ministério Público concordou com os peritos da Inspecção-Geral de Finanças (IGF), para quem as parcelas das Antas deveriam ser avaliadas pelo que eram na altura (zona desportiva) e não pelo que viriam a ser (área de construção).
A nuance seria suficiente para fazer descer o valor dos terrenos, integrados na área no PPA, de 4 milhões de euros para 1,5 milhões.

Na sua decisão instrutória, comunicada às partes em 25 de fevereiro, a juíza de instrução Lígia Trovão refere que o negócio que desencadeou este processo "prejudicou a Câmara Municipal do Porto (...) em exclusivo benefício do FC Porto".
A juíza sublinha ainda a circunstância de o antigo presidente da Câmara "ter participado", por alturas dos factos, nos "interesses" do clube beneficiário do alegado ilícito, "tanto mais que, pelo menos desde 03 de novembro de 2000 passou a integrar os órgãos sociais do Futebol Clube do Porto  - Futebol, SAD, fazendo parte do Conselho Consultivo".
 Nuno Cardoso desferiu, dia 20 de Janeiro de 2005, em conferência de Imprensa, graves acusações contra o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio e o ministro da Justiça, Aguiar Branco, afirmando que estão a influenciar o andamento da investigação do caso da permuta de terrenos entre a autarquia e o FC Porto.
Era para ser uma conferência de Imprensa, mas afinal traduziu-se na leitura de um comunicado de dois minutos, em directo para as televisões. No seu estilo truculento, o ex-autarca da Invicta apresentou-se como vítima de perseguição política, com o objectivo de prejudicar a sua candidatura à Câmara pelo PS.“Para a transparência do processo Rui Rio será naturalmente constituído arguido, pois foi ele quem assinou todos os contratos que formalizei”, disse, acrescentando: “Se tal não acontecer, eu próprio o convocarei para testemunha”.
O ex-autarca fez referências a um conjunto de coincidências que no seu entender provam a teoria de uma cabala contra si. “Todas as sondagens me dão como o candidato melhor colocado para derrotar Rui Rio nas autárquicas“, disse. E não poupou o ministro Aguiar Branco, “o número um do PSD no distrito do Porto e amigo pessoal e aliado político de Rui Rio”. “Já esperava esta acção mas para Junho, perto das eleições autárquicas”, garantiu Nuno Cardoso, justificando esta antecipação pelas sondagens negativas do PSD no distrito em vésperas de legislativas.
Sobre as acusações que sobre ele recaem, Cardoso diz estar “tranquilo e à espera que a Justiça funcione”. Não falou sobre o processo, “para não violar o segredo de Justiça”, e sublinhou que o, “ Plano de Pormenor das Antas foi aprovado por unanimidade pela Câmara e Assembleia Municipal”.
Ontem à tarde, Nuno Cardoso foi ouvido no DIAP, onde decorrem mais dois processos, nos quais Rui Rio está incluído, decorrentes da troca de acusações com o actual presidente da Câmara.
 APARTAMENTOS DE LUXO
Os antigos terrenos da família Ramalho deram lugar aos quatro lotes onde está a ser erguido o Empreendimento Parque da Cidade.
Os apartamentos estão a ser vendidos entre os 314 mil euros (T2) e os 593 mil (T4+1). Foi Rui Rio quem acabou por conceder o licenciamento desta urbanização, em 2003, argumentando que não poderia inviabilizar a construção uma vez que os projectos tinham sido aprovados por Nuno Cardoso.
O imbróglio com os terrenos começou no dia da celebração da escritura: a família Ramalho negociou com a Câmara, o Executivo aprovou (Julho 1999), a assembleia municipal anuiu sem qualquer voto contrário (Setembro 1999). Tudo normal. Só que no dia da escritura, a 3 de Março de 2000, quem apareceu no negócio foi o FC Porto, assumindo a posse dos terrenos.
A Inspecção-Geral de Finanças diz que foi a própria autarquia a sugerir ao clube ‘azul e branco’ a aquisição. Nuno Cardoso é peremptório, “Eu não fui”, assegura, e garante que só no dia da escritura foi informado da alteração pelo próprio notário.
MINISTRO RESPONDE
O ministro da Justiça respondeu, em comunicado, às declarações de Nuno Cardoso. Aguiar Branco considera que o ex-presidente da Câmara do Porto revelou, “ignorância das regras do funcionamento do sistema judicial”. “Nuno Cardoso revelou ainda falta de respeito pessoal pelas instituições judiciárias e pelo Ministério da Justiça. As questões de justiça devem ser discutidas nas instâncias próprias”, acrescenta o mesmo comunicado.
Do lado do PS, o ‘CM’ tentou obter uma reacção, mas a Direcção Nacional do partido remeteu-se ao silêncio.O ex-presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, trabalha como colaborador no projecto de internet ‘Nova Geração’ do Ministério das Obras Públicas.
Recorde-se que recentemente Nuno Cardoso foi absolvido pelos tribunais e pelo MP do caso de favorecimento da venda de terrenos ao FCPorto.O M.P. ilibou também Nuno Cardoso e o FCP quando meses antes tinha avançado para a acusação destas mesmas personagens.
Será por Nuno Cardoso trabalhar para o Governo e ser militante do PS, partido no poder um dos reais motivos para que mais um acto de corrupção e roubo ao Estado tenha passado impune e a acusação dos mesmos neste processo ter sido considerada uma aberração quer pelo juiz como M.P?
 Ao longo de alguns dias será feita uma investigação e plublicados os pormenores que levaram a que mais uma vez os tribunais da comarca do Porto arrastassem a Justiça Portuguesa na lama.
O caso (PPA) Plano Pormenor das Antas que levou à barra dos tribunais Nuno Cardoso à época Pres. da Camâra Municipal do Porto e 3 Vice Pres. do F.C.P, Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Tentúgal Valente.
Solícita como sempre, a imprensa Portuguesa foi célere a publicar as notícias que ilibam Nuno Cardoso e os 3 administradores do F.C.Porto.
O ex-presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, e os vice-presidentes e administradores do F. C. Porto, Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Tentúgal Valente, foram hoje, quarta-feira, absolvidos nos Juízos Criminais do Porto da acusação por crime de participação económica em negócio.
O processo diz respeito a uma permuta de terrenos com a autarquia do Porto, mandada efectuar com urgência pelo então presidente em Março de 2000, de que, segundo a acusação do Ministério Público teria resultado um prejuízo de 2,5 milhões de euros para os cofres públicos.A juíza do processo entendeu não ter ficado provado tal prejuízo para o património municipal, com empolamento das avaliações dos terrenos entregues pelo clube (antes comprados à família Ramalho), e nem concluio entre Nuno Cardoso e o F. C. Porto.Absolvidos foram também Almeida Lopes e Reis Pinto, dois engenheiros da autarquia do Porto que intervieram nas comissões de avaliação dos terrenos em causa.
Fonte:Jornal de Noticias
 Aqui temos mais 4 membros da quadrilha do Al Capone, ou será o Ali Babá e os 40 ladrões? Juntamente com o outro do post anterior já perfazem 5 criminosos. Mas há mais, bastantes mais.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A MÁFIA DA PALERMO PORTUGUESA (1)

Os Figurões (1)
Gil Moreira dos Santos, o Advogado Fascista
Gil Moreira dos Santos (GMS), na senda fascista dos ex-presidentes do FCPorto, Angelo César Machado e Abílio Urgel Horta, é uma das personagens mais sinistras do “sistema” que impera no futebol português. Uma das pessoas que com os seus contactos, o seu escritório de advocacia, o facto de dar (ou ter dado) formação na Universidade Portucalense em cursos como Preparação para acesso ao CEJ (Juizes e magistrados), assim como preparação para Promoção de Inspectores da PJ do Porto, assim como a amizade ,“unha com carne”, ao ex-director da PJ, Matos Fernandes, com quem janta todas as semanas em sua casa, contribui de maneira decisiva e determinanate para a teia mafiosa que corrompe o país.
O facto de, incrivelmente, ser júri dos próprios formandos, ganhando um poder acima do admissível sobre os futuros magistrados, ganha contornos escandalosos de um poder apenas comparável a um ditador.
Com o seu escritório de advocacia no Porto, Gil Moreira dos Santos, Caldeira, Cernadas & Associados – Soc. De Advogados, R. 5 de Outubro, 446-466, Porto, onde campeia também um administrador da SAD do Porto, Adelino Caldeira, ameaçam e condicionam com manigâncias jurídicas jornalistas que revelam actos contra a ética desportiva, condicionam e fecham blogues de jornalistas, atentando contra a liberdade de expressão. Fazendo tábua rasa da Constituição Portuguesa.
Não será por acaso que é o juiz do Pinto da Costa e de Nuno Cardoso, ex-presidente da Câmara do Porto. É uma das figuras portuenses mais sinistras não só nos dias de hoje, como o foi durante os últimos anos do fascismo.
Gil Moreira dos Santos foi juiz no Tribunal Plenário do Porto, um tribunal criado por Salazar com o fim de julgar os crimes políticos.
Um juiz que condenou dezenas de inocentes à prisão e que é permitido estar dentro de uma sala de audiências sem ser no banco dos réus. Só em Portugal um indivíduo deste calibre pode ser sustentado com uma principesca reforma paga pelos contribuintes.
Para quem tanto usou e abusou de uma grande mentira em que o Benfica era o clube do antigo regime, ter agora como advogado este GMS , um acérrimo colaborador da extinta PIDE, não deixa de ser irónico e elucidativo do carácter do presidente do FCPorto…!!
 Testemunho (1)
“No dia 24 de Abril de 1974 ainda este sinistro Tribunal Plenário se reuniu e ordenou ao meirinho para trazer à sessão os acusados de “acções subversivas”, visando o derrube do Estado Novo”. O meirinho respondeu que não havia acusados, a carrinha que os devia trazer da prisão de Caxias não chegara e, ao que constava, decorria uma revolução que tinha por objectivo libertar todos os presos políticos e derrubar definitivamente o Estado Novo.
Consta que os juizes arrumaram as becas, recolheram a penantes e ficaram assolapados nas suas mordomias, aguardanto que a situação se esclarecesse. Comportaram-se como o camaleão e, tal como ele, abocanharam a presa. Estes togados, que anos a fio tinham agido com baixeza moral e sido um exemplo de ignomínia para com a Justiça humana, conseguiram emergir do pântano da vileza e servilismo para, revestindo-se do manto do exercício irresponsável da lei, voltar a distribuir a Justiça dos códigos jurídicos. A maioria reformou-se por limite de idade, mas houve quem chegasse ao Supremo Tribunal, numa atitude de supremo desplante, que infelizmente nenhuma colega de mister teve a justeza de denunciar publicamente.
Só agora, 32 anos passados, foi possível, graças a uma nova geração de magistrados, para quem a democracia é o regime natural das sociedades humanas, reabilitar a dignidade dos muitos resistentes que ali foram julgados e algums vezes espancados pelos agentes da PIDE, a feroz polícia política do regime, no decorrer do próprio julgamento, perante a cúmplice passividade dos júizes (?) que presidiam à sessão.”
Testemunho (2)
“A sentença vinha  já escrita na acusação instruida pela própria polícia política. Ela investigava, procedia à detenção, interrogava sem limite nem peias, instruía o processo e determinava a pena a plicar, que os juízes (?) do tribunal plenário aplicavam com obediência canina – incluindo as “medidas preventivas” , que
determinavam a prorrogação automática da pena, de seis em seis meses, se a PIDE o achasse conveniente para a “segurança do Estado”.
Os juizes destes tribunais foram submissos executantes das ordens da PIDE e o 25 de Abril, mercê de ambiguidades do processo político de então, nunca chegou a responsabilizá-los pela sua cumplicidade com o terror fascista. Alguns juízes, hoje, em vez de se sentirem bem com a denúncia daquela situação parece que tentam encobri-la. Seria uma solidariedade corporativa comprometedora. Não sei se pensam que defendem a dignidade da Justiça tentando ocultar a indignidade dos seus colegas dos Plenários mas na realidade o que resulta é comprometer aquela com estes. VERGONHA!”.
Testemunho (3)
“Gil Moreira dos Santos, juiz do Tribunal Plenário do Porto, julgou e condenou Martins Pereira por distribuir panfletos em Matosinhos a reindivicar melhores salários, arruinando assim uma família. Após cárcere nas instalações da PIDE, transferido para outra prisão, perdeu a sua juventude e estudos colegiais pois ainda era menor e estudante do Colégio Brotero no Porto”.
Testemunho (4)
“Assim pode ver-se o sucesso de um Juiz do Tribunal Plenário do Porto que, saneado, tornou-se advogado e gestor de fascistas que em 74 fugiram para o Brasil. Com o seu regresso a recompensa foi choruda. E até no futebol o meteram, além de ser pago por Avelino Ferreira Torres, entre outros.
O Juis Gil Moreira dos Santos reformado o ano passado com 65 anos, recebe choruda pensão do Estado por ter sido funcionário de  um regime fascista e acumula com o exercício de advocacia, de onde também tem uma grande reforma, para além de ser administrador da SARCOL SGII e outras. Passa o seu tempo de lazer nas quintas na Galiza, Gerâs e S. João da Madeira.
 Testemunho (5)
“Gil Moreira dos Santos, R. do Ouro, Condomínio Ouro, 1º esq, Lordelo, Porto.
Como vizinho, vejo o conhecido ex-director da PJ, Matos Fernandes, entrar para sua casa às sextas feiras para jantar.
Mais curioso é como ele mistura as amizades com os negócios pois esse ex-director da PJ é testemunha no caso Apito Dourado e de Pinto da Costa. Afinal, “uma mão lava a outra”.
Maior coincidência ainda, quando se sabe que tanto ele como esse ex-director dão aulas de formação na Universidade Portucalense do Porto a candidatos a magistrados para o DEI e depois é ele que também os examina como júri nos concursos.  Também dá aulas para concursos de promoção a Inspector da Polícia Judiciária conjuntamente com o ex-director da PJ, o Conselheiro Matos Fernandes, que foi Secretário de Estado da Justiça.
A nomeação está publicada do Diário da República”.
Testemunho (6)
“Vi muitos desses juizes a levar do arquivo centenas desses processos (do Tribunal Plenário) que apenas se distinguiam dos outros por estarem recheados de papel azul, que eram as inquirições da PIDE.
Das arrecadações da Boa Hora às de S. João Novo, os processos desapareceram aos poucos. Mais, as fichas que deram tanto trabalho a escrever, pois nesse tempo não havia computadores, também se foram.
Preocupa  saber quem os levou… e para onde. Queimados, por certo, a pouca vergonha permissiva daqueles que se converteram a democratas deu-lhes a capa, para em frente aos funcionários os levar embora, aos poucos, nas férias, ao longo dos anos”.
E assim se apagou, sem deixar rasto, a pouca vergonha que comprometia os caciques e fascistas.
 Testemunho (7)
“Foi esta figura, Gil Moreira dos Santos, que no Tribunal de Gondomar num julgamento de PC fez aquela figura triste de dizer que os seu constituinte PC ficara muito vexado por ter sido preso depois da fuga para a Galiza e quando quis e com tudo controlado, se fez apresentar ao Tribunal de Gondomar, com uma escolta do gang chamado Superdragões. GMS disse ao juiz que o seu constituinte era um bom católico practicante que se sentia ofendido com aquela prisão injusta e injustificada. O juiz perguntou a este propósito a GMS se os 3 casamentos de PC também estavam de acordo com a doutrina da Igreja Católica e eram portanto actos de um bom católico”.